“Queremos a Taça”

Depois da conquista do Regional de Juniores, o Boa Viagem parte para a Nazaré com os olhos postos na vitória da Taça Nacional.

Associações
6 MAI 2009

Na comitiva segue Venusa Tavares. Atleta do clube à sete anos, incorpora o espírito do grupo e pode ser um trunfo decisivo para desequilibrar a favor das terceirenses .

Chegou ao Boa Viagem aos 11 anos. As amigas levaram-na aos treinos, achou que o basquetebol era “um desporto divertido”, e desde então nunca sentiu vontade de parar. Para Venusa Tavares “a actividade é saudável, ensina-nos muitas coisas e dá para viver experiências novas”… Por isso, aos 18 anos, continua de ‘pedra e cal’ no emblema do Corpo Santo… “Um clube que nos trata muito bem e ajuda-nos quando temos alguma dificuldade”, refere.Passou por todos os escalões de formação, venceu títulos locais e Regionais e este ano ‘arrasou’ com a concorrência do Boa Viagem na prova açoriana. Debaixo do cesto é temível nos ressaltos, marca pontos e em alguns jogos foi a alavanca necessária para acabar com as aspirações das adversárias… “Confesso que não estava à espera que as coisas me corressem tão bem. Acho que melhorei o 1×1 e dei um salto. Como? Acho que o treino e a confiança foi fundamental, mas ainda posso evoluir mais”, refere na ressaca da terceira vitória sobre o União Micaelense, que valeu às terceirenses o título de campeãs dos Açores.A cereja no topo do bolo, numa época que tem corrido bem ao grupo. Segundo Venusa Tavares, “a equipa está unida e acho que temos atingido os objectivos, com muito esforço e muito trabalho”. Depois do ‘passeio’ que foi a competição interna, “sabíamos que a equipa de São Miguel seria o adversário mais forte e as coisas confirmaram-se. Talvez espera-se um pouco mais de oposição na primeira fase, mas tivemos bem e conseguimos ganhar… No play-off, apesar do 3-0 as coisas não foram fáceis, mas estivemos unidas e jogamos o que sabíamos e ganhamos bem”.Agora a TaçaDepois das boas prestações individuais e colectivas é tempo de “trabalhar mais para ganhar a Taça Nacional”. O sonho passa pela Nazaré, onde no próximo fim-de-semana Boa Viagem, Académica, Escola Diogo Cão e Lisnave discutem a vitória na competição. A nossa figura da semana serve de porta-voz do grupo e anuncia que o clube vai ao continente para ganhar.“Já fui uma vez, há dois anos e sei que é complicado, principalmente pela falta de competição que temos nos Açores. O que temos de fazer é compensar isso com mais trabalho e mais treino… Repito que vai ser complicado, mas acho que é possível ter uma boa prestação e é claro que espero ganhar”.A cumprir o segundo ano de júnior, Venusa espera acabar a carreira na formação com uma vitória importante para a história do clube. Mas não acabam aí os sonhos da atleta. O futuro ainda é uma incógnita e a nossa figura da semana é a primeira a referir que não sabe o que vai acontecer na próxima época, mas promete “continuar a trabalhar para melhorar”. Depois? “Logo se vê… Espero continuar no Boa Viagem, porque há a possibilidade de subir de escalão para outra equipa, que em princípio vai jogar a Série Açores. Por isso estou com vontade de continuar. Gosto de desporto e o basket é uma coisa que gosto de fazer. Outras coisas? Gostava de subir mais alto, mas é difícil… Logo se vê”, confessa Venusa Tavares.Ao ritmo de Cabo VerdeVenusa Tavares nasceu na Terceira, mas as raízes estão longe… Em Cabo Verde. Das ilhas de África trouxe a boa disposição, um grupo de amigas e familiares que também jogam basket e algo bem mais profundo, que nasceu com ela e preenche outra parte importante do coração da nossa figura da semana: os ritmos africanos.“Gosto muito de dançar… Temos um grupo, que já existe há alguns anos e de vez em quando fazemos algumas actuações”. No passado sábado, quem esteve no Recinto da Feira, na Vinha Brava, pode assistir a um autêntico espectáculo multicultural, abrilhantado pelo grupo “Sabura”, uma expressão crioula que em português significa ‘saborear’ ou ‘apreciar aquilo que é bom’… Uma escola de valores e um elo importante à terra dos pais… “Acho que é importante manter as raízes. Nasci cá na Terceira, mas é natural que me sinta próxima da terra dos meus pais. Também quero manter esta parte da minha vida”, termina Venusa Tavares

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6 MAI 2009

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