Artigos da Federaçãooo

Liga Betclic Awards: FPB e Betclic distinguem os protagonistas da época 2025/26

O LX Factory, em Lisboa, foi, este domingo palco de uma noite de celebração do Basquetebol nacional. A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) e a Betclic, patrocinadora oficial das Ligas Betclic Masculina e Feminina desde 2021, reuniram atletas, treinadores, árbitros e diversas personalidades do desporto na cerimónia Liga Betclic Awards 2026, que distinguiu os protagonistas da época 2025/2026.

O evento contou com a presença de figuras incontornáveis do panorama desportivo nacional, com especial destaque para Ticha Penicheiro, a única portuguesa que inscreveu o seu nome no Hall of Fame da WNBA e uma das maiores embaixadoras do basquetebol português a nível internacional.

 

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A edição de 2026 ficou marcada por um momento particularmente simbólico: a primeira gala sob a nova liderança da FPB, com o presidente eleito João Carvalho também presente, serviu também para prestar uma homenagem sentida ao presidente cessante Manuel Fernandes, distinguido com o Prémio Excelência, o mais prestigiado galão da noite. Um reconhecimento amplamente aplaudido por todos os presentes, que celebrou um mandato que deixou uma marca indelével no desenvolvimento da modalidade em Portugal.

A par deste momento, o Prémio Carreira foi atribuído a Sónia Teixeira, homenageando um percurso de dedicação exemplar ao basquetebol e uma carreira que permanecerá como referência na história da modalidade no país.

No plano competitivo, Rebecca Taylor, do Basquete Barcelos HMMOTOR, e Gabriela Raimundo, do Esgueira Aveiro ECOVALOR, destacaram-se como as atletas mais premiadas da noite. Rebecca Taylor conquistou os prémios de MVP da Fase Regular e Melhor Marcadora da Liga Betclic Feminina, enquanto Gabriela Raimundo arrecadou os prémios de Melhor Defensora e líder em Roubos de Bola e ainda a Melhor Jogada da Fase Regular – Prémio DAZN.

 

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No Masculino, Brayden Carter (Galitos BARREIRO ACEDE) foi o MVP, ao passo que Tanner Omlid (FC Porto) revalidou o título de Melhor Defensor e juntou-lhe o Prémio dos Roubos de Bola.

Para Tiago Simões, Country Manager da Betclic, “os Liga Betclic Awards refletem a evolução consistente do basquetebol português e o crescente reconhecimento da modalidade. É gratificante ver o talento nacional a afirmar-se com esta qualidade e competitividade. Para a Betclic, é um orgulho continuar a apoiar este percurso e contribuir para o desenvolvimento sustentável do basquetebol em Portugal”.

Tiago Simões, Country Manager da Betclic, com os apresentadores Pedro Pinto e Maria João Costa

Já Manuel Fernandes vê “com enorme satisfação” o “crescimento sustentado do basquetebol em Portugal, refletido de forma clara nos Liga Betclic Awards. Estes prémios não só distinguem o mérito e a excelência desportiva, como também evidenciam o trabalho contínuo de clubes, atletas, treinadores e todos os agentes que contribuem diariamente para a valorização da modalidade. Este reconhecimento público da Betclic é fundamental para inspirar as novas gerações e reforçar a confiança no futuro da modalidade”.

 

LIGA BETCLIC MASCULINA

☆ MVP da Fase Regular – Brayden Carter (Galitos BARREIRO ACEDE)
⤷ Melhor Marcador – Delvin Barnstable (Esgueira Aveiro OLI)
⤷ Melhor Ressaltador – Jackson Stormo (Ovarense GAVEX)
⤷ Assistências – Michale Bradley (Queluz O NOSSO PREGO)
⤷ Roubos de Bola – Tanner Omlid (FC Porto)
⤷ Desarmes de Lançamento – Malik Porter (Esgueira Aveiro OLI)
⤷ Melhor Defensor – Tanner Omlid (FC Porto)
⤷ Melhor Jogador Jovem – Luís Silva (Imortal LUZiGÁS)
⤷ Melhor Treinador – Norberto Alves (SL Benfica)
⤷ Prémio Fair Play Mike Plowden – José Barbosa (UD Oliveirense)
⤷ Melhor Árbitro(a) – Paulo Marques

LIGA BETCLIC FEMININA

☆ MVP da Fase Regular – Rebecca Taylor (Basquete Barcelos HMMOTOR)
⤷ Melhor Marcadora – Rebecca Taylor (Basquete Barcelos HMMOTOR)
⤷ Melhor Ressaltadora – Schekinah Bimpa (AD Sanjoanense HELIOTEXTIL)
⤷ Assistências – Carolina Anacleto (AD Sanjoanense HELIOTEXTIL)
⤷ Roubos de Bola – Gabriela Raimundo (Esgueira Aveiro ECOVALOR)
⤷ Desarmes de Lançamento – Taris Thronton (Esgueira Aveiro ECOVALOR)
⤷ Melhor Defensora – Gabriela Raimundo (Esgueira Aveiro ECOVALOR)
⤷ Melhor Jogador Jovem – Maria Inês Neto (Galitos FFonseca)
⤷ Melhor Treinador – José Leite (CRC Quinta dos Lombos)
⤷ Prémio Fair Play Mike Plowden – Daniela Domingues (Galitos FFonseca)
⤷ Melhor Árbitro(a) – Ana Costa

 

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Este ano, os Liga Betclic Awards distribuíram ainda a Melhor Jogada da Fase Regular – Prémio DAZN.

Gabriela Ipinoza (Esgueira Aveiro ECOVALOR), com um buzzer-beater para vencer o jogo, e Salvador Victo (Imortal LUZiGÁS), com uma assistência artística, foram os vencedores.

 

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Clinic Internacional de Treinadores Madeira 2026: inscrições abertas

A técnica individual, a tomada de decisão e a reflexão sobre os processos de formação estarão em destaque no Clinic Internacional de Treinadores Madeira 2026, que decorrerá nos dias 2 e 3 de maio. A iniciativa, promovida pela Associação de Basquetebol da Madeira, volta a reunir um painel de formadores com diferentes perspetivas sobre o desenvolvimento do jogador e a construção do jogo.

O clínic contará com a presença de Pascal Meurs, que abordará dois temas centrais do basquetebol moderno: “Finishing in Chaos – Training the Modern Scorer”, focado na finalização em contextos de elevada complexidade, e “Decision Making under Pressure: Teaching Players to Think”, centrado no desenvolvimento da tomada de decisão sob pressão.

Rui Gomes será responsável pelas sessões dedicadas à “Metodologia de ensino: da técnica individual ao jogo coletivo”, divididas em duas partes, onde procurará estabelecer uma ligação estruturada entre o desenvolvimento técnico e a sua aplicação no contexto coletivo.

Rui Costa apresentará uma “Reflexão sobre o trabalho de seleções regionais – os fundamentos esquecidos”, igualmente repartida em dois momentos, promovendo uma análise crítica sobre os processos de formação e a valorização dos fundamentos no contexto das seleções.

O programa tem início no sábado, dia 2 de maio, com receção dos participantes às 8h30, seguida da abertura oficial. Durante o dia, decorrerão as primeiras sessões de Pascal Meurs, Rui Costa e Rui Gomes, encerrando com a segunda intervenção do formador belga. No domingo, dia 3 de maio, terão lugar as segundas partes das intervenções de Rui Costa e Rui Gomes, terminando o evento com o encerramento pelas 13h00.

À semelhança de edições anteriores, o Clinic Internacional de Treinadores Madeira pretende afirmar-se como um espaço de partilha, atualização e reflexão para treinadores, contribuindo para a elevação da qualidade do treino e da formação no basquetebol regional e nacional.

Tem um custo de 25€ e vale 2.6 Unidade de Créditos junto do Instituto Português do Desporto e da Juventude para efeitos de renovação do Título Profissional de Treinador.

Inscrições junto da AB Madeira – geral@abmadeira.pt

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Mário Gomes, Ricardo Vasconcelos e Chus Mateo no III Clinic Internacional Cruz-Quebradense

Preletores de peso no III Clinic Internacional Cruz-Quebradense, promovido pela SIMECQ, nos dias 30 e 31 de maio.

Mário Gomes e Ricardo Vasconcelos, Selecionadores Nacionais Masculino e Feminino, respetivamente; Chus Mateo, Selecionador Nacional Espanhol e ex-Real Madrid e campeão da EuroLeague; o treinador Jota Cuspinera e José Loureiro, embaixador PNED, formam um quinteto de luxo numa ação creditada pelo IPDJ com 2,0 Unidades de Crédito – e uma oportunidade de luxo para os treinadores portugueses.

Inscrições aqui.

➥ Até 10/05 – 40€
➥ Até 17/05 – 50€
➥ Até 24/05 – 55€

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BC Marburg, de José Araújo, Sara Barata Guerreiro e Ana Ipinoza está na Final da DBBL

A última – e única – vez que o BC Marburg foi à final da Damen Basketball Bundesliga foi em 2003 – ano em que foram campeões.

Vinte e três anos depois, a equipa do técnico português José Araújo pode voltar a sagrar-se campeã da Liga Feminina Alemã, contra todas as expetativas – “o objetivo inicial era o playoff”, explicou o adjunto de Ricardo Vasconcelos na Seleção Nacional, que chegou ao coletivo em novembro de 2024. A par das suas atletas lusas, a base Ana Ipinoza e a internacional portuguesa Sara Barata Guerreiro, o “Treinador do Ano” da competição venceu ontem (17 de abril) o Jogo 3 das meias e está nas Finais dos playoffs.

“É uma sensação absolutamente incrível e gratificante. Temos a sorte de jogar num clube em que as pessoas são excepcionais e nos apoiam incondicionalmente desde o início. Dar-lhes esta alegria tona tudo muito mais especial.” Sara Barata Guerreiro

Uma vitória por 65-59, em casa, frente ao Syntainics MBC, ditou a conquista a quatro jogos, 3-1 (tinham vencido o primeiro 78-89 – com 20 pontos de Sara Guerreiro; perdido o segundo por 81-71 e vencido o terceiro por 84-70).

A Final vai ser disputada frente ao Rutronik Stars Keltern, o 1.º classificado da Fase Regular, contra quem ainda não venceram esta temporada e que, considera o técnico, “é uma equipa que tem dominado o campeonato alemão. Que ‘de vez em quando’ não ganham o campeonato”.

Mas a chegada até ao duelo decisivo já é algo que vê com orgulho.

“Tenho também um grande orgulho em sermos portugueses e em, juntos, procurarmos representar o nosso país da melhor forma. Poder agora viver a conquista de chegar à final ao lado deles torna tudo ainda mais gratificante.” Sara Barata Guerreiro

Em antevisão:

José Araújo: “É uma equipa com muita experiência, é claramente a melhor equipa do campeonato, que só perdeu dois jogos a equipa toda”. “Há muita gente que diz que agora não temos pressão, e eu quero que tenhamos pressão. Agora é uma epopeia. É preparar para mais uma batalha, porque a gente quer competir. Temos de competir ou não temos hipóteses, que elas são muito competentes. Não vamos para passear”.

Sara Barata Guerreiro: “Os nosso jogos contra o Keltern sempre foram muito renhidos. Nos últimos dois estivemos a liderar o marcador durante períodos de tempo mas não conseguimos acabar o jogo. Sinto que, à medida que a época decorreu, estivemos sempre um passo mais perto da vitória. Acredito que esta é a altura certa para conseguirmos vencer, sendo que o maior desafio é sermos consistentes e termos maturidade emocional quando estivermos à frente do marcador. O Keltern é uma equipa muito boa e experiente que foi feita para ganhar o campeonato. Ninguém na liga acreditou que pudéssemos chegar aqui. Todos os jogos vão ser uma luta.”

José Araújo é o Treinador do Ano da Liga Alemã

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FOTOGRAFIAS: Stefan Tschersich

Vasco Curado: “Gostava muito de voltar a Portugal”

Aos 12 anos, desenhava jogadas para o Carlos Lisboa e mostrava-as ao pai, José Curado, para ver se ele as usava no Benfica. Mas o pequenino que ficava “ali sentadinho só a ver” nos treinos da Luz acabou por encontrar o seu próprio caminho — não em Portugal, mas do outro lado do Mediterrâneo, onde em dez anos construiu uma carreira de campeão tunisino e competidor na Basketball Africa League.

Em entrevista exclusiva à FPB, Vasco Curado conta uma história de paciência, de uma chamada que mudou tudo, das razões que o levam a fazer o Ramadão com os seus jogadores e de como um filho do basquetebol português foi buscar a sua identidade muito longe de casa.

Cresceste dentro de pavilhões — o teu pai treinava, a tua mãe jogava. Como é que foi crescer assim?

A minha mãe jogou também. O meu pai foi treinador dela. Em casa jogávamos mais à bola — eu e o meu pai no corredor, a passar a bola de um lado ao outro, com a minha mãe a dizer para pararmos, que íamos partir alguma coisa. Clássico. Era apartamento, não tínhamos espaço. Depois pus aquelas tabelas pequeninas no quarto, fazia lá uns afundanços e tal.

Jogaste até aos 18, 19 anos. Como é que fizeste a transição para treinador?

Sinceramente, no primeiro e segundo ano de faculdade não senti falta nenhuma de basquetebol. Mas depois surgiu uma oportunidade de começar a fazer estatística para a Infordesporto. Um contacto, comecei a ir aos jogos outra vez, fazer estatística, e estava cá a vontade dentro — voltou a subir. Depois falei com o Fernando Jóia, que conhecia do Algés. Fui fazer o curso de nível 1 na Associação de Basquetebol de Lisboa, ele foi um dos palestrantes, e depois falou comigo. Disse-me: “já está cheio, mas podes vir ser o meu adjunto.” Foi o primeiro ano que comecei como adjunto — do Jóia, a treinar uma equipa que tinha entre outros o Miguel Barroca. Fomos campeões nacionais de sub-18 logo nesse ano. Era uma equipa muito engraçada, com o Mário Silva filho, o Sérgio “Mantorras”, que depois fez carreira na Liga, e outros jogadores. Ganhámos o campeonato na final contra o Barreirense.

O Algés acaba por ser o fio condutor da família Curado, não é?

É, exatamente.

Depois passaste 15 anos a treinar aqui em Portugal. Como foi esse período?

Os primeiros anos foram sempre na formação — sub-18, sub-20. Depois quis passar para os seniores. Fui adjunto nos seniores do Algés quando o clube estava na ProLiga, com o Flávio Nascimento — estive um ano com ele. E também mais tarde com o André Martins na Liga. Depois houve a possibilidade de treinar os seniores no Queluz, na CNB1. Dois anos: um que correu bastante bem, o segundo foi terrível — ganhámos dois ou três jogos. O clube também já não tinha dinheiro para investir. Depois passei para o feminino: fui adjunto das seniores com o Zé Araújo, e no ano seguinte com o Manolo Povea. Trabalhei também com o Ricardo Vasconcelos na formação feminina no Algés. Quando o Ricardo saiu, fiquei com as seniores femininas — estávamos na primeira divisão. E foi a meio desse ano que o Mário Palma me falou para ir com ele para a Tunísia.

Em dezembro de 2015 recebes uma chamada do Mário Palma para seres adjunto no Club Africain, na Tunísia. Como foi essa tomada de decisão?

Eu queria ser profissional de basquetebol, queria ser treinador, mas não via o mínimo de condições financeiras para ser. Estes anos todos fiz esta carreira, mas estava sempre com o meu trabalho — fui mudando: comecei em Infordesporto, depois passei a trabalhar como webmaster na parte do basquetebol, depois estive uma altura como consultor na Remax, imagina. A ideia era sempre ganhar algum dinheiro que me permitisse continuar a ser treinador, porque ser treinador não dá para viver. Com salários sempre razoáveis — não eram maus, mas razoáveis. Os dias todos preenchidos — trabalho normal das 9 às 5 ou 6, e depois ir para os treinos. Os seniores às vezes treinavam às 9 da noite. Ou seja, começavas às 8 da manhã e acabavas às 11 da noite. Muitos anos estive com duas equipas em simultâneo. Deu-me muita tarimba, muita experiência, muitos amigos, muitas amigas. Não me arrependo de nada. Quando o Mário me convidou, não vou dizer que não hesitei, mas o primeiro embate foi logo dizer que sim. Pensei um bocado mais, falei com pessoas, falei com os meus pais — o normal. Mas o instinto era logo dizer que sim. Como diz o Rubén Amorim: o comboio Mário Palma não ia passar outra vez.

O teu pai é uma das grandes figuras do basquetebol português. Ao longo desses anos em Portugal, sentiste alguma tensão entre o peso do nome Curado e a tua própria busca de identidade como treinador?

Não, não. Dele “só” aprendi, basicamente, o mais importante, a dar o máximo e a ser honesto. Eu acompanhava o trabalho que ele fazia em casa — ver vídeo, na altura em cassetes, quase uma hora sentado à secretária a preparar o treino, ao telefone com o adjunto, a ver vídeos até às tantas da manhã. Levava-me aos jogos e aos treinos muitas vezes — no Benfica, depois no Estrelas da Avenida, e no Vitória um bocadinho menos, que era mais longe. Mas era hiperprofissional: “vais comigo, mas ficas ali sentado, não intervens, só a ver, e no fim eu falo contigo.” Às vezes, na brincadeira, até aos 12, 13 anos, desenhava-lhe jogadas para ele usar na equipa — para fazer tiros de três pontos para o Carlos Lisboa. Mostrava-lhe para ver se ele usava. Acho que não usou. Mas lembra dessas histórias. Era muito engraçado também o ambiente em que ele frequentava. Havia um restaurante ali em Algés, a Gaivota, onde muitos treinadores se juntavam — o Mário Gomes quase sempre, o Luís Seixas, o Jorge Fernandes, Carlos Teigas, entre outros. Sobretudo às sextas-feiras. E 90% da conversa era basquetebol. O pequenino estava ali a absorver.

Trabalhaste com o Mário Palma em três momentos — Club Africain, Seleção da Tunísia, Al Ahly do Egito. O que é que aprendeste com ele?

Tanta coisa. Mas sobretudo uma coisa que ele me disse sempre: se queres ser treinador, tens de ter coragem. Coragem não para procurar conflitos, mas para os enfrentar de frente — porque por muito bem que as coisas corram, vai sempre haver conflitos, e nessa altura tens que pensar sempre no melhor para a equipa, não estar dependente deste ou daquele jogador por muito bom que seja. Há princípios que se devem manter para o bem da equipa e tens de ter coragem para os aplicar. E uma coisa que ele sempre conseguiu, mesmo em alturas de menos sucesso, foi montar equipas que realmente funcionam como equipa — solidárias, organizadas, com uma identidade. Mesmo não tendo muito talento, faz a diferença. E também a maneira como conseguia, muitas vezes em conversas individuais, convencer os jogadores do que queria, puxá-los para o seu lado e pô-los todos na mesma linha. Acho que foi o mais importante que aprendi com ele.

Em que dimensões do trabalho de treinador era ele verdadeiramente elite?

Capacidade de liderança. Às vezes parece distraído, um bocado disperso, mas ele apanha os pormenores todos e as situações todas. Muitas vezes tinha intervenções em reuniões de equipa que na altura até me surpreendiam — mas depois em conversa com ele percebia que já tinha antecipado comportamentos de alguns jogadores, que via ali um problema antes de ele subir e causar algum dano à dinâmica da equipa. Fazia também muito bem o planeamento — da época, da semana. E uma coisa incrível: tudo dentro da cabeça. Não apontava treino nenhum. Vinha com aquilo tudo na cabeça e antes do treino dava-me só as ideias gerais do que íamos fazer, pormenores não. Aquilo estava tudo esquematizado cá dentro e saía tudo de forma natural. Depois eu é que apontava tudo o que fazíamos — era eu que fazia os relatórios, que ele também gosta muito. Outra coisa: conseguia o treino duro e intenso, era muito agressivo com os jogadores — mas acabava o treino e estava ali na brincadeira com eles, criava uma relação mais pessoal, sem familiaridade excessiva. Conseguia aquele equilíbrio muito bem.

Há características do Mário Palma que tentaste implementar na tua forma de estar?

Tens de ser tu próprio, tens o teu carácter. Aqueles raspanetes que o Mário dava às vezes — sou completamente incapaz. É um bocadinho diferente, mas é a maneira como eu sou. Se não for natural, não tem sentido nenhum. Os jogadores topam à distância se não estás a ser sincero.

Já vão mais de dez anos fora de Portugal — Tunis, Cairo, Riade, Fez. O que te surpreendeu culturalmente quando chegaste?

A religião é a maior diferença. Mas na altura não fez diferença nenhuma — os tunisinos são acolhedores. Nunca senti qualquer tipo de animosidade. Quase todas as pessoas, mesmo as que não se relacionam connosco profissionalmente, na rua, em situações sociais, são muito abertas e tentam ajudar. Eu creio que uma das minhas grandes qualidades — passa a imodéstia — é a facilidade de adaptação. As coisas diferentes não me fazem confusão. Eu é que me adapto e faço as coisas com normalidade. Mesmo em Riade, que é bem mais diferente da Tunísia e onde o peso da religião é muito mais forte, não senti dificuldade de adaptação.

 

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Uma dessas adaptações está ligada ao Ramadão. Treinaste durante vários Ramadões — na Tunísia, em Marrocos, no Egito. Como é gerir uma equipa com os jogadores em jejum?

Quando chegámos ao Egito já era a parte final do Ramadão, portanto não vivemos muito. Mas aqui na Tunísia vários, e um na Arábia Saudita que, sem ser pejorativo, é o mais radical de todos. Na Arábia Saudita é impensável haver treinos ou qualquer atividade física durante o dia no período do Ramadão. As pessoas param ao meio-dia, uma da tarde, e vão para casa. Aqui na Tunísia o horário de trabalho também é mais reduzido, mas a atividade desportiva — sobretudo por regras das autoridades, que não querem jogos à noite depois das pessoas se alimentarem — obriga-nos a fazer treinos e jogos nas horas finais antes de quebrar o jejum. No clube onde estou agora o jejum começa às 6 da tarde, por isso treinamos das 4 às 5 e meia, para eles terem tempo para tomar duche e ir para casa. Antes de mais, é preciso saber exatamente com o que contamos — na Arábia Saudita, 100% fazem o Ramadão; na Tunísia, alguns atletas, em dias de jogo, abrem exceção e alimentam-se. Depois temos que baixar o volume de treino. Geralmente são duas horas e picos, temos que reduzir para uma hora e um quarto, uma hora e meia, tentando manter alguma intensidade — mas nota-se claramente que a performance vai baixando ao longo do período. As sessões bidiárias e de musculação também têm que ser reduzidas. Os bidiários eliminam-se completamente. No Club Africain consegui às vezes fazer sessões de treino à noite, mesmo em dias de jogo, para ter os jogadores mais capazes fisicamente. Mas aqui no Nabeulien não se consegue. O que se nota também é que as emoções ficam à flor da pele — às 4, 5 da tarde já estamos 14, 15 horas sem beber água nem comer, o cérebro já está assim um bocadinho mais vazio. Situações que normalmente passam num treino normal começam a causar discussões. Há mais tensão.

Tu próprio fazes o Ramadão. Como é liderar homens nesse estado, estando a passá-lo também?

Eles estão mais que habituados — fazem isto a vida toda, todos os anos. Às vezes até começam a comer e a pedir desculpa uns aos outros pelas reações que tiveram nas horas anteriores. Mas o Ramadão é muito bom para a capacidade de sacrifício e de disciplina. A primeira vez que fiz achava que ia ser impossível — também sou uma pessoa que gosta de comer e quando sinto fome começo a ficar mais tenso. Foi um desafio pessoal. Continuo a fazer, não só por razões religiosas, mas porque me ajuda muito a trabalhar a disciplina, a força mental, a capacidade de sacrifício. E é extremamente útil para transmitir isso ao grupo: na altura de maior tensão no treino, quando estão com dificuldades, relembrar-lhes — isto é uma escolha pessoal, vocês vão melhorar com isto, está tudo dentro da vossa cabeça, continuem a puxar, trabalhem o coletivo.

Treinaste tunisinos, egípcios, marroquinos, sauditas. Existe o estereótipo de que o jogador africano é fisicamente capaz mas taticamente menos desenvolvido. O que é que a tua experiência te diz?

Há uma diferença grande — e é importante sublinhar que a Tunísia, Marrocos e o Egito são África, mas são árabes. Norte de África. É muito diferente do angolano, do marfinense. Dentro deles há diferenças entre si. Do ponto de vista tático e de conhecimento do jogo, a Tunísia claramente está acima dos outros. Quando eu e o Mário chegámos em 2015, ficámos agradavelmente surpreendidos com o conhecimento do jogo e a capacidade tática que eles tinham. Estávamos a apanhar a melhor geração de sempre da Tunísia — o Salah Mejri, o Makram com 25, 26 anos, o Zied Chanoufi, o Mourad Mabrouk, o Hamoudi Hadidane que foi MVP do campeonato africano 2017, vários jogadores com passagem na NCAA. O Salah Mejri fez a carreira que fez na Europa e na NBA. Agora o nível baixou bastante porque descuraram muito o trabalho de formação. Esses jogadores estão a retirar-se ou a jogar com 37, 38 anos — ainda no ano passado treinei o Radouane Slimane “Seka”, que foi jogador do Mário Gomes no Barreirense, e com 43 anos ainda joga com bastante qualidade. Mas a Tunísia, na seleção, já não consegue lutar com as melhores equipas africanas. O Egito tem muito potencial — jogadores muito altos, uma quantidade incrível acima de 2 metros e 10, num país de 100 milhões de pessoas. Mas não consegue desenvolver bem o trabalho coletivo e tático. Marrocos é o país que está em melhores condições para dar um grande salto — social, económica e politicamente está em alta, já deu esse salto no futebol, há construção e desenvolvimento por todo o lado, a NBA fala em instalar uma academia lá. Falta estrutura — os pavilhões ainda são muito rudimentares, o piso do pavilhão em Fez quando entrei até me assustou, parecia ter 40 anos. Mas há vontade e há potencial. A Arábia Saudita é completamente diferente. Há um grupo de 14, 15 jogadores com alguma qualidade, mas fisicamente não gostam muito do contacto nem da intensidade — são muito slow-mo. É um país com muito dinheiro mas com uma cultura desportiva de 95% futebol. Em Riade, num derby de basquetebol do Al Nassr x Al Hilal, vão mil pessoas. No futebol, se o estádio tiver 200 mil lugares, enchem-no. As mulheres, quando cheguei lá, estavam no segundo ano em que podiam jogar — e tenho acompanhado, está a desenvolver-se bastante o basquetebol feminino na Arábia Saudita.

Levaste o Monastir ao sexto título tunisino consecutivo em 2024 e depois venceste a Conferência Sahara da BAL em Dacar em 2025. São as maiores conquistas da tua carreira?

Sem dúvida. Ser campeão tunisino como treinador principal é o mais importante. Mas a BAL é uma experiência fantástica porque o nível de jogo e a qualidade dos jogadores é muito alto. No Monastir infelizmente não tínhamos um orçamento muito elevado, mas havia equipas do Egito, da Líbia, com jogadores de nível Eurocup ou Champions League, com salários claramente nos três dígitos, e alguns com passagem na NBA. E a própria organização é NBA — tudo planeado ao milímetro. Temos um acompanhante que nos diz: conferência de imprensa antes do jogo aqui, ir falar para a televisão aqui, tudo ao segundo, ao minuto. Uma folha posta no balneário com a hora do aquecimento, tudo planeado ao mínimo detalhe. Bons pavilhões — o pavilhão em Dacar era espetacular, quase sempre cheio, com boa produção televisiva e redes sociais. Sentes-te realmente importante. Foi muito gratificante participar na BAL.

 

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A NBA fala também em criar uma liga permanente em África. Achas que é viável?

Com 12 equipas — o projeto já foi anunciado e creio que há um investimento inicial de pelo menos 5 milhões de dólares. Para o basquetebol africano não é assim tão fácil. Mas para a NBA anunciar e estar a trabalhar nisso é porque também vê potencial. Vamos ver se nos próximos dois ou três anos a BAL se consegue transformar numa liga com 12 equipas — não para todo o ano, mas qualquer coisa a meia distância da Euroliga.

E o basquetebol europeu tem a ganhar com esta ligação com a NBA?

O que eu gostaria mais é que não houvesse nenhuma divisão — acho que seria gravíssimo. Havia essa ideia de que uma vai canibalizar a outra, mas as últimas declarações do novo CEO da Euroliga — um espanhol com muitos anos na NBA — dão a ideia de estarem em conversas para tentar algum tipo de parceria entre a NBA, a FIBA e a Euroliga, para parar esta divisão, que acho que é muito má para o basquetebol em geral. A Euroliga é uma coisa espetacular — clubes com muita tradição, os espanhóis, os turcos, com equipas de futebol muito fortes que trazem muitos adeptos. O Olympiacos-Panathinaikos, o Olympiacos-Real Madrid, o Partizan-Estrela Vermelha — se deixarmos de ter jogos desses, para nós como adeptos do basquetebol seria muito triste. Espero que as pessoas dos dois lados pensem no bem comum e não só em euros ou dólares. A NBA claramente pode trazer mais-valias à Euroliga, mas a Euroliga tem a tradição.

Depois regressaste à Tunísia, ao Stade Nabeulien. O que motivou este projeto?

O Stade Nabeulien é um dos clubes históricos da Tunísia, com mais títulos — teve uma geração muito boa nos anos 90 e início dos anos 2000. Depois mantiveram-se competitivos mas sem lutar por títulos, e há dois anos as coisas foram piorando até baixarem de divisão. Este ano voltaram à primeira. Uma das coisas que me fez ir foi o presidente do basquetebol, o Bashir Hadidane— um ex-jogador, foi nosso no Club Africain e também na seleção quando ganhámos o campeonato africano em 2017. Retirou-se há dois, três anos e este é o clube da cidade dele. Quis pô-lo lá em cima novamente. Falou comigo e disse: “coach, temos alguns jovens com capacidade, não temos muito dinheiro, mas podemos ir buscar dois ou três jogadores para sermos minimamente competitivos.” O objetivo principal era ficar nos seis primeiros — lá o campeonato divide-se ao fim de uma primeira fase: os seis de cima já não correm risco de descida, os seis de baixo ainda correm. E conseguimos: éramos provavelmente o oitavo ou nono orçamento e ficámos em quinto. Conseguimos também colocar o Aziz Mghirbi, com 20, 21 anos, nos 12 que jogaram a janela de qualificação em novembro para o Mundial. A segunda fase já foi mais difícil — o dinheiro começou a falhar, como às vezes acontece aqui, e só ganhámos dois jogos. Mas fomos sempre competitivos. E do ponto de vista pessoal, é uma cidade junto à praia, muito agradável de viver — pego no carro e estou a três minutos da praia. Essas coisas também contam. A maior parte dos treinadores e dos jogadores não lutam por títulos — o mais importante é tentar ser competitivo, e foi isso que conseguimos.

Tens vontade de voltar a treinar em Portugal?

Sem dúvida, mas o problema é que não há muitos lugares para treinadores profissionais em Portugal. Para voltar e ser treinador ao final do dia… Não posso “nunca”, porque às vezes temos que nos adaptar se não houver outra solução, mas gostava muito de voltar, de um bom projeto que me permitisse ser profissional. Se não, vou tentar continuar aqui. Como disse ao princípio: se o projeto for bom, posso ir viver para o Japão, para a Austrália, para a Indonésia, para o Sri Lanka. Não tenho problema nenhum. Vou, se depois não correr bem ou não gostar, volto ou mudo. A ideia é sempre ir e tentar.

 

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ENB: Abertura de inscrições para cursos de treinador I e II

A Escola Nacional de Basquetebol (ENB) da FPB tem no momento três cursos de treinador (Grau II), em Setúbal, Viseu e Covilhã, os três com inscrições abertas até 12 de maio (Setúbal e Viseu) e 10 de junho (Covilhã):

Formulário

Também as Associações de Basquetebol (AB) estão a organizar os respetivos cursos de Grau I, nomeadamente em:

➥ Aveiro – inscrições até 30/04/2026 através do seguinte link

➥ Porto – inscrições até 30/04/2026 através do seguinte link

➥ Braga – inscrições até 30/06/2026 através do seguinte link

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Semana do Minibasquete com Ferran Pizcueta: inscrições abertas

A Semana do Minibasquete regressa para 2026 com Ferran Pizcueta Pascual ao leme de seis sessões de formação e aprendizagem para os treinadores portugueses. A iniciativa da Escola Nacional de Basquetebol da FPB realiza-se de 5 a 9 maio, em seis cidades do país. Inscrições aqui.

Com os temas “Como aprendemos, como ensinamos? Aproximação a uma pedagogia não linear” e “Desenvolvimento das competências motoras com intencionalidade tática. Aprender jogando.”, o técnico espanhol conta com uma larga carreira tanto a nível de clubes como a nível federativo, sendo um dos coordenadores desportivos “de um dos projetos mais ambiciosos de Espanha no que ao Basquetebol diz respeito”, o VelaBasket, de Valência.

Datas e Locais
➤ 5/5 – 19h30 — Pav. Esc. Frei Bartolomeu dos Mártires – Viana do Castelo
➤ 6/5 – 19h00 — Pav. Galitos – Aveiro
➤ 7/5 – 19h00 — Pav. Mun. Pombal – Leiria
➤ 8/5 – 19h00 — Pav. D. Bosco (Salesianos Évora) – Évora
➤ 9/5 – 10h30 — Pav. Mun. Dr. José Sousa Pires – S. Brás Alportel
➤ 9/5 – 19h00 — Pav. Domingos Fernandes (CNN) – Lisboa

Inscrições
➔ 5 euros: treinador
➔ 3 euros: estagiários; tutores estágio; formadores FPB/ENB
➔ Gratuito: coordenadores de estágio; treinadores do clube onde se realiza a ação; DTR’s; Selecionadores regionais de Minibasquete

Esta formação é certificada pelo IPDJ para efeitos de renovação do Título de Treinador e atribui 0,6 UC – unidades de crédito. Podes inscrever-te através da SmartFan Tickets.

De recordar que a última edição desta semana de intensa formação foi “um sucesso”, considerou o Diretor Técnico Nacional para o Minibasquete, Bruno Cazeiro, apontando para quase 300 treinadores inscritos. Francisco Alarcón Lopez foi o formador.

Semana do Minibasquete 2025 “foi um sucesso”

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III WORKSHOP Internacional da ABP foi um sucesso

Durante os dias 28 e 29 de Março a Associação de Basquetebol (AB) do Porto organizou o seu III Workshop Internacional de Minibasket. O evento voltou a ser um sucesso e consolida-se como o evento de referência nacional de formação de treinadores de Minibasket. Recebemos no evento treinadores de todo o país, do Minho ao Algarve com mais de 130 treinadoras e treinadores inscritos.

O cartaz era de luxo e as intervenções conseguiram superar as expectativas que já eram elevadas. No primeiro dia, Ferran Pizcueta, treinador do Valência Basket e Vela Basket, partilhou nas suas duas intervenções estratégias de desenvolvimento de competências técnicas e motrizes associadas a uma intenção tática. As suas intervenções foram ricas em momentos de reflexão sobre a forma como ensinamos e como as crianças aprendem.

A temática do desenvolvimento das competências motoras ficou nas mãos de Jorge Arede, treinador do BC Vila Real, que procura dizer “adeus ao sedentarismo”. A sua intervenção foi para além do conteúdo e partilhou estratégias de organização da preparação física no Minibasket. O primeiro dia terminou com debate e partilha de ideias na “mesa redonda”.

Moderada por Orlando Postiga Simão e com a participação de Bruno Cazeiro, Celso Casinha, Paula Seabra e Rui Pedro Nazário foram vários os temas sobre a estrutura do Minibasket em Portugal. A participação ativa dos treinadores inscritos no workshop enriqueceu o debate. O segundo dia começou com a intervenção de Francisco Alarcon, que de uma forma magistral liderou o treino do ABP Minibasket Camp. Foi uma excelente oportunidade para os treinadores poderem assistir à aplicabilidade de diferentes temáticas em contexto de treino.

A tarde de domingo ficou sobre responsabilidade dos treinadores da Federação Galega de Basquetebol Rubén Vásquez (Basquet Coruña) e Roberto Rajó (Celta Baloncesto). Sobre a temática da “construção tática ofensiva” Rubén apresentou propostas para a construção dos princípios de contra-ataque, reação ao passe e reação à penetração no Minibasket. Para além de enriquecedora do ponto de vista do conteúdo esta intervenção esteve carregada de energia positiva promovendo sorrisos nas atletas do início ao fim da sua intervenção.

Para o final, Roberto Rajó presenteou os presentes com uma apresentação sobre  “os processos e detalhes” que dinamizam o Celta Baloncesto Femenino e que fazem do clube uma referência nacional. A importância da coordenação ativa, formação contínua e identidade do clube geraram muito interesse nos participantes.

Uma referência muito especial à C.M. Valongo, à Junta de Freguesia de Ermesinde e ao C.P.N. por todo o apoio logístico disponibilizado.

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Fotografias | AB Porto

José Araújo é o Treinador do Ano da Liga Alemã

Pegou em novembro de 2024 numa equipa que não está habituada a pisar os grandes palcos, chegou ao pódio da Taça da Alemanha 2026 e aos playoffs da 1.ª divisão germânica em apenas 2 anos.

Esta semana foi anunciado que, numa votação entre treinadores, dirigentes e capitãs de equipa, José Araújo foi escolhido como o Treinador do Ano de uma das grandes ligas europeias do Basquetebol feminino, a DBBL (Damen Basketball Bundesliga).

“Somos uma equipa competitiva, respeitada, com identidade”, numa Liga também ela “muito competitiva”, confessa à FPB. Mas “o prémio é de toda a gente” que faz parte do seu corpo técnico no BC Marburg.

“Da direção e do team manager, fazem um trabalho muito bom para nós termos as condições ideais para trabalhar. E eu tenho, felizmente, um grupo fantástico de jovens mulheres, que me deixam treiná-las e que acreditam nas minhas ideias e que trabalham arduamente todos os dias. Por isso este prémio é o trabalho de muita gente. É assim que eu vejo e é o reconhecimento do trabalho que todas têm feito”.

 

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Entre essas jogadoras estão a internacional Sara Barata Guerreiro e a veterana base ex-Esgueira Aveiro OLI, Ana Raimundo. Foi José Araújo que as identificou e levou para Marburg, mas, acredita, “os passaportes não interessam para nada” – é a equipa que realça. Há ainda outra questão que, enquanto adjunto da Seleção Nacional Feminina, se coloca em causa:

“Eu sei quando chego a um sítio, quando vou para o campo, quando dou um treino, tenho uma responsabilidade acrescida, que é deixar uma boa imagem do treinador português (…) Quanto mais treinadores estiverem cá fora a fazer um bom trabalho – que não tem a ver com ganhar troféus -, se as pessoas forem sérias no trabalho, tudo isto pode abrir portas para outros”.

O BC Marburg está atualmente no 7.º posto da classificação, quando falta uma jornada para encerrar a Fase Regular. Com o equilíbrio do campeonato (do 4.º ao 7.º todos têm um registo de 11-10), pode chegar ainda mais longe. Jogam amanhã, 28 de março, às 17 horas, o último duelo desta fase.

Em 2024-2025 o coletivo germânico ficou em 9.º, às portas do playoff (9-13).

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Fotografias | Stefan Tschersich

Convocatória da Assembleia Geral Eleitoral da FPB

Nos termos da Lei e dos Estatutos, o dr. Ernesto Ferreira Silva, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Basquetebol, convoca a Assembleia Geral Eleitoral da Federação Portuguesa de Basquetebol, a realizar no dia 25 de abril de 2026, pelas 15 horas, no Auditório do Centro de Medicina Desportiva de Lisboa, sito na Avenida Professor Egas Moniz (Estádio Universitário), em Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:

Nos termos do disposto no n.º1 do artigo 31.º dos Estatutos, as candidaturas para os Órgãos Sociais terão de dar entrada na sede da Federação Portuguesa de Basquetebol até ao dia 5 de abril de 2026, por correio postal ou por correio eletrónico, devidamente instruídas de acordo com as formalidades previstas nos Estatutos e no Regulamento Eleitoral.

A convocatória oficial pode ser consultada em anexo.

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Cidade de Guimarães realiza o seu 1º Clinic

A cidade berço recebe o Clinic no Pavilhão da Unidade Vimaranense, no dia 21 de março, que decorre entre as 9h00 e as 13h00. O evento destina-se a treinadores e dirigentes interessados no desenvolvimento de jovens atletas e na evolução do basquetebol no contexto de clube e seleção nacional.

Esta edição contará com a presença de dois conceituados especialistas:

Isabel Lemos – Coordenadora Técnica do Ourense Baloncesto, que abordará o tema “O Atleta Jovem em contexto de Clube”;

Ricardo Vasconcelos – Selecionador Nacional de Seniores Femininos, com o tema “O Atleta Jovem em contexto de Seleção”.

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Divulgada a composição da Assembleia Geral da FPB para o quadriénio 2026-2030

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), Dr. Ernesto Ferreira da Silva, anunciou a divulgação da composição da Assembleia Geral da FPB para o quadriénio 2026-2030, na sequência do Acórdão proferido pelo Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Basquetebol, datado de 4 de março de 2026.

Concluído o processo eleitoral e a respetiva validação dos resultados, foi agora tornada pública a lista dos 61 delegados que integrarão a Assembleia Geral da FPB durante o próximo ciclo federativo. A composição inclui delegados por inerência, representantes dos clubes e sociedades desportivas participantes nas competições nacionais, bem como representantes dos jogadores, juízes e treinadores, assegurando a representação dos diversos agentes da modalidade.

Entre os delegados por inerência encontram-se os membros das Direção das Associações Distritais e Regionais de Basquetebol, por estas designados, e os presidentes das Associações de Agentes (Jogadores, Juízes e Treinadores), enquanto os restantes membros resultam do processo eleitoral realizado nas diferentes estruturas da modalidade.

De acordo com a convocatória anteriormente divulgada, a tomada de posse dos delegados, por inerência e eleitos, terá lugar no dia 21 de março de 2026, pelas 17h00, no Centro de Juventude de Lisboa do IPDJ.

A lista pode ser consultada em anexo ou no separador FPB Eleições, onde podes consultar toda a informação relativa ao processo eleitoral.

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Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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