Artigos da Federaçãooo
Sportiva bate CAB Madeira em jogo emocionante
Tratou-se de uma grande recuperação das açorianas, que durante imenso tempo correram atrás do prejuízo.
Que grande espetáculo de basquetebol aquele que Sportiva Azores Airlines e CAB Madeira proporcionaram no Pavilhão Sidónio Serpa, sendo que só após prolongamento se definiu o vencedor. Confirmando uma enorme recuperação, o Sportiva conquistou o segundo triunfo nesta Fase Final, ficando assim mais perto do bicampeonato, enquanto o CAB Madeira passou a ser a única equipa sem hipóteses de se sagrar campeã nacional.
A missão do CAB afigurava-se difícil depois da derrota de ontem, já que iria defrontar o anfitrião da prova, mas a verdade é que o conjunto madeirense entrou decidido a manter-se na luta pelo título, revelando uma grande maturidade. No primeiro período, as comandadas de João Pedro Vieira foram superiores, chegando ao final dos 10 minutos inicias em vantagem por 24-19.
No segundo quarto, a partida proseguiu nos mesmos moldes. O Sportiva ia desperdiçando mais lançamentos, revelando pior eficácia da linha de 2 pontos, ao passo que o CAB se mantinha bem no desafio, com destaque para o rendimento positivo das atletas que foram saindo do banco de suplentes. Sendo assim, e ao intervalo, verificava-se um 39-33 favorável às madeirenses.
O início do terceiro período mostrou um CAB vivo, aparentemente ainda mais confiante, e que parecia caminhar para um triunfo importantíssimo. Mas a verdade é que a equipa começou a quebrar, não ainda de uma forma evidente, permitindo que as jogadoras do Sportiva fossem adquirindo níveis de confiança mais altos. Findo o terceiro quarto, o marcador registava um 52-49 para o CAB, que à entrada para o último quarto pareceu com vontade de garantir a vitória. Mas nos últimos minutos as madeirenses como que bloquearam, numa altura em que o êxito parecia assegurado. O Sportiva foi realizando uma exibição em crescendo, sendo de elogiar a força mental que as comandadas de Ricardo Botelho evidenciaram, em contraponto com o quase eclipsar do CAB, que praticamente deixou de pontuar. E a verdade é que a equipa da casa logrou mesmo colocar-se a apenas um ponto de distânciaa do rival insular, para depois desfrutar de dois lances livres por falta anti desportiva do CAB, a escassos segundos do final. Felicitè Mendes converteu apenas o segundo lançamento, levando a partida para prolongamento após o 65-65 final.
No tempo extra, e muito mais motivada, a formação do Sportiva aplicou um parcial de 8-4, alcançando assim uma vitória por 73-69 que poderá ser decisiva na corrida pelo bicampeonato, defrontando amanhã o GDESSA – Barreiro. Já o CAB acabou por morreu na praia, desaproveitando uma excelente ocasião para triunfar nos Açores, dizendo assim adeus ao título.
No plano individual, e em relação ao Sportiva, de realça os 26 pontos obtidos por Shaquedia Wallace e os 21 pontos averbados por Milica Ivanovic, enquanto Ashley Bruner (13 pontos e 19 ressaltos) e Felicitè Mendes (12 pontos e 11 ressaltos) alcançaram um duplo-duplo. Por seu turno, do lado do CAB, de registar o duplo-duplo de Aleighsa Welch (22 pontos e 10 ressaltos), ao passo que Cherin Miller registou 13 pontos e 7 ressaltos e Ijeoma Ofomata converteu 11 pontos e conquistou 8 ressaltos.
Os treinadores de ambos os conjuntos, como é natural, mostraram estados de espírito diferentes após o desafio. O técnico do Sportiva Azores Airlines, Ricardo Botelho, assumiu que a sua equipa teve alguma sorte: "Foi um grande jogo de basquetebol, com muita emoção. Apesar de estarmos em desvantagem acreditámos sempre que era possível. Pressionámos defensivamente, mas também tivemos a sorte do jogo. Também é preciso procurar a sorte. Procurámos e conseguimos. Amanhã temos mais um jogo". Por seu turno, João Pedro Vieira, treinador do CAB, foi mais parco em palavras, assumindo a quebra da sua equipa: "Perdemos a cabeça no momento decisivo do jogo e não soubemos gerir a vantagem. Parabéns ao Sportiva."
Lombos impõe-se ao GDESSA por 67-41
Já a formação barreirense, que havia batido ontem o CAB Madeira, averbou a primeira derrota.
Tudo em aberto na luta pelo título nacional.
Depois do desaire da véspera frente ao Sportiva, a equipa da Quinta dos Lombos encarou este desafio diante do GDESSA – Barreiro com toda a força, sabendo que só um triunfo permitiria manter acesa a chama do título nacional. Durante quase todo o jogo pôde assistir-se a uma superiorioridade por parte das comandadas de José Leite, que se revelaram mais eficazes, aproveitando também os muitos turnovers averbados pelo GDESSA.
O primeiro período foi o mais equilibrado, ficando marcado pela baixa pontuação. Algum nervosismo de ambos os lados, muitos lançamentos falhados, o que se traduziu no 9-7 favorável ao Lombos passados os 10 minutos iniciais. Porém, a partir do segundo quarto, o conjunto da Linha começou a distanciar-se no marcador, fruto também de uma defesa agressiva, chegando aos 19-10. O treinador do GDESSA, Nuno Manaia, viu-se forçado a pedir um desconto de tempo, e a verdade é que depois dessa pausa a sua equipa até pareceu recompor-se, com um parcial de 6-0, mas esse seria mesmo o canto do cisne da formação da Margem Sul do Tejo. A Quinta dos Lombos voltou a pegar na partida, chegando ao intervalo em vantagem por 29-21.
No terceiro período assitiu-se ao quase sentenciar do jogo. O Lombos foi disparando no resultado, embora nunca tenha havido propriamente momentos de grande fulgor , ficando a ideia de que o GDESSA também se foi um pouco abaixo fisicamente. Portanto, não foi de estranhar que à entrada para o último quarto o marcador já registasse um 51-34 para a turma da Linha. Até ao final do jogo a toada manteve-se, com Nuno Manaia a aproveitar mesmo para dar descanso a algumas das suas atletas, a partir do momento em que se percebeu que as contas estavam resolvidas. Sendo assim, o Lombos ainda aproveitou para dilatar o resultado, que terminou com um 67-41.
Em termos individuais, e em relação ao Lombos, a destacar Sónia Reis, que quase obteve um duplo-duplo (14 pontos e 9 ressaltos), Inês Viana (14 pontos e 6 ressaltos) e Carolina Gonçalves, também com 14 pontos apontados. Por seu turno, na formação do GDESSA, sobressaiu a excelente prestação de Kamilah Jackson com um duplo-duplo (13 pontos e 15 ressaltos) e ainda Joana Bernardeco, que registou 8 pontos.
Após o desafio, José Leite era um homem satisfeito com o excelente triunfo alcançado. "Penso que estivemos muito bem na defesa. Aliás, na primeira parte as duas equipas defenderam bem, mas nós com alguma vantagem. Mantivemos o nível durante todo o jogo e acabámos por realizar uma boa exibição, penso que um dos melhores da época", afirmou o técnico. Já Nuno Manaia mostrou-se conformado com o desfecho verificado: "Não conseguimos impor o nosso jogo. A Quinta dos Lombos jogou muito bem. Na parte final do último período tentámos reduzir a diferença pontual num eventual empate a três, mas nos últimos três minutos optámos pela rotação do banco para tentarmos estar da melhor forma física possível no jogo de amanhã".
Mário Palma leva Club Africain ao título
Mais uma história de sucesso na carreira do atual selecionador nacional, que nesta aventura contou com a ajuda de Vasco Curado na função de treinador adjunto.
O atual selecionador português aceitou, em finais do passado mês de Dezembro, o desafio de pegar na equipa com a época já em andamento, mas a tempo ainda de a trabalhar, de a dotar da qualidade e da competência para chegar ao titulo.
Mário Palma e o seu adjunto Vasco Curado cederam no primeiro duelo, após prolongamento, em casa do ES Sahel por 73-69, vencendo depois em casa por 64-56, o segundo jogo da série.
Este é mais um título conquistado em terras africanas, a somar aos quatro títulos angolanos no comando técnico do 1.º de Agosto e da seleção de Angola. Antes da aventura angolana, brilhou no Benfica, onde arrecadou cinco títulos nacionais, e no Estrelas da Avenida, equipa que conduziu ao cetro da Liga Profissional na época de 1997/98. Aliás, no clube da Luz acabou por erguer 22 troféus, entre campeonatos nacionais, Taças de Portugal, Supertaças e Taças da Liga.
“Acreditámos sempre que chegaríamos a esta fase”
Mané, treinador da formação de Vila Nova de Gaia, é um homem satisfeito com as suas jogadoras e mostra-se confiante, alertando para as qualidades do conjunto da Gafanha.
A equipa do Coimbrões eliminou o CD Póvoa, 2.º classificado da fase regular, por 2-0. Qual foi o segredo da vossa qualificação?
O atingir deste objetivo passou por uma preparação prévia da eliminatória quer ao nível técnico-tático, quer ao nível psicológico das atletas já que sabíamos que seriam dois jogos de enorme exigência, a todos os níveis, mas a maturidade e serenidade seriam aqueles que acabariam por definir o destino da eliminatória. Além disto, realço ainda o aumento do compromisso das atletas com os objetivos da equipa, o aumento da dedicação, esforço e sacrifício, pois entre outros fatores que afetaram a temporada, a lesão da atleta Carla Ribeiro veio reduzir as soluções, além de retirar uma das atletas referência numa fase importante da competição, obrigando a alterações de estratégia. Não posso deixar passar a oportunidade de felicitar o CD Póvoa pela excelente equipa que apresentou, ótimas atletas e bem orientadas, com o desejo que esse bom trabalho continue.
Esperava derrotar a formação poveira sem recurso à negra, tão rapidamente?
Sinceramente estávamos confiantes que tal sucederia, principalmente por algumas das razões que antes referi, mas também porque a carga psicológica estava mais pesada na equipa do CD Póvoa face à obrigatoriedade de vencer o segundo jogo. Acreditava, também, que a estratégia de jogo escolhida iria dar os seus frutos.
Segue-se o G.D. Gafanha nas meias finais. Qual a sua opinião sobre este adversário? O que é que já transmitiu às suas jogadoras?
G.D. Gafanha tem uma belíssima equipa, sustentada num projeto de colaboração, e com a qual tivemos sempre dificuldades, traduzidas em duas derrotas em dois jogos, mas os quais foram sempre muito disputados, com o resultado sempre muito próximo, o que nos faz acreditar ser possível passar mais esta eliminatória. Apresenta um modelo de jogo muito variado, até em razão das soluções que apresenta no plantel, o que dificulta a definição de um estratégia. Às atletas nada de especial tem sido pedido a não ser a continuação do compromisso assim como serenidade e maturidade.
O plantel está muito confiante numa possível subida de divisão?
É um plantel consciente das suas capacidades e das suas debilidades o qual apenas pensa em trabalhar e executar o que lhes é pedido, deixando o resultado desse trabalho fluir durante os jogos, acreditando que a boa execução de cada uma das tarefas, em cada momento do jogo, trará o resultado desejado. Por isso apenas se pode dizer que é um plantel confiante no seu trabalho.
Depois da 7.ª posição obtida no final da fase regular, antevia estar tão perto de ascender ao Campeonato Nacional da Liga Feminina?
A 7ª posição no final da fase regular, no nosso entender, não correspondia à realidade desta equipa. Relembro que a descida na classificação teve o seu início aquando da lesão da Carla Ribeiro, o que obrigou a alterações estratégicas no modelo de jogo da equipa. Perante tal, nunca duvidámos de que esta equipa não tinha a classificação que lhe era devida, sem colocar em causa o valor das restantes equipas. Por isso, desde o início da época, acreditámos sempre que chegaríamos a esta fase do campeonato, mesmo perante as contrariedades que ocorreram.
“Colocarmos no campo o nosso modelo de jogo”
Tendo em conta a competitividade demonstrada ao longo de toda a temporada, Ricardo Botelho acredita que modelo de jogo implementado pode valer mais um êxito. Uma defesa agressiva, e uma boa seleção de lançamentos serão fundamentais para ter sucesso nesta Final Four. A Quinta dos Lombos é o primeiro adversário, uma equipa equilibrada nas soluções ofensivas, difícil de ultrapassar, como serão as outras duas na opinião do técnico da formação de S. Miguel.
Depois do titulo conquistado na última temporada foi fácil manter a mesma ambição e desejo de vitória no grupo de trabalho?
Depois do êxito alcançado na época anterior, o Clube tentou formar uma equipa competitiva para enfrentar os vários desafios nesta época.
Penso que os objectivos foram amplamente atingindos, pois participamos em todos os pontos altos desta época e realizamos uma boa campanha na EuroCup.
O facto de disputarem esta Final Four em casa pode realmente influenciar uma eventual vitória? E se esperam muito apoio e muito público para acompanhar esta discussão pelo titulo?
É sempre melhor jogar em casa do que fora. Logico que o apoio do nosso publico é muito importante para a nossa equipa.
Espero que o público venha ver esta Final apesar de ser um fim-de-semana muito complicado, pois realiza-se neste fim-de-semana as maiores festas religiosas dos Açores.
Ainda não perderam esta temporada com a Quinta dos Lombos, sendo que o último foi disputado em S. Miguel, num jogo em que Sónia Reis não jogou. Agressividade ofensiva, é a fórmula que permite o sucesso ao União Sportiva?
A equipa da Quinta dos Lombos vale pelo seu todo, é uma equipa muito bem orientada e com um lote de jogadoras muito boas. Para ganhar a nossa equipa tem que estar muito concentrada e agressiva na defesa, e no ataque saber seleccionar muito bem os lançamentos. Vai ser um jogo muito difícil.
Como todos os jogos que a nossa equipa vai disputar nesta final four, pois qualidade é o que não falta às equipas que estarão presentes nesta final.
A Quinta dos Lombos é uma equipa com equilíbrio nas soluções ofensivas. Ainda assim, julga que é mais perigosa no perímetro ou no jogo interior?
A equipa da Quinta de Lombos tem muitas soluções tanto no jogo interior como no exterior, alias como as restantes equipas que vão participar nesta Final Four. O SportivaAzoresAirline sabe das dificuldades que vamos encontrar nos três jogos, mas o mais importante é colocarmos no campo o nosso modelo de jogo, saber tirar partido deste mesmo modelo.
Espero que seja uma grande Final Four, com muito público, com basquetebol de boa qualidade e que o SportivaAzoresAirline consiga revalidar o título.
“Chegar no máximo da nossa capacidade”
No entanto, independentemente de o conseguir ou não, o treinador terceirense sabe que, em casa ou fora, está obrigado a vencer dois jogos ao Atlético para chegar à final. E aí, a classificação da fase regular não é assim tão importante. Daniel Brandão sente, independentemente da classificação final da sua equipa e dos últimos resultados negativos, que o Terceira Basket aproveitou esta fase menos boa para corrigir alguns aspetos, bem como para se preparar melhor técnica e táticamente para se apresentar ao seu melhor nível no período decisivo da época.
Vencer em Ílhavo implica não depender de terceiros para garantir o 2º lugar do Grupo A, um cenário que agrada a Daniel Brandão por vários motivos. “Julgo que este último jogo da fase regular contra o Illiabum tem a importância de decidir se teremos o fator casa na meia final do playoff. Encaramos este jogo como mais uma oportunidade de o conseguir e como uma oportunidade de fugir aos resultados negativos das últimas jornadas. Acredito que o Illiabum irá competir ao máximo pela vitória, e apesar de já ter a sua classificação definida, não esperamos qualquer tipo de facilidade. Será um jogo extremamente difícil.”
Independentemente do que se passe este fim de semana, o playoff da meia final estará sempre em aberto. “Penso que o resultado deste jogo apenas define se começamos o playoff em casa ou fora, obviamente dependendo também do resultado do nosso rival direto. Na próxima fase do campeonato, o nosso foco será ganhar dois jogos ao Atlético. Provámos na 2ª fase do campeonato que isso é possível, dado que vencemos os dois jogos que disputámos com eles. Esse facto dá-nos confiança para o playoff. De qualquer forma, deixaremos tudo para vencer em Ílhavo no próximo sábado”.
Daniel Brandão reconhece que os últimos desempenhos defensivos da equipa não foram os melhores, e disso dependerá um bom resultado em Ílhavo. Na opinião do treinador, o Terceira terá que condicionar o estilo e a intensidade do jogo que favorece os ilhavenses. “Para vencer em Ílhavo, temos sobretudo que ser mais consistentes em termos defensivos do que fomos nos últimos dois jogos. Temos que os retirar da zona de conforto e controlar o ritmo de jogo. Só assim poderemos ter sucesso, reforçando a nossa identidade como equipa”.
O técnico não está preocupado com os últimos resultados negativos, pois confia que a sua equipa irá surgir bem nos playoffs. O campeonato é uma prova de regularidade. O facto de virmos de 3 derrotas consecutivas e ainda assim podermos ficar em 2º lugar, prova que fomos muito consistentes ao nível das vitórias que conseguimos num passado recente. Estamos focados em fazer um grande playoff depois de termos conseguido o apuramento, e sentimos esta fase menos boa como uma oportunidade de melhorar, corrigir aspetos que não têm estado tão bem, para chegarmos a essa fase final e decisiva da época no máximo da nossa capacidade, aos níveis técnico-tático, físico e mental. Aproveito para felicitar o Illiabum pela subida à LPB, foi a equipa mais regular durante a prova e mereceu esta subida”.
Dragão Caixa volta a acolher sessão de formação
Após a conclusão do projeto de formação contínua de treinadores, foi proporcionada a oportunidade de realizar uma ação de complemento de formação, referente ao tema “SABER TREINAR”, centrando esta iniciativa na observação do treino da equipa sénior masculina do FC Porto, que se encontra a disputar o Campeonato da LPB.
Esta sessão procurou que os treinadores estagiários se focassem mais do que nos conteúdos do treino em si, em questões centrais do papel do treinador como a sua postura; o tipo de feedback; o clima de treino; a adaptação dos exercícios ao nível dos atletas, entre outras. No final da sessão houve ainda a oportunidade de interpelar a equipa técnica – Moncho Lopez e Rui Gomes – procurando estabelecer um importante momento de interação que foi devidamente enquadrado pelos Coordenadores de Estágio Rui Vanzeller e António Santos.
Norberto Alves conquista Taça de Angola
Numa partida disputada no pavilhão da Cidadela, esta sexta-feira, o triunfo por 105-95 frente ao Petro de Luanda, valeu a conquista da Taça de Angola. O técnico português revalidou o título da segunda prova mais importante do calendário angolano de basquetebol, o quarto na história do clube.
Ao intervalo, a equipa liderada por Norberto Alves vencia por sete pontos de diferença (56-49), uma vantagem encurtada à entrada do último período (78-73). Diante de um adversário com vantagem de estatura e muito forte no seu jogo interior, os comandados do treinador nacional souberam lidar muito bem com a pressão do momento, com o ambiente que rodeava o encontro, e mostraram-se competentes até final na execução do plano de jogo delineado.
“Consistentes em todos os capítulos do jogo”
Etapas que João Pedro Vieira acredita que contribuíram para que a equipa se apresente nesta Final Four “unida e focada mais do que nunca”, e “ mentalmente mais forte” para tentar conquistar o titulo que lhe foge há onze anos. Mas para que isso se torne realidade, o CAB está obrigado a ser consistente, não só no jogo de abertura, sexta-feira às 20 horas, frente ao GDESSA, como também nos restantes dias de competição. Quanto ao adversário do 1º dia, o técnico madeirense destaca a sua qualidade defensiva, reconhece-lhe qualidade ofensiva, embora destaque o peso que Kamilah Jackson e Márcia Costa têm atualmente no rendimento do GDESSA.
O playoff com o Olivais foi mais um teste à equipa do CAB Madeira?
Esta época tem sido toda um teste às nossas capacidades enquanto equipa e a eliminatória com o Olivais não fugiu a regra, pois apresentou-se para este playoff muito bem preparado e discutiu a eliminatória até ao fim.
Depois de tanta adversidade ultrapassada, algumas desilusões ao longo de toda a temporada, acha que isso pode ter ajudado o CAB a tornar-se numa equipa mais forte e preparada para discutir uma Final Four?
Eu penso que sim e mesmo com todas as infelicidades que tivemos esta época, a equipa está unida e focada mais do que nunca para este objectivo.
No primeiro dia defrontam o GDESSA. E numa competição com este formato vencer o primeiro jogo é sempre importante. Um adversário que já vos venceu por duas vezes esta temporada. Concorda que caso dominem o jogo interior terão maiores probabilidades de vencer o jogo?
O CAB se quiser vencer o GDESSA e todas as outras equipas, terá de dominar em todos os capítulos do jogo e não somente no jogo interior. As contrariedades (lesões) que tivemos foram uma das principais causas da nossa falta de consistência ao longo de cada jogo e ao longo da época também, dai eu acreditar que se formos consistentes em todos os capítulos do jogo podemos vencer o primeiro jogo e até mesmo sermos campeões nacionais.
E se o facto de o GDESSA ter menos referencias ofensivas faz com que seja uma equipa mais previsível? E se simplifica a definição de uma estratégia defensiva?
Não concordo que o GDESSA tenha menos referencias ofensivas, apesar de ter perdido uma jogadora importante como a Ladondra. Estão motivados pela excelente fase regular que fizeram e todas as jogadoras tem capacidade de anotar, e estão a defender bem, sendo que neste momento as suas maiores referencias ofensivas tem sido a Kamilah Jackson e a Marcia Costa (à semelhança do que fez ao longo de toda a fase regular).
Acredita que qualquer equipa pode vencer o seu adversário, e o titulo só será decidido no último dia? E quais os argumentos que o CAB irá apresentar para conquistar o titulo?
Sim, penso que qualquer equipa pode vencer a qualquer outra. Vai ser uma final muito disputada e equilibrada, sendo que a equipa da casa (Sportiva) parte como principal favorita pela fase regular que fez e por ser o campeão em título.
Como já disse, temos de ser consistentes, sendo que, todos os dissabores e lesões que tivemos esta época fizeram da nossa equipa um grupo mais unido e mentalmente mais forte e tudo vamos fazer para conseguirmos trazer para a Madeira, um titulo que já nos foge há 11 anos.
“Preparados para competir pelo título”
O técnico Nuno Manaia mantém-se fiel ao seu estilo de jogo, pelo que será expectável observar um GDESSA a jogar a ritmo elevado, e a apostar na velocidade como forma de surpreender o CAB Madeira na jornada inaugural da próxima sexta-feira.
Ultrapassaram de forma clara o playoff com o Lousada. A eliminatória acabou por se tornar mais fácil? Ou houve muita competência da vossa parte para conseguirem uma série limpa?
O Lousada fez uma excelente época, era uma boa equipa e tivemos que estar ao nosso melhor nível para lhes ganharmos. Acima de tudo penso que “encaixámos” bem no estilo de jogo deles e acabámos por conseguir seguir em frente.
Sente que a equipa chega a esta Final Four num bom momento?
Penso que estamos novamente a subir e acredito que chegámos à Fase Final preparados para competir pelo título nacional.
De que forma superaram e colmataram a saída da Ladondra Johnson? E se acha que o GDESSA ficou mais frágil em alguma área do jogo?
Falámos um pouco internamente sobre a questão e procurámos encontrar alternativas dentro do grupo. Todos nós tivemos que dar um pouco mais de nós para colmatar essa saída, mas já passou, estamos a ganhar… Nestas situações o melhor é enfrentar o problema, falar e seguir em frente.
Não me parece que estejamos mais frágeis, demorámos 2 jogos (Sportiva e Sporting) para encontrarmos as referidas alternativas e parece-me até que taticamente estamos mais seguros.
O facto de a competição ser disputada em três dias consecutivos favorece a vossa equipa? Ou considera que outras poderão tirar mais vantagens dessa forma de disputa?
Muito se fala dessas questões, que a equipa A, B ou C é favorita porque tem mais jogadoras, é mais “leve”, etc, mas por vezes na prática não é o que acontece. Teoricamente somos a equipa mais rápida da Fase Final e que pode impor um ritmo forte nos jogos. Esse estilo de jogo desgasta as outras equipas, mas também a nossa. Os ressaltos, as diferenças de peso e estatura também desgastam. Penso que o que é importante é estarmos “frescos” na 6ª feira, sem cansaço acumulado.
Quais serão os pontos fortes do GDESSA nesta Final Four? E se considera existir algum favorito para esta Final Four?
Os nossos pontos fortes para a Fase Final serão os que sempre foram durante a época, não vamos alterar a nossa maneira de jogar. Todos sabem que gostamos de jogar rápido e é isso que nós iremos fazer.
Numa Fase Final é sempre complicado apontar um favorito, mas penso que o União Sportiva parte na frente, pois foi a equipa que ganhou a fase regular, joga em casa, é a equipa que ganhou mais troféus esta época, e fez uma brilhante campanha europeia.
“Queremos ser uma referência na formação e na alta competição”
A formação portuense encontra-se então a uma eliminatória da subida de divisão, apesar da tarefa nada fácil que aí vem. Porém, o seu treinador, Américo Santos, mostra-se confiante e ambicioso face ao projeto do clube, analisando ainda a vitória nos quartos de final, obtida na “negra”, face à SIMECQ.
O Académico FC deu a volta à eliminatória frente à SIMECQ. Foi muito relevante o fator casa? Quais foram, na sua opinião, os maiores méritos da equipa para a recuperação verificada?
Para quem nos tem acompanhado de perto esta época, foi notório, fruto das cinco lesões prolongadas que sofremos desde o início de janeiro, uma quebra de rendimento. O restante plantel foi insuperável na manutenção da intensidade e do querer, porém o trabalho de equipa obviamente ressentiu-se e sabemos que não chegámos a estes playoffs no momento de forma de que gostaríamos de estar se a época não tivesse sido tão aziaga. Por exemplo, tivemos jogadoras a realizar a eliminatória com a SIMECQ após 2 e 3 meses de paragem completa e 1 semana de treino incompleta.
Por isso, mais do que o fator casa, que foi importante obviamente (principalmente as viagens têm tendência a desgastar imenso as atletas de todas as equipas), foi o enorme coração que a minha equipa tem e que soube revelar na altura certa. No 3º jogo, não praticando um bom basquetebol, conseguimos ir buscar forças na 2º parte para principalmente a partir da defesa, dar a volta a um jogo que muitos já davam por perdido.
A terceira partida diante da SIMECQ terminou com um 39-37 a favor do Académico FC. Acha que as jogadoras sentiram a pressão por se tratar de um desafio decisivo?
Mais do que a pressão sentimos o cansaço. A SIMECQ é um adversário muito aguerrido, considero que foi uma das equipas que mais evoluiu durante a época, e obviamente que num jogo a decidir deixou tudo em campo como nós. Como disse anteriormente, tivemos jogadoras a realizar a eliminatória que estão longe de estar nas condições ideais. O realizar o 3º jogo no dia a seguir revelou-se muito desgastante.
Agora vem aí o CPN, primeiro classificado da fase regular. Quais são os maiores perigos deste adversário?
O CPN foi inquestionavelmente a equipa mais regular da 1ª fase. Conhecemos bem o adversário que assenta o seu jogo na elevada mobilidade das suas jogadoras e no equilíbrio entre as penetrações e o lançamento exterior.
Torna-se quase obrigatório vencer o primeiro jogo, em casa?
Obviamente que iremos procurar vencer o jogo em casa, mas não o considero decisivo. Nesta eliminatória não existem viagens longas e isso é que eu considero o fator mais pesado na prestação das equipas.
A subida de divisão encontra-se a uma eliminatória de distância. Este é um objetivo primordial? Esperava esta caminhada desde o início da temporada?
Colocamos esse objetivo desde o início da época mas não vivemos obcecados com ele. Queremos competir no escalão máximo que o nosso plantel permita em cada época. Se for Liga é bom sinal, se não for continuaremos a trabalhar. Estamos muito mais centrados no desenvolvimento contínuo e a longo prazo das nossas jovens e aí temos dado passos de gigante para voltar a ter uma formação de excelência que sempre caracterizou o clube. Este ano voltámos a estar presentes na fase final distrital da ABP, no escalão de sub 14, e a competir no Nacional, algo que já não acontecia há 5 anos. Voltámos igualmente a ter jogadoras a integrar a seleção distrital de sub 14 da ABP.
Queremos manter esta tendência para no futuro sermos uma referência nacional de formação de atletas que igualmente consegue competir ao mais alto nível sénior.
Mário Palma a uma vitória do titulo de campeão
O Club Africain venceu, em casa, o jogo dois (64-56) e empatou a série final (1-1). Os dois clubes disputam no próximo sábado a negra, sendo que o jogo decisivo será realizado no pavilhão do E.S.Sahel. No primeiro jogo desta eliminatória, a equipa treinada por Mário Palma só no prolongamento foi batida (69-73) em casa do seu adversário, pelo que se prevê muito equilíbrio e incerteza quanto ao vencedor deste jogo.
Os primeiros 15 minutos da partida foram marcados por um ligeiro ascendente dos forasteiros, ainda que sempre por curtas vantagens (26-21). Na 2ª metade do segundo período, o Club Africain não permitiu que o adversário somasse qualquer ponto, deu a volta ao marcador e foi para o intervalo a vencer por 30-26.
Uma vantagem que se manteve praticamente inalterável durante o 3º período, com a equipa liderada por Mário Palma a entrar no último período a vencer por três pontos de diferença (39-36). As defesas superiorizavam-se aos ataques, se bem que, o derradeiro quarto foi o mais produtivo em pontos. O Club Africain a meio do período já tinha conseguido alargar a vantagem (49-42), não mais permitindo que o adversário voltasse a ameaçar a liderança do encontro.
Apesar do Club Africain ter perdido a luta das tabelas (24 vs 30), e somado menos pontos nas áreas próximas do cesto (16 vs 26), esteve melhor da linha de três pontos (36% vs 27%), e foi muito mais eficaz da linha de lance-livre (10/12 – 83%). O bom controlo da posse de bola, apenas 8 turnovers, voltou a ser uma mais-valia da equipa liderada por Mário Palma.
As duas equipas voltam a defrontar-se no próximo sábado, para aquele que será o jogo final desta série disputada à melhor de três jogos. O Club Africain joga fora, o ambiente será escaldante, veremos quem reagirá melhor à pressão do momento, e terá melhor controlo emocional para disputar um encontro com este cenário.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Aliquam iaculis blandit magna, scelerisque ultricies nisi luctus at. Fusce aliquam laoreet ante, suscipit ullamcorper nisl efficitur id. Quisque id ornare est. Nulla eu arcu neque. Sed ornare ex quis pellentesque tempor. Aenean urna enim, commodo ut nunc sit amet, auctor faucibus enim. Nullam vitae felis ipsum. Etiam molestie non enim quis tincidunt. Pellentesque dictum, nulla id ultricies placerat, neque odio posuere orci, quis vestibulum justo odio ut est. Nullam viverra a magna eu tempor. Nullam sit amet pellentesque magna. Vestibulum vel fermentum turpis, nec rhoncus ipsum. Ut et lobortis felis, sed pellentesque dolor. Nam ut porttitor tellus, ac lobortis est. Fusce vitae nisl vitae ante malesuada venenatis. Sed efficitur, tellus vel semper luctus, augue erat suscipit nunc, id hendrerit orci dui ac justo.
Pellentesque eleifend efficitur orci, et pulvinar dui tempus lobortis. Proin accumsan tempus congue. Cras consectetur purus et lacinia rhoncus. Ut eu libero eget quam semper malesuada. Aliquam viverra vulputate tempor. Sed ac mattis libero, a posuere ligula. Quisque tellus dui, placerat vel ex in, fringilla fringilla tellus. Aliquam erat volutpat. Aenean convallis quis eros vel ornare. Aliquam et lorem vestibulum, posuere quam ac, iaculis arcu. Fusce feugiat blandit mattis.

Legenda
Praesent sed metus euismod, varius velit eu, malesuada nisi. Aliquam aliquet quam tempor orci viverra fermentum. Sed in felis quis tortor accumsan vestibulum. Aliquam erat volutpat. Maecenas pretium sem id enim blandit pulvinar. Pellentesque et velit id arcu feugiat hendrerit ac a odio. Sed eget maximus erat. Phasellus turpis ligula, egestas non odio in, porta tempus urna. Fusce non enim efficitur, vulputate velit in, facilisis metus.
Nulla sagittis risus quis elit porttitor ullamcorper. Ut et dolor erat. Ut at faucibus nibh. Cras nec mauris vitae mauris tincidunt viverra. Donec a pharetra lectus, vitae scelerisque ligula. Integer eu accumsan libero, id sollicitudin lectus. Morbi at sem tincidunt augue ullamcorper tristique. In sed justo purus. Aenean vehicula quam quis pellentesque hendrerit. Fusce mattis mauris lorem, in suscipit diam pretium in. Phasellus eget porttitor mauris. Integer iaculis justo ut commodo eleifend. In quis vehicula nisi, non semper mauris. Vivamus placerat, arcu et maximus vestibulum, urna massa pellentesque lorem, ut pharetra sem mauris id mauris. Vivamus et neque mattis, volutpat tortor id, efficitur elit. In nec vehicula magna.

Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

Morbi in auctor velit. Etiam nisi nunc, eleifend quis lobortis nec, efficitur eget leo. Aliquam erat volutpat. Curabitur vulputate odio lacus, ut suscipit lectus vestibulum ac. Sed purus orci, tempor id bibendum vel, laoreet fringilla eros. In aliquet, diam id lobortis tempus, dolor urna cursus est, in semper velit nibh eu felis. Suspendisse potenti. Pellentesque ipsum magna, rutrum id leo fringilla, maximus consectetur urna. Cras in vehicula tortor. Vivamus varius metus ac nibh semper fermentum. Nam turpis augue, luctus in est vel, lobortis tempor magna.
Ut rutrum faucibus purus ut vehicula. Vestibulum fermentum sapien elit, id bibendum tortor tincidunt non. Nullam id odio diam. Pellentesque vitae tincidunt tortor, a egestas ipsum. Proin congue, mi at ultrices tincidunt, dui felis dictum dui, at mattis velit leo ut lorem. Morbi metus nibh, tincidunt id risus at, dapibus pulvinar tellus. Integer tincidunt sodales congue. Ut sit amet rhoncus sapien, a malesuada arcu. Ut luctus euismod sagittis. Sed diam augue, sollicitudin in dolor sit amet, egestas volutpat ipsum.