Artigos da Federaçãooo
Esta vai ser a NOSSA SELEÇÃO
Entre outras declarações, Jorge Almeida lança o repto aos adeptos da modalidade, e não só, para que de 5 a 12 de Julho, o Pavilhão do Casal Vistoso esteja repleto de entusiasmo no apoio à Nossa Seleção Nacional.
Jogadores Convocados (Comunicado em Anexo):
Carlos Cardoso – Extremo, 1.0 (APD Paredes), Filipe Silva – Extremo, 2.5 (APD Paredes), Rui Nicolau – Extremo, 1.0 (APD Sintra), Filipe Carneiro – Extremo, 1.0 (AMFIV-Vigo, Espanha), Hugo Maia – Base/Extremo, 2.5 (GDD-Alcoitão), Hugo Lourenço – Poste, 4.0 (CP Mideba, Espanha), Pedro Gonçalves – Base, 3.5 (CP Mideba, Espanha) – Capitão, Nuno Neves – Base/Extremo, 2.0 (Meylan-Grenoble, França), Aníbal Costa – Base/Extremo, 4.0 (APD Leiria), Nélson Oliveira – Extremo, 1.0 (APD Leiria), Márcio Dias – Poste, 4.5 (Servigest Burgos, Espanha), Pedro Bártolo – Base, 2.5 (Basketmi Ferrol, Espanha)
Nota: a indicação numérica ao lado do nome de cada jogador diz respeito à sua classificação funcional. No basquetebol em cadeira de rodas cada jogador é avaliado entre 1.0 e 4.5 de acordo com a sua funcionalidade (uma menor funcionalidade de um atleta sentado na sua cadeira de jogo, corresponde uma classificação mais baixa), não podendo o total dos cinco elementos em campo exceder os 14.0 pontos.
O selecionador português, Jorge Almeida, apontou como expetativas para este campeonato as melhores, resumindo a missão à subida de divisão. “O grande objetivo é a subida de divisão, pois o nível da seleção é para estar na divisão B”, referiu o técnico, acreditando que das seis seleções em ação, a que “tem mais condições de conquistar o título é mesmo a lusa.” Quanto às equipas que poderão criar mais dificuldades a Portugal, Jorge Almeida, ainda que salvaguardando que “só dispõe de informação escassa e antiga sobre as seleções que estarão em competição, receia mais a Bósnia-Herzegovina e a Sérvia.”
A realização do Campeonato da Europa C em Portugal é aplaudida pelos representantes da seleção portuguesa de BCR e fruto dos esforços da Associação Nacional de Desporto para Pessoas com Deficiência Motora (ANDDEMOT), da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) e da Federação Portuguesa de Desporto para pessoas com Deficiência (FPDD).
Jorge Almeida classifica mesmo esta organização como “muito importante para as aspirações lusas quanto ao futuro desta modalidade, uma vez que o evento poderá servir para que o BCR português tenha uma maior divulgação e seja um meio de captação de novos atletas.”
Questionado, exatamente, sobre o panorama nacional atual de jogadores que praticam BCR, Jorge Almeida aponta para a “existência de mais de uma centena de atletas que podem ser potencialmente selecionados para representar a equipa nacional, um número que considera razoável mas aumentar o lote seria muito importante: “Teríamos mais força e mais opções”.
Quanto a essa meta, tem sido feito trabalho junto das escolas para divulgação e captação e estão pensados protocolos a criar com os Centros de Medicina e Reabilitação públicos/privados.
Quanto ao nível de competição português, Jorge Almeida garante que tem existido trabalho, enumerando, por exemplo, a “criação pela equipa técnica da Anddemot de um Plano Nacional de Desenvolvimento para o Basquetebol em Cadeira de Rodas que foi enviado para as equipas em novembro do ano passado.” O documento serve também de apoio ao trabalho realizado nos estágios da Seleção Nacional de BCR.
“Penso que a criação de uma escola de basquetebol em cadeira de rodas seria fundamental para o aparecimento de novos atletas, assim como para o desenvolvimento da modalidade”, apontou ainda Jorge Almeida que, quanto a apoios, o panorama não é nada animador. “Muito escasso. Por falta de apoios já houve um ano em que não houve Campeonato Nacional, assim como já por diversas vezes não nos foi possível participar nos Campeonatos da Europa, havendo atletas que perderam a possibilidade de competir ao mais alto nível, o que nos entristece muito” contou.
Atualmente as referências para Portugal nessa modalidade são países como Espanha, França, Alemanha, Turquia, Polónia, EUA, Canadá e Austrália, por terem maior peso no basquetebol mundial, quer a nível de equipas, quer ao nível de seleções nacionais. Mas, Jorge Almeida não deixa de destacar “o excelente trabalho que as seleções da Turquia e Polónia têm vindo a fazer, lembrando que ambas começaram ao mesmo tempo que Portugal nas andanças europeias da modalidade e hoje são seleções de topo no ranking europeu e mundial.”
A seleção portuguesa já realizou vários estágios. Antes de se estrear no Campeonato Europeu, Portugal ainda marca presença no Torneio de GDD Alcoitão, a 4 de julho.
Comissão Organizadora Local
Sub-18 já trabalham
A competição será disputada na Áustria, entre os dias 23 de julho e 2 de agosto, estando Portugal integrado no Grupo C, juntamente com as seleções da Suécia, Eslováquia, Roménia, Geórgia e Escócia. Nesta primeira semana de trabalho, o grupo é constituído por 16 atletas, sendo que será encurtado no final da semana para 14, e posteriormente para os 12 finais que viajarão para a Áustria.
Durante a preparação estão previstos vários jogos de controlo que servirão não só para trabalhar os aspetos táticos, como também para a sempre difícil tarefa da escolha do grupo final. Destaque para o torneio internacional que será disputado, pelo segundo ano consecutivo, em Esposende, e que contará com a presença das seleções da Bélgica e da Holanda.
Para Lousada estão igualmente programados jogos de controlo, sendo a Irlanda a seleção convidada para defrontar Portugal já na fase final da preparação, antes da partida para terras austríacas.
Chegado à Áustria, Portugal vai ainda realizar mais dois jogos, com os sub-16 e sub-18 da casa, existindo ainda a possibilidade de agendar um terceiro e derradeiro desafio antes do início da competição a 23 de julho, diante da seleção da Eslováquia.
Lista de convocados:
Pedro Oliveira
Carlos Cardoso
Rodrigo Lima
Francisco Albergaria
Filipe Rodrigues
Diogo Brito
Joaquim Soras
Gonçalo Madureira
Romário Ferrão
Daniel Caetano
Jorge Pires
Diogo Araújo
Nuno Sá
Gonçalo Delgado
Ricardo Monteiro
Tomás Domingos
Convocatória final definida
A Seleção Nacional estabeleceu como principal objetivo garantir a permanência na divisão principal da categoria, uma tarefa difícil, mas que Portugal ambiciona na competição que se realizará em Lanzarote (Espanha), entre os dias 2 e 12 de Julho.Convocatória final definida
«Representar condignamente o país»
Por ali irá ficar até ao final do mês, estando previstos vários jogos de controlo, sempre importantes para afinar estratégias e tomadas de decisões. Diogo Gameiro é um dos eleitos de José Ricardo Rodrigues, e um dos que já passou por todas as seleções dos escalões inferiores. O base destaca a união do grupo, a vontade de evoluir, o rigor que tem sido exigido em cada treino, tudo para que Portugal possa estar a um nível que lhe permita competir internacionalmente.
Representar o País deve ser o objetivo máximo para um atleta e Diogo Gameiro no seu discurso destaca o compromisso e a responsabilidade de todos os que estão envolvidos nos trabalhos da Seleção. “Estamos no terceiro estágio de preparação para o Campeonato da Europa e o balanço não podia ser mais positivo. É um grupo bastante coeso, com vontade de trabalhar e de aprender, que encara todos os treinos com a seriedade e concentração pedida a quem está a representar Portugal.”
Rigor tem sido a imagem de marca da preparação da equipa, algo que, no entender do base, irá reflectir-se na disciplina tática, bem como no nível de jogo apresentado. “Até ao momento, os treinos têm sido muito exigentes, onde os jogadores têm a liberdade e o espaço suficiente para tomar as suas decisões, tendo sempre o apoio dos treinadores (que apenas exigem empenho máximo em todas as tarefas). A organização da equipa é notável dia após a dia e esperamos estar melhores no final de cada treino. Temos todas as condições reunidas para continuar a fazer o trabalho de qualidade que até aqui temos feito.”
O desejo do grupo é de cada vez fazer melhor, disponibilidade total para continuar a evoluir, de forma a que nos momentos decisivos possam estar à altura. “Vamos continuar a treinar da mesma maneira focada para que quando chegue a altura das decisões sejamos capazes de representar as cores do nosso país devidamente.”
5ª Feira, 25/06/2015
Jogo Portugal/Áustria (Pav. Clube Desportivo da Póvoa) às 20.15h (Amigável)
6ª Feira, 26/06/2015
Jogo Portugal/Áustria (Pav. Clube Desportivo da Póvoa) às 20.15h (Torneio Internacional)
Sábado, 27/06/2015
Jogo Áustria/Hungria (Pavilhão Clube Desportivo da Póvoa) às 18.30h (Torneio Internacional)
Domingo, 28/06/2015
Jogo Portugal/Hungria (Pavilhão Clube Desportivo da Póvoa) às 18.30h (Torneio Internacional)
2ª Feira, 29/06/2015
Jogo Portugal/Hungria (Pavilhão Clube Desportivo da Póvoa) às 20.15h (Amigável)
«Temos um grande grupo»
Antes disso, entre sexta-feira e o dia 18 deste mês, o grupo realiza um torneio, em Braga, com a Seleção sénior.
O Europeu está cada vez mais próximo. Começa a sentir-se a habitual ansiedade que antecede as grandes competições?
Ainda não, porque apesar de não faltar muito, ainda estamos muito focados na nossa preparação e naquilo que temos que fazer, o que faz com que deixemos ainda um pouco de parte as emoções que naturalmente antecedem um Europeu. No entanto, a ansiedade e nervosismo são também fatores que influenciam o rendimento e a seu tempo vamos ter que lidar com eles, como qualquer outro elemento do jogo.
Que áreas do jogo têm merecido especial atenção durante esta primeira fase de trabalho?
Neste inicio de preparação, todas as áreas do jogo merecem especial atenção. Não estamos apenas a focar-nos numa em específico mas em todas, já que nesta fase temos que trabalhar em todas as vertentes do jogo. É importante que sedimentemos bases e alicerces, tanto do lado ofensivo como defensivo, para que depois possamos evoluir para situações mais complexas e específicas, até chegar a um ponto, muito provavelmente já em prova, em que, idealmente, corrigimos apenas pequenos erros e nos preparamos taticamente para o nosso adversário.
O grupo é formado maioritariamente por jogadoras que atuam na Liga Feminina. Antes de se mudar para os EUA já era uma referência da LFB, essa experiência é fundamental para a competitividade dos jogos do Europeu?
Sim. Nos Estados Unidos o jogo é mais físico e menos tático, com ataques mais rápidos e mais diretos, o que leva a que a experiência que trago para a Seleção possa aumentar tanto a nossa capacidade ofensiva como defensiva. Enquadra-se bem na nossa equipa visto que somos uma equipa não tão alta comparando com as demais seleções, mas mais ágil e veloz. Além disso, temos um grande grupo de jogadoras que competiram este ano na principal Liga feminina com papéis de relevo. Mesmo não sendo uma liga de referência na Europa, tem alguma qualidade e competitividade, o que me permitiu a mim e a todas as jogadoras que competiram a esse nível ganhar mais experiencia num jogo mais evoluído, e, desse modo, tornar-nos mais preparadas para a exigência de um campeonato europeu.
Este grupo tem jogadoras com qualidade e características para disputar de igual para igual uma europeu da categoria da divisão A?
Claro. Esta geração já tem provas dadas da sua capacidade de se bater de igual para igual com as demais seleções da divisão A, visto que há 2 anos fizemos história com um 9 lugar na divisão A de sub-18. Este ano os objetivos são assegurar a manutenção e se possível quebrar o recorde estabelecido anteriormente. Não temos dúvidas de que vamos ter dificuldades: estamos perante as melhores seleções da Europa. No entanto, se nós também estamos lá, e por mérito nosso. Esse é o indicativo de que temos qualidade para competir a esse nível, se, obviamente, trabalharmos para isso e nos superarmos todos os dias.
Este torneio com a seleção sénior, e a Holanda, adversário de Portugal no Europeu, será um bom teste?
Sim. Os jogos de preparação são sempre ótimos momentos de avaliação ao que esta a ser trabalhado no treino. Além disso, vamos ter a oportunidade de enfrentar uma equipa que participa na mesma competição, e que se classifica sempre nos lugares de topo, o que nos prepara de uma forma muito mais real para aquilo que vamos enfrentar em Agosto. Jogar contra a Seleção sénior é também um grande desafio porque desse grupo fazem parte jogadoras com muita experiencia internacional, tanto a nível de seleções, como a nível de clubes.
Que pontos fortes destacaria nesta equipa portuguesa que possam fazer a diferença nos encontros do Europeu?
O núcleo duro desta geração já joga junto há muito tempo, tendo a química de equipa já bem consistente. A nível tático, já conhecemos bem as jogadas, tal como as conceitos base e as movimentações no campo. Também já conhecemos a equipa técnica: o treinador principal já trabalhou com a maioria das jogadoras o ano passado, e a treinadora adjunta foi nossa treinadora em sub-16. Além de tudo isso, acho que temos um estilo de jogo muito dinâmico, com um rápido movimento da bola, transições rápidas e uma defesa feroz e agressiva, o que nos permite colmatar as deficiências que temos a nível físico, nomeadamente na questão da altura.
CALENDÁRIO DO TORNEIO DE BRAGA
12 Junho (sex) 21h00 – Portugal seniores x Portugal S20 (Torneio)
13 Junho (sab) 16h00 – Portugal S20 x Holanda S20 (Torneio)
14 Junho (dom) 16h00 – Portugal seniores x Holanda S20 (Torneio)
15 Junho (seg) 21h00 – Portugal S20 x Holanda S20 (particular)
17 Junho (qua) 21h00 – Portugal S20 x Portugal seniores (particular)
18 Junho (qui) 21h00 – Portugal S20 x Portugal seniores (particular)
«Ricardo Rio quer Braga como palco ecléctico do Desporto Nacional»
As três equipas disputaram, no passado fim-de-semana, no pavilhão de Lamaçães, o Torneio Internacional de Braga que foi ganho pela selecção A portuguesa, que aproveita este estágio para preparar a fase de apuramento para o Eurobasket 2017.
Segundo o Autarca, Braga é uma Cidade com “créditos firmados em várias modalidades e está a dar os passos certos para que isso também aconteça em relação ao basquetebol”, esperando que a presença das melhores jogadoras da actualidade seja “um estímulo adicional para fomentar a prática da modalidade em Braga”.
“Queremos que Braga seja continuamente um palco ecléctico do Desporto nacional, por isso, é com muito gosto que recebemos estas selecções e disponibilizamos as melhores condições para puderem realizar o seu trabalho”, disse Ricardo Rio, aproveitando a ocasião para desejar os “maiores sucessos para as competições que se avizinham”.
Recorde-se que este estágio é organizado pela Federação Portuguesa de Basquetebol, em conjunto com o Município de Braga, com a Associação de Basquetebol de Braga e com a Secção de Basquetebol do Sporting Clube de Braga e traduz-se numa ‘oportunidade única’ para ver em acção as melhores jogadoras nacionais da modalidade.
Para Sameiro Araújo, este estágio tem o condão de “dinamizar a prática do basquetebol” na Cidade de Braga. Numa altura em que o basquetebol feminino “está em franca ascensão em Portugal” e em que as selecções mais jovens já contam com os préstimos de algumas atletas Bracarenses, a vereadora espera que a população “adira a esta modalidade para que apareçam novos atletas para jogarem ao mais alto nível”.
«Não esperamos facilidades»
A preparação para esta competição iniciou-se no passado dia 5 de Junho em Lisboa e a equipa está presentemente a estagiar em Braga, até dia 21, regressando depois a Lisboa para a parte final da referida preparação. Até lá realizará 7 jogos de preparação frente à Seleção Nacional sénior portuguesa, sub-20 holandesas, espanholas e francesas. O grupo em que Portugal se encontra é constituído pelas congéneres da Holanda, Bélgica e Ucrânia e não tendo nenhuma das adversárias normalmente favoritas ao top 4, ainda assim são seleções já tarimbadas na Divisão A. No caso da Holanda, até com algumas participações em Campeonatos do Mundo jovens.
Como tal, o técnico Eugénio Rodrigues é pragmático quanto à missão de Portugal no próximo Europeu da categoria, uma competição “onde não se esperam quaisquer facilidades e irá ser por certo uma contenda duríssima, quer na fase de grupos quer depois nas restantes fases do campeonato.”
Depois de subir pela segunda vez à Divisão A em quatro anos, o objectivo do técnico, e de todo o grupo de trabalho, “não poderá ser outro que não o de permanecer nesta divisão”. “Nesta altura é difícil fazer algum prognóstico mais elaborado, pois desconhecemos em detalhe como irão apresentar-se as nossas adversárias e claro está, onde nos situamos em relação às mesmas.”
Não resta outra solução que não seja trabalhar afincadamente, tentar estar o melhor preparado possível, de forma a poder competir frente a qualquer adversário. “Tudo o que pudemos fazer nesta altura é cumprir rigorosamente o plano pré-estabelecido para a preparação deste Europeu, antecipando tudo o que iremos necessitar para cumprir os objetivos a que nos propomos. Temos a exata consciência das nossas limitações e potencialidades e, conforme já é hábito, é com base nesse realismo que iremos esconder as nossas debilidades e potenciar os nossos pontos fortes.”
“Os Campeonatos Europeus são feitos de dinâmicas competitivas, onde o aspeto físico e mental assume uma importância capital. Porque não somos uma seleção habituada a esta Divisão, a estratégia é igualmente decisiva quando toca a ter de vencer no momento certo, independentemente de como corre a competição até então.”
Como sempre, Eugénio promete entrega total, no fundo a imagem de marca de todos os grupos treinados pela selecionador nacional. “Da nossa parte fica a promessa habitual, tudo fazer para atingir o objetivo a que nos propomos.”
Seleção sénior vence torneio
As Sub-20 portuguesas acabaram por ser segundas classificadas, menos um ponto no cesto-average, acabando por ser a Holanda a 3ª classificada. No último jogo da competição, Portugal foi sempre melhor, resistiu sempre às tentativas de aproximação no marcador por parte das holandesas e mostrou competência para gerir vantagens e matar o jogo sem perder de vista o objetivo principal.
Portugal entrou melhor no jogo (4-0), mas os primeiros 10 minutos foram marcados por empates e alternância no comando do marcador, mas Portugal foi quase sempre melhor (21-18). Uma superioridade que se acentuou, com a Seleção Nacional a chegar a uma vantagem de dois dígitos (29-19) logo no arranque do 2º período.
Paulatinamente a equipa holandesa foi-se aproximando no resultado, e já bem perto do descanso eram apenas quatro pontos que separavam as duas seleções (39-35). Mas foram as comandadas de Ricardo Vasconcelos a terminar melhor o 1º tempo, parcial de 6-0, que foram capazes de repor a diferença pontual na casa das dezenas (45-35).
No recomeço da etapa complementar, a equipa holandesa procurou reagir, na tentativa de dar a volta ao resultado. A meio do 3º período a diferença baixou até aos três pontos (51-48), mas de imediato o conjunto nacional cortou o bom momento do adversário. A 4.30 minutos do final do quarto, Portugal vencia por cinco de diferença (55-50), e a sua boa defesa, não sofreu mais pontos até final do período, fez com que a vantagem pontual voltasse a ser de dez pontos (60-50).
A equipa nacional chegou à vantagem máxima no encontro (64-53), mas depois esteve quase quatro minutos sem conseguir fazer pontos. Valeu o seu bom desempenho defensivo, uma vez que a seca de pontos não se traduziu numa aproximação perigosa por parte do adversário no marcador, sendo que o melhor que conseguiu a Holanda foi estar a 9 pontos de distância.
Mérito para a equipa portuguesa na forma como conseguiu gerir e manter estável a diferença pontual, nunca permitindo que as holandesas aspirassem a discutir a vitória no jogo. Os minutos finais foram dominados pela equipa sénior portuguesa, que ao aumentar a vantagem pontual (75-61) garantiu o 1º lugar no torneio.
Apesar de as três equipas terem terminado com uma vitória, o cesto-average foi favorável à equipa sénior portuguesa, 3 pontos positivos, mais um do que as sub-20 portuguesas que assim terminaram no 2º lugar.
Portugal não esteve eficaz a lançar de três pontos (2/12 – 16.7%), mas bem melhor de curta e média distância (51.1%). Mas foi a defesa que marcou a diferença neste encontro, com as atletas portuguesas a roubarem 14 bolas durante o encontro, e a provocarem 25 perdas de bola ao ataque holandês.
Maria Correia, com 21 pontos, foi a melhor marcadora do jogo, seguida depois por Jessica Almeida, autora de 16 pontos, 4 assistências e 3 ressaltos. Lavinia Silva que ficou perto de registar um duplo-duplo (10 pontos e 8 ressaltos).
À conversa com….
Esta ação decorrerá no dia 16/06, a partir das 20.45h, no Pavilhão de Lamaçães – Braga.
Ricardo Vasconcelos e Eugénio Rodrigues, selecionadores nacionais são os convidados numa ação que se pretende de cariz mais informal que ajude a esclarecer todas as duvidas no que diz respeito ás ansiedades e duvidas que assaltam o trabalho do treinador no seu dia a dia junto dos seus atletas.
A participação é gratuita a todos aqueles que desejem marcar presença.
Sub-20 muito perto de vencer a Holanda
A equipa nacional manteve o jogo fechado até bem perto do final, mas acabaram por ser superiores as holandesas nos últimos minutos do encontro.
O 1º período ficou marcado por uma elevada pontuação, com Portugal a vencer pela diferença mínima (26-25) os primeiros 10 minutos. Até ao intervalo, a equipa comandada por Eugénio Rodrigues continua a mostrar-se superior, aumentando mesmo a vantagem pontual que separava as duas equipas (48-44).
O descanso não fez bem à equipa nacional, que surgiu na etapa complementar menos eficaz no ataque, sendo que os 21 turnovers cometidos durante o encontro em nada contribuíram para que Portugal continuasse na frente do marcador. A Holanda, para além de melhorar o seu desempenho defensivo, virou o jogo durante o 3º período, e dispunha de quatro pontos de vantagem à entrada do último período (62-58).
As jovens portuguesas entraram decididas a repetir o triunfo do dia anterior, que rapidamente encostaram o jogo a dois pontos de diferença (63-65). Portugal estava por cima no jogo, mas a Holanda foi capaz de suster o bom momento da equipa portuguesa, com os 12 ressaltos ofensivos conquistados a beneficiarem nessa tarefa. Nos momentos finais aumentou a distância entre os dois conjuntos, acabando por dar ao resultado final uma imagem bastante enganadora, já que não reflete o comportamento das portuguesas diante da forte seleção Holanda, que faz parte do grupo de Portugal no próximo europeu da categoria.
Mais uma bela exibição de Laura Ferreira (22 pontos, 7 ressaltos, 3 assistências e 2 roubos de bola), a contribuir em muitas áreas do jogo, bem como de Maria Kostourkova, autora de 17 pontos e 6 assistências.
Ensaio prometedor
Levaram a melhor as mais jovens (70-59), sobretudo pela supremacia demonstrada nos primeiros 20 minutos, gerindo depois na etapa complementar a vantagem construída no primeiro tempo.
O 1º período foi claramente favorável à equipa sub-20, pois para além de mostrarem uma grande eficácia ofensiva, 20 pontos convertidos, limitou o ataque da seleção sénior a apenas 9 pontos. A supremacia das mais novas manteve-se até ao intervalo, altura em que venciam por uma diferença de dezasseis pontos (42-36).
No recomeço da etapa complementar a equipa comandada por Eugénio Rodrigues chegou à vantagem máxima do encontro (48-30). Mas faltavam ainda jogar sete minutos, e no final do 3º período a diferença que separava as duas equipas já tinha sido encurtada para dez pontos (46-56). A reação da equipa sénior teve continuidade no derradeiro período, tendo mesmo chegado a colocar-se, sensivelmente a meio do quarto, à distância de cinco pontos (54-59).
As sub-20 responderam com um parcial de 4-0, facto que lhes permitiu respirar um pouco de alivio, e impulsionou-as para um final de encontro em que voltaram a mostrar-se mais fortes e consistentes. Num jogo marcado pelos 40 turnovers, 20 para cada lado, a seleção sub-20 venceu a luta da tabelas (47-34), dos quais 22 foram na tabela ofensiva, e beneficiou de uma maior eficácia nos lançamentos de 2 pontos (22/55 – 40%). A equipa principal esteve melhor nos tiros de longa distância (6/14 – 42.9%), mas esteve pouco eficaz nas áreas mais próximas do cesto (13/41 – 31.7%).
Laura Ferreira, autora de 17 pontos e 8 ressaltos, foi a melhor marcadora das sub-20, seguida de perto por Josephine Filipe (15 pontos e 4 ressaltos) e Maria Kostourkova (14 pontos e 8 ressaltos).
Na equipa sénior, Maria Correia contabilizou 18 pontos, 4 ressaltos e 4 assistências, e foi por isso a melhor marcadora do jogo, mas nem com a ajuda de Sara Djassi (10 pontos e 5 ressaltos) conseguiu inverter o mau começo de jogo.
“Temos de ser uma equipa chata”
A atleta, que já jogou na principal liga espanhola, acredita que em breve Portugal estará na fase final de um Europeu. Basta ver o desempenho das seleçoes jovens.
Depois de uma longa temporada, ainda existem forças para esta fase de preparação?
Claro que sim. É um prémio e um privilégio poder estar a treinar e a trabalhar com as melhores jogadoras portuguesas nesta altura do ano.
As questões táticas têm sido o principal objetivo deste período de trabalho?
Sim. Há muitas correções e muito trabalho para fazer a todos os níveis. No entanto, a parte tática é importante, primeiro porque vamos ter um torneio já este fim-de-semana, depois de apenas 8 treinos, e convém sermos o mais equipa possível e todas as jogadoras andarem à procura das mesmas coisas dentro de campo. E depois porque o tempo de preparação no geral não é muito e temos de aproveitar cada momento para crescer taticamente como equipa.
Na sua opinião, e na perspetiva do atleta, julga ser mais favorável, competir em Novembro?
Como atleta é mais favorável competir numa fase em que estamos completamente preparadas e já com um ritmo de jogo e de competição. No passado, o mais habitual era competir no verão em que todas as jogadoras vinham de paragens, e como na seleção não temos preparador físico, nem sempre era fácil chegar ao momento de competição no nosso melhor fisicamente. Vai ser tudo muito diferente, mas acho que na perspetiva do atleta pode ter algumas vantagens.
Temos três seleções na divisão A, sendo que muitas atletas que integram os trabalhos da seleção sénior já viveram essa experiência. Acha que a curto prazo será possível ver a equipa sénior num Europeu?
Estamos a crescer nesse aspeto. As nossas jovens já se batem de igual para igual com grandes seleções. Se continuarmos por este caminho, acredito que a curto prazo a equipa sénior será também ela premiada com um Europeu.
Tem a experiência de ter jogado na Liga espanhola, uma referência no basquetebol feminino. Olhando para este grupo de trabalho, quais julga serem os principais problemas a terem que ser ultrapassados para Portugal estar entre as melhores seleções?
Há coisas que não podemos mudar por mais que queiramos, como a questão da estatura por exemplo. Quase sempre sofremos com seleções que têm mais 10 cm que as nossas jogadoras que jogam na mesma posição. Onde é que podemos surpreender? Jogando ataques a uma velocidade vertiginosa e fazermo-nos grandes na defesa, ocupando o campo todo e não deixar nenhuma jogadora contrária estar confortável em nenhum momento do jogo. Temos de ser uma equipa chata e incómoda de jogar. É preponderante trabalhar mentalidades e atitude, treinar no limite cada treino para podermos optar a coisas muito boas no futuro.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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