Faltou consistência competitiva
Repetiu-se em Tallinn a história do jogo da Polónia, com a equipa portuguesa a bater-se muito bem durante os primeiros 25 minutos do encontro, acabando por ceder nos últimos 15 minutos.
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14 SET 2016
O resultado final de 63-82, favorável à Estónia, não traduz fielmente a competitividade revelada pelo conjunto nacional, isto sem colocar em causa a justiça da vitória da formação da casa. À entrada da última jornada, e depois do triunfo da Bielorrússia, na Polónia, por 19 pontos de diferença, três equipas continuam na luta por uma presença no próximo Eurobasket. Facto que comprova a qualidade do grupo de qualificação em que Portugal estava inserido, e será de esperar uma Bielorrússia em Sines, no próximo sábado, às 18h30, extremamente motivada e a discutir o apuramento.
Tal como se previa, foi uma Estónia sem margem para erro que defrontou Portugal, isto depois da derrota sofrida na jornada anterior (16 pontos) em Minsk. E foi numa arena praticamente cheia, em que era quase impossível alguém tornar-se audível, que Portugal começou a bater-se com a formação da casa.
E que bem que se bateu nos primeiros 20 minutos, sobretudo graças ao seu muito bom desempenho defensivo, condicionando o ataque estónio a apenas a 31 pontos durante esse período. Os maiores problemas estiveram nas ações ofensivas, com Portugal a sentir imensos problemas para fazer pontos no ataque. Ao intervalo, o conjunto luso perdia por quatro (27-31).
Na etapa complementar, os comandados de Mário Palma melhoraram a sua eficácia ofensiva, embora essa melhoria não tenha sido acompanhada por um desempenho defensivo igual ao do 1º tempo. Os lançamentos de 3 pontos da equipa estónia (11/26 – 42.3%) começaram a ser um problema, bem como sempre que conseguiam aproximar a bola do cesto de forma a explorarem o seu jogo interior. No final do 3º período, Portugal perdia por onze pontos de diferença (47-58), e embora ainda estivesse na discussão do resultado, tal não viria a acontecer nos últimos 10 minutos.
As percentagens de lançamento de campo voltaram a não ajudar, 42.4% de 2pts e 31.8% de 3pts, já da linha de lance-livre a equipa esteve muito bem (14/15 – 93.3%).
Destaque para mais um duplo-duplo (20 pontos e 10 ressaltos) registado por João Betinho Gomes, com João Guerreiro (12 pontos e 3 ressaltos) e João Soares (10 pontos e 2 ressaltos) a serem os restantes atletas a terminarem o encontro na casa das dezenas em pontos marcados.
No final do jogo, João Soares reconheceu que a equipa baixou de rendimento na etapa complementar, mas prometeu uma seleção altamente motivada e séria para terminar esta fase de qualificação de uma forma exemplar.
“Este jogo não acabou da maneira que queríamos. Desejávamos muito conseguir aqui uma vitória e continuar na luta pelo segundo lugar do grupo. Entrámos muito bem no jogo, fomos bastante competitivos e intensos durante toda a primeira parte, e fomos para o intervalo a perder por apenas 3 pontos. Na segunda parte, não conseguimos manter o mesmo ritmo e intensidade, e deixamos a Estónia fugir no marcador. E apesar do esforço que fizemos não conseguimos recuperar da desvantagem que tínhamos.
Agora vem o último jogo desta qualificação, sabemos que já não haverá mudança na nossa classificação, mas queremos deixar uma boa imagem neste último jogo. Queremos conseguir uma vitória e deixar uma imagem de intensidade, entrega, sacrifício e trabalho perante os nossos adeptos. Tudo faremos para acabar este apuramento da melhor maneira, apesar de não nos termos conseguido apurar para o Eurobasket 2017”.


