Em condições normais ter-se-iam realizado esta quarta-feira, no Forte da Casa, as finais nacionais do 3×3 nas Escolas, mas a atual situação pandémica não o permitiu. Contudo, os olhos já estão postos na edição do próximo ano!
Nuno Manaia, Diretor Técnico Nacional, manifesta objetivos para o regresso deste impactante evento: “Achamos que este projeto é da máxima importância. Queremos reforçá-lo e melhorá-lo para o próximo ano, afirma.
O dirigente explica a importância da prova do Desporto Escolar: “O 3×3 nas Escolas proporciona a prática do basquetebol, cria o “bichinho” nos jovens e traz adeptos para a modalidade. Queremos entrar cada vez mais nas escolas”, vinca.
Márcio Dias e Jorge Palmeira construíram a sua própria tabela. Os internacionais A de basquetebol em cadeira de rodas (BCR), atletas da APD Braga, fintaram o desgaste do confinamento e, sem perspetivas de regresso aos pavilhões ou de utilizar os campos ao ar livre, puseram, literalmente, mãos à obra. Até lá, vão calibrando a pontaria, em casa.
A interrupção das competições e treinos solicita à criatividade soluções rebuscadas para a manutenção da forma e do rendimento, mas longe do grau de investimento pessoal das encontradas por Márcio Dias e Jorge Palmeira. “Mal me deu o clique de fazer a tabela, lembrei-me logo que já tinha em casa um cesto e a parte da madeira onde prende o aro, que me tinham sido oferecidos por um amigo há uns anos. Também tínhamos alguns ferros cá em casa para fazer a estrutura da tabela”, narra o capitão da Seleção Nacional e da APD Braga, que viu ali meio caminho andado para fazer nascer a obra. Já Jorge Palmeira, quis capitalizar o “algum espaço disponível” e prontificou-se a adquirir o material necessário. “Comprei o aro e o ferro. O acrílico já tinha. Peguei na máquina de furar, aparelho de soldar e rebarbadora… um pneu velho, cimento e está no ar”, descreve.
No caso de Márcio Dias, o esforço improvisado de compensar a longa ausência dos campos de basquetebol contou com uma colaboração valiosa. “O meu pai sempre teve jeito para construir as próprias coisas, como alfaias agrícolas ou até jaulas para a criação de coelhos. Eu ajudei na medição e corte dos ferros, ele tratava de soldar todas as peças de forma a estrutura ficar mais sólida”, comenta o #4 da APD Braga e da Seleção Nacional, que enaltece o engenho do parceiro de construção. “Sou sincero, se fosse eu a soldar, certamente que a tabela não aguentava muito tempo em pé”, admite.
Colegas de equipa e de Seleção, tetracampeões nacionais pela APD Braga, mantêm-se, como suposto, à distância, mas coincidiram na vontade de não adiar mais o contacto com a essência do jogo. Por isso, afirma Jorge Palmeira, “sempre que o tempo permite, lança-se umas bolas”.
O último “FPB Guinness Challenge” desafia-te a completares o máximo possível de dribles no espaço de um minuto. O objetivo passa por tentares quebrar o recorde estabelecido por Luis Diego Soto Villa no dia 23 de maio de 2018. O Luis conseguiu um total de 61 dribles em oito em 60 segundos, consegues fazer melhor?
1) Tal como a Laura Ferreira exemplificou, tenta fazer o maior número de dribles em oito num minuto;
2) Publica o vídeo nas histórias do Instagram, com o perfil PÚBLICO, identifica @fpbasquetebol e usa a hashtag #fpbguinnesschallenge;
3) No final do vídeo desafia três amigos para cumprirem este desafio e identifica-os;
O vencedor deste primeiro desafio será aquele que conseguir mais dribles em oito no espaço de 60 segundos. O challenge termina no próximo domingo e segunda feira revelamos o vencedor que terá direito a um voucher de 30€ na loja FPB. Boa sorte!
Esta semana a “Área Restritiva” foi ocupada pela “Hall of Famer” do basquetebol português, Ticha Penicheiro, que numa conversa descontraída recordou o seu percurso na modalidade confidenciando algumas das melhroes histórias de uma carreira recheada de êxitos.
Podes rever o episódio desta semana na FPBtv, no Facebook ou na IGTV. Estamos de volta com um novo episódio no próximo domingo!
A APD Braga anunciou o regresso às suas fileiras do internacional português José Miguel Gonçalves, que viveu a sua primeira experiência no estrangeiro, ao lado dos colegas de seleção Luís Domingos e Pedro Bártolo, no Basketmi Ferrol, do 2.º escalão espanhol.
Que balanço fazes da experiência em Espanha?
Foi, certamente, uma experiência enriquecedora a vários níveis. O Basketmi formou um grupo muito experiente, aliando a prata da “casa” a dois craques (o polaco Karol Szulc e o português Pedro Bártolo), que possuem um vasto currículo internacional. A fechar o elenco, entrei eu e o irreverente Luís Domingos, que fez uma época excecional. A qualidade do grupo refletiu-se nos resultados obtidos, onde apesar de a época ter sido cancelada, fomos capazes de vencer todas as equipas da nossa divisão e alcançar a subida à principal categoria do BCR espanhol. Pessoalmente, gostava de ter deixado uma marca mais impactante, mas isso não põe em causa um ano de enorme aprendizagem e que guardarei com carinho.
Que aprendizagens técnicas reténs?
O principal choque de realidade aconteceu ao sentir a diferença na intensidade, fosse em treino ou em jogo. O BCR espanhol é mais aguerrido e com mais contacto, mais duro e sem pausas, o que me alertou para a necessidade de dominar a cadeira e a forma como a uso. Aliado a isso, tive a oportunidade de absorver conselhos e métodos de treino de colegas com outra experiência e qualidade, fosse ao analisar a sua técnica de lançamento ou a forma como se posicionam nos vários momentos do jogo. Posso certamente dizer que trago alguns “truques” comigo!
O que te motivou a regressar?
Durante a temporada, finalizei a minha tese de Mestrado em Física Médica e recebi pouco depois uma proposta profissional na mesma área. É o início de uma aventura que quero explorar e, tendo a sorte da mesma se vir a concretizar no norte do país, só fazia sentido voltar a Braga.
Voltas a Braga, à tua casa. Coletivamente, a APD Braga propõe-se a ganhar tudo. Individualmente, o que traças como metas?
Trago comigo uma vontade enorme de voltar a erguer todos os títulos nacionais com a APD Braga, assim como de representar novamente a Seleção Nacional em Campeonatos da Europa. Com isso em mente, quero melhorar em vários aspetos, especialmente na capacidade de controlar os ritmos de jogo e deixar a minha marca nos dois lados do campo, o que a meu ver vai exigir muito trabalho nos “fundamentals” do BCR e na confiança de assumir a responsabilidade. Geralmente, sou tido como um jogador cerebral, mas tímido, pelo que preciso de desenvolver atributos físicos, psicológicos e técnicos que ainda não possuo, de modo a atingir o patamar que pretendo.
Quais os teus objetivos no BCR a médio/longo prazo?
São os mesmos de qualquer atleta, o de competir e vencer o máximo possível juntos dos meus, assim como o de representar de forma regular a Seleção Nacional, ajudando-a no que puder para superar os objetivos. Onde posso ser diferente, é no sonho confesso de me tornar uma referência da nossa modalidade.
A Liga Feminina 2019-20, cumprindo a tradição, pautou-se pelo equilíbrio, numa Fase Regular em que se disputaram 20 das 22 jornadas (União Sportiva e Guifões SC jogaram 19 partidas cada). É altura de mostrar e analisar a estatística da competição.
Aquando da suspensão do campeonato, o Olivais FC liderava a classificação com 17 vitórias e 3 derrotas, seguindo-se Quinta dos Lombos e União Sportiva.
Estes dois últimos clubes, em termos coletivos, acabam por predominar em várias vertentes, com a turma de Carcavelos a revelar-se a mais forte no total de pontos marcados (média de 73.2ppj), da linha de 2 pontos (49.8% de eficácia) e na luta das tabelas (45.3 ressaltos).
Já o conjunto açoriano deu cartas na arte de bem defender (média de 57.5 pontos sofridos por jogo), da linha de lance livre (79.4%), no tiro exterior (32.9%) e nas assistências (18.4).
Duas equipas nortenhas surgem em destaque em dois outros itens do capítulo defensivo: o CP Natação, com uma média de 10.5 roubos de bola por jogo, e a Ovarense, comandante nos desarmes (3.1).
Passando para o lado individual, e com o foco nas jogadoras que alinharam num mínimo de 13 encontros, o que corresponde a 2/3 da época, o título de MVP Global vai para Kayla Gordon, do Carnide Clube/Holos, que terminou com médias de 18.9 pontos, 19.4 ressaltos, 47% de eficácia nos lançamentos de dois pontos e uma valorização de 33.4. Por seu turno, a MVP Nacional é Ana Raimundo, da Ovarense, cujo registo conta com médias de 13.8 pontos, 6.4 assistências, 3 roubos de bola, 45% de acerto da linha de 2 pontos e uma valorização de 16.9. Do CP Natação sai a MVP Jovem (jogadoras nas nascidas a partir de 2000), com Eva Carregosa a assumir destaque (10.3 pontos, 4.9 ressaltos, 3.4 assistências e valorização de 11.1).
Em Guifões morou a melhor pontuadora da Liga, de seu nome Morgan Batey (23.8ppj), seguida de Aliyah Mazyck (22.6ppj), do CAB Madeira, e de Aliyah Collier (19.4ppj), do União Sportiva. Esta última atleta americana brilhou ainda no tiro exterior, o que lhe vale o estatuto de mais eficiente nos triplos em 19 jogos (42% de eficácia), ficando o pódio composto por Artémis Afonso (42%), do Olivais FC), e Aya Traoré (41%), do GDESSA Barreiro.
Nos ressaltos, Kayla Gordon, volta à baila como líder destacada (19.4pj), vindo atrás Ana Radovic (Olivais FC) e A’Lexus Harrison (Vitória SC), ambas com uma média de 10.9. Quanto a assistir, Joana Soeiro, a representar o SL Benfica, foi rainha (7.8pj), para se seguirem Ana Raimundo (6.4) e Sara Ressureição (5.2), do Vitória SC.
Os números coletivos nos roubos de bola e desarmes de lançamento refletem-se no capítulo individual. Nos roubos, Martha Burse, do CP Natação, mostrou-se a maior inimiga dos ataques (média de 3.6pj), sendo secundada por Aliyah Collier (3.1) e Ana Raimundo (3). Já nos desarmes, Tess Bruffey, da Ovarense, ditou leis graças a uma média de 1.8, ficando atrás no ranking Merissa Quick (1.1) e Kayla Gordon (1).
Bruno Silva, adjunto da Seleção Nacional de BCR e do Basket Clube de Gaia, dedica o treino desta semana à aceleração e mudança de direção, com um pequeno bloco de potência aeróbia no final.
Segue-se o vídeo, sendo que em anexo podem ler todas as indicações.
Internacional português de basquetebol em cadeira de rodas (BCR), com três participações em Campeonatos da Europa, Filipe Carneiro conta com uma experiência na conceituada Liga Espanhola, ao serviço de AMFIV Vigo, e já ganhou tudo pelas cores da APD Braga, emblema que representa e onde se iniciou em 2008.
É o atleta mais veloz do campeonato, o que lhe granjeou a alcunha de “Rocket” entre os colegas na APD Braga, mas nunca viveu na sombra dessa caraterística. Refinou o seu jogo para se transformar num defensor lúcido e, da rapidez com que galga o campo, retirou a apetência pelo contra-ataque, a que soma a capacidade de finalizar como poucos sob pressão. A evolução contínua não surpreende dada a vivência da modalidade em todos os momentos, que lhe permitem listar vários exemplos internacionais. “As minhas referências são jogadores que considero os próximos níveis, a nível de técnica de cadeira, puxada e lançamento. Jason Nelms, em tempos, e mais atualmente, Alberto Esteche e Harry Brown”, discorre o famalicense, que faz uma menção especial a João Correia, nome de proa do atletismo em cadeira de rodas nacional, ex-atleta e dirigente da APD Braga. “Ensina constantemente aquilo que um atleta no estado puro deve ser”, explicita.
As primeiras braçadas, pujantes, a deixar vislumbrar o que aí vinha, remontam à época 2008/09, após ser interpelado pelo futuro colega Eduardo Gomes, que o encorajou a experimentar. “Estava com a minha família, numa praia fluvial, em Braga, quando o Dado me viu ao longe e chamou por mim. Disse que fazia parte da equipa e fiquei logo entusiasmado com a ideia, até porque nem sabia da existência deste desporto no nosso país”.
Nas fileiras do clube minhoto, levantou todos os troféus, e repetiu. Pelo meio, teve uma passagem pelo AMFIV Vigo, no máximo escalão espanhol, da qual guarda na memória a prestação honrosa na estreia, que culminou na derrota por 11 pontos frente a uma das melhores equipas, Amiab Albacete. No pódio dos jogos inesquecíveis, constam a estreia pela Seleção Nacional frente à Bósnia-Herzegovina, em 2015, e a primeira final do Campeonato Nacional pela turma minhota, em 2013. Há espaço ainda para a final do campeonato da época 2017-2018. “Teve um sabor especial. O Sporting CP-APD Sintra inscreveu três jogadores estrangeiros só para jogar o playoff e, no final, ganhámos por boa margem”, revive orgulhosamente.
Sem poder dar o seu contributo à Seleção por lesão, no Europeu C de 2019, Filipe partilha o desejo de “jogar os próximos”, enquanto ao nível de clubes confessa duas metas ousadas para cumprir com a camisola da APD Braga, “disputar uma competição europeia” e “chegar aos 10 títulos de campeão nacional”.
José Miguel Gonçalves, internacional português, atleta do Basketmi Ferrol e ex-APD Braga
“Iniciar um jogo com o Filipe do nosso lado é o mesmo que começar já com vantagem no marcador. O “Rocket”, alcunha que conquistou por ser o jogador mais rápido do país, é temido pelos seus contra-ataques e pela facilidade que tem em deixar adversários para trás, tendo provado em diversos palcos que consegue ser preponderante com e sem bola. No entanto, quem o conhece sabe que já passou por muito para poder competir em momentos cruciais e ajudar a equipa, por isso reitero que a sua melhor qualidade é o espírito de sacrifício, seja com “man outs” e bloqueios eficazes, ou a anular por completo as principais armas ofensivas da outra equipa. Quando diz que “fica” com um adversário, respiramos de alívio e temos pena de quem vai ter de sofrer com ele.
Sem medos, seja de cair ou de assumir o tiro exterior, de lutar por ressaltos no meio dos “grandes” ou de ir ao choque, o Filipe é uma referência do nosso BCR. Por tudo o que fez, faz e certamente fará, quase nos esquecemos que é um classe 2.0, por isso desfrutem, jogadores como ele não aparecem todos os dias”.
A FPB viu ser-lhe renovada a Bandeira da Ética, naquilo que é o reconhecimento do PNED (Plano Nacional de Ética no Desporto) relativamente às nossas boas práticas.
José Lima, coordenador do PNED, clarifica em que consiste esta distinção: “A Bandeira da Ética é um processo de certificação de boas praticas de ética no desporto e de valores no desporto. É uma forma de valorizar o que de bom se faz no campo da ética desportiva, e de reconhecer as entidades por aquilo que fazem. É uma especie da bandeira azul, mas para o desporto no campo da ética”, afirma.
E por que razões a certificação foi renovada? José Lima explica: “A FPB foi a primeira Federação a ter a Bandeira da Ética. Pelos documentos que tem, pelo empenho dos seus órgãos sociais, de modo particular o seu presidente, a Festa do Basquetebol, que é um verdadeiro hino ao fair-play, a dinamização do cartão branco … entre outras razões que nos levaram a renovar esta certificação”, enumera.
Para José Lima, o lado positivo do desporto tem de chegar mais aos meios de comunicação social: “Há cada vez maior interesse e preocupação pelo tema da ética e dos valores no desporto. Cada vez mais se vê o desporto como ferramenta educativa. Temos de fazer pressão para que o positivo no desporto, e no basquetebol, passe mais na comunicação social. Por exemplo, o Basket Solidário, angariação de bens que se promove na festa do basquetebol, deve ser conhecido, a título de exemplo”, finaliza.
No quarto “Momento Histórico” que recuperamos, falamos do tetracampeonato nacional de basquetebol em cadeira de rodas (BCR) da APD Lisboa, conquistado entre 1999 e 2003.
O ciclo laureado da APD Lisboa, histórica formação do BCR nacional, não se fez só de títulos. Graças a uma frequência de treino inaudita na modalidade, à época, a APD Lisboa ombreou com equipas estrangeiras em torneios internacionais e alcançou mesmo uma vitória num encontro de pré-época frente ao CP Mideba, episódio que não se apaga da memória de Jorge Almeida e Luís Oliveira, então treinador-jogador e jogador, respetivamente.
Aos tetracampeonatos de GDD Alcoitão e APD Sintra, a APD Lisboa respondeu imitando a façanha, com contornos que escaparam aos eternos rivais, pois à vitrine do conjunto da capital foram parar todos os troféus em disputa nessas quatro épocas. Na origem de tamanha hegemonia, Jorge Almeida, o treinador-jogador, indica uma mudança brusca na mentalidade dos atletas. Movido por “uma grande ambição de chegar ao título”, o grupo constatou que dois treinos de hora e meia por semana ficavam curtos para as metas definidas. “Aumentámos para três treinos semanais de duas horas e, na época seguinte, para quatro treinos de duas horas cada um. Os resultados apareceram. Este número de treinos e jogadores com uma qualidade extraordinária foram a base dos títulos que viríamos a alcançar”, assevera.
A convicção do quão determinante se revelou a intensidade de trabalho é partilhada por Luís Oliveira, que acrescenta um outro fator decisivo. “A equipa era equilibrada e competia, mas com a chegada do Hugo Lourenço, a partir daí, começámos a ganhar. Ele fazia a diferença”. De tal forma que, mais tarde, após um triunfo da APD Lisboa sobre o CP Mideba, que causou perplexidade em vencedores e vencidos, a formação de Badajoz não perdeu de vista o talento do futuro campeão da Europa C, contratado e convertido num dos pilares do clube durante uma década.
As prestações internacionais sonantes não se extinguiram neste encontro de pré-época frente ao adversário fronteiriço. “Nunca ganhámos nenhum dos torneios, mas em Israel tivemos uma boa participação. Salvo erro, conseguimos o terceiro lugar”, recorda o temível atirador, cuja corpulência e altura faziam adivinhar um poste. Do périplo europeu, Jorge Almeida salienta “a chegada às meias-finais numa competição em Chipre”, na qual os lisboetas saíram derrotados por dois pontos pela equipa que se sagraria vencedora. No balneário, os marcadores apertados trouxeram a assimilação plena de que, na verdade, o trabalho era a única via para diminuir distâncias face à elite. “Acreditávamos que podíamos jogar de igual para igual com qualquer equipa e, continuando a trabalhar arduamente, com a participação em mais torneios internacionais, contribuir para um maior reconhecimento do BCR nacional, juntamente com a APD Sintra”, afirma o estratega, no banco e no campo, pois desempenhava as funções de base.
Na ótica de Luís Oliveira, a saída de Hugo Lourenço determinaria o fim precoce do domínio da APD Lisboa. “Ainda conseguimos manter o equilíbrio, mas já não ganhámos títulos”. Em sintonia com o antigo pupilo, Jorge Almeida alude a nomes desta e outras eras do emblema lisboeta, transferidos para outras paragens, além do mencionado Hugo Lourenço, casos de Marco Gonçalves e Renato Pereira, ou que terminaram a carreira, referindo o abandono prematuro, por doença, de Paulo Matos. “A história dos títulos em Portugal teria sido muito diferente”, atesta. Do plantel brilhante que tudo conquistou, o técnico menciona ainda o impacto de Manuel Borges, António Vilarinho, Jacques Almeida, José Lima e também de Luís Oliveira, agora dirigente, que se mostra esperançoso num novo capítulo de êxito. “Estamos numa fase favorável, de renovação. Quem sabe se daqui a quatro anos não voltamos a vencer”.
Na primeira edição da “Área Restritiva”, espaço semanal de entrevista às maiores figuras do basquetebol português, recebemos José Costa, base do Casino Ginásio, para uma conversa imperdível.
Podes rever o primeiro episódio na FPBtv, no Facebook ou na IGTV. No próximo domingo estaremos de volta com um novo convidado!
Em tempo de pandemia, nada melhor do que recordar as melhores memórias do jogo. É isso que vamos fazer na “Área Restritiva”, uma entrevista semanal às maiores figuras da história do basquetebol português.
Na estreia vamos receber José Costa, base do Casino Ginásio, que continua a jogar aos 46 anos de idade. O jogador português com mais internacionalizações de sempre pela Seleção Nacional sénior (167) é o primeiro a entrar na “Área Restritiva”, numa entrevista que será transmitida este domingo, dia 10 de maio, às 21h30, no canal de YouTube da FPBtv e no Facebook da FPB.
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