Tensão na Madeira

Contrariamente ao que se passou na outra meia-final do campeonato da Liga Feminina a equipa pior classificada, o conjunto de Vagos aproveitou o facto de iniciar a discussão da eliminatória em casa para derrotar a equipa do CAB Madeira nesta ronda à melhor de 3.

Atletas | Competições
23 ABR 2009

Para a vaguense Raquel Soares o triunfo da passada semana trouxe mais motivação e crença de que o grupo poderá estar presente na 3ª final da época. Já a experiente atleta insular, Gilda Correia, encara, por seu turno, o resultado do 1º embate com naturalidade, considerando que agora é tudo uma questão de mentalização e concentração de modo a não falhar onde a margem de erro é nula. O encontro realiza-se este sábado.

Para Raquel Soares era “fundamental vencer este primeiro jogo” que, aliado ao facto de a equipa “ter efectuado uma boa exibição e terem vencido com mérito”, faz com que as vaguenses se desloquem este fim-de-semana à Madeira “muito mais motivadas e a acreditarem muito mais” que podem marcar presença na final do campeonato. Uma derrota tornaria a tarefa do Vagos, para este fim-de-semana, bastante mais difícil. “É sempre muito difícil vencer na Madeira, sinceramente não me recordo da última vez que lá consegui ganhar. Se viajássemos este fim-de-semana com a obrigatoriedade de ter vencer as duas partidas iria ser indiscutivelmente muito mais complicado. O CAB tem várias jogadoras de selecção, muito experientes, que há muitos anos andam nestas andanças de finais de campeonato”, justificou Raquel Soares Estar presente na terceira final da época é o propósito de Raquel, bem como de todas as suas companheiras. “Era nosso objectivo, desde que a época começou, estar presentes em todas as finais. Para conseguirmos isso temos de vencer já no sábado, no encontro em que julgo que toda a pressão estará do lado delas. O próximo confronto terá de ser o nosso jogo, já que no caso de ser necessário de disputar uma negra, na Madeira, com apoio do seu público, julgo que o favoritismo estará todo do lado delas”, referiu. Sem margem para errar Depois da derrota no primeiro jogo, numa eliminatória à melhor de 3, a atleta madeirense Gilda Correia sabe bem que o CAB tem de “ganhar os 2 jogos e que não existe mais margem para erro, pois acabaram-se as segundas oportunidades” para a equipa insular. Gilda não considera que a derrota do fim-de-semana passado “tenha sido uma surpresa”, já que durante a fase regular “as equipas estavam empatadas no número de vitórias” entre si. Numa eliminatória em que estão frente a frente o 2º e 3º classificados da fase regular “não seria de esperar outra coisa que não fosse equilíbrio.” Estar em desvantagem na eliminatória “não causa preocupação ao grupo”, tudo dependerá agora da “mentalização e concentração” para o que aí vem. Gilda refere que abordagem deverá ser feita “jogo a jogo porque agora é tempo de playoff.” A derrota foi escalpelizada, tendo sido identificado o que há para melhorar e para manter, já que nem tudo foi negativo no primeiro jogo. “Falhámos claramente nas percentagens de lançamento, que acabariam por ser incaracterísticas para a nossa equipa. Em ataque organizado nunca procurámos as melhores soluções de lançamento.” Gilda está convencida que “melhorando ofensivamente estes aspectos”, mantendo aquilo que “de bom se fez na defesa” e corrigindo o aspecto do ressalto defensivo, “para que não se repita o sucedido no jogo anterior, com uma única atleta conquistar 20 ressaltos”, as hipóteses de conseguir um resultado positivo aumentam. “Experiência não é uma acumulação de anos de trabalho, mas sim de situações de pressão vividas ao longo da carreira de uma atleta”, salientou. E Gilda considera que até nisso as equipas se encontram em pé de igualdade. “Temos 2 ou 3 jogadoras que já passaram por várias finais, mas o mesmo se passa do lado contrário, como são os casos da Carla Nascimento, Fernanda Beling e até mesmo a Raquel Soares.”

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23 ABR 2009

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