2007 e 2011: Europeus para a eternidade
Valentyn Melnychuk, Mário Palma e Mário Gomes recordam participações de Portugal nos Europeus de 2007 e 2011
Competições | FPB
28 ABR 2020
As participações de Portugal nos Europeus masculinos de 2007 e 2011 estarão perpetuadas na história do basquetebol nacional. Valentyn Melnychuk, que comandou a Seleção em Espanha, e Mário Palma e Mário Gomes, selecionador nacional e seu adjunto na Lituânia, quatro anos depois, falaram sobre as façanhas lusas.
Foi em 2011 que Portugal marcou presença pela última vez numa grande competição, no caso o EuroBasket, na Lituânia, e logo no chamado “grupo da morte”, o que tornou muito difíceis as nossas contas. “Se tivéssemos vencido a Finlândia, no apuramento, estou convencido de que teríamos passado à 2.ª Fase do Europeu”, atira Mário Palma.
Já Mário Gomes enaltece a proeza, apesar das dificuldades: “A presença no EuroBasket 2011 teve o significado que julgo que terá para qualquer treinador. Foi, e é, uma honra e um privilégio fazer parte daquela equipa. Por outro lado, conseguirmos a qualificação constituiu uma enorme alegria e um prémio merecido para todos quantos ajudaram a concretizá-la, tanto mais que a mesma foi bastante difícil”, realça.
Mário Palma mostra o seu total reconhecimento para com a formação que orientou: “Foi o fim de uma grande era do basquetebol português. Esta Seleção merece a nossa admiração. Os jogadores foram extraordinários, adaptaram-se a toda a exigência”, aplaude.
O treinador de 69 anos, dono de um currículo invejável, prossegue nos elogios: “Não esqueço os desempenhos de jogadores como Philippe da Silva, António Tavares ou Miguel Miranda”, ressalva, antes de assumir que se tratou de “uma etapa boa” da sua vida.
Quatro anos antes, no Europeu 2007, em Espanha, a Seleção Nacional conquistou a melhor posição de sempre, depois de se classificar no 9.º lugar. Valentyn Melnychuk não esconde a felicidade: “Estar ligado ao maior momento da história do basquetebol sénior português é um grande orgulho para o país, para a modalidade, para os jogadores e treinadores, sem esquecer os seus clubes e famílias!”, frisa.
O carismático técnico ucraniano não esquece o apoio dado ao longo do apuramento para a prova do país vizinho: “Cada jogo da qualificação foi importante e decisivo. Muito daquilo que fizemos deveu-se à Federação, que nos apoiou totalmente com uma grande preparação”, lembra.
Já no Europeu, Portugal logrou alcançar duas vitórias, num feito notável, mas Melnychuk recorda a confiança que imperava na equipa: “Depois de nos apurarmos para o Europeu, sempre acreditámos que podíamos ganhar alguns jogos. Entrávamos em campo com uma enorme vontade. Foi um grande orgulho seguir para a 2.ª Fase, porque fomos para Madrid defrontar as melhores equipas da Europa e mostrar que os portugueses sabem jogar basquetebol!”, vinca.
Melnychuk, atualmente com 80 anos, faz questão de referir sempre o lado dos atletas “As melhores memórias que guardo passam pelo orgulho que sinto do nosso trabalho. A Europa ficou a saber que os portugueses poderiam jogar nos melhores clubes”, para depois assumir que este foi o “maior momento da sua carreira”.


