Artigos da Federaçãooo
Dia para recuperar energias e ajustar hábitos
A viagem correu bem mas as duas horas de diferença horária (aqui são mais duas horas que em Portugal) fazem sempre mossa, nos hábitos do quotidiano de cada um. É nas horas de sono, nas horas das refeições, enfim é todo um balanço de tempos diário que fica alterado. Saímos de Lisboa às 07H25 no voo LH 1173 com destino a Frankfurt, onde aterrámos uns 20 minutos antes da hora prevista (11H30). A ligação para Tallinn atrasou, pois em vez de o voo LH 882 ter partido às 12H55, saiu com 25 minutos de atraso. Chegámos assim à capital da Estónia já passava das 16H30 locais (mais duas horas que em Portugal). Recolhidas as bagagens sem qualquer contratempo, tínhamos um elemento da Federação Estoniana à nossa espera e poucos minutos decorridos estávamos num autocarro a caminho do hotel, onde ficaremos instalados até à próxima 2ª feira, dia do regresso a Portugal. É já a 3ª vez que estamos em Tallinn, sempre com a selecção sénior. Se não nos falha a memória as estadias anteriores aconteceram em 2006 (Europeu 2007) e 2008 (Europeu 2009), ainda com Carlos Portugal como seleccionador, em que a 1ª volta era num ano e a 2ª volta no ano seguinte. Das duas vezes ficámos no Hotel Orhu, em que a alimentação era para esquecer, particularmente na quantidade. Vencemos de ambas as vezes, em qualquer delas por margens mínimas, após jogos muito disputados e complicados. Eram os tempos de Susana Soares, Gilda Correia, Fátima Silva, Sofia Ramalho, Carla Freitas, Joana Lopes, Sónia Reis, Paula Muxiri, Sara Filipe,Tamara Milovac, etc. e começava a afirmar-se a actual capitã lusa, Carla Nascimento. Isto para dizer que em jogos relativos aos Europeus de Seniores Femininos, na altura ainda havia Divisão A e Divisão B (onde Portugal militava), nunca perdemos com a Estónia, nesse tempo já sob o comando de Janus Lenkoi, treinador estoniano ligado há largos anos à Universidade local (Audentes) onde é professor. A primeira vez que nos cruzámos foi no verão de 2006, no Campeonato da Europa de Sub-18 femininos, Divisão B, em Chietti (Itália), ele como treinador principal da Estónia e nós como chefiando a delegação portuguesa, sendo o ano da estreia de Mariyana Kostourkova como seleccionadora de Sub-18. Nesse campeonato Portugal só perdeu um jogo (precisamente contra a Estónia) e ficou fora dos 8 primeiros, num desempate a três (Estónia, Bósnia e Herzegovina e Portugal), por um ponto. Mariyana Kostourkova lembra-se bem disso, porque são coisas que deixam marcas. Depois ganhámos os jogos todos da série dos últimos, ficando em 9º lugar na classificação geral.Esta sexta a equipa não treinou, por opção do seleccionador. Amanhã fará 2 treinos, o primeiro ao final da manhã (12H00/14H00) e o segundo ao final da tarde/início da noite (19H00/20H00), para cumprir o preceituado na regulamentação FIBA (a equipa forasteira tem direito a treinar na véspera do jogo, num horário que apanhe a hora do jogo).No domingo (dia do encontro) haverá apenas um treino de uma hora, de manhã (10H00/11H00). Na comitiva portuguesa acabou por se integrar a base/extremo madeirense Mª João Correia (CAB Madeira), contrariamente ao que estava previsto (só faria os 3 jogos da 2ª volta). Mais uma solução à disposição de Ricardo Vasconcelos, que entrará na rotação das jogadoras exteriores.Hoje é dia para recuperar energias, que serão bem precisas para o compromisso com a Estónia, adversário que até ao momento ainda não venceu (derrotas com a Itália, em Lucca, por 58-66 e com a Letónia, aqui em Tallinn, por 56-74), ocupando por isso a cauda da tabela classificativa. A liderança pertence à Letónia que soma duas vitórias em outros tantos jogos. Portugal é segundo (uma vitória com a Itália, por 54-52 e uma derrota com a Letónia, por 61-71), em igualdade pontual com as italianas, que estão na 3ª posição.
Conferencia de Imprensa em Braga
Durante a semana de 21 a 30 de Junho, vai realizar-se em Braga a Semana do Basquetebol. Uma iniciativa da Câmara Municipal de Braga, em parceria com a AB Braga, o Comité Nacional de Minibasquete, o Sporting Clube de Braga e a Associação Académica da Universidade do Minho.Nesta semana, entre outras actividades irá ter lugar o tradicional Torneio Internacional de Minibasquete de Braga (já na sexta edição e que juntará mais de 300 atletas de equipas Portuguesas, Espanholas e uma de Angola) e o Torneio Internacional de Selecções Sub20 com a presença da Selecção Nacional Portuguesa e as suas congéneres da Áustria e da Holanda. Este Torneio faz parte do programa de preparação da nossa Selecção com vista ao Campeonato da Europa que vai decorrer em Sarajevo de 10 a 20 de Julho.Sameiro Araujo, vereadora do desporto do município de Braga destacou na apresentação do programa, que a Câmara de Braga se sente muito lisonjeada com a presença da Selecção Nacional de Sub20 na cidade e reforçou a importância que a modalidade já tem na região, graças ao trabalho da ABB, do SC Braga e também da Universidade do Minho, que é actualmente Campeão Nacional Universitária de Basquetebol. “Vai ser uma semana muito dinâmica, a exemplo de outras já realizadas na modalidade, e estou muito expectante, numa iniciativa que coloca Braga na rota do basquetebol. Braga é a capital do basquetebol no mês de Junho” referiu a vereadora.Valdemar Cabral, frisou que o sucesso deste tipo de eventos só é possível com o contributo de todos os agentes e destacou o “apoio do município no desenvolvimento da modalidade”.”Braga não estava no mapa do basquetebol nacional, mas agora estamos e temos dado os passos certos, desde o trabalho de base que é a formação. Os municípios têm um papel determinante para este sucesso das modalidades. Queremos continuar a divulgar e fazer crescer a modalidade, e Braga tem dado passos importantes neste trabalho de base”.André Martins, agradeceu à Câmara Municipal de Braga, à Universidade do Minho e ao Presidente do Comité Nacional de Minibasquete, Mário Batista, as condições que foram colocadas ao dispor da Selecção Nacional e enalteceu as iniciativas previstas no programa da semana do basquetebol para a divulgação da modalidade, em especial ao nível da formação.
A força do colectivo no cumprimento do plano traçado
Depois de termos comandado durante quase 31 minutos (30:40), à entrada do minuto 40, perdíamos por um ponto (51-52). Mas numa clara demonstração de grande confiança a veterana da selecção lusa, Ana Oliveira, selou a sua atuação com a sua 3ª bomba, a 42 segundos da buzina. Estava feito o 54-52 que viria a ser o resultado final. Portugal liderou o marcador logo desde o apito inicial.
Na sua primeira actuação em solo luso, a selecção nacional feminina recebeu em Coimbra a forte e credenciada congénere de Itália, em jogo referente à 2ª jornada da fase de qualificação do EuroBasket 2015, Grupo C.A realização deste compromisso, pese o empenho de Luís Santarino, presidente da AB Coimbra e da sua equipa, acabou por se traduzir em custos para a FPB que não estavam previstos. Apenas foi possível a utilização gratuita do pavilhão para treinos e jogo, naturalmente cedido pela autarquia local, a quem agradecemos na pessoa do vereador do pelouro do Desporto, Carlos Cidade. Um agradecimento ao líder associativo que conseguiu garantir a logística dos transportes internos para as duas selecções, dos respectivos hotéis para o pavilhão tanto para os treinos como para o jogo, sem custos para a FPB. Foi uma vitória histórica pois nunca havíamos ganho à Itália. A última vez que nos havíamos defrontado, em seniores femininos, tinha sido na fase de qualificação disputada em Limerick (Irlanda) em Maio de 2001 e a selecção transalpina venceu folgadamente. No 1º quarto (16-8) a superioridade das comandadas de Ricardo Vasconcelos começou a desenhar-se logo nos primeiros ataques (8-2 no minuto 3), graças a 2 triplos consecutivos de Ana Oliveira (foram dela os primeiros 5 pontos da equipa) e Daniela Domingues, obrigando o treinador italiano a parar o jogo (minuto 3). As nossas representantes jogando com bastante concentração e eficácia chegaram a 16-5, com novo triplo, desta feita da autoria de Inês Faustino, no minuto 8. A rotação imprimida pelo treinador luso permitia jogar-se a um ritmo intenso, com transições rápidas. No 2º período (8-18) a Itália fez o que lhe competia. Melhorou a sua eficácia de lançamento, particularmente nos duplos (passou de 14% para 44%), manteve a supremacia nas tabelas (14-17 ressaltos) e Giorgia Sottana confirmava os seus dotes de atiradora (2/3 nos triplos), com Lavinia Santucci a fazer estragos na área pintada (4/5 nos duplos). Foi assim que as italianas passaram para a frente no minuto 18 (22-23) por intermédio de Santucci, com Ricardo Vasconcelos a pedir novo desconto de tempo. Mas num contra-ataque Sottana triplou para os 22-26 (minuto 19) e foi da linha de lance livre que Portugal reduziu para 24-26, resultado que se verificava ao intervalo, mas não espelhava a superioridade da nossa equipa, que esteve na frente durante 16 minutos e meio. No 3º quarto (16-7) o seleccionado luso voltou a imprimir uma toada forte, aliado a uma defesa mais eficaz. Passámos a dominar as tabelas (22-21 ressaltos), não permitindo qualquer ressalto ofensivo ao adversário neste parcial e aumentámos a percentagem nos tiros do perímetro (de 27% para 36%), com 5 triplos em 14 tentativas. Igualando o marcador (32-32) no minuto 24, com um triplo de Carla Nascimento, a esgotar o tempo de ataque, Portugal recuperou a liderança logo no minuto seguinte, através de Sofia Carolina. Acto contínuo o treinador transalpino parou de novo o cronómetro (minuto 25), mas Laura Ferreira, da linha de lance livre após ter provocado uma falta anti-desportiva fazia 36-32 (3ª falta de Raffaella Masciadri) e Ana Oliveira, com duas entradas decididas elevava para 40-33 (minuto 29), resultado ao cabo de 30 minutos de jogo.No último período (14-19) as pupilas de Ricardo Vasconcelos tiveram o jogo perfeitamente controlado até ao minuto 37 (51-42), quando alcançaram pela 3ª vez a vantagem de 9 pontos, depois de 42-33 (minuto 31) e 47-38 (minuto 34). Ainda para mais com duas jogadoras importantes de Itália (Masciadri e Sottana já com 4 faltas desde o minuto 34), nada fazia prever a quebra lusa. Alguns erros defensivos e pouca iniciativa em termos ofensivos permitiram que as italianas se aproximassem perigosamente, com 3 triplos consecutivos: Spreafico (51-46, no minuto 37, numa jogada de 4 pontos, com falta convertida), Masciadri (51-49, à entrada do minuto 38) e novamente Masciadri (a virar o resultado para 51-52, ainda no minuto 38). Até que aconteceu o momento de inspiração de Ana Oliveira a fazer o 54-52, com um triplo do meio da rua, proporcionando uma vitória histórica para as cores lusas. Resultado: Portugal 54-52 Itália No final do encontro registámos o habitual comentário do seleccionador Ricardo Vasconcelos: «Esta vitória histórica enche-nos de orgulho e satisfação e tenho a percepção de que o grupo a merecia. Preparámos o jogo conscientes de que era possível ganhá-lo, mesmo sabendo que era difícil e penso que cumprimos o plano traçado de forma bastante regular. Foi fundamental o aumento da percentagem de 3 pontos, como já tínhamos referido, aliado à qualidade defensiva que apresentámos ao longo do jogo. Entrámos nesta qualificação como outsiders e não é uma vitória contra a Itália que nos faz iludir ou mudar a forma como trabalhamos.».Destaque na selecção portuguesa para o colectivo, que voltou a fazer um jogo de sacrifício. De qualquer forma cumpre-nos salientar a prestação de Ana Oliveira, MVP da partida (17,0 de valorização) ao contabilizar 15 pontos, 5/10 nos lançamentos de campo repartidos por 2/4 nos duplos e 3/6 nos triplos, 3 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências, 1 roubo e 3 faltas provocadas com 2/3 nos lances livres. Além de ter sido também a melhor marcadora do encontro, alguns dos seus cestos foram obtidos em momentos cruciais, nomeadamente os 2 triplos do 4º período (a fazer 45-38 e 54-52, a selar o resultado), sem esquecer os 2 duplos no 3º quarto (38-32 e 40-33), com entradas decididas a atacar o cesto. Foi muito bem acompanhada por Carla Nascimento (7 pontos, 1/3 nos triplos, 6 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências e 4 roubos), Sofia Carolina (9 pontos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 assistências, 3 roubos e 5 faltas provocadas com 3/5 nos lances livres) e Daniela Domingues (8 pontos, 2/4 nos triplos, 3 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências e duas faltas provocadas). Bons contributos ainda de Laura Ferreira (5 ressaltos, uma assistência, 2 roubos e 3 faltas provocadas com 3/4 nos lances livres), Lavínia Silva (2/2 nos duplos, 2 ressaltos defensivos, uma assistência, 1 roubo e 3 faltas provocadas com 1/2 nos lances livres) e Inês Faustino (7 pontos, 1/1 nos triplos, 2 ressaltos defensivos e duas faltas provocadas com 2/2 nos lances livres). Na selecção italiana a mais valiosa foi a extremo Giorgia Sottana (8 pontos, 2/4 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, 7 assistências, 1 roubo e uma falta provocada), seguida de Lavinia Santucci (9 pontos, 4/7 nos duplos, 5 ressaltos sendo 3 ofensivos, 1 roubo e uma falta provocada com 1/2 nos lances livres), Chiara Consolini (7 pontos, 3/3 nos duplos, 2 ressaltos defensivos, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas com 1/2 nos lances livres), Laura Spreafico (9 pontos, 2/5 nos triplos, 1 ressalto defensivo e 3 faltas provocadas com 3/4 nos lances livres) e Raffaella Masciadri (8 pontos, 2/8 nos triplos, 3 ressaltos defensivos, 3 assistências, 1 roubo e 3 faltas provocadas). Em termos globais Portugal foi mais eficaz nos triplos (37%-30%), ganhou a luta das tabelas (29-26 ressaltos) particularmente na tabela defensiva (23-19), cometeu menos erros (18-19 turnovers), roubou mais bolas (12-6) e provocou mais faltas (18-17), com melhor aproveitamento da linha de lance livre (69%-67%) ao converter 11 das 16 tentativas contra 8 em 12 tentados do adversário. Por seu turno a Itália teve maior eficácia nos lançamentos de campo (37,5%-38%) e nos duplos (38%-43%), foi ligeiramente mais colectiva (15-16 assistências) e ganhou a tabela ofensiva (6-7 ressaltos). Ficha de jogoPavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia, em CoimbraPortugal (54) – Carla Nascimento (7), Daniela Domingues (8), Ana Oliveira (15), Lavínia Silva (5) e Sofia Carolina (9); Laura Ferreira (3), Inês Faustino (7), Mª João Correia e Michélle BrandãoItália (52) – Francesca Dotto (6), Chiara Consolini (7), Martina Fassina, Raffaella Masciadri (8) e Maria Laterza; Martina Crippa, Lavinia Santucci (9), Giorgia Sottana (8), Cecilia Zandalasini (3), Chiara Pastore (2) e Laura Spreafico (9)Por períodos: 16-8, 8-18, 16-7, 14-19Árbitros: Keith Williams (Inglaterra), Tomislav Vovk (Croácia) e Eric Bertrand (Suiça) No intervalo do encontro a capitã Carla Nascimento recebeu das mãos do presidente da FPB, Mário Saldanha, uma singela lembrança relativa à sua 100ª internacionalização, atingida na campanha europeia de 2013, mais precisamente no jogo com Alemanha, disputado na fase de qualificação em Ramla (Israel). Completou ontem 109 internacionalizações. No outro jogo da 2ª jornada, Grupo C, a Letónia venceu a Estónia, em Tallin, por 74-56, isolando-se no comando da classificação, com duas vitórias.A comitiva portuguesa parte hoje (5ª feira) para Lisboa, após o pequeno-almoço, almoçando já na capital. Ao final da tarde a equipa treina no Pavilhão LORD da FMH, na Cruz Quebrada e depois pernoitará numa unidade hoteleira em Carnaxide. A alvorada na 6ª feira será bem cedo pois o voo LH1173 que nos levará até Frankfurt tem a partida marcada para as 07H25. Naquele aeroporto alemão apanharemos a ligação para Tallin, onde está prevista a chegada às 16H15 locais. Na capital da Estónia, a comitiva lusa ficará instalada no Hotel Shnelli, nosso poiso até à próxima 2ª feira, já que defrontaremos a selecção anfitriã no domingo (dia 15), a partir das 18H00, no Audentes Sports Arena, em jogo da 3ª jornada que assinala o final da 1ª volta.
3ª Ação – Jogos de Preparação
Depois de um curto estágio no Jamor, Eugénio Rodrigues vai ter a oportunidade de observar as atletas convocadas em competição, já que nesta 3ª ação estão previstos a realização de 4 jogos de preparação. Nos detalhes desta noticia poderá saber o calendário dos jogos, bem como as eleitas que integram este estágio.
Mais uma maratona de 13 horas de Caminha a Ragusa
Saímos da unidade hoteleira onde estivemos magnificamente alojados, em Caminha, cerca das 04H30 da manhã, no autocarro que nos transportou ao Aeroporto Sá Carneiro. Às 05H35, mais coisa menos coisa, estávamos a descarregar as bagagens para de seguida irmos fazer o check-in. O voo TP 852 que nos levou ao aeroporto de Fiumicino (Roma) saíu às 07H20 e à hora prevista (11H20 locais) o Fokker 100 estava a aterrar na pista daquele aeroporto romano. Como a ligação para Catânia era feita pela Alitália, tivemos que levantar as bagagens e fazer novo check-in, tendo que nos sujeitar ao pagamento extra de 3 sacos de bagagem com equipamentos e material de fisioterapia. Antes da partida para Catânia, fizemos uma refeição em trânsito e cerca das 15H00 partiu (com 25 minutos de atraso em relação ao previsto) o voo AZ 1741 que nos levou até ao aeroporto de Fontanarossa que serve aquela cidade siciliana. À chegada a Catânia um minibus de 27 lugares transportou a comitiva portuguesa até Ragusa, num percurso de 90 quilómetros que demorou hora e meia a percorrer até ao Hotel Montreal, unidade hoteleira onde chegámos por volta das 18H30 locais e iremos pernoitar apenas a 1ª noite (sexta para sábado). Amanhã, sábado, após o pequeno-almoço mudaremos então para o Mediterraneo Palace Hotel, onde jantámos hoje (6ª feira). O hotel onde pernoitaremos esta noite é antigo e na realidade não tem nada a ver com a unidade hoteleira que a FPB disponibilizou para acolher a comitiva transalpina há 10 dias, em Coimbra. Esperamos amanhã ficar melhor instalados do que hoje. Por opção da equipa técnica a equipa não treinou hoje, pois o desgaste da viagem (13 horas) aliado ao despertar matutino (4 da manhã) a isso aconselhava. Foi preferível descansar hoje e sábado, véspera do jogo, fazer então 2 treinos (hora e meia de manhã e duas horas à noite). Em Caminha a equipa só treinou sexta à tarde e no final do jantar, no hotel, foi a vez de Laura Ferreira soprar as velas do bolo de aniversário (19 anos). Foi uma coincidência o facto de com 2 dias de diferença, duas jogadoras do grupo (Daniela e Laura) serem aniversariantes. A capitã Carla Nascimento que havia contraído um entorse de grau 1 na tibiotársica direita, durante o 3º período do jogo com a Letónia, não treinou com as suas companheiras, fazendo exercícios de recuperação, sob a supervisão da fisioterapeuta Bárbara Rola, bem como Ana Oliveira e Michélle Brandão, ambas com queixas.
Mª João Correia dará mais consistência mas não resolve tudo
Depois da dispensa da extremo/poste luso-francesa Aurélie Pinto, decisão tomada antes do compromisso com a Letónia, no passado domingo, pelos motivos atempadamente explicados (a FIBA considerou-a naturalizada, ficando portanto em igualdade de circunstâncias com a poste Sofia Carolina), o grupo ficou momentaneamente reduzido a 11 jogadoras, mas a chegada da base/extremo Mª João Correia (CAB Madeira) veio completar o lote das 12 às ordens do nosso timoneiro.
À semelhança do que fizemos em Riga, antes do jogo com a Letónia, quisemos saber o estado de espírito das nossas representantes, registando a opinião do seleccionador luso na antevisão da partida com a squadra azurra: «Obviamente que a Itália tem aspirações claras de se qualificar para a fase final do Europeu 2015, mas apesar de entrar em campo como equipa favorita, dos jogos que pudemos observar sentimos que é uma Itália abaixo do valor normal dos últimos anos. Revelou mais inconsistência do que o normal, alternando períodos largos de bons e maus minutos e mostrou-se débil ao nível da transição defensiva.». Naturalmente que a entrada de Mª João Correia veio elevar os níveis de confiança das suas companheiras, face às características muito particulares da versátil jogadora madeirense. Na época de 2013/14 foi a melhor marcadora portuguesa da Liga Feminina, tendo sido uma peça fundamental na sua equipa. Mas Ricardo Vasconcelos é consciente e simultaneamente cauteloso na sua análise a este novo cenário: «Em relação à entrada da Mª João é importante dizer que ela não chega para resolver todos os nossos problemas. Como é fácil de calcular, juntando-se ao grupo nesta fase, existem ainda algumas rotinas que não estão adquiridas. Assim sendo o contributo dela será no sentido de dar mais consistência à equipa, alargando a rotação das jogadoras exteriores.». Para quem se interessa mais pelos números, recordar que a Itália esteve na fase final do Europeu 2013, tendo terminado no 8º posto, atrás da Suécia. Depois de ter sido 3ª na fase de grupos, Grupo B, atrás da Espanha e da Suécia, passou à 2ª fase integrando o Grupo E, onde perdeu com a Turquia mas venceu a República Eslovaca e Montenegro. Nos quartos-de-final foi afastada das meias-finais pela Sérvia, sendo relegada para o escalonamento do 5º ao 8º lugares, onde foi batida pela República Checa e por último pela Suécia, no jogo para atribuição da 7ª/8ª posições. Recuando a 2009, no Campeonato da Europa disputado em Riga, a Itália foi 6ª à frente da anfitriã Letónia (7ª), desforrando-se da classificação obtida em Chieti dois anos antes, no Europeu 2007, quando a Letónia fez 4º lugar, uns furos acima da Itália (9º). No intervalo do jogo de amanhã, com início marcado para as 21H00, no Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia, em Coimbra, será entregue uma singela lembrança à capitã da selecção portuguesa, a base Carla Nascimento, por ter entrado no clube das centenárias (são 13). Carla completou a sua 100ª internacionalização em Junho de 2013, na fase de qualificação do Europeu 2013, realizada em Israel, precisamente na partida com a Alemanha. Amanhã a capitã lusa, que esta época ajudou a sua equipa (CB Al-Qazáres, de Cáceres) a subir à 1ª Liga espanhola, atinge as 109 internacionalizações, o que lhe dará neste momento a 7ª posição no ranking das jogadoras portuguesas mais internacionais, atrás de Susana Soares (174), Mery Andrade (129), Vera Jardim (114), Sofia Ramalho (112), Joana Fogaça e Sandra Duarte, ambas com 110.
Mª João Correia reforça a equipa na véspera do Portugal-Itália
A questão dos fusos horários e as viagens aéreas, com partidas muito matutinas, deixam muita mossa.
Basta atentar na sequência horária desde o final do jogo (22H15) em Riga: chegada ao hotel para jantar (23H00); recolher aos quartos (23H45); despertar (04H00); saída do hotel (04H30); chegada ao aeroporto de Riga (05H00); partida do voo para Frankfurt (06H25); chegada a Frankfurt (07H45); partida do voo para Lisboa (09H10); chegada a Lisboa (11H10). Até à aterragem na capital, já tínhamos 9 horas de viagem, desde a hora a que nos levantámos (02H00 portuguesas).Depois de recolhidas as bagagens (felizmente sem nenhum saco extraviado) entrámos no autocarro para nos transportar até Coimbra, onde chegámos às 15H00 à porta da unidade hoteleira, onde estamos muito bem instalados. Foi almoçar e as jogadoras recolheram aos respectivos quartos para descansarem.Ao final da tarde foram, na companhia da fisioterapeuta Bárbara Rola, fazer um curto passeio a pé, até uma zona verde não muito distante do hotel (1Km) onde fizeram uma série de exercícios de descontracção e desentorpecimento muscular. A equipa técnica optou naturalmente por cancelar o treino que estava programado para o final da tarde, face ao desgaste causado pela viagem. Mas nem tudo são coisas menos boas. Também há boas notícias. A novidade é que ontem à noite juntou-se à equipa no hotel, a jogadora Maria João Correia (base/extremo do CAB Madeira) que viajou desde o Funchal onde reside e estuda, de avião até Lisboa e depois de comboio para Coimbra. Vem reforçar o grupo de trabalho para o jogo de amanhã, com a Itália e depois entra também, tal como a poste Luiana Livulo (que viaja no próximo domingo desde os EUA, onde estuda e joga na UCLA), nas contas do seleccionador Ricardo Vasconcelos para os jogos da 2ª volta da competição: Portugal-Letónia (18/6 em Caminha), Itália-Portugal (22/6 em Ragusa) e Portugal-Estónia (25/6 em Carcavelos). São duas pedras importantes que podem ajudar Portugal na luta pelos objectivos traçados. Esta terça-feira Portugal já treinou de manhã (hora e meia), no Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia, excelente recinto onde se jogará amanhã o Portugal-Itália, bem com a selecção transalpina, que só chegou a Coimbra de madrugada. Os responsáveis italianos deram-nos conta das excelentes condições em que estão alojados (noutra unidade hoteleira da cidade) e do magnífico pavilhão que a autarquia de Coimbra tem ao serviço do desporto local, regional e nacional e da população em geral. Estamos a escrever esta notícia durante o treino da tarde (17H30 às 19H30), seguindo-se o 2º treino da equipa italiana (até às 21H30), que à luz da regulamentação FIBA tem direito a treinar na véspera, à mes ma hora do jogo (21H00).
As jogadoras interiores da Letónia foram decisivas no êxito (71-61)
De qualquer forma se as faltas das nossas únicas postes (Sofia Carolina e Lavínia Silva), não tivessem acontecido tão cedo, acreditamos que a Letónia tivesse que suar um bom bocado mais para vencer o encontro.
No 1º quarto (20-20) Portugal não se intimidou mesmo quando consentiu um parcial de 9-0, depois de ter estado na frente (2-4 e 4-6), no minuto 3. Nesse parcial imposto pela Letónia foi decisiva a acção das duas jogadoras interiores Tamane (2,01m) e Putnina (1,88m), obrigando Ricardo Vasconcelos a pedir o seu 1º desconto de tempo no minuto 6 (13-6). Com resultados práticos, pois as nossas representantes colocaram o jogo em aberto, chegando mesmo a passar de novo para o comando (18-19), com o único triplo de Ana Oliveira a 27 segundos da buzina. No 2º período (16-13) o seleccionado luso jogando com muita confiança foi fazendo pela vida e no minuto 12 aumentava a vantagem com uma bomba de Daniela Domingues (20-25). A Letónia parecia surpreendida e o seu treinador Ainars Zvirgzdins era obrigado a parar o cronómetro no minuto 14. Portugal mantinha-se na frente (26-29) e o seleccionador anfitrião pedia o seu 2º desconto de tempo no minuto 17. A 3ª falta de Lavínia Silva pouco depois de ter feito o 26-31, obrigou o treinador luso a resguardá-la no banco, tal como acontecera com Sofia Carolina (3 faltas no minuto 16). Foi nesse período que a Letónia aproveitou para virar o resultado (32-31, no minuto 19) e no minuto 20 aumentou para 36-33, resultado que se verificava ao intervalo.No 3º quarto (21-5) Portugal não conseguiu manter a clarividência anterior e as anfitriãs, com Putnina a facturar (2 lances livres, 1 triplo e um duplo no espaço de 2 minutos), conseguiram um parcial de 11-0. O seleccionador luso pediu novo desconto no minuto 25 mas a consistência não era a mesma, a eficácia de lançamento baixava dos 30% (quando ao intervalo era de 40%) e ao cabo de 30 minutos jogados, o prejuízo já era de 19 pontos (57-38). No último período (14-23) a nossa equipa acreditou que podia baixar a fasquia e gradualmente foi provocando faltas (Laura Ferreira foi decisiva nesse capítulo). Com bom aproveitamento da linha de lance livre, as nossas representantes reduziram para 9 (68-59) com uma bomba de Carla Nascimento, no minuto 39. Com 1minuto e 13 segundos para jogar, o treinador da Letónia parou o cronómetro e já nada a havia a fazer. Foi ainda da linha de lance livre que Laura Ferreira, irrepreensível (7/7) selou o resultado final. Resultado: Letónia 71-61 PortugalNo final, Ricardo Vasconcelos deu-nos a sua opinião sobre o jogo: «Penso que fizemos 32 minutos de grande qualidade. Tínhamos como objectivo o controlo do ritmo de jogo e para isso sabíamos que era fundamental controlar a tabela e os turnovers. Fizemo-lo com bastante consistência excepto em 8 minutos (os 2 últimos da 1ª parte e os 6 primeiros da 2ª metade). Um 2º objectivo era neutralizar os pontos dentro da área pintada e aí as 3 faltas a cada um dos nossos dois únicos postes, ainda na 1ª parte, limitou em muito essa acção. A finalizar a percentagem de 21,7% nos 3 pontos (5/23, é abaixo daquilo que necessitamos para sobreviver a este nível. Precisamos rapidamente de recuperar os 33-35%. Em suma, quando se joga com uma equipa com 4 jogadoras acima de 1,90m, que tem várias jogadoras a actuar na EuroLiga e se consegue competir em 3 períodos, isso só é possível fazendo um bom jogo.». Destaque nas vencedoras para as prestações de Aija Putnina , MVP da partida (21,0 de valorização) ao contabilizar 19 pontos, 5/8 nos duplos, 1/4 nos triplos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, 1 roubo, 2 desarmes de lançamento e 5 faltas provocadas com 6/6 nos lances livres, e da poste Zane Tamane (18,5 de valorização) que somou 16 pontos, 8/12 nos duplos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 assistências, 1 roubo, 2 desarmes de lançamento e uma falta provocada. Foram elas que desequilibraram a contenda, na área pintada. Foram bem acompanhadas por Elina Babkina (9 pontos, 4/5 nos duplos, 2 ressaltos defensivos, duas assistências, 1 roubo e uma falta provocada com 1/1 nos lances livres), Zane Eglite (5 ressaltos, 4 assistências, 3 roubos e duas faltas provocadas) e Anete Steinberga (6 pontos, 4 ressaltos, uma assistência e duas faltas provocadas com 4/4 nos lances livres).No seleccionado luso a mais valiosa (16,0 de valorização) foi Daniela Domingues (12 pontos, 2/3 nos triplos, 6 ressaltos sendo metade ofensivos, uma assistência, 1 roubo e 3 faltas provocadas com 2/2 nos lances livres), logo seguida de Laura Ferreira (14 pontos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência e 6 faltas provocadas com 7/7 nos lances livres) e Lavínia Silva (12 pontos, 5/10 nos duplos, 3 ressaltos ofensivos, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas com 2/3 nos lances livres). Excelentes contributos da poste Sofia Carolina (11 pontos, 4 ressaltos defensivos, duas assistências, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e 4 faltas provocadas com 3/4 nos lances livres) e da capitã Carla Nascimento (5 pontos, 1/5 nos triplos, 6 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências, 2 roubos e duas faltas provocadas), que foram penalizadas na sua valorização devido à fraca eficácia de lançamentos de campo. Ficha de jogoRiga Olympic Center, em Riga (Letónia)Letónia (71) – Zane Eglite, Baiba Eglite (4), Kate Kreslina (3), Aija Putnina (19) e Zane Tamane (16); Liene Priede (3), Ieva Veinberga (7), Anete Steinberga (6), Elina Babkina (9), Ieva Krastina, Kristine Silaraja e Zenta Melnika (4) Portugal (61) – Carla Nascimento (5), Daniela Domingues (12), Ana Oliveira (6), Lavínia Silva (12) e Sofia Carolina (11); Laura Ferreira (14), Inês Faustino, Michélle Brandão (1), Jessica Almeida, Francisca Braga e Dora DuartePor períodos: 20-20, 16-13, 21-5, 14-23Árbitros: Apostolos Kalpakas (Suécia), Henri Hilke (Finlândia) e Rune Larsen (Dinamarca)No outro jogo do Grupo C, a Itália venceu a Estónia por 66-58. A comitiva portuguesa regressa esta 2ª feira ao nosso país, com chegada prevista ao aeroporto da Portela às 11H10, no voo LH1166 procedente de Frankfurt. Para isso teremos que nos levantar bem cedo, a tempo de fazer o check-in no aeroporto de Riga, onde deveremos estar por volta das 05H00, no máximo, pois o voo LH893 que faz a ligação para Frankfurt (chegada às o7H45) tem a partida agendada para as 06H25. À chegada a Lisboa um autocarro assegurará o transfer para Coimbra, onde já iremos almoçar na unidade hoteleira que acolherá a nossa comitiva (Hotel D. Inês).
Sub-20 em novo estágio
Para esta ação, Eugénio Rodrigues conta com novas atletas, pelo que o lote de escolha das atletas a integrarem o grupo final se alargou. “Este estágio conta com 5 atletas novas que por várias razões não puderam estar no primeiro estágio. Fazem parte portanto do lote de cerca de 20 com que iremos trabalhar nesta campanha.”Sendo este o segundo momento de trabalho, o Selecionador Nacional já estará mais focado na preparação da equipa para a competição, já que irá aproveitar o tempo de trabalho para se dedicar às questões táticas. “Depois de volvidos os primeiros 4 treinos da 1.ª ação, agora é tempo de virar “a página da observação” e começar a preparação propriamente dita. Temos 8 treinos para introduzir todos os sistemas coletivos, defensivos e ofensivos, e começá-los já a trabalhar ao detalhe.” Este será mais um momento para o técnico poder introduzir conteúdos, que serão a base do sucesso assim chegue a competição. “Ainda não temos qualquer jogo de preparação pelo que podemos focar todas as atenções no plano do treino. Será portanto um momento importante e decisivo da nossa preparação, se bem que, com tão pouco tempo para trabalharmos, todos os momentos acabam por ser importantes.”
Prontos para as dificuldades ante um dos favoritos ao 1º lugar
Antes de começarmos o diálogo com o seleccionador nacional, recordar que o nosso adversário deste domingo é uma das selecções com assinatura habitual nas fases finais dos Campeonatos da Europa e dantes quando havia a separação em Divisão A e Divisão B, era sempre da elite. Por exemplo nos dois últimos Europeus, em França (2013) foi afastada logo na fase de grupos, tendo ficado na última posição do Grupo C, ganho pela França. Mas no campeonato anterior (2011), realizado na Polónia, chegou aos quartos-de-final, tendo sido afastada das meias-finais pela Rússia (campeã europeia nesse ano) e depois foi disputar a fase do 5º/8º lugares. Começou por perder com a Croácia (foi 5ª classificada), indo depois dirimir a 7ª/8ª posições, tendo terminado no 8º posto, ao ser derrotada pela Lituânia. Recuando ainda mais no tempo, foi 7ª no Europeu 2009 (aqui em Riga) atrás da Itália (6ª) e 4ª no Europeu 2007 (em Chieti ), desta feita à frente da selecção transalpina (9ª).Feito este preâmbulo, pusemos logo a primeira questão ao nosso interlocutor. Como analisa o jogo com a Letónia? A resposta foi pragmática e coerente: «Estamos provavelmente perante o jogo mais complicado da fase de qualificação, visto que vamos jogar perante um dos favoritos para vencer o Grupo C, em sua casa, no 1º jogo (para nós quase sempre o compromisso mais difícil em todas as anteriores qualificações), contra uma equipa em que os seus pontos fortes são os centímetros e os postes. Mais: recentemente nos jogos de preparação, perdeu com a China (3 pontos) e Lituânia (11), mas venceu a Grécia nos 3 encontros realizados.».O jogo interior da selecção portuguesa é desde há uns anos a esta parte uma das áreas em que somos menos competitivos, face à menor estatura, peso e envergadura das nossas jogadoras na área pintada. Essa realidade veio mais ao de cima com a notícia hoje confirmada. Ricardo Vasconcelos pormenorizou: «A juntar às dificuldades já enunciadas, tivemos hoje a informação por parte do comissário, de que a jogadora Aurélie Pinto (uma das nossas jogadoras interiores), com dupla nacionalidade luso-francesa desde a nascença (à luz da legislação portuguesa), foi considerada pela FIBA como naturalizada. Portanto como já temos a Sofia Carolina Silva com esse estatuto, naturalmente que a Aurélie, com muita pena nossa, foi preterida.». Para finalizar o seleccionador concluiu: «Em relação ao jogo, penso que estamos prontos e conscientes das dificuldades que vamos encontrar, mas temos ideias claras em como contrariar os “miss-match” com que nos iremos debater na área pintada. Temos como ambição o controlo do ritmo do jogo, mas sabemos que vai ser extremamente difícil desde logo pela necessidade que temos de controlar a luta dos ressaltos.».
Ficou demonstrado que temos valor para competir a este nível
Feita a habitual distribuição dos quartos, foi só subir para deixar as bagagens e descer para almoçar por volta das 15H00.
A viagem que nos trouxe do Luxemburgo, começou bem cedo, pois o voo da Luxair que nos transportou até Frankfurt, escala da ligação para Riga, tinha a partida agendada para as 06H45. Estar na recepção do Parc Hotel às 05H00, nosso poiso desde a passada 2ª feira, foi duro mas nestas andanças é assim mesmo. O voo que nos levou até Frankfurt, foi curto (50 minutos) e por isso combinámos com o seleccionador nacional fazer o balanço da preparação para a fase de qualificação do EuroBasket 2015 durante o voo Frankfurt-Riga (2h05). Curiosamente calhou ficarmos lado a lado e por isso as coisas ficaram bastante facilitadas. A preparação para a campanha europeia de 2014, começou a 7 de Maio, faz amanhã precisamente um mês. Fez-se depois um estágio de 6 dias na Eslovénia (Kranjska Gora), onde realizámos 4 jogos, 2 com a congénere anfitriã (duas derrotas) e outros 2 com a selecção da Macedónia (duas vitórias). O saldo ficou pois nos 50% e agora no caminho para Riga, fizemos mais 2 jogos de controlo, com o Luxemburgo. O saldo manteve-se nos 50% porque vencemos o 1º encontro (70-46) e perdemos o 2º (51-65). Foi pegando precisamente neste tema que iniciámos a conversa com o seleccionador nacional. Disse-nos: «Após 28 treinos e 6 jogos, o grupo de trabalho terminou esta fase com algum cansaço acumulado, mas bastante coeso. O trabalho realizado ao longo deste período foi bastante positivo, tendo a equipa melhorado significativamente no trabalho sem bola bem como nas transições ofensivas (aumentámos o ritmo). Do ponto de vista defensivo ainda temos algumas lacunas, quer ao nível da transição ataque-defesa quer na defesa da bola. Os 6 jogos que fizemos trouxeram-nos boas rotinas e boas dinâmicas, excepto no último em que não conseguimos ser iguais a nós próprios. As 3 vitórias demonstraram que temos valor para competir a este nível.».Esta fase de qualificação para o EuroBasket 2015 congrega 26 selecções, distribuídas por 5 grupos de 4 equipas cada e mais 2 grupos de 3 equipas cada, apurando-se os 7 primeiros e os melhores 6 segundos classificados. O sorteio ditou que ficássemos inseridos no Grupo C, juntamente com a Letónia, Itália e Estónia, selecções que defrontaremos por esta ordem, em sistema de poule a duas voltas, de acordo com o seguinte calendário: Letónia (em Riga – 8/6), Itália (em Coimbra -11/6), Estónia (em Tallin -15/6), Letónia (em Caminha -18/6), Itália (em Ragusa -22/6) e finalmente Estónia (em Carcavelos -25/6). Como faz a avaliação deste Grupo C em que Portugal calhou por sorteio, perguntámos. A resposta de Ricardo Vasconcelos mostra que o responsável técnico da selecção sénior feminina tem ambição de lutar pelo apuramento: «Em teoria estamos num grupo com 2 habitués das fases finais dos Europeus e portanto temos claro que a missão que nos espera é complicada. Até ao momento só tivemos a possibilidade de observar a Itália que, aparentemente, está a conseguir resultados abaixo do normal na fase de preparação. Por outro lado a Letónia voltou a inscrever algumas das suas jogadoras mais experientes (mudou de treinador), dando a ideia de que vai apostar forte nesta qualificação. A Estónia é um adversário directo, a priori o mais acessível. Partimos com a ambição clara de ganhar os 2 jogos. Sabemos que cada vitória num jogo internacional é difícil, mas não podemos ter outra postura senão entrar para este apuramento com a perspectiva de poder surpreender e tentar alcançar o segundo lugar no nosso grupo.». A equipa entretanto recolheu aos quartos para recuperar algumas energias, pois hoje ainda está marcado um treino com a duração de hora e meia (20H00 às 21H30), no Riga Olympic Center, recinto onde se jogará no próximo domingo a partida entre Letónia e Portugal (20H15), mais 2 horas que em Portugal.
«Empenho e disciplina tática»
“Capacidade de superação e luta” são requisitos que considera fundamentais.
O Europeu de Sub-20 Masculino está cada vez mais próximo, e o treinador André Martins vai começar os trabalhos da Seleção no Minho, local escolhido para o princípio da caminhada até à grande competição. “Vamos iniciar a preparação final em Braga (Bom Jesus) e treinar nas instalações da universidade do Minho.” Um estágio que se tornou viável graças ao empenho do Presidente CNMB, Mário Batista, que foi capaz de envolver a autarquia de Braga no apoio à Seleção.”É sempre complicado em escalões de formação fazer previsões acerca da competição, embora seja sempre possível recorrer a competições anteriores e estabelecer alguns paralelismos e retirar algumas conclusões. “Quanto às expetativas neste Europeu, teoricamente enfrentamos 3 seleções que nas gerações anteriores foram superiores à nossa Seleção. Bósnia, considerada como a grande favorita na prova; a Bélgica e a Estónia.”E nos jogos frente a estes adversários, o selecionador André Martins só encontra uma fórmula para atingir o sucesso. “Nestes encontros teremos de apelar as nossas capacidades de superação e luta, procurando levar a discussão dos encontros para os momentos finais, aí tudo pode acontecer.”O que não faz com que hajam jogos fáceis durante a competição, pois só uma equipa ao seu melhor nível será capaz de superar seleções que em teoria serão mais acessíveis. “As Seleções da Roménia, Luxemburgo e Chipre são adversários de respeito, onde só com total empenhamento e disciplina tática será possível vencer os nossos adversários.”Para o técnico nacional a dedicação dos jogadores terá de ser total, já que irá pedir deles o seu melhor durante todo o período de preparação. “Importa salientar que neste momento o mais importante será construir um compromisso de trabalho e exigência nesta fase de preparação, onde o lema das Seleções Nacionais tem que estar presente em todos os momentos – Dar o máximo.”Em anexo poderá consultar o plano de preparação da Seleção Nacional de Sub 20 Masculinos até chegar ao próximo Campeonato da Europa.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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