Artigos da Federaçãooo
António Paulo de saída
Tal como no passado, António Paulo Ferreira colocou os interesses do Clube do seu coração à frente dos interesses pessoais e neste momento difícil mostrou mais uma vez a sua elevação moral e profissional considerando que esta era a melhor solução para a equipa do Barreirense.A actual Direcção do FC Barreirense está a encetar todos os esforços para encontrar um substituto para António Paulo Ferreira.
Pesic treina Valência
Pesic, o mentor do programa Certificado Coaching FIBA Europa substituiu Manuel Hussein no comando, depois da pálida imagem que a equipa tem vindo a dar na presente temporada.
O Valência é terceiro a contar do fim na Liga ACB, com apenas uma vitória em oito jogos. O triunfo solitário na Europa surgiu contra um CSKA de Moscovo repleto de lesões.Pesic tem uma vasta experiência no basquete internacional e esteve já em vários clubes da Europa – incluindo a ACB. Conduziu a Alemanha à medalha de ouro no EuroBasket de 1993 e liderou a ex-Jugoslávia até à coroa europeia em 2001 e à medalha de ouro, em Indianápolis, no Campeonato do Mundo de 2002. Na temporada seguinte, guiou Barcelona a uma Copa do Rei e aos títulos da Euroliga e ACB.Em 2007, após uma passagem pelo Lottomatica Roma, em Itália, Pesic dirigiu o Akasvayu Girona, que tinha então uma estrela emergente, Marc Gasol, até ao título da EuroCup. Nos seus dois últimos trabalhos, Pesic foi treinador do Dínamo de Moscovo e Estrela Vermelha de Belgrado.O vice-presidente e director-geral do Valência Basket, Paco Raga, disse que Pesic será o treinador para o resto da temporada. “Estávamos a oferecer dois anos, mas assinámos com ele até final da temporada, porque Pesic considerou que seria o melhor caminho para o clube,” afirmou Raga, em comunicado.
Hernandez deixa Argentina
Na liderança da equipa desde a saída de Ruben Magnano, depois da conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2004, o popular Hernandez queria permanecer no cargo até os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, mas a confederação de basquetebol argentina queria um compromisso de longo prazo.Hernandez, que também lidera o Penarol da Liga Nacional da Argentina e Liga das Américas, conduziu a selecção das Pampas a um quinto lugar no último Campeonato Mundial.Mais tarde afirmou que precisava de tempo para pensar no seu futuro com a equipa nacional.”Só tenho palavras amigáveis para a confederação (CABB), por ter confiado em mim durante tantos anos, e para cada jogador que representou a equipa nacional”, disse Hernandez.”Tive os momentos mais satisfatórios e mais felizes da minha carreira enquanto treinador da Argentina. Sinto orgulho e estou grato à CABB, aos jogadores e equipa técnica que tive, porque eles ajudaram-me muito a alcançar os objectivos que conseguimos. Estou sereno e continuarei a apoiar a selecção nacional como sempre o fiz, agora do lado de fora, como um outro qualquer adepto. Foram momentos inesquecíveis que vivi durante os Jogos Olímpicos de Pequim e os dois Campeonatos do Mundo (2006 e 2010) – todos os torneios foram maravilhosos”, referiu”Desde os torneios pré-olímpicos passando pelos torneios sul-americanos, cada experiência foi encarada com o mesmo entusiasmo e seriedade”, acrescentou.Hernandez é o treinador que mais tempo esteve no comando técnico na história da equipa nacional Argentina.A confederação argentina disse em comunicado: “A confederação de basquete da Argentina está à procura de um projecto de quatro a seis anos, até ao Campeonato do Mundo na Espanha, em 2014, e os Jogos Olímpicos de 2016 Neste caso, as intenções da confederação não coincidem com as de Sérgio Hernandez, que só queria continuar até os Jogos Olímpicos de 2012. “Júlio Lamas é apontado como o principal candidato para o lugar de treinador nacional argentino.
Programa nacional de formação de treinadores
A partir de Janeiro de 2011, começa um novo ciclo na formação dos treinadores. Este novo programa abrange todos os treinadores com carteira de treinador da Federação Portuguesa de Basquetebol e futuros pretendentes à função de treinador.O PNFT enquadra-se no Decreto de Lei nº248-a/2008 de 31 de Dezembro que estabelece o regime de acesso e exercício da actividade de treinador e com base no Despacho nº5061/2010 que define as normas para a obtenção e emissão da Cédula de Treinador de Desporto. Em anexo o Boletim nº1. Saudações DesportivasENB
PFD/Sel. Nac. Sub-16 Masc.
Este evento, que vai decorrer entre 5 e 8 de Dezembro próximo, conta ainda com as selecções de Espanha, Rússia, Turquia, Itália, Polónia, Montenegro e Castela e Leão. Considerado como o melhor torneio europeu de inverno, neste escalão, são esperadas muitas dificuldades para a equipa lusa
No entanto, o enorme desafio que esta participação representa é catalisador de motivação e compromisso por parte de todos. Sendo que a base da selecção nacional prepara-se regularmente no CNT Paulo Pinto, é também certo que este será um momento de observação de outros jogadores.Na edição 2009, Portugal obteve um brilhante 5º lugar após ter vencido a Polónia (75×73) na fase de grupos, e depois a selecção da região de Castela e Leão (55×49) na fase final.
Tiro exterior aniquila Benfica
A excelência do tiro de longa distância dos portistas – 19 convertidos em 35 tentados (54%) – não só permitiu que a equipa da casa disparasse no marcador, como serviu de resposta a todas as tentativas de aproximação no marcador por parte dos encarnados.
Os três triplos consecutivos com que os dragões abriram o jogo foram o prenúncio para a eficiência revelada pela equipa nortenha ao longo de todo o encontro. A defender bem, e com grande sentido de entreajuda, os comandados de Moncho Lopez praticamente resolveram a partida durante os primeiros 20 minutos. Se no final do 1º período a vantagem dos azuis e brancos já era de 11 pontos (27-16) – fruto dos 5 triplos, em 8 tentados, concretizados nesse quarto -, no termo da 1ª parte eram 18 os pontos que separavam as duas equipas.Isto depois de um bom período dos encarnados, que conseguiram fechar o jogo a 5 pontos, mas os 2 minutos finais da equipa da casa seriam demolidores para as aspirações dos actuais campeões nacionais. Que com três triplos consecutivos (2 de Ogirri e 1 de Stempin) deram outra tranquilidade aos visitados quando recolheram aos balneários para tempo de intervalo.No arranque da etapa complementar, os encarnados melhoraram um pouco o seu tiro exterior, mas já era extremamente complicado correr atrás do prejuízo. E sempre que o ameaçava fazer, a linha de 3 pontos revelava ser sempre madrasta para os actuais campeões nacionais. O empate a 19 pontos deixava tudo na mesma para o derradeiro quarto, mas com o tempo a jogar a favor da equipa que vencia (69-51).Os 10 minutos finais foram um “dejá-vu”, já que quando os benfiquistas reduziram para 13 a diferença que separava as duas equipas (56-69), mas nem a defesa zona conseguiu evitar a mão quente dos dragões que, com mais dois triplos seguidos (Ogirri e Andrade), praticamente sentenciaram a capacidade anímica dos encarnados (75-58).O norte-americano Sean Ogirri (22 pontos, 4 assistências e 2 roubos de bola) foi um dos expoentes máximos da eficiência portista da linha dos 6.75 metros, ao converter 6/10 lançamentos. Uma vez mais, Stempin (16 pontos, 7 ressaltos, 3 roubos de boal e 2 assistências) foi o MVP do encontro, num jogo em que tem que se destacar o colectivo do FC Porto, com 5 jogadores a conseguirem converter 10 ou mais pontos.De entre os benfiquistas, Sérgio Ramos (10 pontos, 7 ressaltos, 4 roubos de bola e 2 assistências) e Ben Reed (14 pontos, 3 roubos de bola e 2 assistências) foram os mais regulares. Já Heshimu Evans (14 pontos e 7 ressaltos) teve um inicio de jogo em que prometeu muito, perdendo depois o fulgor demonstrado.No final do encontro Moncho Lopez era naturalmente um treinador satisfeito por tudo aquilo que a equipa tinha feito durante os 40 minutos. “Este foi um jogo em que demonstrámos confiança, controlo defensivo e, quando assim é, normalmente, as coisas saem bem no ataque”. Quanto à eficiência demonstrada pela equipa nos lançamentos de 3 pontos, o técnico elogiou a boa a boa percepção revelada pelos jogadores de quando lançar. “Hoje fizemos uma boa selecção de lançamento, criada pelos movimentos dinâmicos dos jogadores sem bola e pela disciplina táctica.”Quanto ao salto qualitativo demonstrado pelos dragões, o treinador justifica-o com o facto de ter tido à sua disposição “durante toda a semana de trabalho Greg Stempin” e os “15 dias a mais de trabalho de Sean Ogirri”, depois da lesão que o apoquentou no arranque de temporada.Quanto à comparação desta equipa com a da época passada, Moncho Lopez diz que “ainda é cedo” para se tirarem conclusões. “É um grupo que trabalha bem, com motivações fortes, que tem ainda que melhorar e naturalmente ainda vai ter bons e maus momentos.” E para ultrapassá-los o treinador espanhol aponta um só caminho: “Trabalhar ainda mais para superá-los.”Resultados da ronda de Sábado da 4ª jornada da LPB:Académica 87-64 BarreirenseIlliabum 76-74 Ovarense Dolce VitaCAB Madeira 77-79 Casino GinásioFC Porto 91-74 SL BenficaVitória SC 64-63 CB PenafielLusitânia 81-85 SampaenseIlliabum 76-74 Ovarense
Primeira parte não chega
A partida que começou com uma vantagem das vaguenses, terminou com a vitória das húngaras com catorze pontos à maior (58-72).
O ascendente da equipa portuguesa no inicio, cifrou-se no fim do primeiro quarto com o marcador a registar 17-18. No segundo período a equipa vaguense foi nitidamente melhor da linha dos três pontos ao conseguir converter vários triplos e a chegar a uma vantagem de sete pontos, 37-30, quando faltavam dois minutos para jogar. E se há jogos onde o intervalo não devia existir, este foi um deles. Depois do descanso as jogadoras vaguenses perderam ritmo, abrandaram no ataque, e deixaram-se ultrapassar pelo Seat Gÿor que entrou no último quarto a vencer, 47-54. No quarto período a equipa vaguense ainda tentava lutar, mas a saída de Chineze Nwagbo com cinco faltas, deixou mais complicada recuperação das vaguenses. No fim o marcador registava 58-72, a marcava a 3ª derrota nesta competição para a equipa vaguense. As pupilas de Nuno Ferreira mantêm a última posição do grupo, ainda sem conquistarem qualquer vitória. No arranque da segunda volta desta fase, a equipa vaguense desloca-se à Alemanha para defrontar o Saarlouius que na primeira jornada derrotou a equipa vaguense, no pavilhão do Galitos, em Aveiro, por 71-90.Nuno Ferreira:«Acho que nós enquanto tivemos capacidade física para nos bater com as nossas adversárias fomos conseguindo, mas na segunda parte, mais pesada para nós, quebramos, e a incapacidade de atacar quando o Gÿor montou a zona 2X3. Mas temos de trabalhar melhor, temos de nos adaptar melhor no ataque zona, porque a este nível se mostra mais difícil».
Carlos Barroca: «Trata-se de um projecto importante»
Como forma de tentar dar resposta e inverter o rumo negativo que a equipa atravessa, surgiu o convite ao técnico Carlos Barroca para assumir de novo o comando técnico da equipa, passando a ser coadjuvado por Fernando Brás.
Incapaz de ficar indiferente ao Algés, clube do seu coração, o experiente técnico aceitou o desafio de conduzir este novo e ambicioso projecto à senda das vitórias. “Um projecto importante, motivante e apaixonante como este é de todo o interesse que venha a ter sucesso. Sob pena que todo este glamour que rodeou a apresentação da equipa se perca passado tão pouco tempo”, refere o treinador.Mas para que projectos como o do Algés possam ter viabilidade e sejam bem sucedidos, “do ponto de vista desportivo tem que haver vitórias e resultados positivos.”Sem esquecer, como faz questão de referir Carlos Barroca, a vertente humana de um clube como este, com toda tradição que o envolve e acompanha. “Uma das grandes responsabilidades do Algés é formar pessoas e, aproveitando este novo ‘elan’ no clube, temos de ser capazes de criar o apetite para que cada vez mais gente adira ao Algés, ao basket e aprenda os bons valores que ele transmite. Boas equipas, bons clubes e bons projectos são sempre bem-vindos a qualquer modalidade”, acrescenta.É notório o mau momento que a equipa atravessa, cabendo agora a responsabilidade a Barroca de tentar alterar dentro de campo a pálida imagem até agora deixada pelo plantel que tem à sua disposição. “Não é uma situação nova para mim ter de pegar numa equipa com o campeonato já a decorrer. Nunca é agradável, nem para o treinador que entra nem para o que é substituído. No fundo, o que vou tentar fazer é renovar o interesse, a alegria, a participação, o espírito colectivo, tentando recriar formas de potenciar o valor que a equipa efectivamente tem. E para que isso aconteça, acredito na experiência e estruturação como forma de objectivar melhores resultados.”O próximo encontro é já no próximo domingo, em Vagos, frente às actuais campeãs nacionais, uma tarefa difícil já que o tempo para preparar a partida vai ser curto. “Vamos ter 3 treinos para preparar o jogo de Vagos. Não existem pozinhos mágicos nem jogadas milagrosas, embora esteja consciente que, se puder contar com a Angelica Robinson para este jogo, tudo muda de figura.”O regressado treinador não tem problemas em assumir o desejo de vencer provas, até porque no passado mais recente a equipa esteve quase sempre presente em todos os pontos altos do calendário feminino. “Se nos últimos anos, e com planteis bem mais limitados, fomos capazes de cumprir na grande maioria dos casos com o objectivo de estarmos em todas as final-four, com este grupo temos de assumir que queremos ganhar, até porque é bom para a competição que apareçam treinadores, clubes e projectos a demonstrarem essa vontade.”
Nuno Ferreira: “Somos uma equipa experiente”
Depois da vitória sobre o Lusitânia, os “encarnados” deslocam-se ao recinto do rival para disputar a 4.ª jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol. O objectivo do Benfica é dar seguimento à vitória alcançada sobre o FC Porto na Supertaça. “É um jogo especial e esperamos muitas dificuldades. Ganhámos a Supertaça e eles vão querer rectificar o que fizeram menos bom nesse jogo, mas nós também não queremos perder”, afirmou o adjunto de Henrique Vieira à Benfica TV.Nuno Ferreira referiu que o jogo da Supertaça já faz parte do passado e que o Benfica só pensa em somar uma vitória, de forma a ficar com a mesma pontuação da formação nortenha. “Todos os jogos são diferentes. Portanto, temos de estar preparados para tudo e estamos a trabalhar nesse sentido”, disse o adjunto, que quer “trazer uma vitória do Dragão”.Como é habitual, os “encarnados” vão encontrar um ambiente adverso no recinto do adversário. Segundo Nuno Ferreira, o grupo está preparado também para essa situação: “Somos uma equipa experiente e estamos habituados a isso. Sabemos que o pavilhão vai estar provavelmente cheio, pela que a concentração tem de ser máxima, mas não é pelo ambiente que vamos perder ou jogar menos bem”, defendeu, lembrando que o Benfica tem levado a melhor nos últimos confrontos: “De salientar que já jogámos cinco vezes, e temos quatro vitórias e uma derrota. Temos dado uma resposta positiva.”
Eugénio Rodrigues: «Há enorme vontade de melhorar»
A equipa, que é treinada pelo seleccionador nacional de sub-20, Eugénio Rodrigues, tem objectivos para a época bem definidos, conforme nos conta o técnico nesta entrevista. A permanência é a principal meta a atingir, mas o sonho do playoff não deixa de estar bem presente no espírito do treinador e das suas jogadoras…
Em ano de regresso à Liga, como se tem comportado o Académico neste início de temporada? O Académico está a comportar-se da forma que havíamos previsto. Tínhamos a consciência exacta de onde nos posicionávamos neste arranque do campeonato, tornámos isso mesmo bem claro dentro do grupo, pelo que nesta altura há apenas a enorme vontade de melhorar a equipa em todos os capítulos do jogo. A recepção tardia das jogadoras estrangeiras, o período normal para a adaptação das jovens jogadoras portuguesas aos níveis competitivos desta competição e a adaptação de todas às novas exigências de um trabalho adequado à Liga Feminina, bem distinto da 1ª divisão, onde competiram durante algumas épocas, torna este arranque complicado. Mas reitero a ideia de que estamos onde achamos que iríamos estar.O Académico está com um saldo de duas vitórias em cinco jogos, triunfos esses obtidos frente a equipas do dito vosso campeonato. Os oito primeiros é uma meta atingível? Sim, sob um prisma exclusivamente objectivo, diria que conseguimos obter duas das vitórias que se afiguravam como importantes para atingir um dos dois objectivos para a nossa época, que é a permanência na Liga Feminina. Qualquer equipa que sobe de divisão deverá ter como objectivo realista a permanência na mesma divisão onde compete e só depois deverá visar algo mais, em função do desenrolar do campeonato. Para sermos classificados dentro dos oito primeiros do campeonato, teremos no entanto de ir buscar mais vitórias, mesmo com adversários que eventualmente estejam teoricamente num plano superior ao nosso. É para isso que trabalhamos todos os dias e jamais entraremos para um jogo derrotados.Depois, num plano mais subjectivo, e para sermos justos, apenas estivemos francamente abaixo das expectativas no nosso primeiro jogo, face ao Torres Novas. Em todos os outros fomos competitivos, perdendo ou ganhando. Esse é o primeiro passo a dar. Depois, e ao sermos competitivos em todos os jogos, quiçá poderemos causar as ditas surpresas que nos levem para além da permanência, ou seja, ao playoff.Quais as grandes mudanças que sentiu nas suas atletas quando começaram a competir na Liga? Sob o ponto de vista extrínseco, os adversários trazem uma maior rapidez ao jogo, uma intensidade mais forte e uma eficácia ofensiva bastante superior, pelo que isto obrigou as minhas atletas a melhorar desde logo nestes campos. Se querem estar ao nível do jogo têm de ser pelo menos mais rápidas, durante mais tempo e serem mais eficazes na gestão das posses de bola.Depois, e num plano intrínseco, o trabalho do dia a dia trouxe-lhes coisas inteiramente novas, tais como alguma metodologia de treino diferente e uma maior riqueza táctica sob o ponto de vista ofensivo. Ou seja, é dizer que no treino já têm de treinar de forma distinta, ainda mais concentradas e desde o segundo zero. Por outro lado, o jogar em “transição” ou “chegar a jogar”, provocado pela tal necessidade de maior rapidez, abre também perspectivas muito diferentes na abordagem ao jogo. Uma menor memorização e uma maior leitura, fazendo constantemente maior apelo aos conceitos e menos aos “set-plays”. Finalmente, a maioria das minhas jovens atletas jogam pela primeira vez com jogadoras interiores decisivas e preponderantes para o sucesso. Para elas, jogar hoje já não é só resolver o jogo com lançamentos na passada ou tiros triplos mas implica jogar com novas referências, como o são as jogadoras interiores. E isto faz toda a diferença, tanta como jogar com ou sem linha dos 6,75.A equipa tem vindo a melhorar, jogo após jogo, as suas prestações defensivas. Terá de ser essa a aposta para poderem ter mais sucesso e hipóteses de se baterem com as equipas mais fortes? Sem dúvida! Na minha perspectiva, correcta ou não para os demais, o trabalho de uma equipa constrói-se a partir da defesa e sem isso não vejo como seja possível obter sucesso, pelo menos, de uma forma regular. O Académico não será excepção a esta filosofia. Presentemente, estamos melhor no plano defensivo do que no ofensivo e tal deve-se, para além do supra referido, também ao facto de não termos mudado assim tanto nos conceitos defensivos, da época passada para esta. O que fazíamos era já algo muito aproximado do que eu defendo para uma equipa, estivesse ela a competir na 1ª divisão ou na Liga Feminina, fosse ela uma equipa cadete, júnior ou sénior. As filosofias não se mudam consoante este factores, antes adaptam-se, corrigem-se e aperfeiçoam-se.O único senão que tivemos na continuidade desta filosofia foi a sua implementação às novas jogadoras, mormente às estrangeiras e de uma ou outra portuguesa que integraram o grupo. Isto obrigou-nos a dar alguns passos atrás, levou-nos a voltar a cometer erros que não cometíamos e a correr riscos que já não corríamos, na convicção porém de que iremos obter, mais além, os ganhos por o estarmos a fazer agora.Considera que a equipa dará um salto competitivo quando as atletas portuguesas contribuírem mais em termos ofensivos, de modo a não existir uma dependência tão grande das duas estrangeiras? A equipa só terá o sucesso que pretende alcançar se conseguir libertar-se dessa dependência que aborda. Por muita competência que tenham as jogadoras estrangeiras, a permanência ou o playoff só serão alcançáveis se as restantes jogadoras contribuírem para o sucesso ofensivo da equipa. Creio que este será o aspecto onde iremos apresentar maiores melhoras percentualmente, pois o estágio delas actualmente é tão “cru”, diria mesmo tão “ingénuo”, que só temos a melhorar. Basicamente, há que melhorar nos “turnovers” não provocados, na eficácia do tiro exterior e em algo que não é quantificável estatisticamente, ou seja, na qualidade do passe, vulgo assistência, e na leitura das vantagens criadas com um movimento ou um 1×1.Mas não poderia terminar a resposta a esta pergunta sem dizer que também as jogadoras estrangeiras têm muito a melhorar neste capítulo, pois ao notar que as suas evoluções têm sido bastante assinaláveis, concluo por isso que volvidas algumas semanas, poderão vir a estar num plano bem superior.Que leitura faz deste campeonato? Está mais competitivo? Tem mais candidatos? Está com mais qualidade? Bom, creio que é ainda muito cedo para tirar grandes conclusões, pois constato sobretudo um campeonato com equipas, e pelas razões mais variadas, em estágios diferentes de desenvolvimento. Por exemplo, sinto que o Académico e o Olivais vivem no presente uma autêntica “pré-época”, onde claramente se precisa de tempo, e outras equipas como o CAB onde se sente uma máquina já bastante afinada.Ainda assim, acho que o campeonato está globalmente mais nivelado e por cima. Não obstante se ter tornado um campeonato mais “jovem”, fruto da necessidade de recorrer a jogadoras sub-18 e sub-20, não perdeu qualidade e ganhou inclusivamente alguma emoção. Não tenho dados globais mas penso até que a nível etário da maioria das jogadoras estrangeiras será mais baixo. Não queria ser indelicado ou mal interpretado pelos meus congéneres ao indicar favoritos ao título, mas julgo que serão seguramente mais do que aqueles que têm vindo a sê-lo nas últimas épocas. Os resultados dos jogos até agora disputados são prova disso mesmo e ninguém no seu perfeito juízo poderia avançar desde já uma classificação final para a Liga Feminina.Jogos da 6ª jornada da Liga Feminina:Sábado, dia 13 de Novembro15.30 horas – Olivais x GDESSA17.00 horas – União Micaelense x CDTN-OAB18.00 horas – Boa Viagem x Quinta dos Lombos18.00 horas – CAB x AcadémicoDomingo, dia 14 de Novembro16.00 horas – Vagos x Algés
GDESSA domina ronda
Com efeito, Kendel Ross é pela segunda vez MVP e ainda, no cinco ideal, aparece também a outra americana Kia Herbel. No cinco ideal português aparece Rosinha Rosário e do cinco ideal jovem faz parte uma quarta jogadora do GDESSA, Luiana Livulo. Para culminar tudo, Joana Bernardeco foi a rainha das assistências da jornada com 8. Uma jornada muito frutuosa para as estudantes do Barreiro!
MVPS da 5ª jornadaA jogadora Kendel Ross do GDESSA Barreiro repetiu o lugar de MVP, ao conseguir um duplo-duplo no jogo contra o Algés, marcando 34 pontos e ganhando 12 ressaltos. Nos 35,5 minutos que esteve em jogo ainda roubou 2 bolas, fez 4 assistências, 1 desarme de lançamento e sofreu 8 faltas.A MVP portuguesa foi Catarina Coelho do Mcell-Algés pois nos 24 minutos que esteve em campo marcou 22 pontos, ganhou 2 ressaltos, roubou 1 bola e sofreu 1 falta.A MVP jovem (nascida a partir de 1991) é Sílvia Fortunato do Académico FC-Liberty Seguros que nos 31,5 minutos que esteve em jogo marcou 9 pontos, ganhou 9 ressaltos, fez 1 assistência e sofreu 4 faltas.MVPKendel Ross (GDESSA Barreiro)Vem da Universidade de Dayton, e foi internacional pelo Canadá em todos os escalões. Terminou recentemente um estágio com a Selecção de Seniores do Canadá, mas não vai integrar a equipa no próximo Campeonato do Mundo. Kendel tem 1,85m e joga na posição de extremo.MVP PortuguesaCatarina Coelho (Mcell-Algés)Catarina Coelho, joga a extremo, tem 25 anos e está no basquetebol do Sport Algés e Dafundo desde os 12, ou seja vai entrar na 14ª época consecutiva. No seu curriculo constam dois campeonatos distritais de cadetes e dois de juniores, um campeonato nacional da 1ª divisão (2003/04) e outro da 2ª divisão (2005/06 pela equipa “B”). É a actual capitã da equipa. É internacional “A” desde 2008. Formou-se este ano em Direito pela Universidade Lusófona.MVP jovemSílvia Fortunato (Académico FC-Liberty Seguros)Com 18 anos, nascida no Porto, esteve em 2007/2008 no CAR JAMOR, é pela segunda vez este ano MVP jovem.Cinco ideal e máximosA melhor marcadora da 5ª jornada foi Kendel Ross (GDESSA) ao marcar 34 pontos. O maior número de ressaltos (21) e mais desarmes de lançamento (3) foram feitos por Collen Planeta (BCB). Mais assistências (8) foram feitas por Joana Bernardeco (GDESSA). Adelina Rebelo (CUM) foi quem roubou mais bolas (5).Na quarta jornada da Liga Feminina, o cinco ideal foi constituído pelas jogadoras:Kendel Ross (GDESSA)Kia Herbel (GDESSA)Necolia Simmons (TN)Chineze Nwango (ADV)Allison Mann (QL)O cinco ideal português foi constituído pelas jogadoras:Catarina Coelho (SAD)Sofia Carolina Silva (OFC)Rosinha Rosário (GDESSA)Ana Sousa (CJBV)Célia Simões (CJBV)O cinco ideal jovem (nascidas a partir de 1991) foi constituído pelas jogadoras:Sílvia Fortunato (AFC)Rita Almeida (CUM)Michelle Brandão (OFC)Luiana Livulo (GDESSA)Felicité Mendes (QL)JUCA: Entrevista ao “Diário de Notícias” (3/11/2007)O desempenho e classificação da equipa está a surpreendê-lo?Sim, em certa medida, embora a equipa ao longo das semanas de trabalho que levamos tenha vindo a dar indicações que poderia ter este tipo de comportamento.aO que tem sido decisivo nos resultados? Termos encontrado soluções em termos defensivos, para que possamos parar as outras equipas.Mas acreditava que podia estar isolado na liderança? As expectativas poderiam não apontar para essa situação, pois das quatro vitórias obtidas, três foram conseguidas frente a três equipas que estão nas competições europeias, todas elas candidatas ao título. Aí tenho de confessar que a equipa surpreendeu-me e que nos deixa boas ambições.Quer isso dizer que assumem-se como candidatas ao título?O CAB é um clube tradicionalmente com ambições para conquistar títulos. Fomos deixando essa mensagem, essa responsabilidade, e a verdade é que o CAB tem vindo a conquistar um título por época e portanto essa é uma obrigação natural, é a vontade de todos os que trabalham neste clube. Essa é a nossa ambição. Para já queremos conquistar uma boa posição nesta fase regular, que nos permita encarar os ‘play-off’ com outra ambição, e obviamente que o primeiro lugar é o que mais desejávamos.Como é que vê o nível da Liga deste ano?Como muito melhor, subiu muito este ano e está substancialmente mais alto e portanto nós temos de nos preparar bem nesta fase regular.Existe a ideia que esse nível depende das jogadoras estrangeiras. Concorda?Obviamente que as equipas estão dependentes da prestação das suas jogadoras estrangeiras, mas tem de haver cuidado no recrutamento pois elas devem trazer uma mais valia. Mas, sim, as estrangeiras são fundamentais no crescimento do nível do basquetebol praticado.Não defende uma limitação?Não, pessoalmente defendo até a admissão de mais uma jogadora comunitária, pois ao contrário do que muita gente pensa, entendo que facilitaria o desenvolvimento da atleta portuguesa, contribuindo para aumentar o nível competitivo da nossa liga. Mas os clubes têm a responsabilidade de fazer formação.Mas o que ficou destes vinte anos de ‘nacionais’ e formação?Há uma escola de formação na Madeira? Existe uma diferença que é bom distinguir, entres os masculinos e os femininos. No CAB, no sector feminino, temos tido um desempenho bastante bom, pois temos uma equipa de cadetes campeã nacional, por duas ou três vezes as selecções regionais ganharam os torneios nacionais, e neste momento a nossa equipa principal para além das duas estrangeiras é constituída por jogadoras madeirenses, todas formadas no CAB.Classificação:Depois das cinco primeiras jornadas as equipas do Boa Viagem-Angra-Açores e da Quinta dos Lombos comandam a classificação com 4 vitórias e 1 derrota, benificiando do facto de o CAB Madeira ter folgado esta jornada. Em terceiro lugar estão Torres Novas e CAB Madeira. CAB Madeira, Olivais Coimbra, A D Vagos, Mcell-Algés e GDESSA Barreiro têm menos um jogo.5ª jornada – ResultadosOlivais Coimbra 63 – 73 AD VagosBarcelos 50 – 51 Académico FCBoa Viagem 63 – 48 União MicaelenseAlgés 81 – 101 GDESSACDTN-OAB 63 – 75 Quinta dos Lombos CAB Madeira folgou6ª jornada – Próxima jornadaOlivais Coimbra – GDESSAUnião Micaelense – CDTN-OABBoa Viagem – Quinta dos Lombos CAB Madeira – Académico FCAD Vagos – Algés Barcelos vai folgar
Em defesa de Rubio e Fernandez
No limbo entre duvidar das reais qualidades dos mesmos, ou simplesmente perceber que existem fases menos boas na carreira de um atleta, o técnico da selecção espanhola Sergio Scariolo saiu em defesa dos seus atletas.
O treinador nacional de Espanha, Sergio Scariolo, admite que as antigas estrelas do ex-DKV Joventut Ricky Rubio e Rudy Fernandez têm tido solavancos nos seus caminhos nos últimos meses, mas espera que cada um deles consiga superar os momentos difíceis.Rubio não esteve bem no Campeonato Mundial na Turquia e continua a não apresentar a sua melhor forma naquela que é a sua segunda temporada no Barcelona, mas Scariolo aceitou falar sobre o seu base principal no último Campeonato Mundial na Turquia.”Independentemente do talento”, afirmou Scariolo, “existem etapas que têm de ser preenchidas. Eu não conheço ninguém que não combine progresso e tropeções. Temos de aceitar que um jogador de 20 anos de idade tenha meses de desempenho reduzido”, acrescentou Scariolo.”A sua equipa (Barcelona) está a ir muito bem, blindando-se em torno dele, dando-lhe paz de espírito para se concentrar no seu jogo. Ele vai continuar a melhorar.”Quanto a Fernandez, que disse antes do inicio da temporada da NBA, que queria sair Portland e voltar para a Europa, Scariolo considerou: “Este é um teste de carácter, maturidade e personalidade para. Ele tem os recursos para superar isso.”Scariolo levou a Espanha à sua primeira medalha de ouro num EuroBasket, em 2009, quando Pau Gasol foi eleito o MVP do torneio.O técnico foi questionado da importância do poste dos Los Angeles Lakers na equipa espanhola. Gasol não jogou este verão, e a Espanha terminou num desapontante sexto lugar no Campeonato Mundial. “Não é coincidência que nas duas vezes, nos últimos 10 anos, que reduzimos o nível, isso coincidiu com o facto de ter sido sem o Pau”, constatou Scariolo.”Isto não é para retirar valor aos outros jogadores.” Sem Gasol no Eurobasket 2005, a Espanha terminou em quarto.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Legenda
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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