“Acreditar que podemos vencer”

Nos 16 avos-de-final da Taça de Portugal, o Galitos – Tley, 2º classificado do Campeonato da Proliga, desloca-se a Guimarães para defrontar o Vitória SC, numa eliminatória, em que o capitão de equipa da margem sul, Rui Quintino, preferia que fosse jogada perante os seus adeptos.

Atletas | Competições
29 NOV 2011

A união e o espírito de grupo, bem como o trabalho têm sido o segredo do bom inicio de temporada, pelo que, Quintino e os seus companheiros vão até ao Minho com espírito de vitória. A intensidade do jogo, o talento dos estrangeiros, sem esquecer a boa forma que atravessa Cláudio Fonseca são obstáculos a ultrapassar no jogo da próxima quinta-feira, às 18.30 horas.

Apesar de esta temporada não contarem com atletas estrangeiros, têm obtido bons resultados. Qual a explicação para o sucesso do Galitos neste início de campeonato da Proliga?Esta é a sexta época que o Galitos participa no campeonato da Proliga, e pela primeira vez não dispõe de condições financeiras para contratar atletas estrangeiros, tal como a maioria dos clubes deste campeonato. A pouca visibilidade da modalidade aliada à crise económica que estamos a atravessar torna difícil para os clubes reunir patrocinadores dispostos a investir nos seus projectos. Quanto aos bons resultados obtidos até este momento a explicação é simples: trabalho! Iniciámos a época há menos de 3 meses sob o comando de novos treinadores – Francisco Edgard e António Raminhos – e com 9 jogadores novos no plantel. É natural que demoremos algum tempo a formar uma equipa coesa e consistente, mas procuramos em todos os treinos de forma humilde e dedicada, melhorar aspectos individuais e colectivos que nos permitam alcançar os nossos objectivos.Acha que o facto de só contarem com portugueses no plantel tem uma influência positiva no comportamento da equipa?Analisando as épocas anteriores em que tivemos sempre atletas norte-americanos, acho que o facto de a equipa ser constituída só por portugueses, além de facilitar a comunicação entre todos, pode fomentar o espirito de união e a entreajuda entre os jogadores.Estão convencidos que irão ser competitivos até ao final do campeonato?Temos vindo a melhorar jogo após jogo, procuramos sempre aprender com os nossos erros e adquirir alguma experiência. À medida que o entrosamento entre os jogadores for aumentando vamo-nos tornar uma equipa mais sólida e consistente. Acredito que enquanto equipa ainda estamos longe de atingir todo o nosso potencial.Seria mais fácil defrontar o Vitória de Guimarães com o apoio dos vossos adeptos?Sem dúvida, o factor casa é muito importante e deveria ser tido em conta sempre que equipas de escalões diferentes se defrontam. Seria uma forma de premiar as equipas menos profissionais, não só evitando despesas acrescidas, como criando a possibilidade de gerar receitas. Supostamente os clubes participantes na Liga Portuguesa de Basquetebol possuem mais meios que os participantes na Proliga, pelo que o jogo dever-se-ia realizar em casa da equipa do escalão inferior, tal como acontece para os campeonatos da CNB1 e CNB2.Deslocam-se a Guimarães com o espírito de Taça?Vamos a Guimarães disputar um jogo de basquete. E ninguém pode disputar um jogo sem acreditar que pode vencer o seu adversário. Quais julga serem os principais problemas que terão de ultrapassar para seguirem em frente na Taça?O Vitória de Guimarães participa num campeonato diferente do nosso onde, regra geral, os jogos são disputados com maior velocidade e intensidade. Além disso possuem atletas fisicamente e tecnicamente muito fortes como são o caso do Cláudio Fonseca e dos três atletas norte-americanos.

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29 NOV 2011

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