“Arbitragem ao nível do basquetebol da Terceira”

Para o presidente do Conselho de Arbitragem da ABIT, a época 2008/2009 mostrou que os juízes têm qualidade e que o trabalho feito tem dado “resultados positivos”.

Associações | Juízes
6 MAI 2009

Apesar da escassez de árbitros, “um problema difícil de resolver”, os juízes estão a cumprir e os conflitos estão sanados.

No final de 2008, no seio da Associação de Basquetebol da Ilha Terceira levantaram-se algumas questões no sector da arbitragem. Os juízes mostraram o seu descontentamento sobre os prazos de pagamento, acordados anteriormente, e sobre os valores dos mesmos; o responsável pelo CAD, Nuno Capaz serviu de intermediário na questão e em conjunto com a direcção da ABIT resolveu as ‘pontas soltas’… Cinco meses depois, em discurso directo, o líder da arbitragem da Terceira, revela que a relação entre todos está normalizada e de boa saúde.“Penso que as coisas se resolveram a bem e os juízes estão satisfeitos. Um dos problemas era o tempo dos pagamentos e a Associação está a cumprir os prazos acordados. As críticas que possam aparecer, de um lado e de outro, não me parecem justas. O relacionamento é estável e as coisas correm bem”. Uma opinião favorável que se estende a toda a época 2008/2009… “Temos sempre algumas dificuldades, mas o balanço é positivo. Quando tomamos posse, uma das prioridades foi tentar diminuir as faltas aos jogos e acho que as medidas que foram tomadas surtiram efeitos. A percentagem de faltas baixou para números residuais. Tivemos muitos jogos e conseguimos quase sempre cumprir… As pessoas tomaram consciência que estão na arbitragem para cumprirem as suas obrigações e acho que mostraram serviço e estão todos de parabéns”.A prova do diagnóstico, segundo o presidente do CAD, foi o comportamento de árbitros e oficiais de mesa nos Regionais da formação e na Série Açores de Basquetebol, onde o nível demonstrado “foi bom”. Por isso, a conclusão de Nuno Capaz vai no sentido de que, “o nível de arbitragem que temos na Terceira está equiparado ao nível do basquetebol da ilha. São duas realidades que se aproximam e é normal que quanto melhor seja o basket, melhor seja a arbitragem. Isso vê-se na comparação com as outras ilhas, que estão um pouco abaixo, quer no nível do basquetebol, quer na arbitragem”.Árbitros procuram-seMas nem tudo são rosas no mundo da arbitragem local. Se ao nível dos oficiais de mesa estão garantidos os recursos humanos suficientes para encarar os próximos anos com optimismo, até porque “no último curso entraram cerca de trinta pessoas, que já estão a exercer”, ao nível de árbitros as coisas são mais complicadas. Segundo o responsável pelos juízes, “temos doze árbitros, mas nem todos estão activos, por motivos profissionais ou particulares e muitas vezes torna-se difícil fazer nomeações. Há muitos jogos e as coisas complicam-se”. No último curso “só tínhamos um aspirante a árbitro e os mais jovens não estão motivados para este papel”, refere Nuno Capaz.Um problema nacional que está a ser analisado pela própria Federação Portuguesa de Basquetebol. Uma das soluções apresentadas na última reunião do CA Nacional ia no sentido de aumentar as contrapartidas monetárias, mas para o presidente do CAD não reside neste aspecto a raiz do problema… “É difícil cativar os mais novos, porque a maioria são jogadores e não têm facilidade em conciliar as duas coisas. Por outro lado, na arbitragem também existe o problema da deslocação para o continente para prosseguir os estudos… Em Setembro vamos ter mais um curso. Vamos ver o que sucede”.Mesmo assim, Nuno Capaz acredita no futuro. Refere que “há pessoal novo que tem aptidão e acho que é possível fazer a renovação. A qualidade está boa e vimos isso nos Torneios Regionais. O nível está acima da média regional e acho que temos um grupo de Juízes equilibrado. Os mais velhos têm experiência… Os mais novos têm margem de progressão e condições para evoluir”.Para corrigir a curto prazoPara além das questões de fundo, há duas áreas em que é possível fazer correcções a curto prazo. A postura dos juízes depende do esforço de cada um, por isso Nuno Capaz faz o apelo… “A preocupação deve ser sempre manter a postura, independentemente dos jogos. A qualidade está num nível aceitável, mas ainda se nota alguma variação de motivação consoante o nível do jogo. Desde os Minis aos Seniores é importante manter sempre a mesma postura, a mesma motivação e o mesmo nível de exigência… Aí temos espaço para melhorar, já”.A segunda mensagem vai direitinha para a Federação Portuguesa de Basquetebol. Há duas semanas a mesma dupla de arbitragem, do continente, fez dois jogos nacionais decisivos, com meia-hora de intervalo e com viagem para Lisboa a seguir ao segundo encontro… Enquanto isso, há gente na Terceira que continua em terra… “Os árbitros açorianos têm de ser tratados da mesma forma que os do continente e este ano tal não aconteceu. O nosso árbitro nacional foi uma vez ao continente e apitou poucos jogos na Terceira. Já alertamos o CA Nacional para isso e as coisas não mudaram. Temos um bom árbitro e um bom comissário, que não estão a ser aproveitados a nível nacional”, alerta Nuno Capaz.

Associações | Juízes
6 MAI 2009

Mais Notícias