Artigos da Federaçãooo
O especialista explica
Em 2010 o site da Federação Portuguesa de Basquetebol passará a ter uma rubrica em que diversos especialistas (árbitros, treinadores e até jogadores) estarão disponíveis para explicar conceitos, jogadas ou qualquer dúvida que os nossos leitores possam ter relacionada com o jogo. Basta que nos façam chegar as questões por intermédio dos comentários às nossas notícias e as mais pertinentes serão encaminhadas para o especialista mais adequado a responder à pergunta em causa. Abrimos com um árbitro, o categorizado Fernando Rocha, que nos esclarece o princípio da vantagem/desvantagemO Princípio da Vantagem/Desvantagem Um dos aspectos que vastas vezes é referido num jogo de basquetebol e que é mal compreendido pela maioria dos intervenientes (treinadores, jogadores) e pelos espectadores é o conceito da Vantagem/Desvantagem. Há uns anos ele existia apenas como orientação a seguir pelos árbitros mas, já há uns anos, vem consagrado nas regras oficiais emanadas pela FIBA, num dos artigos das mesmas, com o intuito de dar uma maior ênfase à sua aplicação. Portanto, é um princípio que os árbitros não podem ignorar e que devem utilizar em todos os jogos. A Vantagem/Desvantagem deve ser aplicada quer a faltas quer a violações, ou seja, a contactos e violações às regras que não trazem qualquer influência directa com o normal desenrolar do jogo. No artigo 47 – Árbitros: Deveres e Poderes, no seu ponto 47.3, diz o seguinte (passa-se a transcrever):“Quando decidem apitar um contacto pessoal ou violação, os árbitros têm, em cada instante, que observar e pesar os seguintes princípios fundamentais:O espiríto e intenção das regras e a necessidade de manter a integridade do jogo; Consistência na aplicação do conceito de Vantagem/Desvantagem, ou seja, os árbitros não devem interromper desnecessariamente o fluir do jogo, de forma a penalizar um contacto pessoal que é acidental ou que não dá ao jogador responsável uma vantagem ou coloca o seu oponente em desvantagem; Consistência na aplicação do senso comum em cada jogo, tendo em mente as competências de cada jogador e a sua atitude e conduta durante o jogo; Consistência na manutenção do equilíbrio entre controlo de jogo e fluir do mesmo, ter o “feeling” para saber o que os participantes estão a tentar fazer e apitar o que é correcto para o jogo” (fim de citação). Ora, como podemos observar, a aplicação deste conceito não é de fácil execução e implica por parte de quem arbitra, perceber a forma como o jogo se está a desenrolar.Alguns exemplos práticos podem ser dados como forma de tentar clarificar um pouco mais o procedimento a ter. Vejamos: Exemplo 1 Situação: Um jogador com bola sofre um contacto ligeiro do seu defensor mas consegue efectuar o passe de forma correcta para onde pretendia.Resposta: Não deve ser assinalada qualquer falta e o jogo deve prosseguir. Exemplo 2 Situação: Um jogador em drible sofre um contacto normal por parte do seu defensor directo, mas segue a trajectória desejada, ultrapassando-o.Resposta: Não deve ser sancionada qualquer infracção, pois o contacto não afectou o desenrolar da jogada. Exemplo 3 Situação: Um jogador recebe a bola e, ao arrancar em drible, levanta o pé eixo antes de largar a bola não tendo, contudo, qualquer adversário próximo de si e encontrando-se ainda junto ao meio campo.Resposta: Não deve o árbitro marcar “passos” por a acção não ter qualquer influência directa no desenrolar do jogo. Ou seja, o jogador com bola não ganhou qualquer vantagem adicional. Muitos outros exemplos poderiam ser aqui colocados, mas tornar-se-ia demasiado extenso e fastidioso.Podemos pois concluir que este conceito está presente em todos os jogos e que a sua aplicação tem que ser poderada em cada momento. Tentando objectivar um pouco mais, o árbitro deve ponderar em cada acção, se esta afecta realmente o jogo ou não, portanto, se promove uma vantagem desleal ou se coloca o adversário em desvantagem. É importante também referir que este conceito só é aplicado a pequenos contactos, não realizados de forma permanente e sistemática. Conforme o próprio texto da regra refere, os árbitros têm que ter presente o momento do jogo e como ele se está a desenrolar, ter o “feeling” ou, de uma outra forma, sentir o jogo. Deste modo, nas situações de final de período ou de jogo, se os jogadores pretenderem fazer falta (a FIBA identifica-as como faltas tácticas) os árbitros devem apitar de imediato, pois o jogo não é o mesmo que foi até aquele momento. Se os jogadores querem fazer falta não o devemos ignorar e deve-se sancionar de imediato, porque senão corre-se o risco do contacto seguinte ser mais forte e de forma pouco desportiva e, por esse facto, ter que ser assinalada uma falta antidesportiva. Espero ter contribuído para um melhor entendimento deste princípio/conceito e coloco-me inteiramente ao dispor para esclarecer qualquer situação que pretendam colocar. FERNANDO ROCHA
Henrique Vieira: «Não há equipas invencíveis»
Guimarães e o FC Porto. Mas o técnico alerta que, mais do que manter a invencibilidade, o que os encarnados pretendem é a conquista de títulos.
Foi a forma perfeita de terminar o ano? Nas últimas duas semanas do ano tivemos a Supertaça, com a Ovarense, e para a Liga Illiabum, V. Guimarães e FC Porto. Era um grande teste á nossa actual capacidade, passamos, a forma perfeita não era o objectivo, o compromisso era com a vitória e por isso estamos satisfeitos da maneira como terminamos o ano, ou seja, a ganhar. Voltam a repetir o registo que tinham na paragem natalícia da época passada. Foi mais difícil de manter a invencibilidade esta época? Também terminamos o ano passado a derrotar a Ovarense e o FC Porto e com o mesmo grau de dificuldade. No desporto não há equipas invencíveis nem a invencibilidade pode ser um objectivo real, o nosso foco terá que estar centralizado na conquista de títulos. Conquistámos o primeiro da época e estamos muito satisfeitos por isso. A equipa cresceu muito desde o inicio da época, principalmente na postura e na comunicação dentro de campo. Foi algo em que também teve de intervir para melhorar o rendimento do grupo? Tudo leva o seu tempo e é verdade que a pré-temporada foi difícil pelos motivos que todos sabem, lesões e mais lesões. A boa química de uma equipa leva o seu tempo e ainda temos muito a melhorar neste aspecto. Mas esse é trabalho de todos, jogadores, treinadores e staff. Na troca de Doliboa por Dewitz e Frisby, se é verdade que, muito provavelmente, ficou a perder alguma coisa na posição 4, ganhou uma referência interior que apenas teve a espaços na época passada. Concorda com esta leitura? Não foi uma troca de um por dois, vieram para o lugar do Seth e do Raheim Brown, que infelizmente com a sua lesão deixou a nossa referência do jogo interior, no ano passado, exclusivamente para o Elvis. Os poucos minutos do Elvis em Espanha e o seu grande empenho no trabalho diário felizmente permitiu que acabasse a época em grande forma o que, com a grande ajuda do Eky, acabou por fazer esquecer essa lacuna. Mas é verdade que esta época o Will vem acrescentar algo mais ao nosso jogo interior. Concordará que se torna um pouco estranho, para quem está de fora, que nenhum dos 3 bases consiga definitivamente segurar o lugar. Algum comentário que queira fazer sobre essa situação? Estranho, definitivamente? Joga quem está melhor e o que eu acho que naquela situação é o melhor para a equipa contra aquele determinado adversário, à semelhança do que aconteceu o ano passado. O Diogo, o Minhava e o Barroca são os bases campeões nacionais e esperamos sempre deles as mesmas boas performances em prol da equipa. Felizmente e graças à qualidade e quantidade de jogadores para a posição (também o Ben a faz) permite-me fazer uma gestão de grande exigência importante para a intensidade e ritmo de jogo pretendida. Acha possível repetir o feito da época passada, ou seja, terminar a fase regular sem derrotas? Tudo é possível, ganharmos todos ou perdermos o próximo. O importante é continuarmos a lutar pelas vitórias como até aqui, mesmo. Quando não jogamos bem, acreditamos até ao fim e que se lutarmos juntos dificilmente seremos batidos. Gosto de jogadores que antes de serem duros e rápidos fisicamente, sejam duros e rápidos mentalmente. Têm utilizado com alguma frequência a zona como opção defensiva. É algo em que acredita como estratégia defensiva para ter sucesso nos jogos? Fomos campeões só a defendermos, e muito bem, hxh. Superamos sempre os maus dias ofensivos com a nossa defesa. Solidificámos a nossa defesa principal, a individual. Nesta segunda época juntos, estamos preparados para tentarmos outras opções defensivas que nos permitam alternâncias defensivas também como estratégia. Porque defender bem uma Zona exige tempo de preparação e muito trabalho. Se é verdade que o desejo de vencer o Benfica é cada vez maior nos adversários, nota-se que cada vez isso será cada vez mais difícil de vir a acontecer. O espírito de vitória tem vindo a aumentar dentro do grupo de trabalho? Temos tido o mérito de não nos deslumbrarmos com as vitórias, felizmente conto com jogadores com carácter e fortes mentalmente, que continuam a trabalhar diariamente com a mesma atitude e humildade qualquer que seja o próximo adversário.
Óbidos recebe Prof. Hermínio Barreto, Prof. Jorge Adelino e SanN Payo Araújo
Desta vez à volta das questões do ensino e treino nos escalões de iniciação e aprendizagem. O prof. Hermínio, o Prof. Jorge Adelino e o Director Técnico Nacional do minibasquete irão abordar questões associadas à intervenção do Treinador no ensino do Basquetebol. Será no dia 7 de Fevereiro a partir das 9 horas.
Caro Treinador, se pretende aumentar os seus conhecimentos e adquirir um conjunto de ferramentas determinantes para que jogo praticado pelos nossos jovens seja de melhor qualidade, então esta acção é para si. Contamos com a sua presençaAs inscrições poderão ser formalizadas através de um e-mail dirigido à Associação de Basquetebol de Leiria ou ao seu DTR, indicando Nome, nível de Formação, contactos, nº contribuinte e Clube/Associação onde exerce a sua actividade.Contactos:secretaria@ableiria.ptJoão Ribeiro (DTR): dtr.ableiria@gmail.comTelefone Associação de Basquetebol de Leiria: 244 824184 / 962148602Director Técnico: 962148601
«Queremos liderar a classificação»
O treinador faz um balanço da participação europeia das insulares e não esconde que pretende aproveitar (e aplicar) essa experiência no campeonato. Mostra que o clube tem aspirações à conquista de títulos e quer que a equipa termine a fase regular no topo da tabela. O mês de Janeiro, afiança, será fundamental Agora que a competição europeia terminou, que balanço faz da participação do CAB na Eurocup deste ano? A exemplo do ano anterior, ficámos a um pequeno passo de passar à fase seguinte. A análise da nossa participação remete-nos obviamente para os objectivos que criámos para esta prova. Sendo assim, objectivamente alcançámos um dos dois propósitos que pretendíamos: garantir um nível competitivo mais elevado, valorizando assim a projecção do clube e das suas jogadoras para as competições internas. Por outro lado, não assegurámos a participação na fase seguinte da Eurocup. Gostaria de reforçar novamente a ambição competitiva que a nossa equipa demonstrou ao longo desta participação. Acreditámos sempre que era possível avançar desportivamente e, uma vez mais, o basquete feminino representou e dignificou a Federação Portuguesa na Europa. A forma que encontrámos para tentar equilibrar as diferenças acentuadas entre a nossa equipa e as restantes, foi através do reforço do trabalho desenvolvido muito por influência do empenhamento das atletas na preparação de cada jogo. Agora que pode dedicar-se exclusivamente às provas nacionais, julga que poderá tirar dividendos do esforço europeu? Ao longo dos 18 anos que o CAB tem participado nas competições Europeias, esse tem sido um dos grandes benefícios alcançados. O CAB tem sabido servir-se da experiência adquirida nesta prova, fruto de um confronto competitivo mais exigente e que nos obriga a um conjunto variado de decisões, para elevar a sua participação nas competições nacionais. Embora a nossa equipa esteja a passar por um momento de renovação formativa, desejamos que essa prática europeia possa ter reflexos na conquista das nossas ambições internas. Nesta altura a equipa é terceira, com duas derrotas. Trata-se de uma prestação que o satisfaz? Se tivermos em consideração que essas derrotas foram na casa dos dois primeiros classificados (Vagos e Olivais), então poderemos encarar como normal este facto. No entanto, desejamos terminar a fase regular liderando a classificação. Essa foi sempre a nossa pretensão. Perdeu algumas jogadoras influentes da época passada, que se traduziu no encurtar do plantel. Mesmo assim, pensa que a equipa está preparada para enfrentar dois jogos seguidos – 1º e 2º classificados da Liga – com este grau de dificuldade? Naturalmente que a equipa do CAB apresenta um nível de maturidade inferior comparativamente a outros anos devido à renovação que tem sido feita. Gostaria apenas de salientar como facto negativo o afastamento da Gilda Correia devido a lesão. Além de representar uma quebra em termos técnicos, a sua liderança sobre o enquadramento das jovens atletas era determinante. Mais importante neste momento é expressar a maior confiança nas capacidades que as actuais atletas têm demonstrado o que nos garante boas perspectivas para vencermos os dois jogos deste fim-de-semana. Objectivamente temos condições para concretizar essa pretensão. O facto de estar a uma vitória de distância destas duas equipas significa que no caso de terem um fim-de-semana 100 por cento vitorioso poderão ser líderes no domingo. É esse o vosso objectivo? Todos os elementos que enquadram a equipa estão identificados com os caminhos que devemos percorrer para atingir os nossos objectivos. Determinámos como prioritário garantir a liderança na classificação no final da fase regular e o mês de Janeiro será fundamental para concretizarmos esse desejo. Além desta difícil jornada dupla, vamos defrontar o Barcelos na sua casa, para depois jogarmos novamente uma jornada dupla complicada: ESSA e Boa Viagem. Se diante o Vagos, a poste Clarissa foi o principal problema, embora tenha contado com a ajuda da Joana Lopes, já no encontro do Olivais, a luta dos ressaltos foi determinante, bem como o diferente comportamento dos dois conjuntos no lançamento, principalmente da linha de 3 pontos, onde estiveram desastrados. Continua a pensar que estes serão, muito provavelmente, os principais problemas que terá de contornar para vencer sábado e domingo? Estou convencido que devemos preparar algumas soluções defensivas que nos garantam atenuar a influência ofensiva que algumas jogadoras de ambas as equipas têm. Paralelamente, devemos traduzir as acções defensivas num comportamento ofensivo eficaz. Falta de agressividade e incorrecta selecção de lançamento foram na realidade alguns dos elementos que nos condicionaram nos jogos frente ao Vagos e Olivais.Lista completa dos jogos da Liga Feminina para este fim-de-semana:Sábado, dia 9 de Janeiro16 horas – CAB Madeira x Olivais Coimbra16.30 horas – União da Madeira x AD Vagos18.30 horas – Quinta dos Lombos x Barcelos-MendanhaSousa18.30 horas- GDESSA x Boa Viagem-Angra-AçoresDomingo, dia 10 de Janeiro16 horas – Algés x Barcelos-MendanhaSousa16.30 horas – União da Madeira x Olivais Coimbra18 horas – CAB Madeira x AD Vagos
Seleccionador Moncho López: “Objectivo Europeu de 2011”
O técnico, que se congratula com o regresso de muitos dos jogadores que na época transacta actuavam em campeonatos estrangeiros – pois pode agora acompanhá-los mais de perto –, afiança, por outro lado, que o grupo vai fazer de tudo para recolocar Portugal na fase final de um Campeonato da Europa, à semelhança do que sucedeu em 2007.
Está feliz pelo reconhecimento por parte da FPB no trabalho à frente da Selecção, que culminou com um novo convite para comandar a principal equipa nacional? Quando recebi a primeira chamada do Mário Saldanha, em 2008, não duvidei das suas palavras de confiança num projecto a longo prazo. O nosso acordo ficou selado com um simples aperto de mão e durante dois anos temos partilhado muitas experiências, que nos convenceram do interesse em trabalhar juntos. Por isso, este Verão, quando presidente mostrou desejo na minha continuidade, não demorei nem um segundo a decidir que sim. Estou muito orgulhoso por poder trabalhar com este presidente e para esta Federação. Depois da desilusão do não apuramento para o Europeu, que balanço fez da participação da equipa portuguesa na fase de apuramento? A ausência do Europeu não esconde a sensação de que fizemos um trabalho com muita qualidade, superando muitas adversidades e fazendo que a equipa competisse ao nível que é exigido no primeiro escalão europeu. Em 2008 garantimos a presença na Divisão A, por um período de mais 3 anos, e em 2009 a equipa aumentou a sua qualidade competitiva, ficando muito próxima de alcançar vitórias em pavilhões tão complicadas como a Bósnia e a Bélgica. Juntamente com a procura de resultados, existia o objectivo de incorporar novos atletas no grupo, avançando para uma progressiva renovação do conjunto. Também, devido às ausências por retirada ou lesão, era necessário afiançar um novo “status” de jogadores que anteriormente tinham um papel secundário na Selecção. É evidente que estes objectivos foram alcançados com enorme satisfação. Da análise do comportamento da equipa durante os jogos disputados, identificou algo que tem de ser melhorado ou alterado? Entre 2008 e 2009 a equipa cresceu na sua capacidade para manter o nível competitivo, este foi o grande passo em frente, tanto do ponto de vista psicológico, como nas estratégias futuras. Também é verdade que todos os aspectos técnicos e tácticos podem ser melhorados, mas é algo que Portugal tem de fazer em todas as Selecções. Uma equipa é um organismo vivo, em constante evolução. O regresso dos principais jogadores nacionais ao campeonato português é, em seu entender, um factor positivo para a Selecção? É bom para a modalidade, diria mesmo muito bom. Mas devem ser os próprios jogadores a responder a essa questão, para nos dizerem se sentem mais preparados e com mais motivação para representar o seu País. Eu pessoalmente estou muito contente de poder observá-los em confrontos directos entre eles, constatando em alguns casos, não todos, que jogam mais minutos do que quando estavam numa competição no estrangeiro. Acumula o cargo com o de treinador de um clube, o que lhe permite ter um conhecimento muito mais aprofundado do nível da competição em Portugal. Acha que o ritmo e a intensidade com que se joga no campeonato português ainda fica muito aquém da realidade internacional, reflectindo-se isso depois na Selecção? Os nossos melhores jogadores jogam aqui, em Portugal, como em qualquer outro país. Destacam-se pela sua intensidade no jogo, pelo seu esforço e pelo seu compromisso. Posso dar um exemplo, Miguel Miranda jogaria tão forte na Liga ACB, ou na NBA como o faz aqui, isto porque, a sua adaptação ao nível de exigência das melhores selecções europeias é óptimo. Creio que esta resposta requereria uma extensão muito maior que uma entrevista. Da mesma forma que acredito que só quem vive por dentro a preparação de um Campeonato da Europa poderia concordar com aquilo que eu dissesse… Tem observado o aparecimento de novos valores que poderão vir a ser úteis à Selecção? Sim, nestes dois anos vi muitos jogadores com potencialidade para integrara a curto, médio e longo prazo a Selecção sénior. A verdade é que isso agora vai depender de muitos factores, pessoais e aleatórios, como a sua capacidade de trabalho, interesse em uma perspectiva “profissional” do basquetebol, ou que tenham a oportunidade de trabalhar nas melhores condições, partindo do princípio que terão oportunidades de jogar muitos minutos de forma a garantirem a sua progressão. Não vou nomear nomes para não criar pressões nem falsas expectativas, mas estou em condições de afirmar que no próximo Verão veremos alguma cara nova na equipa sénior. Aproveito a oportunidade para dizer que gostaria de ver o regresso de algum jogador que nas últimas épocas não tem vestido a camisola de Portugal diferentes circunstâncias. Acha possível que Portugal, num futuro próximo, possa a vir a estar presente num grande evento de basquetebol? O núcleo duro da actual Selecção, que já conseguiu estar presente no Euro 2007, mantém o seu compromisso de fazer tudo o que for possível para alcançar o apuramento para o Europeu de 2011. Neste momento, sendo realistas, esta é a melhor oportunidade, mas estamos conscientes da grande dificuldade que isso supõe, sobretudo pelo crescimento competitivo de equipas que no passado recente não optavam por um lugar entre os melhores, passando agora a ser quase indiscutíveis, casos da Grã-Bretanha, Polónia, Letónia…E não apenas estas, por exemplo, a aparição de Montenegro no panorama europeu supõe um mais rival, de muita qualidade, para nós.
Mário Leite: «Resultados são fruto do trabalho»
O técnico adianta, ainda, que Shawn Jackson vai ficar até ao final da época e conta o que espera do jovem base José Barbosa.
Para muitos, o facto de a Ovarense, face a todas as adversidades que tem tido no decorrer desta época, ser líder invicta da Liga Portuguesa de Basquetebol é uma grande surpresa, mas o técnico Mário Leite pensa de maneira completamente diferente. “Os resultados são fruto de muito trabalho, e com todas as adversidades a equipa percebeu que para as ultrapassar tínhamos que estar mais juntos”, refere. Neste momento a formação de Ovar lidera o ranking MVP, isto mesmo depois dos cortes orçamentais a que foi sujeita no arranque desta época. À imagem do que fazia enquanto atleta, Mário coloca sempre os interesses da equipa em primeiro lugar. “’O todo é maior que a soma das partes’, dizia Max Wertheimer, e concordo cem por cento com esta frase. Se repararem, ao nível colectivo só lideramos nas assistências, o que prova a forma colectiva como jogamos.” Para a posição de primeiro base, para além do “intocável” Manarte (termo com o qual discorda), o técnico vareiro apostou num jovem para a sua retaguarda. A equipa, de facto, é líder nas assistências e a mescla de juventude e veterania tem produzido bons resultados. “Não concordo muito com o termo ‘intocável’, na equipa da Ovarense não há intocáveis. Nuno Manarte é realmente um jogador de referência do basquetebol nacional e o Barbosa é um jovem com imenso potencial, que tem muito para evoluir e que recrutámos no ano passado para que no futuro seja o base principal da Ovarense.” O regresso de Waller à competição está previsto para breve, nada que impeça Shawn Jackson de dar o contributo á equipa, já que o seu desejo de permanecer até final da temporada acabará por se tornar realidade. “O Shawn vai ficar na Ovarense até ao final da época”, garante o técnico. Quem tem surpreendido muito pela positiva é o poste norte-americano Chris Lee que, depois de um bom campeonato da Proliga, tem-se afirmado no escalão superior da modalidade. Não evidencia problemas de maior de jogar a este nível, tornando-se num dos maiores contributos para o sucesso da Ovarense. “O Chris tem vindo a melhorar de jogo para jogo, teve que fazer a adaptação a um nível de basquete diferente em relação ao ano transacto, com outras exigências.” É caso para dizer que, se com estes conseguiram chegar até aqui, com a equipa completa a Ovarense pode sonhar com o título. Embora na prática a experiência nos diga que ter mais opções não tem o mesmo significado da operação somar da matemática. “Penso que há outras equipas com mais responsabilidades de que nós. Desde a primeira hora definimos como objectivos estar nas decisões das diferentes competições e se possível ganhá-las. É com esta postura que trabalhamos dia a dia”, remata Mário Leite.
Moncho Lopez treina Selecção ABP
Esta sessão é de livre e gratuíto acesso e terá no seu final um período de interacção entre o prelector e os treinadores que estiverem presentes.NÃO FALTE!Acção de Formação Continua – aberta a todos os treinadoresDomingo – 03.01.2010Sessão Prática09.30/11.30 – Pav. AC AlfenenseTemas:“O treino da técnica e da táctica individual nos SUB 14”Prelector:Moncho Lopez – Seleccionador Nacional
Técnico José Ricardo: «Estamos muito orgulhosos»
O treinador José Ricardo está muito satisfeito com o trabalho desenvolvido pela equipa até ao momento e admite que a este sucesso não está alheio o facto de a base do grupo ser a mesma da época passada. Nesta entrevista o treinador dos minhotos analisa, ainda, os reforços contratados ao Vitória de Guimarães e aborda a hipótese de o clube subir à Liga.
Neste momento a sua equipa é líder da Proliga. Trata-se de uma posição que estava nas suas perspectivas no início da temporada? Após a constituição da equipa tínhamos a expectativa de lutar pelos primeiros lugares desta competição. Consegui-lo era nossa ambição, realizá-lo um objectivo e nesta altura estamos muito orgulhosos do trabalho efectuado. Contudo, sabemos que falta muito campeonato e que nem a primeira volta está concluída. Demos apenas um pequeno passo e que muitos mais nos faltam para consolidar o nosso jogo e, consequentemente, a nossa classificação. A permanência da base do grupo da época anterior está revelar-se um factor decisivo para o rendimento da equipa esta época? A manutenção de um número importante de atletas da época passada e a recuperação de dois jogadores fundamentais no percurso realizado na CNB1 deu-nos o conforto necessário para um início de competição que sabíamos muito difícil. A coesão para a tarefa de todos os elementos da equipa, de certa forma resultante da manutenção desse grupo de atletas, deu-nos a confiança que necessitávamos para a obtenção de melhores resultados. A aposta em atletas já conhecidos foi uma prioridade na sua escolha de reforços? Quando definimos a linha orientadora para a contratação de atletas procurámos aqueles que melhor servem os nossos interesses mas nem sempre as condições financeiras oferecidas vão de encontro ao que pretendemos. Tivemos a felicidade de completar o plantel existente com as nossas primeiras escolhas recuperando o Ivo Gonçalves e o Sérgio Duarte e contratando o John Winchester, o Pedro Silva e o Ricardo Correia Com os dois primeiros já tínhamos trabalhado durante três épocas e sabíamos da sua importância dentro e fora do campo. No que toca aos três restantes, tínhamos referências muito positivas sobre a qualidade dos seus desempenhos competitivos e informações que nos agradaram sobre a sua atitude relativamente à forma como encaram o treino. A aposta em atletas já conhecidos foi ganha mas sabemos que o sucesso da mesma também esteve relacionado com circunstâncias que não dominamos. Este ano tivemos a felicidade de tudo se ter resolvido a nosso favor mas não nos colocamos em bicos de pés porque sabemos que nem sempre assim corre. O facto de três jogadores ex-Vitória de Guimarães fazerem parte do seu plantel é uma mera coincidência? Não passa de uma coincidência. O Pedro Silva é um atleta com um percurso desportivo notável, que sempre nos interessou e que foi por nós contactado assim que soubemos que era um jogador livre. Como acima disse, as informações que possuíamos eram as melhores e sabíamos que o seu perfil se encaixava nas nossas intenções. O Ricardo Correia, por sua vez, é um atleta formado pelo Basquete de Barcelos e que foi transferido para o Vitória já com idade sénior. Há quatro épocas foi convidado a regressar ao nosso clube e tal intenção concretizou-se este ano porque ele concluiu a sua formação universitária e regressou à sua cidade. O John Winchester foi-nos sugerido por alguns atletas da equipa quando souberam da nossa intenção em contratar um jogador estrangeiro para as posições 2/3. Quando soubemos que estava disponível para aceitar a nossa proposta não hesitámos pois tínhamos informações muito seguras sobre ele. A posição que actualmente ocupa é possível de se manter até final da época regular? Já estão decorridas nove jornadas e penso que temos mérito na posição que ocupamos, sabendo que para a primeira volta estavam para nós calendarizados sete jogos em casa e apenas quatro fora. Faltam ainda disputar dois jogos da primeira volta e uma segunda volta muito adversa. Sem querer entrar em lugares comuns, pensamos que há ainda muitos jogos para realizar e que muita coisa irá acontecer até ao final da Fase Regular. Sabemos também que estamos em primeiro lugar e que tudo faremos para o manter. Entendemos que há muitas equipas candidatas ao lugar que ocupamos e que o campeonato está muito mais equilibrado do que em épocas anteriores. Serão muitas as dificuldades à necessária regularidade dos que pretendem comandar a classificação. Caso garantam o direito à subida, julga que o clube tem condições para participar no escalão maior da modalidade? Seria presunçoso da nossa parte falar dessa possibilidade em resultado do que já fizemos em apenas nove jornadas com tantos candidatos e muito campeonato por disputar. Admitindo que tal cenário se concretize em resultado do que poderemos fazer daqui para a frente, entendemos que seria um desafio aliciante para o clube e para a cidade. Não nos parece difícil, e muito menos impossível, tal participação para um clube da nossa dimensão. O clube nos últimos anos tem aumentando significativamente a quantidade e qualidade do seu trabalho. Neste momento temos catorze equipas em competição, quinze treinadores e mais de duzentos atletas inscritos. Os nossos escalões de formação têm uma participação cada vez mais frequente nas competições nacionais e as nossas equipas seniores masculina e feminina competem na Proliga e Liga Feminina, respectivamente. Aquilo que sempre preocupa é a dimensão financeira. Nessa área atrevemo-nos a dizer que a cidade e o clube têm as estruturas necessárias para fazer acontecer esse desafio. Mas para ele se colocar é preciso a obtenção do direito desportivo e estamos ainda muito longe de o ter conseguido. Neste arranque de temporada o que destacaria com sinal mais e menos na Proliga? Como sinal mais destacaria o maior equilíbrio existente e o nivelamento por cima da competição. Na minha opinião todas as equipas estão tão ou mais fortes do que na época passada e os plantéis estão na generalidade mais apetrechados. Para além disso, surgiram novos projectos na competição que lhe deram ainda mais qualidade porque me parecem muito consistentes e que mobilizam uma massa adepta significativa. O sinal menos prende-se com a menor visibilidade que a competição passou a ter com o desaparecimento das jornadas cruzadas. Penso no entanto que tem vindo a melhorar nos últimos tempos com a conquista de algum espaço nos jornais desportivos nacionais em “dias menores” da semana. A exploração desse espaço em “dias menores” poderia ser melhorada se o comentário à jornada fosse uma rotina ilustrada com alguns dados estatísticos que fazem parte da base de dados da FPB. Daqui até à criação de uma antevisão da jornada seguinte poderia ser um pequeno passo…
Nuno Ferreira: «Trabalhamos para conseguir vitórias»
No que diz respeito ao campeonato, o treinador mostra-se satisfeito por o grupo chegar ao final do ano no topo da tabela classificativa e espera que assim continue até ao final da temporada.
Até ao momento tem sido uma época de grande sucesso. Acaba o ano totalmente satisfeito com o comportamento da equipa? Até ao momento estamos satisfeitos com o comportamento da equipa, agora achamos que na Europa poderíamos ter feito mais e melhor em alguns jogos. Conseguimos começar a época muito bem, com alguma quebra agora nestas últimas semanas, o que é perfeitamente normal para o momento em que estamos. Se a nível interno o êxito é de quase de 100%, a eliminação das provas europeias, muito embora com melhores resultados que na anterior época, provoca insatisfação no grupo de trabalho? Queríamos ter conseguido melhores resultados. Não temos o discurso de que vamos jogar para competir, somente para ganhar experiência. Quando participamos queremos ter qualidade, queremos ser competitivos e ganhar. Esse tem de ser o objectivo para quem participa nesta competições, o discurso do coitadinho não pode nem deve existir. Perder por poucos não nos pode deixar satisfeitos. Quero aproveitar esta oportunidade para dar de forma pública uma palavra de incentivo e de coragem ao Olivais e ao CAB por, tal como o Vagos, terem a ambição, a coragem e a confiança de participar nestas competições. Ninguém duvida que temos menos meios, mas acho que temos qualidade e competência para defrontarmos equipas e realidades diferentes, sempre com o objectivo de vitória em mente. Grande trabalho realizado pelos os meus colegas José Araújo e Juca. Acho também, sem nenhum tom de crítica, mas apenas como alerta, que já é tempo de quem gere e lidera o basquete em Portugal ter a noção desta realidade. Se a época anterior foi marcada pelo “quase conseguimos”, este ano já ganharam vários troféus. Acredita que ainda vão conquistar mais títulos? Trabalhamos para ter condições para conseguir vitórias e acredito que se conseguirmos manter uma mentalidade de trabalho diário forte, de ambição e jogarmos com muita dedicação, alegria e intensidade, podemos continuar a estar nos momentos de decisão e a discutir competições. Mas acho que o mais importante é semana a semana, jogo após jogo, trabalharmos bem para existirem mais condições para atingir esses objectivos. Alterou alguma coisa na forma de jogar, ou nos métodos de trabalho, que justifiquem as vitórias desta temporada? Acredito naquilo que faço e naquilo que trabalho com o meu adjunto Janeiro. A filosofia mantém-se a metodologia vai sendo aperfeiçoada pela experiência e conhecimentos que vamos adquirindo todos os dias. Agora não existem grandes mudanças ou alterações nos métodos. Algumas jogadoras são diferentes, logo as características também se alteram, mas os princípios estão lá, tentando rentabilizar o potencial de cada uma. Na competição deste ano, o que destacaria com sinal mais e com sinal menos? Com sinal mais o maior equilíbrio que existe entre mais equipas, acho que existem mais clubes com hipóteses e ganhar competições este ano. Com sinal menos a desistência de uma já com o campeonato a decorrer. Um desejo para o basquetebol feminino em 2010. Que definitivamente o nosso presidente Mário Saldanha (pessoa que muito respeito e admiro) consiga dar ao feminino um tratamento mais de acordo com a qualidade do trabalho que se desenvolve em grande parte das equipas da Liga Feminina.
José Leite: «Uma vitória histórica»
Trata-se de um triunfo importante, que o treinador da equipa espera que aconteça mais vezes. Saiba nesta entrevista a José Leite quais as expectativas do grupo para a presente temporada.
À sétima jornada surgiu a primeira vitória da época. Aconteceu mais tarde do que previa ou, simplesmente, no momento em que tinha de acontecer? Para nós esta é uma vitória histórica, pois é a primeira do clube ao mais alto nível do basquetebol nacional. Como é lógico gostávamos que pudesse ter sucedido mais cedo mas estamos muito contentes e continuamos à procura de mais êxitos. Para este primeiro ano de Liga o comportamento da equipa está a corresponder às suas expectativas? A equipa trabalha de forma séria e as dificuldades encontradas eram expectáveis. No entanto, queremos melhorar a forma como estamos a reagir a essas dificuldades e aprender a desfrutar daquilo que beneficiamos. Para o clube é um orgulho enorme ter chegado em dois anos à Liga Feminina e poder estar entre as melhores. A juventude e a inexperiência do grupo de trabalho para jogar a este nível tem sido, na sua opinião, o principal problema que a equipa tem revelado esta temporada? A juventude não é problema, a inexperiência na competição e no que vínhamos encontrar poderá ser, mas tem de ser ultrapassada, pois neste momento já todos temos consciência real do nível em que estamos inseridos. O projecto Quinta dos Lombos tem crescido paulatinamente ao longo destes últimos anos. Quais são os objectivos a curto e médio prazo? O clube tem força, tem potencial , tem massa humana e penso que terá condições para se consolidar na Liga e para seguir melhorando o trabalho na formação. Estamos a tentar equipar-nos melhor (por exemplo, mais tabelas de mini) e a trabalhar para arranjar parcerias que permitam assegurar a sustentabilidade e o crescimento do clube.Jogos do Campeonato da Liga Feminina para este fim-de-semana:Sábado, dia 19 de Dezembro20 horas – Boa Viagem x Barcelos Mendanha Sousa20.30 horas – Algés x Olivais de CoimbraDomingo, dia 20 de Dezembro16.30 horas – União x CAB17.30 horas – Quinta dos Lombos x AD Vagos
Francisco Gradeço: «Tendência será para subir»
Com a inclusão do segundo norte-americano, Arturo Dubois, o técnico Francisco Gradeço considera que os argumentos da equipa são agora diferentes e estão reunidas as condições para lutar pelo primeiro grande objectivo da temporada, que passa por marcar presença na Taça da Proliga.
A vitória do passado fim-de-semana frente aos açorianos, até então invictos na competição, mais do que causar surpresa ao técnico Francisco Gradeço foi sobretudo moralizante para os grandes desafios do próximo fim-de-semana. “Agora é diferente, uma vez que já contamos com o nosso segundo estrangeiro. Naturalmente temos mais argumentos e estamos mais equilibrados como equipa. Julgo que o grupo de trabalho reúne as condições para ser um conjunto mais forte e a tendência será para subir na tabela classificativa. Esta vitória serve para recuperar umas derrotas já sofridas esta época, em nossa casa, frente ao Barcelos e ao Angra. “O Sangalhos nesta altura é 5º classificado, embora empatado com mais 3 equipas, posição que lhe permite aspirar a estar presente no primeiro ponto alto da competição. “O triunfo da jornada anterior alimenta-nos a esperança de estarmos presentes na Taça da Proliga. Mas para que isso aconteça temos de terminar a 1ª volta do campeonato num dos primeiros 4 lugares da tabela. Sabemos que ainda temos de recuperar caminho e todos os jogos vão ser importantes.” A jornada dupla do próximo fim-de-semana vai ser decisiva no posicionamento final das equipas que irão ter direito a disputar a Taça da Proliga. “Este fim-de-semana vai ser determinante para o objectivo que perseguimos. Não havendo cesto-average como forma de desempate, o resultado entre adversários directos será decisivo. Estando eu convicto que Lusitânia, Barcelos e Penafiel já dificilmente sairão dos 4 primeiros lugares, os jogos desta jornada dupla, frente ao Seixal (em igualdade pontual) e Póvoa (1 vitória a menos) vão ajudar a esclarecer as coisas.”
Olivais joga última cartada
À entrada da última jornada da Eurocup Feminina o Olivais de Coimbra ainda tem aspirações de passar à fase seguinte. As conimbricenses recebem esta quarta-feira, às 20.30 horas, as belgas do Dexia Namur – tendo sido derrotadas no encontro da 1ª volta por 10 pontos de diferença (62-72) – a quem não basta vencer para garantir passagem. A equipa espanhola do Gran Canaria tem de ganhar o seu encontro, enquanto que as conimbricenses terão de triunfar por uma diferença superior a 18 pontos.O técnico José Araújo pretende, fundamentalmente, voltar a ser competitivo, tentar ganhar o jogo, estando sempre atento, como é óbvio, à marcha do marcador, caso se justifique. Embora sem o brilhantismo da época anterior, a verdade é que o conjunto de Coimbra continua a bater-se com galhardia nas provas europeias. “Tirando o caso da equipa espanhola, que era claramente superior, e em que mesmo assim acabámos por fazer dois jogos interessantes, competimos taco a taco com todas as outras equipas do nosso grupo. É claro que depois tornam-se visíveis as diferenças entre equipas profissionais e uma não profissional.”Na 1ª volta o jogo foi discutido, falta saber agora se a equipa terá capacidade para vencer o seu adversário por uma vantagem tão alargada. “Competimos o jogo todo, mas falhámos na parte final em pormenores que fizeram a diferença, numa partida perfeitamente equilibrada. Para este jogo o meu primeiro objectivo é que a equipa volte a ser competitiva, se estivermos em circunstâncias para ganhar vamos fazê-lo.”Esta situação em que o Olivais se encontra traz à memória do técnico José Araújo algo semelhante vivido durante a competição da época passada. “Faz-me lembrar o jogo do ano passado frente à equipa italiana. Tal como então, temos que nos preocupar primeiramente em vencer o jogo e esperar para ver o que ele nos proporciona durante os40 minutos. Se as coisas nos começarem a correr muito bem, cá estaremos para gerir a diferença pontual que nos dê eventualmente a passagem.”Sobre o adversário de quarta, os mesmos problemas de sempre, “a estatura e o peso são os principais argumentos” que a equipa portuguesa terá de contrariar para ter sucesso na partida. A poste norte-americana Jennifer Fleischer – 17 pontos e 12 ressaltos de média – é a estrela da companhia, onde figura também Krystina Szymanska-Lara, uma referência do basquete polaco, quase já com 40 anos de idade.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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