Chris Lee:”Lutar para ser campeão da Proliga”

Após a lesão de Anthony Oha diante o Benfica, em jogo da jornada cruzada, do passado mês de Fevereiro, o Esgueira/OLI viu-se privado do contributo do seu segundo estrangeiro até à data.

Atletas | Competições
14 ABR 2009

A verdade é que o conjunto manteve a sua competitividade, muito por culpa da acção do norte-americano Christopher Lee, líder dos rankings de MVP (28.1 de valorização), melhor ressaltador (12.4 de média) e melhor marcador de pontos (21.2 por jogo) do campeonato da Proliga. Lee, que por 4 vezes foi distinguido como o MVP do encontro, nos 6 jogos realizados pela equipa após a lesão do seu compatriota, continua acreditar que o grupo tem hipóteses de ir longe na prova, que poderá contar com ele e com a sua ambição para ainda causar surpresa no playoff.

Perder o Anthony a meio da época foi um grande revés nas expectativas que teria para o que resta da época? Foi um grande choque e desapontamento. Ele era uma peça importante da nossa defesa e ataque, mas temos de garantir que continuaremos a jogar bem, assim como permanecermos uma equipa perigosa para qualquer adversário que nos enfrentar.Sentiu mais pressão sobre os seus ombros depois da lesão do Oha?Existe maior responsabilidade individual em todos os elementos da equipa desde que deixamos de contar com o contributo do Oha. Ele era um dos jogadores de top no ranking dos MVP da Liga, isso significa que não só eu, mas o todo grupo, terá de preencher o grande vazio deixado pela sua ausência.É inquestionável a sua melhoria de rendimento após a lesão do seu compatriota. Isso aconteceu de uma forma natural ou foi resposta a uma maior solicitação durante os jogos por parte dos seus companheiros de equipa?O meu desempenho melhorou por necessidade da equipa. Todos temos que dar um passo em frente e, neste momento, estou apenas a tentar cumprir com a minha parte, esforçando-me para simplificar, o mais possível, o trabalho dos meus companheiros.O calendário até final da fase regular é um pouco complicado. Qual o objectivo em termos clasificativos? O calendário é muito mais que complicado, considero que seja a parte mais difícil da fase regular. Vamos ter de defrontar duas das melhores equipas da Proliga antes de iniciar o playoff. Continuamos a ser uma equipa perigosa e estou convencido que, mesmo com os problemas de lesões que mais recentemente afectaram o plantel, terminar no quarto lugar seria muito positivo.Acha-se capaz de manter a sua performance, mesmo com a sobrecarga de jogos que o playoff obriga?Acredito que serei capaz de manter este nível exibicional mesmo com a essa sucessão natural de jogos. Os encontros são a parte mais fácil do basquetebol. Na maioria das vezes a duração do treino é superior ao tempo de jogo e, por vezes, torna-se mais difícil ter sucesso durante os treinos quando te confrontas com os teus companheiros que tão bem conhecem os teus pontos fortes e movimentos predilectos. Daí a razão pela qual eu irei desfrutar mais em concentrar-me em novos opositores que terei de ultrapassar.Que expectativas tem para o que ainda falta disputar da presente temporada?Iremos vencer os jogos que ainda nos faltam disputar até final da fase regular, assim como o playoff e tornarmo-nos campeões da Proliga. Sou um competidor e não há um jogo para o qual entre dentro de campo e em que não acredite que a minha equipa irá vencer. Em abono da verdade, foram poucos os encontros durante a presente temporada em que o grupo não tivesse lutado pela vitória. Mesmo nos jogos em que saímos derrotados, estivemos sempre na discussão pelo triunfo e isso verificou-se frente a quase todos os adversários que defrontámos. Tenho consciência que não será nada fácil, mas espero conseguir vencer todas as partidas até final da temporada.

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14 ABR 2009

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