A contínua busca para reunir as opiniões e contributos dos emblemas e associações das equipas que compõem a malha do basquetebol nacional levou a Federação Portuguesa de Basquetebol a reunir novamente, desta vez com os clubes do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão feminina, para debater o futuro da competição.
O arranque da sessão ficou marcado pelas palavras do presidente da FPB, Manuel Fernandes, assim como do Diretor Técnico Nacional, Nuno Manaia, que fortaleceram e esclareceram os presentes acerca do trabalho que tem sido feito para encontrar as devidas resoluções para as competições desta época, bem como da próxima. O apelo ao esforço coletivo que terá de ser desenvolvido por todos os agentes da modalidade, face à crise pandémica que marca a atualidade, foi reforçado com a certeza de que qualquer decisão apenas surgirá após a auscultação de todos os clubes dos principais níveis competitivos seniores.
Logo de seguida os doze clubes tiveram a oportunidade de tecer as respetivas opiniões e fazerem as sugestões que consideram mais viáveis para o futuro da prova, às quais se seguiram as intervenções das associações presentes na reunião. Das várias opiniões emitidas, realce para o debate em torno do modelo competitivo da próxima temporada que não reuniu consenso entre os clubes presentes, apesar do comprometimento demonstrado por todos os intervenientes em encontrar a melhor solução para o futuro da prova.
Todos os clubes do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão feminina marcaram presença na reunião que também contou com as cinco associações que têm clubes em prova. Entre os 40 participantes estiveram presentes representantes dos clubes Académico FC, CAD Coimbra/Chelo, CB Queluz, E.S.A, CD Póvoa, Boa Viagem AngraAçores, Esgueira, Galitos/ CL Dr. Semblano, CLIP, SIMECQ, Algés e SC Coimbrões e das associações de basquetebol de Aveiro, Coimbra, ilha Terceira, Lisboa e Porto. A reunião de final de época desta prova encontra-se agendada para 6 de junho.
Realizou-se esta quarta-feira, 15 de abril, uma reunião entre o Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) e o seu Comité Nacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas – CNBCR.
Na abertura da reunião, reconheceu-se o facto dos jogadores de BCR ficarem ainda mais condicionados com a atual situação pandémica, e que por isso não há que apressar o regresso das competições, porque a saúde e a segurança de todos os intervenientes está em primeiro lugar.
Quanto ao Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de BCR, apesar de quase tudo apontar para a impossibilidade de haver mais jogos, deixou-se em aberto a hipótese de se regressar à competição caso os treinos voltem até final de maio. Se isso não suceder, torna-se inapropriado a mesma ser retomada. Foram lançadas propostas para que as jornadas que faltam, a ser disputadas, se realizem até durante os dias de semana, para depois decorrer uma eventual fase final concentrada.
Aliás, quanto à próxima época, Augusto Pinto, Presidente do CNBCR, destacou que irá propor ao clubes que a 1.ª Divisão deverá manter o habitual formato a duas voltas. mas terminar com uma fase final concentrada
Setembro é o mês-limite para chegar ao término da competição, até porque em 2021 haverá Europeu, e por isso é ideia do CNBCR abrir a próxima temporada em outubro. Ainda neste âmbito, foi abordada a possibilidade de, após este surto epidémico, se celebrar o dia do regresso aos jogos com a organização de um evento mobilizador que contasse com a participação e o envolvimento de todos os agentes do BCR, centrado num complexo desportivo ou repartido por dois locais.
Relativamente à 2.ª Divisão, concluiu-se que será praticamente impossível o seu término perante as dificuldades logísticas nas deslocações, particularmente com a Região Autónoma da Madeira
Augusto Pinto salientou que os clubes estão muito dependentes do apoio das Câmaras Municipais, deu ainda nota da dependência dos clubes face à abertura dos pavilhões e lembrou que fez um inquérito aos 12 clubes nacionais, tendo obtido a resposta de 10.
No domínio da atividade internacional, está planeado a realização de um estágio para as seleções até final da presente época. Se não existirem condições para a sua realização nesse período, será remarcado este estágio em data a definir, mas sempre antes do final do ano.
Augusto Pinto voltará a fazer um ponto de situação junto dos agentes da modalidade até finais de abril, de modo a incluir as decisões relativas ao BCR no documento global a ser apresentado pela FPB.
Gustavo Costa, árbitro internacional de BCR, abordou as especificidades da modalidade e o seu percurso de 20 anos, que contempla duas finais europeias de clubes e uma de seleções.
Como chegaste à arbitragem no BCR?
Por mero acaso. Ligaram-me do CAD de Lisboa a dizer que precisavam de dois árbitros para fazer um jogo de BCR e respondi que conhecia muito pouco das regras específicas, mas o CAD referiu que não sabia menos do que qualquer um dos outros disponíveis. Estudei as regras e fui de boleia com os saudosos Carlos Cardoso e Ramos Marques, que iam ser os oficiais de mesa. Na viagem entre Campo de Ourique e Cascais, recebi um curso intensivo de BCR. Recordo-me que o meu colega foi o Rui Ribeiro, atual árbitro da LPB, também a fazer o seu primeiro jogo de BCR. Naquele dia, um “bichinho” mordeu-me e fiquei um absoluto fã.
Quais as diferenças fundamentais entre apitar basquetebol “a pé” e BCR?
Existem muitas, em especial na técnica de arbitragem (a procura do espaços entre os jogadores é totalmente diferente), nos ângulos de visão (em vez de olhar na horizontal e para cima, olhamos na horizontal e para baixo), na cobertura, porque o jogo é, em regra, muito mais espalhado, cada jogador ocupa muito mais espaço no solo, e não temos visão raio-x para ver através das cadeiras.
Foste, certamente, vítima de muitos “atropelamentos”. Algum particularmente aparatoso?
Felizmente, não tive muitos, até porque são particularmente dolorosos. Mas recordo-me de um episódio giro num jogo internacional. Estava na linha de fundo, dois jogadores paralelos e a alta velocidade em direção a mim; eu estava onde devia, ou seja, a ver o pouco espaço que existia entre eles, e lembro-me de pensar “para onde vão virar quando chegarem à linha final?”. Decidi arriscar e ficar no mesmo sítio, com esperança de que ambos mudassem de trajetória. O que estava por fora mudou, mas o de dentro não. Saltei no último momento e aterrei praticamente no colo desse jogador.
Qual o jogo da tua vida?
Tenho que destacar três jogos, por motivos distintos: o primeiro (GDD Alcoitão vs. APD Lisboa), pela importância que o BCR teve na minha vida; o Croácia vs. Sérvia, no Europeu de 2005, pela carga emocional que teve, já que a guerra dos Balcãs ainda estava muito fresca na memória de todos e com alguns jogadores, em ambas as equipas, com lesões de guerra, mas felizmente correu sem problemas; finalmente, o último jogo da ronda preliminar da Euroleague 3, em Albacete (2015), entre a equipa local e os turcos Kardemir Karabük. Só se apurava uma equipa para a Final a 8 e tudo dependia da vitória naquele jogo, pavilhão cheio, a fazer dupla com o meu amigo José Cardoso. Terminou com diferença de um ponto. Foi um jogo eletrizante em que senti que tivemos um excelente desempenho.
O que tem de especial para ti o BCR? E o que dirias para persuadir jovens árbitros a enveredarem pela modalidade?
Para mim é paixão. Há muitos anos que digo uma coisa muito simples aos candidatos a árbitros de BCR: “Só quero que faças um jogo. Vais ficar viciado”. É claro que depois é necessário um percurso de dois ou 3 anos, no mínimo, para que seja possível dominar os fundamentos. Mas para o bichinho do BCR morder, basta um jogo.
Em anexo podem encontrar o palmarés de Gustavo Costa.
Analisamos o percurso de Helder da Silva, capitão do Servigest Burgos, do segundo escalão do basquetebol em cadeira de rodas (BCR) espanhol, cuja passagem, apesar de curta, deixou saudades na Seleção Nacional.
Sobram os dedos de uma mão para contar os casos de iniciação tão tardia, com sucesso ao mais alto nível, sem uma experiência desportiva prévia numa modalidade contígua, nos fundamentos e exigências.
Talvez seja até um palpite otimista. Helder da Silva (2.0) constitui um exemplo raro das premissas acima descritas, pois só em 1998, aos 30 anos, se sentiu tentado a experimentar jogar basquetebol. “A minha paixão vem de passar muito tempo no hospital a conviver com a modalidade, depois de sofrer um acidente de viação que me causou uma lesão medular”, conta o luso-espanhol, nascido em Valpaços.
No regresso a Burgos, a retoma da equipa local serviu de ensejo para consumar a vontade de testar os dotes num desporto profundamente arraigado no panorama paralímpico espanhol. Apenas seis anos antes, os Jogos de Barcelona acolheram uma final lotada, circunstância inaudita, entre Holanda e Estados Unidos.
Na formação de Castela e Leão, onde partilhou o balneário com Márcio Dias (APD Braga, capitão da Seleção Nacional) e Marco Gonçalves (GDD Alcoitão, internacional português), ostenta a marca admirável de 20 épocas ao seu serviço, testemunho invulgar de lealdade, o que não o impediu de “jogar com os melhores jogadores do mundo, fossem companheiros ou adversários”, já que a escalada do Servigest Burgos aconteceu num ápice, desde a 2.ª División, passando pela Primera, à División de Honor.
A também rápida evolução de Helder, consciente sem vaidade das suas virtudes, “boa visão de jogo”, capacidade de “gerir o tempo”, controlo de cadeira acima da média e “bom lançamento de três pontos”, iria conduzi-lo a um feito inesperado. “Uma das grandes alegrias foi ser chamado à Seleção portuguesa em 2010”, narra embevecido por um capítulo que guarda com carinho. “Agradeço muito a todos os jogadores, treinadores e dirigentes por toda a amabilidade”, faz questão de acrescentar.
Aos 52 anos, dono de uma longa bagagem competitiva num dos países que se coloca na vanguarda do BCR, Helder da Silva desafia os limites da longevidade e continua a jogar no Servigest Burgos, por quem se “compromete dentro e fora de campo”, mas expressa o desejo de terminar a carreira em Portugal. Na impossibilidade de o fazer como jogador, equaciona as funções de treinador para “ensinar aos mais jovens tudo o que aprendeu na que apelidam de “melhor liga da Europa”.
Nota: Em anexo podem consultar o palmarés de Helder da Silva e reações dalguns dos seus amigos
Decorreu esta quinta-feira, dia 9 de Abril, por videoconferência, uma reunião entre a Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) e a Associação Nacional de Juízes de Basquetebol (ANJB).
O presidente da FPB reafirmou que o propósito do encontro, visava inteirar-se dos principais problemas e das apreensões da ANJB, perante este momento tão avassalador e tão imprevisível, com que a humanidade se confronta, mas também recolher sugestões, ideias, contributos, que fortaleçam as decisões que irão ser tomadas.
Entre os vários temas abordados destacamos os seguintes:
Quanto à retoma das competições, a ANJB sublinhou que tal não iria acontecer tão breve como todos gostariam, e só um cenário muito otimista possibilitaria em junho realizar competições nacionais, porém receavam que a presente época estivesse totalmente comprometida.
Abordaram ainda as dificuldades que o obrigatório confinamento impõe, relativamente às questões burocráticas para pagamento das arbitragens. A FPB transmitiu que o desenvolvimento informático do procedimento de pagamento está a ser estudado para o futuro, de forma a suprimir ao máximo vários constrangimentos que possam surgir, face à atual e futuras situações, que possam acontecer no país. Todavia, a ANJB reconheceu que os pagamentos aos juízes das verbas a que têm direito, face aos serviços prestados, estão dentro dos prazos acordados e estabelecidos.
No que respeita às medidas extraordinárias de apoio por parte do Governo, a ANJB expressou as dificuldades de aplicação da medida relativa aos juízes que emitem recibos verdes, com a FPB a informar sobre a forma de solicitar o apoio, que já foi transmitida aos juízes através do Comunicado Oficial n.º 45, do dia 1 de abril, do Conselho de Arbitragem. Foi ainda dado conhecimento que existem, também, alguns juízes que se encontram em situação de “lay-off” nas suas empresas.
Outro tema abordado entre ambas as partes foi a realização do Clinic da ANJB, que a Associação pretende organizar, e que é sempre um ponto alto da formação de juízes no nosso país. Foram lançados vários alertas quanto à logística e ao compromisso de datas, face à imprevisibilidade do reinício das competições em Portugal.
A ANJB abordou a possibilidade de se aproveitar o Portal da Arbitragem, no plano da formação à distância, de forma que os Conselhos de Arbitragem Distritais possam continuar as suas formações ao nível do PNAFC. Foi falado que o CA enviou para todos os juízes um plano de atividades para a condição física, disponibilizado pela Federação Internacional, de forma que todos estejam envolvidos e preparados, para quando for possível regressarem as competições.
O tema relativo ao cumprimento das Normas de Observação e Classificação de Árbitros e Oficiais de Mesa Nacionais foi abordado, e a decisão final está dependente da realização, ou não, das restantes fases dos Campeonatos de seniores, aguardando-se assim as decisões finais da FPB.
A sponsorização dos equipamentos dos juízes foi outro tema discutido, sendo solicitada pela ANJB a exclusividade da comercialização dos mesmos. Ficou esclarecido que os equipamentos dos juízes podem ter outros patrocinadores para além do atual.
A FPB está a estudar todo o processo de equipamentos das Seleções Nacionais e juízes, dentro de um leque de várias opções, dando posteriormente conhecimento das decisões à ANJB.
Nota final que foi dominante: a sintonia entre ambas as partes quanto às decisões a tomar neste período especial de quarentena e os bons contributos dados por todos os intervenientes na reunião.
As competições nacionais de Sub14, Sub16, Sub18 e Sub19 da temporada 2019/20 foram canceladas, numa decisão tomada em reunião de Direção da FPB, esta quinta-feira.
A Direção da FPB esteve reunida esta quinta-feira, por videoconferência, com a presença de todos os seus membros, a que se juntaram, como habitualmente, o Presidente do Conselho de Arbitragem, o Diretor Técnico Nacional, o Secretário Geral e a Assessora da Direção.
Tratou-se de uma sessão extraordinária, agendada após ser conhecida a data da realização da reunião do Central Board da FIBA Europa (7 de abril) e a data de anúncio, por parte do Governo, de decisões relativas ao ano escolar (9 de abril).
E a reunião começou, precisamente, com a análise do anúncio efetuado pelo Governo de que, no presente ano letivo, não serão retomadas as aulas presenciais para os alunos do Ensino Básico e 10.º ano de escolaridade, sendo que as aulas relativas aos 11.º e 12.º anos só serão retomadas se se verificarem as condições para tal.
Em face deste anúncio, decidiu a Direção da Federação Portuguesa de Basquetebol dar por terminadas todas as provas nacionais da época 2019/2020 dos escalões de formação (Sub14, Sub16, Sub18 e Sub19). Em consequência deste términus, decidiu também que, na época 2020/2021, as Associações manterão as mesmas vagas nos Campeonatos Nacionais Jovens na época 2019/2020.
De igual forma, foi decidido comunicar ao Presidente do Município de Paços de Ferreira, que este ano acolheria, entre 1 e 5 de julho, a 10.ª Festa Nacional do Minibasquete, que é entendimento da FPB não haver condições para a realização deste evento, que anualmente reúne naquela cidade do distrito do Porto mais de 500 participantes em representação de todo o país, esperando-se retomar tão importante organização no próximo ano.
Seguiu-se uma apresentação, por parte do Diretor Técnico Nacional, Nuno Manaia, daquilo que poderão ser várias soluções para a conclusão das competições seniores da presente época, sendo que as mesmas deverão ser enriquecidas e complementados com os contributos que se espera vir a recolher junto dos clubes e Associações nas diversas reuniões que estão agendadas até final do presente mês de abril.
O Presidente da FPB apresentou, de seguida, as principais conclusões da reunião do Central Board da FIBA Europa, na qual participou no passado dia 7, das quais a que terá maior impacto na actividade da FPB é o cancelamento dos Campeonatos da Europa Jovens, nos quais estariam envolvidas todas as Seleções Nacionais. Apresentou também um resumo da reunião realizada com o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, a 8 de abril, na sequência da apresentação de um conjunto de medidas e preocupações por parte das Federações de Basquetebol, Andebol, Patinagem e Voleibol, e que mereceram bom acolhimento pela tutela, nomeadamente aquelas que dependem da acção directa da SEJD.
A Direção tem nova reunião agendada para o dia 25 de abril, mantendo-se sempre a possibilidade dessa reunião ser antecipada, caso o desenrolar da situação o justifique.
Bruno Silva, treinador-adjunto da Seleção Nacional de BCR e do Basket Clube de Gaia, e licenciado em Educação Física, voltou a preparar um treino dedicado ao controlo de bola e cadeira de rodas e à força/potência.
Podem ver aqui o vídeo com todas as indicações. Em anexo encontra-se o documento escrito com os vários pontos do treino.
Tomás Barroso, capitão do SL Benfica, vai estar em direto no site do jornal “Record” esta quarta-feira, a partir das 17 horas, para responder a todas as questões colocadas pelos leitores.
A prática regular de atividade física apresenta uma série de benefícios para o nosso organismo, contribuindo de formar fulcral para a promoção da saúde e do bem-estar de cada um de nós. Apesar do contexto de isolamento e distanciamento social é imperativo mantermo-nos ativos e não cedermos ao sedentarismo.
É por isso que esta segunda-feira, dia Mundial da Atividade Física, partilhamos vários planos de treino que podes aplicar no teu quotidiano, sem teres necessariamente de sair de casa. Não há desculpa para não te manteres ativo. Sê ativo em casa!
Ovar é sinónimo de basquetebol e, nesta fase tão difícil, os clubes da Liga Placard e da Liga Feminina juntaram-se para expressar o seu apoio ao povo vareiro. Porque fora de campo somos todos da mesma equipa. SOMOS BASQUETEBOL!
Inauguramos o segundo ciclo dedicado aos jogadores marcantes do basquetebol em cadeira de rodas português (BCR) com o perfil de Hugo Maia.
Guerreiro, mas conciliador, dentro e fora do campo, o capitão do GDD Alcoitão e sub-capitão da Seleção Nacional construiu uma carreira fértil em triunfos, alcançados, em especial, na sua alma mater, a APD Sintra.
Representou Portugal em 7 Campeonatos da Europa, leque onde se contempla a memorável campanha de 2007 que conduziria a Seleção Nacional ao seu único título, na Divisão C, elenco do qual é o único resistente nos atuais quadros. Porque o espírito intrépido não se confina aos contra-ataques sem freio, aos 41 anos, Hugo Maia, mercê da capacidade de entrega incessante e disciplina férrea, permanece no núcleo dos melhores intérpretes no país.
Anseia, como poucos, por nova glória paras as cores nacionais, na que poderá ser, em 2021, a sua oitava presença em competições oficiais.
A incerteza e a apreensão pontuam quase sempre a iniciação desportiva paralímpica, ou esta não implicasse trazer à superfície do pensamento a constatação de perda da capacidade atlética, que a pessoa com deficiência julga irreparável.
Porém, com Hugo Maia não foi assim. Atleta inveterado, praticara “ténis no Boavista FC na infância”, voleibol e natação na adolescência, por isso esta porta nunca se poderia fechar. “Após o acidente, tinha uma vontade imensa de voltar a fazer desporto, até estava inicialmente inclinado para o atletismo, mas felizmente a APD Sintra não tinha cadeira adequada a mim”, um pequeno infortúnio que facilitou a decisão de agarrar a oportunidade no BCR. “Percebi rapidamente que era BCR que queria jogar, depois de me sentar na cadeira e interagir com o pessoal”, narra.
A reconstituição deste momento suscita-lhe uma ponte imediata com o nome do obreiro da sua iniciação, Victor Sousa, atleta e dirigente com uma influência inquestionável na APD Sintra e no BCR nacional. “O Victor soube aproveitar a oportunidade e identificar um miúdo de 19 anos, que sempre fez desporto e poderia tornar-se num jogador válido”, recorda o internacional português, cuja dedicação lhe permitiu rapidamente escancarar esse rótulo modesto.
A escalada de conquista em conquista que se seguiria, cuja longevidade lhe confere o privilégio de decidir qual será o ponto final, deve-se, afirma, “sem esquecer os colegas de equipa” e os fisioterapeutas João Coelho e Bernardo Pinto, a muitos dos treinadores, a quem presta uma mensagem de agradecimento. “José Maria Cristo, pela visão e oportunidade, Luís Mendes, pela persistência, Inês Lopes e Nils, pela experiência e pela ligação aos atletas, Pedro Costa, pela criatividade e irreverência, Jorge Almeida, pelo vasto conhecimento, Ricardo Vieira e Marco Galego, pela ligação, reconhecimento, valorização, desafio e exigência, e Fernando Lemos, que com 2 anos de experiência de BCR, mas décadas de treinador de basquetebol, consegue reunir a maioria das qualidades dos anteriores, com potencial para se tornar num dos melhores treinadores de BCR português”.
A gratidão serve como remate perfeito na história de um atleta que, como se depreende dos testemunhos que seguem em anexo, sem esquecer o palmarés, soube arvorar um trajeto de êxito na virtude de proporcionar a alegria do jogo aos que o rodeavam.
A Quinta dos Lombos soma oito títulos nos últimos sete anos, num exemplo claro de sucesso. Depois de analisados pormenores da estrutura e do processo de construção dos plantéis, é altura de centrar atenções na cultura do clube e nas constantes presenças nas grandes decisões.
Para Jorge Vieira, presidente da Quinta dos Lombos, há um momento-chave: “A chegada ao clube do José Leite mudou tudo em termos de ambição. Ele conhecia tudo e rapidamente nos tornámos muito competitivos. Por outro lado, nós temos cultura de estabilidade e os resultados nunca questionam o projeto desportivo”, vinca. O líder do emblema de Carcavelos enaltece toda a confiança existente e o que isso tem representado para a carreira das atletas: “As jovens jogadoras e os pais acreditam no nosso clube, havendo uma evolução das atletas ao ponto de nos últimos anos termos proporcionado o “sonho americano” às melhores”, lembra.
E o que dizem as protagonistas em campo? A capitã, Carolina Escórcio, salienta o clima de união em torno do clube: “A Quinta do Lombos é uma família, no verdadeiro sentido. As pessoas que fazem parte do clube, desde a direção, ao staff e aos adeptos, todos tentam apoiar e celebrar a grande festa que é o desporto. Os jogadores são acarinhados e valorizados, pois o clube tem plena consciência de que está a lidar com pessoas, e são os jogadores como pessoas que estão primeiro”, afirma. Mais jovem, mas com uma posição cimentada nas seniores, Inês Vieira enfatiza a aposta na formação: “O clube tem excelentes treinadores de formação e a principal preocupação é a evolução da jogadora e não o resultado da equipa. Depois, qualquer jogadora da formação dos Lombos pode ter a ambição e o objetivo de jogar nas seniores, porque o treinador não tem problema nenhum em dar oportunidades às jovens atletas que o merecem”, destaca.
Quanto ao já recheado palmarés da Quinta dos Lombos, José Leite, treinador da equipa sénior, recorda todo o sucesso dos últimos anos: “A Quinta dos Lombos é uma referência do basquetebol nacional, com 12 títulos nacionais no escalão sénior nos últimos dez anos e penso ser o único clube que, desde a sua ascensão à Liga, esteve em mais de 50% das respetivas finais”, adianta.
E ganhar será o mais importante? Para Jorge Vieira há outra prioridade: “O mais importante não são os títulos, isso fica na história e na sala de troféus. O importante é disputá-los e ser feliz”, salienta. Mas para Carolina Escórcio também há algo que se sobrepõe à conquista de títulos, neste caso o lado pedagógico: “Todos querem ganhar. Mas o ganhar não é tudo. Aqui é muito valorizada a forma como se ganha e isso é muito importante. O clube tem um compromisso enorme com a pedagogia e com a formação do atleta, o que é verdadeiramente notável e fundamental para elevar ao mais alto todas as potencialidades que o desporto pode trazer”, finaliza a atleta madeirense.
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