“Já se vai assistir a jogos competitivos e bastante interessantes”
João Santos, diretor-técnico da AB São Miguel e membro da Comissão de Acompanhamento da Liga Feminina (CALF), anteviu para a FPB a XI edição da Taça Vítor Hugo, falando ainda da Liga.
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20 SET 2017
Voz autorizada na área, o antigo treinador-adjunto do Boa Viagem espera uma competição interessante em Guifões.
Começa esta sexta-feira a época 2017/18, com a Taça Vítor Hugo. Como treinador que já disputou este troféu em anos anteriores, quais são as prioridades e os objetivos das equipas nesta fase precoce da temporada?
Nesta fase tão prematura da época, por norma, a participação na Taça Vítor Hugo serve para testar o que se trabalhou até à data e avaliar em competição as jogadoras novas que chegaram. Esta competição serve também, apesar de algumas equipas não se apresentarem com os plantéis completos, para obter algum conhecimento dos adversários, não propriamente pelos resultados, mas mais concretamente as jogadoras que constituem as equipas e o que poderão fazer no futuro, com a junção ou não, de uma ou outra atleta. E, como é óbvio, que quem entra numa competição, seja ela qual for, tem sempre a ilusão e objetivo de tentar vencer.
As equipas da Liga Feminina ainda estão a fechar os respetivos plantéis. O que se pode esperar das partidas deste fim de semana?
É um facto que vai haver equipas com os plantéis ainda por fechar, no entanto haverá outras que já se vão apresentar com os plantéis completos, por conseguinte, eu acho que já se vai conseguir assistir a jogos competitivos e bastante interessantes.
Numa prova com estes moldes, que tem jogos mais curtos do que o habitual (dois períodos de 12 minutos), que fatores são mais decisivos no desfecho dos resultados?
Seja qual for a duração do jogo (normal ou mais curto), eu julgo que as equipas que já conseguirem apresentar alguma consistência nos seus processos ofensivos e defensivos, terão mais probabilidade de vencer. É claro que, em jogos mais curtos, os erros cometidos podem “pagar-se mais caro”, visto que o tempo para corrigir e recuperar uma desvantagem é mais curto. Temos o exemplo do ano passado e que vai de encontro ao que referi, as duas equipas que conseguirem ser mais consistentes durante períodos mais longos foram as que chegaram à final (CAB Madeira e Vagos).
Como profundo conhecedor da realidade atual do basquetebol feminino, e depois de uma das épocas mais equilibradas e emotivas dos últimos anos, o que espera da temporada que agora se inicia? Que equipas poderão estar, na sua opinião, na luta pelos principais troféus nacionais?
Sinceramente, espero que a edição deste ano seja pelo menos tão equilibrada e espetacular como o ano passado, em que na maioria dos jogos não havia vencedores antecipados. No entanto, e ainda não conhecendo na totalidade todos os plantéis, julgo que o equilíbrio vai continuar a existir, possivelmente com um lote mais reduzido a lutar pelos lugares cimeiros e um lote mais alargado a lutar pelas últimas duas vagas do playoff e manutenção. Na minha opinião (salvaguardando o facto de ainda não conhecer os plantéis todos na sua totalidade) e sem nenhuma ordem específica, o campeão nacional GDESSA, CAB Madeira, Vagos, Quinta dos Lombos, União Sportiva e Benfica são os principais candidatos a vencer competições pós-Taça Vítor Hugo. No entanto, isto irá depender sempre das alterações que as equipas vão efetuando ao longo da época e poderá sempre aparecer um outsider, como aconteceu com o Boa Viagem o ano passado, a intrometer-se na luta.


