Greg Stempin:«Sinto-me confortável em Portugal»
É um dos melhores norte-americanos a jogar em Portugal e um dos pilares da Ovarense Dolce Vita nos últimos anos.
Atletas | Competições
14 NOV 2008
Já deixou de sonhar com a NBA e diz-se completamente adaptado ao nosso País. Saiba, por outro lado, o que Stempin pensa da LPB e o que na sua opinião vai acontecer aos campeões nacionais nestas 6 ou 7 semanas em que estará parado, devido a lesão
Que tipo de lesão sofreu na mão? Fiz uma ruptura no tendão de um dedo e foi necessário recorrer a uma cirurgia para o reparar.Tem ideia de quanto tempo mais vai estar sem competir? Deverei estar em recuperação por período entre seis a sete semanas.Esta está a ser a sua quarta época a jogar em Portugal, nas quais obteve sempre bons números e boas médias. Porquê continuar a jogar na Liga Portuguesa? Sinto-me muito confortável em Portugal .Tenho colegas de equipa que adoro e a minha namorada também cá está.Ainda tem ambição de poder evoluir num grande clube europeu? Já não sinto tanto esse desejo. Sempre tive a ambição de competir na NBA, mas não passou disso mesmo. Tenho de aceitar o presente, a minha realidade, abraçá-la e desfrutar dela, sob pena de não conseguir ser feliz.É o seu terceiro ano consecutivo em Ovar, aparentemente está muito satisfeito com a sua situação no clube. Sim, é verdade, sinto-me muito bem em Ovar. Posso dizer que a organização do clube é muito profissional e, como já disse anteriormente, não poderia desejar melhores companheiros de equipa.O grupo não mudou muito daquilo que era na época passada. Considera esse facto uma vantagem para a revalidação do título de campeão nacional? Espero que possamos voltar a ser campeões. A época ainda vai no seu começo, mas temos vindo a jogar bem. Nunca podemos prever o futuro, todavia, temos definitivamente os olhos postos na conquista de mais um título nacional.No primeiro jogo após a sua lesão a equipa perdeu o estatuto de imbatível. Foi uma coincidência? É verdade e não acho que tenha sido uma coincidência. Mas apesar de tudo, senti que poderíamos ter vencido a partida e tenho consciência que o desfecho poderia ter sido diferente caso eu tivesse participado no encontro. Tenho contribuído com muitos minutos de jogo e é natural que a equipa agora leve o seu tempo a adaptar-se à minha ausência. O que realmente nos prejudicou foi a falta de tempo de treino para nos prepararmos tacticamente, de modo a equipa poder adaptar-se à minha ausência no jogo. A Ovarense depende muito daquilo que você representa e é capaz de fazer em campo. Considera que a equipa vai ser capaz de solucionar esta sua paragem tão prolongada?Claro que sim, eles vão ficar bem. Agora terão mais tempo para se prepararem sem pensarem naquilo que eu poderia fazer para ajudar. O Mário é um grande treinador e, com os ajustes necessários para que tudo continue a funcionar, terá a equipa pronta para ultrapassar este mau momento.Qual é a sua opinião acerca do nível da competição esta temporada? Sinceramente acho que o nível de um modo geral está mais fraco, mas ao mesmo tempo sinto que há mais equipas do topo da tabela que evoluíram, o que deve tornar a época mais entusiasmante.Gosta de Portugal? Sim. Adoro viver no Furadouro junto à praia, a vida aqui é muito descontraída e relaxante.Coloca a hipótese de cá viver em permanência? Diria que não. Gosto muito de Portugal, mas amo os Estados Unidos e irei, sem dúvida alguma, voltar para lá mais tarde. Nunca pensou, por isso, tornar-se português. Pensar, já pensei mas nunca seriamente. Acho que teremos de aguardar para ver o que acontece.


