Selecções jovens masculinas
Seleções
10 FEV 2009
Os seleccionadores Orlando Simões (Sub-20), Mário Barros (Sub-18) e Augusto Araújo (Sub-16) já tiveram a oportunidade de analisar o resultado do sorteio das fases de apuramento para os Europeus dos respectivos escalões, que teve lugar na sede da FIBA, na semana passada, e contam-nos o que esperam dos encontros que as nossas selecções vão realizar no decorrer deste ano Em Sub-20 Portugal ambiciona passar à segunda fase. O treinador Orlando Simões quer a Selecção no “grupo dos primeiros”, e “a tentar melhorar o 6.º lugar de 2008”. “A Suécia (3º classificado no ano passado) bateu Portugal, por 80-68, e vai apresentar uma equipa forte, baseada na estrutura do ano anterior, na qual sobressai o extremo Taylor, de escola norte-americana. É um adversário difícil mas não imbatível, pois temos argumentos para jogar de igual para igual.”Sobre a Geórgia, Orlando Simões reconhece que a partida poderá ser complicada pelo facto de ser a primeira que Portugal vai disputar. “Apesar de ter vindo da Divisão A, a Geórgia deverá repetir a base da sua equipa e tem 3 jogadores a jogar em Espanha. Sendo o primeiro jogo, as dificuldades serão maiores…”, refere o técnico, prosseguindo: “A Eslováquia e o Luxemburgo deverão ser outsiders. Os eslovacos não deverão ser adversários fáceis de superar, mas pensamos estar a um nível superior pelos confrontos anteriores.”Recorde-se que a fase de apuramento deste escalão terá lugar em Skopje, na Macedónia, entre os dias 16 e 26 de Julho deste ano.Sub-18 ambicionam passar faseMário Barros mostra algumas cautelas relativamente às metas a alcançar. O seleccionador nacional de Sub-18 considera que “é extremamente difícil estabelecer objectivos nestas circunstâncias e nestas idades”. “São gerações que se encontram de dois em dois anos, com processos evolutivos caracterizados por oscilações de grande variabilidade, situações que são facilmente identificadas nas próprias classificações finais”, refere.De qualquer forma, o técnico também sabe o que esperar dos adversários. “No grupo de Portugal estão a Inglaterra, Bélgica, Suíça e Áustria. A nossa geração de 91 não teve até agora muitas hipóteses de confronto directo com estas equipas embora haja já algumas hipóteses disso ser possível no próximo Torneio Internacional de Cherbourg (França), de 9 a 12 de Abril próximos. Será importante recordar que em 2007 esta geração, na altura Sub-16 e a disputar a Divisão A, teve uma oposição fortíssima (Turquia, Lituânia, Ucrânia, República Checa, Rússia e Eslovénia)”, lembrou.“A única equipa que temos defrontado com alguma regularidade nos últimos três anos neste escalão tem sido a Inglaterra, em jogos muito equilibrados e com o saldo final de duas vitórias e duas derrotas. Assim, tomando como elemento referencial o passado histórico e o comportamento das equipas Sub-16 no Campeonato Europeu de 2007 poderemos alimentar um optimismo moderado”, acrescenta.Por isso, o treinador não esconde a intenção de passar esta fase e dá a receita para que tal possa acontecer: “Seria óptimo, mas há que reconhecer que para o conseguir teríamos provavelmente de alcançar três vitórias. Ganhar à Suíça, Áustria e Inglaterra não será uma missão impossível, mas temos perfeita consciência das dificuldades que vamos sentir. Defender com agressividade o atacante com bola, cortar as linhas de passe, jogar com inteligência nos limites do contacto físico, bem como explorar e concretizar as situações de vantagem numérica, são necessidades básicas para minorar as habituais carências de ordem física. Vamos defrontar equipas com níveis médios de estatura muito próximos dos 2 metros. No ataque, temos de jogar de forma jogar simples, ocupar bem os espaços com a máxima agressividade ofensiva e jogar colectivo para propiciar boas oportunidades de lançamento sem forçar.”Mário Barros está preparado para todas as eventualidades: “Se este desiderato não for alcançado teremos que procurar nesta fase uma classificação (3º ou 4º) que nos permita discutir nas fases seguintes o melhor lugar possível (9º). Mas para isso teremos necessariamente de nos superiorizar a duas equipas e essa também não é tarefa fácil, refere, acrescentado: ”Se alcançarmos esta fase poderemos encontrar Montenegro e Holanda equipas que em 2007 em Sub-16 conseguiram boas classificações (6º e 7º).E afirma, em jeito de conclusão: “Passar à fase de qualificação seria óptimo, alcançar uma posição intermédia no ranking europeu – Divisão B reflectirá a nossa posição actual. Temos perfeita consciência de que esta geração 91 não é muito promissora mas é nosso compromisso lutar por uma classificação que não nos envergonhe”, promete.A fase de apuramento realiza-se em Sarajevo, na Bósnia Herzegovina, entre 23 de Julho e 3 de Agosto.Sub-16 esperam dificuldadesEm Sub-16 Portugal encontra a Bélgica, Bulgária, Suíça e Roménia no Grupo B, cuja fase de apuramento será disputada em S. João da Madeira, de 6 a 16 de Agosto, também deste ano.O seleccionador Augusto Araújo reconhece “existir ainda um grande desconhecimento sobre estas e outras selecções que estarão presentes em Portugal”, mas há pormenores que não lhe escapam: “Sabemos, no entanto, do valor seguro das selecções búlgara e belga, assim como da crescente capacidade competitiva dos jovens suíços. A nossa experiência mais recente reporta-se a Dezembro passado, quando defrontámos a Eslovénia (derrota por 63-72) e a Geórgia (vitória por 74-71) no torneio de Iscar/Espanha em que participamos. A selecção eslovena chegou mesmo a vencer o torneio, derrotando as congéneres de Espanha, Itália e Croácia , todas representantes do Grupo A.”, recorda.O treinador sabe, por isso, que os jogos serão extremamente complicados: “Naturalmente que é árdua a tarefa que temos pela frente. Vamos conhecendo cada vez mais as nossas virtudes e os nossos defeitos e acreditamos que a capacidade técnica dos nossos atletas, a sua determinação e o seu sentido exigente de trabalho sejam capazes de ultrapassar dificuldades e atingir os objectivos que todos ambicionamos. E de uma coisa temos a certeza: o Campeonato da Europa em Portugal, mais concretamente nas cidades de S João da Madeira, Oliveira de Azeméis e Stª Maria da Feira, terá um colorido diferente e uma grande participação do povo português.”


