“Man Out” a Emanuel Alonso

Jogador importante do BCR nacional ao serviço do GDD Alcoitão

Atletas | Competições | FPB
5 MAI 2020

A apetência na concretização depressa o elevou a um dos atletas de pontuação intermédia mais influentes e, por isso, sem surpresa, Emanuel Alonso figura entre os eleitos da Seleção de BCR, nas primeiras presenças no panorama europeu, na década de 90. Pela APD Sintra, colecionou 19 títulos, juntou-lhes uma Taça de Portugal ao serviço da APD Lisboa e representa, atualmente, o GDD Alcoitão, emblema que requer menção obrigatória se o tema é o BCR nacional. 

É ele o protagonista da rubrica “Man Out”.

Data de nascimento: 21/12/1968
Ano de iniciação: 1986
Posição: extremo/base
Clube: GDD Alcoitão
Palmarés: APD Sintra – 5 Campeonatos Nacionais, 7 Taças de Portugal, 7 Supertaças, 7.º lugar numa competição europeia; APD Lisboa – 1 Taça de Portugal; Participação em 3 Campeonatos da Europa e 3 Taças Andre Vergauwen pela “Team Lisboa” (nome da Seleção Nacional quando participou nesta prova de clubes)
Jogo da tua vida (e porquê): APD Lisboa vs. Mideba, em Badajoz, no qual marquei 32 pontos. Senti que a nível coletivo demos  o que tínhamos e o que não tínhamos, ou seja, fomos uma equipa, embora tenhamos perdido o jogo.
Chamam ao BCR a modalidade paralímpica rainha. Se tivesses que convencer alguém a ver ou praticar, como “vendias” o basquetebol em cadeira de rodas?
Em primeiro lugar, convidava a ir ver um jogo. Depois, dizia que é um jogo viciante e espetacular, que não iria querer outra coisa.
Qual ou quais os jogadores que exercem maior fascínio sobre ti? 
Pedro Esteves, que, infelizmente, já não está entre nós. Era brilhante como passava a bola,tinha uma visão de jogo brutal.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por jogar BCR. 
Ocorreu quando jogava no GDR “A Joanita”, já não me lembro contra quem era. Um colega fez uma falta mais violenta e o árbito disse que lhe mostrava cartão amarelo. Chorei a rir, foi lindo.
Qual o teu movimento, gesto ou momento do jogo favorito? 
Sem dúvida, o contra- ataque. Quanto ao gesto, como esquerdino, é fazer o lançamento no lado direito com a cadeira a descair para fora.
Qual o jogador a quem gostavas de fazer “Man Out”? 
Faria “Man Out” a todos os jogadores, porque todos têm o seu valor e o meu respeito.
O “Man Out” é essencial no BCR. Na elite – mas não só -, todas as equipas adotam esta estratégia que consiste, após a recuperação da posse de bola, em reter um adversário com um, ou idealmente mais jogadores, no seu reduto ofensivo de forma a atacar em superioridade numérica. O espaço ocupado pelas cadeiras torna uma missão árdua recuperar a posição perdida, de modo que o “Man Out” é uma tónica constante no jogo de BCR, privilegiando-se como alvos, claro, os elementos mais lentos da equipa adversária.
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5 MAI 2020

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