Artigos da Federaçãooo

Clinic ANTB na Estrada

Integra-se na sua iniciativa “ANTB na estrada” que visa a aproximação aos Treinadores no terreno, contribuindo para a sua valorização e para melhor conhecer as suas preocupações. Os prelectores serão os Treinadores Tam Ling – Treinador e Coordenador da formação do Vitória de Guimarães – e Ricardo Vascocelos – Seleccionador Nacional de seniores femeninos e Treinador e Coordenador do Algés. Esta acção de formação prática terá como tema principal “Contributos para o ensino do jogo nos escalões de formação”.

Aproveitaremos a oportunidade para realizar uma reunião com os Treinadores cujo objectivo é auscultar e debater propostas e questões dos Treinadores.Esta iniciativa da ANTB tem também o apoio da Escola Nacional de Basquetebol – FPB, do IEJOTA, do Instituto Educativo do Juncal e do Instituto Português do Desporto e da Juventude.A acção é gratuita para os sócios da ANTB com a situação regularizada e terá o preço de 5 Euros para os restantes Treinadores. Inscrições através do email: antbasquetebol@gmail.com, indicando o nome, email e número de sócio (ou nº de CTD), ou no local. Todos os interessados nesta acção que não sejam sócios poderão tornar-se sócios no local. Efectuando o pagamento da quota de 2012 (37€50) beneficiam da isenção da inscrição nesta acção e de descontos nas iniciativas e produtos da ANTB. Programa do Clinic29 de Setembro de 2012Pavilhão do Instituto Educativo do Juncal9h – Recepção9h30 – Tam Ling – “A agressividade defensiva enquanto estratégia prioritária na formação”.10h45 – Ricardo Vasconcelos – “Ideias e conceitos para construção do Ataque HxH nos escalões de formação”.12h – Reunião de Treinadores – Intervenção Direcção ANTB – Intervenções Treinadores – Debate”


«Dar continuidade ao trabalho»

A equipa feminina foi suspensa e em masculinos a aposta passa pela permanência na Liga, mas com um grupo relativamente mais modesto que o da época passada. Tudo sem perder a competitividade…

José Ricardo acumula o cargo de coordenador técnico com o de treinador da equipa sénior masculina, este ano também reformulada e ainda à espera de três reforços estrangeiros. “Passa por garantir a manutenção na Liga Portuguesa de Basquetebol e temos expetativa de formar uma equipa competitiva. Vamos ter que nos socorrer do mercado estrangeiro, mais dois atletas do que no ano passado, porque não temos condições financeiras para manter os portugueses e o grupo do ano passado”, sublinhou.Com cerca de 200 atletas, o responsável destaca o papel da formação no crescimento do BC Barcelos: “O objetivo é dar continuidade ao trabalho dos últimos anos, continuar a massificar escalões onde temos que anga- riar novos atletas, concretamente, até aos sub-14, e, a partir daí, teremos uma maior preocupação com a qualidade dos desempenhos e jogo praticado”.Os tempos não são fáceis, a crise faz-se sentir igualmente no desporto, por isso, a nova temporada desportiva do Basquete de Barcelos arrancou em modo de contenção. Numa época em que as reduções no orçamento atingem os 20 a 30 por cento, o clube minhoto suspendeu a equipa sénior feminina, precisamente devido às dificuldades financeiras em sustentar duas formações nos principais escalões do basquetebol nacional. A ideia é reforçar a aposta na formação e nos escalões de sub-19, com o objetivo de ter já no próximo ano atletas formadas no clube que permitam retomar a equipa.“A ideia nesta altura é criar nos escalões inferiores sub-19 esub-16 uma base de sustentação que permita, nos próximos anos, ter uma equipa de seniores femininos formada, exclusivamente, por atletas de Barcelos. A crise é muito grande e o clube não tem capacidade para estar a financiar duas equipas e estar a investir em atletas que não são da re- gião”, explicou o coordenador técnico, José Ricardo.


Justine Raterman no CAB

A jogadora, que é oriunda da Universidade de Dayton, é de nacionalidade norte-americana e concluiu este ano a sua licenciatura em Matemática. O novo reforço da equipa feminina do CAB tem 1.87 metros e joga nas posições de poste e de extremo-poste.

No seu último ano na faculdade, Justine Raterman ganhou o ‘Wooden Award Feature’, que distingue as melhores jogadoras da liga universitária. Apesar da sua estatura, é também uma jogadora muito eficaz da linha dos três pontos, tendo concretizado mais de 400 triplos ao longo da sua carreira na Universidade de Dayton. No jogo interior, Justine Raterman é uma boa ressaltadora e também uma marcadora de pontos, tendo, no seu último ano universitário, registado as médias de 14.4 pontos e 6.4 ressaltos. Justine vem juntar-se à compatriota Carmen Reynolds, oriunda da Universidade de Michigan, onde completou a sua licenciatura este ano. Uma atleta que tem 1.85 metros e joga igualmente nas áreas mais próximas do cesto. Apesar da sua estatura, Carmen Reynolds, à semelhança do mais recente reforço do clube madeirense, é uma lançadora consistente dos três-pontos, tendo terminado a sua carreira académica como a jogadora com mais triplos marcados na história da sua universidade.Nos quatro anos em que esteve em Michigan, Carmen Reynolds teve médias de pontos superiores a 10 pontos, 4 ressaltos e 4 assistências por jogo, assim como uma percentagem global de concretização dos lançamentos de três pontos acima dos 39%.Paulo Freitas, treinador da Equipa Sénior Feminina do CAB, reagiu com entusiasmo à contratação de Justine Raterman. Segundo o líder da equipa feminina madeirense, “a Justine é uma jogadora que vem colmatar uma lacuna que a equipa apresenta, que é a de ter poucos centímetros”. “Além disso, é uma lançadora tremenda, que, pela sua altura e posição, vai ajudar muito na marcação de pontos. A escolha final recaiu também pela sua liderança em campo, muito enfatizada pelo seu treinador universitário. Ela e a Carmen Reynolds farão uma boa dupla de estrangeiras.”


«Será um bom torneio»

Nesse sentido a equipa encarnada vai organizar nos dias 22 e 23 deste mês o Torneio Internacional de Basquetebol que terá lugar no Pavilhão Império Bonança. À Benfica TV, o treinador Carlos Lisboa revelou que acredita no sucesso do evento, bem como irá ser um bom teste ao trabalho realizado neste arranque de temporada. Para além do Benfica marcarão presença os espanhóis do Lagun Aro GBC, do Asefa Estudiantes e do Cáceres. Aqui está um bom exemplo para contrariar a tão comentada falta de contato internacional do basquetebol português.

“Este torneio tem equipas de qualidade, o Benfica é o Campeão Nacional e convidámos duas equipas que jogam, na minha opinião, na melhor Liga da Europa. Tenho a certeza que será um bom torneio e espero que as pessoas correspondam”, referiu o treinador encarnado. Já as perspetivas sobre os possíveis resultados, o técnico foi mais realista. “Eles começam o campeonato na semana seguinte, logo estão numa fase mais adiantada da preparação do que nós, mas vamos entrar para ganhar”, apontou.Os horários dos jogos são os seguintes:22/09/201215 horas —— Lagun Aro GBC X Cáceres17 horas —— SL Benfica X Asefa Estudiantes23/9/201214 horas —— 3.º e 4.º lugares /vencidos do dia anterior)16 horas —— Final (vencedores do dia anterior)


II Ação de Formação Feira São Mateus 2012

Este ano, é convidado o conceituado Treinador/Coordenador Carlos Vaqueiro para nos falar acerca da sua experiencia ao longo deste anos ligados à modalidade.

TEMA: Estruturação e sustentabilidade de projetos desportivos para o Basquetebol.

A ação realizar-se-à no dia 15 de Setembro das 14h30 às 16h00, na sala nº 2 do Estádio Municipal do Fontelo. Esta ação será creditada pela ENB.


Carlos Barroca na África do Sul

O evento integrou uma lista de treinadores e jogadores da NBA e da WNBA, bem como 60 jovens africanos oriundos de mais de 20 países, incluindo de Moçambique, Angola e Cabo Verde, que mostraram todo o seu talento.

Jogadores FIBA/NBA Cole Aldrich (Oklahoma City Thunder, EUA)Nick Collison (Oklahoma City Thunder, EUA)Luol Deng (Chicago Bulls, Sudão/Reino Unido)Serge Ibaka (Oklahoma City Thunder, Congo/Espanha)Luc Mbah a Moute (Milwaukee Bucks, Camarões)Dikembe Mutombo (Lenda NBA) Thabo Sefolosha (Oklahoma City Thunder (África do Sul/Suíça)CJ Watson (Brooklyn Nets, EUA)Treinadores FIBA/NBARon Adams (Chicago Bulls, EUA)Jim Boylan (Milwaukee Bucks, EUA) Luca Desta (Dallas Mavericks, EUA) Mark Hughes (New York Knicks, EUA) Patrick Hunt (Treinador FIBA, Austrália)BJ Johnson (Houston Rockets, EUA) Popeye Jones (Brooklyn Nets, EUA) Patrick Mutombo (Denver Nuggets, Bélgica)Milton Newton (Washington Wizards, EUA)WNBAChamique Holdsclaw (Lenda WNBA, EUA)Treinadores Keith Jones (Houston Rockets, EUA) Brian Zettler (Utah Jazz, EUA)Diretor de Campo Lance Blanks (Phoenix Suns, EUA) Masai Ujiri (Denver Nuggets, Nigéria)


Plano Nacional de Formação de treinadores

O curso, cujo director é o Prof. José Tavares, conta com a presença de 46 formandos que do dia 25 de Agosto ao dia 8 de Setembro permanecerão, em regime de internato, nas instalações da Universidade da Beira Interior, na Covilhã.

Além do referido Prof. José Tavares, o corpo de formadores residentes é composto pelo Prof. António Barata, Prof. Carlos Gouveia, Prof. Francisco Gradeço, Prof. José Ricardo e Prof. Rui Alves e contará com a presença de alguns prelectores convidados.


Entrevista a Eugénio Rodrigues

Há pouco mais de um ano atrás, estava no topo do mundo, quando a última equipa de Sub 20 Feminina tinha garantido a promoção à Divisão A.

A Federação Portuguesa de Basquetebol desenvolveu um Centro de Alto Rendimento a nível nacional, onde estão reunidas as melhores jogadoras de várias idades . Essas jogadoras regressam depois durante o fim-de-semana para jogar pelos respetivos clubes. No entanto, devido à recente crise económica, o CAR de Sub 16 foi interrompido. Com os Centros de Treino em funcionamento, as equipas começaram lentamente a evoluir, pelo que posições no top 8 eram comemoradas como uma vitória. Em anos mais recentes, as equipas começaram a lutar por lugares com direito a medalhas, dando azo a que a promoção se tornasse um projeto.No verão de 2011, a equipa de Sub-20 ganhou o seu bilhete para a Divisão A, terminando em segundo lugar o Europeu disputado na Suécia, enquanto este ano (2012) foi a vez da equipa das Sub-18 garantirem a promoção.Contudo, foi difícil a participação da equipa Sub-20 que disputou o último campeonato de Sub 20, já que seis jogadoras foram vítimas de uma intoxicação provocada por alimentos contaminados.A equipa nacional iniciou a competição frente à França, com uma lista completa de 12 jogadores, embora Eugénio desconhecesse que algumas das suas jogadores já estavam doentes. Isto pode explicar a redução de nível de energia durante os últimos 10 minutos dos jogos disputados pela equipa nacional. Logo que o jogo terminou a atleta Laura Ferreira estava a ser tratada pelo médico da prova.Nos dois jogos seguintes, Portugal tinha apenas seis jogadoras em condições e apesar de um esforço tremendo acabariam por perder os dois jogos e verem-se relegadas para a luta da manutenção.Após a derrota frente à Itália no primeiro jogo da segunda fase, ainda com seis jogadoras, o técnico português já pode contar com três das jogadoras doentes para o segundo jogo, embora só tenham podido contribuir com alguns minutos na vitória diante a Letónia.Apesar da equipa portuguesa ter iniciado o último período a perder por nove pontos, as atletas portuguesas foram ainda buscar forças para disputar um prolongamento antes de garantir a vitória (60-57).Esta entrevista foi realizada antes de Portugal vencer a Grã-Bretanha. Na entrevista o treinador português revelou os seus sentimentos sobre a vitória e o que ela significava para o grupo de trabalho.Link para a entrevista:www.womensbasketball-in-france.com/fiba-europe-u20-european-championship-for-women-2012-portugal.html


Carlos Pinto e Nuno Manarte

A.D.O. Basquetebol da Associação Desportiva Ovarense informa todos os seus sócios e simpatizantes que a nova dupla técnica da formação vareira para a época 2012/2013, será composta por Carlos Pinto e Nuno Manarte.

Esta é uma aposta em duas figuras naturais de Ovar, que bem conhecem o clube. Carlos Pinto, que treinou no clube durante largos anos diversas equipas dos escalões de formação, e já desempenhou as funções de treinador principal da equipa sénior masculina, assumiu nos últimos anos papel preponderante enquanto treinador adjunto. Possuidor de um vasto curriculum, é formador da Escola Nacional de Basquete da Federação Portuguesa de Basquetebol e um profundo conhecedor da modalidade. Sendo naturalmente o eleito para comandar os destinos da renovada equipa para os novos desafios que se aproximam.Nuno Manarte, também dispensa apresentações. Ligado desde sempre ao seu clube do coração, percorreu, enquanto jogador, todos os escalões de formação e cedo integrou a equipa sénior, que exemplarmente capitaneou durante várias épocas, terminando assim uma brilhante carreira, reconhecida por todos. Assume, neste momento novas funções ao serviço da Ovarense Basquetebol, colocando todo o seu conhecimento de campo e larga experiência ao serviço da equipa.Está assim constituída a nova dupla técnica, que vai liderar a equipa da Ovarense Dolce Vita na época 2012/2013.


Lusitânia/EXPERT mantém equipa técnica na nova temporada

O emblema de Angra do Heroísmo divulgou já a satisfação “pelas bem sucedidas negociações, pois era muito importante manter uma equipa técnica com tão bons resultados alcançados. Isso vai permitir uma entrada em ação com os ânimos em alta e muita confiança no trabalho de campo”, referiu fonte lusitanista. Depois de um campeonato onde foram “superadas as expetativas da participação do Lusitânia, estamos a trabalhar no sentido de assegurar o melhor plantel possível, sendo que dentro de alguns dias serão revelados os nomes da estrutura desportiva que vai defender as cores do Lusitânia/EXPERT na época 2012/13”, disse a mesma fonte. Recorde-se que a equipa terceirense atingiu, na época passada, as meias-finais da principal competição do basquetebol português, facto que sucedeu pela primeira vez, baqueando apenas perante o campeão Benfica, mas não sem antes levar a contenda até ao quinto jogo.


Objectivo é lutar para garantimos a manutenção

Impunha-se pois saber como o seleccionador nacional Eugénio Rodrigues antevê a participação das suas jogadoras, ciente de que as dificuldades serão enormes, mas ao mesmo tempo sabedor das suas características de lutador, que procura incutir nas suas jogadoras. P (JT) – Jogar na Divisão A, na elite europeia, não é necessariamente a mesma coisa a que estávamos habituados (Divisão B). Achas que a estreia irá afectar o rendimento das nossas jogadoras e que isso possa condicionar o comportamento da equipa, nomeadamente na 1ª fase? R (ER) – É muito difícil dar uma resposta a esta questão pois só perante o momento poderemos saber se estamos verdadeiramente preparados ou não. Eu creio que sim, que estamos preparados e que não será esse factor a afectar a nossa estreia. É algo que temos vindo a trabalhar individual e colectivamente. Neste capítulo, temos de ser ambiciosos mas realistas. Estará algures no meio destes dois vectores, o segredo para mantermos as atletas focadas no objectivo principal, independentemente do que nos aconteça pelo caminho e desta nova realidade que é a Divisão A.P (JT) – O Grupo C onde por capricho do sorteio estamos integrados é fortíssimo: França, Turquia e Ucrânia, são os adversários que iremos defrontar, por esta ordem. Será utópico pensar que podemos discutir com algum deles e causar uma surpresa?R (ER) – Os objectivos são claros e todos passam pela manutenção nesta Divisão A europeia. É ambicioso tendo em conta sobretudo as limitações biométricas da nossa geração de 1992-93, no entanto, julgamos ser possível e é para isso que nos preparamos todos os dias desde o inicio dos estágios.A França tem no ano transacto um 5º lugar em Sub-20 e uma medalha de prata em Sub-18 (ambas na Divisão A) pelo que só podemos esperar uma tarefa muito difícil pela frente. Vamos preparar o jogo mediante alguns vídeos que já obtivemos para tentar condicionar o adversário na certeza porém de que o adversário não dorme e não deixará de fazer o mesmo. A este nível, não existem facilidades.Já a equipa turca competiu tal como nós na preparação do Europeu e teve jogos com resultados muito dispares. Sabemos que tem nas suas fileiras parte de uma geração que fez o 9º lugar nas Sub-20 do ano transacto e um 7º lugar nas Sub-18 (ambas na Divisão A). É portanto, tal como a França, um adversário que está invariavelmente nos quartos de final da Divisão A europeia ou pelo menos nos 10 primeiros.Por último, a Ucrânia e sem adivinharmos sobre se esta selecção é ou não a mais forte opositora do nosso grupo, sabemos porém que é também uma equipa com muitos centímetros e com algumas jogadoras que são desequilibradoras, pela sua força e eficácia. Fizeram no ano transacto um 6º lugar nas Sub-20 e um 15º nas Sub-18 (também ambas na Divisão A). Em teoria, repito, em teoria poderá ser um adversário que apresente algumas debilidades acrescidas a serem bem exploradas pela nossa selecção.P (JT) – Possuímos algum conhecimento concreto sobre os nossos adversários? Sobre a sua forma de jogar, quais os seus pontos fortes, como é que os podemos eventualmente surpreender?R (ER) – Sim, para além de termos já na nossa posse elementos vídeo que nos permite antecipar as questões técnico-tácticas, sabemos que a França é uma selecção que não sendo das mais altas que iremos defrontar é no entanto fortíssima fisicamente. Têm uma intensidade de jogo altíssima, uma agressividade defensiva ímpar e uma experiência competitiva a este nível verdadeiramente invejável. Segue-se-lhe a Turquia, uma das equipas mais altas da competição, que combina centímetros com talento, velocidade e eficácia, pelo que antevemos que sejam uma das candidatas às medalhas.Por último, a Ucrânia, uma selecção onde pontua uma das melhores atletas da Europa desta geração, Alina Iagupova, que será sem sombra de dúvida um enorme desafio para a nossa capacidade defensiva, não esquecendo o facto de que esta é uma nação onde se cultiva a modalidade e onde se compete invariavelmente na Divisão A europeia.P (JT) – Da equipa que o ano passado em Ohrid foi vice-campeã europeia, conquistando a medalha de prata e garantindo a subida automática à Divisão A, restam 4 jogadoras: Daniela Domingues (extremo), Inês Faustino e Filipa Bernardeco (bases) e Maria João Andrade (extremo/poste). Esta equipa tem menos experiência que a de 2011 e penso ter menos soluções no jogo interior. Será assim? Por outro lado e isto é uma novidade em relação à prática nos últimos anos, a equipa foi reforçada com duas jogadoras que recentemente participaram no Europeu de Sub-18 (a extremo Laura Ferreira e a base Joana Soeiro), duas atiradoras. Poderão elas acrescentar valor ao grupo?R (ER) – Sim, tem efectivamente menos experiência do que a anterior e as soluções para o jogo interior são bem diferentes do que tínhamos. Essa diferença obrigou-nos a procurar outras respostas para o nosso jogo, quer no plano ofensivo, quer no defensivo. Já as duas Sub-18 que vêm reforçar a nossa selecção foram previamente escolhidas (ainda antes do Europeu de Sub-18) mediante aspectos e características que já sabíamos necessitar pois o conhecimento do grupo de Sub- 20 começou a ser alicerçado em Dezembro de 2011. São uma mais valia e esperamos muito delas, a exemplo do que também esperamos das restantes 10 atletas.P (JT) – A preparação decorreu ao longo de 4 semanas praticamente, mas conseguiu-se fazer um bom número de jogos internacionais (9), pelo menos em relação ao que é habitual, naturalmente por questões económicas: Suécia (3), Itália (2), Grã-Bretanha (2) e Suiça (2). Na tua opinião foi o suficiente ou para a selecção estar no apuro de forma desejado, esse número foi curto? A equipa correspondeu nesses jogos, nomeadamente nos últimos, ao nível que pretendes para competir no Europeu?R (ER) – Fizemos uma vez mais, a preparação possível. Tivemos nove jogos de preparação, o que é algo de extraordinário para o que é habitual, tendo como contrapartida um numero de treinos inferior ao que também é normal. Tivemos o factor tempo a condicionar-nos, mas reputo a preparação realizada como francamente positiva e dentro do esperado. As respostas dadas nos jogos foram assaz interessantes e refiro-me a conclusões negativas e positivas. Os testes individuais e colectivos que realizámos, com maior ou menor sucesso, foram muito importantes para que no dia seguinte o trabalho já fosse diferente. Veremos no final, se o caminho traçado foi o melhor. Pela nossa parte, e como dizia numa outra entrevista, “cada um de nós leva na bagagem uma camisola de Portugal que há-de regressar bem diferente do que foi.Sangue, suor e lágrimas é o que daremos sempre.”


Primeiro objectivo é entrar nos oito primeiros

A comitiva portuguesa viajou esta manhã de autocarro, partilhado com a congénere da Bulgária, desde Samokov, a cidade búlgara que acolheu o estágio conjunto das selecções dos 2 países, desde a passada 2ª feira, que incluiu a realização de 2 jogos de preparação (uma vitória para cada lado).

A viagem decorreu sem problemas com o senão de ter demorado 5 horas, incluindo uma hora e 15 minutos de espera para se cumprirem as formalidades habituais na passagem da fronteira (Novo Selo) entre a Bulgária e a Macedónia, além de mais duas paragens num total de 50 minutos. Contas feitas, 3 horas para se cumprir um percurso da ordem dos 190/200 quilómetros.Antes do treino (duração de uma hora) que a equipa fez a meio da tarde (às 17H00 locais), mais uma hora que em Portugal, pedimos a Mariyana Kostourkova, seleccionadora nacional de Sub-18 Femininos, que nos fizesse o lançamento da competição que envolve 18 países, sendo certo que o primeiro jogo é já amanhã, contra a Áustria (13H45), numa hora de intenso calor.P (JT) – O Grupo A de que Portugal faz parte conta ainda com as selecções da Áustria, Hungria e Israel, adversários que as nossas representantes defrontam por esta ordem, na fase preliminar. Que perspectivas antevê para o comportamento da sua equipa?R (MK) – «Em termos históricos, se olharmos para os resultados dos últimos anos (desde 2006, em Chieti), vencemos Israel por 4 vezes e não tenho ideia de termos defrontado a Áustria em Sub-18. Frente à Hungria perdemos em Eilat (em 2009) e também no ano passado, em Miskolc. Isto para dizer que o nosso adversário directo na fase preliminar é a selecção húngara. Em 2011, contra todas as expectativas até porque estávamos a jogar com a equipa da casa, estivemos à beira de uma surpresa, com a Hungria a ganhar nos últimos instantes da partida. Temos por isso o objectivo de passar ao grupo dos 8 primeiros e depois, jogo a jogo (vamos cruzar com o Grupo B, onde estão a Finlândia, Bulgária, Dinamarca, Suiça e Noruega), tentar ir o mais longe possível. Temos ambição e confiança nas atletas para podermos chegar mais longe. Se cada uma render o que o seu potencial pode dar e trabalharem colectivamente, não tenho dúvidas de que iremos fazer coisas muito bonitas. Sei que posso contar com jogadoras que possuem um carácter forte e ambicioso, capazes de ombrear com as melhores e motivarem as restantes companheiras no sentido de se superarem e contribuírem assim para um possível brilharete.».Um treinador tem que conhecer bem o valor das suas jogadoras para poder tirar o máximo rendimento de cada uma em jogo. Pelas mãos de Kostourkova têm passado muitas jovens e por isso a nossa interlocutora tem noção do valor relativo deste grupo de trabalho em comparação com os anteriores desde 2006.P (JT) – Como é que situas esta selecção de 2012 relativamente a outras que comandaste? R (MK) – «Esta equipa em termos de jogo interior pode ser pouco produtiva. Há ainda atletas com menos experiência mas já com alguns hábitos que podem dar maior produtividade e tornar a equipa mais completa. Porque até agora tivemos gerações (por exemplo a da Sofia Carolina e da Luiana Livulo) que tinham mais soluções, mas que na hora das decisões faltava sempre alguma coisa que nos lançasse para os lugares de topo. No jogo exterior esta equipa é mais completa, pois tem boas lançadoras na posição base (Inês Viana e Joana Soeiro) e na posição de extremo (Nádia Fernandes e Laura Ferreira). Fizemos uma boa época e uma boa preparação para o campeonato. Acredito que a Joana Canastra como mais experiente (este é o seu 4º Campeonato da Europa) possa dar um maior contributo e que consiga ser mais consistente. Esse é a meu ver o grande problema dela.».Não é muito habitual nas selecções portuguesas de formação haver jogadoras que tenham potencial e qualidades para fazer dois Europeus no mesmo Verão, em escalões diferentes (casos de Sub-16 /Sub-18 e Sub-18/Sub-20). Recordo por exemplo um ano em que a Joana Bernardeco e a Luiana Livulo fizeram essa dupla utilização (Sub-20/Sub-18), mas sem grande sucesso pois chegaram ao seu Campeonato (eram Sub-18) extremamente desgastadas e não renderam o que era expectável.P(JT) – Qual a tua opinião em relação ao contributo que possas esperar das jovens que acabam de participar no Europeu de Sub-16, terminado no domingo passado, em Tallin? R (MK) – A Maria e a Chelsea poderão dar outra dimensão ao nosso jogo interior, tendo uma intervenção mais activa na luta de ressaltos e possibilitando também uma maior rotação entre o lote de jogadoras da área pintada. No caso da Simone é um elemento que pode dar uma boa ajuda na rotação das jogadoras exteriores, mantendo uma boa agressividade e velocidade de execução, características em que ela á forte. Penso que o eventual cansaço que estas três jogadoras possam demonstrar, pode ser controlado, fazendo uma boa gestão da sua utilização. A controvérsia gerada em alguns meandros da modalidade a propósito da utilização de jogadoras com elevado potencial em mais do que uma competição no mesmo ano, espanta-me na medida em que só quem não conhece como se faz noutros países mais avançados, pode achar que esta medida possa ser negativa para a evolução das melhores. Se queremos progredir e aproximar-nos do topo, temos que adoptar a mesma metodologia.».


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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