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Forcing final não foi suficiente
Pese embora uma fantástica reação dos jovens portugueses no último período do encontro, a falta de eficácia da linha de três pontos, bem como o fraco aproveitamento da linha de lance-livre, em nada contribuíram para que Portugal somasse uma importante vitória nas contas do apuramento para o grupo dos oito melhores.
O triunfo obtido na jornada inaugural não libertou a equipa da pressão de estar a jogar um Europeu, já que nos primeiros 10 minutos a seleção portuguesa sentiu bastantes dificuldades para conseguir fazer pontos no ataque. Um parcial de 10-0, favorável aos suecos, em apenas 3.14 minutos, afastou a Suécia no marcador, se bem que uma boa reação de Portugal nos instantes finais do 1º período colocava a equipa nacional na discussão do resultado (8-12).
O segundo quarto foi bastante mais produtivo em pontos, ainda que Portugal não tenha estado nada feliz nos lançamentos de longa distância. Depois de uma sequência de seis triplos não convertidos, Portugal na parte final da 1ª parte conseguiu acertar com o cesto, tendo chegado ao intervalo a perder por cinco pontos (23-28).
Numa primeira parte onde as defesas se superiorizaram aos ataques a diferença esteve na capacidade da equipa sueca em conseguir rápidas transições e um bom aproveitamento para lá da linha dos 6,25 metros.
A equipa portuguesa entrou algo desconcentrada no terceiro período permitindo varias ações em drible que resultaram nalguns cestos de fácil concretização à equipa sueca alargando a vantagem. O inicio da etapa complementar não foi nada favorável à equipa portuguesa, isto porque os turnovers passaram a constituir um problema para a equipa portuguesa, que voltava a demonstrar que não estava num dia de grande inspiração nos tiros de longa distância. A falta de eficácia ofensiva por parte de Portugal, permitia que a Suécia fosse alargando a vantagem pontual que separava as duas equipas, e no final do 3º período Portugal perdia por 33-48.
No ultimo período a equipa portuguesa corrigiu os erros defensivos e com uma mudança defensiva para uma zona 2/3 e uma maior pressão sobre os lançadores da equipa contrária conseguiu estar 5.40 minutos sem sofrer qualquer ponto.
Momento esse em que Portugal já só perdia por uma diferença na casa das unidades (39-48), pelo que o jogo voltava a estar em aberto. A boa defesa de Portugal fazia com que a equipa voltasse a acreditar que ainda era possível, até porque a 1.48 minutos do final perdia por apenas quatro pontos (46-50).
entrando no ultimo minuto de jogo com apenas 4 pontos de diferença. Num derradeiro esforço e com um lançamento de 3 pontos não concretizado e que colocaria o jogo a apenas um ponto de diferença com algum tempo ainda para jogar. Uma última falta e com um lance livre concretizado pelos suecos resultou na diferença final.
A 24 segundos do final, Airton Fernandes ainda tentou um triplo para reduzir para a diferença mínima, pelo que não restava outra hipótese que não fosse tentar colocar a equipa adversária na linha de lance-livre. A falta de pontaria dos suecos contagia a equipa portuguesa, já que a 11 segundo do final desperdiçamos dois lances-livres para reduzir para dois a diferença. A Suécia acabou por vencer por 51-46, num encontro em que Portugal teve menos 7 turnovers que o adversário (17/24), recuperamos mais bolas (15/10), ganhamos praticamente o dobro dos ressaltos ofensivos (13/7), marcamos mais lançamentos de dois pontos, mas depois claudicamos da linha de lance livre (14/24 – 58.3%) e principalmente da linha de 3 pontos (2/21 – 9.5%).
O melhor marcador de Portugal acabou por ser Rodrigo Lima com 9 pontos, Miguel Pinto foi o melhor ressaltador com seis capturados, conseguindo ainda recuperar seis bolas.
Sub-16 entram a ganhar
Uma vitória no jogo inaugural frente, à Áustria (52-49), poderá ser um bom estímulo para poder disputar a passagem à fase seguinte da competição. Depois de um empate no quarto inicial, Portugal amealhou sete preciosos pontos nos dois períodos seguintes, que geriu com mestria nos derradeiros 10 minutos do encontro. Portugal volta a jogar esta quinta-feira, às 12 horas, frente à Suécia que também venceu nesta primeira jornada, já que bateu a Albânia por 47-45.
O extremo Airton Fernandes, esteve com a mão quente da linha de três pontos (3 em 3), acabando por ser o melhor marcador da equipa portuguesa com 13 pontos. O capitão Pedro Costa (10 pontos, 8 ressaltos e 5 assistências) fez um jogo bastante completo, como comprovam os números que registou no final da partida. Quem também se destacou em várias áreas do jogo foi o base Rodrigo Lima, que terminou o encontro com 7 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências.
Portugal foi superior durante 25 minutos
Embora não deixe de ser um resultado negativo, a derrota por 52-65 confirmou que a equipa nacional consegue equilibrar jogos, bem como continua a revelar falta de consistência no seu desempenho ao longo dos 40 minutos. Sinal que ainda existe um longo caminho a percorrer que terá necessariamente de ter muitas etapas, coincidindo algumas delas com dissabores inerentes a quem joga a este nível.
A Seleção portuguesa de basquetebol resistiu hoje à Hungria durante dois períodos e meio, mas depois encaixou um parcial de 23-3 e caiu por 65-52, dizendo um adeus "matemático" ao Europeu de 2015. Ao intervalo os comandados de Mário Palma comandavam o encontro (32-30), num claro sinal que se poderiam bater pela vitória. A má imagem deixada na 1ª parte do jogo de Portugal tinha sido um acidente de percurso, pena foi que a qualidade exibicional da equipa portuguesa não se tenha mantido nos segundos vinte minutos do encontro.
Depois de no domingo passado ter realizado um bom jogo frente à Geórgia, Portugal voltou a ter na Hungria um período negro em termos ofensivos. Marcar 10 pontos numa parte é meio caminho para que o resultado final não seja favorável. Portugal esteve bem durante 25 minutos, mas claudicou entre o terceiro e o quarto parcial. Em cerca de 11 minutos, os húngaros passaram a vantagem de 40-39 para 63-42, decidindo o encontro ainda com mais de cinco minutos por disputar.
No final do 3º período a equipa da Hungria já tinha dado a volta ao marcador (53-42), com um triplo de Krisztian Wittman, isto depois de ter massacrado a defesa portuguesa com a exploração do seus jogo interior. Um parcial de 10-0, favorável aos húngaros, à abrir o derradeiro quarto colocou um ponto final às hipóteses portuguesas de voltar a reentrar na discussão do jogo.
O facto de ter perdido bem cedo José Silva, que dava sinais de estar a subir de forma (26 pontos à Geórgia), em nada contribuiu para o sucesso do ataque da equipa liderada por Mário Palma.
O naturalizado Arnette Hallman, com 15 pontos, foi o melhor marcador do conjunto nacional, tendo anotado três triplos (em seis tentados) e conquistado nove ressaltos.
Mário Fernandes, com 9 pontos e Cláudio Fonseca com sete pontos e oito ressaltos, foram os outros elementos em destaque na seleção lusa, que, coletivamente, esteve quase perfeita da linha de lance livre, com 92,3 por cento (12 em 13).
Portugal merecia um final diferente
Mas da derrota, após prolongamento (90-91), frente à Geórgia, podem-se tirar várias conclusões, a primeira das quais, há muito identificada e constatada pelos responsáveis da Seleção Nacional. Assim Portugal consiga ter boas percentagens de lançamento, conseguirá competir com adversários mais fortes. Subitamente, a equipa passou a ter soluções confortáveis de tiro, as movimentações ofensivas já permitiram que os nossos jogadores se conseguissem libertar, e o ataque já passou a ter fluidez e continuidades ofensivas. A equipa técnica e o grupo de trabalho demonstrou uma enorme crença no trabalho que tem vindo a realizar e pena foi, embora também faça parte do processo de aprendizagem e amadurecimento de um grupo jovem, que não tenha sido capaz de gerir os 23 pontos de vantagem que chegou a ter já na segunda parte.
Portugal começou muito bem, pouco intimidada ou complexada por estar a defrontar uma equipa mais forte, formada por jogadores com vastos currículos nas mais prestigiadas competições mundiais. A excelência do tiro exterior impulsionou Portugal para uma 1ª parte fantástica, ao ponto de vulgarizar uma seleção com a qualidade deste adversário. Ao intervalo, Portugal vencia por 45-26, e chegou mesmo a estar a vencer por 23 pontos de diferença (45-22) já no decorrer da etapa complementar.
Mas no segundo tempo, com Portugal condicionado nas soluções interiores, situação bem aproveitada pela equipa georgiana, que explorou com mestria o seu poste nas áreas mais próximas do cesto (23 dos seus 25 pontos), o resultado foi cada vez ficando mais fechado, com a equipa nacional a sentir a pressão do aproximar do resultado.
O facto de em 12 minutos Portugal só ter conseguido 2 pontos, e a Geórgia ter beneficiado de 53 lances-livres neste jogo, contribuiu decisivamente para que os comandados de Mário Palma não tivessem sido capazes de gerir a vantagem conquistada nos primeiros 20 minutos.
Sem entrar em discursos de vitórias morais, foi evidente que a prestação da equipa portuguesa deixou orgulhosos todos aqueles que acompanharam o jogo, numa demonstração clara que a equipa está a trilhar o seu caminho, que será feito por muitas mais etapas. O mesmo será dizer que mais alguns dissabores irão acontecer, mas tendo sempre o objetivo de melhor e dotar o grupo de mais competências para se aproximar cada vez mais das equipas do topo.
A exibição de José Silva (26 pontos, 23 assistências e 3 roubos de bola) merecia ter sido coroada com uma vitória, embora não tenha sido o único a ter estado a bom nível. O capitão Mário Fernandes (17 pontos e 8 assistências) deu igualmente o exemplo, num jogo em que João Soares (13 pontos) e Pedro Pinto (11 pontos) terminaram igualmente o encontro na casa das dezenas em pontos marcados.
Capitães garantem união
A Seleção Nacional de Sub-16 estreia-se no Campeonato da Europa do escalão (Divisão B) dia 20, na Macedónia, diante da Áustria, num grupo que integra também a Áustria, a Suécia, o Montenegro, a Albânia e a Suíça. Confira nos detalhes desta notícia o estado de espírito dos capitães.
PEDRO COSTA (capitão)
Treinos: Este último estágio de preparação para o Campeonato da Europa tem sido bastante importante para melhorarmos alguns detalhes em que não estivemos tão bem nos jogos da CPLP em Angola. Tanto a nível ofensivo como defensivo temos estado a trabalhar para procurarmos o maior número de vantagens dos dois lados do campo, temos conhecimento da nossa falta de altura mas não procuramos usar isso como desculpa. Além disso ter um grande volume de treino é muito bom, nem sempre é fácil ter as melhores decisões com algum cansaço acumulado e assim somos desde já postos à prova.
Objetivos: Ao nível individual passam por fazer o que for melhor para a equipa em todas as posses de bola. Ao nível coletivo, como todos os atletas gostamos de sonhar, mas estamos cientes das dificuldades que vamos encontrar e por isso as nossas preocupações resumem-se em deixar sempre tudo em campo, pensando num jogo de cada vez.
Ambiente: Bom ambiente nesta equipa foi coisa que nunca faltou, somos uma família dentro e fora de campo e sabemos que a união é a principal chave para o nosso sucesso. Numa competição tão difícil não há razão para não sermos a equipa mais compacta e procurarmos o que de bom isso nos traz.
DIOGO CARVALHO (capitão):
Treinos: Penso que têm sido bastante produtivos, não só em termos de técnica individual, que é sempre indispensável, mas principalmente num conceito de equipa, visto que se trata de um conjunto de jogadores que nunca tinha jogado juntos antes, tirando assim uma avaliação bastante positiva dos treinos.
Objetivos: Num aspeto individual, pretendo aproveitar ao máximo a experiência de representar a Seleção Nacional. Em termos coletivos, penso que a equipa tem tudo para dar uma boa impressão no Campeonato da Europa, encarando-o por etapas, jogo a jogo, com a mesma atitude com que abordou os Jogos da CPLP.
Ambiente: Tem sido bastante bom, sendo importante também o facto de esta equipa ser composta não por dois ou três, mas sim 15, que passam a ser 12, jogadores que podem fazer a diferença, existindo assim respeito entre cada um.
“Mostrem que estão connosco”
“Mostrem que estão connosco nos bons, mas também, e principalmente, nos maus momentos”, refere o base.
Logicamente que os dois resultados até agora registados pela equipa não são os desejados, muito menos as exibições realizadas pelo conjunto nacional. Num grupo jovem e sem experiência internacional tal facto poderá ter um custo, já que Mário Fernandes reconhece que o grupo “está a trabalhar para contornar algum tipo de desilusão” que se sinta no seio da equipa.
Os problemas ofensivos têm sido apontados como uma das principais lacunas da equipa. Alguns apontam a falta de talento individual, mas o capitão julga apenas que “ainda não conseguiu expressar dentro do campo tudo aquilo que a equipa é capaz de fazer”.
No último encontro a falta de eficácia ofensiva repercutiu-se negativamente nos aspetos defensivos. Portugal não foi tão intenso a defender como é seu hábito, isto porque “permitimos muitos contra-ataques por falta de equilíbrio ofensivo.”
O poste georgiano Zaza Pachula irá ser, muito provavelmente, o maior problema a resolver por Portugal no jogo do próximo domingo. Defender jogadores com estas características, grandes e pesados, como também é o caso de Tornike Shengelia, 18 pontos frente à Hungria, é um dos handicaps que Portugal tem de ser capaz de contornar. “Temos defrontado seleções com atletas de altíssimo nível, muito maiores e com outra experiência em competições deste tipo, domingo não será exceção.”
O experiente base português não tem dúvidas que a equipa tem de respeitar alguns princípios de forma a poder possa competir com a Geórgia no jogo de Ovar. “Organização ofensiva, recuperação defensiva e a luta dos ressaltos.”
Como capitão, e neste momento menos positivo da Seleção, Mário deixa uma mensagem para todos aqueles que acompanham e sofrem com os jogos da Seleção. “Este grupo é jovem e com pouca experiência internacional, mas tem trabalhado imenso desde finais de Junho. A cada treino e a cada jogo melhora com o objetivo de competir contra alguns dos melhores jogadores europeus que atuam em Ligas como a ACB ou a NBA. Jogámos em pavilhões cheios que apoiam a sua equipa de princípio ao fim, gostávamos de sentir o mesmo aqui em Portugal. Apareçam em Ovar, domingo, às 16 horas, e mostrem que estão connosco nos bons, mas também, e principalmente, nos maus momentos.”
Sub-16 ultimam preparação
Uma vez mais a Federação Portuguesa de Basquetebol aproveitou as excelentes condições que o concelho oferece para estágios de qualidade. Os trabalhos contaram com 15 atletas e decorreram entre 6 e 15 de Agosto. Os atletas foram submetidos a treinos bi-diários exceto dia 10 e dia 14, em que a equipa treinou uma só vez. O técnico Raul Santos pretende que o grupo mantenha a sua atitude guerreira, em que a entrega terá de ser total, de modo a equipa seja permanentemente agressiva a defender. O técnico tem consciência que neste Europeu, que se disputa em Strumica, Macedónia, o conjunto português está obrigado a jogar sempre em superação, de forma a poder disfarçar as suas debilidades físicas e de estatura.
A cidade, assim como a vila do Caramulo, têm sido os locais escolhidos para as diversas Seleções Nacionais masculinas e femininas prepararem a participação nos diferentes Campeonatos da Europa. Desta feita foi a cidade de Tondela a escolhida para o estágio da Selecção de sub-16, com vista à participação da formação lusa no Campeonato da Europa, que se disputa este ano na Macedónia.
Nos treinos da manhã a equipa trabalhou mais as questões relacionadas com a técnica individual, ensino, tática individual e de grupo. As sessões da tarde incidiam sobretudo sobre a tática coletiva, com o objetivo que o grupo saiba explorar os seus pontos fortes no ataque, através da aprendizagem de rotinas e princípios básicos ofensivos.
Foram dias de “trabalho árduo com 2h de manhã e 2h30 de tarde”, com os jogadores muito “empenhados em conquistar o seu lugar” no grupo final. Uma dor de cabeça para o treinador Raul Santos, que terá de decidir até ao final deste estágio quais os 12 jogadores que viajarão na próxima segunda-feira para Strumica.
Quanto ao perfil dos atletas com quem vai contar, o selecionador nacional não tem dúvidas, até porque o desafio é enorme, o tempo de preparação foi curto e sem competição internacional que ajudasse a tomar as decisões finais. “Pretendemos 12 atletas, 12 guerreiros na Macedónia, com muita atitude e disponibilidade para encararem jogo a jogo com o seu máximo.”
Raul Santos quer uma equipa intensa nas tarefas defensivas, que faça da defesa a sua principal máxima, no sentido de procurar os ritmos de jogo que mais convêm as características dos jogadores portugueses. “Queremos defender em todo o campo, com muita agressividade, porque somos mais baixos e interessa-nos subir os ritmos de jogo, bem como procurar vantagens no jogo mais veloz.”
A intensidade e a velocidade a que os jogos são disputados neste tipo de competições nada tem a ver com a competição interna, pelo que se coloca o enorme desafio de se terem que adaptar o mais rapidamente possível à nova realidade competitiva. “Teremos que melhorar nas decisões com menos tempo e mais pressão. Teremos que dar sempre algo mais em cada momento do jogo.”
Ainda não foi desta
O conjunto português voltou a sentir enormes dificuldades em equilibrar a luta das tabelas, a eficácia ofensiva não foi a desejada, os pontos conseguidos em contra-ataque não foram muitos, e a defesa, desta vez, não foi salvadora.
A prestação defensiva de Portugal nos primeiros três períodos do jogo ficou aquém do que nos habituou, o mesmo será dizer que, a este nível, com as limitações ofensivas que a equipa tem, sofrer 74 pontos, 51 numa parte, em 30 minutos, torna quase impossível que Portugal consiga vencer qualquer jogo nesta fase de apuramento.
O domínio absoluto exibido pela equipa da República Checa na luta do ressalto (52-27), sendo que 15 foram conquistados na tabela portuguesa, traduz-se em maior número de posses de bola e 15 pontos convertidos em segundos lançamentos. Se a isto associarmos os 19 pontos convertidos em contra-ataque, bem como às superiores percentagens de lançamento de campo, fica explicada a clara superioridade demonstrada pelos checos neste encontro.
Apesar de ter estado um pouco melhor da linha de três pontos (31.8%), ainda que sem chegar aos 40% apontados pelo técnico Mário Palma, Portugal sentiu enormes dificuldades em conseguir fazer pontos nas áreas mais próximas do cesto, como comprova a percentagem de lançamentos de curta e média distância registada pelos atletas portugueses (12/41 – 29.3%).
O contra-ataque também não foi uma arma ofensiva utilizada pela equipa portuguesa como forma de contornar estes problemas ofensivos (5 pontos), a que não será alheio o facto de não controlarmos a tabela defensiva.
Portugal ainda foi capaz de equilibrar o jogo até ao inicio do 2º período, altura em que perdia por sete pontos de diferença (23-30), mas os últimos 5 minutos da 1ª parte foram muito penalizadores para os comandados de Mário Palma, que ao intervalo perdiam por vinte pontos de diferença (51-31).
Na etapa complementar, só no último período Portugal se reencontraria e voltava a ter um desempenho mais condizente com as suas características, já que o parcial de 11-15 está mais de acordo com aquilo que a equipa pode e deve conseguir.
O extremo José Silva, com 11 pontos, foi o melhor marcador da equipa, com Pedro Pinto (9 pontos) a ficar muito perto da dezena de pontos.
Retificar frente à Rep. Checa
As duas seleções foram derrotadas na jornada inaugural, se bem que as contas para a equipa nacional estejam bastante mais complicadas, uma vez que perdeu em casa e por uma diferença pontual bastante alargada. Para o jogo de Nymburk, os comandados de Mário Palma terão de dar continuidade à boa prestação defensiva do jogo frente à Hungria, já no ataque a equipa terá de jogar de uma forma mais fluída, cometer menos turnovers e aumentar a sua eficácia ofensiva. O adversário é de enorme valia, pelo que será uma boa oportunidade para os atletas portugueses demonstrarem que conseguem ser competitivos.
Portugal não terá tarefa fácil na próxima quarta-feira, como comprova o jogo disputado pela República Checa frente à forte equipa da Georgia. Durante mais de 30 minutos os checos equilibraram o encontro, uma vez que a 6.54 minutos do final perdiam pela diferença mínima (57-58). Nos momentos finais, à semelhança do que sucedeu com Portugal, a República Checa cometeu muitos erros, perdeu muitas bolas e falhou muitos tiros em aberto.
O resultado de 73-62 favorável aos georgianos é pois bastante enganador, mas revela que o próximo adversário de Portugal também pode ser pressionado e destabilizado nas suas movimentações ofensivas. Ainda assim, existe muita qualidade na equipa da República Checa, onde se destacaram o estreante Patrik Auda, que com os seus 2.06 metros anotou 18 pontos. Outro jogador interior que pode fazer mossa nas áreas próximas do cesto, bem como no ressalto, um dos principais problemas revelados por Portugal nos primeiros 20 minutos frente à Hungria, é Andrej Balvín, que terminou o encontro frente à Geórgia com 9 pontos e 7 ressaltos, sem esquecer os seus 2.16 metros.
O conjunto português, nos jogos de preparação, sentiu sempre imensos problemas para se ajustar a equipas com atletas altos, pelo que este será mais um enorme desafio à capacidade de superação dos jogadores interiores portugueses, na esperança que Cláudio Fonseca tenha já adquirido um pouco mais da sua forma desportiva.
Os atiradores portugueses passaram um pouco ao lado do jogo com a Hungria, e nunca é demais lembrar e dar ênfase à importância do jogo exterior para o sucesso ofensivo da equipa portuguesa. Nada como ser paciente, estar pronto e confiante, para concretizar as situações de lançamentos criadas pelas ações ofensivas da equipa.
Sem desconfianças, prontos para a luta, desejosos de corrigir os erros, e positivos quanto aos aspetos menos felizes do último jogo, terá de ser o estado de espírito e a forma correta de abordar o próximo deste apuramento.
Arranque com o pé esquerdo
A equipa portuguesa acusou a importância do jogo, e o parcial negativo de 5-21 registado nos minutos iniciais comprometeu em definitivo a vitória no jogo (38-58). Apesar da melhoria defensiva na etapa complementar, bem como o melhor desempenho na luta das tabelas, não foram suficientes para anular a diferença pontual, isto porque no ataque Portugal não teve soluções e eficácia para ultrapassar a defesa húngara.
A este nível, frente a equipas fortes com aspirações a uma presença num Campeonato da Europa, começar um jogo dando de avanço quase vinte pontos é quase sentenciar o jogo. O domínio nas tabelas, mais 15 ressaltos, exibido pela Hungria nos primeiros vinte minutos foi determinante para que Portugal tivesse que correr atrás do prejuízo.
Se a isto juntarmos, e não foi por falta de aviso, os 18 pontos conseguidos pelo extremo húngaro Vojvoda durante o 1º tempo, estão encontrados os principais fatores que contribuíram para que Portugal estivesse a perder por vinte um pontos ao intervalo (20-41). Se é verdade que nos primeiros 20 minutos Portugal poderia ter feito melhor nos aspetos defensivos, a eficácia e a sorte em alguns momentos, acompanhou os atiradores húngaros.
No segundo tempo Portugal surgiu muito mais agressivo a defender, a não permitir segundos lançamentos à equipa adversária, o mesmo será dizer a controlar a sua tabela defensiva. A Hungria começava a sentir problemas ofensivos para conseguir pontos, mas apesar de um bom inicio de Portugal, 2 contra-ataques seguidos, os comandados de Mário Palma continuavam a revelar imensas dificuldades para fazer pontos no ataque.
O tempo jogava a favor da equipa que seguia na frente, e muito embora os jogadores portugueses conseguissem controlar o sucesso ofensivo da equipa adversária, a falta de pontos (longos períodos em branco) em nada contribuía para que Portugal fosse capaz de reentrar na discussão do jogo.
Muitas situações de fácil concretização falhadas, turnovers pouco recomendados a este nível, algumas dúvidas na forma como defender bloqueios diretos, problemas em parte explicados pela falta de rotinas de treino uma vez que jogadores-chave foram sujeitos a longas paragens que levaram à perda da sua forma desportiva.
Esta jovem equipa de Portugal vale muito mais do que aquilo que demonstrou neste jogo, assim os jogadores se soltem mais e consigam expressar durante o jogo a sua valia.
O extremo Fábio Lima, autor de 12 pontos, foi o melhor marcador da equipa portuguesa, num encontro em que Arnett Hallman (8 pontos, 9 ressaltos e roubos de bola) foi importante no equilíbrio da luta do ressalto. As percentagens de lançamento de Portugal voltaram a não ser famosas (35.5% de 2 pontos e 19% de 3 pontos), sem que o jogo interior, 7 lances-livres conquistados, tenha sido uma opção ofensiva no ataque nacional.
Portugal perde com Hungria
(em atualização)
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Sub-16 fazem história
A vitória deste domingo frente à Grécia por 53-38, garantiu a permanência da equipa Sub-16 na elite do escalão, à semelhança do que conseguiram as Sub-18, com um magnifico 9º lugar, com as Sub -20 a conquistarem esse direito igualmente para a próxima temporada. Um feito fantástico, que enche de orgulho todos aqueles que acompanham a modalidade e premeia toda a estrutura do basquetebol feminino, que, de uma forma direta ou indireta, contribuiu para estes resultados inacreditáveis.
Como é hábito dizer-se o mais importante é como se acaba e não como se começa. Esta máxima aplica-se a esta equipa portuguesa, já que iniciou a sua participação neste Campeonato da Europa com uma derrota justamente contra esta mesma equipa da Grécia.
E se no primeiro jogo, Portugal comprometeu a vitória no quarto inicial, desta vez verificou-se o oposto. A importância do encontro não fez temer as atletas portuguesas, conscientes que teriam de jogar de uma forma concentrada e dar tudo por tudo para que o sonho se tornasse realidade. A Grécia, uma equipa mais física, muito agressiva na defesa jogava a cartada final, num jogo em que poucos esperariam este desfecho.
Portugal muito sereno, entrou muito bem no jogo, tendo sido importante estar por cima no marcador, e assim inverter a tendência do 1º jogo. No ataque procurava com paciência a sua referencia interior, Beatriz que chamava a si as ajudas defensivas, e uma vez que as rotações defensivas gregas não eram claras, Portugal criava boas situações para lançar ao cesto, acabando por dominar no 1º período (15-8).
Fiel a uma defesa zona, a equipa lusa continuava a baralhar o ataque grego, cuja seleção de lançamentos não dava frutos. No 2º período, as percentagens de lançamento das duas equipas baixam, muito relacionado com a rotação de jogadoras. Ambas as equipas revelam alguma ansiedade, e o intervalo chega com uma vantagem de 10 pontos (23-13) para Portugal, sendo notórios os problemas ofensivos da Grécia para atacar a zona lusa.
Sabia-se que o jogo estava muito longe de estar decidido, e a Grécia iria aumentar a pressão no segundo tempo. Facto que que foi reforçado no balneário, tendo sido pedido para que a equipa continuasse a jogar de forma serena, pois esta era a grande oportunidade de fazer história.
Na entrada para o 3º período Portugal faz o 1º cesto por Beatriz Jordão, e a Grécia com algumas alterações ofensivas, o melhor que consegue é marcar um triplo. Portugal com ataques longos, continuava a mandar no jogo e dominava a marcha do marcador, com a diferença que separava as duas equipas a chegar a ser de 25 pontos, (41-16).
A excelência da defesa portuguesa, 3 pontos sofridos, colocava as comandadas de Ana Catarina Neves cada vez mais próximas da manutenção. As atletas portuguesas confundiam por completo a equipa grega através da sua defesa zona, fazendo com que a Grécia falhasse 12 lançamentos consecutivos, bem como a forçaram a cometer 5 turnovers neste momento decisivo do encontro.
A partir daí os árbitros tiraram folga, a Grécia muito agressiva, a bater em tudo o que mexia, reage e ganha novo folgo, forçando a equipa portuguesa a cometer alguns turnovers. A paragem do jogo serviu para serenar as nossas jogadoras, bem como para retificar os timings certos para furar a zona press da Grécia. Colocar em campo a duas bases, e sobretudo passar a mensagem que não era um drama algum erro cometido, apenas pensar na tarefa seguinte, continuar a ser agressivo com a bola e não jogar para as linhas.
A três minutos do final, a diferença chegou a ser de 11 pontos, mas Portugal, por aquilo que fez nos primeiros 3 períodos (16 pontos sofridos), merecia ser recompensado, até pelo esforço e pela crença demonstrada durante uma competição em que teve de ser mentalmente forte de modo a superar a frustração de não ter começado bem.
No final o prémio para todas, que, numa grande explosão de alegria, invadiram o campo, com aplausos de muita gente da bancada, assim como dos pais de algumas jogadoras que foram incansáveis no apoio à equipa em todo o Europeu.
A melhor jogadora, e o grande destaque, vai para a Equipa, que de uma forma humilde e ambiciosa mostrou que merecia a permanência na Divisão A. Divisão essa de grande qualidade, com todas as seleções envolvidas com condições de trabalho e de preparação a anos de luz da nossa realidade. Por isso estar aqui implica responsabilidade, compromisso e sobretudo trabalho de todos os envolvidos no Basquetebol Nacional.
Mariana Silva (13 pontos e 10 ressaltos) terminou em grande forma a competição, Ana Neves, já Beatriz Jordão voltou a ser decisiva na luta das tabelas, 18 ressaltos conquistados, a que somou 12 pontos. Maria Nunes contribuiu com 4 pontos, 8 ressaltos e 7 assistências, números que demonstram a exibição completa da jovem atleta portuguesa.
Portugal conseguiu quase o dobro dos ressaltos do seu adversário (56-29), bem como privilegiou o jogo interior (34 pontos), contrariamente ao ataque grego em que 33 dos seus 56 lançamentos foram para lá da linha de três pontos.
A equipa portuguesa é a primeira a abandonar o Campus Hotel de Debrecen, partindo às 23h20, para uma viagem de 3 horas de autocarro para Budapeste, onde viajará para Lisboa no voo TAP às 5h05, chegando a Lisboa por volta das 7h20 hora de Portugal.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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