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Tudo o que precisas saber sobre as eleições da FPB em 2026

As eleições de uma Federação Desportiva representam um momento chave para o futuro da respetiva modalidade, com impacto direto no seu rumo no quadriénio seguinte.

Compreender como funciona o processo eleitoral, quem decide e o que está em causa é essencial para acompanhar de forma informada cada um desses momentos determinantes para a modalidade.

A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) terá eleições em 2026, conforme calendário já divulgado. Essas eleições decorrem em duas fases: primeiro, com a eleição dos delegados à Assembleia Geral da FPB, no dia 21 de fevereiro. Depois, com a eleição dos órgãos sociais, a 25 de abril.

 

ASSEMBLEIA GERAL

Quem são os delegados à Assembleia Geral?

Os elementos que compõem a Assembleia Geral da FPB, órgão deliberativo da instituição.

Quantos delegados são eleitos?

37. 21 delegados em representação dos clubes e sociedades desportivas participantes nas competições nacionais, mas também: 8 delegados em representação dos jogadores; 4 delegados em representação dos juízes e 4 delegados em representação dos treinadores.

E quem pode ser delegado?

Todos os jogadores, treinadores e juízes, quer estejam atualmente inscritos ou que já tenham estado inscritos na FPB. Devem ter mais de 18 anos e nacionalidade portuguesa. Em representação dos clubes podem ainda ser eleitos atuais ou antigos dirigentes (desde que estejam ou tenham estado inscritos na FPB).

Então posso ser delegado?

Sim, se cumprires os requisitos. As candidaturas são formalizadas através do preenchimento dos impressos próprios, disponíveis no final deste artigo, sendo que cada candidatura tem de ser subscrita por um número pré-determinado de apoiantes (todos eles devidamente inscritos na FPB), nomeadamente:

➤ Delegados em representação dos clubes – candidatura subscrita por pelo menos um clube
➤ Delegados em representação dos jogadores – candidatura subscrita por pelo menos 10 jogadores
➤ Delegados em representação dos juízes – candidatura subscrita por um mínimo de 5 juízes
➤ Delegados em representação dos treinadores – candidatura subscrita por um mínimo de 5 treinadores

Até quando é que posso apresentar a minha candidatura?

1 de fevereiro.

E como o fazer?

Através dos formulários em anexo ou no tópico Impressos do separador Eleições. Depois, é enviar o processo de candidatura para a sede da Federação Portuguesa de Basquetebol, ao cuidado do Presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Não quero ser delegado. Posso votar nos representantes dos clubes?

Não. Vota um representante por cada clube ou sociedade desportiva, somente nos candidatos da sua Associação Distrital.

Mas posso votar nos delegados em representação dos jogadores, dos juízes e dos treinadores?

Sim, se estiveres inscrito na Federação à data de 31/01/2026 enquanto jogador, treinador ou juíz. No caso dos treinadores, os que tenham carteira válida podem votar, mesmo que não estejam em atividade. E aqui votas em todos os candidatos a nível nacional.

Se estiveres inscrito em mais do que uma categoria e/ou se estiveres a representar um clube, vais ter que optar em qual das condições queres votar, já que cada pessoa pode votar uma única vez.

Onde e quando votar?

Dia 21 de fevereiro, na Associação Distrital onde efetuaram a atual (ou última) inscrição, entre as 10:00 e as 20:00 (hora local).

FPB convoca eleições para Delegados à Assembleia Geral

Preciso levar alguma coisa?

O documento oficial de identificação ou o cartão válido da FPB, a que se junta uma credencial, se fores votar em representação de um clube.

E como sei de antemão em quem votar?

A FPB irá divulgar de antemão os candidatos. Podes sempre consultar tudo no separador Eleições.

Há mais delegados que não sejam eleitos?

Sim. Além dos presidentes da Associação de Jogadores de Basquetebol, da Associação Nacional de Juízes Basquetebol e da Associação de Treinadores de Basquetebol, que são delegados por inerência, todas as direções das Associações Distritais e Regionais de Basquetebol têm um lugar de delegado na Assembleia Geral, designando um membro da sua direção para o ocupar. Assim, os 37 delegados a eleger no dia 21 de fevereiro juntar-se-ão a estes 24 delegados por inerência, para termos os 61 delegados que compõem a Assembleia Geral.

E depois?…

Depois, os delegados eleitos irão tomar posse a 21 de março. São esses delegados que, a 25 de abril, irão votar nos órgãos sociais da FPB para o quadriénio 2026-2030.

 

 

ÓRGÃOS SOCIAIS

Quem são os órgãos sociais da FPB?

➤ Assembleia Geral
➤ Presidente
➤ Direção
➤ Conselho Fiscal
➤ Conselho de Disciplina
➤ Conselho de Justiça
➤ Conselho de Arbitragem

Quem vota para eleger os órgãos sociais?

Todos os delegados da Assembleia Geral. Os 37 delegados eleitos a 21 de fevereiro e os 24 delegados por inerência (Associações Distritais e Regionais e Associações Nacionais de Jogadores, Juízes e Treinadores).

Onde e quando vão eles votar?

Dia 25 de abril, em Assembleia Geral Eleitoral, na sede do Comité Olímpico de Portugal.

E em quem?

A data limite para receção das candidaturas aos órgãos sociais da FPB é 5 de abril.

Qualquer pessoa pode candidatar-se?

Sim, desde que preencha os requisitos definidos nos Estatutos da FPB, Regulamento Geral e Regulamento Eleitoral.

Como oficializar essa candidatura?

Enviando o processo de candidatura para a sede da Federação Portuguesa de Basquetebol, ao cuidado do Presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Quanto vale um voto?

Cada delegado dispõe de um voto.

Posso votar mesmo sem estar presente? Como?
Sim, é admitido o voto por correspondência em Assembleias Gerais Eleitorais. Os delegados que o queiram fazer devem seguir os procedimentos definidos no artigo 15.º do Regulamento Eleitoral.

Onde posso saber mais sobre o que faz cada órgão social?

Nos Estatutos da FPB e no seu Regulamento Geral.

Como posso acompanhar melhor o processo eleitoral?

Através do site da FPB, nomeadamente no separador Eleições. A leitura deste artigo não dispensa a leitura dos Estatutos e Regulamentos aplicáveis.

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Mais uma semana a acompanhar os portugueses que atuam fora de território nacional

Mais uma semana, mais um brilharete dos nossos portugueses. Carolina Rodrigues, Josephine Filipe, Rita Oliveira, Margarida Junqueira e Clara Silva estiveram em destaque no setor feminino. No masculino, Travante Williams e Anthony da Silva entram igualmente na lista dos nomes em evidência.

A abrir esta ronda surge Carolina Rodrigues que, pelo segundo jogo consecutivo, somou mais de 30 pontos de valorização. Apesar da derrota frente ao PEAC-PECS, por 93-103, a portuguesa destacou-se com 24 pontos, cinco assistências e quatro ressaltos, tendo sido a melhor jogadora em campo. Ainda nesta semana, a equipa voltou a entrar em ação frente ao BKG Prima, desta vez com um desfecho bem diferente. A vitória por 106-75 contou com mais uma boa prestação de Carolina Rodrigues, que registou seis pontos, nove assistências e oito ressaltos. A base tem vindo a consolidar cada vez mais o seu lugar na equipa, assumindo-se como uma peça-chave nas vitórias do grupo, que ocupa atualmente o 4.º lugar do principal campeonato húngaro.

Em Espanha, Josephine Filipe esteve em bom plano num jogo exigente frente ao Real Canoe, no qual a sua equipa venceu por 73-69. A extremo portuguesa contribuiu com 18 pontos, seis assistências e sete ressaltos, alcançando 22 pontos de valorização e sendo a melhor atleta da sua equipa. Inês Ramos também deu o seu contributo, somando quatro pontos e seis assistências.

Ainda em território vizinho, Margarida Junqueira voltou a demonstrar a sua importância numa equipa que ocupa atualmente o segundo lugar do campeonato. Apesar da derrota frente ao Spar Gran Canaria, por 62-74, Margarida contribuiu com 14 pontos, cinco assistências e dois ressaltos.

Rita Oliveira realizou o seu segundo jogo ao serviço da formação croata do Tresnjevka 2009 e voltou a estar em bom plano. Em 30 minutos de utilização, a atleta somou 14 pontos, sete assistências e um ressalto, ajudando a sua equipa a conquistar uma vitória expressiva frente ao Medvescak, por 86-48.

Já nos Estados Unidos da América, Clara Silva esteve novamente em destaque. Apesar de um resultado menos positivo para o coletivo, a poste portuguesa registou 12 pontos, três assistências e oito ressaltos, com uma eficácia de 50% nos lançamentos de campo. A jogadora tem vindo a consolidar o seu lugar na equipa americana, fruto das suas boas prestações, tanto no plano ofensivo como defensivo.

 

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No setor masculino, o destaque semanal vai para Travante Williams. Em dois encontros – um a contar para o campeonato e outro para a Basketball Champions League – a equipa somou uma vitória e uma derrota.

No campeonato francês, Travante registou oito pontos, quatro assistências e cinco ressaltos, em 20 minutos de utilização. Apesar da derrota por 92-110, a equipa viria a redimir-se na Basketball Champions League com uma exibição de grande nível frente ao Galatasaray, finalista da edição anterior da prova. Num triunfo memorável por 90-83, o atleta português foi peça fundamental, contribuindo com 13 pontos, duas assistências e quatro ressaltos, num dos resultados mais marcantes da semana.

 

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Ainda em França, mas na Elite 2, Anthony da Silva saiu vitorioso do encontro frente ao La Rochelle, formação que ocupa o 7.º lugar da tabela classificativa, por 77-70. A equipa de Anthony encontra-se atualmente na 17.ª posição, o que torna este triunfo particularmente importante. O internacional português contribuiu com oito pontos, quatro assistências e dois ressaltos.

Estatísticas individuais dos atletas portugueses:

Travante Williams (Le Mans, LNB – França)

13pts, 2ast, 4res (29min) na vitória frente ao Galatasaray (90-83) – Champions League

8pts, 4ast, 5res (20min) na derrota frente ao Paris (92-110)

Rafael Lisboa (Clube Ourense Baloncesto, Primera FEB – Espanha)

2pts, 4ast (20min) na derrota frente ao Palencia (77-83)

Diogo Seixas (Clube Ourense Baloncesto, Primera FEB – Espanha)

6pts, 2res (21min) na derrota frente ao Palencia (77-83)

Diogo Brito (Monbus Obradoiro, Primeira FEB – Espanha)

5pts, 3ast, 3res (18min) na vitória frente ao Alicante (87-75)

Tiago Teixeira (Toledo, Segunda FEB – Espanha)

6pts, 1res (16min) na derrota frente ao Valle de Egues (81-83)

Anthony da Silva (Evreux, Elite 2 – França)

8pts, 4ast, 2res (26min) na vitória frente ao La Rochelle (77-70)

Nuno Sá (Palma BM, Primeira FEB – Espanha)

9pts, 1res (19min) na derrota frente ao Fuenlabrada (79-88)

Carolina Rodrigues (Szekszard, NB I.A – Hungria)

6pts, 9ast, 8res (30min) na vitória frente ao BKG Prima (106-75)

24pts, 5ast, 4res (33min) na derrota frente ao PEAC-PECS (93-103)

Sara Guerreiro (Marburg – Alemanha)

6pts, 3ast, 2res (22min) na derrota frente ao Saarlouis (76-91)

Ana Raimundo (Marburg – Alemanha)

9pts, 3ast, 2res (23min) na derrota frente ao Saarlouis (76-91)

Margarida Junqueira (Magec Tías Lanzarote, – Espanha)

14pts, 5ast, 2res (34min) na derrota frente ao Spar Gran Canaria (62-74)

Inês Ramos (Al-Qázeres Extremadura, LF Challenge – Espanha)

4pts, 6ast (22min) na vitória frente ao Real Canoe (73-69)

Josephine Filipe (Al-Qázeres Extremadura, LF Challenge – Espanha)

18pts, 6ast, 7res (35min) na vitória frente ao Real Canoe (73-69)

Eva Carregosa (Zamora, LF Challenge – Espanha)

7pts, 3ast, 2res (27min) na vitória frente ao NBF Castello (70-68) 

Tess Santos (Wasserburg, 2ª Bundesliga – Alemanha)

2pts, 3ast, 7res (35min) na vitória frente ao Heidelberg (74-60)

Inês Vieira (Domusa Tekink ISB, LF Challenge – Espanha)

5pts, 3ast, 3res (31min) na vitória frente ao Barca CBS (58-54)

Lavínia Silva (Oaklands Wolves – Reino Unido)

4pts, 3res (11min) na vitória frente ao Leicester Riders (81-42)

Rita Oliveira (Tresnjevka 2009 – Croácia)

14pts, 7ast, 1res (31min) na vitória frente ao Medvescak (86-48)

Filipa Barros (CBU Women’s Basketball – Estados Unidos da América)

3pts, 2ast, 12res (30min) na vitória frente ao Utah Tech (67-61)

Clara Silva (TCU Women’s Basketball – Estados Unidos da América)

12pts, 3ast, 8res (32min) na derrota frente ao Ohio St. (69-71)

*Apenas se faz o acompanhamento de atletas com internacionalizações e que tenham as estatísticas disponíveis.

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O papel de Neemias Queta em Boston: uma análise da primeira metade da época

Quem viu o EuroBasket 2025, não tinha dúvidas. Neemias Queta, na sua quinta época na NBA, a terceira em Boston, estava mais que pronto para “dar o salto”, não fosse também ele o grande embaixador da Liga Betclic Masculina.

Afinal, a ascensão a poste titular do coletivo de Joe Mazzulla parecia natural: Al Horford, Kristaps Porzingis e Luke Kornet, todos eles rivais de posição, abandonaram o histórico emblema de Massachusetts; Neemias já tinha dado excelentes indicações na temporada anterior, culminando num Europeu com 15.5 pontos por jogo, 8.0 ressaltos e 1.7 desarmes de lançamento, o terceiro melhor de toda a prova.

Além disso, esperava-se que os Boston Celtics nem sequer ultrapassassem a marca de .500. 41 vitórias na Fase Regular (o suficiente, regra geral, para garantir lugar nos playoffs da NBA), ou perto disso, o que podia até garantir mais minutos ao internacional luso, ganhando espaço num ano sem Jason Tatum e, portanto, escreviam os jornalistas à data, sem grande perspectiva de sucesso.

E depois apareceu Neemias Queta.

 

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Mazzulla apostou no gigante do Vale da Amoreira para o primeiro cinco titular da fase regular. E Neemias devolveu-lhe a confiança com 17 pontos e oito ressaltos em cerca de 25 minutos dentro de campo. Ainda assim, as vitórias não apareceram logo. As previsões mais infelizes pareciam reais, embora Queta estivesse a acumular minutos e ressaltos.

Foi preciso o quarto jogo para a primeira vitória. Onze ressaltos e muitos highlights – as “Play of the Game” das redes sociais dos Boston Celtics tornavam-se uma galeria de afundanços e desarmes de Neemias. O primeiro duplo-duplo da temporada. O segundo.

E os recordes. 500 ressaltos na NBA. 18 ressaltos num único jogo, igualando os 18 ressaltos do Portugal-Chéquia com que abriu o Europeu, no final de agosto passado. E pouco depois a marca redonda de 20 ressaltos, dez defensivos e dez ofensivos, sendo mesmo o primeiro jogador da NBA a consegui-lo num único jogo em menos de 25 minutos.

No início de 2026, Michael Pina, jornalista da The Ringer, incluiu Neemias Queta na lista dos “Oito jogadores da NBA que estão a dar o salto esta época”. A peça começa assim: “Se achavas que os Celtics iam ser uma boa equipa esta época, parabéns, és muito mais inteligente que eu”.

Porque grande parte do grande sucesso do emblema de Boston parte de Neemias Queta.

 

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OS NÚMEROS…

Não mentem. Os números não. Queta tem atualmente 10.4 pontos por jogo, 8.2 ressaltos, 1.3 assistências, 0.9 roubos e 1.2 desarmes de lançamento. Isto em 24.8 minutos por jogo. Em comparação com as médias da última temporada, em que fez 5.0 pontos, 3.8 ressaltos, 0.7 assistências, 0.3 roubos de bola e 0.7 desarmes, em 13.9 minutos, vemos um claro e inequívoco crescimento (a níveis percentuais, mais de 100% dos pontos, 116% a nível de ressaltos e quase o dobro dos minutos).

O MIP (Most Improved Player) é quase uma miragem, já que o prémio tem destacado, nos últimos anos, jogadores que, tendo evoluído, evoluíram para algo próximo de “franchise player” ou de “go-to-guy”, as primeiras opções do ataque e não a última barreira da defesa.

Porque Neemias não é a grande arma ofensiva dos Celtics. É um poste sólido e um defensor de elite, capaz de defender jogadores exteriores quando necessário, num sistema de 4-out-1-in, cada vez melhor a atacar o desfasamento do pick and roll e de encontrar colegas de equipa quando tem a bola na mão, embora não seja esse papel. Cada vez melhor a finalizar perto do cesto (e muitas vezes bem acima dele).

O ressalto e a defesa são as suas grandes armas, e nessas funções tem excedido expetativas (dados da Tip Off):

➤ dos seus 8.2 ressaltos, 3.0 são ofensivos (o 19.º melhor nesse quesito em toda a Liga);
➤ 26.º na Liga em ORB% (jogadores acima dos 20 jogos);
➤ 24.º na Liga em desarmes de lançamento (jogadores acima dos 20 jogos);
➤ Neemias contesta 44% dos lançamentos perto do aro, uma percentagem mais elevada que 86% dos jogadores da NBA;
➤ Com um block rate de 41.3%, acima de 94% de toda a NBA

É ainda o terceiro jogador mais eficiente em percentagem de lançamentos de campo em toda a Liga (ex-aequo com o Mark Williams), com 65.9%, números de elite; é 23.º em TS% (true shooting), com 66.7%; e tem o 19.º melhor saldo líquido de pontos em jogos perdidos na época regular da NBA 2025-26, com +1.6. E com mais minutos, um maior saldo, o que demonstra que, quando a percentagem de utilização de Neemias aumenta, o saldo líquido de pontos dos Celtics não reduz.

Com ele em campo, os Boston Celtics (dados da Tip Off):

➤ permitem menos 7.1 pontos por cada 100 posses de bola
➤ e o TS% dos oponentes reduz 2%
➤ que também lançam 6.3% pior que o habitual sempre que Neemias está a defender perto do aro
➤ ou seja, Queta defende um alto número de lançamentos, mantendo sempre os adversários cerca de 3% abaixo da eficácia normal.

Em ano de afirmação, os números dizem tudo sobre a excelente prestação do gigante do Vale da Amoreira este ano. Os resultados também: 27-16 para os Boston Celtics, em segundo na Conferência Este, muito longe das expetativas que tinham os “especialistas”.

Para nós, a assistir de Portugal, só uma coisa é garantida: ainda não vimos nem metade do potencial que o nosso Neemias Queta tem – pelo que o futuro é risonho e ambicioso. Onde é que irá parar o nosso gigante do Vale da Amoreira?

 

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Comité Olímpico anuncia a abertura das candidaturas para apoio a projetos de desporto feminino

O Comité Olímpico anuncia que já estão abertas as candidaturas para apoio a projetos que visem criar ou reforçar a oferta de prática desportiva feminina, no âmbito da Medida III.2 do Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo n.º CP/893/2024.

A Medida III.2 tem como principal objetivo promover e valorizar o desporto feminino, contribuindo para o aumento dos níveis de participação, para a igualdade de género no acesso à prática desportiva e para a criação de novas oportunidades de desenvolvimento. O programa dá especial relevância a iniciativas implementadas em territórios de baixa densidade populacional, reforçando a coesão e o acesso ao desporto em todo o país.

Para atribuição do apoio financeiro, são considerados eventos e ações de promoção, bem como projetos de desenvolvimento desportivo orientados para o público feminino.

As candidaturas devem ser submetidas na plataforma MAIS DESPORTO, onde estão disponíveis todos os documentos.

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Continuamos a acompanhar os portugueses pelo mundo fora

Esta semana ficou marcada em Espanha por mais um duelo entre portugueses: Rafael Lisboa e Diogo Seixas mediram forças com Diogo Brito. Ourense e Obradoiro defrontaram-se num encontro equilibrado, que terminou com vitória da dupla lusa por 96-93. Rafael Lisboa esteve em grande destaque, ao somar 18 pontos e sete assistências, enquanto Diogo Seixas contribuiu com 11 pontos e dois ressaltos. Mais uma vez, Rafael Lisboa foi distinguido como o jogador do mês, desta vez de Dezembro. Do lado oposto, Diogo Brito registou oito pontos, três assistências e cinco ressaltos. Apesar da derrota – apenas a terceira da temporada – a sua equipa mantém-se no segundo lugar do campeonato.

 

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Ainda em Espanha, mas na Segunda FEB, Tiago Teixeira voltou a evidenciar-se ao serviço do Toledo, que venceu o Valladolid por 87-73. A formação do português, atualmente no 8.º lugar com oito vitórias e seis derrotas, bateu o terceiro classificado, num triunfo particularmente significativo para as aspirações da equipa.

Na sequência da semana passada, Travante Williams voltou a defrontar o Mersin Spor no segundo jogo da eliminatória de acesso à Basketball Champions League. O Le Mans foi claramente superior e venceu por 113-83, garantindo a presença nos 16 avos de final da competição, onde integra o Grupo I. O internacional português contribuiu com 12 pontos, uma assistência e seis ressaltos.
Além deste encontro europeu, o Le Mans jogou também para o campeonato francês frente ao Boulazac, somando novo triunfo. Travante registou 10 pontos, duas assistências e sete ressaltos em 26 minutos de utilização.

 

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No basquetebol feminino, Carolina Rodrigues continua a apresentar um nível de grande regularidade. A atleta portuguesa esteve em evidência na vitória frente ao Vasas Akademia por 86-73, com uma exibição de excelência: 20 pontos, sete assistências e sete ressaltos, num total de 35 pontos de valorização, sendo a melhor jogadora em campo.

 

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Rita Oliveira, recentemente transferida para a Croácia, estreou-se pelo Tresnjevka 2009 de forma muito positiva. No triunfo expressivo por 103-51 frente ao Split, a portuguesa somou 21 pontos, cinco assistências e cinco ressaltos. A equipa ocupa atualmente o terceiro lugar do campeonato, com 10 vitórias e apenas duas derrotas.

Por fim, em Espanha, o Al-Qázeres Extremadura, equipa que conta com Inês Ramos, Josephine Filipe e Raquel Laneiro (atualmente afastada por lesão), continua a evidenciar o talento português. No último jogo, frente ao Melilla, a formação saiu derrotada por 57-69, mas Inês Ramos (14 pontos, uma assistência e seis ressaltos) e Josephine Filipe (19 pontos, uma assistência e seis ressaltos) estiveram em bom plano e foram peças-chave na equipa.

Estatísticas individuais dos atletas portugueses:

Travante Williams (Le Mans, LNB – França)

12pts, 1ast, 6res (24min) na vitória frente ao Mersin Spor (113-83) – venceram a eliminat.

10pts, 2ast, 7res (26min) na vitória frente ao Boulazac (97-86)

Rafael Lisboa (Clube Ourense Baloncesto, Primera FEB – Espanha)

18pts, 7ast (23min) na vitória frente ao Obradoiro (96-93)

Diogo Seixas (Clube Ourense Baloncesto, Primera FEB – Espanha)

11pts, 2res (15min) na vitória frente ao Obradoiro (96-93)

Diogo Brito (Monbus Obradoiro, Primeira FEB – Espanha)

8pts, 3ast, 5res (23min) na derrota frente ao Ourense (93-96)

Tiago Teixeira (Toledo, Segunda FEB – Espanha)

12pts, 3ast, 1res (17min) na vitória frente ao Valladolid (87-73)

Anthony da Silva (Evreux, Elite 2 – França)

7pts, 8ast, 11res (36min) na vitória frente ao Poitiers (85-80)

Nuno Sá (Palma BM, Primeira FEB – Espanha)

8pts, 1ast, 4res (19min) na vitória frente ao Cantabria (76-73)

Carolina Rodrigues (Szekszard, NB I.A – Hungria)

20pts, 7ast, 7res (30min) na vitória frente ao Vasas Akademia (86-73) – 32 de valorização

Sara Guerreiro (Marburg – Alemanha)

11pts, 2ast, 6res (24min) na vitória frente ao Freiburg (88-68)

Ana Raimundo (Marburg – Alemanha)

6pts, 7ast, 3res (21min) na vitória frente ao Freiburg (88-68)

Margarida Junqueira (Magec Tías Lanzarote – Espanha)

5pts, 2ast, 6res (21min) na derrota frente ao C. B. Isla Bonita (81-96)

Inês Ramos (Al-Qázeres Extremadura, LF Challenge – Espanha)

14pts, 1ast, 6res (29min) na derrota frente ao Melilla (57-69)

Josephine Filipe (Al-Qázeres Extremadura, LF Challenge – Espanha)

19pts, 1ast, 6res (31min) na derrota frente ao Melilla (57-69)

Eva Carregosa (Zamora, LF Challenge – Espanha)

9pts, 2ast, 2res (27min) na vitória frente ao Real Canoe (64-62) 

Tess Santos (Wasserburg, 2ª Bundesliga – Alemanha)

18pts, 3ast, 7res (24000min) na vitória frente ao Wuerzburg (88-67)

Inês Vieira (Domusa Tekink ISB, LF Challenge – Espanha)

2pts, 3ast (22min) na vitória frente ao Lima-Horta (70-56)

Lavínia Silva (Oaklands Wolves – Reino Unido)

6pts, 4ast, 6res (26min) na vitória frente ao Newcastle Eagles (79-56)

Sofia da Silva (M. Karmiel – Israel)

12pts, 1ast, 8res (38min) na vitória frente ao H.Jerusalem (69-59)

Rita Oliveira (Tresnjevka 2009, – Croácia)

21pts, 5ast, 5res (27min) na vitória frente ao Split (103-51)

Filipa Barros (CBU Women’s Basketball – Estados Unidos da América)

2pts, 2ast, 7res (24min) na derrota frente ao Abilene Christian (58-70)

Clara Silva (TCU Women’s Basketball – Estados Unidos da América)

6pts, 1ast, 6res (29min) na vitória frente ao West Virginia (51-50)

*Apenas se faz o acompanhamento de atletas com internacionalizações e que tenham as estatísticas disponíveis.

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Brandon Johns Jr. é o MVP da 8.ª ronda da Liga Betclic Masculina

Está concluída a 8.ª ronda da Liga Betclic Masculina e cumprido o calendário – fechando assim a primeira volta da competição. O poste do Sporting CP, com um duplo-duplo (22pts, 12res) é o MVP da jornada, com a mesma valorização que Cornelius Hudson, mas com menos minutos de jogo.

Ao seu lado no Cinco Ideal estão o extremo portista, o base do Imortal LUSiGÁS André Silva, o poste encarnado Makram Ben Romdhane e o extremo Quentin Diboundje, do Galitos BARREIRO ACEDE.

Vê aqui as estatísticas de cada uma das atletas:

 

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*O fator principal na escolha de MVP é o índice MVP que se encontra na estatística do jogo. Em caso de igualdade, o critério de desempate é o tempo de jogo, sendo dada prioridade a/ao atleta que jogou menos tempo.

*O cinco ideal é selecionado com base em todas as posições em campo e não pela simples ordem de valorização.

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FPB convoca eleições para Delegados à Assembleia Geral

A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) divulgou a convocatória para a eleição dos Delegados à Assembleia Geral para o quadriénio 2026-2030, marcada para o dia 21 de fevereiro, inserida no calendário eleitoral para o período em questão.

FPB anuncia calendário eleitoral para 2026–2030

Segundo o documento assinado em Lisboa a 13 de janeiro de 2026 pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Ernesto Ferreira da Silva, o ato eleitoral será realizado nas sedes das Associações Distritais e Regionais de Basquetebol, decorrendo entre as 10:00 e as 20:00 horas (hora local).

Nos termos do Regulamento Eleitoral, as candidaturas a Delegados devem ser remetidas ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral e entregues na sede da FPB até 1 de fevereiro de 2026, devidamente instruídas de acordo com as formalidades previstas.

Segundo o documento orientador, serão eleitos 37 delegados, distribuídos pelas representações dos clubes, jogadores, treinadores e juízes, garantindo a participação de todos os agentes desportivos no processo eleitoral.

A informação detalhada pode ser consultada nos documentos em anexo.


Miguel Queiroz foi o primeiro convidado do “Dois para um”

Fruto da parceria entre o jornal Record e a FPB, já está no ar o podcast Dois para Um. No primeiro episódio, o convidado é Miguel Queiroz, capitão da Seleção Nacional e do FC Porto, que partilha o seu percurso no basquetebol e várias histórias da carreira, numa conversa conduzida por João Socorro Viegas (jornalista do Record) e João Santos (ex-internacional português).

O atleta recordou o início do seu percurso na Seleção Nacional e no EuroBasket, além das suas ambições para a carreira: “Acho que é uma carreira muito bonita e ainda tem uns capítulos pela frente”.

O episódio completo já está disponível na FPBtv e nas plataformas do Record.

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Portugueses além fronteiras: novo ano, mesmas ambições

Vários atletas portugueses estiveram em grande plano nas competições internacionais, com prestações individuais de elevado nível que refletem também o bom momento coletivo das suas equipas nos respetivos campeonatos.

No basquetebol masculino, destaque para Francisco Amiel, que realizou uma exibição muito completa ao registar 11 pontos, cinco assistências e cinco ressaltos, terminando como o jogador mais valorizado do encontro, com 27 pontos de valorização. O Albacete Basket venceu significativamente o OCA Global CB Salou por 95-58.

Também Travante Williams esteve em destaque no arranque da Basketball Champions League, contribuindo para uma vitória expressiva do Le Mans frente ao Mersin Spor por 92-65. O atleta português esteve em ação durante 21 minutos, período em que somou 10 pontos, uma assistência e quatro ressaltos, ajudando a equipa a assumir vantagem nesta eliminatória. O segundo jogo está agendado para hoje, dia 8 de janeiro, onde o Le Mans procurará confirmar a passagem à fase seguinte da competição.

 

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O Ourense de Rafael Lisboa e Diogo Seixas carimbou ontem a passagem às meias-finais da Taça de Espanha, após vencerem o Logrono por 72-64. Já a equipa de Diogo Brito, o Obradoiro CAB, não conseguiu a vitória e terminou a sua participação na competição.

Na Alemanha, Tess Santos voltou a assumir um papel de destaque ao apontar 18 pontos, sete ressaltos e três assistências, numa vitória clara do Wasserburg. A formação alemã segue firme na 2.ª Bundesliga, consolidando a sua candidatura aos lugares de promoção, com a internacional portuguesa a ser uma das peças-chave da equipa.

Em Espanha, Eva Carregosa confirmou novamente o seu excelente momento de forma ao somar 14 pontos, cinco assistências e três ressaltos, sendo eleita melhor jogadora da partida na vitória do Zamora. A equipa segue nos primeiros lugares da LF Challenge, mantendo-se na luta direta pela subida, com a base portuguesa a assumir grande protagonismo na organização e no ataque.

Ainda na LF Challenge, Inês Ramos esteve em evidência com 15 pontos, duas assistências e dois ressaltos, numa vitória equilibrada do Al-Qázeres Extremadura frente ao Lima-Horta (57-51). Josephine Filipe também contribuiu com cinco pontos, uma assistência e seis ressaltos.

Apesar da derrota da sua equipa em Israel, Sofia da Silva merece nota de relevo pela prestação individual, ao alcançar um duplo-duplo de 10 pontos e 12 ressaltos, atuando os 40 minutos da partida. O M. Karmiel segue numa fase mais exigente da competição, mas a portuguesa continua a ser uma das referências da equipa.

Já nos Estados Unidos, Filipa Barros esteve em grande nível ao assinar mais um duplo-duplo de 19 pontos, 11 ressaltos e cinco assistências, liderando o CBU Women’s Basketball a mais um triunfo e conquistando mais uma vez o reconhecimento de jogadora da semana.

 

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Também no contexto universitário norte-americano, Clara Silva contribuiu de forma decisiva para a vitória da TCU frente ao Oklahoma St, com 12 pontos, sete ressaltos e duas assistências.

 

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Estatísticas individuais dos atletas portugueses:

Travante Williams (Le Mans, LNB – França)

10pts, 1ast, 4res (21min) na vitória frente ao Mersin Spor (92-65) – Champions League

Diogo Brito (Monbus Obradoiro, Primera FEB – Espanha)

1pt, 2ast, 4res (20min) na vitória frente ao Palencia (87-85)

Rafael Lisboa (Clube Ourense Baloncesto, Primera FEB – Espanha)

2pts, 4ast, 1res (20min) na derrota frente ao Estudiantes (75-92)

Diogo Seixas (Clube Ourense Baloncesto, Primera FEB – Espanha)

7pts, 3res (22min) na derrota frente ao Estudiantes (75-92)

Francisco Amiel (Albacete Basket, LEB Plata – Espanha)

11pts, 5ast, 5res (23min) na vitória frente ao OCA Global CB Salou (95-58) 

Tiago Teixeira (Toledo, Segunda FEB – Espanha)

5pts, 1ast (15min) na vitória frente ao Caceres (96-95)

Nuno Sá (Palma BM, Primeira FEB – Espanha)

5pts, 2res (18min) na derrota frente ao Gipuzkoa (63-71)

Carolina Rodrigues (Szekszard, NB I.A – Hungria)

9pts, 4ast, 2res (14min) na vitória frente ao Cegledi (108-39)

Inês Ramos (Al-Qázeres Extremadura, LF Challenge – Espanha)

15pts, 2ast, 2res (28min) na vitória frente ao Lima-Horta (57-51)

Josephine Filipe (Al-Qázeres Extremadura, LF Challenge – Espanha)

5pts, 1ast, 6res (29min) na vitória frente ao Lima-Horta (57-51)

Eva Carregosa ( Zamora, LF Challenge – Espanha)

14pts, 5ast, 3res (28min) na vitória frente ao Melilla (72-56) 

Tess Santos (Wasserburg, 2ª Bundesliga – Alemanha)

18pts, 3ast, 7res (24min) na vitória frente ao Wuerzburg (88-67)

Inês Vieira (Domusa Tekink ISB, LF Challenge – Espanha)

11pts, 1ast, 1res (24min) na vitória frente ao Paterna (90-71)

Lavínia Silva (Oaklands Wolves – Reino Unido)

14pts, 1ast, 7res (26min) na vitória frente ao Newcastle Eagles (66-57)

Sofia da Silva (M. Karmiel – Israel)

10pts, 2ast, 12res (40min) na derrota frente ao M.Ramat Gan (69-79)

Filipa Barros (CBU Women’s Basketball – Estados Unidos da América)

19pts, 5ast, 11res (32min) na vitória frente ao Tarleton St. (80-68)

Clara Silva (TCU Women’s Basketball – Estados Unidos da América)

12pts, 2ast, 7res (29min) na vitória frente ao Oklahoma St. (69-61)

*Apenas se faz o acompanhamento de atletas com internacionalizações e que tenham as estatísticas disponíveis.

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Neemias Queta com 20 ressaltos e mais um recorde no bolso

Neemias Queta é o primeiro jogador da NBA a conseguir 10 ressaltos ofensivos e 10 ressaltos defensivos num único jogo em menos de 25 minutos. Ainda assim, os Boston Celtics não conseguiram a vitória frente aos Denver Nuggets por 110-114, na madrugada desta quinta-feira, 8 de janeiro.

Apesar de uma menor preponderância no capítulo ofensivo (seis pontos em oito lançamentos), o poste dos Linces bateu o seu próprio recorde de ressaltos, fazendo história na liga norte-americana. Com esta vitória, os Nuggets melhoraram o seu registo para 25-12, enquanto os Celtics caíram para 23-13.


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Madalena Amaro: “Sei muito bem o que é que vim fazer para os EUA”

Aos 17 anos, a base algarvia Madalena Amaro vive as primeiras semanas na NCAA ao serviço de Monmouth, e já soma minutos importantes como freshman num contexto altamente competitivo. Com um percurso que liga SC Farense, Imortal, CAR Jamor e Sporting, onde ajudou à conquista da II Liga e à subida ao principal escalão, a internacional jovem portuguesa aterrou nos Estados Unidos com as ideias arrumadas.

Em entrevista a Ricardo Brito Reis, Madalena fala do choque físico e cultural do basquetebol universitário norte-americano, explica como a experiência no Basketball Without Borders Europe e nas seleções jovens reforçou a sua capacidade de liderar em campo, descreve o dia a dia numa realidade em que treinos, viagens e aulas se atropelam e assume sem rodeios a ambição de «ser jogadora de basquete profissional» e, um dia, chegar à Seleção A.

Como têm sido as primeiras semanas na NCAA? Sentes um misto de realização, porque era algo que ambicionavas, ou de choque com a nova realidade?

Sim, claramente que há essas duas vertentes. Essa sensação de realização, porque sempre foi uma coisa que eu ambicionava: vir jogar para os Estados Unidos. Acho que a maioria das pessoas que jogam, principalmente em Portugal e que querem levar o basquete como futuro, já pensaram em jogar aqui. Mas, ao mesmo tempo, é um choque. Não é só um choque no desporto, é um choque em termos de cultura, de língua, de comida, e isso para mim foi muito evidente.

Mas sinto que me estou a adaptar bem. É uma realidade completamente diferente, mas vim para cá com os meus objetivos definidos. Sei muito bem o que é que eu vim cá fazer. Quero crescer como atleta, acima de tudo, mas também como pessoa.

Existem diferenças que nos levam a parar um bocadinho para pensar, principalmente no estilo de jogo, na intensidade e na velocidade do jogo aqui na NCAA. Em Portugal, uma jogadora aguenta bem 40 minutos. Aqui eu vi-me à rasca. Em Portugal fiz alguns jogos de 40 minutos e, aqui, no meu primeiro jogo, joguei 17 minutos e pensei: “não dá mais, não dá mais”. Entretanto, fui-me habituando. Eles dizem que sou, de certa forma, atlética. Tenho estado a trabalhar para desenvolver o meu corpo e para o adaptar a este estilo de jogo. É um jogo muito rápido e intenso. Portanto, existe sempre esse choque quando começamos, mas nada que umas semanas e mais uns quantos jogos não resolvam.

A verdade é que, pelo menos nos últimos jogos, já estás a jogar acima dos 30 minutos. Essa habituação está a acontecer rápido. Disseste uma frase que me chamou a atenção: “sei muito bem o que é que vim cá fazer”. O que é que tu queres com esta experiência?

Eu diria que desde o ano em que fui para o Sporting, o meu primeiro ano no Sporting, quando mudei a minha vida… Porque sou do Algarve, sou de Faro, mas cheguei ao Imortal, portanto aí já estava um bocadinho fora da minha casa, da minha zona. Mas quando mudei mesmo para Lisboa definitivamente e fiquei lá a viver, comecei a levar o basquete muito mais a sério.

Sei que quero ser jogadora de basquete profissional, sei que isto é o que eu quero, que isto seja o meu futuro. É difícil em Portugal, não só pelas condições – e está cada vez a melhorar, a federação e os clubes estão cada vez a proporcionar aos atletas melhores condições – mas sei que ainda é muito difícil uma atleta conseguir viver totalmente do basquete em Portugal.

Desde que mudei esse ano para o Sporting, sabia que tinha de ser uma coisa que tinha de levar muito mais a sério do que já levava. Vim para cá com essa ambição. Quero adicionar coisas ao meu estilo de jogo, quero ser uma jogadora mais completa e, ao mesmo tempo, desenvolver aquilo que já fazia minimamente bem, porque nunca fazemos tudo no melhor que é possível. E ainda por cima sou uma pessoa muito exigente comigo, não só em aspetos fora do basquete, mas também no basquete. Gosto muito de fazer as coisas direitinhas.

Vim para cá com essa mentalidade e esses objetivos definidos: quero acrescentar coisas ao meu estilo de jogo, quero tirar o melhor proveito desta experiência, aprender uma língua nova, tirar um curso relacionado com aquilo que gosto, que são as áreas da economia, caso o basquete não dê certo como espero. É aproveitar aquilo que os Estados Unidos nos dão, tirar um bocadinho de tudo e juntar à pessoa que sou, e à pessoa que tenho vindo a tornar-me.

Estás a estudar nessa área. Que curso é exatamente?

Estou a tirar Business com Marketing.

Pareces ter um desenho de carreira muito bem definido na tua cabeça. Quando saíste do Algarve, do Imortal, e foste para o Sporting, sentiste logo que estavas a dar um passo decisivo? Foi aí que saíste mesmo da zona de conforto e ganhaste esta ambição de querer fazer disto carreira?

Sim, foi sem dúvida esse salto. Para começar, fui para o CAR e ainda fiz o meu primeiro ano de CAR no Imortal. Ainda voltava a casa todos os fins de semana. Mas quando saí do CAR… ainda fiz o meu segundo ano no CAR e no Sporting.

Diria que o meu último ano de Sporting, ou seja, o ano passado, em que saí do CAR, vivi sozinha, partilhei a casa com duas americanas e uma colega da minha equipa também do Sporting, e passei praticamente a fazer tudo sozinha. Ia para a escola sozinha, ia para os treinos sozinha. Vivia sozinha, sem os pais a fazerem as coisas por mim.

Diria que foi no ano passado que dei mesmo o salto e aprendi muitas coisas. É tão bom termos essa liberdade para crescer e para perceber aquilo que é certo e aquilo que não é certo. Tenho muita sorte: os meus pais sempre me apoiaram, sempre me deram essa liberdade.

O ano passado foi mesmo aquele salto, porque tive de aprender a fazer muito do que não sabia sozinha, e isso fez-me crescer não só como pessoa, mas como atleta também. O Sporting, o ano passado, foi para mim o melhor ano em termos individuais. A escola correu muito bem. No clube, gostava de ter tido a oportunidade de me desenvolver um bocadinho mais na equipa sénior, mas gostei muito do grupo da sub-18, alcançámos coisas muito boas, ficámos em segundo lugar nacional, gostei muito dos meus treinadores, de quem me acompanhou. Portanto, diria claramente que o ano passado foi o ano decisivo e que me deu o “ok, estás preparada para ir para os Estados Unidos”.

Em que momento é que esta ideia de ir para os Estados Unidos entrou mesmo na tua cabeça como plano real?

Esta ideia já existia quando estava no meu primeiro ano de CAR, porque a Mariana Kostourkova dava-nos muito essa visão. Muitas vezes fazia várias atividades e trazia miúdas que já tinham estado cá há uns anos e muitas delas passaram pelos Estados Unidos. Depois também tinha várias amigas… No Europeu de sub-18 em Matosinhos, era nesse ano que a maioria das portuguesas que estavam nessa equipa iam para os Estados Unidos.

Portanto, isso sempre foi uma coisa que, na minha cabeça, fazia sentido. Depois de ver tanta gente a dar esse passo e a dizer que gostou – claro que são experiências diferentes, às vezes umas não têm tanta sorte como outras –, acho que esse foi o momento. Já há algum tempo sabia que queria, mas depois desse Europeu, quando a maioria das minhas amigas foi, disse mesmo: “sim, é seguro ir e faz sentido ir”. Acho que foi uma confirmação.

E como é que foi o processo de recrutamento? Tiveste várias universidades interessadas, tiveste alguém a tratar do processo em Portugal?

O meu primeiro convite foi no meu primeiro Europeu de sub-16, já foi há uns quantos anos, acho que foi em 2022 ou 2023. Diria que a maior parte dos convites vem por causa dos Europeus. Quando vamos ao Europeu e nos mostramos, está muita malta das universidades lá a ver. É a partir daí que te começam a contactar.

Entretanto, nessa altura, no meu primeiro ano de sub-16, quando fui para o CAR, ainda não sabia bem, não tinha certeza, andava com muitas dúvidas, não sabia bem o que queria, então deixei um bocadinho essa opção de lado. No ano seguinte, lesionei-me, era o meu último ano de sub-16. Lesionei-me antes do Europeu, torci o pé num jogo de preparação e acabei por não ir ao Europeu.

Onde tudo começou mais a sério foi no meu primeiro ano de sub-18, depois do Europeu de Matosinhos. Começaram a falar comigo, várias universidades surgiram, não sei se foram quatro ou cinco. E, entretanto, surgiu também aquilo que agora considero uma amiga, que trabalha para as universidades e ajuda no recrutamento: mostra, contacta, fala com a pessoa, pede vídeos, faz o trabalho por ti dos highlights, manda para as várias universidades e depois apresenta as universidades que estão dispostas a dar scholarships. Chama-se Rachel Galligan, ajudou também a Joana Magalhães. Foi a minha ajuda.

Decidi isto em novembro do ano passado, portanto uns bons meses antes de realmente vir para cá, porque surgiram várias opções, mas isto funciona com duas janelas: novembro e abril. Na altura, esta zona pareceu-me impecável. Porquê? Porque estou no estado de New Jersey, ao lado de Nova Iorque, que para a maioria das pessoas, pelo menos para mim, sempre foi um sonho. É o mais perto de Portugal, é muito fácil. Tem uma comunidade de portugueses muito perto aqui em Nova Iorque. Tenho família, não de primeiro grau, mas tenho família do lado do meu pai a viver a 15 minutos. Tenho primas a 15 minutos. Ainda ontem foi o Thanksgiving e estivemos todas lá a jantar.

Depois achei ideal porque me mostraram quem era o roster, quem é que tinham. E realmente uma base era importante nesta equipa, porque não faz sentido irmos para uma equipa que está cheia de bases ou de jogadoras da posição que queremos jogar. Achei que seria a equipa ideal. Não é uma universidade “wow”, mas é uma universidade boa, numa conferência competitiva. Portanto, achei que seria o ideal para poder jogar, porque acima de tudo o que quero é jogar. Quero vir para cá e jogar, não quero vir para ficar no banco.

Agora que já estás instalada, como é um dia normal da Madalena Amaro em Monmouth, desde que acordas até te deitares?

Acordo normalmente sempre entre as 7h00 e as 7h15. Gosto de ter o meu tempo para me preparar. Depois tenho aulas, às 8h30 e normalmente até às 11h25.

Depois vou direto para o pavilhão porque treinamos nessa hora de almoço. Vou para o pavilhão, fisioterapia, ligar os pés, exercícios… Às vezes tenho treinos individuais de manhã, quando não tenho aulas. Depois treinamos cerca de 3 horas. Temos ginásio normalmente 45 minutos e depois fazemos treino de equipa. São muitas horas de treino.

Depois do treino fico sempre mais um bocado no pavilhão a fazer lançamentos extra. Às vezes, quando não tenho treino individual de manhã, tenho depois. Depois saio, tomo banho, como qualquer coisa e tenho aulas. Por exemplo, a terça-feira é chata porque saio do treino e tenho aulas das 16h30 às 18h00 e das 18h00 às 21h00. Portanto, a terça-feira é um dia chato. Normalmente, nos outros dias, depois do treino tenho só uma aula entre as 17h00 e as 18h00. É um dia muito intenso. Às vezes, quando só tenho aula até às 18h00, volto ao pavilhão para fazer mais lançamentos.

Esta vida de atleta na NCAA envolve viagens. Tem sido fácil conciliar com a parte académica?

Vou ser sincera: acho que, para a malta de fora, principalmente da Europa e diria também de Portugal, temos um nível académico muito mais exigente. O nível académico aqui não é tão exigente como em Portugal. Mas, mesmo assim, requer tempo, requer gestão de tempo.

Por causa dos jogos, por exemplo, nas últimas semanas temos faltado a várias aulas porque estamos a viajar e é sempre difícil essa parte de gestão do tempo e depois conseguir apanhar tudo. Porque é faculdade, as pessoas não se preocupam tanto como no high school, no secundário. Mas acho que se faz bem, acho que se aguenta bem. E o nível não é tão exigente.

Tens a sorte de ter a Fatumata Djaló na mesma equipa. Isso acaba por ser uma ajuda importante, tanto na adaptação à NCAA como no dia a dia?

Sim, é uma ajuda enorme. Quando assinei com esta faculdade, não sabia que ela vinha para cá. Só soube depois. Por acaso nunca lhe perguntei se escolheu vir para aqui porque eu já cá estava, tenho de lhe perguntar. Mas é uma ajuda

imensa, sim, porque não só já está habituada a este estilo de jogo, como o inglês também já é mais familiar, principalmente em termos técnicos do basquete.

No início foi muito útil porque eu estava muito perdida e ela já cá tinha estado no verão. Eles utilizam muito o verão para treinos individuais, e eu nessa altura tinha estado no Europeu. Ela já cá tinha estado durante quase um mês, então já sabia mais ou menos como funcionava, o que é que a treinadora queria. No início disse-me mesmo: “esta treinadora quer isto, isto e isto, aproveita, tenta fazer isto, isto e isto”. Foi muito mais fácil.

É muito melhor porque posso falar português. Estamos sempre a falar português uma com a outra. Às vezes as miúdas da nossa equipa até ficam a olhar para nós. Eu percebo, mas nós… “Desculpem, não estamos a falar de vocês, é só porque é mais fácil”. Mas é uma ajuda, sim.

Falaste há pouco da diferença física e da velocidade do jogo. No teu caso, és base, tens a bola na mão, tens de ser uma extensão da treinadora dentro de campo, pensar o jogo. Qual tem sido a parte mais difícil deste processo dentro de campo?

A parte mais difícil é, claramente, o querer jogar rápido. Este é o estilo de jogo que a nossa treinadora quer. Temos uma equipa praticamente toda nova. Ela quer jogar a mil, quer jogar em contra-ataque, em transição, e aposta muito em mim porque sou muito rápida. Estou a conseguir fazer bem esse trabalho do primeiro passo, do ganhar o ressalto eu mesma e explodir e sair em transição.

Mas, ao mesmo tempo, quero conseguir meter aquilo que sempre soube fazer, que é jogar um jogo calmo, com visão de jogo. Isso tem sido a maior dificuldade, porque ainda não consegui arranjar esse balanço. Estou a tentar arranjar esse balanço entre jogar rápido e saber quando jogar rápido, mas depois saber abrandar o jogo. Preciso disso para poder mostrar o melhor de mim, dar o melhor à minha equipa, que é aquilo que faço melhor: jogar de forma calma, organizar o jogo.

Ainda não consegui arranjar esse balanço. Sinto que estou sempre a mil dentro de campo. Ela adora isso, adora na maioria das vezes. Quando faço turnovers a querer passar a bola, porque estou tão explosiva, tão elétrica, tão rápida, aí já não adora tanto. Mas adora que eu pegue na bola e comece a correr o campo, porque é isso mesmo que ela quer. Agora tenho de conseguir arranjar um equilíbrio entre: “pronto, não dá contra-ataque, não há transição rápida, voltar a bola para mim para poder organizar o jogo”.

Depois o jogo é muito dividido. O jogo acaba sempre normalmente na mão da melhor jogadora, da jogadora que decide. E acaba sempre por jogar um bocadinho direto. A bola acaba dentro, também, com os postes. Portanto, é um jogo rápido, físico e um bocadinho mais dividido. Não é tão coletivo como em Portugal.

Já jogaste contra programas fortes. O nível competitivo da NCAA surpreendeu-te ou era o que esperavas?

Completamente. O nosso primeiro jogo foi contra uma equipa da segunda divisão e as miúdas não eram nada de especial. Mas o nosso segundo jogo foi logo contra Kentucky, fora. Foi uma brutalidade. Aquilo foi um choque. Não é que me sentisse envergonhada, mas foi mesmo um jogo duríssimo, de lá estar, no banco ou a jogar, porque entrava dentro de campo e parecia que não conseguia respirar. As miúdas todas enormes, fortes… Tentavas ir para o cesto, abafavam. Contacto que achas que é falta e não é falta. Foi um choque brutal.

Mas agora já me estou a adaptar. Depois também depende do tipo de equipa. Jogámos contra Howard, que são miúdas físicas, fortes. Mas jogámos agora o último jogo contra Marist, que são miúdas mais parecidas com Portugal, que não gostam tanto de contacto, gostam muito de lançar de fora, fazem muitos movimentos, fazem muitas leituras. Portanto, apanhas vários tipos de equipas, com filosofias diferentes de jogo. Depende do treinador e da equipa que te confronta. Tens esse impacto e aos poucos vais-te habituando.

E, pelo meio disso tudo, ainda há espaço para o teu passe por trás das costas, que já era marca registada em Portugal…

No ano passado estavam sempre a gozar comigo porque isso era aquilo que chamo o meu signature move. Toda a gente sabia que, quando ia em 2×1, ia sempre fazer um passe por trás das costas. Aqui, quando fiz no meu primeiro jogo, elas ficaram chocadas.

Vou explicar: prefiro fazer um passe por trás das costas com a mão direita do que um passe normal com a esquerda, porque me sinto muito mais à vontade com a direita. E depois dá aquele toque de ser por trás das costas. Mas levei um raspanete ontem, porque estávamos a ver o vídeo do jogo e fiz um passe por trás das costas a faltarem 30 segundos, quando devia ter guardado a bola em overtime. Ela já me deu na cabeça. Disse: “sim, é verdade, foi um passe muito giro, mas não voltes a fazer isto”. E eu também pedi desculpa.

Voltando um pouco atrás, tiveste também a experiência do Basketball Without Borders. Como foi estar num campo europeu com algumas das melhores prospects da Europa e, além disso, seres escolhida para o cinco All-Star e MVP dos playoffs?

Quando recebi o convite, não tinha bem noção do que aquilo era. Sabia que ia estar com jogadoras muito boas, que já tinha enfrentado nos Europeus, com uma qualidade brutal. Cheguei lá só com um objetivo: sabia que estávamos todas para o mesmo, todas a jogar basquete, e que isso não nos diferenciava.

Os primeiros dias foram… Aquilo era muito interessante. Treinávamos de manhã, tínhamos condições brutais, deram-nos imensas roupas, casacos, sapatilhas, essas coisas todas. Foi um choque porque as meninas eram todas muito boas. Formavam equipas e as equipas tinham todas uma estrela, tinham todas estrelas. Aquilo eram equipas cheias de estrelas. Até comentava com os meus pais: “isto não está a correr tão bem”.

Sinceramente, ainda hoje não sei bem como é que surgiu esse prémio. Acho que o único motivo que vejo é mesmo a capacidade de organização do jogo, de base, dos passes que fazia. Em termos de técnica individual, vi miúdas fazer lá coisas que nunca na vida conseguiria, que não consigo fazer, que outras miúdas não conseguiam fazer. Havia lá uma miúda de Israel que era uma coisa… Pegava na bola, um género de freestyle, step-back com mudanças de direção brutais. Fiquei chocada.

Mas foi uma experiência muito gira: jogar basquete com miúdas muito boas de outros países, perceber também o que é que elas acham do jogo, e com treinadores que ou foram estrelas da NBA ou da WNBA. Tínhamos dois jogadores que estão atualmente ainda na NBA: era o Collin Sexton e já não sei o outro. Foi uma experiência muito enriquecedora.

Falaste várias vezes da tua capacidade de organizar e liderar dentro de campo. Sentes que experiências como o Basketball Without Borders e as seleções jovens de Portugal têm sido importantes para essa tua capacidade de liderança?

Sim, acho que sim. Acima de tudo, por causa das adversidades que passo e dos diferentes tipos de equipas onde jogo. Adaptar a equipa, as colegas e o ambiente em que estou ao meu estilo de jogo, e ver de que maneira posso ser útil… Tudo isso só me traz coisas boas e adiciona um bocadinho ao pacote daquilo que já sou como jogadora e do que posso vir a ser.

Tento sempre tirar um bocadinho de tudo por onde passo. Ou seja, passo por uma equipa, tento ver que pessoas lá estão, que estilo de jogo têm e ver de que maneira é que posso adaptar ao meu e ser útil mesmo assim. Faço isso com todas as equipas. Atenção também aos treinadores, porque os treinadores falam contigo e pedem coisas específicas, o que é que querem, o que é que procuram que faças.

Sinto que tudo isso me enriquece como jogadora e é importante ter essa oportunidade. Sou muito grata por ter essa oportunidade de jogar nas camadas jovens da seleção e espero que continue a ser assim. Ainda tenho dois anos de sub-20. E, por outro lado, também ter a oportunidade de estar no CAR com miúdas da minha idade e mais novas, ter estado no Farense, no Imortal, no Sporting, jogar sub-18 e jogar sénior também. E agora nos Estados Unidos, com malta mais velha e com um estilo de jogo completamente diferente.

Quem são as tuas referências, os teus ídolos no basquete?

Não diria que seja “ídola”, mas gosto muito, muito, muito de ver jogar a Carolina Rodrigues. Gosto mesmo. Ainda agora estive, recentemente, a ver o jogo que elas tiveram, que foi brutal. Começaram bem, as bolas entraram e explodiram com o resultado completamente. Gosto muito de ver a Carolina jogar. Diria que ela é mais uma inspiração, porque também joga a base, tem uma capacidade brutal de sair ao pé das defensoras, tirá-las da frente, tem um controlo de bola brutal, lança bem… Gosto muito do estilo de jogo dela.

E também gosto muito da Márcia Costa, não só pela pessoa, porque já tive a oportunidade de estar com ela, mas também pela agressividade, pela garra que tem a defender e pelo modo como sente o basquete, principalmente quando veste a camisola de Portugal. Diria que são as minhas duas maiores referências. E porque estão a jogar também na seleção de Portugal.

A Seleção A é, obviamente, um objetivo para ti.

Claro, claro que sim. É um objetivo que, não diria que parece estar longe, porque está, na verdade, porque ainda sou jovem, mas é claramente um objetivo que tenciono atingir, sim.

Tens objetivos de longo prazo bem definidos. Mas em termos de curto prazo, para esta época, também trabalhas com metas concretas?

Sim, claro que sim. Defino objetivos diariamente, todos os dias quando acordo defino objetivos para o dia e principalmente para os jogos e para os treinos. Aqui tenho adicionado muitos mais porque surgem barreiras, obstáculos com os quais não estava à espera.

Mas uma coisa é certa: quando vim para cá, no meu primeiro ano, nunca tive o objetivo de… isto pode parecer estranho, mas nunca tive o objetivo de ser cinco inicial, porque já tinha ouvido falar que é muito difícil entrar no cinco como freshman e sendo internacional. E, ainda por cima, sabendo das histórias das minhas outras colegas, nunca vim para cá com esse objetivo. Claro que toda a gente quer ser cinco inicial e ter esse papel, mas nunca foi um objetivo.

Os meus objetivos para começar sempre foram melhorar aquilo em que não sou tão boa. Por exemplo, quero muito ter um lançamento exterior mais eficaz, quero muito que isso seja uma coisa natural no meu jogo, porque uma base não passa só pela organização do jogo. Quando a bola te vem à mão, tens de ser capaz de a meter no cesto. E de fora sinto que sempre foi uma coisa em que nunca fui tão boa.

Depois, melhorar a capacidade de jogar com a esquerda. Quero saber jogar tão bem com a esquerda como jogo com a direita. Não é que não saiba jogar com a esquerda, nada disso, mas quero dominar as duas mãos. Sentir-me à vontade para fazer tudo com a esquerda como faço com a direita.

Agora, este ano, uma vez que já sou cinco inicial – claro que isto muda, nos primeiros jogos não era, nos últimos fui cinco inicial – e como a bola passa muito pelas minhas mãos, é aquela questão de arranjar o balanço entre a velocidade, ser rápida e aquilo que sei fazer, porque isso leva-me a ter turnovers. No jogo passado fiz três turnovers. Para quem passa o tempo todo com a bola na mão e fez sete assistências, não é uma brutalidade, mas sei que sou capaz de reduzir a quantidade de turnovers que faço. E passa só por aí, porque os meus turnovers foram todos nesse aspeto: a sprintar o campo, a querer passar a bola para dentro porque a treinadora quer que a bola entre dentro, mas a não ponderar bem como fazer porque ainda não arranjei esse balanço.

Portanto, os meus objetivos agora são reduzir os turnovers por jogo e por treino, porque também contamos os turnovers por treino. E uma coisa muito importante: reagir melhor ao erro. Tenho muita dificuldade nisso, porque sou tão perfeccionista, gosto de fazer as coisas tão bem, que fico muito frustrada, muito frustrada comigo mesma. A treinadora já falou comigo e disse: “o teu maior inimigo és tu mesma”. São esses os dois principais objetivos que tenho agora, mais a curto prazo.

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FPB anuncia calendário eleitoral para 2026–2030

A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) divulga o calendário do processo eleitoral para o quadriénio 2026–2030, dando cumprimento ao compromisso assumido pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Ernesto Ferreira da Silva, na reunião magna realizada no passado dia 13 de dezembro, em Lisboa.

De acordo com a informação tornada pública, o processo eleitoral abrange a escolha dos delegados à Assembleia Geral e dos órgãos sociais da Federação, decorrendo em várias fases ao longo do primeiro semestre de 2026. Entre as principais datas definidas contam-se a receção de candidaturas, a eleição de delegados, a realização da Assembleia Geral Eleitoral e entre outras.

À semelhança do que ocorreu em 2022,  a FPB volta agora a reforçar a transparência e a antecipação do processo eleitoral, disponibilizando atempadamente a informação aos agentes desportivos e associados.

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral sublinha que a divulgação deste calendário decorre “em conformidade com os Estatutos e com o Regulamento Eleitoral” da Federação.

A informação pode ser consultada em anexo.


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Legenda

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Miguel Maria

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