Artigos da Federaçãooo
Último quarto demolidor leva Portugal ao pódio
Foi de bronze e aconteceu em Sköpje, capital da Macedónia, onde ontem terminou o Campeonato da Europa de Sub 16 Femininos, Divisão B. No jogo para atribuição do 3º/4º lugares, Portugal venceu a Inglaterra por números que não deixam dúvidas (78-52), com um 4º período verdadeiramente demolidor (27-6).
O basquetebol português está pois de parabéns. Muita gente está envolvida nesta proeza, desde os clubes que formam as jogadoras, aos Centros de Treino onde as mais aptas podem aperfeiçoar as suas capacidades e desenvolver todo o seu potencial. Os treinadores que aplicam os seus conhecimentos para tornar os praticantes capazes de atingir níveis cada vez mais exigentes, os dirigentes que lutam para proporcionar melhores condições de treino, os pais das atletas que prescindem muitas vezes do convívio familiar em prol da evolução dos seus filhos, enquanto praticantes de basquetebol. As jogadoras porque se sacrificam, prescindindo de muita coisa para poderem ser cada vez melhores. A FPB também não pode ser esquecida porque apostou e continua a apostar num modelo de desenvolvimento que pelos vistos dá frutos. Roma e Pavia não se fizeram num dia…Mas depois deste breve intróito, importa fazer uma resenha do que aconteceu no Inglaterra-Portugal que nos deu o bronze. As nossas representantes entraram forte, como é seu timbre, vencendo o 1º período sem espinhas (10-23). A reacção das inglesas não se fez esperar e no 2º quarto (17-8), mostraram que ainda havia muito tempo para jogar e que a partida ainda não estava resolvida. Contudo o intervalo chegou com as portuguesas ainda no comando (27-31). O 3º período (19-20) foi disputado sob o signo do equilíbrio, embora no minuto 28 um triplo de Mafalda Barros elevasse a diferença para 9 (40-49). Mas as nossas opositoras voltaram a reagir, reduzindo para 46-49, com Inês Viana a fixar o resultado (46-51), a 3 segundos do termo do 3º período. Tudo fazia prever que a luta iria continuar até ao último segundo.Portugal entrou para o derradeiro quarto com 5 pontos à maior (46-51). Shequila Joseph, a melhor inglesa que viria a ser a MVP do encontro (23,5 de valorização) ainda baixou a diferença (48-51) no minuto 31, mas de novo Inês Viana repôs a vantagem para a nossa equipa (48-53). O banco inglês pediu um desconto de tempo ainda no minuto 31 e a seleccionadora Ana Neves fez reentrar Mafalda Barros por troca com Joana Canastra. Começava então um período verdadeiramente diabólico, com as nossas representantes a impôrem um parcial de 0-14 (!), em apenas 3 minutos, com a mão quente de Mafalda Barros, a temível triplista madeirense, a fazer estragos, acertando o seu 5º triplo da tarde (48-61), no minuto 34, depois de Joana Canastra, reentrada no minuto 33, ter convertido o seu único tiro do perímetro (48-58). Entretanto a Inglaterra obtinha o seu 2º cesto de campo neste período, à entrada do minuto 36 (50-65), mas Portugal estava imparável, marcando de toda a forma e feitio. Seguiu-se novo parcial de 0-13 em 4 minutos, com Mafalda Barros, autêntico sniper, a marcar o seu 6º (50-68) e 7º triplos (50-75), enquanto Joana Canastra ajudava à festa, marcando também mais dois duplos, ambos no minuto 36. De permeio o treinador inglês voltou a parar o cronómetro (aos 50-70), com mais de 4 minutos para jogar, mas Portugal não perdeu a embalagem, só parando nos 50-78, quando Inês Viana, a 41 segundos da buzina, converteu o primeiro dos lances livres a que teve direito ao provocar uma falta. Pouco depois foi Leah McDerment que fixou o resultado final (52-78).Na selecção de Portugal, Mafalda Barros fez uma exibição memorável: foi a mais valiosa da nossa equipa (21,5 de valorização), discutindo com a inglesa Joseph o galardão de MVP do jogo. Terminou com 25 pontos, 9/19 em lançamentos de campo repartidos por 2/2 nos duplos e 7/17 nos triplos (excelentes 41%), 3 assistências e 3 roubos. Foi bem acompanhada por Inês Viana (10 pontos, 2 ressaltos defensivos, 6 assistências, 3 roubos e 2 faltas provocadas, com 4/5 nos lances livres), Raquel Jamanca (6 pontos, 8 ressaltos sendo 1 ofensivo e 4 roubos), Helena Costa (8 pontos, 4/6 nos duplos, 4 ressaltos sendo 3 ofensivos e uma assistência), Laura Ferreira (5 pontos, 1/3 nos triplos, 2 ressaltos ofensivos, duas assistências, 2 roubos e 1 desarme de lançamento) e Joana Canastra (11 pontos, 4/5 nos duplos,1/5 nos triplos, 2 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências e 2 roubos).Na equipa de Inglaterra, Shequila Joseph foi a MVP do encontro (23,5 de valorização), ao contabilizar 25 pontos, 6/8 nos duplos, 3/11 nos triplos, 7 ressaltos sendo 3 ofensivos, uma assistência, 4 roubos,1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas, com 4/5 nos lances livres, mesmo com o senão de ter feito 7 turnovers. Foi bem secundada por Leah McDerment (13 pontos, 3/3 nos duplos, 1/3 nos triplos, 2 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 assistências, 2 roubos e 4 faltas provocadas, com 4/7 nos lances livres) e Chantel Charles (5 pontos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos, 4 assistências, 3 roubos e duas faltas provocadas).Em termos globais, Portugal superiorizou-se na maioria dos indicadores, nomeadamente no que respeita à eficácia de lançamento: nos duplos (65%-47%), nos triplos (31%-27%), convertendo 10 em 32 tentativas contra apenas 4 em 15 tentados e ainda nos lances livres (89%-46%), falhando apenas um de 9 tentados enquanto as inglesas desperdiçaram 14 em 26 tentativas. A nossa equipa foi ainda mais colectiva (18-11 assistências), conseguiu mais roubos (21-17) e cometeu menos erros (22-29 turnovers). A Inglaterra apenas esteve melhor nas faltas provocadas (19-11), enquanto na luta das tabelas o equilíbrio foi evidente (34 ressaltos para cada equipa), curiosamente com os mesmos ressaltos defensivos (20) e ofensivos (14).Na final a Hungria ao bater a República Eslovaca sagrou-se campeã europeia, com ambos os países a garantirem a subida à Divisão A. Resultados dos 8 primeiros:(7º/8º) Roménia 59-63 Eslovénia(5º/6º) Bulgária 55-65 Alemanha(3º/4º) Inglaterra 52-78 Portugal(1º/2º) Hungria 55-44 República EslovacaClassificação final:1º Hungria2º República Eslovaca3º Portugal4º Inglaterra5º Alemanha6º Bulgária7º Eslovénia8º Roménia9º Letónia10º Israel11º Dinamarca12º Irlanda13º Ucrânia14º Macedónia15º Suiça16º Luxemburgo
Depois do triunfo… Chegaram os azares
Preparados para apoquentar os lideres, o voo 608 nda TAP sofreu quase uma hora de atraso e, pela primeira vez, e à 4ª viagem ao estrangeiro, houve problemas com a bagagem. O feliz contemplado foi Miguel Minhava cujo saco não chgou a Bruxelas. Mas as más noticias não ficaram por aqui. Em maré negra, Minhava foi reavaliado, depois das cãimbras causadas pelo esforço no último jogo, e ficou a saber que, por precaução, também não poderia dar o seu contributo amanhã, estando em dúvida para Fafe.
Portugal defronta a Bélgica, amanhã pelas 20h15 (19h15 em Portugal), na Lotto Arena em Antuérpia.
Quanto a Miguel Minhava, a equipa médica prestou as seuintes informações:”O Miguel Minhava sofreu uma forte e muito dolorosa contractura dos músculos gémeos da perna direita no final do jogo com a Polónia, realizado na última sexta-feira. Iniciou de imediato tratamento adequado a estas situações: repouso relativo, compressão, gelo e analgesia. Hoje, dois dias depois, foi reavaliado e, infelizmente, foi-lhe diagnosticada uma lesão no músculo gémeo interno da perna direita, consequência da cãimbra ocorrida no jogo. Perante este diagnóstico e a incapacidade que a lesão lhe provoca, o atleta foi dado como inapto para o jogo com a Bélgica. Ficará ao cuidado do departamento clinico e fará, diáriamente, os tratamentos adequados. Apesar da lesão mantém-se alguma expectativa em relação à sua disponibilidade para dar o seu contributo no jogo com a Geórgia a realizar, em Fafe, já na próxima quinta-feira.”
Portugal de bronze no Europeu
A jovem equipa portuguesa derrotou a Inglaterra na partida de atribuição da medalha de bronze e alcançou uma posição muito digna, apesar de não ter conseguido a tão almejada promoção ao escalão superior. Estão todas de parabéns!
Eslováquia na final com a Hungria
A menos de 5 minutos do termo da partida Portugal ainda encostou o resultado (50-55), após um parcial de 6-0, obrigando o treinador eslovaco a pedir um desconto de tempo, que acabou por trazer o discernimento às suas jogadoras, pois estas responderam com um parcial de 0-7, com Nikola Dudásová a acertar a sua única tentativa de triplo, elevando o marcador para 50-62, a 56 segundos do fim. Inês Viana viria a selar o resultado final (53-62) com um triplo a 32 segundos da buzina.O seleccionado luso entrou bem no jogo, sem complexos, com Mafalda Barros a acertar as suas duas primeiras tentativas de 3 pontos (3-0 e 8-4) comandando até à entrada do minuto 4, quando a base Barbora Bálintová colocou a sua equipa pela primeira vez na liderança (8-9). O parcial das eslovacas (0-9) prosseguiu até aos 8-13, sem resposta lusa, com a seleccionadora nacional a parar o encontro à entrada do minuto 6. Joana Canastra ainda reduziu para 11-13, com o seu 1º triplo, mas as adversárias aproveitaram da melhor maneira a circunstância de Portugal ter cometido a 4ª falta no minuto 7 para, da linha de lance livre e com elevada eficácia (7/8), consolidarem a sua vantagem que no final do 1º período se cifrava em 5 pontos (17-22).No 2º quarto (15-13), as nossas representantes continuaram a pôr em prática os seus pontos fortes e no minuto 14 Joana Canastra acertava o 2º triplo, pondo de novo Portugal na frente (25-24), para Inês Viana e Mafalda Barros (3º triplo) ampliarem a vantagem lusa (30-24, no minuto 16). Foi só no minuto 19 que Bálintová recolocou a Eslováquia de novo no comando (32-33), para em cima da buzina para o intervalo, após um desconto de tempo pedido pelo seleccionador adversário, em jogada estudada, Simona Marková, a MVP da partida, elevar para 32-35. Foi no 3º período (5-11) que as eslovacas ganharam uma diferença pontual que acabaria por ser decisiva. Balintová, com a mão quente, marcou 3 triplos em 3 minutos, dois deles consecutivos: 32-40 (minuto 23), 34-43 (minuto 25) e 34-46 (minuto 26). Ao invés as portuguesas que falharam numerosos lançamentos (7 duplos e 7 triplos) só conseguiram marcar 5 pontos, um duplo por Inês Viana (34-40) e um triplo por Mafalda Barros (37-46).No derradeiro quarto (16-16) Portugal deu tudo o que tinha e o que não tinha. A perder por 42-53 Ana Neves pediu um desconto de tempo no minuto 33 que deu frutos, pois em dois minutos as nossas representantes impuseram um parcial de 8-2, com Carolina Anacleto, que substituíra a base Inês Viana, a reduzir o prejuízo para 5 pontos (50-55), com 4.43 minutos para jogar. O técnico eslovaco parou de imediato o cronómetro, conseguindo devolver a tranquilidade e a clarividência à sua equipa, que arrancou de novo para uma vitória justa, impondo um parcial de 0-7. Nesse período Portugal arriscou o tudo por tudo, com Mafalda Barros, que já tinha acertado 5 triplos, a tentar mais 3 lançamentos do perímetro, sem resultado. Estava encontrado o segundo finalista que hoje decidirá o título de campeão com a Hungria, em encontro agendado para as 21h00. Nas vencedoras, destaque para um quarteto: a MVP do jogo, Simona Marková (12 pontos, 4/5 nos duplos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, 4 roubos e duas faltas provocadas, com 4/4 nos lances livres), Michaela Raková (10 pontos, 14 ressaltos sendo 5 ofensivos, duas assistências e 4 faltas provocadas, com 4/7 nos lances livres), Nikola Dudásová (14 pontos, 1/1 nos triplos, 3 ressaltos defensivos, 4 assistências e duas faltas provocadas com 3/3 nos lances livres) e a base Barbora Bálintová (16 pontos, 4/8 nos triplos, 7 ressaltos defensivos, 5 assistências e 2 roubos).Na selecção portuguesa a mais valiosa voltou a ser a base Inês Viana (15 pontos, 6/10 nos duplos, 1/1 nos triplos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, 6 assistências e 1 roubo), bem acompanhada por Mafalda Barros (15 pontos, 5/16 nos triplos, 8 ressaltos sendo 2 ofensivos e 1 roubo) e Leonor Cruz (6 pontos, 3/4 nos duplos, 4 ressaltos defensivos, uma assistência, 1 roubo e 1 desarme de lançamento). Em termos globais, a República Eslovaca superiorizou-se na eficácia de lançamento, nomeadamente nos triplos (27%-42%), com 5 convertidos em 12 tentados, contra 8 em 30 tentativas e também nos lances livres (25%-72%), falhando apenas 5 em 18 tentados, enquanto as portuguesas só dispuseram de 4 tentativas, marcando apenas uma. Ganhou também a luta das tabelas (41-43 ressaltos), ainda que as nossas representantes tenham ganho a tabela ofensiva (17-14 ressaltos). Foi ainda mais colectiva (11-13 assistências) e provocou mais do dobro das faltas (8-17).Ao invés, Portugal roubou mais bolas (10-7), cometeu menos erros (15-17 turnovers) e conseguiu mais desarmes de lançamento (4-2). Na percentagem dos duplos registou-se equilíbrio (37%-38%).Resultados:Para 5º ao 8º lugares Roménia 50-52 BulgáriaAlemanha 51-36 EslovéniaPara 1º ao 4º lugares (meias-finais)Hungria 65-50 InglaterraPortugal 53-62 República EslovacaPortugal defronta hoje, antes da final entre Hungria e República Eslovaca, às 18h45, a Inglaterra, para atribuição da medalha de bronze (3º/4º lugares). Os dois finalistas garantiram a subida à Divisão A.
Tão perto da subida
A equipa portuguesa precisava “apenas” de ganhar à Eslováquia nas meias-finais da prova que decorre na Macedónia, mas acabou por perder o decisivo jogo, por 53-62. Depois do fantástico desempenho das jovens atletas lusas na prova, foi de facto pena que acabassem por morrer na praia…
Grande exibição e magnifico triunfo
Portugal viaja no Domingo para Antuérpia onde defrontará, na segunda-feira, a Bélgica.
Portugal entrou em campo determinado a apagar a má imagem da última partida e, desde o inicio, demonstrou que queria vencer a partida. Liderados superiormente por Miguel Minhava (duplo-duplo com 13 pts e 11 assist.) os jogadores lusos arrancaram na frente e venciam no final do primeiro período por 19-16. Com excelente atitude defensiva limitando as torres Lampe e Gortat, a equipa portuguesa esteve irrepreensivel também no ataque, procurando e encontrando sempre as melhores soluções ao longo da partida, quer através dos triplos de João Santos,Andrade ou Miguel Miranda ou das penetrações e tiros curtos de Heshimu ou Minhava,.Os polacos não encontravam soluções perante a disciplinada e agressiva defesa do conjunto português e na saída para o intervalo o resultado era o reflexo da boa exibição lusa – 37-28. O inicio da segunda parte não trouxe grandes alterações e Portugal manteve o adversário à distância da dezena de pontos. No entanto, surgiu a reacção da Polónia que a meio do terceiro período conseguiu mesmo passar para a frente. Temeu-se o pior e à entrada dos últimos 10 minutos, os visitantes, depois de um parcial de 10-22 estavam na frente (47-50).foi sol de pouca dura. Depois de algumas alternâncias no marcador, a nossa selecção obtém um parcial de 10-2 e volta a afastar-se no marcador até cerca de 40 segundos do fim do jogo. Com a vitória na mão, os jogadores portugueses tremeram da linha de lance livre e a Polónia acertou um triplo e mais um lançamento e com 5 segundos para jogar e 2 pontos de desvantagem, conseguem uma penetração e o cesto do empate.No prolongamento, Portugal foi buscar todas as suas forças e conseguiu, com um lance livre de David Gomes a 1 segundo do terminus, vencer pela primeira vez na história, a forte equipa da Polónia.Moncho Lopez destacou “a consistência da exibição de Portugal ao longo dos 45 minutos bem como a atitude, entrega e disciplina dos jogadores portugueses”.André Pinto não jogou devido a lesão que o afasta dos restantes compromissos ao contrário de Jaime silva e Miguel Minhava que apesar de terem saído “tocados”, as lesões não impedem o seu contributo.
Inês Viana comandou as tropas frente à Alemanha
Fazendo da defesa agressiva a sua grande arma, as comandadas de Ana Neves não se intimidaram pelo facto de o seu opositor se chamar Alemanha e jogando com muita humildade e espírito de equipa, cometeram uma proeza que muito poucos acreditariam poder estar ao seu alcance
Portugal entrou melhor no jogo e comandou praticamente desde o apito inicial. Contudo a formação germânica reagiu e no final do 1º quarto já estava na frente (15-17). No 2º período (19-12), com a base Inês Viana a mexer os cordelinhos na organização ofensiva da equipa lusa, as nossas representantes passaram para a liderança, chegando ao intervalo com 5 pontos à maior (34-29).Mantendo-se muito concentradas e confiantes, as nossas jogadoras ampliaram a vantagem para 10 pontos no 3º período (13-8), primeiro aos 45-35, quando Letícia Fonseca acertou o seu 2º triplo no minuto 28 e depois seria Raquel Jamanca a fixar em 47-37 o resultado no final do 3º quarto. No início do último período (16-17) a Alemanha mostrou que não estava conformada com a situação e encetou uma recuperação espectacular, impondo um parcial de 0-9. Com o marcador em 47-46, a seleccionadora Ana Neves parou o cronómetro no minuto 36. As rectificações surtiram efeito porque ainda no minuto Mafalda Barros não se fez rogada e converteu um triplo (o seu 2º da tarde), aumentando para 50-46 e logo de seguida, à entrada do minuto 35, Raquel Jamanca provocou uma falta em acto de lançamento, não tremendo da linha de lance livre (52-46). Mafalda Barros, com a pontaria afinada, marcou o seu 3º triplo, ampliando a vantagem para 7 (55-48), após assistência de Inês Viana e à entrada do minuto 38 era a vez de Raquel Jamanca tentar a sua sorte atrás da linha dos 6,25 m, concretizando um triplo que elevou a contagem para 58-50. Era chegada a altura de o banco germânico pedir um desconto, com 2.13 minutos para jogar, mas foi novamente Raquel Jamanca a marcar (60-50), na sequência de nova assistência de Inês Viana (a 10ª da tarde). As alemãs reduziram para 60-52 e o seu treinador queimou o último cartucho, parando de novo o cronómetro a 58 segundos do termo. Mas as portuguesas, mais agressivas a atacar o cesto, ainda dispuseram de 6 lances livres, convertendo 3 (por intermédio de Inês Viana), enquanto a melhor marcadora do encontro, a alemã Noémie Rouault, anotava o último cesto da sua equipa. A base Inês Viana voltou a ser a melhor portuguesa, com um duplo-duplo a culminar uma excelente prestação: 18 pontos, 1/2 nos triplos, 3 ressaltos sendo 1 ofensivo, 10 assistências, 5 roubos e 6 faltas provocadas, com 9/12 da linha de lance livre. Foi bem acompanhada por Raquel Jamanca (13 pontos, 1/1 nos triplos, 4 ressaltos defensivos, 2 roubos e uma falta provocada, com 2/2 nos lances livres), Mafalda Barros (9 pontos, 3/7 nos triplos e 4 ressaltos sendo 1 ofensivo), Letícia Fonseca (6 pontos, 2/4 nos triplos e 3 assistências), Joana Soeiro (6 pontos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência e duas faltas provocadas) e Leonor Cruz (7 pontos, 2 ressaltos e uma assistência). Na selecção germânica a melhor foi Noémie Rouault (20 pontos, 8/12 nos duplos, 11 ressaltos sendo 6 ofensivos, 1 roubo e 2 desarmes de lançamento), sendo a MVP da partida (32,0 de valorização).Em termos globais Portugal assentou o êxito na excelente eficácia do tiro exterior (44%-20%), convertendo 7 triplos em 16 tentativas contra apenas 2 das alemãs em 10 tentados e também nos lances livres (74%-67%),com as portuguesas a usufruírem de 19 lançamentos, falhando apenas 5, enquanto a turma germânica só dispôs de 6 tentativas, convertendo 4. Foi ainda mais colectivo (17-16 assistências), roubou mais bolas (12-9) e cometeu menos erros (15-24 turnovers). A Alemanha foi mais eficaz nos lançamentos de 2 pontos (33%-55%) e ganhou as tabelas (29-33 ressaltos), embora Portugal se tenha superiorizado na tabela ofensiva (12-8 ressaltos).Portugal defronta amanhã nas meias-finais, às 21h00, o vencedor do República Eslovaca-Eslovénia.
Vitória indiscutível ante a Dinamarca
O êxito frente à Dinamarca, ontem à tarde, por números que não deixam dúvidas (51-26), deu-nos o 2º lugar no Grupo E, atrás da Hungria e confere-nos a possibilidade de continuar a sonhar pela melhor classificação possível.
Quinta-feira é o 2º dia de descanso para todas as selecções, reatando-se a competição amanhã. Portugal tem logo ao princípio da tarde no jogo de abertura dos quartos-de-final, um compromisso difícil com a Alemanha, que se posicionou na 3ª posição no Grupo F, atrás da República Eslovaca e da Inglaterra.Na partida de ontem as portuguesas entraram a todo o gás e no final do 1º período a vantagem já era confortável (21-3). A Dinamarca reagiu e no 2º período o equilíbrio foi evidente (7-8), mas ao intervalo as nossas representantes mantinham-se na liderança (28-11).No reatamento Portugal voltou a entrar forte, ganhando de novo o 3º quarto (15-6), com as dinamarquesas a sentirem muitas dificuldades em termos ofensivos. No último período (8-9), as comandadas de Ana Neves souberam gerir o pecúlio anteriormente conquistado, tendo sempre o controlo das operações.Destaque na equipa das quinas para a actuação da base Inês Viana, MVP do encontro, com 18 pontos, 8/13 nos duplos, 5 ressaltos defensivos, 6 assistências, 3 roubos e uma falta provocada, com 2/2 nos lances livres. Foi bem secundada por Raquel Jamanca (12 ressaltos sendo 5 ofensivos, duas assistências e 1 desarme de lançamento), Letícia Fonseca (8 pontos, 2/5 nos triplos, 4 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência e 3 roubos), Mafalda Barros (11 pontos, 3/13 nos triplos, 5 ressaltos defensivos e 1 roubo) e Laura Ferreira (6 pontos, 3 ressaltos ofensivos e 3 roubos). Inês Viana tem vindo a subir de rendimento nos últimos jogos, sendo indubitavelmente a nossa jogadora em maior evidência. Está no ranking do campeonato em mais do que um indicador, nomeadamente: 2ª nas assistências (5,0 por jogo) e 3ª nos roubos (4,6 por jogo). É também a nossa melhor marcadora com média de 10,2 pontos (22ª no ranking). Raquel Jamanca também aparece no ranking dos ressaltos (11ª com 8,2 de média).Na partida com a Dinamarca, a superioridade lusa foi praticamente em todas as áreas. Mais eficaz nos duplos (38%-20%), nos triplos (21%-18%) e nos lances livres (71%-44%), ganhou também a luta das tabelas (45-36 ressaltos), particularmente na tabela ofensiva (16-7).Foi ainda mais colectivo (14-3 assistências), roubou mais bolas (11-6 roubos) e cometeu menos erros (12-22 turnovers).Resultados do Grupo E (3ª jornada):Eslovénia 62-70 BulgáriaPortugal 51-26 DinamarcaLetónia 67- 49 HungriaClassificação final do Grupo E: 1º Hungria 4V – 1D – 9 pontos2º Portugal 3V – 2D – 8 pontos3º Bulgária 3V – 2D – 8 pontos4º Eslovénia 2V – 3D – 7 pontos5º Letónia 2V – 3D – 7 pontos6º Dinamarca 1V – 4D – 6 pontosClassificação final do Grupo F:1º República Eslovaca 5V – 0D – 10 pontos2º Inglaterra 3V – 2D – 8 pontos3º Alemanha 3V – 2D – 8 pontos4º Roménia 2V – 3D – 7 pontos5º Israel 2V – 3D – 7 pontos6º Irlanda 0V – 5D – 5 pontosCalendário dos quartos-de-final (20/08): (14h15) Portugal-Alemanha(16h30) Inglaterra-Bulgária(18h45) Hungria-Roménia(21h00) República Eslovaca-Eslovénia
Arranque fatal na pior exibição
Segue-se a Polónia, em Coimbra, no próximo dia 20 de Agosto, pelas 21h30.
Começo desastroso para a equipa portuguesa que nos primeiros 6 minutos de jogo cometeu muitos erros e permitiu que a Bulgária chegasse aos 21-2. João Santos quebrou a tendência com um triplo a 3,55 minutos do final do 1º período. Portugal reagiu e conseguiu reduzir a vantagem mas no último minuto a Bulgária repôs a diferença acima da vintena, 33-11.Os primeiros minutos foram jogados em toada de equilíbrio e ao fim de 3 minutos mantinham-se os vinte pontos a separar as duas equipas (39-19). Portugal jogava muito melhor, nomeadamente nos lançamentos exteriores chegando a 12 pontos à passagem do 5º minuto. No entanto, a equipa da casa acordou e em 2 minutos fez 7-0 disparando de novo no marcador para 47-28. Até ao intervalo pouco se alterou e a Bulgária saiu para os balneários com 57-36.A formação lusa voltou a entrar mal no ataque e em 5 minutos apenas converteu um cesto contra 7 pontos adversários. Com a larga vantagem amealhada, os anfitriões foram gerindo o resultado e controlando as tentativas de reacção portuguesa. À entrada dos últimos 10 minutos a Bulgária vencia por 71-48.Com a vitória no jogo “entregue”, Portugal voltou a entrar mal e depressa a Bulgária avançou para 80-50, com apenas 3 minutos jogados. A história estava contada e pouco mais havia a fazer. No final, 103-64.No final do encontro, o treinador Moncho López reconheceu a superioridade da equipa adversária, apontando o mau inicio da equipa portuguesa como factor decisivo para o desfecho da partida. “”Parabéns à Bulgária. Ganharam o jogo no primeiro quarto com a sua grande defesa, que nos forçou a fazer muitos turnovers. Depois da grande diferença pontual que construiu nos primeiros minutos, foi fácil para eles fechar o jogo, uma vez que todos os seus jogadores estavam muito confiantes.” Moncho definiu Bulgária como sendo a selecção mais forte do grupo em termos defensivos, e acredita que os búlgaros vão atingir a final. ” A Bulgária tem praticado o melhor basquete do nosso grupo – os nossos cumprimentos para a equipa e treinador. Eles têm a melhor defesa e acredito que todas as equipas do grupo sabem disso. Eles podem ter duas derrotas, mas eu acho que eles irão conseguir chegar à final e desejo-lhes boa sorte. A nossa equipa tem problemas e estamos a tentar resolvê-los. Não nos exibimos ao nosso melhor nível. “
Vitória ante a Letónia com Joana Canastra em foco
Defendendo como é seu timbre, com grande agressividade e sentido de entreajuda, as pupilas de Ana Neves ganharam os 3 primeiros parciais: 12-9, 11-9 e 10-4. Entrando para o último quarto com 11 pontos de vantagem (33-22), as nossas representantes souberam geri-la, aguentando a reacção das suas opositoras que não conseguiram melhor que a igualdade nos derradeiros 10 minutos (18-18). Na selecção lusa o grande destaque foi para Joana Canastra, MVP da partida, que fez um duplo-duplo:18 pontos, 4/6 nos duplos,1 triplo, 10 ressaltos sendo 6 ofensivos, duas assistências, 2 roubos,1 desarme de lançamento e 5 faltas provocadas, com 7/10 nos lances livres. Foi bem acompanhada pela base Inês Viana (6 pontos,1 triplo, 6 ressaltos, 4 assistências, 2 roubos e duas faltas provocadas), Letícia Fonseca (9 pontos, 3/6 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, uma assistência, 2 roubos e 1 desarme de lançamento), Laura Ferreira (6 pontos, 2/2 nos duplos, 3 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 assistências,1 roubo e duas faltas provocadas), Nádia Fernandes (2 pontos, 7 ressaltos sendo 3 ofensivos e 3 assistências) e Raquel Jamanca (6 pontos, 6 ressaltos sendo 1 ofensivo, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e 4 faltas provocadas).Em termos globais, Portugal foi bem mais eficaz nos lançamentos do perímetro (22% com 5 triplos convertidos em 23 tentados contra 0/6 das adversárias), além de ter sido mais colectivo (11-5 assistências) e de ter cometido menos erros (21-27 turnovers).Por seu turno, a Letónia ganhou as tabelas (41-50 ressaltos), tanto a defensiva (24-31) como a ofensiva (17-19). Nos restantes indicadores houve bastante equilíbrio: lançamentos duplos (31%-30%), roubos de bola (12-13) e lances livres (56%-48%). Na partida contra a Eslovénia, controlámos as operações até ao final do 3º período (39-41), com 26-30 favorável às nossas cores ao intervalo. Soçobrámos no último quarto (16-11 para as eslovenas), com a eficácia destas nos lançamentos de 2 pontos (53%-33%) e nos lances livres (77%-50%) a fazer a diferença. De nada valeu às portuguesas o facto de terem sido mais agressivas a defender (5-15 roubos), de terem cometido menos erros (25-14 turnovers) e de terem sido mais colectivas (8-13 assistências). Inês Viana foi a mais valiosa das lusas (12 pontos, 2 ressaltos sendo 1 ofensivo, 7 assistências, 8 roubos e 3 faltas prrovocadas com 4/6 nos lances livres), discutindo a atribuição do galardão de MVP do jogp com a eslovena Ziva Macura (ambas com 16,5 de valorização). Foi bem secundada pela triplista Mafalda Barros (14 pontos, 4/13 nos triplos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo e 5 roubos).Nas vencedoras um terceto em evidência: Ziva Makura, MVP do encontro (10 pontos, 9 ressaltos sendo 5 ofensivos, duas assistências, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas), Alina Gjerkes, melhor marcadora do jogo (18 pontos, 8/11 nos duplos, 2 roubos e duas faltas provocadas) e Anja Roznan (7 pontos, 1 triplo, 6 ressaltos e 1 roubo).Resultados do Grupo E:Bulgária 49-43 LetóniaEslovénia 55-52 PortugalDinamarca 48-66 HungriaPortugal 51-40 LetóniaDinamarca 73-78 Bulgária (após prolongamento)Hungria 79-36 Eslovénia Hungria (4 vitórias), Portugal, Bulgária e Eslovénia, os três com duas vitórias e duas derrotas, são os quatro primeiros classificados, seguidos da dupla Letónia e Dinamarca, ambos com uma vitória e 3 derrotas. O jogo Bulgária-Eslovénia decidirá a priori quem passa aos 8 primeiros. Portugal só depende de si, bastando-lhe vencer a Dinamarca (hoje às 18h45) para seguir em frente.
Portugal supera Letónia
Esta terça-feira Portugal derrotou a Letónia, por 51-40, uma partida onde Joana Canastra assinou um duplo-duplo (18 pontos e 10 ressaltos) e foi a MVP. Quarta-feira a equipa nacional defronta a Dinamarca.
Um dia de estágio com…Larisse Lima #15
É jovem, trabalhadora e inteligente nas leituras que faz do jogo. Detentora de um bom tiro exterior, utiliza invariavelmente a tabela nos lançamentos a 45º. Nasceu no Brasil, mas assim que ingressou no Centro de Alto Rendimento, no Jamor, tratou de se naturalizar como portuguesa. Agora, é com orgulho que veste a camisola #15 com as cores da Selecção Nacional.
Como foi o dia de estágio?Quando se está em estágio, a rotina prevalece. E, por isso, começámos o dia com o pequeno almoço. De seguida foi o treino, apenas de uma hora, que serviu para afinar a pontaria e dar os últimos retoques na tática para o grande jogo que no fim ficou pequeno. Infelizmente, não conseguimos a vitória. Não correu da maneira mais desejada, mas nunca deixámos de lutar. Para o ano há mais e, com certeza, seremos uma equipa mais consistente.Como surgiu o basquetebol na tua vida?Sempre gostei de desporto e, quando era mais nova, jogava futebol na escola e na rua. Muitas vezes, tinha de jogar às escondidas porque os meus pais não toleravam e diziam que era modalidade para rapazes. Então, optei por aceitar um convite de um amigo para jogar basquetebol nos minis do Benfica. Gostei da experiência e resolvi alargar os conhecimentos basquetebolísticos quando me chamaram para ir jogar no CIBA e desde então…. Aqui estou eu!Que clube irás representar na próxima época?Na próxima época, vou representar a Quinta dos Lombos.Tens algum ritual/superstição antes, durante ou despois dos jogos?Tenho dois acessórios que uso sempre: um relógio e uma pulseira de Fátima. São sempre as duas últimas coisas que tiro antes dos jogos/treinos e as duas primeiras que meto no punho assim que acabam.Quem é a Larisse Lima? Como te descreverias?Uma grande mulher…1,80 m, com uma pitada de impaciência, com um toque de ansiedade, com um “pouco” de mau feitio mas muito divertida e bastante organizada.O que achas que as pessoas deveriam saber sobre ti?Adoro viajar. Não gosto que me façam muitas perguntas.Como ocupas os teus tempos livres?Gosto de ouvir música, ir ao cinema, ler, fazer puzzles e passar grande parte do tempo com a família e amigos.Com quem (figura pública) gostarias de passar a tarde a conversar no café? Porquê?Com o ator Morgan Freeman. Admiro-o e é um dos meus atores favoritos.O que não dispensas fazer no dia de folga?Almoçar/jantar com os meus pais e irmãos.O que é que queres ser “quando fores grande”?Radiologista.Se tivesses de escolher uma música para te inspirar, qual seria?Escolheria a música “Superwoman”, da Alicia Keys.Tens alguma frase/lema de vida?Vale sempre a pena tentar, independentemente das circunstâncias!
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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