Artigos da Federaçãooo

Sub-20 continuam a dar luta

Com metade da equipa hospitalizada, devido a uma intoxicação alimentar, a meia dúzia de atletas a quem tem cabido a difícil tarefa de medir forças com as melhores equipas europeias ainda não conseguiu ganhar um jogo, mas tem deixado uma boa imagem em todas as partidas que realizou neste Europeu, Divisão A. Esta segunda-feira não foi exceção.

Desta feita foi a Itália. As portuguesas estão a fazer de tudo para representar condignamente o país, mas é deveras complicado aguentar uma partida completa com apenas seis jogadoras.Esta segunda-feira, na primeira jornada da segunda fase, as portuguesas perderam por 57-48 com as transalpinas, mas deram luta. Ao intervalo perdiam por 15 pontos (15-30), mas na segunda parte conseguiram ser superiores às adversárias nos dois quartos, sem que no entanto lograssem chegar ao triunfo.Itália-Portugal, 57-48Parciais: 16-7; 14-8; 10-17; 16-17Por Portugal alinharam e marcaram:Daniela Domingues – 17Victória Pacheco – 4Paula Couto – 1Inês Faustino – 9Inês Pinto – 4Joana Almeida – 13Esta terça-feira a equipa mede forças com a Letónia.


Portugal termina em 10º

Melhor entrada em campo da equipa holandesa, que desde cedo demonstrou querer vingar a derrota sofrida na fase de grupos e que comprometeu a sua possibilidade de disputar os 8 primeiros lugares.Os holandeses conseguiram neutralizar o tiro exterior português, a principal arma ofensiva do nosso coletivo. No fim da primeira parte a Holanda vencia por 42-23.Os comandados de Carlos Seixas demonstraram vontade de vencer, no entanto a Holanda nunca deixou que o coletivo luso se aproximasse mais do que os 13 pontos que separam as duas equipas no final do jogo. O esforço físico despendido para chegar a esta fase da prova fez-se sentir, pelo que Portugal não foi capaz de contrariar o contato físico utilizado pelos holandeses de modo a impedir o jogo exterior nacional.Nada que apague a fantástica prestação da equipa portuguesa neste Europeu, sobretudo se tivermos em conta a gritante diferençça de estatura e peso relativamente às restantes seleções. Os atletas portugueses foram quase sempre brilhantes na forma como se bateram, mas o facto de terem de jogar sempre em superação numa competição tão exigente como esta tem os seus custos. Principalmente quando tem que disputar jogos consecutivos, onde o período de descanso é efetivamente curto.Jogaram e marcaram por Portugal: Henrique Piedade – 6, João Gallina -5, André Miguens – 7, José Miranda – 0, Diogo Gameiro – 6, Pedro Marques – 4, João Grosso – 2,Isaías Insaly – 2, Digo Ventura – 18, Guilherme Maia – 3, João Guimarães -4, Pedro Bastos – 4.


Sub-18 seguem triunfantes

Desde que foi afastado da luta pelos lugares que dariam acesso à promoção, Portugal ainda não perdeu qualquer jogo e mostra-se determinado a terminar a prova na melhor posição possível – o 9º lugar, entre 22 participantes. Desta feita, a formação treinada por Carlos Seixas levou a melhor sobre a Hungria (88-83) e este domingo discute o 9º posto com a Holanda.

Excelente jogo de basquetebol com as duas equipas a demonstrarem que queriam ganhar o encontro, praticando o basquetebol muito ofensivo. Portugal demonstrou ter a lição bem estudada, uma vez que durante a preparação tinha efetuado 2 jogos treino com a sua congénere Húngara. Sobreposição dos ataques às defesas com Portugal a ter algumas dificuldades em parar no 1×1 o base nº 9 húngaro que foi claramente a mais-valia adversária (31 pontos). A equipa portuguesa com excelentes percentagens de lançamento de 2 e 3 pontos ( 60,7 e 45,2 respetivamente), fator fundamental para que terminasse a 1ª parte a vencer por 47-40.Após o descanso foi perdendo gradualmente a vantagem que tinha e a 3 minutos do fim do tempo regulamentar, a Hungria conseguiu passar para a frente. Mesmo assim os nossos jovens conseguiram a clarividência necessária para forçarem a Hungria a cometer alguns erros, capitalizando esses erros no ataque. Uma vitória (88-83) onde uma vez mais o grupo demonstrou maturidade para lidar com os momentos de pressão.Durante esta prova, e após 2 derrotas pesadas ante a equipa da casa e a Bélgica, Portugal mostrou ter vontade de ganhar, conseguindo encerrar esse capítulo. Espírito de união dos jovens portugueses e força de vontade, permitiu vencer equipas que teoricamente se apresentavam como favoritas.Apesar de ter sido uma excelente prestação a nível coletivo, de ressalvar as exibições dos atletas André Miguens (25 pts) e Pedro Bastos (18 pts).Também jogaram e marcaram por Portugal: João Gallina -7, José Miranda – 5, Pedro Marques – 9, João Grosso – 4, Isaías Insaly – 8, Diogo Ventura – 12, Pedro Bastos, 18


Guerreiras tentam permanência

Para o jogo com a Ucrânia a equipa técnica nacional preparou uma estratégia bastante semelhante à do dia anterior, sabendo que existiam dois factores chaves, e diferentes, que mereciam a nossa especial atenção. Por um lado Alina Iagupova, uma atleta já nossa conhecida, mas com umas capacidades físicas incríveis. A melhor marcadora do campeonato, com uma explosividade e capacidade de lançamento para lá dos 7 metros muito acima da média. Mas por outro, iríamos jogar com uma equipa que defendia claramente pior a bola que as últimas duas adversarias, donde jogar 1×1 na procura de faltas ou lançamentos longos do lado fraco iria ser seguramente 80% dos nossos ataques.Assim foi, durante 27 minutos comandamos o marcador, com um espirito defensivo incrível, e um acerto regular no tiro exterior. Com o acumular dos minutos, pois era o segundo jogo em dois dias consecutivos com 6 atletas, e com uma agravante, duas jogadoras atingiram as 4 faltas muito cedo (Paula ainda no 2º período, Ines Faustino no inicio do 3º) o problema chamado ressalto e a perda eficácia nos lançamentos de longa distancia foram ganhando expressão.O que nos últimos dez minutos foi dando alento adicional ao adversário e acabando com as ultimas forças que ainda tinhas em reserva… A equipa portuguesa continua debilitada e voltou a entrar em campo com apenas seis jogadoras, que no primeiro período conseguiram colocar as ucranianas em sentido. Ganharam o quarto por 22-20 e chegaram ao intervalo no comando do marcador, por 31-29!Fica a curiosidade de saber até onde que Portugal poderia ir neste Europeu se tivesse a equipa completa…Depois de se classificar na última posição no Grupo C, a equipa nacional vai agora tentar a permanência entre a elite europeia.Ucrânia-Portugal, 64-47Parciais: 20-22; 9-9; 18-11; 17-5Por Portugal alinharam e marcaram:Daniela Domingues – 16Victória Pacheco – 7Paula Couto – 0Inês Faustino -16Inês Pinto – 2Jessica Almeida – 6


Heroínas batem o pé à Turquia

Perderam por 52-62, frente à Turquia.

O azar bateu à posta de Portugal neste Campeonato da Europa. Apenas seis jogadoras puderam defrontar a Turquia na segunda jornada da fase de grupos; elas bateram-se estoicamente mas acabaram por ser, naturalmente, vítimas do facto de as adversárias terem um leque maior de opções, capaz de refrescar a equipa.O jogo com a Turquia era desde logo muito complicado, é uma equipa poderosa, joga com objectivo às medalhas, assente numa geração de 93 muito talentosa.Conscientes de que tínhamos apenas 6 jogadoras para o encontro, a estratégia passava claramente por baixar ao máximo o ritmo do jogo, entrar em muitas alternâncias defensivas, e controlar a sua base, Olcay Cakir, que é a jogadora chave do conjunto turco. Com uma entrega incrível, um espirito de superação louvável, as portuguesas encararam o jogo e jogaram-no de forma soberba.Cumprindo lindamente com o plano de jogo, irritávamos uma Turquia que não disparava no marcador, nem com pressões campo inteiro nem com a tentativa de jogar com as 3 gigantes, Özge Kavurmacioglu, Gizem Basaran e Emel Güler, todas com 1,90 enquanto a nossa “gigante” mais alta era Vitoria Pacheco com 1,79.À entrada do 4º periodo perdíamos de 8 e os turcos optaram por uma defesa zona que infelizmente não conseguimos, entre outras razões por desgaste, ter as percentagens que queríamos. Se assim fosse teríamos discutido o jogo até ao ultimo segundo!Se dúvidas houvesse que temos nível para jogar divisão A, ontem foi uma prova cabal do nível e qualidade do conjunto português.Parciais: 10-10; 22-13; 21-22; 9-7Por Portugal alinharam e marcaram:Daniela Domingues – 12Victória Pacheco – 11Paula Couto – 4Inês Faustino – 12Inês Pinto – 2Jessica Almeida – 11Este sábado a equipa tem em agenda um encontro com a Ucrânia, o último desta primeira fase.


Seleção sofre intoxicação alimentar

A Seleção não foi a única a ser vitimada por esta situação que prejudica gravemente este campeonato. Logo que possível serão disponibilizadas mais informações.

Aqui ficam as atualizações, acerca deste assunto:- No dia 16 de Agosto, alguns intervenientes da competição (atletas e responsáveis), sentiram algumas perturbações de ordem intestinal, agravadas por temperaturas elevadas e acompanhadas por vómitos.- Entre essas pessoas encontravam-se as jogadoras portuguesas Filipa Bernardeco e Laura Ferreira, que foram encaminhadas para um dos hospitais da cidade. A organização demorou a “perceber” a gravidade da situação, e só a muita persistência dos responsáveis de Portugal no terreno, fez com que entendessem que a situação era grave e que não era apenas pontual e exclusiva da Selecção Portuguesa.- Por volta da 23h00 desse mesmo dia, seguiu também para a mesma unidade hospitalar a nossa atleta Maria João Andrade, pois apresentava os mesmos sintomas das já mencionadas colegas. Por esta altura, já se encontravam, nos dois hospitais de Debrecen, cerca de 24/25 intervenientes na competição. Jogadoras da Servia, Polónia, Suécia, Itália, Grã-Bretanha e Turquia, com alguns responsáveis destes países também internados, com a curiosidade de até o médico Turco estar também hospitalizado.- Além destas situações, mais 7/8 atletas/responsáveis de outras selecções, não tiveram que recorrer ao hospital mas foram (e continuam a ser) atentamente seguidos pelos médicos das respectivas equipas.- Durante a noite e ao inicio da madrugada, mais 3 jogadoras portuguesas tiveram necessidade de intervenção hospitalar. Joana Jesus, Joana Soeiro e Brigitta Cismasiu encontram-se num 2º hospital, diferente do das colegas de equipa, visto que devido aos diversos casos registados no 1º, passou a receber todos os restantes pacientes. – Neste momento as 6 atletas portuguesas encontram-se internadas e estão a ser medicadas no sentido de ajudar a ultrapassar os sintomas da eventual intoxicação alimentar / virús. Aguardam-se a todo o momento o resultado das analises efectuadas a todos os afectados, pois só assim se conseguirá perceber com exactidão qual a origem de todos estes casos.- Importa referir que há situações de internamento verificadas noutras equipas já com alta médica, embora no caso das portuguesas isso ainda não acontecido.- Além do atendimento hospitalar, as jogadoras portuguesas estão a ser apoiadas pela constante presença dos responsáveis nacionais no terreno, no sentido de garantirem toda a atenção médica às internacionais lusas- Em relação à situação desportiva, tanto o Vice-Presidente Vitor Duarte, como o Secretário-Técnico Nuno Manaia, assim com o Director Técnico Nacional Prof. Manuel Fernandes e o próprio Presidente da FPB Mário Saldanha (estes últimos em Lisboa), tudo fizeram para que a partida de hoje com a Turquia pudesse ser adiada para o próximo dia de folga do campeonato, o que (do ponto de vista da FPB) não prejudicaria em nada a competição em si. A FIBA Europe não acedeu as desejos dos responsáveis nacionais. _________________________________________________ 20/08/2012 Hoje, dia 20, já regressaram ao hotel 5 jogadoras da Selecção Portuguesa de Sub-20 Femininos.Filipa Bernardeco, Joana Soeiro, Joana Jesus, Laura Ferreira e Maria João Andrade encontram-se bem dispostas, embora ainda frágeis fisicamente e com grandes restrições alimentares. Não se sabe quando poderão (ou se poderão) dar o seu contributo à equipa nos próximos jogos.No hospital encontra-se, ainda, a Brigitta Cismasiu que, ao que tudo indica, terá alta amanhã.As restantes selecções que foram afectadas, nomeadamente a Sérvia (4 jogadoras e 3 responsáveis), Turquia (3 jogadoras e 3 responsáveis), Itália, Espanha, Polónia e a Suécia começaram também já a receber os seus elementos que estiveram no hospital.Têm existido algumas recaídas e regressos aos hospitais, por parte de elementos de algumas selecções, pois estiveram pouco tempo sobre vigilância médica, não tendo sido por isso bem acompanhados.Esta situação não sucederá com as portuguesas, pois foram respeitadas todas as indicações dadas pelos responsáveis médicos dos dois hospitais onde estiveram internadas.


Sub-18 voltam a vencer

E até ao momento está a ser bem sucedida. Ao triunfo diante da Suécia seguiu-se, esta quinta-feira, uma vitória, após prolongamento, frente à Islândia, por 77-75.

Foi um triunfo suado, mas que certamente vai servir para dar ainda mais alento à formação treinada por Carlos Seixas. Portugal luta nesta fase para se classificar na 9ª posição e esta quinta-feira levou a melhor frente à Islândia, por 2 pontos (77-75), após prolongamento.A equipa não entrou bem no jogo, pois sentiu muitas dificuldades em parar as penetrações da Islândia, mostrando-se, ainda, incapaz de suster os contra-ataques.No segundo período Portugal entrou melhor, forçando a seleção islandesa a fazer alguns turnovers, isto embora continuando a ter dificuldades em parar penetrações da equipa adversária. De qualquer forma, os jovens portugueses terminaram a primeira parte a liderar o marcador por 40-39Depois da ida aos balneários, Portugal entrou bem no jogo. Continuou a forçar a seleção islandesa a cometer alguns turnovers e a contestar lançamentos, terminando a vencer por 57-51.Só que depois Portugal foi gradualmente perdendo a curta vantagem que tinha, mercê de alguma inexperiência e nervosismo nos minutos finais, que levaram a que cometêssemos alguns erros. Com 14 segundos para jogar, e com Portugal na frente, a seleção islandesa conseguiu converter um triplo igualando a partida, forçando a disputa de um prolongamento (69-69).O tempo extra foi muito disputado, com erros de ambas as partes. Mas Portugal conseguiu vencer quando, numa reposição pela linha final, no meio campo do adversário, e faltando apenas 1.6 segundos para o fim da partida, Pedro Bastos conseguiu receber a bola e fazer uma bandeja!No cômputo geral pode dizer-se que algum nervosismo e apatia impediram o coletivo luso de se distanciar no marcador e alcançar a tranquilidade. Houve muita infelicidade ao deixar a Islândia empatar a 6 segundos do fim com um triplo, mas também muita felicidade, ao converter a bola que deu a vitória.Nota ainda para a boa capacidade de resposta à adversidade, tendo os nossos jovens voltado a vencer após prolongamentoDe resto, há a ressalvar a boa percentagem de 3 pts 40.6% ( 13/32 ), bem como a superioridade na luta pelos ressaltos ( 38/37).O nosso melhor melhor marcador foi João Gallina, que esteve muito bem, quer ofensivamente quer defensivamente, marcando 17 pontos ( 4/5 3pts)Também jogaram e marcaram: Henrique Piedade – 0, André Miguens – 14, José Miranda -9, Diogo Gameiro- 0, Pedro Marques-6, Joao Grosso- 5, Diogo Ventura – 10, Guilherme Maia – 0, João Guimarães- 0, Pedro Bastos – 8.A Seleção só volta à ação sábado, diante da Hungria.


Sub-20 perdem com a França

A situação não está fácil para a Seleção Nacional, pois neste preciso momento tem 6 atletas internadas no hospital com, acha o staff que acompanha a comitiva, vitimas de uma intoxicação alimentar.

Acreditamos que terá acontecido no dia da abertura, num jantar oferecido pela organização, fora da unidade hoteleira, onde estava estava estipulado uma reçepcao aos participantes com jantar incluído. Desde lá temos tido todos os dias atletas a caminho do hospital com febre, vomitos e diarreia. Praticamente 80% das equipas estão afectadas mas na maioria dos casos com 1 ou 2 atletas.Quanto ao jogo contra França, apraz dizer que entramos muito bem no jogo. Concentrados e rigorosos no plano táctico defensivo. Sabíamos que não poderíamos permitir que fosse a França a levar o ritmo de jogo, trabalhamos muito bem no balanço defensivo, conseguindo sempre obriga-las a gastar vários segundos de posse de bola na transição defesa-ataque. Deparamos-nos com uma equipa que defende extraordináriamente bem a bola, recorrendo a poucas ajudas e muitas trocas, o que nos foi intimidando e obrigou-nos a lançar praticamente todos os lançamentos muito contestados, quer estes fossem do perímetro ou dentro da área restritiva.Focados na defesa levamos o jogo completamente aberto para o intervalo onde perdíamos de 5 pontos. As Francesas continuamente faziam transições lentas, e encontravam muitas dificuldades em conseguir chegar perto do cesto em vantagem, zona do campo onde são biometricamente muito superiores às portuguesas. Vinte minutos jogados e ambas as equipas tinham estado cerca de 8 minutos em vantagem no marcador.A França entrou na segunda parte ainda mais pressionaste sobre os bases, o que ao longo do jogo criou um grande desgaste, principalmente sobre a Jéssica visto que a Ines fez três faltas ainda na primeira parte.Frustrados nas percentagens que não aumentavam, os poucos tiros abertos não entravam, e a força anímica esgotou-se obrigando-nos a um quarto período menos conseguido, que levou as gaulesas à maior vantagem do encontro.Parciais: 13-12; 6-12; 8-12; 6-19Por Portugal alinharam e marcaram:Daniela Domingues – 6Victoria Pacheco – 5Paula Couto – 0Brigitta Cismasiu – 0Inês Faustino – 6Inês Pinto – 0Jessica Almeida – 6 (mais 7 ressaltos)Joana Soeiro – 2Joana Jesus – 2Laura Ferreira – 3Maria Andrade – 3Esta sexta-feira, na segunda jornada do Grupo C, a Seleção Nacional defronta a Turquia.


Estreia foi aziaga

Portugal perdeu por 97-45 frente à fortíssima Itália, na Sardenha, uma partida em que nunca conseguiu colocar em prática o seu jogo. Mas nem tudo está perdido e a equipa de Mário Palma certamente tudo fará para dar a volta à situação nos próximos encontros. O mau começo por parte da equipa portuguesa (4-27) marcou definitivamente o desfecho do encontro, já que a este nível, este tipo de maus períodos normalmente tornam-se irrecuperáveis.

Por Portugal alinharam e marcaram: José Silva – 6Mário Fernandes – 0Jaime Silva – 8Paulo Cunha – 0Cláudio Fonseca – 5 (mais 4 ressaltos)Betinho – 9 (mais 8 ressaltos)Miguel Minhava – 6 (mais 5 ressaltos)Jorge Coelho – 5Elvis Évora – 3Nuno Oliveira – 1Tomás Barroso – 2Fábio Lima -0Parciais: 27-4; 26-13; 25-9; 22-16No outro encontro do Grupo F, a Bielorrússia perdeu em casa com a República Checa (65-73). Sábado, dia 18, a Turquia recebe a Bielorrússia e a Itália visita a República Checa. Portugal só joga dia 21, em Almada, diante da Rep. Checa.


Objectivo é lutar para garantimos a manutenção

Impunha-se pois saber como o seleccionador nacional Eugénio Rodrigues antevê a participação das suas jogadoras, ciente de que as dificuldades serão enormes, mas ao mesmo tempo sabedor das suas características de lutador, que procura incutir nas suas jogadoras. P (JT) – Jogar na Divisão A, na elite europeia, não é necessariamente a mesma coisa a que estávamos habituados (Divisão B). Achas que a estreia irá afectar o rendimento das nossas jogadoras e que isso possa condicionar o comportamento da equipa, nomeadamente na 1ª fase? R (ER) – É muito difícil dar uma resposta a esta questão pois só perante o momento poderemos saber se estamos verdadeiramente preparados ou não. Eu creio que sim, que estamos preparados e que não será esse factor a afectar a nossa estreia. É algo que temos vindo a trabalhar individual e colectivamente. Neste capítulo, temos de ser ambiciosos mas realistas. Estará algures no meio destes dois vectores, o segredo para mantermos as atletas focadas no objectivo principal, independentemente do que nos aconteça pelo caminho e desta nova realidade que é a Divisão A.P (JT) – O Grupo C onde por capricho do sorteio estamos integrados é fortíssimo: França, Turquia e Ucrânia, são os adversários que iremos defrontar, por esta ordem. Será utópico pensar que podemos discutir com algum deles e causar uma surpresa?R (ER) – Os objectivos são claros e todos passam pela manutenção nesta Divisão A europeia. É ambicioso tendo em conta sobretudo as limitações biométricas da nossa geração de 1992-93, no entanto, julgamos ser possível e é para isso que nos preparamos todos os dias desde o inicio dos estágios.A França tem no ano transacto um 5º lugar em Sub-20 e uma medalha de prata em Sub-18 (ambas na Divisão A) pelo que só podemos esperar uma tarefa muito difícil pela frente. Vamos preparar o jogo mediante alguns vídeos que já obtivemos para tentar condicionar o adversário na certeza porém de que o adversário não dorme e não deixará de fazer o mesmo. A este nível, não existem facilidades.Já a equipa turca competiu tal como nós na preparação do Europeu e teve jogos com resultados muito dispares. Sabemos que tem nas suas fileiras parte de uma geração que fez o 9º lugar nas Sub-20 do ano transacto e um 7º lugar nas Sub-18 (ambas na Divisão A). É portanto, tal como a França, um adversário que está invariavelmente nos quartos de final da Divisão A europeia ou pelo menos nos 10 primeiros.Por último, a Ucrânia e sem adivinharmos sobre se esta selecção é ou não a mais forte opositora do nosso grupo, sabemos porém que é também uma equipa com muitos centímetros e com algumas jogadoras que são desequilibradoras, pela sua força e eficácia. Fizeram no ano transacto um 6º lugar nas Sub-20 e um 15º nas Sub-18 (também ambas na Divisão A). Em teoria, repito, em teoria poderá ser um adversário que apresente algumas debilidades acrescidas a serem bem exploradas pela nossa selecção.P (JT) – Possuímos algum conhecimento concreto sobre os nossos adversários? Sobre a sua forma de jogar, quais os seus pontos fortes, como é que os podemos eventualmente surpreender?R (ER) – Sim, para além de termos já na nossa posse elementos vídeo que nos permite antecipar as questões técnico-tácticas, sabemos que a França é uma selecção que não sendo das mais altas que iremos defrontar é no entanto fortíssima fisicamente. Têm uma intensidade de jogo altíssima, uma agressividade defensiva ímpar e uma experiência competitiva a este nível verdadeiramente invejável. Segue-se-lhe a Turquia, uma das equipas mais altas da competição, que combina centímetros com talento, velocidade e eficácia, pelo que antevemos que sejam uma das candidatas às medalhas.Por último, a Ucrânia, uma selecção onde pontua uma das melhores atletas da Europa desta geração, Alina Iagupova, que será sem sombra de dúvida um enorme desafio para a nossa capacidade defensiva, não esquecendo o facto de que esta é uma nação onde se cultiva a modalidade e onde se compete invariavelmente na Divisão A europeia.P (JT) – Da equipa que o ano passado em Ohrid foi vice-campeã europeia, conquistando a medalha de prata e garantindo a subida automática à Divisão A, restam 4 jogadoras: Daniela Domingues (extremo), Inês Faustino e Filipa Bernardeco (bases) e Maria João Andrade (extremo/poste). Esta equipa tem menos experiência que a de 2011 e penso ter menos soluções no jogo interior. Será assim? Por outro lado e isto é uma novidade em relação à prática nos últimos anos, a equipa foi reforçada com duas jogadoras que recentemente participaram no Europeu de Sub-18 (a extremo Laura Ferreira e a base Joana Soeiro), duas atiradoras. Poderão elas acrescentar valor ao grupo?R (ER) – Sim, tem efectivamente menos experiência do que a anterior e as soluções para o jogo interior são bem diferentes do que tínhamos. Essa diferença obrigou-nos a procurar outras respostas para o nosso jogo, quer no plano ofensivo, quer no defensivo. Já as duas Sub-18 que vêm reforçar a nossa selecção foram previamente escolhidas (ainda antes do Europeu de Sub-18) mediante aspectos e características que já sabíamos necessitar pois o conhecimento do grupo de Sub- 20 começou a ser alicerçado em Dezembro de 2011. São uma mais valia e esperamos muito delas, a exemplo do que também esperamos das restantes 10 atletas.P (JT) – A preparação decorreu ao longo de 4 semanas praticamente, mas conseguiu-se fazer um bom número de jogos internacionais (9), pelo menos em relação ao que é habitual, naturalmente por questões económicas: Suécia (3), Itália (2), Grã-Bretanha (2) e Suiça (2). Na tua opinião foi o suficiente ou para a selecção estar no apuro de forma desejado, esse número foi curto? A equipa correspondeu nesses jogos, nomeadamente nos últimos, ao nível que pretendes para competir no Europeu?R (ER) – Fizemos uma vez mais, a preparação possível. Tivemos nove jogos de preparação, o que é algo de extraordinário para o que é habitual, tendo como contrapartida um numero de treinos inferior ao que também é normal. Tivemos o factor tempo a condicionar-nos, mas reputo a preparação realizada como francamente positiva e dentro do esperado. As respostas dadas nos jogos foram assaz interessantes e refiro-me a conclusões negativas e positivas. Os testes individuais e colectivos que realizámos, com maior ou menor sucesso, foram muito importantes para que no dia seguinte o trabalho já fosse diferente. Veremos no final, se o caminho traçado foi o melhor. Pela nossa parte, e como dizia numa outra entrevista, “cada um de nós leva na bagagem uma camisola de Portugal que há-de regressar bem diferente do que foi.Sangue, suor e lágrimas é o que daremos sempre.”


Estreia na Divisão A é na 5ª feira contra as francesas

A comitiva lusa, chefiada pelo vice-presidente Vítor Duarte, viajou de autocarro de manhã cedo desde Rio Maior, onde esteve em estágio e participou no Torneio Internacional de Rio Maior, que terminou ontem com a vitória justa das nossas representantes, ao baterem a congénere da Grã-Bretanha. Chegadas a Budapeste, as Sub-20 lusas farão a viagem até Debrecen, cidade que irá acolher o Europeu até dia 26 do corrente. O transfer será de autocarro para cumprir um percurso da ordem dos 190 quilómetros. A comitiva portuguesa é ainda composta pelos seguintes elementos:Eugénio Rodrigues (seleccionador nacional)José Araújo (treinador-adjunto)Ricardo Vasconcelos (coordenador das selecções femininas de formação)Nuno Manaia (secretário)Sandra Carvalho (fisioterapeuta)Jogadoras (12)Filipa Bernardeco (GDEMA Menéres) baseInês Faustino (AD Vagos) base Jessica Almeida (Olivais FC) baseJoana Soeiro (GD Gafanha) baseJoana Jesus (AD Vagos) base/extremoLaura Ferreira (GDESSA) extremoDaniela Domingues (AD Vagos) extremoPaula Couto (GDEMA Menéres) extremoInês Pinto (AD Vagos) extremo/posteMaria João Andrade (Olivais FC) extremo/posteVitória Pacheco (CAB Madeira) poste Brigitta Cismasiu (GDEMA Menéres) poste O juiz internacional Paulo Marques, nomeado pela FIBA como árbitro acompanhante da equipa portuguesa, viaja só depois de amanhã, véspera do início do campeonato (5ª feira, dia 16).


Portugal entra com pé direito

As previsões dos selecionadores nacionais Carlos Seixas e Raúl Santos confirmaram-se – neste Europeu e no Grupo que Portugal integra sem dúvida é o mais complicado e por isso não existirão vitórias fáceis.

Ante uma Holanda mais forte fisicamente, desde cedo os jovens Lusos demonstraram terem vindo a Sarajevo para discutir todos os jogos. Desde o início do primeiro período, o coletivo português demonstrou vontade de vencer tendo terminado os primeiros 10 minutos a vencer por 20-17. No entanto, o jogo adivinhava-se duro, com um total de 9 alterações na liderança do marcador e 11 ocasiões em que o resultado esteve empatado.Desde cedo Carlos Seixas, devido à intensidade que permitia imprimir nas ações defensivas, optou por uma rotatividade de jogadores muito elevada. Decorriam 6 minutos de jogo, e com Portugal na frente do marcador, já tinham entrado em campo 10 dos 12 jogadores nacionais. Com a entrada no 2º período os jovens portugueses acusaram alguma inexperiência. Aos 5 minutos encontravam-se a perder por 25-20, no entanto os comandados de Carlos Seixas e Raúl Santos demonstraram a garra necessária para dar a volta ao resultado e foram para o intervalo a vencer por 33-30. Com o começo do terceiro quarto os atletas nacionais continuaram a manter a liderança no marcador, tendo terminado o período a vencer por 51-48.O derradeiro quarto foi marcado por uma grande combatividade dos nossos jovens, onde por vezes o coração falou mais alto que a cabeça, tendo cometido alguns turnovers e concedido alguns ressaltos ofensivos, que permitiram à Holanda terminar os 40 minutos regulamentares empada a 68 pontos. Portugal podia ter resolvido o encontro na última posse de bola, mas nem isso afetou a confiança do grupo de trabalho.Com a entrada no primeiro prolongamento, o coletivo Luso, que apresentava uma maior frescura física, conseguiu manter o primeiro prolongamento controlado, no entanto, um milagroso cesto de dois pontos e um triplo da equipa holandesa empataram o jogo e obrigaram a mais um período de 5 minutos para que se pudesse encontrar o vencedor, uma vez que o marcador se encontrava novamente empatado a 75 pontos. Poderia pensar-se que a fase de mais positiva dos holandeses seria decisiva para o segundo prolongamento, mas os atletas acreditaram que chegaria o momento deles como recompensa pela forma como lutaram e desejaram a vitória. Nos derradeiros 5 minutos, a rotatividade do banco imprimida pelo treinador Carlos Seixas, teve os seus frutos, uma vez que o coletivo luso apresentava maior frescura física. A má seleção de tiro da equipa holandesa e uma defesa sufocante levaram a que, por fim, a equipa Portuguesa conseguisse vencer este jogo por 85-79. Uma fantástica vitória marcada pela forma consistente como grupo de comportou nos momentos decisivos, bem como pelo modo como soube reagir às fases adversas que existiram ao longo dos 50 minutos.De destacar o grande espírito de equipa e entreajuda dos jovens Portugueses, especialmente no capítulo dos ressaltos, onde, apesar da diferença de estatura, os nossos jovens conseguiram 43 ressaltos contra 39 na da equipa holandesa. Também de realçar a boa percentagem de 3 pontos com 13/30 ( 43.3%)Numa exibição marcada pelo coletivo, de destacar a exibição do base Pedro Bastos com +18 de valorização, tendo marcado 21 pontos ( 5/7 de 3 pontos ), João Grosso, sempre muito forte da luta das tabelas com 17 pontos marcados e do experiente base Diogo Ventura com 15 pontos e 5 assistências. Também Jogaram e marcaram por Portugal: Henrique Piedade (estreia internacional ) – 3 pts; João Gallina; 0 pts; André Miguens – 7 pts; José Miranda – 7 pts; Diogo Gameiro – 0 pts; Pedro Marques – 3 pts; Isaías Insaly – 10 pts; Guilherme Maia – 0 pts e João Guimarães – 2 ptsSexta-feira a Seleção volta a jogar pelas 18.30h, 17.30h de Portugal, contra a anfitriã e fortíssima Bósnia, equipa candidata à subida de divisão.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Legenda

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Miguel Maria

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