16/10/2011
Eléctrico está na final
Após bater Algés na meia-final em Ponte de Sor
O Eléctrico FC foi a primeira equipa a apurar-se para a final do Troféu António Pratas, ao derrotar na primeira meia-final o Algés, por 67-62. O sucesso da defesa zona, bem como a aposta ganha de tentar jogar sempre rápido, permitiram ao conjunto alentejano uma vitória que parecia mais distante no final da 1ª parte. A falta de eficácia no lançamento, bem como o facto de ser uma equipa totalmente renovada, tornaram evidente o momento da época em que estamos.
O primeiro período foi equilibrado, apesar de ter sido o Algés a ganhar vantagem nos primeiros minutos (6-0), fruto de transições ofensivas rápidas. Esta foi aliás a melhor solução ofensiva explorada pelos dois conjuntos para superar a fraca eficácia de lançamento. O Eléctrico beneficiou do bom trabalho na tabela ofensiva, para a meio do período colocar-se pela primeira vez na frente do marcador (9-8). Daí até final as duas equipas mantiveram-se sempre muito próximas no marcador, tendo terminado na frente o Algés pela diferença mínima (15-14). Para o segundo quarto o técnico Andrey Melnychuk apostou de inicio nas alternâncias defensivas, que tão bom resultado deram. Um parcial de 6-0 colocava os alentejanos na frente do marcador (20-15), diante uma equipa algesina que revelava alguns problemas em atacar a defesa zona 2x3 da equipa adversária. Só aumento da intensidade defensiva por parte da equipa lisboeta lhe permitiu a reviravolta no marcador (30-22), com o contra-ataque a revelar-se a melhor arma para contrariar a defesa zona do conjunto de Ponte de Sor. O mau momento dos alentejanos, a acumularem imensos turnovers, só foi cortado pela conquista de um ressalto ofensivo por parte de Mário Jorge que fixou o resultado ao intervalo em 30-24 favorável ao Algés. No recomeço do encontro, o Eléctrico apostou em definitivo na defesa zona 2x3, e com resultados positivos, já que diminui a produção atacante do Algés. Mas se a equipa lisboeta revelava dificuldades em acertar os tiros no interior da zona de curta e média distância, o Eléctrico não fazia muito melhor do lado oposto. Só de penetrações os alentejanos conseguiam fazer pontos, sem que no entanto se conseguissem aproximar no marcador (38-44). No decisivo quarto, e em pouco menos de 3 minutos, o Eléctrico voltava a colocar-se na frente (47-46), aproveitando algum desnorte da equipa adversária para concluir alguns contra-ataques. A seca de pontos da equipa de Algés mantinha-se (2 pontos e 5 minutos) e só um triplo de António Pires interrompia a o aumento da diferença pontual (49-54). Já sem Aylton, desqualificado com 5 faltas, Andry aposta numa equipa mais baixa e regressa à defesa individual. Nesta fase do jogo João Lanzinha assumiu papel decisivo com os seus lançamentos longos, o último dos quais a 2.30 minutos do final, que colocava o Eléctrico na frente com uma vantagem de 12 pontos (65-53). Respondeu o Algés com 9 pontos consecutivos, sendo que os 6 primeiros foram de dois triplos convertidos (65-62). Jogava-se o último minuto e a equipa de Ponte de Sor não conseguia fazer pontos e via a vantagem pontual esfumar-se. O jogo começava então a decidir-se da linha de lance-livre com Mário Jorge a falhar os dois a que teve direito a 33 segundos do final. Fidel Mendonça ainda tentou um triplo, mas foi Tiago Brito a selar o triunfo ao não falhar do lance-livre (67-62).


Autor: Carlos Seixas
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