Artigos da Federaçãooo
Levantar a cabeça
Portugal ficou afastado da luta pelos primeiros lugares, pelo que resta encarar os restantes jogos com a mesma atitude e desejo de vitória. Os atletas terão que levantar a cabeça, ultrapassar a má fase e reconquistar a alegria e a confiança para repetir resultados positivos.
Os jovens atletas portugueses têm dado tudo o que têm e não é por falta de atitude que Portugal não somou mais vitórias na competição que está a decorrer em Strumica, na Macedónia. Para ganhar, os jogadores terão que ser fortes mentalmente, pois não é fácil, quando não se tem sucesso, uma equipa levantar-se.
A equipa técnica tem tentado contornar este problema, promovendo reuniões coletivas onde a motivação merece especial atenção, até porque a desilusão das derrotas já levou vários atletas ao desepero dentro de campo.
A Federação Portuguesa de Basquetebol, mesmo com os cortes financeiros a que tem sido sujeita, faz questão de ter as seis seleções jovens a competir internacionalmente, consciente que o principal objetivo é proporcionar competição internacional, mesmo que os resultados não sejam os ambicionados.
O técnico Raul Santos aceitou o desafio de comandar a Seleção de Sub 16 Masculinos a este Europeu, e o facto da esmagadora maioria dos jogadores que compõem o grupo não terem experiência internacional, faz com que os problemas técnicos e físicos se tornem ainda mais visíveis a este nível. Razão pela qual esta será a primeira etapa para aqueles que cheguem um dia à Seleção Sénior, e possam integrá-la de uma forma natural e preparados para corresponder aquilo que se espera deles.
Portugal joga esta terça-feira, às 12 horas, frente à Irlanda, um encontro em que o treinador Raul Santos não espera facilidades. “Já observei o vídeo e vamos enfrentar dificuldades. Tecnicamente já estão igual ou melhor que nós, e são muito agressivos na atitude individual e coletiva.”
Portugal continua sem pontaria
A equipa nacional, depois de 20 minutos em que se igualou ao seu adversário, foi superada pelo conjunto helvético na etapa complementar, num encontro que voltou a revelar os mesmos problemas dos jogos anteriores. Dos quais se destacam a fraca de percentagem de lançamentos, linha de lance-livre incluída, assim como o controlo da posse de bola (22 turnovers).
Se nos primeiros dez minutos a Suíça dobrou a pontuação da equipa portuguesa (12-6), o segundo quarto foi bastante mais positivo para o conjunto liderado por Raul Santos.
A equipa melhorou a sua produção atacante, e os 15 pontos marcados foram decisivos para que Portugal fosse para o intervalo com o jogo empatado a 21 pontos.
No segundo tempo, Portugal sem ter estado mal no capitulo defensivo (32 pontos sofridos), a falta de eficácia ofensiva, bem como as perdas de bola sem lançamento, em nada contribuíram para que Portugal tivesse sido capaz de dar a volta ao jogo.
Os jogadores portugueses não estiveram com a mão quente (2/19 – 10.5% de 3 pontos, 15/41 – 36.6% de 2 pontos e 4/11 – 36.4 da linha de lance-livre), e perderam a luta das tabelas (36/42), bem como cometeram demasiados erros durante o encontro (22 turnovers).
O base Pedro Costa, com 10 pontos, foi o melhor marcador de Portugal, num encontro em que Miguel Pinto (9 pontos, 8 ressaltos, 3 assistências e 2 desarmes de lançamento) teve uma exibição bastante completa.
Portugal equilibrou 3 períodos
Na penúltima jornada do Grupo E, a Seleção Nacional foi derrotada pela República Checa, por 75-61, uma partida que teve lugar em Gondomar. Portugal voltou a demonstrar capacidade para se bater com seleções fortes, tendo sofrido novamente um parcial negativo (0-10) num momento decisivo do jogo que voltou a comprometer a discussão do resultado, até final do jogo.
Já sem possibilidades de sonhar com a qualificação, Portugal conseguiu equilibrar o desenrolar dos acontecimentos, mas deixou escapar a possibilidade de alcançar o primeiro êxito, sobretudo devido à desvantagem na luta das tabelas (30 ressaltos conquistados, contra os 42 alcançados pelos checos). Portugal bateu-se muitissimo bem durante os primeiros 20 minutos, dando provas que a equipa consegue discutir jogos frente a equipas com aspirações a participar no próximo Europeu. Ao intervalo, a equipa nacional perdia por cinco pontos de diferença (37-42), um resultado que mantinha Portugal na discussão do jogo, embora refleti-se alguns problemas em suster a capacidade ofensiva da equipa adversária.
O conjunto português manteve o resultado encostado até aos 50-53, mas foi então que surgiu no jogo, o poste da República Checa Onderej Balvin, que com tiros de curta distância, foi decisivo para que os checos conseguissem um parcial de 10-0, em pouco mais de 3 minutos. Como consequência desse mau período, Portugal entrava no último período com uma desvantagem na casa das dezenas (50-63), um resultado que tornava a missão de Portugal em tentar vencer o jogo ainda mais complicada.
Na parte final do encontro, a equipa tentou fazer uso do tiro exterior para dar a volta ao resultado, mas a “arma” esteve longe de ser letal, até porque converteu apenas 6 em 24 tentativas. A falta de eficácia no lançamento de longa distância voltou a ser um problema para o sucesso ofensivo da equipa portuguesa, até porque não abundam as referências interiores no ataque da equipa comandada por Mário Palma.
Mas seria o poste Cláudio Fonseca o principal concretizador na equipa nacional com 22 pontos, a que somou 10 ressaltos.
A última jornada realiza-se terça-feira, com a deslocação da Seleção Nacional à Geórgia.
Portugal falha perante Albânia
Os jovens portugueses cedo começaram a revelar os problemas ofensivos que, nas três partidas anteriores, já tinham sido evidentes. E isso foi devidamente aproveitado pela Albânia que, mesmo falhando também vários lançamentos, conseguiu várias vezes ter segundas ae terceiras tentativas, mercê do domínio na luta das tabelas (47 ressaltos contra 39, com 18 ofensivos para apenas 11 da equipa lusa).
Ao intervalo, a Albânia já vencia por 8 pontos (32-24). Contudo, a diferença pontual parecia ser recuperável. Só que na segunda metade, Portugal foi ainda menos eficiente no ataque, terminando com escassos 28.9% nos lançamentos de campo em contraste com os 37,3% dos adversários.
Apesar de ter tido aceitáveis 21.4% nos lançamentos triplos, Portugal também não conseguiu aproveitar essa factor para fazer a diferença, já que apenas concretizou três triplos. Pior, contudo, foi o desempenho da linha de lance-livre. O conjunto somente aproveitou meia dúzia das 13 tentativas, ficando-se por fracos 46.2%, bem distante dos 70% da Albânia.
Em suma, uma exibição pouco conseguida que terminou com a terceira derrota nacional em quarto partida. Rodrigo Lima, com 14 pontos, foi o melhor marcador de Portugal, enquanto Miguel Pinto somou 11 ressaltos.
Montenegro demasiado forte
O jogo desta sexta-feira confirmou isso mesmo, já que a equipa nacional foi batida por 47-73. Se a tarefa já se antevia complicada, mais ainda ficou após o final do 1º período (10-22), uma vez que, com 12 pontos de desvantagem, o conjunto nacional ficou obrigado a correr atrás de um considerável prejuízo.
Para além de ter perdido a luta das tabelas (35/48), Portugal voltou a não estar brilhante nas percentagens de lançamento, algo que em nada contribui para o sucesso ofensivo da equipa comandada por Raul Santos.
Após ter terminado a 1ª parte a perder por 17-39, um resultado que reflete os problemas de Portugal em fazer pontos, a equipa surgiu melhor no inicio da etapa complementar. A primeira parte do jogo foi caracterizada pelo elevado ritmo imposto pelo adversário e apesar da boa replica dos jovens portugueses o momento de concretizar algumas boas acções ofensivas revelou-se pouco acertivo e a capacidade técnica e física da selecção de Montenegro fez-se sentir nas várias áreas do jogo.
Após o intervalo e com uma atitude excelente, os jovens portugueses conseguiram ultrapassar algumas das dificuldades iniciais e obtiveram um parcial de 17-13 a favor das cores nacionais.
Mas o rendimento da equipa não se manteve nos últimos 10 minutos, com Montenegro a mostrar toda a sua qualidade ofensiva no último período (21-13). Os 20 turnovers cometidos pelos jovens portugueses em nada favoreceram a exibição lusa, bem como a dependência do jogo exterior quando a pontaria não é a melhor. No entanto, é de realçar a que a segunda parte terminou com a desvantagem de 4 pontos, revelando uma excelente reação às dificuldades encontradas durante a primeira parte.
Gonçalo Madureira (6/7 de 2 pontos e 1/2 de 3 pontos) foi uma exceção a essa ineficácia, já que converteu 15 pontos e com enorme aproveitamento. Airton Fernandes (10 pontos e 4 ressaltos) foi o outro elemento de Portugal a terminar o encontro na casa das dezenas.
Forcing final não foi suficiente
Pese embora uma fantástica reação dos jovens portugueses no último período do encontro, a falta de eficácia da linha de três pontos, bem como o fraco aproveitamento da linha de lance-livre, em nada contribuíram para que Portugal somasse uma importante vitória nas contas do apuramento para o grupo dos oito melhores.
O triunfo obtido na jornada inaugural não libertou a equipa da pressão de estar a jogar um Europeu, já que nos primeiros 10 minutos a seleção portuguesa sentiu bastantes dificuldades para conseguir fazer pontos no ataque. Um parcial de 10-0, favorável aos suecos, em apenas 3.14 minutos, afastou a Suécia no marcador, se bem que uma boa reação de Portugal nos instantes finais do 1º período colocava a equipa nacional na discussão do resultado (8-12).
O segundo quarto foi bastante mais produtivo em pontos, ainda que Portugal não tenha estado nada feliz nos lançamentos de longa distância. Depois de uma sequência de seis triplos não convertidos, Portugal na parte final da 1ª parte conseguiu acertar com o cesto, tendo chegado ao intervalo a perder por cinco pontos (23-28).
Numa primeira parte onde as defesas se superiorizaram aos ataques a diferença esteve na capacidade da equipa sueca em conseguir rápidas transições e um bom aproveitamento para lá da linha dos 6,25 metros.
A equipa portuguesa entrou algo desconcentrada no terceiro período permitindo varias ações em drible que resultaram nalguns cestos de fácil concretização à equipa sueca alargando a vantagem. O inicio da etapa complementar não foi nada favorável à equipa portuguesa, isto porque os turnovers passaram a constituir um problema para a equipa portuguesa, que voltava a demonstrar que não estava num dia de grande inspiração nos tiros de longa distância. A falta de eficácia ofensiva por parte de Portugal, permitia que a Suécia fosse alargando a vantagem pontual que separava as duas equipas, e no final do 3º período Portugal perdia por 33-48.
No ultimo período a equipa portuguesa corrigiu os erros defensivos e com uma mudança defensiva para uma zona 2/3 e uma maior pressão sobre os lançadores da equipa contrária conseguiu estar 5.40 minutos sem sofrer qualquer ponto.
Momento esse em que Portugal já só perdia por uma diferença na casa das unidades (39-48), pelo que o jogo voltava a estar em aberto. A boa defesa de Portugal fazia com que a equipa voltasse a acreditar que ainda era possível, até porque a 1.48 minutos do final perdia por apenas quatro pontos (46-50).
entrando no ultimo minuto de jogo com apenas 4 pontos de diferença. Num derradeiro esforço e com um lançamento de 3 pontos não concretizado e que colocaria o jogo a apenas um ponto de diferença com algum tempo ainda para jogar. Uma última falta e com um lance livre concretizado pelos suecos resultou na diferença final.
A 24 segundos do final, Airton Fernandes ainda tentou um triplo para reduzir para a diferença mínima, pelo que não restava outra hipótese que não fosse tentar colocar a equipa adversária na linha de lance-livre. A falta de pontaria dos suecos contagia a equipa portuguesa, já que a 11 segundo do final desperdiçamos dois lances-livres para reduzir para dois a diferença. A Suécia acabou por vencer por 51-46, num encontro em que Portugal teve menos 7 turnovers que o adversário (17/24), recuperamos mais bolas (15/10), ganhamos praticamente o dobro dos ressaltos ofensivos (13/7), marcamos mais lançamentos de dois pontos, mas depois claudicamos da linha de lance livre (14/24 – 58.3%) e principalmente da linha de 3 pontos (2/21 – 9.5%).
O melhor marcador de Portugal acabou por ser Rodrigo Lima com 9 pontos, Miguel Pinto foi o melhor ressaltador com seis capturados, conseguindo ainda recuperar seis bolas.
Sub-16 entram a ganhar
Uma vitória no jogo inaugural frente, à Áustria (52-49), poderá ser um bom estímulo para poder disputar a passagem à fase seguinte da competição. Depois de um empate no quarto inicial, Portugal amealhou sete preciosos pontos nos dois períodos seguintes, que geriu com mestria nos derradeiros 10 minutos do encontro. Portugal volta a jogar esta quinta-feira, às 12 horas, frente à Suécia que também venceu nesta primeira jornada, já que bateu a Albânia por 47-45.
O extremo Airton Fernandes, esteve com a mão quente da linha de três pontos (3 em 3), acabando por ser o melhor marcador da equipa portuguesa com 13 pontos. O capitão Pedro Costa (10 pontos, 8 ressaltos e 5 assistências) fez um jogo bastante completo, como comprovam os números que registou no final da partida. Quem também se destacou em várias áreas do jogo foi o base Rodrigo Lima, que terminou o encontro com 7 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências.
Portugal foi superior durante 25 minutos
Embora não deixe de ser um resultado negativo, a derrota por 52-65 confirmou que a equipa nacional consegue equilibrar jogos, bem como continua a revelar falta de consistência no seu desempenho ao longo dos 40 minutos. Sinal que ainda existe um longo caminho a percorrer que terá necessariamente de ter muitas etapas, coincidindo algumas delas com dissabores inerentes a quem joga a este nível.
A Seleção portuguesa de basquetebol resistiu hoje à Hungria durante dois períodos e meio, mas depois encaixou um parcial de 23-3 e caiu por 65-52, dizendo um adeus "matemático" ao Europeu de 2015. Ao intervalo os comandados de Mário Palma comandavam o encontro (32-30), num claro sinal que se poderiam bater pela vitória. A má imagem deixada na 1ª parte do jogo de Portugal tinha sido um acidente de percurso, pena foi que a qualidade exibicional da equipa portuguesa não se tenha mantido nos segundos vinte minutos do encontro.
Depois de no domingo passado ter realizado um bom jogo frente à Geórgia, Portugal voltou a ter na Hungria um período negro em termos ofensivos. Marcar 10 pontos numa parte é meio caminho para que o resultado final não seja favorável. Portugal esteve bem durante 25 minutos, mas claudicou entre o terceiro e o quarto parcial. Em cerca de 11 minutos, os húngaros passaram a vantagem de 40-39 para 63-42, decidindo o encontro ainda com mais de cinco minutos por disputar.
No final do 3º período a equipa da Hungria já tinha dado a volta ao marcador (53-42), com um triplo de Krisztian Wittman, isto depois de ter massacrado a defesa portuguesa com a exploração do seus jogo interior. Um parcial de 10-0, favorável aos húngaros, à abrir o derradeiro quarto colocou um ponto final às hipóteses portuguesas de voltar a reentrar na discussão do jogo.
O facto de ter perdido bem cedo José Silva, que dava sinais de estar a subir de forma (26 pontos à Geórgia), em nada contribuiu para o sucesso do ataque da equipa liderada por Mário Palma.
O naturalizado Arnette Hallman, com 15 pontos, foi o melhor marcador do conjunto nacional, tendo anotado três triplos (em seis tentados) e conquistado nove ressaltos.
Mário Fernandes, com 9 pontos e Cláudio Fonseca com sete pontos e oito ressaltos, foram os outros elementos em destaque na seleção lusa, que, coletivamente, esteve quase perfeita da linha de lance livre, com 92,3 por cento (12 em 13).
Portugal merecia um final diferente
Mas da derrota, após prolongamento (90-91), frente à Geórgia, podem-se tirar várias conclusões, a primeira das quais, há muito identificada e constatada pelos responsáveis da Seleção Nacional. Assim Portugal consiga ter boas percentagens de lançamento, conseguirá competir com adversários mais fortes. Subitamente, a equipa passou a ter soluções confortáveis de tiro, as movimentações ofensivas já permitiram que os nossos jogadores se conseguissem libertar, e o ataque já passou a ter fluidez e continuidades ofensivas. A equipa técnica e o grupo de trabalho demonstrou uma enorme crença no trabalho que tem vindo a realizar e pena foi, embora também faça parte do processo de aprendizagem e amadurecimento de um grupo jovem, que não tenha sido capaz de gerir os 23 pontos de vantagem que chegou a ter já na segunda parte.
Portugal começou muito bem, pouco intimidada ou complexada por estar a defrontar uma equipa mais forte, formada por jogadores com vastos currículos nas mais prestigiadas competições mundiais. A excelência do tiro exterior impulsionou Portugal para uma 1ª parte fantástica, ao ponto de vulgarizar uma seleção com a qualidade deste adversário. Ao intervalo, Portugal vencia por 45-26, e chegou mesmo a estar a vencer por 23 pontos de diferença (45-22) já no decorrer da etapa complementar.
Mas no segundo tempo, com Portugal condicionado nas soluções interiores, situação bem aproveitada pela equipa georgiana, que explorou com mestria o seu poste nas áreas mais próximas do cesto (23 dos seus 25 pontos), o resultado foi cada vez ficando mais fechado, com a equipa nacional a sentir a pressão do aproximar do resultado.
O facto de em 12 minutos Portugal só ter conseguido 2 pontos, e a Geórgia ter beneficiado de 53 lances-livres neste jogo, contribuiu decisivamente para que os comandados de Mário Palma não tivessem sido capazes de gerir a vantagem conquistada nos primeiros 20 minutos.
Sem entrar em discursos de vitórias morais, foi evidente que a prestação da equipa portuguesa deixou orgulhosos todos aqueles que acompanharam o jogo, numa demonstração clara que a equipa está a trilhar o seu caminho, que será feito por muitas mais etapas. O mesmo será dizer que mais alguns dissabores irão acontecer, mas tendo sempre o objetivo de melhor e dotar o grupo de mais competências para se aproximar cada vez mais das equipas do topo.
A exibição de José Silva (26 pontos, 23 assistências e 3 roubos de bola) merecia ter sido coroada com uma vitória, embora não tenha sido o único a ter estado a bom nível. O capitão Mário Fernandes (17 pontos e 8 assistências) deu igualmente o exemplo, num jogo em que João Soares (13 pontos) e Pedro Pinto (11 pontos) terminaram igualmente o encontro na casa das dezenas em pontos marcados.
Capitães garantem união
A Seleção Nacional de Sub-16 estreia-se no Campeonato da Europa do escalão (Divisão B) dia 20, na Macedónia, diante da Áustria, num grupo que integra também a Áustria, a Suécia, o Montenegro, a Albânia e a Suíça. Confira nos detalhes desta notícia o estado de espírito dos capitães.
PEDRO COSTA (capitão)
Treinos: Este último estágio de preparação para o Campeonato da Europa tem sido bastante importante para melhorarmos alguns detalhes em que não estivemos tão bem nos jogos da CPLP em Angola. Tanto a nível ofensivo como defensivo temos estado a trabalhar para procurarmos o maior número de vantagens dos dois lados do campo, temos conhecimento da nossa falta de altura mas não procuramos usar isso como desculpa. Além disso ter um grande volume de treino é muito bom, nem sempre é fácil ter as melhores decisões com algum cansaço acumulado e assim somos desde já postos à prova.
Objetivos: Ao nível individual passam por fazer o que for melhor para a equipa em todas as posses de bola. Ao nível coletivo, como todos os atletas gostamos de sonhar, mas estamos cientes das dificuldades que vamos encontrar e por isso as nossas preocupações resumem-se em deixar sempre tudo em campo, pensando num jogo de cada vez.
Ambiente: Bom ambiente nesta equipa foi coisa que nunca faltou, somos uma família dentro e fora de campo e sabemos que a união é a principal chave para o nosso sucesso. Numa competição tão difícil não há razão para não sermos a equipa mais compacta e procurarmos o que de bom isso nos traz.
DIOGO CARVALHO (capitão):
Treinos: Penso que têm sido bastante produtivos, não só em termos de técnica individual, que é sempre indispensável, mas principalmente num conceito de equipa, visto que se trata de um conjunto de jogadores que nunca tinha jogado juntos antes, tirando assim uma avaliação bastante positiva dos treinos.
Objetivos: Num aspeto individual, pretendo aproveitar ao máximo a experiência de representar a Seleção Nacional. Em termos coletivos, penso que a equipa tem tudo para dar uma boa impressão no Campeonato da Europa, encarando-o por etapas, jogo a jogo, com a mesma atitude com que abordou os Jogos da CPLP.
Ambiente: Tem sido bastante bom, sendo importante também o facto de esta equipa ser composta não por dois ou três, mas sim 15, que passam a ser 12, jogadores que podem fazer a diferença, existindo assim respeito entre cada um.
“Mostrem que estão connosco”
“Mostrem que estão connosco nos bons, mas também, e principalmente, nos maus momentos”, refere o base.
Logicamente que os dois resultados até agora registados pela equipa não são os desejados, muito menos as exibições realizadas pelo conjunto nacional. Num grupo jovem e sem experiência internacional tal facto poderá ter um custo, já que Mário Fernandes reconhece que o grupo “está a trabalhar para contornar algum tipo de desilusão” que se sinta no seio da equipa.
Os problemas ofensivos têm sido apontados como uma das principais lacunas da equipa. Alguns apontam a falta de talento individual, mas o capitão julga apenas que “ainda não conseguiu expressar dentro do campo tudo aquilo que a equipa é capaz de fazer”.
No último encontro a falta de eficácia ofensiva repercutiu-se negativamente nos aspetos defensivos. Portugal não foi tão intenso a defender como é seu hábito, isto porque “permitimos muitos contra-ataques por falta de equilíbrio ofensivo.”
O poste georgiano Zaza Pachula irá ser, muito provavelmente, o maior problema a resolver por Portugal no jogo do próximo domingo. Defender jogadores com estas características, grandes e pesados, como também é o caso de Tornike Shengelia, 18 pontos frente à Hungria, é um dos handicaps que Portugal tem de ser capaz de contornar. “Temos defrontado seleções com atletas de altíssimo nível, muito maiores e com outra experiência em competições deste tipo, domingo não será exceção.”
O experiente base português não tem dúvidas que a equipa tem de respeitar alguns princípios de forma a poder possa competir com a Geórgia no jogo de Ovar. “Organização ofensiva, recuperação defensiva e a luta dos ressaltos.”
Como capitão, e neste momento menos positivo da Seleção, Mário deixa uma mensagem para todos aqueles que acompanham e sofrem com os jogos da Seleção. “Este grupo é jovem e com pouca experiência internacional, mas tem trabalhado imenso desde finais de Junho. A cada treino e a cada jogo melhora com o objetivo de competir contra alguns dos melhores jogadores europeus que atuam em Ligas como a ACB ou a NBA. Jogámos em pavilhões cheios que apoiam a sua equipa de princípio ao fim, gostávamos de sentir o mesmo aqui em Portugal. Apareçam em Ovar, domingo, às 16 horas, e mostrem que estão connosco nos bons, mas também, e principalmente, nos maus momentos.”
Sub-16 ultimam preparação
Uma vez mais a Federação Portuguesa de Basquetebol aproveitou as excelentes condições que o concelho oferece para estágios de qualidade. Os trabalhos contaram com 15 atletas e decorreram entre 6 e 15 de Agosto. Os atletas foram submetidos a treinos bi-diários exceto dia 10 e dia 14, em que a equipa treinou uma só vez. O técnico Raul Santos pretende que o grupo mantenha a sua atitude guerreira, em que a entrega terá de ser total, de modo a equipa seja permanentemente agressiva a defender. O técnico tem consciência que neste Europeu, que se disputa em Strumica, Macedónia, o conjunto português está obrigado a jogar sempre em superação, de forma a poder disfarçar as suas debilidades físicas e de estatura.
A cidade, assim como a vila do Caramulo, têm sido os locais escolhidos para as diversas Seleções Nacionais masculinas e femininas prepararem a participação nos diferentes Campeonatos da Europa. Desta feita foi a cidade de Tondela a escolhida para o estágio da Selecção de sub-16, com vista à participação da formação lusa no Campeonato da Europa, que se disputa este ano na Macedónia.
Nos treinos da manhã a equipa trabalhou mais as questões relacionadas com a técnica individual, ensino, tática individual e de grupo. As sessões da tarde incidiam sobretudo sobre a tática coletiva, com o objetivo que o grupo saiba explorar os seus pontos fortes no ataque, através da aprendizagem de rotinas e princípios básicos ofensivos.
Foram dias de “trabalho árduo com 2h de manhã e 2h30 de tarde”, com os jogadores muito “empenhados em conquistar o seu lugar” no grupo final. Uma dor de cabeça para o treinador Raul Santos, que terá de decidir até ao final deste estágio quais os 12 jogadores que viajarão na próxima segunda-feira para Strumica.
Quanto ao perfil dos atletas com quem vai contar, o selecionador nacional não tem dúvidas, até porque o desafio é enorme, o tempo de preparação foi curto e sem competição internacional que ajudasse a tomar as decisões finais. “Pretendemos 12 atletas, 12 guerreiros na Macedónia, com muita atitude e disponibilidade para encararem jogo a jogo com o seu máximo.”
Raul Santos quer uma equipa intensa nas tarefas defensivas, que faça da defesa a sua principal máxima, no sentido de procurar os ritmos de jogo que mais convêm as características dos jogadores portugueses. “Queremos defender em todo o campo, com muita agressividade, porque somos mais baixos e interessa-nos subir os ritmos de jogo, bem como procurar vantagens no jogo mais veloz.”
A intensidade e a velocidade a que os jogos são disputados neste tipo de competições nada tem a ver com a competição interna, pelo que se coloca o enorme desafio de se terem que adaptar o mais rapidamente possível à nova realidade competitiva. “Teremos que melhorar nas decisões com menos tempo e mais pressão. Teremos que dar sempre algo mais em cada momento do jogo.”
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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