Miguel Maria: «Gosto de trabalhar duro»

O bom trabalho desenvolvido pelo jovem internacional português levou a que tivesse sido promovido à equipa principal do Nanterre, embora também possa ser utilizado na formação de esperanças do clube.

Atletas | Competições
17 OUT 2013

Miguel Maria enfrenta grande concorrência no seio do plantel, mercê da qualidade que grassa na equipa, mas afiança que até gosta do desafio. Saiba tudo, nos detalhes desta notícia.

Depois de uma época em que trabalhou afincadamente, se esforçou ao limite na equipa de esperanças, a oportunidade de jogar pela equipa principal do Nanterre já se tornou realidade. “Vou jogar nas duas equipas, esperanças e na equipa profissional. Posso fazer todas as competições em que estas equipas estão inseridas (Campeonato, Taça e Euroliga), se bem que no campeonato da PRO A apenas possam ser inscritos 5 estrangeiros. Como sou estrangeiro fica mais complicado poder participar, mas fica em aberto essa possibilidade.” Apostou no clube francês quando decidiu sair de Portugal porque era aquele que melhores condições lhe proporcionava, e mesmo a jogar na equipa B, o internacional português sentiu que evoluiu tendo mesmo ganho a sua aposta inicial. “Se não tivesse feito um bom trabalho, e os treinadores não estivessem contentes com o que desenvolvi, certamente não teria sido promovido. Com o passar do tempo fui adquirindo os hábitos e a forma de estar desta equipa no panorama do basket francês.” Neste momento faz parte da equipa principal do Nanterre a tempo inteiro, se bem que não tenha tarefa facilitada para poder competir. “A minha utilização é sempre condicionada pelo facto de ser considerado estrangeiro, pelo que continuo a jogar também na equipa de esperanças. Posso jogar em ambas.”Jogar a este nível abre-lhe as portas a competições de grande nível europeu, vivências inesquecíveis e que certamente o farão crescer como jogador. “Quinta-feira será a primeira batalha europeia, começa em nossa casa com o CSKA Moscovo. É sem duvida um bom aperitivo para iniciar a minha carreira a nível europeu de clubes!”“O título europeu conquistado pela França repercutiu-se numa maior atenção e número de espetadores a acompanhar o campeonato. Desde então, os jogos de basket começaram a passar em canal aberto. Ainda a semana passada, a capa do jornal de L’Equipe era sobre basket. Todas as pessoas querem ir ao Pavilhão. É uma loucura !”, conta.A luta pela posição de 1º base é elevada, facto que motiva ainda mais o atleta nacional, pois adora desafios. “A competição é muito elevada, temos jogadores de grande qualidade em todas as posições, o que se torna muito bom para mim, pois permite-te evoluir. Tenho que trabalhar muito para me bater com eles todos os dias no treino. É isso que eu gosto, trabalhar duro!”Sem objetivos individuais definidos, Miguel dá preferência as metas coletivas, já que considera que o seu sucesso virá por acréscimo. “Faço dos meus objetivos, os da equipa! Óbvio que quero praticar o melhor basket possível e melhorar a cada dia.”

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17 OUT 2013

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