Obrigado, capitão! Hugo Maia retira-se da Seleção Nacional de BCR

O histórico atleta analisou o percurso de 22 anos em entrevista à FPBtv

Hugo Maia, capitão da Seleção Nacional de BCR, confirmou a despedida dos palcos internacionais, em entrevista à FPBtv. Abnegação, companheirismo, dedicação, crença enlaçam, na perfeição, com o percurso laureado de 22 anos ao serviço de Portugal, que teve como ponto culminante o último capítulo, com a chegada inédita às meias-finais do Campeonato da Europa B 2026.

Para trás, ficam ainda outros momentos de conquista: os vice-campeonatos da Divisão C, em 2015 e 2023, garante da promoção à Divisão B; as manutenções alcançadas no segundo escalão do BCR continental, em 2008 e 2016; ou o saboroso troféu de campeão da Divisão C, em 2007, o único no palmarés lusitano.

Aos 48 anos, a jornada longeva com a camisola das quinas poderia prolongar-se, mas Hugo entrevê, no leque de jogadores que o BCR português semeou nos anos recentes, potencial para continuar o percurso ascendente, e tocar o ceú já esteve mais distante, a tão ambicionada subida à Divisão A do BCR europeu.

No derradeiro compromisso de rubro ao peito, no Europeu B 2026, o reconhecimento e tributo pela sua carreira não foi esquecido pelos seus colegas de balneário, fosse da forma mais tácita ou explícita. Ibrahim Mandjam ofereceu a demonstração de afeto que Hugo Maia mais reteve. “Foi o primeiro jogador que veio ter comigo. Estávamos decepcionados por não termos conquistado o bronze, apesar do excelente resultado. O Ibra, no meio das suas caraterísticas de trash-talker e andar sempre a azucrinar a cabeça à malta, acabou por ser aquela pessoa que teve o gesto mais carinhoso. Deu-me um abraço, um beijo na careca, e disse-me: “Se for este o último, foi um prazer partilhar contigo este campo e estas cores. Foi uma honra para mim”.

O ponto final na carreira pela Seleção Nacional está longe de significar um abrandamento na paixão que Hugo Maia nutre pelo BCR. Peça basilar no GDD Alcoitão, o atleta expressa a certeza de que a sua vida e o BCR permanecerão indissociáveis. “Já era assim em 2016, já era assim antes de 2016, é assim em 2026, e vai continuar a ser assim. O BCR vai ser um dos principais motores da minha vida e aquilo que mais felicidade me dá. Não há como mudar isso”, afiança.

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22 SET 2026

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