17/10/2015
Muita emoção na Luz
SL Benfica vence jogo difícil com o FC Porto

Num jogo que teve duas partes distintas, o SL Benfica fez valer da sua exibição na etapa complementar para levar e vencida o eterno rival FC Porto (72-61). A aposta numa defesa zona pelo técnico Carlos Lisboa mostrou-se acertada, já que condicionou, e muito, a eficácia do ataque portista. Uma vez mais, embora ainda estejamos no início da temporada, as referências benfiquistas souberam assumir a responsabilidade do jogo, sinal de maior maturidade experiência para jogar este jogos e estes momentos. Mas ficou provado que esta temporada será mais competitiva, e que o FC Porto se constituiu como mais um candidato a tentar destronar os tetracampeões do topo da modalidade.

 

Os primeiros minutos do clássico mostraram que as duas equipas se apresentaram com o desejo de ganhar, pelo que não surpreendeu o equilíbrio e as alternâncias verificadas no comando do jogo. Essa foi a história do encontro durante os primeiros 12 minutos, altura em que o benfiquistas venciam pela diferença mínima.

 

Mas tudo se alteraria com um  parcial de 13-0, favorável aos dragões, que em menos de quatro minutos assumiram o comando por uma diferença na casa das dezenas (37-25). Dois triplos ajudaram os azuis e brancos a fugirem no marcador, que à entrada do último minuto da 1ª parte dispunham de uma vantagem de dezasseis pontos (43-27).

 

Os campeões nacionais ressentiam-se da falta de eficácia nos tiros de três pontos (2/11 – 18.2%), bem como do facto de não controlar tão bem a posse de bola (7 vs 3 turnovers). Valeram dois cestos aos campeões nacionais, nos segundos finais da 1ª parte, de forma a que o resultado fosse um pouco mais simpático quando recolheram aos balneários (31-43).

 

O intervalo serviu para o técnico Carlos Lisboa repensar estratégias defensivas, já que a defesa zona 2x3 montada pelo técnico benfiquista acabou por ter o sucesso pretendido. Os azuis e brancos sentiram imensos problemas para atacar a zona, dificuldade em circular a bola no ataque, mas sobretudo porque os triplos não caíram durante este período (0/8).

 

Aproveitou o Benfica para somar pontos do lado contrário, com a curiosidade de jogar com uma equipa mais baixa e móvel, já Andrade e Wilson eram os jogadores mais interiores. Isso não retirou eficácia ao ataque encarnado, que com 23 pontos conseguiu fechar o período com o resultado empatado a 53 pontos.

 

Nos primeiros minutos do 4º período a produção atacante das duas equipas foi quase nula, tanto que passados quatro minutos mantinha-se o empate, desta vez a 57 pontos. Seguiu-se um melhor período do Benfica, com Wilson (2+1) e Cook(2) a assumirem, que com um parcial de 5-0 obrigou Moncho López a parar o jogo (62-57).

 

O técnico portista faz regressar ao jogo Washburn (4 faltas) e decide também experimentar a defesa zona. Mas o principal problema do FC Porto estava no ataque, já que conseguia tiros abertos de longa distância mas a bola continuava a não entrar. A juntar a esta ineficácia, o atrevimento defensivo do Benfica, não foram poucas as vezes a arriscarem fechar linhas de passe e impedir a circulação da bola, forçou alguns turnovers ao ataque portista, como valeu alguns contra-ataques.

 

Daequan Cook (20 pontos) apareceu no jogo quando a equipa precisava de marcar pontos, Jeremiah Wilson (18 pontos e 12 ressaltos) revelou novamente a qualidade e consistência de jogos anteriores, com a particularidade de não ter comprometido na posição, revelando-se determinante, a par de Carlos Andrade (11 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências), na interpretação da defesa zona. Destaque ainda para os 40 pontos que vieram do banco benfiquista, com Nuno Oliveira a ter uma participação muito positiva (10 pontos).

 

O FC Porto pagou caro o facto de ter falhado os 18 triplos lançados na etapa complementar, um desacerto que em alguns momentos se refletiu nas tarefas defensivas. Washburn (12 pontos e 4 ressaltos) acabou por sofrer do problema das faltas, e Seth Hinrichs (13 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências) mostrou que pode ter mais utilidade na equipa azul e branca.



Autor: Carlos Seixas
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