Balanço muito positivo
1 JAN 2009
Na sequência da primeira acção de observação de jogadores para a formação da equipa nacional que irá disputar em Julho de 2009 o Campeonato da Europa – Divisão B, a Selecção Nacional de Sub-18 esteve em Pedrajas de San Esteban num torneio no qual também participaram as equipas do Cai Zaragoza, Valladolid, Estudiantes de Madrid, Selecção de Castilla e Leon e Barreirense.Duas derrotas e uma vitória foi o balanço final da participação da Selecção portuguesa. Se do ponto de vista histórico os resultados não foram aqueles que poderiam ter acontecido, também é verdade que o comportamento da Selecção foi bastante meritório e que o nível exibicional esteve sempre em crescendo. No primeiro jogo, Portugal perdeu por 73-82 com a selecção de Castilla e Leon. Da análise estatística do jogo é de referir o elevado número de faltas assinaladas a Portugal (28), que resultaram em 24 pontos sofridos na linha do lance livre, enquanto a Selecção só beneficiou da marcação de 16 faltas, que resultaram em 8 pontos. Por outro lado, o excessivo rigor evidenciado pela equipa de arbitragem na penalização do arranque em drible originou um número excessivo de posses de bola sem lançamento (22). Mesmo assim a vitória só pendeu a favor do adversário no minuto final.No segundo encontro, Portugal cedeu diante do Cai Zaragoza, por 60-62. Perder este jogo nos últimos segundos quando a equipa esteve em vantagem em 3 dos 4 períodos da partida foi frustrante; a formação do Cai Zaragoza é técnica e fisicamente muito poderosa mas a Selecção portuguesa, que realizou neste confronto a sua melhor exibição, conseguiu em largos períodos do jogo estar em vantagem, embora sempre ligeira. Foi após o intervalo que uma série de 7 pontos sem resposta ditou o vencedor; os minutos finais foram emocionantes, com alternâncias na liderança do marcador e Portugal, mesmo com a última posse de bola, não conseguiu a vitória.No último desafio, Portugal, superou de forma veemente o CB Valladolid, por 81-29. Embora tivesse encarado este jogo com algumas cautelas, a superioridade técnica e física da equipa portuguesa foi sempre evidente em todo o jogo. Anulados os dois pontos mais fortes, transições rápidas e 1×1 ofensivo (dada a nossa vantagem nos ressaltos ofensivos e no colectivismo da defesa), Portugal foi assim construindo um resultado volumoso.Em resumo, foi muito proveitosa a participação da Selecção neste torneio, porque permitiu recolher informação valiosa para o futuro da equipa. De salientar que o Barreirense foi o brilhante vencedor, a exemplo do que aconteceu no ano passado, em que o MVP do torneio foi Miguel Queiroz, atleta estagiário no CAR Jamor.