Decisão no Barreiro

Chegados à última jornada da fase regular do campeonato da Liga Portuguesa de Basquetebol, o encontro do Barreiro, no próximo sábado, que vai colocar frente a frente o Barreirense/UNILOGOS e o Casino Ginásio, vale o trabalho e o esforço de uma temporada, tendo como prémio a presença no lote das oito melhores equipas que vão discutir a possibilidade de se tornarem campeões.

Atletas | Competições
23 ABR 2009

Para o experiente base e capitão do conjunto da Figueira da Foz, José Costa, o esforço e a evolução demonstrados pelo grupo nesta parte final da prova merecem ser premiados. Não difere muito do desejo de recompensa que João Santos considera o Barreirense merecer, pela coesão e espírito de união que a jovem equipa da margem sul do Tejo revelou face aos últimos acontecimentos que se abateram sobre o plantel.

Uma vitória garante desde logo a presença de uma das equipas no playoff, ficando depois a respectiva classificação final dependente dos restantes resultados dos demais encontros. Para José Costa seria inglório, chegado a este ponto, o Casino Ginásio não garantir uma vaga no playoff. “Custava imenso não conseguir o apuramento. Aos poucos temos vindo a recuperar e a jogar melhor e, chegados à última jornada, só dependemos de nós próprios, algo que já não acontecia há muito tempo”, referiu José Costa Nem mesmo o facto de o adversário ter dispensado dois dos seus atletas estrangeiros leva o experiente base português a pensar em maiores facilidades para este decisivo encontro. “Tiveram de ir vencer a Coimbra no passado fim-de-semana. Com a ausência dos 2 norte-americanos, que eram jogadores com características mais interiores, a equipa do Barreirense torna-se mais móvel, rápida e, principalmente, mais moralizada, o que é normal num grupo em que a base são jovens atletas portugueses que se querem mostrar e provar que têm qualidade. No entanto, estou convencido que temos argumentos para lá chegar e vencer o encontro.” A melhoria do Casino Ginásio “coincidiu com a entrada do Nuno Pedroso e o Rafael Anunciato” que trouxeram à equipa “mais rotação e consistência.” E para este jogo em concreto, Costa prevê um embate de características particulares. “Julgo que será uma partida muito equilibrada. Nenhuma das equipas tem um verdadeiro poste. Os restantes atletas que compõem os planteis são jogadores versáteis, razão pela qual a partida se tornará interessante de se assistir. A parte táctica poderá acabar por fazer a diferença neste decisivo encontro.” Em partidas com estas características a experiência poderá valer ouro, sendo José Costa um perfeito exemplo dessa eventual vantagem. “A maior experiência é um factor importante, que espero que funcione a nosso favor. O importante é controlar o desenrolar do jogo, sermos capazes de conseguir jogar ao ritmo que nos for mais conveniente. Tivemos uma má experiência no encontro para a Taça de Portugal, espero que tenhamos aprendido com os erros que cometemos para que não se repitam nesta final.” Mais portugueses Jovem, ambicioso, formado nas escolas do clube, João Santos é o rosto deste novo formato da equipa do Barreirense para o que resta da temporada. “Temos de ganhar para não corrermos o risco de ter que fazer contas.” As recentes alterações no plantel fizeram mudar a estrutura da equipa mas não alterou em nada a filosofia do clube. “Somos mais portugueses, talvez por isso estejamos mais unidos pelo facto de nos conhecermos melhor. Tudo isto em conjunto poderá tornar-se numa importante vantagem a nosso favor.” As soluções reduziram-se e muito provavelmente as armas serão outras agora. “Como somos mais jovens temos obrigatoriamente de ser mais rápidos, correr mais do que eles e fundamentalmente jogar com mais coração.” Atento ao que o adversário tem feito nas últimas jornadas, João Santos sabe bem de onde vem o perigo. “Por aquilo que tem conseguido nos últimos jogos, temos de ser capazes de travar o José Costa. Se o conseguirmos fazer penso que temos claras possibilidades de passar ao playoff.” Vencer o encontro e apurar para a fase seguinte seria uma excelente forma de colocar um ponto final em todas as histórias relacionadas com o clube. “Aquilo que tem vindo a público não corresponde à verdade. E aquilo que nós, grupo, mais queremos é perante a nossa massa associativa vencer o encontro e poder-lhes dedicar o apuramento, provando que o grupo está bem e unido.”

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23 ABR 2009

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