«Gerir melhor a posse de bola»
Só à 5ª jornada a formação açoriana conseguiu celebrar um triunfo, mas as dificuldades, sobretudo ao nível do recrutamento e na preparação da época, foram muitas, conforme conta nesta entrevista o treinador da formação insular.
Competições | Treinadores
28 NOV 2013
Segue-se, em casa, o Vitória de Guimarães, uma “equipa muito talentosa e seguramente uma das melhores da Liga”, na opinião do técnico.
Esperava que esta primeira vitória tivesse surgido mais cedo? Sinceramente, contava que a primeira vitória surgisse mais cedo.Encontra explicações para que a primeira vitória do Lusitânia só tenha sucedido à 4ª jornada?Nem sempre é fácil encontrar explicação para os desvios no nosso planeamento e expectativas, mas penso que houve dois fatores que contribuíram para este arranque de campeonato, nomeadamente a substituição do base e, sobretudo, a escassa competição no período preparatório. É na competição em período preparatório que podemos esclarecer muitas coisas quanto ao rumo que a preparação da equipa está a levar, tanto nas questões técnico/tácticas, como físicas e isso só foi verdadeiramente testado já em competição.Quando já perto do final, a Ovarense passou para o comando, chegou a temer que o ciclo negativo da equipa fosse prolongar-se?Sim, temi que isso pudesse acontecer pois estávamos a sentir bastante dificuldade em atacar contra a defesa zona da Ovarense. Contudo, ao contrário dos jogos anteriores, mesmo nos momentos mais difíceis todos nós acreditámos que a vitória não iria fugir. O recrutamento continua a ser um problema? Gostava de ter visto preenchida alguma lacuna no grupo de trabalho?Continua a ser um problema, agora muito agravado tempos de escassez de recursos financeiros em que vivemos. Longe vão os tempos em que o clube tinha capacidade para recrutar com um pouco mais de qualidade. Hoje as condições de recrutamento são de uma exigência extrema, com recursos muito baixos e margem de erro quase nula. Mas também não posso deixar de dizer que trabalhar em condições de restrição muito severas e ver os nossos jovens crescer com alguma consistência, independentemente dos resultados desportivos, dá-nos um prazer muito especial. Ver jogadores como Miguel Freitas, David Tavares, Pedro Matos ou Fernando Ferreira a dar um contributo regular em competição é qualquer coisa de fantástico e que nos orgulha a todos.Quanto ao preenchimento de lacunas no plantel, sem dúvida que o recrutamento de mais um jogador seria muito importante por diversas razões, mas, para já, essa possibilidade não se coloca.Depois de uma vitória fora de casa, acha que é altura para ganhar em casa? Embora reconheça que não irá ser tarefa fácil derrotar o Vitória?Ganhar em casa é muito importante para cativar os adeptos e envolvê-los na dinâmica da equipa. É isso que vamos tentar fazer no próximo sábado, sabendo que vamos jogar com uma equipa muito talentosa e seguramente uma das melhores da Liga. Não será tarefa fácil, mas sei que tudo faremos para o conseguir.O que esteve bem no jogo de Ovar e que terá ser mantido para o encontro do próximo fim-de-semana?A coesão da equipa e a capacidade de sofrimento reveladas pela equipa até ao último instante do jogo. Defendemos muito bem em largos períodos do jogo.Naturalmente que uma equipa pode sempre evoluir. Mas para este jogo em concreto, e tendo em conta as caraterísticas do adversário, onde gostaria que os seus jogadores fossem melhores?Como somos uma equipa muito jovem e inexperiente, mesmo no que aos estrangeiros diz respeito, gostaria que fossemos capazes de gerir algumas posses de bola, alguns momentos do jogo, com maior maturidade. Sei que isso vai acontecer!


