Artigos da Federaçãooo
Vitória lusa em Rio Maior
Portugal venceu o encontro por 72-66, numa partida muito equilibrada até ao minuto 35 (55-55). Depois as nossas representantes ganharam uma vantagem de 6 pontos (61-55), que souberam gerir até final sem grandes sobressaltos.
Depois de 4 bons testes para os objectivos das comandadas de Ricardo Vasconcelos, como foram os embates com a Suécia (cá) e em Montenegro, apesar dos resultados negativos, este confronto com as moçambicanas teve a vantagem para o seleccionador luso de saber como seria o comportamento da sua equipa face a um basquete mais atlético e menos cerebral, em relação aos adversários anteriores.Para Ricardo Vasconcelos “foi um jogo onde pudemos ser tacticamente superiores a Moçambique, que embora seja muito veloz pratica um basquete mais naif e por isso permitiu-nos explorar bem as nossas vantagens tácticas. Era um teste importante pois era o último jogo onde poderíamos fazer alguns acertos tácticos em relação ao que fizemos nos 4 confrontos anteriores.” A finalizar o seleccionador nacional referiu: “Ficámos satisfeitos com a resposta que a equipa deu.”Primeiros 10 minutos (18-17) com sinal mais da selecção lusa, com Carla Freitas a ser a marcadora de serviço, anotando os primeiros 9 pontos da equipa. Depois o tiro exterior das moçambicanas reduziu o prejuízo até à diferença mínima.No 2º quarto (13-15) Moçambique defendendo com grande agressividade e jogando em transições muito rápidas, sob a batuta da base e capitã Deolinda Ngulela , passou para a frente pela 1ª vez aos 20-21, com um triplo da extremo/poste Leia Dongue, no minuto 13. O seleccionador luso parou o cronómetro pouco depois quando Ngulela ampliou para 20-23 (minuto 14), mas as forasteiras não afrouxaram e através de Anabela Cossa (1 triplo e um contra-ataque) conseguiram a maior vantagem (22-28). Foi Larisse Lima que em duas boas iniciativas reduziu primeiro para 27-28 e logo a seguir para 29-30. Novo desconto de tempo para Portugal a 37 segundos da buzina permitiu a Michelle Brandão fixar o resultado (31-32), ao intervalo.Dois triplos de Carla Nascimento (34-31) e Carla Freitas (37-35), respectivamente nos minutos 22 e 23, obrigaram o treinador de Moçambique (Nazir Salé) a parar o cronómetro aos 37-37 (minuto 23) e de novo aos 45-45 (minuto 28) num parcial muito equilibrado (19-18), com várias alternâncias de comando e situações de igualdade, a última das quais (50-50), no final do 3º período.No derradeiro quarto (22-16), o equilíbrio manteve-se até à entrada do minuto 35 (55-55), depois de Carla Freitas ter acertado o seu 3º triplo da noite (55-52). Um parcial de 6-0 deu às nossas representantes a tranquilidade e a confiança necessárias para não deixar fugir a vitória, sem dúvida merecida, embora as moçambicanas ainda tivessem reagido (61-59, no minuto 37). Resultado final: Portugal 72-66 MoçambiqueNa selecção portuguesa destaque para as prestações de Carla Freitas (17 pontos, 3/6 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, uma assistência e uma falta provocada, com 2/2 nos lances livres), Sara Filipe (13 pontos, 7 ressaltos sendo 1 ofensivo, 7 assistências e duas faltas provocadas, com 3/4 nos lances livres), Joana Lopes (6 pontos, 2/4 nos triplos, 4 ressaltos sendo 3 ofensivos, 6 assistências e 2 roubos), Sofia Carolina (6 pontos, 5 ressaltos sendo 4 ofensivos, uma assistência, 1 roubo e uma falta provocada, com 2/2 nos lances livres) e Carla Nascimento (3 pontos, 1/2 nos triplos, 1 ressalto defensivo e 5 assistências). Nas moçambicanas saliência para as actuações de Leia Dongue (13 pontos, 1 triplo, 5 ressaltos defensivos, 5 roubos e 3 faltas provocadas, com 4/5 nos lances livres), Deolinda Ngulela (13 pontos, 1/2 nos triplos, 3 assistências e uma falta provocada, com 2/2 nos lances livres), Anabela Cossa (7 pontos, 2/6 nos triplos e duas assistências), Catia Halar (6 pontos, 2/2 nos triplos e 2 ressaltos defensivos) e Odelia Mafanela (7 pontos, 7 ressaltos sendo 6 ofensivos e 3 faltas provocadas com 5/6 nos lances livres).Em termos globais a vitória lusa justificou-se pela superioridade nas tabelas (29-14 ressaltos), com realce para os 12 ressaltos ofensivos, pelo maior colectivismo (23-7 assistências) e maior eficácia da linha de lance livre (92%-85%), com um falhanço apenas em 13 tentativas, contra 3 desperdiçados em 20 tentados. Equilíbrio nos turnovers (13-11), nos roubos (11-12) e nas faltas provocadas (17-18).Moçambique foi mais eficaz nos tiros do perímetro (43%-47%), com 7 triplos em 15 tentativas, enquanto as nossas representantes acertaram 6 em 14 tentados. Ficha de jogoPortugal (72) – Carla Nascimento (3), Carla Freitas (17), Ana Oliveira (6), Débora Escórcio (4) e Sofia Carolina (6); Joana Lopes (6), Sara Filipe (13), Michelle Brandão (2), Maria João Correia, Larisse Lima (5), Daniela Domingues (4) e Tamara Milovac (6)Moçambique (66) – Deolinda Ngulela (13), Anabela Cossa (11), Cátia Halar (6), Leia Dongue (13) e Deolinda Gimo (4); Ana Azinheira, Rute Muianga (7), Odelia Mafanela (7), Valerdina Manhonga (2), Filomena Micato e Eliana Ventura (3) Por períodos: 18-17, 13-15, 19-18, 22-16Árbitros: Rui Ribeiro e João VeigaA equipa portuguesa treina ainda hoje à tarde, em Rio Maior, seguindo para a Costa da Caparica onde pernoita antes da partida para a Odessa (Ucrânia), na 2ª feira bem cedinho (06H15).
Tomás Barroso: «Pronto para representar o meu país»
O jogador, que não esconde a sua alegria, reconhece que a presença na equipa nacional de Esperanças terá sido importante para esta convocatória.
Está a ser um final de temporada de sonho?Não poderia pedir melhor! Primeiro, o título de campeão nacional na minha segunda época de Liga e depois a cereja no topo do bolo que foi a minha segunda chamada consecutiva à Seleção principal. Foram 2 ou 3 semanas cheias de emoção e alegria, vividas ainda com mais intensidade depois do que me aconteceu no início da temporada.De que forma recebeu a notícia da convocatória para os trabalhos da Seleção sénior?Com a mesma alegria e emoção que o ano passado! Sempre foi um objetivo representar o meu país e cada vez que isso for possível vai ser sempre um motivo de orgulho e de celebração. Este ano foi tudo muito complicado desde o início mas os selecionadores deram-me uma oportunidade e sei que vou estar a altura para retribuir esse voto de confiança.O facto de estar a trabalhar com as Esperanças colaborou de alguma forma na sua chamada à Seleção principal?Desde do início que olhei com muitos bons olhos a minha participação na Seleção de Esperanças e fui dando conhecimento da minha total disponibilidade nas conversas que mantive com o treinador Mário Gomes. A intensidade e o nível dos treinos são muito altos e até ao momento está a resultar melhor do que esperava, o que de certeza será uma mais-valia para dia 25. Por outro lado também sei que os trabalhos nesta Seleção acabam por ser um forte teste às minhas condições atuais e que na verdade contribuiu certamente para a minha convocatória para a Seleção principal.Mas a época não foi feita só de momentos bons. Esta parte final da temporada é a recompensa por todo tempo que esteve afastado da competição?Nada substitui os 5 meses que perdi de competição mas é claro que acabar a temporada desta forma dá-me uma motivação extra para continuar a trabalhar e a dedicar-me ao basquetebol. Poucos dias depois da lesão não sabia o que iria ser do meu futuro e se queria passar por todo este processo doloroso outra vez. Tive que dar a volta à situação e acreditar que a lesão não iria deitar por terra tudo aquilo que consegui ganhar ao longo destes anos e foi aí que decidi partir para a segunda operação. Agora que tudo já passou, que os problemas já se encontram longe, fico feliz por ter tomado esta decisão. Foi importante para mim ter participado nos encontros finais e dado a minha pequena colaboração para a equipa e este grupo de trabalho fantástico ser campeão nacional. Mais feliz fiquei com a possibilidade de poder ainda representar a Seleção nacional, culminando assim uma época marcada por muitos baixos mas que está a acabar da melhor maneira possível Regressou esta época ao Benfica depois de um ano de empréstimo. A decisão de jogar no Ginásio precipitou a sua ascensão no basquetebol nacional?A época 2009/2010 tinha acabado de terminar e eu era um jogador livre. Sempre tive um enorme desejo de jogar na Liga Portuguesa e mal surgisse a oportunidade eu de certeza iria querer agarrá-la. Assim nesse verão depois do Europeu de sub-20 realizado na Áustria, recebi o convite do treinador Sérgio Salvador para fazer parte do plantel do Ginásio Figueirense. Após pesar os prós e os contras da proposta, e com o apoio da minha família decidi assinar contrato com aquela grande instituição. Tinha sempre aquela dúvida latente: “Quantos minutos iria ter por jogo; Vão-me dar muitas oportunidades? Como é que vou reagir a jogar ao mais alto nível do basquetebol português?”. Tudo isto passou pela minha cabeça, como na de qualquer jovem de 19 anos que vai partir para a sua primeira experiência como profissional. Mas o que é um facto é que fiz uma época de sonho desde o primeiro momento e as oportunidades que o treinador me deu consegui agarra-las determinantemente. Terminámos em 6º na classificação, com um final de época muito disputado devido a luta por um lugar no playoff. Cumpri o meu objetivo principal que era mostrar que podia jogar na liga e tal como eu, gostava que muitos dos meus colegas mais novos tivessem a mesma oportunidade e o mesmo espaço para poderem errar e aprender. Com o final da época chegou a lista de nomes dos atletas que iriam fazer parte da Seleção Nacional e quando me vi entre aqueles jogadores que idolatrava quando era mais novo soube que já tinha uma pequena marca minha na história do basquetebol português. E agora? Quais são os objetivos do Tomás Barroso para os trabalhos da Seleção? Os meus objetivos são e sempre serão os mesmos: todos os dias irei trabalhar para melhorar em algo. Apesar de um ano com alguns azares, quero mostrar aos treinadores que a minha chamada à Seleção não foi em vão e que eu estarei pronto para representar e ajudar o meu país a qualificar-se para o Europeu de 2013. Sei que vão ser meses muito duros, o contrário não seria de esperar, mas a minha presença no grupo de trabalho do ano passado vai-me com certeza dar mais consistência e ajuda a assimilar de uma forma mais útil a informação que será dada pelos treinadores.Muitos jogadores jovens na lista de convocados. Isso será sinónimo de ambição? Todos que estão nesta lista com certeza que merecem o voto de confiança dos treinadores. Temos muitos bons jogadores portugueses na liga e alguns deles lá vão estar também no dia 25 de junho. São jogadores jovens, trabalhadores e com muita garra e isso vai sentir-se desde o primeiro dia de treino. Se estas oportunidades continuarem a ser dadas e se os clubes portugueses começarem a abrir os olhos, podemos dar um grande salto qualitativo no basquetebol português e assim começar a sonhar com voos mais altos.
Arranque da preparação
A equipa portuguesa treinada por Mariana Kostourkova é das primeiras a iniciar os trabalhos, tendo já divulgado a lista das atletas que estarão presentes neste primeiro estágio de preparação. Os trabalhos irão decorrer na Cruz Quebrada entre os próximos dias 6 e 9 de Junho.
Algumas das novidades relativamente à última convocatória, destacando-se a chamada de algumas atletas ainda com idade Sub16, como são os casos de Simone Costa, Maria Kostourkova e Chelsea Guimarães.De salientar ainda a presença de várias atletas que já competem na atual Liga Feminina de Basquetebol, bem como de algumas que disputaram o Campeonato da 1ª Divisão. Nos documentos relacionados desta notícia pode ficar a conhecer a lista de convocadas escolhida por Mariana Kostourkova para este primeiro estágio de preparação.
Portugal-Moçambique este sábado em Rio Maior
Antes da partida para a Ucrânia, na próxima 2ª feira, onde irá defrontar a selecção anfitriã dois dias depois (4ª feira, dia 13) no arranque do Grupo A do EuroBasket Feminino 2013, a selecção lusa efectua amanhã o seu 5º e último jogo de preparação, tendo como adversário a congénere moçambicana que chegou hoje do seu país, viajando de seguida para Rio Maior onde também fica instalada.A selecção de Moçambique sob a liderança de Nazir Salé está a preparar-se ainda para a luta por uma vaga que lhe permita estar nos Jogos Olímpicos de Londres, a realizar este Verão. Para tal a Federação Moçambicana na base das relações de cooperação existentes com a congénere portuguesa, solicitou colaboração tendo-se acertado inicialmente 2 jogos de preparação, mas a comitiva moçambicana não conseguiu viajar na data prevista (28 de Maio). Ficou apenas a hipótese de um jogo, agendado para amanhã, sábado, às 20H30 no Pavilhão de Rio Maior.Há um ano atrás (Agosto de 2011) as moçambicanas estiveram no nosso país a preparar-se para os X Jogos Africanos realizados no Maputo. No programa de preparação incluíram-se 4 jogos com a Selecção Nacional de Esperanças, formada com base na selecção de Sub-20 que se sagrou vice-campeã europeia, da Divisão B, tendo garantido a subida à Divisão A.Mais fortes fisicamente e mais experientes (nomeadamente Deolinda Gimo, que representou o Olivais em 2006/07 e Ana Azinheira que estudou e jogou nos EUA) ganharam os 4 jogos, com alguma naturalidade, pese a réplica das nossas representantes sob o comando de Ricardo Vasconcelos.
Excelente atitude das portuguesas no 2º jogo
Deste conjunto de variáveis resultou uma boa actuação das comandadas de Ricardo Vasconcelos, nomeadamente na 2ª metade, em que vencemos ambos os períodos (25-34).
Cetinje (Montenegro) – No terceiro dia nesta cidade montenegrina a temperatura baixou para 18º C, após uma noite de tempestade com muita chuva, trovões e relâmpagos. Mas atenção porque houve pessoal que não deu por nada… A selecção treinou à mesma hora da véspera (apronto com a duração de uma hora no final da manhã) tendo cumprido a programação estruturada pela equipa técnica. À tarde, antes do 2º jogo de preparação, houve visionamento do vídeo do confronto da véspera para correcção dos erros cometidos e estabelecimento de estratégias, tendo em vista conseguir-se uma melhor prestação ante a forte congénere de Montenegro.Nos 10 minutos iniciais (23-11) a classe de Skerovic fez a diferença a marcar, a roubar bolas e a assistir, enquanto Dubljevic também era eficaz no ataque. A reacção lusa após um desconto de tempo ao minuto 5 (10-2) obrigou Miodrag Baletic a colocar em campo a poste Perovanovic, que não entrara no cinco inicial, o que fez mossa às nossas representantes.Reentrando muito forte no 2º quarto (22-12), as anfitriãs sempre sob a batuta de Skerovic chegaram num instante a 32-13 (minuto 13), o que obrigou o treinador luso a parar o cronómetro, sem grandes resultados de imediato porque a vantagem montenegrina mantinha-se na casa dos 20 pontos (37-17), com a mão quente de Jovanovic (7 pontos consecutivos) a fazer estragos. Dois triplos seguidos de Carla Nascimento reduziram o prejuízo para 16 pontos (39-23), mas as anfitriãs aproveitando alguns erros nossos criaram situações de superioridade numérica para repor a diferença acima da vintena ao intervalo (45-23).No reatamento as coisas melhoraram tanto do ponto de vista defensivo como ofensivo. Defendendo com grande agressividade e atacando com mais clarividência, Portugal soube escolher as melhores situações de tiro exterior (4 triplos no 3º período, que vencemos por 18-22), a cargo de Carla Freitas (2), Carla Nascimento e Joana Lopes, alternando também com bons movimentos na área pintada, que deram cesto. Aos 50-33 mais um desconto de tempo para Montenegro , mas a mão quente das atiradoras lusas não arrefecia, baixando a fasquia para 12 pontos (53-41), no minuto 26. Aí foi altura de a arbitragem inventar algumas decisões no mínimo discutíveis e a vantagem da equipa da casa a disparar para 18 no final do 3º período (63-45).No último quarto (7-12) conseguimos voltar a vencer o parcial, com base numa grande atitude defensiva aliada a grande colectivismo em termos ofensivos, com mais 2 triplos da autoria de Ana Oliveira e Carla Freitas e duplos das jogadoras interiores.Resultado final: Montenegro 70-57 PortugalPara Ricardo Vasconcelos “ A primeira ilação a tirar é o carácter com que abordámos este jogo e a capacidade de reagir dum dia para o outro. Fomos uma equipa muito melhor que a de ontem, quer tacticamente quer na atitude. Contudo e apesar de estarmos a melhorar do ponto de vista físico, ainda estamos numa fase de crescimento táctico, o que transmite alguma inconsistência ao longo do jogo, de que é exemplo o número elevado de turnovers (24)”. “Houve uma melhoria nítida do ponto de vista defensivo, nomeadamente na 2ª parte”, finalizou o seleccionador nacional.Destaque nas vencedoras para o desempenho da base Jelena Skerovic, MVP do encontro (24,0 de valorização), ao contabilizar 17 pontos, 4/6 nos duplos, 3/9 nos triplos, 6 ressaltos sendo metade ofensivos, 5 assistências, 4 roubos, 1 desarme de lançamento e 4 faltas provocadas. Foi bem secundada por Iva Perovanovic (9 pontos, 4/5 nos duplos, 4 ressaltos sendo metade ofensivos, duas assistências, 2 roubos e 3 faltas provocadas) e Jelena Dubljevic (12 pontos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, 4 assistências, 2 roubos e duas faltas provocadas).No colectivo luso a mais valiosa foi a poste Sofia Carolina (6 pontos, 7 ressaltos sendo 3 ofensivos, duas assistências, 1 roubo e duas faltas provocadas). Foi bem acompanhada por Carla Freitas (11 pontos, 3/6 nos triplos e 2 ressaltos defensivos), Carla Nascimento (11 pontos, 3/6 nos triplos, uma assistência, 2 roubos e 2 ressaltos defensivos), Débora Escórcio (6 pontos, 5 ressaltos sendo 3 ofensivos, uma assistência , 2 roubos e 3 faltas provocadas)e Joana Lopes (5 pontos, 1/1 nos triplos, 3 ressaltos defensivos, duas assistências e duas faltas provocadas, com 2/2 nos lances livres).Em termos globais a vitória de Montenegro justifica-se basicamente pela maior eficácia nos lançamentos de campo (47%-39%), nomeadamente nos duplos (54%-38%), pelo menor número de erros (19-24 turnovers), pelo maior número de roubos (12-10), por ter sido mais colectiva (16-9 assistências) e por ter provocado mais faltas (19-12), indo à linha de lance livre muito mais vezes que as portuguesas (10/19 contra 2/2).Portugal esteve mais certeiro nos tiros do perímetro (33%-41%), com 9 triplos em 22 tentativas contra 6 em 18 tentados e equilibrou a luta das tabelas (26-26 ressaltos), capturando 8 ressaltos ofensivos contra 10 das adversárias. Ficha de jogoMontenegro (70) – Jelena Skerovic (17), Snezana Alesic (5), Jelena Dubljevic (12), Milica Jovanovic (12) e Natasa Popovic (1); Iva Perovanovic (9), Ana Baletic (5), Ana Turcinovic (7), Jelena Culafic (2), Maja Milutinovic , Milica Milosevic e Sanja Knezevic Portugal (57) – Carla Nascimento (11 ), Joana Lopes (5), Ana Oliveira (5), Sara Filipe (4) e Sofia Carolina (8); Tamara Milovac (3), Carla Freitas (11), Débora Escórcio (6), Michelle Brandão, Daniela Domingues (2), Mª João Correia (4) e Larisse LimaPor períodos: 23-11, 22-12, 18-22, 7-12Árbitros: Karolina Radinovic, Vladan Turcinovic e Marko LekicA comitiva portuguesa regressa a Lisboa amanhã (4ª feira). Há que levantar cedinho, pois a saída do autocarro que nos leva até ao Aeroporto de Podgorica está marcada para as 05H30. A partida para Viena é às 08H05 no voo YM500 com chegada à capital austríaca às 09H35. Depois uma longa espera de quase 5 horas até à saída do voo TP691 (14H20), com destino a Lisboa (chegada prevista para as 16H50).
Seleções ao trabalho
Neste estágio de observação, de 7 a 10 de Junho, vão participar dois treinadores convidados, Tânia Rodrigues e Hugo Linhares, em que cada um deles estará diretamente ligado ao trabalho de um dos grupos escolhido.
As duas Seleções irão estar conjuntamente concentradas, em Vagos, sendo que o trabalho de campo será divido, com os dois grupos a partilharem o mesmo espaço, mas em horários diferentes. Este estágio das Sub-16 já faz parte da preparação para o Campeonato da Europa, pelo que a Selecionadora nacional Ana Catarina Neves é a responsável do grupo e irá trabalhar com o auxílio da treinadora convidada Tânia Rodrigues.Nas 12 escolhidas, quatro ainda têm idade de Sub-15, o que faz com que não seja expectável, embora seja uma possibilidade, que mais atletas jovens venham a fazer parte da Seleção de Sub-16.Em virtude deste ano não se realizar o tradicional Torneio da Amadora, o corpo técnico da Federação decidiu-se por promover um estágio de observação das atletas mais jovens, com o pensamento já no futuro. O Selecionador Nacional Agostinho Pinto, auxiliado pelo treinador convidado Hugo Linhares, irá ficar responsável pelo trabalho com as Sub-15.Nos documentos relacionados desta notícia poderá consultar a convocatória para cada uma das respetivas Seleções.
Vagos, uma cooperação consistente
Tem este estágio uma forte carga simbólica, saúda-se por isso e de forma especial o regresso a Vagos das selecções jovens após a interrupção forçada do Centro Nacional de Treino Colégio Calvão – Vagos.
Este foi durante seis anos o viveiro onde se colheram as melhores sementes do basquetebol juvenil Português, que possibilitou a obtenção dos melhores resultados, culminando o ano passado a com Selecção nacional de Sub – 20 a conseguir o titulo de Vice-Campeã da Europa Divisão B – grupo constituído por atletas oriundas precisamente do C. N. T. Colégio Calvão – Vagos.O Basquetebol Feminino Português tem uma divida de gratidão para com a Câmara Municipal de Vagos e o Colégio Calvão, pelo apoio inquestionável e permanente dos seus principais responsáveis, na defesa da continuidade do C.N.T. A evolução, o aperfeiçoamento das jovens mais aptas, exige condições que só uma estrutura tipo Centro de Alto Rendimento pode oferecer. Ora a ligação duradoura entre o Basquetebol Feminino Português por um lado, e por outro a Autarquia o Colégio, os dois clubes do Concelho de Vagos e A.B. de Aveiro, possibilitam voltar a equacionar a reactivação e honrar o nome desta jovem mas já marcante referencia denominada C. N. T. Colégio Calvão – Vagos.
Conhecidos os convocados para os trabalhos da Selecção
Na lista constam 21 atletas dos quais 16 iniciarão os treinos no dia 25 de Junho e 5 jogadores só se juntarão aos colegas a 2 de Julho. Foi também apresentado o plano de trabalho, jogos de controlo e jogos oficiais que poderá encontrar em anexo nos detalhes desta notícia.
Foi também dado a conhecer o planeamento de toda a campanha de preparação e participação na Fase de qualificação para o Eurobasket 2013. assim sendo Portugal começa a trabalhar em Coimbra, no dia 25 de Junho. Serão 2 semanas de estágio na cidade dos estudantes e no dia 9 de Julho a equipa muda-se para a Costa da Caparica antes de iniciar os jogos de preparação. Os primeiros aprontos serão em Inglaterra nos dias 14 e 15 de Julho seguindo a comitiva directa para Sófia onde disputará mais dois jogos de controlo com a Bulgária a 18 e 19 de Julho. Curto regresso ao nosso país e de 27 a 29 de Julho participação num Torneio Internacional na Austria. Já em pleno Agosto, Portugal defrontará a Suíça por duas vezes no nosso país, a 3 e 4, e viaja para a Bósnia onde jogará mais um Torneio Internacional, entre 8 e 10. Mais de uma dezena de partidas de controlo antes do primeiro compromisso oficial, em Itália, no dia 15 de Agosto, a contar para a Fase de Qualificação.Jogadores Convocados:SL BenficaTomás Barroso Elvis Evora (a)Miguel Minhava João Gomes (a)FC PortoJoão Santos (a)Carlos Andrade (a) CAB MadeiraMário Fernandes Jaime Silva Jorge Coelho (a) Fábio Lima João FerreirinhoFC BarreirenseJosé Silva Miguel Queiroz Pedro Pinto AD OvarenseCristóvão Cordeiro Fernando NevesPlasênciaCláudio Fonseca Vitoria SCPaulo Cunha AA CoimbraMarco Goncalves Galitos FCRui QuintinoBC BarcelosNuno Oliveira(a)- Os 5 atletas indicados iniciam o trabalho a 2 de Julho. Todos os restantes iniciarão no primeiro dia de trabalho, ou seja a 25 de Junho.
Arbitragem empurrou as anfitriãs para a vitória
No início da sessão a equipa técnica dedicou especial atenção aos aspectos tácticos, tanto ofensivos como defensivos.
Miodrag Baletic, seleccionador de Montenegro, tem cumulado de atenções a comitiva lusa, atitude reveladora da enorme hospitalidade deste povo, que se tornou independente da Sérvia anos depois da cisão da Jugoslávia em 1989. Aliás Jelena Skerovic, Iva Perovanovic e Jelena Dubljevic , três das jogadoras mais influentes desta selecção, já tinham representado a Sérvia e Montenegro antes da independência montenegrina. A selecção montenegrina regressou da Turquia no domingo passado (cruzámo-nos no Aeroporto de Podgorica) onde participou num torneio quadrangular ganho pela Bielorússia e que também contou com o Japão e a selecção anfitriã. Montenegro terminou na 2ª posição, ao vencer a equipa da casa e a selecção nipónica, perdendo por 23 ou 24pontos com as bielorussas, nossas adversárias no Eurobasket 2013, que tem início dia 13 deste mês. Enquanto isso Portugal começou a preparação a 14 de Maio e fez dois jogos com a Suécia na semana passada.Mas vamos às peripécias do primeiro jogo aqui, à beira do Monte Lovcen, que envolve a cidade de Cetinje, fundada por Ivan Crnojevic, no final do século 17. Pequena urbe, recheada de contrastes, em que muitos edifícios antigos mas bem recuperados emprestam uma faceta cultural e histórica, a par de construções degradadas.As anfitriãs entraram sem contemplações, muito fortes e eficazes. Com 2 minutos jogados (9-0) e a meio do minuto 4 o marcador estava em 15-0. Num ápice as nossas jogadoras interiores estavam com duas e 3 faltas, o que condicionou naturalmente a manobra da equipa. Gradualmente porém as pupilas de Ricardo Vasconcelos foram entrando no jogo, acreditando que podiam oferecer réplica condigna e chegaram a 20-14 (minuto 18) e a 20-16 no minuto seguinte, mesmo depois de o seleccionador da casa ter parado o cronómetro aos 20-13. A base Skerovic e a poste Perovanovic ampliaram a vantagem para 8 pontos, no final do 1º período (24-16).No 2º quarto (21-8) com a arbitragem a evidenciar nítido caseirismo, carregando de faltas as nossas jogadoras interiores e a extremo Dubljevic a desequilibrar em jogadas individuais, Montenegro chegou aos 39-18 (minuto 17). Ana Oliveira e Joana Lopes, ambas da linha de lance livre e Tamara Milovac numa entrada decidida, fixaram o resultado em 45-24 ao intervalo. A meio do jogo as nossas postes somavam em conjunto 11 faltas (3 com 3 faltas e apenas Milovac com duas).No reatamento, a meio do 3º período (17-12) o equilíbrio era uma constante, com o marcador a baixar da vintena (53-34) no minuto 25, com um triplo de Ana Oliveira, a nossa unidade com melhor rendimento neste jogo. Foi novamente Dubljevic a assumir as despesas, revelando toda a sua categoria, numa altura em que Miodrag Baletic fazia a rotação do seu banco. No final do 3º período a vantagem anfitriã subira para 26 (62-36).No último quarto (15-9), com a partida resolvida, o árbitro principal (Milos Kolyesic) passou a utilizar um critério uniforme, após veemente reclamação do seccionador português. Mesmo assim as montenegrinas chegaram à maior diferença (32 pontos) com um triplo a 1 segundo da buzina, a selar o resultado (77-45).Resultado final: Montenegro 77-45 PortugalAntes da análise ao jogo queremos salientar que em muitos anos a acompanhar jogos em Campeonatos da Europa e torneios internacionais, nunca vimos tanta falta de nível, em termos de arbitragem. Até pelos elementos da mesa fomos roubados. Uma tristeza … porque a selecção de Montenegro não precisava dessa ajuda para vencer o encontro.No final registámos a opinião de Ricardo Vasconcelos. “ Jogámos contra uma das potências da Europa, com 3 jogadoras de nível muito acima da média. Entraram muito concentradas no jogo e intimidaram-nos desde o 1º minuto. Apesar da reacção um pouco tardia, entrámos no jogo mas não conseguimos a consistência necessária para jogar a este nível. Ficámos condicionados com todas as jogadoras interiores carregadas de faltas ao intervalo. Vamos fazer deste encontro uma leitura que nos faça crescer num futuro próximo. Há muitas ilações a tirar dele. A única certeza que temos é de que é a este nível que queremos jogar.” Destaque nas vencedoras para a excelente prestação da extremo Jelena Dubljevic, MVP da partida (25,0 de valorização), ao anotar 21 pontos, 8/10 nos duplos, uma assistência, 6 ressaltos sendo 4 ofensivos e 5 faltas provocadas, com 5/6 nos lances livres. Foi bem acompanhada pelas experientes Iva Perovanovic (20,0 de valorização), ao contabilizar 15 pontos, 4/5 nos duplos e 7 faltas provocadas, com 7/9 nos lances livres e Jelena Skerovic (7 pontos, 1 triplo, uma assistência, 1 roubo e 3 ressaltos, sendo 1 ofensivo) e ainda pela poste Ana Turcinovic (8 pontos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, 4 roubos e 6 faltas provocadas, embora com fraca eficácia da linha de lance livre, falhando 5 das 7 tentativas).Na selecção lusa a mais valiosa foi Ana Oliveira (10 pontos, 1/2 nos triplos, 1 roubo, 2 ressaltos sendo 1 ofensivo e 3 faltas provocadas, com 5/6 nos lances livres, seguida de Sara Filipe (5 pontos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos e 4 faltas provocadas) e Sofia Carolina (8 pontos, 3/5 nos duplos, 1 ressalto ofensivo e duas faltas provocadas, com 2/2 nos lances livres, em menos de 15 minutos de utilização, por ter feito 4 faltas pessoais no minuto 24).Ficha de jogoMontenegro (77) – Jelena Skerovic (7), Jasmina Bigovic, Jelena Dubljevic (21), Ana Turcinovic (8) e Iva Perovanovic (15); Snezana Alesic (7), Milica Jovanovic (5), Maja Milutinovic, Natasa Popovic (6 ), Ana Baletic, Milica Milosevic, Sanja Knezevic (3), Jelena Culafic (2) e Biljana Turcinovic (3)Portugal (45) – Carla Nascimento (2), Carla Freitas (2), Ana Oliveira (10), Tamara Milovac (6) e Sofia Carolina (8); Sara Filipe (5), Michelle Brandão, Joana Lopes (8), Débora Escórcio (5), Larisse Lima e Daniela Domingues (1)Árbitros: Milos Kolyesic, K. Radinovic e M. KrivokapicPor períodos: 24-16, 21-8, 17-12, 15-9Esta terça-feira as duas selecções voltam a defrontar-se no mesmo recinto (Pavilhão Club Lovcen) e á mesma hora (19H00 locais), mais uma hora que em Portugal.
Selecção de seniores femininos em Montenegro
Depois dos primeiros testes frente à Suécia, esta semana, a equipa técnica liderada por Ricardo Vasconcelos terá dois compromissos bastante complicados, ante uma das melhores selecções europeias da actualidade, mas que servem perfeitamente os objectivos da equipa: a preparação para o Eurobasket 2013. Basta recordar que em Agosto do ano passado, Montenegro disputou a fase final do Eurobasket 2011, tendo sido a equipa revelação da competição ao alcançar o 6º lugar e falhando por um triz a presença nos Jogos Olímpicos de Londres, este Verão (objectivo conseguido pelos 5 primeiros classificados, a saber: Rússia, Turquia, França, República Checa e Croácia).Recorde-se que a equipa montenegrina actual é praticamente a mesma com a qual Portugal disputou o play-off de subida à Divisão A, em Setembro de 2009. Perdemos os dois jogos, primeiro em Coimbra por 53-61 e depois em Niksic por 59-64.Mas Miodrag Baletic, seleccionador de Montenegro, conta agora com uma base norte-americana naturalizada, Anna De Forge (36 anos e 1,78m), muito experiente e que foi decisiva na campanha de 2011, tendo sido a jogadora mais utilizada de todo o campeonato (38,0 minutos/jogo) e a 2ª melhor marcadora da equipa (13,4 p./jogo), atrás da credenciada poste Iva Perovanovic (16,4 p./jogo) que se sagrou melhor marcadora da competição. Carlos Portugal, na altura o seleccionador luso, pôde contar com Sónia Reis, Paula Muxiri e Mery Andrade. Agora para Ricardo Vasconcelos são cartas fora do baralho e por isso não temos dúvidas de que as dificuldades serão muitas. Todavia confiamos em absoluto na garra e no querer das 12 seleccionadas. É uma equipa renovada (restam 6 jogadoras que estiveram no play-off de 2009) mas que tem ambição e luta até à última posse de bola.A comitiva viaja amanhã no voo TP 922, com partida de Lisboa às 07H10 e chegada prevista a Zurique às 10H50. A ligação para Podgorica será no voo YM 151, às 13H20, com chegada prevista ao aeroporto da capital montenegrina às 15H05 locais. A ligação de Podgorica para Cetinje será feita de autocarro. Jogadoras (12):Sofia Carolina Silva (Algés)Larisse Lima (CRCQ Lombos)Michelle Brandão (Universidade Old Dominion, EUA)Ana Oliveira (Algés)Tamara Milovac (CAB Madeira)Sara Filipe (Algés)Maria João Correia (CAB Madeira)Daniela Domingues (AD Vagos)Carla Freitas (CAB Madeira)Carla Nascimento (Cáceres, Espanha)Débora Escórcio (ADBA, Espanha)Joana Lopes (AD Vagos)Integram a comitiva Ricardo Vasconcelos (seleccionador nacional), Eugénio Rodrigues e José Araújo (treinadores-adjuntos), Nuno Manaia (secretário), Maria José Pires (fisioterapeuta) e José Tolentino (vice-presidente). O regresso a Portugal será na próxima 4ª feira,(dia 6), com chegada prevista ao Aeroporto da Portela às 16H50, no voo TP 691 procedente de Viena.
Raça lusa obrigou a Suécia a dar o máximo
Ou seja: qualquer semelhança foi pura coincidência. As comandadas de Ricardo Vasconcelos encheram-se de brios e brindaram o pouco público que esteve ontem no Pavilhão Municipal Luís de Carvalho (Barreiro) com uma excelente prestação.
A derrota por escassos 4 pontos (55-59) reflectiu uma melhoria significativa de rendimento, nomeadamente em termos ofensivos, com o jogo exterior das nossas representantes (8 triplos em 21 tentados) a dar cartas, já que na vertente defensiva a aplicação e o espírito de luta e entreajuda estiveram ao nível da véspera, ou seja em plano elevado.A entrada de Joana Lopes (poupada no 1º jogo por razões físicas), a substituir Lavínia Silva (lesionada), foi também fundamental pelo valor acrescentado que trouxe à equipa, mormente nos passes decisivos que fez (5) em menos de 13 minutos de utilização. Foi com o 1º dos 4 triplos conseguidos ontem que Carla Freitas abriu o marcador e depois de as suecas terem passado para o comando (5-11, no minuto 8), Portugal igualou (11-11) com duas bombas consecutivas de Maria João Correia, nos minutos 8 e 9, resultado com que terminou o 1º período. A Suécia mantinha o modelo de jogo muito físico, provocando faltas (5/8 nos lances livres) e ganhando as tabelas (9-15 ressaltos).No 2º quarto (21-15) uma entrada espectacular da selecção lusa, imprimindo uma maior velocidade (2 contra-ataques) e jogando com grande colectivismo, proporcionou um parcial de 8-0 em menos de 3 minutos, o que obrigou o seleccionador sueco, Lars Johansson, a parar o cronómetro no minuto 13 (19-11). Portugal chegaria à maior vantagem (10 pontos), aos 27-17, com um triplo de Larisse Lima, imitando a sua companheira Carla Nascimento no minuto 15 (22-13). A mão quente das nossas representantes (6 triplos na 1ª parte) prosseguiria até ao intervalo (32-26), com mais uma bomba de Carla Freitas (30-21, no minuto19). No 3º período (13-15) foram determinantes o atingir das 4 faltas pessoais por parte das nossas duas postes mais utilizadas (primeiro Tamara Milovac, aos 38-33, no minuto 24 e depois Sofia Carolina, aos 42-39, no minuto 26), obrigando o seleccionador Ricardo Vasconcelos a resguardá-las no banco, só voltando a reentrar no último quarto. De qualquer forma, tanto a capitã Sara Filipe como Débora Escórcio que as renderam, bateram-se muito bem, dificultando ao máximo a tarefa às jogadoras interiores da Suécia (Halvarsson e K. Andersson), mais altas e mais pesadas.O derradeiro quarto (10-18) marcou a passagem de novo para o comando por parte da Suécia, que a perder por 4 pontos (45-41) no final do 3º período, conseguiu primeiro igualar (45-45), no minuto 34, obrigando o treinador luso a pedir o primeiro desconto de tempo da 2ª parte, mas sem resultados práticos de imediato porque a Suécia embalou até aos 45-51, impondo um parcial de 0-10 em 5 minutos. Foi provocando faltas e indo à linha de lance livre que Portugal foi buscar o resultado (49-51), com Ana Oliveira e Tamara Milovac a não desperdiçarem a oportunidade. A perder por 3 (50-53) e com minuto e meio para jogar, Ricardo Vasconcelos pára de novo o cronómetro e na jogada estudada Tamara Milovac entra na área pintada, reduzindo para 52-53, mas à entrada do minuto 40, a possante Halvarsson (6 pontos consecutivos nos últimos 3 minutos) ampliava outra vez para 3 pontos (52-55). O 3º e último desconto de tempo pedido pelo treinador luso, com 59,4 segundos para jogar, proporcionou através de nova movimentação estudada, a libertação da atiradora Carla Freitas que empatava a partida (55-55) com a sua 4ª bomba a 44 segundos do termo. Seria ainda Halvarsson e a capitã Elin Eldebrink, da linha de lance livre, a selar o resultado (55-59).Resultado final: Portugal 55-59 SuéciaNas vencedoras o grande destaque vai para a poste Louice Halvarsson, MVP da partida (27,0 de valorização), ao contabilizar 17 pontos, 5/5 nos duplos, 9 ressaltos sendo 2 ofensivos, 1 desarme de lançamento e 4 faltas provocadas, com 7/8 nos lances livres. Foi bem secundada pelas gémeas Eldebrink, com Frida a ser a segunda mais valiosa (12 pontos, 2/6 nos triplos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência e 4 faltas provocadas, com 474 nos lances livres) logo seguida pela capitã Elin (10 pontos, 3 ressaltos defensivos e 3 faltas provocadas com 676 nos lances livres). Na selecção portuguesa a mais valiosa foi Debora Escórcio (6 pontos, 4 ressaltos sendo 3 ofensivos, 1 roubo e 1 desarme de lançamento), pondo em campo a raça que lhe é característica. Mas o destaque vai para o colectivo, com boas prestações de Carla Freitas, melhor marcadora da equipa (12 pontos, 4/8 nos triplos, 3 ressaltos sendo 2 ofensivos e 1 roubo), Maria João Correia (8 pontos, 2/3 nos triplos e 3 ressaltos sendo 1 ofensivo), Joana Lopes (2 pontos, 5 assistências, 1 roubo e 1 desarme de lançamento) e Carla Nascimento (5 pontos, 1/4 nos triplos, 3 ressaltos defensivos e 3 assistências). Em termos globais a vitória da Suécia baseou-se na maior capacidade física patenteada na ponta final do encontro, no ganho da tabelas (30-33 ressaltos), na maior eficácia nos lançamentos de campo (33%-44%) com realce para os duplos (31%-60%) e no maior número de faltas provocadas, com 23/28 (82%) nos lances livres, contra apenas 9/12 (75%) das portuguesas.Portugal foi mais colectivo (13-5 assistências), cometeu menos erros (12-15 turnovers) e esteve mais certeiro nos lançamentos do perímetro (38%-14%), com 8 triplos convertidos em 21 tentados, contra apenas 2 em 14 tentativas. Destaque ainda para a luta dada nas tabelas, nomeadamente para os 15 ressaltos ofensivos, mais 6 que as suecas na nossa tabela defensiva.Ficha do jogoPortugal (55) – Carla Nascimento (5), Carla Freitas (12), Ana Oliveira (2), Tamara Milovac (6) e Sofia Carolina (6); Sara Filipe (1), Michelle Brandão (4), Maria João Correia (8), Joana Lopes (2), Debora Escórcio (6), Larisse Lima (3) e Daniela DominguesSuécia (59) – Elin Eldebrink (10), Frida Eldebrink (12), Frida Aili (4), Kadidja Andersson (7) e Louice Halvarsson (17); Anna Barthold, Agnes Nordstrom (2), Martina Slavant (5), Tanya Massamba e Stefanie YderstromPor períodos: 11-11, 21-15, 13-15, 10-18Árbitros: Marco Gonçalves e Bruno Jordão
Suécia muito física com mais argumentos
A principal ilação a tirar é de que as comandadas de Ricardo Vasconcelos estão numa fase mais atrasada de preparação, em relação às suecas, sendo que a formação nórdica revelou a sua excelente capacidade física aliada à facilidade e determinação em atacar o cesto, como o atestam as 22 faltas provocadas, com uma elevada eficácia da linha de lance livre (91% com apenas dois falhanços em 22 tentativas).Enquanto houve pernas e pulmão as nossas representantes até complicaram a vida às adversárias, com uma boa prestação nos 10 minutos iniciais (15-13), em que Ana Oliveira e Carla Freitas deram o mote da linha dos 6,75 metros, acertando os únicos dois triplos da equipa lusa em todo o encontro. No 2º quarto (5-17) a selecção portuguesa voltou a entrar bem, liderando o marcador até ao minuto 13 (20-17). Um desconto de tempo pedido pelo seleccionador sueco no minuto 14, marcou a reviravolta. Carregando no ressalto ofensivo e provocando faltas em acto de lançamento, as nórdicas impuseram um parcial de 0-15, anulando por completo o ataque luso, que revelou pouca eficácia na hora de atirar ao cesto. O intervalo chegou com a Suécia na frente (20-30).Depois de uma má reentrada (2-6 em 3 minutos) Portugal encetou excelente reacção, conseguindo um parcial de 9-0 que colocou o marcador em 31-36, no minuto 27. Nova paragem do cronómetro pedida pelo treinador forasteiro e a reposição da mesma diferença pontual (10 pontos), no final do 3º período (32-42).Muitas dificuldades para a selecção lusa no derradeiro quarto (2-12), em que a quebra física se acentuou, enquanto as nórdicas dilataram a vantagem com naturalidade.Resultado final: Portugal 34-54 SuéciaDestaque nas vencedoras para a força do colectivo. Mas Frida Eldebrink, MVP da partida (17,0 de valorização) ao anotar 13 pontos e provocar 7 faltas com 7/8 nos lances livres, demonstrou mais uma vez a sua classe, bem acompanhada pela poste Louice Halvarsson (8 pontos, 5 ressaltos sendo 4 ofensivos e 2 desarmes de lançamento), Agnes Nordstrom (9 pontos,1 triplo, 5 ressaltos e 3 faltas provocadas com 4/4 nos lances livres) e Frida Aili (8 pontos, 4 roubos e duas faltas provocadas com 4/4 nos lances livres).Nas portuguesas a mais valiosa foi a poste Sofia Carolina (15,0 de valorização), ao contabilizar 6 pontos, 8 ressaltos sendo 6 ofensivos e 3 desarmes de lançamento), travando um duelo intenso com a categorizada Halvarsson. Depois alguns pormenores da base Carla Nascimento (3 pontos, 4 ressaltos defensivos, 3 assistências e 3 faltas provocadas) e de Tamara Milovac (5 pontos, 4 ressaltos ofensivos, uma assistência e 1 roubo). Em termos globais a vitória da Suécia alicerçou-se na maior eficácia de lançamentos de campo (25%-41%), com relevo para os duplos (29%-42%) e também nos lançamentos livres (36%-91%), com as portuguesas a desperdiçarem 7 em 11 tentativas.As nórdicas também cometeram menos erros (15-12 turnovers).Por banda das nossas representantes excelente comportamento na lutas das tabelas (35-35 ressaltos), ganhando a tabela ofensiva (21-11).Ficha de jogoPortugal (34) – Carla Nascimento (3), Carla Freitas (8), Ana Oliveira (3), Tamara Milovac (5) e Sofia Carolina (6); Sara Filipe (4), Michelle Brandão (4), Daniela Domingues, Maria João Correia, Larisse Lima (1), Débora Escórcio e Lavínia Silva Suécia (54) – Elin Eldebrink, Frida Eldebrink (13), Frida Aili (8), Kadidja Andersson (7) e Louice Halvarsson (8); Stephanie Yderstrom (3), Tanya Massamba (2), Agnes Nordstrom (9), Martina Slavant (2), Anna Barthold (2), Malin Aasa e Jenny Lidgren Por períodos: 15-13, 5-17, 12-12, 2-12Árbitros: Pedro Cunha e Hugo Beja Hoje as duas selecções voltam a defrontar-se a partir das 20H30, no Pavilhão Municipal Luís de Carvalho, no Barreiro.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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