“Acredito que este campeonato nos deixa mais fortes”

Óscar Trigo, selecionador nacional de BCR, dá nota positiva à atuação de Portugal no Europeu B

Em 2023, houve subida, em 2024, a Seleção Nacional conseguiu a manutenção e, em 2026, alcançou o seu melhor resultado de sempre: um quarto lugar no Europeu B. A ascensão de Portugal no Basquetebol em cadeira de rodas continental é evidente e o começo auspicioso no certame, em Zagreb, de 26 de junho a 6 de julho, exponenciou o sonho de atingir, pela primeira vez, a Divisão A, a próxima meta a concretizar.

Óscar Trigo e Javier López são denominadores comuns da escalada lusa nos últimos anos. O técnico catalão, selecionador nacional desde abril de 2023, vê com satisfação o desempenho de Portugal, no recém-concluído Campeonato da Europa da Divisão B. “Acho que o balanço é muito positivo. Entrámos neste Campeonato da Europa com um objetivo muito claro: garantir a manutenção na categoria. Conseguimos esse objetivo e, além disso, alcançámos a melhor classificação de sempre de Portugal num Campeonato da Europa B de basquetebol em cadeira de rodas. Isso demonstra bem o crescimento que esta equipa tem vindo a fazer”, salienta.

A histórica e inédita vitória frente à Bósnia-Herzegovina – 62-57 -, no compromisso inaugural na capital croata, e o jogo desenvolto que culminou em triunfo “fácil” sobre a Suécia logo a seguir, motivaram a subida da fasquia. Assegurada a manutenção, o grupo passou a acalentar uma inesperada tentativa de promoção à Divisão A, objetivo que, gorado, deixou algum rasto de frustração.

“Também ficámos com aquela sensação de que podíamos ter ido ainda mais longe. Ficámos sem a medalha depois de perdermos por duas vezes frente à Lituânia, uma seleção que, ano após ano, termina entre as melhores da competição. O mais positivo é que fomos capazes de competir de igual para igual nos dois jogos. Defensivamente estivemos a um nível extraordinário, muito sólidos e muito intensos, mas faltou-nos eficácia no ataque. Nestes jogos tão equilibrados, os pequenos detalhes fazem toda a diferença, e a nossa baixa percentagem de concretização acabou por nos impedir de conquistar a medalha”, sintetizou o timoneiro da equipa nacional, que extrai conclusões favoráveis.

“Apesar dessa desilusão, acredito que este campeonato nos deixa mais fortes. Mostra que estamos no caminho certo e que Portugal é, cada vez mais, uma seleção competitiva”.

Face ao quarto posto obtido, Portugal aguardará dois anos, até ao verão de 2028, para voltar a entrar em cena no Campeonato da Europa da Divisão B, com maior maturidade e solidez, no “ataque” à subida de escalão.

“Agora é tempo de descansar alguns dias, analisar com tranquilidade aquilo que fizemos bem e o que ainda podemos melhorar, para depois voltar ao trabalho. Temos uma equipa muito jovem, com uma enorme margem de progressão, mas também sabemos que, provavelmente, alguns dos jogadores mais experientes vão terminar o seu percurso na seleção. Isso fará com que os mais jovens tenham de assumir ainda mais responsabilidades. Temos dois anos de muito trabalho pela frente, mas também de muita ambição. Se este grupo continuar a trabalhar como tem trabalhado até agora, estou convencido de que ainda tem muito para crescer”, vaticina o selecionador nacional.

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10 JUL 2026

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