Artigos da Federaçãooo

Mery Andrade foi a convidada desta semana

A “Área Restritiva” foi ocupada por Mery Andrade. A ex-internacional portuguesa que passou pela WNBA e que agora segue carreira na modalidade, fora das quatro linhas, foi a convidada desta semana!
Podes rever o episódio desta semana na FPBtv, no Facebook ou na IGTV. Estamos de volta com um novo episódio no próximo domingo!


“Em Linha” com Fernando Lemos

A ligação à vertente convencional do jogo é de longa data, na qual, ao serviço do CA Queluz, obteve múltiplos êxitos, mas em 2018 surgiu em cena novo desafio: treinar a equipa de BCR do GDD Alcoitão. Treinador experiente, Fernando Lemos aborda a etapa recente com orgulho e garante que esta representa um veículo de aprendizagem. 

Ano de iniciação como treinador: 1991 (2018 no BCR)
Clubes/seleções orientados: CA Queluz, AB Lisboa, GDD Alcoitão
Palmarés: 1 vez campeão nacional de Sub16; 1 Taça Nacional Sub14; 1 Festa do Minibasquete (Sub12); 3 vezes campeão distrital de Lisboa Sub14, 3 vezes Campeão Distrital de Lisboa Sub16; 1 vez campeão distrital de Lisboa de Sub18
Jogo da tua vida: Talvez o jogo em que me sagrei campeão nacional de Sub16, numa Final Four em que a partida decisiva foi com o FC Porto, e na qual ganhámos por 17 pontos. Todos tinham tido no equilíbrio a nota dominante e, contra todas as expectativas, a minha equipa esteve brilhante e conseguiu uma vitória folgada, num jogo praticamente perfeito.
Resumo do percurso no desporto: CA Queluz – 1991-presente – treinou todos os escalões de formação e a equipa sénior em 2 épocas. Em 2019/20 foi treinador dos Sub14 e coordenador técnico do clube; Selecionador Distrital de Lisboa Sub12 – 2016/17 (conquista das Festas do Minibasquete). GDD Alcoitão – 2018/2019 – presente – participação numa Final Four da Taça de Portugal.
Que mensagem dirigias a um treinador hesitante em treinar BCR?
Dizia para assistir a treinos, observar um jogo, de forma a poder aperceber-se da beleza do BCR e a entender o esforço desenvolvido por todos os agentes para que a modalidade se afirme de uma vez por todas na sociedade, não como algo “autónomo” ou “satélite”, mas como parte integrante do basquetebol. Depois, que não tivesse receio de trabalhar, pois o ambiente que se vive no seio do BCR é muito salutar. Por último, dizia que o desafio em encontrar respostas para a constante evolução destes atletas é altamente encorajador, para também nós técnicos continuarmos a aprender e evoluir.
Quais os treinadores que exercem maior fascínio sobre ti e porquê? 
O mais importante para mim, pelo facto de ter tido a honra e o prazer de com ele trabalhar diretamente, como adjunto, nos meus primeiros anos de treinador, foi San Payo Araújo, a quem muito devo pela aprendizagem que me proporcionou. Destaco a sua humildade, capacidade de trabalho e o enorme amor ao jogo! Quero também destacar todos os treinadores que vim encontrar no BCR, pelo seu trabalho, dedicação e enorme qualidade, que também me tem permitido evoluir nesta nova etapa que abracei.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por treinar BCR. 
Ainda não tenho muitos. Destaco as perguntas curiosas que algumas pessoas que tenho levado a assistir a jogos me têm colocado, como um caso de uma pessoa que quando viu um atleta meu, após ter caído da cadeira, levantar-se pelo próprio pé e sentar-se novamente, me disse que o meu jogador era batoteiro, porque afinal andava e não devia jogar numa cadeira de rodas! Claro que de seguida lhe tive de explicar as patologias e a elegibilidade de cada atleta, mas foi curioso!
Quais as competências que consideras essenciais para ser um treinador de sucesso?
Em primeiro lugar, gostar muito do que faz, pois só com paixão poderá alcançar o sucesso. Depois três qualidades que considero decisivas: humildade, sentido de justiça e perseverança.
Em linha, a defesa que todos os treinadores querem, mas poucos conseguem. Qual a receita para lá chegar?
Muito trabalho e esforço, aliado ao domínio perfeito das técnicas de cadeira e à boa condição física. A defesa em linha é uma grande arma, pois permite à equipa que a consegue interpretar corretamente, colocar em dificuldade o ataque contrário. Para finalizar, deixo uma frase muito conhecida: “O ataque ganha os jogos, a defesa ganha os campeonatos!”.

Phillipe da Silva na “Área Restritiva”

Na “Área Restritiva” desta semana tivemos o prazer de receber Philippe da Silva. O ex-internacional português trouxe-nos uma série de histórias únicas de uma carreira recheada de conquistas coletivas e individuais.
Podes rever o episódio desta semana na FPBtv, no Facebook ou na IGTV. Estamos de volta com um novo episódio no próximo domingo!


“Em Linha” com Daniel Pereira

Pai de uma das maiores esperanças do basquetebol em cadeira de rodas nacional, o internacional A e Sub22 Ângelo Pereira, Daniel Pereira viu o acesso privilegiado ao pavilhão despertar-lhe o interesse de se testar nos bancos, aguçado pelo convívio próximo com Jorge Almeida, que nomeia como referência. Na presente época, passou a conciliar o cargo de técnico-adjunto da APD Lisboa com iguais funções na Seleção Sub22. 

Ano de iniciação como treinador: 2015
Clubes/Seleções orientados: APD Lisboa e Seleção Nacional Sub22 (adjunto)
Palmarés: Um jovem atleta, recentemente, quando questionado sobre isso, respondeu “em construção, volte daqui a uns anos”. Sem dúvida, a melhor resposta.
Jogos da minha vida: GDD Alcoitão vs. APD Lisboa – 51.-49. Após uma entrada forte, o GDD Alcoitão passou para a frente, mas graças a 3 triplos da nossa parte mantivemos o jogo em aberto até ao fim. No último segundo, com uma falta a nosso favor, após tentativa de triplo, o atleta acusou pressão e falhou 3 lances livres. Assistiu-se à alegria de uns e tristeza de outros. Saliento o fair-play do GDD Alcoitão que, liderado pelo seu técnico Fernando Lemos, veio confortar os meus jovens atletas; APD Lisboa vs. APD Sintra – 53-45. Significou para os mais novos a primeira vitória desde que jogam BCR. Pela oportunidade de manifestarem alegria e prazer de celebrar uma vitória, este jogo merece destaque; Portugal vs. Grécia – 57-61 – Europeu C 2019. Causou-me um misto de sentimentos, mas foi com orgulho que representei o meu país. Não esqueço o que senti ao cantar “A Portuguesa”, o grupo incansável do CNBCR, o apoio da FPB, a equipa técnica, o grupo de atletas que deu tudo e um quarto: #420. Estará para sempre nos jogos da minha vida e eu era só o mecânico.
Atleta: ex-praticante de natação. Treinador: 2002-2012 – infantis, iniciados, juvenis e seniores femininos do ADB (Bobadela) – Futebol;
Primeiro contacto com o BCR em 2013, na APD Lisboa, por intermédio de Jorge Almeida, atual técnico do Sporting CP-APD Sintra, ex-APD Lisboa e Seleção Nacional A;
Classificador de BCR.
Que mensagem dirigias a um treinador hesitante em treinar BCR?
Atreve-te, desafia-te e descobre-te como pessoa e treinador.
Quais os treinadores que exercem maior fascínio sobre ti e porquê?
Jorge Almeida – apresentou-me a modalidade e fez-me ficar fascinado por ela com o grande conhecimento que detém. Tive o privilégio de o ver jogar. Andou afastado por um tempo, mas ainda bem que voltou; Ricardo Vieira – aprendi a conhecer, depois a admirar e a considerar amigo. Um líder, com um conhecimento vasto, uma grande pessoa e um excelente treinador, sem tabus em partilhar o seu conhecimento.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por treinar BCR.
Menciono dois. Uma ida a Barcelona de autocarro para fazer 4 jogos, voltar de autocarro e no dia seguinte ir trabalhar. Nessa viagem, de 16 horas, cada vez que se parava, eram necessárias 4 pessoas só para tirar os atletas, mas o caricato disso é que, se fosse para ir amanhã com o mesmo grupo de atletas e staff, era o primeiro. E depois, num jogo para o Campeonato Nacional, agendado para as 15 horas, a funcionária do pavilhão andava a fazer tempo, porque pensava que bastava abrir o pavilhão 5 minutos antes.
Quais as competências que consideras essenciais para ser um treinador de sucesso?
Conheço alguém que diria “define sucesso”. Convencer alguém que se acha incapaz por ter uma deficiência e fazer com que volte a sonhar, porque descobriu que afinal pode ser atleta, é um pouco do teu sucesso. Se daqui a uns anos vir os meus atletas felizes e me reconhecerem como alguém importante no seu percurso, tive sucesso.
Em linha, a defesa que todos os treinadores querem, mas poucos conseguem. Qual a receita para lá chegar? 
Requer um leque de jogadores com boa capacidade física, excelente técnica de cadeira e capacidade de comunicação. Treinar exaustivamente estes parâmetros é a receita.

Estabilidade foi aposta ganha

O Imortal/AlgarExperience foi um dos “reis” da temporada 2019/20, graças a um percurso imaculado na Proliga com 22 vitórias em outros tantos jogos, sem esquecer a conquista do Troféu António Pratas e a boa campanha na Taça de Portugal. Quisemos saber as razões do sucesso com o treinador, Luís Modesto, e com os atletas Rui Quintino, Hugo Sotta e António Monteiro.

Luís Modesto, técnico do Imortal, não esconde a ambição colocada no projeto: “O Imortal, quando construiu a equipa para participar na Proliga, foi com o principal objetivo da subida de divisão e uma das metas secundárias era ganhar jogo a jogo, porque tínhamos a consciência de que o plantel nos dava garantias de podermos alcançar estes dois objetivos”, lembra.
O treinador de 45 anos explica as razões que determinaram uma época tão positiva: “Este sucesso está alicerçado num conjunto de fatores em que cada um teve a sua quota-parte de responsabilidade. Em primeiro lugar, a qualidade individual dos nossos atletas e a sua dedicação, depois as excelentes condições de trabalho que a direção do clube proporciona, quer aos atletas, quer ao corpo técnico. Não podemos esquecer o apoio fundamental e precioso dos nossos patrocinadores, onde se destaca o do Município de Albufeira, e também o apoio incondicional dos nossos adeptos, assim como da equipa técnica”, enumera.
O emblema algarvio está de volta à Liga Placard, estando ainda na memória a curta passagem pelo campeonato em 2018/19. Para Luís Modesto, todos os esforços estão a ser feitos para que o futuro seja risonho: “Após uma experiência mal conseguida na época 2018/19, o principal objetivo na próxima temporada será, sem dúvida, assegurar a permanência na Liga Placard. Para isso se concretizar, a direção do clube está a fazer o seu trabalho para continuar a proporcionar excelentes condições de trabalho para todos, mesmo numa conjuntura desfavorável, devido à dificuldade em garantir apoios financeiros, motivada pelo problema da pandemia da COVID”, realça.
Rui Quintino foi um dos “craques” que chegou há um ano a Albufeira, sua cidade-natal, e por isso este ano foi especial: “O meu futuro passa pelo Imortal. Estou bastante satisfeito por representar o clube e poder ajudá-lo a crescer. A equipa foi contruída de raiz com o objetivo, não só de regressar à Liga, mas também de aproveitar a experiência adquirida por todos os intervenientes durante esta época. Estou bastante otimista porque acredito que este projeto, apoiado pela cidade de Albufeira, tem condições e potencial para ser uma referência do basquetebol no nosso país”, afirma.
Outro jogador garantido para a próxima temporada, no Imortal, é o influente poste Hugo Sotta, que destaca a estabilidade do plantel: “Todos os jogadores portugueses e estrangeiros tinham contrato de dois anos, e isso criou uma dinâmica de grupo que nos vai ajudar a entrar na Liga noutro patamar, com uma ligação já criada. Os novos jogadores que vierem vão colocar ainda mais qualidade nesta equipa, por isso só há razões para estar otimista. Sabendo que a Liga está bastante competitiva, teremos ainda de ser mais sérios e trabalhadores para poder dar o tal passo em frente”, avisa.
Ainda sem mostrar certezas quanto ao futuro, mas igualmente muito grato ao Imortal temos António Monteiro. Com uma carreira já bem preenchida, o jogador de 31 anos enaltece a importância da experiência no Algarve: “Sem dúvida de que foi a época de que eu precisava. Sou um jogador que já conquistou tudo o que havia para conquistar a nível coletivo em Portugal, e as pessoas pensavam que vir para o Imortal ou para a Proliga era um passo atrás. E no início foi um passo atrás, no sentido em que estava habituado a lutar por títulos e a jogar na Europa. A qualidade não é a mesma, isso é verdade, mas sinto que evoluí muito mais esta época, porque joguei muitos minutos e é isso que um jogador quer e precisa. Por isso, posso dizer que dei um passo atrás e que, logo em seguida, dei dois em frente”, vinca.

“Princípios da defesa em formação”

Regressamos a Cantanhede e ao Clinic Internacional, desta vez de 2018, para acompanhar a sessão conduzida pelo espanhol Borja Comenge sobre princípios da defesa em contexto de formação.


“Em Linha” com Jorge Almeida

Ano de Inscrição – 1993
Clubes/Seleções orientados – APD Lisboa, Seleção Nacional, Sporting CP-APD Sintra (atual)
Palmarés: APD Lisboa – 4 Campeonatos Nacionais; 4 Taças de Portugal; 3 Supertaças. Total de 11 títulos. Seleção A BCR – 2.º Lugar Europeu C 2015 e consequente promoção à Divisão B
Jogos da minha vida: O jogo de consagração de campeão nacional pela primeira vez, porque era um título muito desejado por toda a equipa e porque senti que o trabalho projetado e desenvolvido tinha tido o desfecho desejado. Outro jogo bastante importante foi a vitória da APD Lisboa contra o CP Mideba, de Badajoz, em Espanha, pela projeção que deu ao BCR nacional. Mostrou que com condições de trabalho éramos iguais a todos os outros. Por último, a vitória num torneio em Santander, com uma seleção formada apenas com jogadores das várias equipas da APD (Associação Portuguesa de Deficientes).
Resumo do percurso no desporto: Comecei a jogar em 1977, na APD Lisboa, tendo feito um interregno de cinco anos para jogar no GDR “A Joanita”. Regressei em 1982 para Lisboa, onde permaneci até 2015 como treinador/jogador desde 1993. Fiz ainda atletismo, natação e ténis. (Jorge Almeida representou ainda a Seleção Nacional em 5 Campeonatos da Europa – inclusive no memorável Europeu C de 2007, conquistado por Portugal – e, sob a designação “Team Lisboa”, em 3 Taças Andre Vergauwen, prova continental de clubes).
Que mensagem dirigias a um treinador hesitante em treinar BCR?
Que esta vertente do basquetebol é tão ou mais espetacular que o basquetebol em pé e que facilmente se tornaria fã da mesma.
Quais os treinadores que exercem maior fascínio sobre ti e porquê?
A nível nacional, a Professora Regina e Pedro Antunes, pelos conhecimentos que me transmitiram e por me ajudarem a criar o “bichinho” técnico dentro de mim. A nível internacional, Malik Abes, pois considero um grande comunicador e visionário do BCR.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por treinar BCR. 
Não consigo recordar exatamente onde foi. Mas uma vez fomos fazer uma demonstração e, quando entrámos no campo, um senhor olhou para nós e foi rapidamente buscar as tabelas de minibasquete.
Quais as competências que consideras essenciais para ser um treinador de sucesso? 
O sucesso é muito relativo, mas, se formos humildes, ambiciosos, privilegiarmos a comunicação e estivermos sempre disponíveis para aprender com os jogadores e outros treinadores (formação constante), podemos ter alguns momentos de sucesso.
Em linha, a defesa que todos os treinadores querem, mas poucos conseguem. Qual a receita para lá chegar? 
A defesa ideal seria aquela que conseguisse evitar a progressão da equipa contrária a 100%, mas, como todos sabemos, não existe, pelo que penso que a mais próxima será a defesa em banana (em linha). Se forem seguidos os fundamentos da mesma e a trabalharmos em todos os treinos, podemos conseguir retardar o ataque contrário por mais uns segundos preciosos. Quanto mais mecanizada, mais à frente pode/deve ser colocada.
A defesa em linha é a mais cobiçada pelos treinadores de BCR. Consiste em dispor os atletas ao longo da linha dos três pontos, limitando o raio de ação e tempo de ataque da equipa adversária.

“A construção do jogo coletivo ao longo do processo formativo”

Esta semana recuperamos a preleção de David Cardenas no Clinic Internacional de Cantanhede do ano passado. “A construção do jogo coletivo ao longo do processo formativo” é o tema abordado pelo antigo treinador do CB Granada.


“O Treinador és Tu”

Aproveitando as potencialidades do formato do ANTB Direto, a Associação Nacional de Treinadores de Basquetebol vai criar uma sessão dedicada ao treinador que pretenda criar a sua própria apresentação.

 

Nesse sentido, todos os treinadores interessados podem propor-se a apresentar um tema que considerem pertinente e que gostariam de partilhar com os colegas. A apresentação terá uma duração máxima de 15 minutos, numa sessão que será partilhada com outros colegas, que também se tenham candidatado. Será reservado um período de 60 minutos para discussão/resposta a questões dos participantes.
As candidaturas para a sessão de “O Treinador és Tu” estão abertas até 17 de maio, numa ação que está agendada para o dia 11 de junho.
Para realizares a tua candidatura deverás enviar um email para antbasquetebol@gmail.com:
 – breve resumo do currículo (equipas treinadas, outras funções desempenhadas, preleções realizadas, etc);
 – sinopse do tema do tema/apresentação proposta;
 – breve descrição da motivação para a realização da tua apresentação/aceitação deste desafio.

“Ocupação de espaços no ataque” por Jota Cuspinera

Esta semana partilhamos uma das intervenções do espanhol Jota Cuspinera no Clinic Internacional de Cantanhede de 2019. “Ocupação de espaços no ataque” transporta-nos para os conceitos de espaçamento ofensivo preconizados pelo técnico de 50 anos que conta vasta experiência no basquetebol espanhol, nomeadamente ao serviço do Real Madrid e do Fuenlabrada.


Mery Andrade: “Uma mulher como treinadora principal na NBA é uma questão de tempo”

Em entrevista à FPB, Mery Andrade falou do ano de estreia como treinadora adjunta na G-League. A segunda atleta mais internacional de sempre por todas as seleções (129 internacionalizações) abordou ainda as hipóteses de Neemias Queta chegar à NBA.

Como tens lidado com o isolamento por causa da COVID-19?
Estou em casa da minha mãe, em Boston, e tive que ser criativa. Preparo aulas de fitness e convido pessoas para as fazerem comigo. Acordo, faço exercício e, enquanto estou na bicicleta estática, assisto a clinics online para treinadores. Aproveito para desenvolver o meu trabalho.
Como vês as imagens que chegam de Itália, onde jogaste 15 anos?
São imagens tristes. Parte de mim é italiana. Privarem os italianos, que são latinos, do contacto é um grande choque. Quando começaram a tomar medidas mais drásticas em Itália, eu comecei a fazer o mesmo aqui, onde as pessoas ainda não se aperceberam do quão grave é a situação.
Como correu a estreia nos Erie BayHawks, equipa da G-League da NBA?
Foi um ano de aprendizagem e adaptação, mas muito positivo. Foi o primeiro ano desta equipa, depois de passar a ser afiliada dos New Orleans Pelicans. Tivemos jogadores com “two-way contracts” e que iam jogar pelos Pelicans várias vezes, o que obriga a alterar os planos da nossa equipa. É preciso flexibilidade para nos ajustarmos diariamente e esse foi o maior crescimento que eu senti.
Descreve-nos as funções que tens na equipa.
Desenvolvimento de jogadores, “scouting” e “breakdown” de vídeos. No campo, trabalho com postes e treino de lançamento com extremos/postes. Fora de campo, incentivo os atletas a continuar a estudar e ajudo-os noutras vertentes. Por exemplo, tenho um atleta que canta e tento entrar em contacto com agências. Isto ajuda-me a conhecê-los melhor e isso é muito importante.
Estiveste no NBA Combine do ano passado, onde também esteve o Neemias Queta. Achas que o Neemias pode sonhar com a NBA?
O Neemias não esteve em grande, mas é compreensível. Era a primeira vez e tinha muita pressão. Por vezes a ansiedade leva a melhor. Mas ele já provou, na universidade e nas seleções nacionais, que tem um fogo dentro dele que o faz jogar no seu melhor. As lesões não o ajudaram e isso é algo que as pessoas perguntam na NBA. Ele é jovem. Se aprender a tratar do corpo e fizer prevenção de lesões, essa ideia desaparece. É um jogador com potencial, mas precisa de ser mais forte para a posição em que joga. Pode ser um “two-way player” e jogar nas duas ligas: G-League e NBA. A G-League pode ajudá-lo em termos físicos e ritmo de jogo. Algo que encontramos muito na G-League são jogadores com QI basquetebolístico médio/baixo. Nesse aspeto, o Neemias já é um jogador de alto calibre. Percebe do jogo, aprende rápido e a G-League é uma liga onde ele pode ter muito sucesso e despertar a curiosidade das equipas da NBA.
Fala-se cada vez mais da possibilidade de uma mulher ser treinadora principal de uma equipa da NBA. É algo que vês a acontecer a breve prazo?
É uma questão de tempo e só não aconteceu ainda porque a Becky Hammon não quis. Vai acontecer na altura certa. Fico feliz por reconhecerem as nossas qualidades. O basquetebol é universal e não olha a género, raça ou origem. Eu tenho a sorte de ser uma mulher não-americana a treinar homens nos Estados Unidos. A Becky está a abrir-nos a porta e nós abrimos para outras.
Já confessaste que, depois de Old Dominion, imaginavas-te a regressar a Portugal para seres pediatra. É o que te vias a fazer, se o basquetebol não existisse?
A minha mãe conta-me que eu vestia a bata do meu pai, que era farmacêutico, e andava pela casa a dizer que tinham que me chamar Sr.ª Dr.ª Mery Andrade. Tenho a certeza que, se não fosse basquetebolista profissional, voltaria a Portugal para ser pediatra.
Se pudesses falar com a pequena Mery que pegou numa bola de basquetebol pela primeira vez, em Massamá, o que lhe dirias?
Os ensinamentos que tive na vida levei para o basquetebol e as coisas que vivi no basquetebol trouxe para a vida, portanto ia dizer-lhe para ouvir e ser uma esponja contínua de pessoas mais velhas e que sabem mais.

FPB e ANTB reunidas

A FPB reuniu esta sexta-feira, por videoconferência, com a Associação Nacional de Treinadores de Basquetebol (ANTB) de modo a ouvir e debater as ideias relacionadas com o futuro da modalidade. Sérgio Ramos, Presidente da ANTB, foi o principal porta-voz de uma reunião que contou com a presença de elementos da Direção da FPB, encabeçada pelo Presidente Manuel Fernandes, e pelos responsáveis da Escola Nacional do Basquetebol (ENB) e da Direcção Técnica Nacional.

Com o objetivo de recolher contributos e sugestões daquilo que deverá ser o presente e o futuro imediato do basquetebol nacional, a FPB escutou as propostas da ANTB, com os dois órgãos a focarem atenções na resolução da presente época. A planificação da temporada 2020/21 das competições regionais e nacionais também foi um dos temas abordados, assim como a formação de treinadores.
Tendo em conta a conjuntura atual, a ANTB fez questão de partilhar os resultados do inquérito que realizou com o objetivo de clarificar a visão da grande maioria dos treinadores, que acreditam não existir condições reunidas para o término dos campeonatos. Além das decisões já tomadas pela FPB, relativamente à descida e subida de alguns clubes, foi expressada a preocupação relativamente aos campeonatos nacionais da 1.ª e 2.ª divisão, ficando vincado o desejo da ANTB de retomar com maior brevidade possível a prática desportiva. A Federação fez saber que tem vários cenários preparados para serem aplicados, realçando que a variante de 3×3 pode ter um papel fundamental no regresso à atividade da modalidade.
No que toca à formação de treinadores ficou prontamente decidida a calendarização, em estreita colaboração com a FPB, de uma série de ações online que sejam creditadas pelo IPDJ, partilhadas em diversas plataformas para alcançar o máximo de treinadores. Devido à situação extraordinária, o Clinic Internacional da ANTB foi cancelado em sintonia com a Câmara Municipal do Barreiro, sendo que a FPB e a ANTB irão estudar, em conjunto, o reagendamento deste Clinic e do Clinic de Formação de Cantanhede para data futura, com formatos diferentes. Se necessário, os cursos de treinadores, que estão em fase de reformulação no âmbito da revisão do Programa Nacional de Formação de Treinadores (PNFT), serão parcialmente ministrados via online, destacando-se o elevado número de treinadores inscritos para o curso de Grau 3.
Em caso do curso não ser ministrado dentro do calendário habitual, está a ser salvaguardada junto do IPDJ uma solução acordada, entre todas as partes, para a realização do mesmo de forma excecional. A ANTB expressou preocupação quanto ao cancelamento das principais ações de formação contínua e o que isso pode significar a obtenção de créditos para renovação do título de treinador nos prazos estabelecidos. A FPB já expôs o assunto à tutela (IPDJ). A FPB e a ANTB partilham o entendimento que os treinadores validados pela FPB para participarem na formação curricular deste ano, não serão prejudicados na época 2020/21.
A FPB lançou ainda o desafio de encaixar o Clinic da ANTB nas mesmas datas do Clinic da Associação Nacional de Juízes de Basquetebol (ANJB), reforçando que as soluções encontradas relativamente às competições deste e do próximo ano desportivo apresentam um caráter excecional e condicionador do calendário das restantes atividades. A FPB e a ANTB consideram fundamentais todos os esforços para a realização dos cursos e principais clinics previstos. A ANTB e a FPB manifestaram as suas preocupações com o impacto da crise económica na situação financeira dos clubes e por arrasto na condição precária de muitos treinadores.
As várias propostas apresentadas pelas Federações de Basquetebol, Andebol, Patinagem e Voleibol à Secretaria de Estado da Juventude e Desporto foram partilhadas com a ANTB e foi ainda lançado o apelo, por todos os órgãos, para a criação e promoção de dinâmicas e atividades online para todos os atletas, tal como plasmado nos “desafios da quarentena”, iniciativa promovida pela ANTB nas suas plataformas digitais. Importa ainda salientar o espírito de cooperação entre as duas entidades, que combinaram continuar a trabalhar de imediato em conjunto para desenvolver e operacionalizar as propostas debatidas.

Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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