FC Porto visita Benfica

Nesta fase de playoff as posições que as respectivas equipas obtiveram no final da fase regular só se tornam relevantes para determinar quem tem a vantagem do factor casa em caso de necessidade de 5º jogo.

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1 MAI 2009

Daqui para diante passa a ser um campeonato completamente novo, no qual tudo o que ficou para trás deixa de ter relevância. E embora estejamos perante o oitavo e primeiro classificados da fase regular, respectivamente FC Porto Ferpinta e Benfica, isso não faz com que o desejo dos treinadores Henrique Vieira e Júlio Matos não seja o mesmo, ou seja, garantir a passagem à ronda seguinte.

Para o técnico Henrique Vieira, o facto de o Benfica defrontar a equipa portista numa fase tão extemporânea da prova não deixa de causar alguma estranheza. “Realmente não é normal logo na 1ª ronda encontrarem-se duas das equipas mais fortes da Liga, parece-me que não é favorável para ambos.” Mas nada que faça diminuir a confiança do técnico. “O objectivo da vitória da fase regular foi conseguido e agora esperamos o habitual apoio dos nossos adeptos para nos ajudarem a ultrapassar este difícil obstáculo.”Embora tivesse vencido todos os encontros entre as duas equipas realizados até ao momento, o equilíbrio tem sido a nota dominante. “Só com muita humildade e respeito por todos adversários chegamos às vitórias. Contra o FC Porto a receita tem de ser a mesma.”Nada condizente com a valia do plantel, o oitavo lugar conseguido pelos azuis e brancos não ilude Henrique quanto ao poderio do adversário. “Conhecemos bem o nosso adversário, também sabemos que a classificação na fase regular não representa o seu grande potencial. Vai ser uma ronda muito difícil para os dois.”Para aqueles que apontam o Benfica como tendo duas equipas para competir, Henrique Vieira contrapõe citando exemplos. “Se o FC Porto começar com o mesmo ‘cinco’ do último jogo ainda conta no banco com Marçal, Cunha, Daniel Monteiro, Fábio… Não me parece que seja o banco o factor de vantagem para qualquer das equipas.”Lógica de jogo a jogoPelo lado do FC Porto, Júlio Matos acredita que é possível vencer na Luz e Paulo Cunha alarga a amplitude da convicção, mostrando-se seguro de que os Dragões já conquistaram o respeito do adversário. O playoff obedece a uma coerência diferente e os resultados tangenciais da fase regular motivam a predisposição para rectificar os pormenores que fizeram a diferença. No sábado é a doer, com o acesso às meias-finais a começar a definir-se no jogo 1, a partir das 17h00. Treinador e jogador querem entrar a ganhar na eliminatória.“Vamos partir do zero, pensando a eliminatória numa lógica de ‘jogo a jogo’, e dar tudo no momento. Acredito que podemos ir à Luz vencer, até porque não fomos propriamente felizes nos três jogos que efectuámos com o Benfica. No primeiro perdemos por dois pontos, fomos a prolongamento nos quartos-de-final da Taça e no mais recente tivemos a oportunidade de empatar a partida a 16 segundos do fim”, considerou o treinador, em declarações ao site do FC Porto. “Estamos a trabalhar para que a equipa consiga ultrapassar essas dificuldades nos minutos finais, relacionadas essencialmente com tomadas de decisão. Diz-se que a sorte se conquista e nós estamos a trabalhar para a conquistar”, acrescentou.Paulo Cunha partilha a confiança de Júlio Matos e acredita que os dragões vão “vencer em Lisboa.” “Os desfechos nos jogos com o Benfica foram sempre ditados por pormenores e, infelizmente, fomos sempre nós que perdemos nos detalhes. Temos de aprender com os erros, corrigindo-os, e vencer em Lisboa. Continuamos a acreditar nas nossas capacidades e os jogadores do Benfica sabem que temos equipa para os vencer.”O jogador, internacional português assegura que a equipa quer mostrar aquilo que vale. “Para isso, nada melhor do que defrontar a equipa que venceu todos os jogos da fase regular. Em contrapartida, eles terão a pressão de jogar com o adversário que lhes deu mais réplica.”, acrescenta.

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1 MAI 2009

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