Ambrosia Anderson:”Seria um feito enorme”

O Olivais de Coimbra está a um pequeno passo de se apurar para a próxima fase da Eurocup Feminina, “bastando” tal vencer o encontro desta quinta-feira, em Espanha, frente ao Extrugasa.

Atletas
26 NOV 2008

Mas é impossível dissociar a boa campanha europeia das campeãs nacionais dos desempenhos da norte-americana Ambrosia Anderson. A atleta que é líder na marcação de pontos da competição, com quase 24 de média, e será com toda a certeza uma das peças fundamentais para um sucesso neste embate. A jogadora, que acredita na vitória, só deseja que a equipa jogue concentrada e que faça as coisas correctamente durante a partida. Se as conimbricenses forem capazes de cumprir com isso…

A norte-americana este ano recrutada pelo técnico José Araújo para reforçar o conjunto dos Olivais de Coimbra tem exibido um nível simplesmente espectacular. Ambrosia Anderson tem sido capaz de manter uma regularidade fantástica (23.6 pontos, 9.6 ressaltos e 2,4 roubos de bola), independentemente da proveniência dos adversários, e a um nível competitivo elevado.Depois de ter jogado quatro anos na Universidade de BYU, teve uma curta passagem pela WNBA, onde jogou uma temporada ao serviço das Connecticut Sun e New York Liberty. Depois de uma primeira experiência europeia – de cinco meses – numa equipa em Salónica (Grécia), o destino do seu regresso acabaria por ser Coimbra. Como surgiu a hipótese de jogar em Portugal? Foi o meu agente que encontrou esta oportunidade vir para Portugal. Informou-me via e-mail que tinha a possibilidade de voltar a jogar na Europa.Qual é a sua opinião da Liga Feminina Portuguesa? Até ao momento estou satisfeita com a competição. Apesar de ainda só termos realizado dois jogos na Liga Portuguesa, a forma como foram disputados é muito do meu agrado.Ficou surpreendida com a qualidade das atletas portuguesas? Não propriamente. Não esperava o mau, nem tinha expectativas de encontrar o extremamente bom. Depois de ter jogado na Grécia, fiquei com uma ideia da qualidade do basquetebol que se praticava na Europa. As jogadoras portuguesas encaixam-se no perfil de atletas que tinha encontrado anteriormente.Sempre foi uma marcadora de pontos? Adoro estar dentro de campo e não vou negar que marcar pontos também me dá imensa satisfação. Durante a minha carreira universitária tive a felicidade de jogar numa equipa muito equilibrada e com grande valor, não me obrigando a fazer nada de extraordinário, mas aqui é diferente. Primeiro que tudo considero-me uma jogadora e a marcação de pontos advém dessa função.Sente-se confortável com a responsabilidade de ser a jogadora procurada para tomar a grande parte das decisões em ataque? Sim. Quando tenho a bola em meu poder, as decisões que tomo e as acções que realizo no ataque são executadas de uma forma natural.Considera que jogar este ano no Olivais de Coimbra é um bom investimento para a sua carreira? Sem dúvida! Evoluir nesta equipa tem sido uma experiência fantástica, que poderá abrir muitas portas para o meu futuro. Foi decisiva na sua escolha de clube o facto de participar nas competições europeias? Claro, foi um enorme motivo para ter aceite este convite. Poder tornar-me conhecida por outras equipas na Europa, mais ainda a este nível, foi claramente uma das razões que pesou na minha decisão.Quais são as suas expectativas para o próxima partida em Espanha? Quero fazer um bom jogo e, logicamente, que a minha equipa acabe na frente do resultado. Mas acima de tudo gostaria que o grupo executasse as coisas que temos de fazer durante o encontro de uma forma correcta, com concentração. Penso que se formos capazes de cumprir com aquilo que disse, todas teremos um agradável banho no final da partida.Quais são na sua opinião os pontos fortes da equipa do Extrugasa? Têm uma poste muito forte e com grande qualidade; as bases da equipa são muito rápidas, correm muito bem o campo, finalizando muitas vezes em situações de contra-ataque.Tem noção do que significaria, para o clube e para o basquetebol português, a qualificação para a fase seguinte da prova? Penso que seria um enorme feito. Se tivermos em consideração o facto de o Olivais nunca ter ganho um jogo da Eurocup, até à participação desta época, o clube iria beneficiar da passagem à ronda seguinte da competição.Quais são os seus planos para o futuro? Retornar a WNBA? Se a oportunidade bater à porta pensarei nessa altura sobre o assunto. Veremos o que o futuro tem guardado para mim. O que eu realmente quero é continuar a minha carreira aqui na Europa por mais alguns anos para depois assentar e constituir família.

Atletas
26 NOV 2008

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