Serviços mínimos – Selecções Açores
O sector feminino cumpriu os objectivos, mas as equipas masculinas ficaram aquém das expectativas, no Nacional inter-associativo que se realizou em Portimão.
Associações
15 ABR 2009
Nas Festas, as Selecções Açores de Iniciados e Cadetes tiveram uma prestação digna, mas aos rapazes faltou a “intensidade”, demonstrada pelas raparigas.
Saímos do Algarve com um travo agridoce na boca. Vimos equipas de qualidade, bom basquetebol, uma organização que consegui pôr de pé (com sucesso) um evento com 900 atletas, 70 equipas, disputado em oito campos em simultâneo. Vimos também algumas boas indicações das equipas açorianas, mas os resultados não foram de encontro às expectativas dos açorianos. Um exemplo disso, a descida de Divisão da equipa de Iniciados masculinos e as palavras do seleccionador Roberto Rico, que expressam um pouco a frustração com que acabou a participação do sector masculino.“A primeira ilação é que o ritmo competitivo no continente é completamente diferente do dos Açores. A intensidade de jogo é muito superior e enquanto nós não começarmos a exigir isto aos jogadores, dificilmente vamos conseguir melhores classificações. A conclusão é que temos de trabalhar mais e melhor”, refere o técnico, depois de cinco derrotas em cinco jogos, que valeram o 10º lugar e correspondente despromoção à Divisão II… “Estão habituados a ganhar facilmente os seus jogos e não lidaram bem com as dificuldades”, conclui Roberto Rico.Subida adiadaOutro treinador pouco satisfeito no final da prova era Rui Fagundes. O Seleccionador dos Cadetes masculinos dos Açores chegou a ter esperanças (justificadas) na subida à I Divisão (esta era a única equipa que permanecia na II Divisão à partida para Portimão), mas os resultados não confirmaram as expectativas. Uma derrota logo no primeiro dia, afastou os açorianos do objectivo principal e nos dias seguintes a equipa mostrou “falta de atitude”. Segundo o técnico, “tinha alguma expectativa em fazer algo melhor. Algumas das Selecções com que jogamos não eram melhores que nós tecnicamente. Mas no querer e na capacidade de luta foram superiores e por isso ganharam… Isso verifica-se e é um factor que temos de melhorar”. A equipa não além do 15º lugar, em dezoito equipas. O técnico encara a participação como um bom momento de aprendizagem… “É um momento muito especial, porque temos a possibilidade de ver o que se passa a nível Nacional. A conclusão é de que nós temos técnica, mas em matéria de intensidade, da entrega, do espírito de sacrifício, da luta, deixamos muito a desejar.” Feminino melhorMais satisfeita depois do Torneio, que se realizou entre os dias 1 e 5 de Abril, estava a seleccionadora de Cadetes femininos, a única equipa açoriana que excedeu as expectativas. A equipa de Gracinda Andrade bateu-se olhos nos olhos com a maioria das Selecções que defrontou, baqueando apenas com equipas de topo do basquetebol juvenil nacional, como é o caso de Lisboa, Porto ou Coimbra. O 6º lugar final foi justo e satisfaz a seleccionadora… “Penso que a nossa participação foi muito boa. O nosso grande objectivo era que tivéssemos permanentemente a jogar, que independentemente do resultado a atitude fosse sempre a mesma e que as jogadoras sentissem capacidade de jogar contra as adversárias… E nisso tivemos sucesso”.Metade do plantel era formado por jogadoras a cumprir a primeira época neste escalão, algo que abre boas perspectivas para a próxima época e para a participação nos Jogos das Ilhas 2010. Segundo Gracinda Andrade, “neste grupo estão sete jogadoras de 94, que se continuarem a trabalhar muito poderão fazer parte das próximas festas e também estar nos Jogos das Ilhas. Temos algum tempo de trabalho e já conseguimos incutir alguns princípios de jogo. Elas já assimilaram isso, o que me satisfaz muito”.Outra Selecção Açores que cumpriu os objectivos foi a de Iniciados femininos. A nível desportivo, assegurou a manutenção na Divisão 1 (acabou a prova no oitavo lugar) e cumpriu mais uma etapa na formação das atletas que compunham o grupo. “Apesar de desportivamente ter o sentimento de que poderíamos ir mais além, nestas idades há outras coisas que têm de ser valorizadas. O espírito de grupo, o relacionamento entre elas são factores que têm de ser levados em conta e isso verificou-se. Isso tem de ser efectivamente a “Festa do Basquetebol” e incorporamos este sentimento”, referiu o seleccionador. Apesar disso, Paulo Pinto não se coibiu de tirar outras conclusões de uma participação que marcou também, o arranque do Projecto Jogos das Ilhas 2012… “O principal objectivo foi alcançado, que era a manutenção, mas deu para aquilatar bem das diferenças que existem entre a nossa realidade e as melhores selecções do país. Não podemos esquecer que estávamos na Divisão I e esta não é a nossa realidade, pelo menos nesta fase, apesar de termos discutido praticamente todos os jogos”.


