Técnicos têm a palavra
Seleções
10 FEV 2009
O sorteio das fases de apuramento para os Europeus jovens deste ano decorreu esta semana na sede da FIBA e os treinadores das Selecções de Sub-16, Sub-18 e Sub-20 femininas já tiveram a oportunidade de estudar os grupos e analisar o potencial dos nossos adversários. Leia nos detalhes desta notícia o que dizem os seleccionadores das equipas sobre a competiçãoEntre a Selecção Nacional feminina de Sub-20 reina o optimismo. O sorteio da fase de apuramento para o Europeu, que terá lugar em July Ohrid, na Macedónia, entre os dias 6 e 15 de Julho, ditou a Grécia, a Áustria, a Inglaterra, Hungria e Bélgica no grupo de Portugal, mas o treinador Eugénio Rodrigues está confiante a acredita que a equipa nacional será capaz de superar pelo menos a Grã-Bretanha e a Áustria.“No ano transacto Portugal classificou-se no 9º lugar, precisamente à frente da Grã-Bretanha, equipa que bateu num playoff a dois encontros, por 2-0, sempre em jogos equilibrados, ainda que a diferença final, por números superiores a 10 pontos, não espelhe esse equilíbrio”, começa por explicar o técnico. “Sendo que a Grã Bretanha se classificou no 13º lugar em Sub-18, três lugares abaixo de Portugal, é de esperar que possamos lutar pela vitória ante este país.”E prossegue a análise às adversárias: “Já no que diz respeito à Áustria, esta equipa não realizou, pelo menos nos últimos 5 anos, qualquer Europeu de Sub-20, tendo obtido o 14º lugar no Campeonato da Europa de Sub-18, uma vez mais classificada abaixo da nossa Selecção do escalão. Pela mesma ordem de razões, é de esperar que possamos ambicionar vencer”, acrescentou Eugénio Rodrigues. Sobre a Hungria, o seleccionador refere tratar-se de uma equipa muito semelhante à nossa: “Importa referir que competiu no ano transacto em Poznan, tal como nós, apresentando uma bela equipa, do ponto de vista biométrico e etário muito parecida com a nossa, ou seja, sem postes e de primeiro ano, mas com uma valia técnica e táctica muito forte, que lhes valeu a medalha de bronze. Assim, esperamos muitas dificuldades no embate com a Hungria, até porque estas jogadoras foram sétimas classificadas no Europeu de Sub-18, três lugares acima das nossa Selecção”.“Quanto à Grécia”, continuou, “trata-se de um país com fortíssimas tradições e tem um historial basquetebolístico que normalmente está fora do alcance das nossas selecções. Competiu em 2008 na Divisão A, tendo sido 16ª e última classificada, pelo que acreditamos que vai ser igualmente muito forte para as nossas aspirações. Foi ainda quarta classificada em Sub-18, seis lugares acima de Portugal.”A Bélgica também não deverá ser pêra doce. “Foi outrora um país com quem ombreávamos mas que desde há uns anos a esta parte não conseguimos nivelar os confrontos. Trata-se de mais uma Selecção que desceu da Divisão A, onde foi 15ª em 2008, que competiu muitos anos nessa divisão e esteve, por certo, a um nível bastante superior. A somar a isto, a Bélgica foi medalha de prata em Sub-18 no ano transacto, pelo que esperamos muitos problemas para este embate.”Em suma, e tendo em conta que se apuram as quatro primeiras classificadas de cada grupo para os quartos de final, a equipa nacional espera ganhar dois jogos. “Vamos preparar a fase final da competição para tentar levar de vencida a Áustria e a Grã-Bretanha, pelo menos, e assim apurarmo-nos dentro das oito primeiras, o que seria um objectivo importante do ponto de vista competitivo. E a confirmar-se este cenário, depois poderá ser possível fazermos uma surpresa nos jogos cruzados com o outro grupo, conforme já aconteceu em 2007 e 2008, com o 4º e o 6º lugares, respectivamente, obtidos”, concluiu Eugénio Rodrigues.Boas perspectivas em Sub-18Em Sub-18, o resultado do sorteio deixou a seleccionadora nacional Mariyana Kostourkovba sorridente. Portugal vai defrontar a Suíça, a Finlândia e a Eslovénia entre os dias 2 e 12 de Julho, em Eliat, Israel.“Observando as equipas, posso concluir que estamos dentro dum grupo acessível”, considerou a treinadora. “No primeiro encontro vamos encontrar a Eslovénia, uma equipa da ex-Jugoslávia, que desde ano passado assumiu a intenção de subir de divisão. E na minha opinião é a equipa mais forte do grupo. No último Campeonato de Europa, em 2008, ficou no terceiro lugar e as duas jogadoras chave do grupo, a base Nika Baric e a poste Tjasa Gortnar, fizeram parte dum conjunto de seis atletas que participaram naquela prova.”Segue-se a Finlândia. “Esta equipa foi 14ª em 2008. Nos últimos dois encontros da nossa Selecção com as nórdicas, em 2006 e 2007, ganhámos e estou confiante para este jogo. Mas não vai ser fácil, porque no último campeonato de Sub-16, realizado na Bulgária, a equipa finlandesa subiu à Divisão A e com certeza parte destas raparigas vão reforçar a equipa de Sub-18”, considerou, cautelosa, a seleccionadora. A Suíça é estreante nestas andanças. “É a primeira vez participaram no Campeonato de Europa e ocuparam o último lugar. As Sub-16 ficaram em 14º e com base estes dados, penso que é uma equipa acessível.A finalizar, Mariyana Kostourkovba está confiante num bom desempenho das jovens portuguesas. “Com o núcleo do ano passado (Michelle Brandão, Maria Correia, Ana Antunes e Luiana Livulo) e as mais novas (Filipa Bernardeco, Daniela Domingues, Sara Oliveira, Inês Faustino e Maria João Andrade) podemos construir uma equipa competitiva e forte, com objectivo entrar nos oito primeiros e depois chegar mais longe possível”, assegura a técnica.Sub-16 descansam mais A equipa de Sub-16 vai, por sua vez, medir forças com as selecções da Ucrânia, Holanda e Inglaterra em Tallin, na Estónia, entre 30 de Julho e 9 de Agosto, e o treinador Ricardo Vasconcelos alerta para o facto de nenhum grupo neste escalão ser fácil devido ao facto de as jogadoras serem desconhecidas.“Estando perante uma competição de Sub-16, a principal dificuldade consiste em identificar o potencial e a qualidade das gerações em causa, visto esta ser a primeira vez que a maior parte das atletas envolvidas aparecem a este nível”, esclarece o técnico, analisando, depois, as equipas adversárias: “ A Ucrânia, à imagem do que nos aconteceu no sorteio do ano passado (quando nos calhou a Grécia), é uma selecção tradicionalmente forte, que acaba de descer de divisão e quererá com certeza voltar ao seu habitat normal, isto é, ao nível A. Apresentou 5 atletas que poderão voltar a representar o país neste escalão”, refere, prosseguindo: “A Holanda, depois de ter sido uma das surpresas positivas do campeonato do ano passado, foi 6ª, onde chegou a ganhar por 26 pontos à Finlândia (equipa que subiu, a par da Grécia). Era constituída por 6 elementos de primeiro ano e será, portanto, a equipa mais referenciada.”No que diz respeito à Inglaterra, o técnico recorda a estatura das suas jogadoras. “Era uma equipa altíssima, talvez a mais alta da competição (foi 13ª). Só possuía dois elementos nascidos em 1993 no seu plantel. No confronto directo a vitória sorriu-nos por apenas 8 pontos num jogo muito equilibrado. Mas agora deverá apresentar-se com uma geração completamente nova, o que é uma incógnita”, reconhece, salientando estar muito optimista. “Ao contrario do ano passado, fazemos parte do único grupo de quatro equipas e acreditamos, pela forma como jogamos, que esse factor ser-nos-á favorável, pois teremos mais dias de descanso na primeira fase…”


