«Esta equipa tem potencial»

Espírito de sacrifício e desejo de vencer têm sido os pergaminhos utilizados esta época pelo Algés, clube que conta com um plantel integralmente português.

Atletas | Competições
18 DEZ 2013

A equipa está com 50 por cento de vitórias e orgulhosa da classificação que ocupa da LPB. Segue-se um complicado encontro na Madeira, diante do CAB.

Sentem, que ao perderem em casa na última jornada, desperdiçaram uma boa oportunidade de estarem numa posição mais confortável na tabela classificativa? Acha que facilitaram? Sentimos que a vitória estava ao nosso alcance mas não acho que tenhamos facilitado. Entrámos mal no jogo, cometemos alguns erros e salvo raras exceções não funcionámos enquanto equipa. As coisas não correram bem. A ninguém.
Há também que dar mérito à equipa do Barcelos que, motivada pelo regresso do Nuno Oliveira, conseguiu ganhar uma vantagem significativa no 3º período que depois geriu até ao final do jogo. Neste momento têm 50% de vitórias. Um registo que vos deixa satisfeitos? Ou julga que poderiam ter feito algo mais? Acho que devemos estar satisfeitos com a posição em que estamos na classificação. Claro que ao analisarmos os jogos disputados até agora, existem sempre aspetos que podemos melhorar.Resta-nos aprender com os erros e continuar a trabalhar para sermos melhor equipa treino após treino.Acredito sinceramente que esta equipa tem potencial e que vamos atingir os nossos objetivos. Apesar de não contarem com nenhum estrangeiro, a equipa consegue ser competitiva. De que forma compensam essa ausência dentro de campo? Não acredito que sejam os atletas estrangeiros, por si só, que tornam as equipas competitivas. É verdade que muitas vezes vêm dar mais soluções, nomeadamente nas áreas próximas do cesto onde a nós portugueses nos continua a faltar estatura, mas o que torna uma equipa competitiva são os hábitos criados durante os treinos aliados ao espírito de sacrifício e ao desejo de vencer. Independentemente da nacionalidade ou até da idade dos jogadores em questão.Por vezes pelo simples facto de todos os jogadores partilharem a mesma cultura e língua facilita não só a comunicação como o espírito de entreajuda e de união criado na equipa. E isso reflete-se dentro de campo. Depois de quatro jogos consecutivos a jogar em casa, uma vitória na Madeira seria uma demonstração que a equipa consegue ser forte a jogar como visitante? É normal que as equipas se sintam mais confortáveis a jogar em sua casa e frente ao seu público, mas todos os jogos são importantes. Não basta tentar ganhar os jogos em casa.
O CAB Madeira ainda é dos poucos clubes no nosso país que pode contar com atletas e equipa técnica profissionais e por isso têm sempre equipas muito fortes e competitivas. Concorda que a equipa do CAB melhorou muito desde o início desta fase regular? E se o tiro exterior é o principal problema a terem que resolver? Geralmente as equipas vão melhorando com o decorrer da época e o CAB não é exceção. Sim, o tiro exterior é um dos pontos fortes da equipa do CAB. Assim como os ressaltos, principalmente ofensivos, e a forma como gere a posse de bola originando muitas assistências e poucos turnovers.

Atletas | Competições
18 DEZ 2013

Mais Notícias