Artigos da Federaçãooo

Comité Olímpico anuncia a abertura das candidaturas para apoio a projetos de desporto feminino

O Comité Olímpico anuncia que já estão abertas as candidaturas para apoio a projetos que visem criar ou reforçar a oferta de prática desportiva feminina, no âmbito da Medida III.2 do Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo n.º CP/893/2024.

A Medida III.2 tem como principal objetivo promover e valorizar o desporto feminino, contribuindo para o aumento dos níveis de participação, para a igualdade de género no acesso à prática desportiva e para a criação de novas oportunidades de desenvolvimento. O programa dá especial relevância a iniciativas implementadas em territórios de baixa densidade populacional, reforçando a coesão e o acesso ao desporto em todo o país.

Para atribuição do apoio financeiro, são considerados eventos e ações de promoção, bem como projetos de desenvolvimento desportivo orientados para o público feminino.

As candidaturas devem ser submetidas na plataforma MAIS DESPORTO, onde estão disponíveis todos os documentos.

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Continuamos a acompanhar os portugueses pelo mundo fora

Esta semana ficou marcada em Espanha por mais um duelo entre portugueses: Rafael Lisboa e Diogo Seixas mediram forças com Diogo Brito. Ourense e Obradoiro defrontaram-se num encontro equilibrado, que terminou com vitória da dupla lusa por 96-93. Rafael Lisboa esteve em grande destaque, ao somar 18 pontos e sete assistências, enquanto Diogo Seixas contribuiu com 11 pontos e dois ressaltos. Mais uma vez, Rafael Lisboa foi distinguido como o jogador do mês, desta vez de Dezembro. Do lado oposto, Diogo Brito registou oito pontos, três assistências e cinco ressaltos. Apesar da derrota – apenas a terceira da temporada – a sua equipa mantém-se no segundo lugar do campeonato.

 

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Ainda em Espanha, mas na Segunda FEB, Tiago Teixeira voltou a evidenciar-se ao serviço do Toledo, que venceu o Valladolid por 87-73. A formação do português, atualmente no 8.º lugar com oito vitórias e seis derrotas, bateu o terceiro classificado, num triunfo particularmente significativo para as aspirações da equipa.

Na sequência da semana passada, Travante Williams voltou a defrontar o Mersin Spor no segundo jogo da eliminatória de acesso à Basketball Champions League. O Le Mans foi claramente superior e venceu por 113-83, garantindo a presença nos 16 avos de final da competição, onde integra o Grupo I. O internacional português contribuiu com 12 pontos, uma assistência e seis ressaltos.
Além deste encontro europeu, o Le Mans jogou também para o campeonato francês frente ao Boulazac, somando novo triunfo. Travante registou 10 pontos, duas assistências e sete ressaltos em 26 minutos de utilização.

 

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No basquetebol feminino, Carolina Rodrigues continua a apresentar um nível de grande regularidade. A atleta portuguesa esteve em evidência na vitória frente ao Vasas Akademia por 86-73, com uma exibição de excelência: 20 pontos, sete assistências e sete ressaltos, num total de 35 pontos de valorização, sendo a melhor jogadora em campo.

 

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Rita Oliveira, recentemente transferida para a Croácia, estreou-se pelo Tresnjevka 2009 de forma muito positiva. No triunfo expressivo por 103-51 frente ao Split, a portuguesa somou 21 pontos, cinco assistências e cinco ressaltos. A equipa ocupa atualmente o terceiro lugar do campeonato, com 10 vitórias e apenas duas derrotas.

Por fim, em Espanha, o Al-Qázeres Extremadura, equipa que conta com Inês Ramos, Josephine Filipe e Raquel Laneiro (atualmente afastada por lesão), continua a evidenciar o talento português. No último jogo, frente ao Melilla, a formação saiu derrotada por 57-69, mas Inês Ramos (14 pontos, uma assistência e seis ressaltos) e Josephine Filipe (19 pontos, uma assistência e seis ressaltos) estiveram em bom plano e foram peças-chave na equipa.

Estatísticas individuais dos atletas portugueses:

Travante Williams (Le Mans, LNB – França)

12pts, 1ast, 6res (24min) na vitória frente ao Mersin Spor (113-83) – venceram a eliminat.

10pts, 2ast, 7res (26min) na vitória frente ao Boulazac (97-86)

Rafael Lisboa (Clube Ourense Baloncesto, Primera FEB – Espanha)

18pts, 7ast (23min) na vitória frente ao Obradoiro (96-93)

Diogo Seixas (Clube Ourense Baloncesto, Primera FEB – Espanha)

11pts, 2res (15min) na vitória frente ao Obradoiro (96-93)

Diogo Brito (Monbus Obradoiro, Primeira FEB – Espanha)

8pts, 3ast, 5res (23min) na derrota frente ao Ourense (93-96)

Tiago Teixeira (Toledo, Segunda FEB – Espanha)

12pts, 3ast, 1res (17min) na vitória frente ao Valladolid (87-73)

Anthony da Silva (Evreux, Elite 2 – França)

7pts, 8ast, 11res (36min) na vitória frente ao Poitiers (85-80)

Nuno Sá (Palma BM, Primeira FEB – Espanha)

8pts, 1ast, 4res (19min) na vitória frente ao Cantabria (76-73)

Carolina Rodrigues (Szekszard, NB I.A – Hungria)

20pts, 7ast, 7res (30min) na vitória frente ao Vasas Akademia (86-73) – 32 de valorização

Sara Guerreiro (Marburg – Alemanha)

11pts, 2ast, 6res (24min) na vitória frente ao Freiburg (88-68)

Ana Raimundo (Marburg – Alemanha)

6pts, 7ast, 3res (21min) na vitória frente ao Freiburg (88-68)

Margarida Junqueira (Magec Tías Lanzarote – Espanha)

5pts, 2ast, 6res (21min) na derrota frente ao C. B. Isla Bonita (81-96)

Inês Ramos (Al-Qázeres Extremadura, LF Challenge – Espanha)

14pts, 1ast, 6res (29min) na derrota frente ao Melilla (57-69)

Josephine Filipe (Al-Qázeres Extremadura, LF Challenge – Espanha)

19pts, 1ast, 6res (31min) na derrota frente ao Melilla (57-69)

Eva Carregosa (Zamora, LF Challenge – Espanha)

9pts, 2ast, 2res (27min) na vitória frente ao Real Canoe (64-62) 

Tess Santos (Wasserburg, 2ª Bundesliga – Alemanha)

18pts, 3ast, 7res (24000min) na vitória frente ao Wuerzburg (88-67)

Inês Vieira (Domusa Tekink ISB, LF Challenge – Espanha)

2pts, 3ast (22min) na vitória frente ao Lima-Horta (70-56)

Lavínia Silva (Oaklands Wolves – Reino Unido)

6pts, 4ast, 6res (26min) na vitória frente ao Newcastle Eagles (79-56)

Sofia da Silva (M. Karmiel – Israel)

12pts, 1ast, 8res (38min) na vitória frente ao H.Jerusalem (69-59)

Rita Oliveira (Tresnjevka 2009, – Croácia)

21pts, 5ast, 5res (27min) na vitória frente ao Split (103-51)

Filipa Barros (CBU Women’s Basketball – Estados Unidos da América)

2pts, 2ast, 7res (24min) na derrota frente ao Abilene Christian (58-70)

Clara Silva (TCU Women’s Basketball – Estados Unidos da América)

6pts, 1ast, 6res (29min) na vitória frente ao West Virginia (51-50)

*Apenas se faz o acompanhamento de atletas com internacionalizações e que tenham as estatísticas disponíveis.

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Brandon Johns Jr. é o MVP da 8.ª ronda da Liga Betclic Masculina

Está concluída a 8.ª ronda da Liga Betclic Masculina e cumprido o calendário – fechando assim a primeira volta da competição. O poste do Sporting CP, com um duplo-duplo (22pts, 12res) é o MVP da jornada, com a mesma valorização que Cornelius Hudson, mas com menos minutos de jogo.

Ao seu lado no Cinco Ideal estão o extremo portista, o base do Imortal LUSiGÁS André Silva, o poste encarnado Makram Ben Romdhane e o extremo Quentin Diboundje, do Galitos BARREIRO ACEDE.

Vê aqui as estatísticas de cada uma das atletas:

 

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*O fator principal na escolha de MVP é o índice MVP que se encontra na estatística do jogo. Em caso de igualdade, o critério de desempate é o tempo de jogo, sendo dada prioridade a/ao atleta que jogou menos tempo.

*O cinco ideal é selecionado com base em todas as posições em campo e não pela simples ordem de valorização.

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FPB convoca eleições para Delegados à Assembleia Geral

A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) divulgou a convocatória para a eleição dos Delegados à Assembleia Geral para o quadriénio 2026-2030, marcada para o dia 21 de fevereiro, inserida no calendário eleitoral para o período em questão.

FPB anuncia calendário eleitoral para 2026–2030

Segundo o documento assinado em Lisboa a 13 de janeiro de 2026 pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Ernesto Ferreira da Silva, o ato eleitoral será realizado nas sedes das Associações Distritais e Regionais de Basquetebol, decorrendo entre as 10:00 e as 20:00 horas (hora local).

Nos termos do Regulamento Eleitoral, as candidaturas a Delegados devem ser remetidas ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral e entregues na sede da FPB até 1 de fevereiro de 2026, devidamente instruídas de acordo com as formalidades previstas.

Segundo o documento orientador, serão eleitos 37 delegados, distribuídos pelas representações dos clubes, jogadores, treinadores e juízes, garantindo a participação de todos os agentes desportivos no processo eleitoral.

A informação detalhada pode ser consultada nos documentos em anexo.


Miguel Queiroz foi o primeiro convidado do “Dois para um”

Fruto da parceria entre o jornal Record e a FPB, já está no ar o podcast “Dois para Um”. No primeiro episódio, o convidado é Miguel Queiroz, capitão da Seleção Nacional e do FC Porto, que partilha o seu percurso no basquetebol e várias histórias da carreira, numa conversa conduzida por João Socorro Viegas (jornalista do Record) e João Santos (ex-internacional português).

O atleta recordou o início do seu percurso na Seleção Nacional e no EuroBasket, além das suas ambições para a carreira: “Acho que é uma carreira muito bonita e ainda tem uns capítulos pela frente”.

Pode assistir ao episódio completo aqui.

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Portugueses além fronteiras: novo ano, mesmas ambições

Vários atletas portugueses estiveram em grande plano nas competições internacionais, com prestações individuais de elevado nível que refletem também o bom momento coletivo das suas equipas nos respetivos campeonatos.

No basquetebol masculino, destaque para Francisco Amiel, que realizou uma exibição muito completa ao registar 11 pontos, cinco assistências e cinco ressaltos, terminando como o jogador mais valorizado do encontro, com 27 pontos de valorização. O Albacete Basket venceu significativamente o OCA Global CB Salou por 95-58.

Também Travante Williams esteve em destaque no arranque da Basketball Champions League, contribuindo para uma vitória expressiva do Le Mans frente ao Mersin Spor por 92-65. O atleta português esteve em ação durante 21 minutos, período em que somou 10 pontos, uma assistência e quatro ressaltos, ajudando a equipa a assumir vantagem nesta eliminatória. O segundo jogo está agendado para hoje, dia 8 de janeiro, onde o Le Mans procurará confirmar a passagem à fase seguinte da competição.

 

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O Ourense de Rafael Lisboa e Diogo Seixas carimbou ontem a passagem às meias-finais da Taça de Espanha, após vencerem o Logrono por 72-64. Já a equipa de Diogo Brito, o Obradoiro CAB, não conseguiu a vitória e terminou a sua participação na competição.

Na Alemanha, Tess Santos voltou a assumir um papel de destaque ao apontar 18 pontos, sete ressaltos e três assistências, numa vitória clara do Wasserburg. A formação alemã segue firme na 2.ª Bundesliga, consolidando a sua candidatura aos lugares de promoção, com a internacional portuguesa a ser uma das peças-chave da equipa.

Em Espanha, Eva Carregosa confirmou novamente o seu excelente momento de forma ao somar 14 pontos, cinco assistências e três ressaltos, sendo eleita melhor jogadora da partida na vitória do Zamora. A equipa segue nos primeiros lugares da LF Challenge, mantendo-se na luta direta pela subida, com a base portuguesa a assumir grande protagonismo na organização e no ataque.

Ainda na LF Challenge, Inês Ramos esteve em evidência com 15 pontos, duas assistências e dois ressaltos, numa vitória equilibrada do Al-Qázeres Extremadura frente ao Lima-Horta (57-51). Josephine Filipe também contribuiu com cinco pontos, uma assistência e seis ressaltos.

Apesar da derrota da sua equipa em Israel, Sofia da Silva merece nota de relevo pela prestação individual, ao alcançar um duplo-duplo de 10 pontos e 12 ressaltos, atuando os 40 minutos da partida. O M. Karmiel segue numa fase mais exigente da competição, mas a portuguesa continua a ser uma das referências da equipa.

Já nos Estados Unidos, Filipa Barros esteve em grande nível ao assinar mais um duplo-duplo de 19 pontos, 11 ressaltos e cinco assistências, liderando o CBU Women’s Basketball a mais um triunfo e conquistando mais uma vez o reconhecimento de jogadora da semana.

 

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Também no contexto universitário norte-americano, Clara Silva contribuiu de forma decisiva para a vitória da TCU frente ao Oklahoma St, com 12 pontos, sete ressaltos e duas assistências.

 

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Estatísticas individuais dos atletas portugueses:

Travante Williams (Le Mans, LNB – França)

10pts, 1ast, 4res (21min) na vitória frente ao Mersin Spor (92-65) – Champions League

Diogo Brito (Monbus Obradoiro, Primera FEB – Espanha)

1pt, 2ast, 4res (20min) na vitória frente ao Palencia (87-85)

Rafael Lisboa (Clube Ourense Baloncesto, Primera FEB – Espanha)

2pts, 4ast, 1res (20min) na derrota frente ao Estudiantes (75-92)

Diogo Seixas (Clube Ourense Baloncesto, Primera FEB – Espanha)

7pts, 3res (22min) na derrota frente ao Estudiantes (75-92)

Francisco Amiel (Albacete Basket, LEB Plata – Espanha)

11pts, 5ast, 5res (23min) na vitória frente ao OCA Global CB Salou (95-58) 

Tiago Teixeira (Toledo, Segunda FEB – Espanha)

5pts, 1ast (15min) na vitória frente ao Caceres (96-95)

Nuno Sá (Palma BM, Primeira FEB – Espanha)

5pts, 2res (18min) na derrota frente ao Gipuzkoa (63-71)

Carolina Rodrigues (Szekszard, NB I.A – Hungria)

9pts, 4ast, 2res (14min) na vitória frente ao Cegledi (108-39)

Inês Ramos (Al-Qázeres Extremadura, LF Challenge – Espanha)

15pts, 2ast, 2res (28min) na vitória frente ao Lima-Horta (57-51)

Josephine Filipe (Al-Qázeres Extremadura, LF Challenge – Espanha)

5pts, 1ast, 6res (29min) na vitória frente ao Lima-Horta (57-51)

Eva Carregosa ( Zamora, LF Challenge – Espanha)

14pts, 5ast, 3res (28min) na vitória frente ao Melilla (72-56) 

Tess Santos (Wasserburg, 2ª Bundesliga – Alemanha)

18pts, 3ast, 7res (24min) na vitória frente ao Wuerzburg (88-67)

Inês Vieira (Domusa Tekink ISB, LF Challenge – Espanha)

11pts, 1ast, 1res (24min) na vitória frente ao Paterna (90-71)

Lavínia Silva (Oaklands Wolves – Reino Unido)

14pts, 1ast, 7res (26min) na vitória frente ao Newcastle Eagles (66-57)

Sofia da Silva (M. Karmiel – Israel)

10pts, 2ast, 12res (40min) na derrota frente ao M.Ramat Gan (69-79)

Filipa Barros (CBU Women’s Basketball – Estados Unidos da América)

19pts, 5ast, 11res (32min) na vitória frente ao Tarleton St. (80-68)

Clara Silva (TCU Women’s Basketball – Estados Unidos da América)

12pts, 2ast, 7res (29min) na vitória frente ao Oklahoma St. (69-61)

*Apenas se faz o acompanhamento de atletas com internacionalizações e que tenham as estatísticas disponíveis.

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Neemias Queta com 20 ressaltos e mais um recorde no bolso

Neemias Queta é o primeiro jogador da NBA a conseguir 10 ressaltos ofensivos e 10 ressaltos defensivos num único jogo em menos de 25 minutos. Ainda assim, os Boston Celtics não conseguiram a vitória frente aos Denver Nuggets por 110-114, na madrugada desta quinta-feira, 8 de janeiro.

Apesar de uma menor preponderância no capítulo ofensivo (seis pontos em oito lançamentos), o poste dos Linces bateu o seu próprio recorde de ressaltos, fazendo história na liga norte-americana. Com esta vitória, os Nuggets melhoraram o seu registo para 25-12, enquanto os Celtics caíram para 23-13.


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Madalena Amaro: “Sei muito bem o que é que vim fazer para os EUA”

Aos 17 anos, a base algarvia Madalena Amaro vive as primeiras semanas na NCAA ao serviço de Monmouth, e já soma minutos importantes como freshman num contexto altamente competitivo. Com um percurso que liga SC Farense, Imortal, CAR Jamor e Sporting, onde ajudou à conquista da II Liga e à subida ao principal escalão, a internacional jovem portuguesa aterrou nos Estados Unidos com as ideias arrumadas.

Em entrevista a Ricardo Brito Reis, Madalena fala do choque físico e cultural do basquetebol universitário norte-americano, explica como a experiência no Basketball Without Borders Europe e nas seleções jovens reforçou a sua capacidade de liderar em campo, descreve o dia a dia numa realidade em que treinos, viagens e aulas se atropelam e assume sem rodeios a ambição de «ser jogadora de basquete profissional» e, um dia, chegar à Seleção A.

Como têm sido as primeiras semanas na NCAA? Sentes um misto de realização, porque era algo que ambicionavas, ou de choque com a nova realidade?

Sim, claramente que há essas duas vertentes. Essa sensação de realização, porque sempre foi uma coisa que eu ambicionava: vir jogar para os Estados Unidos. Acho que a maioria das pessoas que jogam, principalmente em Portugal e que querem levar o basquete como futuro, já pensaram em jogar aqui. Mas, ao mesmo tempo, é um choque. Não é só um choque no desporto, é um choque em termos de cultura, de língua, de comida, e isso para mim foi muito evidente.

Mas sinto que me estou a adaptar bem. É uma realidade completamente diferente, mas vim para cá com os meus objetivos definidos. Sei muito bem o que é que eu vim cá fazer. Quero crescer como atleta, acima de tudo, mas também como pessoa.

Existem diferenças que nos levam a parar um bocadinho para pensar, principalmente no estilo de jogo, na intensidade e na velocidade do jogo aqui na NCAA. Em Portugal, uma jogadora aguenta bem 40 minutos. Aqui eu vi-me à rasca. Em Portugal fiz alguns jogos de 40 minutos e, aqui, no meu primeiro jogo, joguei 17 minutos e pensei: “não dá mais, não dá mais”. Entretanto, fui-me habituando. Eles dizem que sou, de certa forma, atlética. Tenho estado a trabalhar para desenvolver o meu corpo e para o adaptar a este estilo de jogo. É um jogo muito rápido e intenso. Portanto, existe sempre esse choque quando começamos, mas nada que umas semanas e mais uns quantos jogos não resolvam.

A verdade é que, pelo menos nos últimos jogos, já estás a jogar acima dos 30 minutos. Essa habituação está a acontecer rápido. Disseste uma frase que me chamou a atenção: “sei muito bem o que é que vim cá fazer”. O que é que tu queres com esta experiência?

Eu diria que desde o ano em que fui para o Sporting, o meu primeiro ano no Sporting, quando mudei a minha vida… Porque sou do Algarve, sou de Faro, mas cheguei ao Imortal, portanto aí já estava um bocadinho fora da minha casa, da minha zona. Mas quando mudei mesmo para Lisboa definitivamente e fiquei lá a viver, comecei a levar o basquete muito mais a sério.

Sei que quero ser jogadora de basquete profissional, sei que isto é o que eu quero, que isto seja o meu futuro. É difícil em Portugal, não só pelas condições – e está cada vez a melhorar, a federação e os clubes estão cada vez a proporcionar aos atletas melhores condições – mas sei que ainda é muito difícil uma atleta conseguir viver totalmente do basquete em Portugal.

Desde que mudei esse ano para o Sporting, sabia que tinha de ser uma coisa que tinha de levar muito mais a sério do que já levava. Vim para cá com essa ambição. Quero adicionar coisas ao meu estilo de jogo, quero ser uma jogadora mais completa e, ao mesmo tempo, desenvolver aquilo que já fazia minimamente bem, porque nunca fazemos tudo no melhor que é possível. E ainda por cima sou uma pessoa muito exigente comigo, não só em aspetos fora do basquete, mas também no basquete. Gosto muito de fazer as coisas direitinhas.

Vim para cá com essa mentalidade e esses objetivos definidos: quero acrescentar coisas ao meu estilo de jogo, quero tirar o melhor proveito desta experiência, aprender uma língua nova, tirar um curso relacionado com aquilo que gosto, que são as áreas da economia, caso o basquete não dê certo como espero. É aproveitar aquilo que os Estados Unidos nos dão, tirar um bocadinho de tudo e juntar à pessoa que sou, e à pessoa que tenho vindo a tornar-me.

Estás a estudar nessa área. Que curso é exatamente?

Estou a tirar Business com Marketing.

Pareces ter um desenho de carreira muito bem definido na tua cabeça. Quando saíste do Algarve, do Imortal, e foste para o Sporting, sentiste logo que estavas a dar um passo decisivo? Foi aí que saíste mesmo da zona de conforto e ganhaste esta ambição de querer fazer disto carreira?

Sim, foi sem dúvida esse salto. Para começar, fui para o CAR e ainda fiz o meu primeiro ano de CAR no Imortal. Ainda voltava a casa todos os fins de semana. Mas quando saí do CAR… ainda fiz o meu segundo ano no CAR e no Sporting.

Diria que o meu último ano de Sporting, ou seja, o ano passado, em que saí do CAR, vivi sozinha, partilhei a casa com duas americanas e uma colega da minha equipa também do Sporting, e passei praticamente a fazer tudo sozinha. Ia para a escola sozinha, ia para os treinos sozinha. Vivia sozinha, sem os pais a fazerem as coisas por mim.

Diria que foi no ano passado que dei mesmo o salto e aprendi muitas coisas. É tão bom termos essa liberdade para crescer e para perceber aquilo que é certo e aquilo que não é certo. Tenho muita sorte: os meus pais sempre me apoiaram, sempre me deram essa liberdade.

O ano passado foi mesmo aquele salto, porque tive de aprender a fazer muito do que não sabia sozinha, e isso fez-me crescer não só como pessoa, mas como atleta também. O Sporting, o ano passado, foi para mim o melhor ano em termos individuais. A escola correu muito bem. No clube, gostava de ter tido a oportunidade de me desenvolver um bocadinho mais na equipa sénior, mas gostei muito do grupo da sub-18, alcançámos coisas muito boas, ficámos em segundo lugar nacional, gostei muito dos meus treinadores, de quem me acompanhou. Portanto, diria claramente que o ano passado foi o ano decisivo e que me deu o “ok, estás preparada para ir para os Estados Unidos”.

Em que momento é que esta ideia de ir para os Estados Unidos entrou mesmo na tua cabeça como plano real?

Esta ideia já existia quando estava no meu primeiro ano de CAR, porque a Mariana Kostourkova dava-nos muito essa visão. Muitas vezes fazia várias atividades e trazia miúdas que já tinham estado cá há uns anos e muitas delas passaram pelos Estados Unidos. Depois também tinha várias amigas… No Europeu de sub-18 em Matosinhos, era nesse ano que a maioria das portuguesas que estavam nessa equipa iam para os Estados Unidos.

Portanto, isso sempre foi uma coisa que, na minha cabeça, fazia sentido. Depois de ver tanta gente a dar esse passo e a dizer que gostou – claro que são experiências diferentes, às vezes umas não têm tanta sorte como outras –, acho que esse foi o momento. Já há algum tempo sabia que queria, mas depois desse Europeu, quando a maioria das minhas amigas foi, disse mesmo: “sim, é seguro ir e faz sentido ir”. Acho que foi uma confirmação.

E como é que foi o processo de recrutamento? Tiveste várias universidades interessadas, tiveste alguém a tratar do processo em Portugal?

O meu primeiro convite foi no meu primeiro Europeu de sub-16, já foi há uns quantos anos, acho que foi em 2022 ou 2023. Diria que a maior parte dos convites vem por causa dos Europeus. Quando vamos ao Europeu e nos mostramos, está muita malta das universidades lá a ver. É a partir daí que te começam a contactar.

Entretanto, nessa altura, no meu primeiro ano de sub-16, quando fui para o CAR, ainda não sabia bem, não tinha certeza, andava com muitas dúvidas, não sabia bem o que queria, então deixei um bocadinho essa opção de lado. No ano seguinte, lesionei-me, era o meu último ano de sub-16. Lesionei-me antes do Europeu, torci o pé num jogo de preparação e acabei por não ir ao Europeu.

Onde tudo começou mais a sério foi no meu primeiro ano de sub-18, depois do Europeu de Matosinhos. Começaram a falar comigo, várias universidades surgiram, não sei se foram quatro ou cinco. E, entretanto, surgiu também aquilo que agora considero uma amiga, que trabalha para as universidades e ajuda no recrutamento: mostra, contacta, fala com a pessoa, pede vídeos, faz o trabalho por ti dos highlights, manda para as várias universidades e depois apresenta as universidades que estão dispostas a dar scholarships. Chama-se Rachel Galligan, ajudou também a Joana Magalhães. Foi a minha ajuda.

Decidi isto em novembro do ano passado, portanto uns bons meses antes de realmente vir para cá, porque surgiram várias opções, mas isto funciona com duas janelas: novembro e abril. Na altura, esta zona pareceu-me impecável. Porquê? Porque estou no estado de New Jersey, ao lado de Nova Iorque, que para a maioria das pessoas, pelo menos para mim, sempre foi um sonho. É o mais perto de Portugal, é muito fácil. Tem uma comunidade de portugueses muito perto aqui em Nova Iorque. Tenho família, não de primeiro grau, mas tenho família do lado do meu pai a viver a 15 minutos. Tenho primas a 15 minutos. Ainda ontem foi o Thanksgiving e estivemos todas lá a jantar.

Depois achei ideal porque me mostraram quem era o roster, quem é que tinham. E realmente uma base era importante nesta equipa, porque não faz sentido irmos para uma equipa que está cheia de bases ou de jogadoras da posição que queremos jogar. Achei que seria a equipa ideal. Não é uma universidade “wow”, mas é uma universidade boa, numa conferência competitiva. Portanto, achei que seria o ideal para poder jogar, porque acima de tudo o que quero é jogar. Quero vir para cá e jogar, não quero vir para ficar no banco.

Agora que já estás instalada, como é um dia normal da Madalena Amaro em Monmouth, desde que acordas até te deitares?

Acordo normalmente sempre entre as 7h00 e as 7h15. Gosto de ter o meu tempo para me preparar. Depois tenho aulas, às 8h30 e normalmente até às 11h25.

Depois vou direto para o pavilhão porque treinamos nessa hora de almoço. Vou para o pavilhão, fisioterapia, ligar os pés, exercícios… Às vezes tenho treinos individuais de manhã, quando não tenho aulas. Depois treinamos cerca de 3 horas. Temos ginásio normalmente 45 minutos e depois fazemos treino de equipa. São muitas horas de treino.

Depois do treino fico sempre mais um bocado no pavilhão a fazer lançamentos extra. Às vezes, quando não tenho treino individual de manhã, tenho depois. Depois saio, tomo banho, como qualquer coisa e tenho aulas. Por exemplo, a terça-feira é chata porque saio do treino e tenho aulas das 16h30 às 18h00 e das 18h00 às 21h00. Portanto, a terça-feira é um dia chato. Normalmente, nos outros dias, depois do treino tenho só uma aula entre as 17h00 e as 18h00. É um dia muito intenso. Às vezes, quando só tenho aula até às 18h00, volto ao pavilhão para fazer mais lançamentos.

Esta vida de atleta na NCAA envolve viagens. Tem sido fácil conciliar com a parte académica?

Vou ser sincera: acho que, para a malta de fora, principalmente da Europa e diria também de Portugal, temos um nível académico muito mais exigente. O nível académico aqui não é tão exigente como em Portugal. Mas, mesmo assim, requer tempo, requer gestão de tempo.

Por causa dos jogos, por exemplo, nas últimas semanas temos faltado a várias aulas porque estamos a viajar e é sempre difícil essa parte de gestão do tempo e depois conseguir apanhar tudo. Porque é faculdade, as pessoas não se preocupam tanto como no high school, no secundário. Mas acho que se faz bem, acho que se aguenta bem. E o nível não é tão exigente.

Tens a sorte de ter a Fatumata Djaló na mesma equipa. Isso acaba por ser uma ajuda importante, tanto na adaptação à NCAA como no dia a dia?

Sim, é uma ajuda enorme. Quando assinei com esta faculdade, não sabia que ela vinha para cá. Só soube depois. Por acaso nunca lhe perguntei se escolheu vir para aqui porque eu já cá estava, tenho de lhe perguntar. Mas é uma ajuda

imensa, sim, porque não só já está habituada a este estilo de jogo, como o inglês também já é mais familiar, principalmente em termos técnicos do basquete.

No início foi muito útil porque eu estava muito perdida e ela já cá tinha estado no verão. Eles utilizam muito o verão para treinos individuais, e eu nessa altura tinha estado no Europeu. Ela já cá tinha estado durante quase um mês, então já sabia mais ou menos como funcionava, o que é que a treinadora queria. No início disse-me mesmo: “esta treinadora quer isto, isto e isto, aproveita, tenta fazer isto, isto e isto”. Foi muito mais fácil.

É muito melhor porque posso falar português. Estamos sempre a falar português uma com a outra. Às vezes as miúdas da nossa equipa até ficam a olhar para nós. Eu percebo, mas nós… “Desculpem, não estamos a falar de vocês, é só porque é mais fácil”. Mas é uma ajuda, sim.

Falaste há pouco da diferença física e da velocidade do jogo. No teu caso, és base, tens a bola na mão, tens de ser uma extensão da treinadora dentro de campo, pensar o jogo. Qual tem sido a parte mais difícil deste processo dentro de campo?

A parte mais difícil é, claramente, o querer jogar rápido. Este é o estilo de jogo que a nossa treinadora quer. Temos uma equipa praticamente toda nova. Ela quer jogar a mil, quer jogar em contra-ataque, em transição, e aposta muito em mim porque sou muito rápida. Estou a conseguir fazer bem esse trabalho do primeiro passo, do ganhar o ressalto eu mesma e explodir e sair em transição.

Mas, ao mesmo tempo, quero conseguir meter aquilo que sempre soube fazer, que é jogar um jogo calmo, com visão de jogo. Isso tem sido a maior dificuldade, porque ainda não consegui arranjar esse balanço. Estou a tentar arranjar esse balanço entre jogar rápido e saber quando jogar rápido, mas depois saber abrandar o jogo. Preciso disso para poder mostrar o melhor de mim, dar o melhor à minha equipa, que é aquilo que faço melhor: jogar de forma calma, organizar o jogo.

Ainda não consegui arranjar esse balanço. Sinto que estou sempre a mil dentro de campo. Ela adora isso, adora na maioria das vezes. Quando faço turnovers a querer passar a bola, porque estou tão explosiva, tão elétrica, tão rápida, aí já não adora tanto. Mas adora que eu pegue na bola e comece a correr o campo, porque é isso mesmo que ela quer. Agora tenho de conseguir arranjar um equilíbrio entre: “pronto, não dá contra-ataque, não há transição rápida, voltar a bola para mim para poder organizar o jogo”.

Depois o jogo é muito dividido. O jogo acaba sempre normalmente na mão da melhor jogadora, da jogadora que decide. E acaba sempre por jogar um bocadinho direto. A bola acaba dentro, também, com os postes. Portanto, é um jogo rápido, físico e um bocadinho mais dividido. Não é tão coletivo como em Portugal.

Já jogaste contra programas fortes. O nível competitivo da NCAA surpreendeu-te ou era o que esperavas?

Completamente. O nosso primeiro jogo foi contra uma equipa da segunda divisão e as miúdas não eram nada de especial. Mas o nosso segundo jogo foi logo contra Kentucky, fora. Foi uma brutalidade. Aquilo foi um choque. Não é que me sentisse envergonhada, mas foi mesmo um jogo duríssimo, de lá estar, no banco ou a jogar, porque entrava dentro de campo e parecia que não conseguia respirar. As miúdas todas enormes, fortes… Tentavas ir para o cesto, abafavam. Contacto que achas que é falta e não é falta. Foi um choque brutal.

Mas agora já me estou a adaptar. Depois também depende do tipo de equipa. Jogámos contra Howard, que são miúdas físicas, fortes. Mas jogámos agora o último jogo contra Marist, que são miúdas mais parecidas com Portugal, que não gostam tanto de contacto, gostam muito de lançar de fora, fazem muitos movimentos, fazem muitas leituras. Portanto, apanhas vários tipos de equipas, com filosofias diferentes de jogo. Depende do treinador e da equipa que te confronta. Tens esse impacto e aos poucos vais-te habituando.

E, pelo meio disso tudo, ainda há espaço para o teu passe por trás das costas, que já era marca registada em Portugal…

No ano passado estavam sempre a gozar comigo porque isso era aquilo que chamo o meu signature move. Toda a gente sabia que, quando ia em 2×1, ia sempre fazer um passe por trás das costas. Aqui, quando fiz no meu primeiro jogo, elas ficaram chocadas.

Vou explicar: prefiro fazer um passe por trás das costas com a mão direita do que um passe normal com a esquerda, porque me sinto muito mais à vontade com a direita. E depois dá aquele toque de ser por trás das costas. Mas levei um raspanete ontem, porque estávamos a ver o vídeo do jogo e fiz um passe por trás das costas a faltarem 30 segundos, quando devia ter guardado a bola em overtime. Ela já me deu na cabeça. Disse: “sim, é verdade, foi um passe muito giro, mas não voltes a fazer isto”. E eu também pedi desculpa.

Voltando um pouco atrás, tiveste também a experiência do Basketball Without Borders. Como foi estar num campo europeu com algumas das melhores prospects da Europa e, além disso, seres escolhida para o cinco All-Star e MVP dos playoffs?

Quando recebi o convite, não tinha bem noção do que aquilo era. Sabia que ia estar com jogadoras muito boas, que já tinha enfrentado nos Europeus, com uma qualidade brutal. Cheguei lá só com um objetivo: sabia que estávamos todas para o mesmo, todas a jogar basquete, e que isso não nos diferenciava.

Os primeiros dias foram… Aquilo era muito interessante. Treinávamos de manhã, tínhamos condições brutais, deram-nos imensas roupas, casacos, sapatilhas, essas coisas todas. Foi um choque porque as meninas eram todas muito boas. Formavam equipas e as equipas tinham todas uma estrela, tinham todas estrelas. Aquilo eram equipas cheias de estrelas. Até comentava com os meus pais: “isto não está a correr tão bem”.

Sinceramente, ainda hoje não sei bem como é que surgiu esse prémio. Acho que o único motivo que vejo é mesmo a capacidade de organização do jogo, de base, dos passes que fazia. Em termos de técnica individual, vi miúdas fazer lá coisas que nunca na vida conseguiria, que não consigo fazer, que outras miúdas não conseguiam fazer. Havia lá uma miúda de Israel que era uma coisa… Pegava na bola, um género de freestyle, step-back com mudanças de direção brutais. Fiquei chocada.

Mas foi uma experiência muito gira: jogar basquete com miúdas muito boas de outros países, perceber também o que é que elas acham do jogo, e com treinadores que ou foram estrelas da NBA ou da WNBA. Tínhamos dois jogadores que estão atualmente ainda na NBA: era o Collin Sexton e já não sei o outro. Foi uma experiência muito enriquecedora.

Falaste várias vezes da tua capacidade de organizar e liderar dentro de campo. Sentes que experiências como o Basketball Without Borders e as seleções jovens de Portugal têm sido importantes para essa tua capacidade de liderança?

Sim, acho que sim. Acima de tudo, por causa das adversidades que passo e dos diferentes tipos de equipas onde jogo. Adaptar a equipa, as colegas e o ambiente em que estou ao meu estilo de jogo, e ver de que maneira posso ser útil… Tudo isso só me traz coisas boas e adiciona um bocadinho ao pacote daquilo que já sou como jogadora e do que posso vir a ser.

Tento sempre tirar um bocadinho de tudo por onde passo. Ou seja, passo por uma equipa, tento ver que pessoas lá estão, que estilo de jogo têm e ver de que maneira é que posso adaptar ao meu e ser útil mesmo assim. Faço isso com todas as equipas. Atenção também aos treinadores, porque os treinadores falam contigo e pedem coisas específicas, o que é que querem, o que é que procuram que faças.

Sinto que tudo isso me enriquece como jogadora e é importante ter essa oportunidade. Sou muito grata por ter essa oportunidade de jogar nas camadas jovens da seleção e espero que continue a ser assim. Ainda tenho dois anos de sub-20. E, por outro lado, também ter a oportunidade de estar no CAR com miúdas da minha idade e mais novas, ter estado no Farense, no Imortal, no Sporting, jogar sub-18 e jogar sénior também. E agora nos Estados Unidos, com malta mais velha e com um estilo de jogo completamente diferente.

Quem são as tuas referências, os teus ídolos no basquete?

Não diria que seja “ídola”, mas gosto muito, muito, muito de ver jogar a Carolina Rodrigues. Gosto mesmo. Ainda agora estive, recentemente, a ver o jogo que elas tiveram, que foi brutal. Começaram bem, as bolas entraram e explodiram com o resultado completamente. Gosto muito de ver a Carolina jogar. Diria que ela é mais uma inspiração, porque também joga a base, tem uma capacidade brutal de sair ao pé das defensoras, tirá-las da frente, tem um controlo de bola brutal, lança bem… Gosto muito do estilo de jogo dela.

E também gosto muito da Márcia Costa, não só pela pessoa, porque já tive a oportunidade de estar com ela, mas também pela agressividade, pela garra que tem a defender e pelo modo como sente o basquete, principalmente quando veste a camisola de Portugal. Diria que são as minhas duas maiores referências. E porque estão a jogar também na seleção de Portugal.

A Seleção A é, obviamente, um objetivo para ti.

Claro, claro que sim. É um objetivo que, não diria que parece estar longe, porque está, na verdade, porque ainda sou jovem, mas é claramente um objetivo que tenciono atingir, sim.

Tens objetivos de longo prazo bem definidos. Mas em termos de curto prazo, para esta época, também trabalhas com metas concretas?

Sim, claro que sim. Defino objetivos diariamente, todos os dias quando acordo defino objetivos para o dia e principalmente para os jogos e para os treinos. Aqui tenho adicionado muitos mais porque surgem barreiras, obstáculos com os quais não estava à espera.

Mas uma coisa é certa: quando vim para cá, no meu primeiro ano, nunca tive o objetivo de… isto pode parecer estranho, mas nunca tive o objetivo de ser cinco inicial, porque já tinha ouvido falar que é muito difícil entrar no cinco como freshman e sendo internacional. E, ainda por cima, sabendo das histórias das minhas outras colegas, nunca vim para cá com esse objetivo. Claro que toda a gente quer ser cinco inicial e ter esse papel, mas nunca foi um objetivo.

Os meus objetivos para começar sempre foram melhorar aquilo em que não sou tão boa. Por exemplo, quero muito ter um lançamento exterior mais eficaz, quero muito que isso seja uma coisa natural no meu jogo, porque uma base não passa só pela organização do jogo. Quando a bola te vem à mão, tens de ser capaz de a meter no cesto. E de fora sinto que sempre foi uma coisa em que nunca fui tão boa.

Depois, melhorar a capacidade de jogar com a esquerda. Quero saber jogar tão bem com a esquerda como jogo com a direita. Não é que não saiba jogar com a esquerda, nada disso, mas quero dominar as duas mãos. Sentir-me à vontade para fazer tudo com a esquerda como faço com a direita.

Agora, este ano, uma vez que já sou cinco inicial – claro que isto muda, nos primeiros jogos não era, nos últimos fui cinco inicial – e como a bola passa muito pelas minhas mãos, é aquela questão de arranjar o balanço entre a velocidade, ser rápida e aquilo que sei fazer, porque isso leva-me a ter turnovers. No jogo passado fiz três turnovers. Para quem passa o tempo todo com a bola na mão e fez sete assistências, não é uma brutalidade, mas sei que sou capaz de reduzir a quantidade de turnovers que faço. E passa só por aí, porque os meus turnovers foram todos nesse aspeto: a sprintar o campo, a querer passar a bola para dentro porque a treinadora quer que a bola entre dentro, mas a não ponderar bem como fazer porque ainda não arranjei esse balanço.

Portanto, os meus objetivos agora são reduzir os turnovers por jogo e por treino, porque também contamos os turnovers por treino. E uma coisa muito importante: reagir melhor ao erro. Tenho muita dificuldade nisso, porque sou tão perfeccionista, gosto de fazer as coisas tão bem, que fico muito frustrada, muito frustrada comigo mesma. A treinadora já falou comigo e disse: “o teu maior inimigo és tu mesma”. São esses os dois principais objetivos que tenho agora, mais a curto prazo.

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FPB anuncia calendário eleitoral para 2026–2030

A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) divulga o calendário do processo eleitoral para o quadriénio 2026–2030, dando cumprimento ao compromisso assumido pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Ernesto Ferreira da Silva, na reunião magna realizada no passado dia 13 de dezembro, em Lisboa.

De acordo com a informação tornada pública, o processo eleitoral abrange a escolha dos delegados à Assembleia Geral e dos órgãos sociais da Federação, decorrendo em várias fases ao longo do primeiro semestre de 2026. Entre as principais datas definidas contam-se a receção de candidaturas, a eleição de delegados, a realização da Assembleia Geral Eleitoral e entre outras.

À semelhança do que ocorreu em 2022,  a FPB volta agora a reforçar a transparência e a antecipação do processo eleitoral, disponibilizando atempadamente a informação aos agentes desportivos e associados.

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral sublinha que a divulgação deste calendário decorre “em conformidade com os Estatutos e com o Regulamento Eleitoral” da Federação.

A informação pode ser consultada em anexo.


André Silva e Micaela Kelly são os MVP’s de Dezembro

Mais um mês, mais uma dupla de MVPs. Desta vez, viajamos até Albufeira para dar a conhecer os grandes protagonistas do mês de dezembro.

No masculino, André Silva esteve em destaque com uma exibição de alto nível no último encontro frente ao Vasco da Gama, onde alcançou 51 pontos de valorização. A este desempenho juntou-se um mês verdadeiramente notável e resultados muito positivos do Imortal LUZiGÁS. Ao longo de três jogos realizados, o atleta somou 88 pontos, 20 ressaltos e 16 assistências, números que se traduziram num impressionante total de 110.5 pontos de valorização.

 

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No feminino, o destaque vai para Micaela Kelly, atleta do Imortal LUSIADAGÁS, que assinou um mês de excelência. Em cinco jogos disputados, acumulou 147.5 pontos de valorização, com uma média de 29.5 por encontro. Com 100 pontos marcados, 42 ressaltos e 33 assistências, Micaela confirmou o seu enorme impacto na equipa e conquistou, de forma meritória, o prémio de MVP.

 

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2025: um ano de ouro para o Basquetebol nacional

Véspera de ano novo. O culminar de uma semana recheada de retrospetivas. No Reino Unido canta-se “Auld Lang Syne”; aqui, começam em breve as gentes a cantar “As Janeiras”. Pelo meio, entre os dias que nos restam e os dias que estão por vir, a reflexão. Há um conceito japonês que trazemos à conversa para explicar o porquê de não termos pressa alguma em fazê-la neste ano excepcional, que não quer ser exceção: 自分史 (jibunshi).

A ideia é simples e concreta: que cada ano seja memorável, por uma ou por outra razão. Que quando pensar em 2007, me recorde automaticamente de um acontecimento, de uma meta, de uma concretização: “2007 – o ano em que fomos a Sevilha”. “2012? Claro, foi quando recebemos um Europeu em Matosinhos pela primeira vez”. Que cada ano seja memorável, construindo, peça a peça, um mapa maior de quem somos, do que fizemos e do queremos ser.

Noutra dimensão, aplicada aos meses de cada ano e não ao ano civil em si, torna-se um conceito muito semelhante às listagens cronológicas que entre-festividades invadem periodicamente o espaço digital. Entre rankings, tops e “throwbacks”, é nas vésperas do novo ano que surgem as planilhas: “Em janeiro isto, em fevereiro aquilo”, num mapa ainda maior de quem somos, do que fizemos e do que queremos ser.

E em 2025 está a ser muito difícil – quiçá impossível – escolher qual a peça que melhor se encaixa em cada um destes singulares meses.

Afinal, estes 365 dias que amanhã findam perdurarão na memória de todos os intervenientes do Basquetebol português. Daqui a 25 anos, em 2050, ninguém ficará indiferente às conquistas de 2025, que são conquistas de décadas de trabalho, acima de tudo, e que, nesses 25 anos que se seguirão já a partir desta quinta-feira, deixarão uma indelével marca nos futuros protagonistas do jogo, na massa humana que se move e se comove por esta modalidade.

Todas as listas do género primam pela inflexibilidade estética. Para quê?

VERÃO DOURADO

Foi o Women’s EuroBasket, o primeiro de sempre, em Junho. Em Brno, o coletivo liderado por Ricardo Vasconcelos estreou-se entre as melhores da Europa, depois da qualificação épica em Coimbra (já lá iremos). Face às atuais bicampeãs europeias da Bélgica, as anfitriãs checas e a seleção de Montenegro, histórico da modalidade, As Linces bateram-se de igual para igual e terminaram a fase de grupos com a primeira vitória de sempre num Europeu, frente às montenegrinas, com pompa, circunstância e um grande apoio luso nas bancadas. Fizeram história Carolina Cruz, Carolina Rodrigues, Inês Viana, Joana Soeiro, Josephine Filipe, Laura Ferreira, Lavínia da Silva, Maianca Umabano, Márcia Costa, Maria João Bettencourt, Mariana Silva e a capitã Sofia da Silva.

 

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Foi o Mundial Sub19 Feminino, em Julho, uma participação inédita e logo com um magistral 7.º lugar entre as gigantes do globo. Agostinho Pinto, em agosto de 2024, tinha carimbado a qualificação com a melhor posição de sempre num Europeu de Sub18, no 5.º posto, e tornava-se assim o primeiro treinador a levar duas seleções a um Campeonato do Mundo de formação. O único. As Gigantes de Portugal foram Ana Pedro Marques, Clara Silva, Ema Karim, Gabriela Fernandes, Leonor Peixinho, Maria Andorinho, Magda Freira, Marta Vieira, Marta Rodrigues, Sara Rodrigues, Sofia Sousa e Rita Nazário, tendo vencido China e Nigéria na fase de grupos, Israel nos oitavos e Hungria no derradeiro jogo de qualificação.

 

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Foi, ainda nesse mês, a conquista histórica da Seleção Nacional Sub23 de BCR, medalha de prata nos Jogos Paralímpicos da Juventude, em Istambul, na Turquia, depois do bronze de há três anos. Num dos palcos mais ilustres do BCR europeu jovem, Afonso Tavares, Diogo Ferrás, João Castro, João Trigueiros, Pedro André Gomes, Nuno Nogueira, Simão Pimenta e Tomás Amaral foram os escolhidos de Ricardo Vieira para deixar o seu nome nos livros, e o jovem Afonso Tavares saiu como MVP de todo o torneio. Ainda no BCR, no início de Agosto, a Seleção 3×3 sagrou-se 6.ª classificada no Campeonato do Mundo da categoria, a melhor classificação de sempre na prova.

 

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E foi o EuroBasket 2025, o primeiro em 14 anos, no final de Agosto e início de Setembro. O objetivo estava traçado desde o início – chegar aos oitavos. E os Linces de Mário Gomes cumpriram com excelência. Contra a Chéquia, que era 19,ª no ranking FIBA, Portugal contrariou as expetativas e venceu, abrindo caminho para, depois de enfrentar as superpotências Sérvia (2.ª), Alemanha (3.ª) e Turquia, atual 12.ª, se bater frente a uma Estónia com 5000 adeptos – e vencer, de forma épica, sem Neemias a partir de meados do 3.º quarto, com toda a equipa unida, qual epopeia em Riga. Nos oitavos, Portugal equilibrou todo o encontro frente à atual campeã, a Alemanha, tendo mesmo sido a equipa que menos pontos sofreu dos alemães neste EuroBasket, num ansiado regresso ao principal palco europeu. Os “heróis” de 2025: Cândido Sá, Diogo Brito, Diogo Gameiro, Diogo Ventura, Francisco Amarante, Miguel Queiroz, Neemias Queta, Nuno Sá, Rafael Lisboa, Travante Williams e Vlad Voytso.

 

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E porque em Setembro ainda é verão, foi precisamente o culminar deste ano brilhante, com o último dos rankings da FIBA a sair para o público, e a comprovar o esforço hercúleo destas equipas. O coletivo feminino era 21.º na Europa e 40.º no mundo, e é agora 19.º e 38.º, respetivamente, o masculino era 27.º europeu e 56.º mundial e está agora no 25.º posto na Europa e em 47.º no Mundo. Um grande salto para ambas as Seleções, que coloca Portugal num patamar de onde não quer sair.

Acima de tudo, quatro conquistas que em muito se deveram ao trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano. Porque, antes do verão de ouro, há duas estações. A começar pela:

PRIMAVERA DE PRATA

Abril floresceu com a Festa do Basquetebol Juvenil em Albufeira (que vai colher frutos à festa que, no início de Julho, levou quase 500 atletas de Minibasquete a Paços de Ferreira, ou ao torneio Interseleções 3×3 Sub17, em Tomar), desta vez com mais de 800 jovens atletas, à 17.ª edição de sucesso deste ex-libris da nossa formação. 3188 euros foram angariados no Basquetebol Solidário e AB Aveiro, AB Lisboa e AB Porto dividiram os títulos das divisões principais deste evento de formação. Formação essa que celebrou em Maio e Junho as suas fases finais nacionais, no culminar de 12 competições com mais de 300 equipas.

Juntado dois e dois: da formação floresce a competição sénior, e também em Maio e Junho chegaram ao fim as principais competições do Basquetebol nacional. A começar pelas Ligas Betclic Masculina e Feminina, onde o SL Benfica levou a melhor nos dois géneros. As águias venceram o Esgueira Aveiro em dois jogos a valer um bicampeonato e os rapazes precisaram de Jogo 4 no Dragão Arena para erguer o seu quarto troféu de campeão em quatro anos. Voltando rapidamente a Abril, de destacar os Liga Betclic Awards, que elegeram Javian Davis (ex-Imortal LUZiGÁS, atual FC Porto) e Rebecca Taylor (Basquete Barcelos HMMOTOR) como MVPs das Fases Regulares das Ligas Betclic.

Liga Betclic Awards 2025: Uma noite de celebração com emoção, reconhecimento e brilho no basquetebol português

Chegam também ao fim os campeonatos FPB, com subidas e descidas de parte a parte. Na Proliga, o SC Vasco da Gama é o grande vencedor e o SC Braga, líder da fase regular, acompanha-o para a Liga Betclic Masculina. No feminino, Sporting CP volta a subir de divisão e chega à Liga Betclic Feminina como campeão do CN 1.ª Divisão – o vice SC Coimbrões Sancho Panza acompanha-o.

Pelo meio, a primavera viu passar a Fase Final da Taça Hugo dos Santos, levantada pela UD Oliveirense, o primeiro troféu do clube desde 2020 – quando tinham vencido precisamente a Taça Hugo dos Santos. Em Gondomar, no início de Maio, a equipa de Oliveira de Azeméis venceu o Sporting CP na 1.ª eliminatória, a Ovarense Gavex nas meias-finais e o FC Porto na finalíssima, perante a grande festa dos seus adeptos.

Dois meses antes, em Março, foi em Matosinhos que se fez “a festa das Taças”. FC Porto e CRC Quinta dos Lombos foram os respetivos vencedores no masculino e feminino, com Miguel Queiroz e Maddi Utti a saírem como MVPs das finais, jogadas frente ao Sporting CP e ao SL Benfica.

2024/2025: os campeões e os vencedores

Antes disso, no início de Janeiro, o Esgueira Aveiro saiu como grande vencedor da Taça Federação. As “Bikudas” foram a Queluz vencer o SL Benfica na final da prova, abrindo o ano em grande e com bons prenúncios para a caminhada que já estavam a fazer na Liga – e que viriam a completar com a sua primeira presença de sempre na final. E em Dezembro deste ano foi o SL Benfica a vencer a Supertaça Mário Saldanha, na sua 40.ª edição, frente ao eterno rival do FC Porto. Mas aqui já entramos no âmbito do:

INVERNO DE PLATINA

“Platina (Pt) é um metal nobre, extremamente resistente à corrosão e ao calor, valorizado em joalharia pela sua durabilidade e brilho”. A descrição era condizente e não fugia à lógica dos seus antecessores no que toca a nomear estas novas estações que aqui criamos. “Nobre” povo, como escreveu Henrique Lopes de Mendonça, por certo. “Extremamente resistente à corrosão e ao calor”, sem dúvida. “Valorizado pela sua durabilidade e brilho” – e a história perdura, de facto, e, de facto, reluz. E a cereja no topo do bolo: a coincidência da química. (Pt).

Tinha de ser num inverno de platina.

 

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Em Coimbra, no início de Fevereiro, ainda com chuva e nuvens cinzentas, o sol brilhou, com reflexos dourados de verão.

A Seleção Nacional Feminina precisava de vencer os dois jogos. Ucrânia e Sérvia. Duas “powerhouses” da modalidade. Primeiro, caiu a Ucrânia. Depois, num Mário Mexia lotado, As Linces venceram e convenceram frente à seleção que terminou no 1.º lugar do grupo, depois de 40 minutos de superação e excelência. Ricardo Vasconcelos, à data, declarou: “Não temos uma estrela, somos realmente um coletivo, e acabamos por chegar a este momento bonito e histórico”.

Duas semanas depois, numa noite fria em Riga, na Letónia, a Seleção Masculina carimbou o seu apuramento, mesmo não tendo conseguido ultrapassar Israel. Na mesma Riga onde, meses mais tarde, nesse verão de ouro, se agigantou entre os gigantes.

 

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OUTONO DE AMETISTA

A pedra da paz e da serenidade, o “silêncio depois da tempestade”, a recolha dos frutos destes últimos 365 dias de conquistas. E que ano memorável foi este…

A poucos dias de se iniciar Outubro o projeto 3×3 BasketArt chegou aos 40 municípios albergados pelo projeto, num total de 67 campos. Número redondo para o projeto, em mais um ano de sucesso, com sete municípios alcançados.

Estreou também nesse mês o documentário “Feel the Magic: Ticha Penicheiro Against All Odds”, que enaltece uma das grandes conquistas de 2025: foi no final de Maio que Ticha Penicheiro foi consagrada como uma das melhores basquetebolistas de sempre, ao entrar no Hall of Fame da FIBA.

Os números não mentem: 0,000022%. As chances de uma rapariga nascida e criada na Figueira da Foz se tornar uma das melhores 25 jogadoras de Basquete – do mundo.

Podia haver melhor manchete para encerrar um ano de ouro?

Ticha Penicheiro entra no Hall of Fame da FIBA e faz história no basquetebol português

Que 2026 seja tão ou mais frutuoso para o Basquetebol nacional como foi 2025, são os votos da Federação Portuguesa de Basquetebol para esta reentré. A nossa modalidade está “na estrada” – e não vai parar. 

 

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O cinco ideal da 9ª Jornada da Liga Betclic Masculina

Com a nona jornada da Liga Betclic Masculina concluída é momento de revelar o cinco ideal da jornada.

André Silva foi a grande figura, conquistando o título de MVP com uns incríveis 51 pontos de valorização. O atleta do Imortal Luzigás  brilhou com um duplo-duplo (33 pontos e 12 ressaltos), acrescentando ainda 9 assistências e uma exibição de grande qualidade, que lhe valeu o destaque nesta ronda.

A acompanhá-lo está Delvin Barnstable (Esgueira Aveiro OLI), Cornelius Hudson (FC Porto), Brayden Carter (Galitos BARREIRO ACEDE) e Mikyle McInTosh (UD Oliveirense).

 

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Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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