Ricardo Vasconcelos: «Ainda é possível»
A Selecção Nacional Sénior Feminina concentra-se esta noite, em Ílhavo, para preparar a dupla jornada que encerra a fase de qualificação para o Campeonato da Europa do próximo ano.
13 NOV 2016
Falámos com o Seleccionador Nacional, Ricardo Vasconcelos, sobre as viagens à Hungria e à Islândia.
Vêm aí as últimas duas jornadas de qualificação para o Europeu Feminino de 2017, na Hungria e na Islândia, com Portugal com uma vitória e três derrotas. Acredita que ainda é perfeitamente possível a qualificação?
Estamos num grupo onde os dois cabeças de série estão bem lançados para o apuramento, mas ainda não acabou, ainda é possível qualificar. Estamos obrigados a ganhar os dois jogos! É dessa forma que os vamos preparar.
Portugal perdeu em casa frente à Hungria, mas obteve uma vitória caseira diante da Islândia. Na sua opinião, muita coisa mudou desde aí? Antevê outro tipo de dificuldades/facilidades?
Jogar um apuramento nestes moldes muda sempre muita coisa. Os últimos jogos foram há nove meses! Na realidade nem sabemos quem vai poder ou não aparecer a jogar por cada uma das Seleções que vamos defrontar. Nós, por exemplo, temos atletas que não podem estar por lesão e outras que voltaram! É realmente muito complicado perspectivar com rigor o que vão, e como vão, aparecer os adversários, especialmente no primeiro jogo.
Em que aspetos a nossa Seleção terá que ser mais forte?
A nossa Selecção tem de ser mais eficaz nas percentagens de lançamento, melhorar a qualidade e tempo de passe no que diz respeito ao ataque. Defensivamente, o nosso trabalho vai incidir em melhorar a transição ataque/defesa, bem como a defesa da bola.
Pelo que tem visto das nossas jogadoras neste início de época ao nível dos clubes, pensa que poderemos encarar este duplo compromisso com maior otimismo?
São duas realidades completamente diferentes! A nossa liga é uma liga equilibrada e as nossas atletas que jogam cá estão em boa forma física. Mas o tipo de contacto, corpos e intensidade que vamos encontrar é realmente, ainda, bastante diferente do nosso campeonato. Contudo só há uma forma de estar, com optimismo!
De um ponto de vista mais global, e como selecionador, como tem acompanhado este início de Liga Feminina e todo o equilíbrio que tem existido?
O aumento de uma vaga de estrangeira veio estabilizar e equilibrar uma liga que estava a decrescer muito na sua qualidade. Desde logo pela ausência de atletas com mais de 25 anos (há muito poucas), o que muitas vezes faz descer os níveis de consistência e experiência. Contudo um campeonato equilibrado é factor essencial para o crescimento de todos os atletas que nele participam, e esse aspecto é uma verdadeira mais-valia no momento actual da nossa Liga Feminina.