Entre conquistas e desafios: o balanço das Seleções Nacionais de formação
Vice-Presidente da FPB reflete sobre o desempenho entregue pelos Internacionais Portugueses.
FPB | Seleções | Seleções Jovens
10 SET 2026
O verão de 2026 voltou a ser marcado por uma intensa atividade das Seleções Nacionais, com Portugal presente em diferentes frentes internacionais. Nos escalões de formação, os Campeonatos da Europa deixaram motivos para celebrar, mas também indicadores importantes para o trabalho que se segue.
O maior destaque surgiu no setor feminino. As Seleções Nacionais Sub20 e Sub16 conquistaram as respetivas competições e garantiram o regresso à Divisão A, fechando os Europeus de forma invicta e no primeiro lugar. Já a Seleção Nacional Sub18 Feminina terminou a competição na nona posição.
No setor masculino, os Sub20 ficaram muito perto do pódio, alcançando o quarto lugar, enquanto as Seleções Sub18 e Sub16 terminaram ambas na 18.ª posição.
Entre resultados, crescimento e diferentes realidades competitivas, o verão permitiu também retirar conclusões para o futuro. Nuno Manaia, vice-presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, fez o balanço da participação portuguesa nos Campeonatos da Europa de formação e perspetivou os próximos passos das Seleções Nacionais jovens.
O setor feminino terminou o verão com duas conquistas e o regresso das Seleções Sub20 e Sub16 à Divisão A. Que significado atribui a estes resultados?
“Nos últimos anos temos conseguido estar muitas vezes na Divisão A no setor feminino, inclusivamente com mais participações na Divisão A do que na Divisão B. Na época passada acabámos por perder essas posições e este ano conseguimos recuperá-las. As Sub16 Femininas estiveram muito bem. A primeira participação de uma geração num Europeu é sempre uma incógnita, quer pelas incertezas em relação ao valor da nossa própria geração, quer pelo nível dos adversários.
Em relação às Sub20 Femininas, penso que ficou visível para todos que a nossa Seleção Nacional tinha capacidade para alcançar um bom resultado na Divisão A, provavelmente entre os oito primeiros. No entanto, as competições da FIBA Europe estão organizadas de forma a valorizar a consistência do trabalho realizado nos diferentes países e não apenas a existência de uma geração vencedora, o que para nós também faz sentido.”
No setor masculino, os resultados das Seleções Sub18 e Sub16 ficaram aquém das expectativas. O que pode ser retirado destas experiências para o futuro?
“No caso das Seleções Sub18 e Sub16 Masculinas, ficámos abaixo daquilo que é habitual. Não creio que essas classificações correspondam à nossa posição natural. Em competições curtas existem vários fatores que podem influenciar a classificação final, desde o sorteio às lesões, entre outros. Acredito que estas gerações têm capacidade para fazer melhor quando chegarem aos escalões Sub20 e Sub18, respetivamente.”
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Encerrado mais um ciclo de competições internacionais de formação, os jovens internacionais portugueses regressam agora aos respetivos clubes para preparar a época 2026/2027, cujas competições oficiais arrancam a partir de outubro.
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