Artigos da Federaçãooo

Pedro Nuno: «Tinha de aproveitar»

Embora confesse que adoraria continuar a jogar, Pedro aceitou o convite que lhe foi endereçado pela direcção do Vagos para integrar a equipa técnica do clube. O ex-atleta vai ter como principal função a responsabilidade dos aspectos defensivos da equipa e espera, tal como conseguiu como jogador, ter uma longa e profícua carreira de treinador.

Repentinamente, Pedro Nuno “pendurou as botas” e passou a assumir o papel de treinador de um grupo de trabalho com quem ainda há bem poucos dias dividia o balneário. “Esta possibilidade surgiu com a saída do treinador Costa Dias. O convite partiu da direcção que, em concordância com o actual treinador, Renato Soares, achou por bem que seria a solução ideal para colmatar o lugar que ficou em aberto.” O timing para esta mudança não foi o que tinha programado, mas Pedro Nuno decidiu antecipar essa decisão. “É uma maneira de iniciar a carreira de treinador e manter-me ligado à modalidade.” Nas suas novas funções, o ex-atleta sabe perfeitamente qual será o seu papel dentro do grupo de trabalho. “Como adjunto irei ter um papel activo nos aspectos defensivos da equipa. Espero que venha a ter o mesmo sucesso que alcancei enquanto como jogador e mantenha por longos anos nesta função.” Uma oportunidade como esta não surge muitas vezes na vida de um atleta e Pedro, em consciência, privilegiou o futuro em detrimento de mais algum tempo a jogar basquetebol. “Tenho consciência que não é fácil surgir uma oportunidade como esta. Um convite para treinar uma equipa, ainda por cima da Liga, fez com que não pudesse deixar de aceitar.” Foram vários os clubes e treinadores para quem jogou ao longo da sua extensa carreira, no entanto, como acontece na maioria dos casos, existem sempre períodos das nossas vidas que nos marcam mais pela positiva e servem de referência para futuro. “Tive a felicidade de poder trabalhar com alguns dos melhores treinadores que trabalharam em Portugal, mas destacaria Pepe Claros e o Prof. Jorge Araújo como sendo aqueles com quem mais me identifiquei, com enorme competência e com quem adorei trabalhar.” No próximo fim-de-semana, na deslocação a S. Paio de Gramaços Pedro Nuno, ainda sem muito tempo para implementar as suas ideias, espera que a equipa já possa começar a dar sinais de que alguma coisa vai mudar, principalmente na defesa. “Defender, fundamentalmente é isso que eu vou procurar com que a equipa seja capaz de fazer durante todo o jogo. Melhorar a qualidade defensiva do grupo é o meu primeiro objectivo, incutindo na equipa outro espírito defensivo, uma nova mentalidade para alcançar o grande objectivo do Vagos para esta temporada, que passa por estar presente no playoff.”


«Não vai influenciar o grupo»

Em jogo a contar para a 5ª jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol, o FC Porto Ferpinta vai até Vagos, no próximo domingo, às 16.05 horas, defrontar a equipa agora orientada pelo técnico Renato Soares. Um treinador que, apesar de ser oficialmente a sua estreia nessa função, não é propriamente novidade para equipa. Renato já vai poder contar com o novo reforço Raheem Moss, estando ainda João Reveles em dúvida para o encontro, frente a um adversário “forte, bem orientado e que tem na sua qualidade de rotação” uma grande mais-valia.O antigo treinador Costa Dias anunciou esta semana que iria em definitivo abandonar o comando técnico da equipa, por motivos profissionais. “Os jogadores sabiam perfeitamente, pois já tinha lhes sido comunicado há uma semana, a eventualidade deste cenário, que agora veio a confirmar-se.” Mas as rotinas e os hábitos da equipa em nada se alteraram desde então. “Penso que em nada vai influenciar o grupo, já que fui eu, praticamente sozinho, quem orientou os treinos e os jogos este último mês. Estou convencido que a postura e atitude da equipa será a mesma demonstrada até aqui.” A equipa esta temporada tem tido problemas graves com lesões em atletas fundamentais, afectando fundamentalmente o seu jogo exterior – na última época era um dos pontos fortes do conjunto. “O Pedro Nuno vai continuar de fora para este jogo, não havendo ainda certezas quanto à recuperação do João Reveles. Está ainda no período de recuperação da rotura do gémeo e a sua utilização vai depender da forma como reagir aos três dias de treino que ainda faltam para o dia do jogo.” Talvez por isso, Renato tenha optado por preencher a vaga que tinha em aberto de estrangeiros com um jogador já nosso conhecido, o norte-americano Raheem Moss, com características de jogador do perímetro. “Face aos problemas e limitações que tínhamos no nosso jogo exterior, a contratação do Moss justifica-se para colmatar essa lacuna no jogo da equipa. Chega esta quinta-feira, vai treinar com a equipa até ao dia do jogo e penso poder utilizá-lo já este fim-de-semana.” Com tantos problemas e alterações na equipa, o adversário de domingo não é o mais indicado para fazer experiências e testar novas soluções. “O FC Porto é uma equipa forte, com rotação de jogadores e que defensivamente tem estado bem. A vantagem de ter um banco em que qualquer jogador que entre vá compensar com a mesma qualidade o jogador que sai faz do FC Porto um adversário muito difícil. Para além do mais é sabido que está muito bem orientado.” Mas Renato não é propriamente um novato nestas andanças e sabe perfeitamente o que a sua equipa terá de fazer para conseguir ter sucesso frente aos azuis e brancos. “Temos de tentar defensivamente parar o 5 inicial do FC Porto, já que todo ele é forte. Embora nas últimas partidas tenhamos marcado muitos pontos, a verdade é que também sofremos bastantes. Nesta altura o que mais me preocupa é a nossa defesa. Temos que nos aplicar mais e cumprir com as nossas regras defensivas. Depois, vai depender do coração de cada um, da vontade individual de parar o seu adversário directo.”Rui Mota ao site do FC Porto “Vai ser mais uma partida muito difícil. O Vagos tem dois americanos que já demonstraram ter qualidade e contrataram mais um durante esta semana. Além disso, o regresso do João Reveles acrescenta ainda mais qualidade a esta equipa, que mesmo sem o Pedro Nuno tem um plantel forte, principalmente a jogar em casa.” Impor o ritmo, manter a defesa«Temos de nos preocupar com o nosso jogo, impor o nosso ritmo, manter a mesma atitude e a defesa dos últimos jogos. Preparado«Estive um mês parado, mas, graças ao trabalho que tem sido feito, sinto-me cada vez melhor. Estou pronto para dar o meu contributo.» Equipa de carácter «No último jogo, frente ao CAB, ficou bem patente o espírito de grupo e de sacrifício. Mostrámos um carácter muito forte. Às vezes é preciso sofrer, só assim se consegue chegar longe. Durante a época vai haver jogos difíceis e o espírito de grupo tem de estar presente.»Lista completa dos jogos da LPB para este fim-de-semana:Sábado, dia 5 de Dezembro15 horas – Física/Riberalves x Vitória SC16 horas – Benfica x Illiabum16 horas – Ginásio x Barreirense17 horas – Ovarense x Sampaense basketDomingo, dia 6 de Dezembro16.05 – Vagos Norbain Lusavouga x FC Porto Ferpinta18 horas – Académica x CAB Madeira


«Os resultados estão à vista»

Carlos Martins quer levar o Seixal ao playoff e tornar a “vida mais difícil aos dirigentes do clube”

Está surpreendido com a prestação até ao momento da sua equipa? O que mudou? Mudaram os métodos de trabalho. Cada treinador interpreta o jogo da sua forma e tenta moldar a equipa à imagem do que pretende. Neste caso, e embora a maioria dos jogadores nunca tenham trabalhado comigo, torna-se ainda mais motivante para os atletas e para a equipa técnica desenvolvermos novos métodos, com grande sacrifício e muitas horas de treino. Pensa que o sucesso que a equipa está a ter vai tornar ainda mais difícil a vida do Seixal? Este sucesso não me surpreende porque tem havido aplicação e interesse em aprender de modo a evoluirmos como equipa, principalmente em termos físicos, técnicos, tácticos e mentais. Queremos ser um colectivo cada vez mais forte e tenho vindo a notar esse empenho. Os resultados estão à vista, mas ainda há muito trabalho pela frente até chegarmos ao final. Neste momento a equipa é segunda classificada do campeonato da Proliga. Quais foram os objectivos definidos por si para esta temporada? Acho no início ninguém pensava que nesta altura a equipa estaria na posição em que está, mas isto é um alerta para as pessoas do Seixal porque estamos a conseguir atrair atenções que em tempos idos já existiram na Cidade. Com um bom desempenho de todos talvez consigamos tornar a vida ainda mais difícil aos dirigentes do Clube. O objectivo é qualificarmo-nos para o playoff e depois vamos tentar chegar onde nos deixarem, sempre com a mesma ambição e motivação e empenho. Na sua opinião a Proliga está mais forte esta época? Quem são em seu entender os principais candidatos à subida? A Proliga está mais equilibrada e parece-me que não existe aquela diferença entre as equipas que havia na época passada. Foi pena terem acabado com as jornadas cruzadas, porque era mais motivante para os atletas, importante para a visibilidade dos clubes e divulgação dos patrocinadores. As equipas que investiram mais na qualidade dos jogadores – parte deles na época passada estavam na Liga –, que têm os dois estrangeiros, têm mais argumentos que as restantes para se posicionarem no ranking para a subida. As restantes vão tentar intrometer-se na luta para conquistar o melhor lugar possível. Esta é apenas uma análise ainda muito superficial porque não conheço ainda todas as equipas. Na próxima jornada viajam até aos Açores para defrontar o Angra Basket. Que perspectivas tem para o encontro e como descreveria o adversário? Espero mais um jogo com um grau de grande dificuldade porque vamos jogar com uma equipa que já participa neste campeonato há algumas épocas e tem um conjunto de jogadores com muita experiência, além de dois estrangeiros com muita qualidade, conhecedores do basquetebol português. Por isso vamos ter de treinar e preparar bem o jogo, de modo a estarmos muito concentrados, com grande espírito de sacrifício e união para podermos disputar o jogo até ao fim. Depois, quem tiver mais argumentos vence. Eis a lista completa dos jogos da 6ª jornada do campeonato da Proliga:Sábado, dia 5 de Dezembro16 horas – Eléctrico FC x Lusitânia16.30 horas – Barcelos – CD Póvoa17 horas – CBP/Sentir Penafiel x Galitos FC17.30 horas – AngraBasket x Seixal FC21 horas – Maia Basket x AcademiaDomingo, dia 6 de Dezembro17.30 horas – Aliança Sangalhos x Terceira Basket


Acção de formação – treinadores/monitores de minibasquete

Irá decorrer no próximo dia 6 de Dezembro, pelas 10.00h no Pavilhão Galamba Marques, uma acção de formação para treinadores/monitores de minibasquete, prevista em plano de actividades. Esta acção é gratuita para os formandos, suportanto a Associação de Basquetebol de Coimbra e o Ginásio Clube Figueirense as despesas inerentes à sua realização. Inscrições através de: Telefone: 239 701 297 – 968 124 405E-Mail: secretaria.coimbra@gmail.com


Carlos Cabral: «Traçámos metas exequíveis»

O treinador revela nesta entrevista as razões por que aceitou o convite para treinar a equipa poveira esta época e aborda os objectivos do grupo – que só perdeu um jogo – para esta temporada. Carlos Cabral analisa ainda os adversários e lamenta o fim das jornadas cruzadas que, na sua opinião, retiraram protagonismo à ProligaComo surgiu a oportunidade de treinar o CD Póvoa? Surgiu por uma congregação de dois acontecimentos: a minha dispensa, depois de ter sido campeão, e a saída para Angola do anterior treinador do Póvoa. O convite surgiu e duas razões justificaram a minha decisão de aceitar o convite para o cargo de Coordenador Técnico e treinador do Clube Desportivo da Póvoa: a primeira diz respeito às condições estruturais e conjunturais, que, embora ainda periclitantes, me pareceram criadas para a consecução de um projecto ambicioso do Clube e da Cidade. A segunda tem a ver com o desafio que é poder participar activamente na procura incessante do erro (saber) que leve à afirmação dos jovens do Clube, tanto individual como colectivamente. Nesta altura, em quatro jogos, a equipa regista 3 vitórias e 1 derrota. O grupo está a comportar-se dentro daquilo que esperaria nesta fase da época? No início, quando estudámos o calendário e nos fomos apercebendo do valor das equipas, traçámos metas elevadas mas que pensamos poder ser exequíveis. Daí termos apontado para nesta altura termos exactamente este número de pontos. Pelo que se passou no jogo com o Galitos, sentimos agora que o poderíamos ter ganho, se não tivéssemos acusado tanto a pressão e a inexperiência nesta competição: falhando nove lances livres e fazendo vinte e duas perdas de bola não ganhamos nenhum jogo que tenha equilíbrio entre as partes. Neste momento integra o grupo dos segundos classificados. É por estes lugares que pensa estar o resto da época? Em termos de classificação iremos até onde nos deixarem, com a certeza de que entraremos em qualquer campo com a ambição de ganhar, mesmo sabendo a desvantagem que pode ser termos uma equipa com muitos jogadores jovens e sem experiência no campeonato da Proliga, mais exigente e intenso do que estavam habituados. Na sua opinião, quais serão as equipas com mais condições para lutar pela subida? Parece-me que este ano a Proliga apresenta um maior equilíbrio entre todas as equipas e que o nível das menos apetrechadas é maior do que na época anterior. Ainda é prematuro afirmar, com algum grau de objectividade, quais serão as equipas que poderão ganhar o título, os planteis ainda não estão estabilizados, só vamos na quarta jornada. Lá para Janeiro se verá quais serão as equipas mais regulares e com melhores condições para lutarem pelo título. O projecto CD Póvoa passa pela subida à LPB? Se sim, para quando? O projecto do Desportivo da Póvoa terá que ser o de competir ao mais alto nível das competições nacionais. Mas primeiro teremos que criar ainda melhores condições para a melhoria da Formação e do Espectáculo Desportivo através da modernização das estruturas existentes e da implementação de outras, não só para os praticantes mas também para o público e os media, garantindo a sociabilidade e o equilíbrio desportivo, levando mais jovens à prática desportiva e à participação festiva no espectáculo proporcionado pelo basquetebol, motivando a fidelização de sócios e adeptos, em detrimento de possíveis comportamentos desviantes. Teremos de rentabilizar os recursos humanos que possuímos, de congregar o esforço de atletas, treinadores, dirigentes, pais e encarregados de educação, empresários, autarcas, etc, no sentido de levarmos por diante a via do rigor e da competência. Estou convicto que iremos ter sucesso, mas, para isso, precisamos de tempo, de paciência e de muito trabalho. Em relação à época passada, o que mudou, se é que houve alterações, no Campeonato da Proliga? Infelizmente para os clubes da Proliga, o que mudou para esta época tem a ver com o fim das jornadas cruzadas: os media deixaram de falar nas equipas deste campeonato, não havendo por isso qualquer publicidade a patrocinadores, nem qualquer visibilidade quer aos clubes quer aos jogadores portugueses que militam nesta prova. Quais as expectativas para a próxima jornada? Vamos disputar com o Seixal um jogo extremamente importante para nós, porque jogamos em casa e sentimos a responsabilidade de ganhar. Para o conseguirmos, teremos que estar muito concentrados, não fazer mais erros que o habitual, procurar melhorar as nossas percentagens de lançamento e fazer uma melhor gestão da posse da bola. Em termos defensivos, melhorar a nossa agressividade, procurando minimizar os pontos fortes do adversárioLista completa dos jogos da 5ª jornada do campeonato da Proliga:Sábado, dia 28 de Novembro15 horas – Academia x Galitos FC16.30 horas – Barcelos x AngraBasket17.30 horas – Terceira x Lusitânia21 horas – Maia Basket x CBP/Sentir PenafielDomingo, dia 29 de Dezembro16.30 horas – CD Póvoa x Seixal FC17.30 horas – Aliança Sangalhos x Eléctrico FC.


Rui Alves: «Ser adjunto de Moncho é uma escola»

Habitualmente nos escalões de formação é costume falar-se em “fornadas”. Que se pode dizer desta? É uma geração com pouco tamanho, não tem especial talento mas no outro «T», de trabalho, tem-se mostrado muito empenhada a fim de colmatar as suas limitações. Quais são os critérios, caso existam, de selecção dos atletas para integrar o centro de treino? Claro que existem, e sempre existiram, critérios de selecção. Era fastidioso estar a transcrevê-los aqui, tanto mais que é tão simples de os aceder aqui no Portal (estão em «Documentos Obrigatórios» e de nome «Documento Orientador S16»). Do contacto que tem com miúdos ainda jovens, quais são as principais lacunas, técnicas e tácticas, que destacaria? Os jogadores chegam-nos mesmo muito jovens (13-14 anos) e portanto há que treinar praticamente tudo. Destacaria aquilo que assumimos como prioritário desde tenra idade: não haver pausas de concentração e intensidade durante a actividade. Todos e cada um têm um papel a desempenhar em cada fase do jogo e não há tempo para “chorar” os erros. Na sua opinião, o que nos coloca tão distantes de outros países em termos de resultados nas selecções jovens? Primeiro que tudo, o tipo de prática. A prática federada no nosso país assenta muito mais em modelos de recreação e lazer ou promoção da saúde e muito menos em rendimento desportivo. Não conheço nenhum estudo comparativo recente mas do contacto que tenho com colegas europeus a sensação que me dá é que treinamos muito menos (é certo que temos horários escolares que não facilitam em nada). Depois, o nosso campo de recrutamento é reduzido. Costumo dizer que em Portugal não seleccionamos os melhores, tentamos melhorar os seleccionados (somos 10 milhões, pouco motivados para a prática desportiva de rendimento, cerca de 25.000 praticantes, e as “sobras” do futebol). Depois, a dificuldade do contacto internacional na preparação das competições (pois estamos no início da Europa e só temos uma fronteira terrestre). É certo que, dada a descrição anterior, estamos muito mais susceptíveis aos efeitos geracionais (a tal “fornada”), e agora muito mais porque há competição todos os anos. Contudo, também nos considero distantes de alguns países de “fundo de tabela”. Sinto um orgulho enorme em ver os seniores masculinos na divisão A, os Sub-16 a terem por lá passado há pouco e o resto das selecções no segundo terço classificativo, principalmente porque há 7 URSS’s e 6 Jugoslávias. Defende que deveria existir um modelo de jogo definido para todas as selecções que se adequasse às nossas características físicas? Não penso termos características físicas especiais… Há quem pense que o facto de sermos mais baixos deveria fazer-nos ser mais rápidos… mas o actual recordista mundial dos 100 metros (Usain Bolt) tem 1,96m… e o Francis Obikwelu 1,95m… Depois não defendo a visão clássica dos modelos, do tipo, “Temos de jogar em contra-ataque!”. Qual é a equipa que não procura jogar em contra-ataque? O que eu defendo, e está a ser feito no masculino já com a influência do Moncho López, é adoptarmos um conjunto de princípios/conceitos técnico-tácticos, como senhas de identidade nacional. Por exemplo, como jogar a partir da entrada da bola num poste ou como jogar sem bola numa penetração em drible, entre outros… Comenta-se muito o facto de não surgirem novos jogadores na modalidade, e que não saem atletas dos centros de treino. Concorda com esta leitura tão reduzida da realidade? Essa leitura não é reduzida, é caluniosa… Vamos a factos. Remeto-me apenas ao nosso CNT Porto/Paredes e das gerações com que começámos a trabalhar em 2002, ou seja, a “fornada” nascida em 1988, 89 e 90 (porque os seguintes ainda são sub-19). Temos actualmente na LPB 11 ex-jogadores. Dá para formar uma equipa… E podemos juntar mais 3 que estão a jogar em Espanha. Da mesma geração, jogam apenas 4 na liga que não passaram pelos CNT’s. Entretanto já se estrearam na selecção sénior o José Silva (Barreirense) e o Fábio Lima (Illiabum), ambos ex-CNT Porto/Paredes. Mais, na última selecção nacional Sub-20, 8 dos 12 jogadores são nossos ex-CNTeiros, como carinhosamente apelidamos. E temos os que jogam na Proliga, CNB1, outros que estão a acabar licenciaturas em medicina, fisioterapia, economia. Esta é a verdade dos factos para quem quiser ver. Digo isto com vaidade mas não por vaidade, porque o sucesso do nosso CNT depende de muitas pessoas, a começar na direcção da FPB e do DTN, pela visão e aposta no modelo que melhor serve ao desenvolvimento do basquetebol de rendimento no país. Treina jovens e colabora com a Selecção Nacional Sénior. O prazer que tem é equivalente, ou são complementares para si? Ser adjunto do Moncho López é uma escola de como ser um bom treinador principal. O seleccionador dá-me muitíssima responsabilidade e confiança. É um enorme prazer fazer parte desse grupo de trabalho. Também é justo dizer que adoro o ambiente familiar de um CNT, e com um adjunto como o Hugo Matos tudo se torna ainda mais agradável. Mas devo dizer, e acho que nunca o fiz publicamente, que o maior prazer que sinto enquanto treinador é o reconhecimento que os jogadores da selecção sénior demonstram face ao meu trabalho; e a entrega absoluta dos meus rapazes do CNT ao longo de semanas… sei que não é fácil. Será uma das pessoas indicadas, e provavelmente mais habilitadas, para responder a uma questão que tem sido muito escutada nos últimos anos. Que o problema do basquetebol português está nos treinadores de formação. Será só isso ou o atleta também não terá a sua quota parte de falta de comprometimento com a modalidade? A única habilitação que encontro em mim é o facto de estar dos dois lados… Primeiro, acho que a formação de um jogador não tem data e hora para acabar. Um jogador tem de aprender tudo entre os 15 e 20 anos de idade para depois, até aos 32, só jogar? Acho que não. Depois, compreendo que os treinadores de formação estão no fim da “cadeia alimentar”, logo mais susceptíveis a esse preconceito. Mas atenção, não tenho dúvidas que muitas soluções para o basquetebol português estão nos treinadores (de formação incluídos). Agora, não consigo concordar com o imputar de responsabilidade aos atletas, subjacente na formulação da pergunta. O jovem português está mentalmente preparado para fazer sacrifícios? O jovem português está preparado para fazer o que o seu treinador lhe pedir, lhe demonstrar. A atitude do treinador e o exemplo que a mesma traduz são, na minha opinião, a chave para preparar os jogadores. Quais os objectivos e as prioridades definidas para este ano de trabalho? No que diz respeito à selecção sénior, continuar o acompanhamento dos jogadores na nossa liga e no estrangeiro e preparar os relatórios audiovisuais para o seleccionador. Quanto ao CNT Paredes, continuar a trabalhar para que a maioria dos jovens possam vir a integrar a selecção sub-16, a curto prazo, e desenvolver as suas capacidades para que possam um dia vir a representar a selecção sénior.


Cláudio Figueiredo: «Não temos pressão»

Na próxima jornada encontra o FC Porto, no Dragão Caixa, um jogo difícil, em que os portistas são favoritos. Saiba como o técnico da equipa antevê esta partida

Depois de um início de época pouco famoso, a equipa começou o campeonato muito bem. Qual a explicação para esta mudança de comportamento? Realmente não começámos muito bem a temporada; no Troféu António Pratas não fomos em muitos jogos uma equipa. Tivemos alguns jogos menos conseguidos contra equipas da Proliga. Mas dia após dia, jogo após jogo, a equipa estava a crescer. Temos que ter em conta que da época transacta apenas ficaram 5 jogadores e com a entrada de 7 elementos novos era necessário que os atletas se conhecessem o melhor e o mais rápido possível. Depois havia a adaptação deles em relação a mim, aos meus métodos de trabalho e à minha forma de pensar. Isso tudo leva o seu tempo e só com muito trabalho e muita humildade é que conseguimos chegar ao inicio do Campeonato mais fortes colectivamente. Mas é como eu digo todos os dias aos meus jogadores, temos que trabalhar ainda mais para melhorarmos, para crescermos como equipa e corrigirmos os nosso pontos mais fracos. Só assim poderemos atingir os nossos objectivos. O sampaense é nesta altura líder invicto da LPB, mas com vitórias muito sofridas. A equipa tem reagido sempre muito bem à pressão dos momentos finais de partida ou até mesmo do prolongamento, como foi o caso do Barreirense. A ausência de pressão, pelo facto de não serem apontados como favoritos, tem ajudado nessas alturas, ou é o fruto da moral elevada que o grupo atravessa? É verdade. Nestes três primeiros jogos ganhámos o primeiro, após prolongamento, por 2 ao Barreirense; o segundo por 1 ao Illiabum e o terceiro por 3 pontos ao Vitória. É normal, quando assim é, que o moral da equipa esteja mais em cima. Não existe pressão sobre mim nem sobre os jogadores. Trabalhamos diariamente para estarmos preparados ao fim de semana. Temos as nossas limitações, nem eu nem alguns jogadores são profissionais e por vezes não temos tempo para tudo. Mas como já o tinha referido há algum tempo, penso que os jogos vão ser muito equilibrados entre a maior parte das equipas. A equipa tem proporcionado, em todos os jogos, bons espectáculos, com resultados finais sempre com elevadas pontuações. É sua filosofia jogar sempre dessa forma? Temos estado bastante bem em termos ofensivos, com 4 ou 5 jogadores a marcarem muitos pontos. Como costumo dizer, não podemos ter só um ou dois marcadores de serviço, mas sim vários e isso poderá ser um ponto forte da minha equipa. Em termos defensivos, não temos estado muito bem e temos que sofrer menos pontos. Temos trabalhado muito os aspectos defensivos, tanto a nível individual como colectivo. No último jogo, contra o Vitória, e apesar de ainda sofrermos muitos pontos, já tivemos alguns períodos bons em termos defensivos. Temos também que ter em conta que jogamos contra uma das equipas mais fortes do campeonato, que tem excelentes jogadores. O próximo adversário no campeonato será o FC Porto, no Dragão Caixa. Será o momento ideal para defrontar os portistas? Infelizmente não posso escolher quando quero ou qual o melhor momento para defrontarmos os nossos adversários. O FC Porto é um candidato ao titulo, que se reforçou muito bem para esta época, com jogadores de muita qualidade e experiência. Tem um excelente treinador, que conhece bem o jogo. Vai ser um encontro muito complicado e ainda para mais sofreram uma derrota no último jogo, de certeza que não vão querer outro desaire. Jogam em casa, são os favoritos. A mim e à minha equipa resta-nos trabalhar muito e deixarmos tudo dentro do campo. Queremos deixar uma boa imagem e vamos lutar desde do 1º segundo até ao último. Espero que seja um bom jogo e que quem vá assistir saia do pavilhão satisfeito por ter visto um bom espectáculo. Quais os pontos fortes que destacaria na turma de Moncho Lopez? O FC Porto tem um grupo de jogadores muito fortes e têm muitas soluções. São muito fortes no tiro exterior e na defesa ( muita pressão na bola e nas linhas de 1º passe).


“Vamos evoluir”

No final do encontro em que o Benfica recebeu e venceu o CAB, por 84-70, os dois técnicos estavam de acordo quanto á justiça do vencedor, e em relação, à margem de progressão que ambos têm para o futuro.O técnico madeirense, João Freitas, preferiu não dar grande importância aos condicionalismos actuais da sua equipa, salientando que o adversário fez o que lhe competia: aproveitar as debilidades da formação insular. “Consistência é qualidade e nesse aspecto o Benfica é muito melhor do que nós, pois possui jogadores que, pela sua valia técnica conseguem fazer a diferença no 1×1. Para vencermos, sabíamos que tínhamos de jogar perfeitos nos nossos sistemas e coesos defensivamente, já que não possuímos as mais-valias individuais doBenfica”, explicou. Mas, apesar de tudo, João Freitas mostrou-se satisfeito com a atitude da equipa e acredita que as coisas vão melhorar para o CAB. “A nossa equipa vai ter de melhorar, sabendo naturalmente que temos de aproveitar tudo que temos. Não vale a pena estar aqui a falar nos jogadores que não jogaram ou naqueles que tenho ao meu dispôr. Parabéns ao Benfica, que foi melhor, e aos meus jogadores, que foram muito dignos do jogo e só valorizaram o espectáculo. O Benfica explorou bem algumas debilidades nossas, quer através da rotação de jogadores, quer insistindo muito no jogo interior. Se trabalharmos sempre como hoje, vamos evoluir e crescer como equipa.” Já para Nuno Ferreira, que substitui o técnico principal do Benfica, Henrique Vieira, na conferência de imprensa, o jogo teve as dificuldades esperadas, algumas delas criadas pela própria equipa. “Foi um jogo complicado tal como esperávamos. O CAB impõe sempre um estilo difícil de ultrapassar, mas julgo que nem sempre tivemos a paciência ofensiva necessária para dar a sapatada no resultado. Defensivamente também complicámos, permitindo que o atirador Ryan Scnheider, durante o terceiro período, convertesse 3 triplos seguidos”, resumiu. A equipa encarnada tem evidenciado melhorias nos últimos jogos, mas na opinião do técnico, ainda vai crescer mais. “Vamos melhorando de dia para dia. As lesões têm dificultado o trabalho e o estado de forma de alguns atletas, como são os casos do Elvis e do João Santos. Mas importante é que estejam bem quando chegarem os momentos decisivos da época”, finalizou.


«Custa-nos muito pensar em perder»

Grande jogo em perspectiva no próximo domingo, em Ovar, às 16.05 horas, entre a Ovarense Dolce Vita e o FC Porto Ferpinta. Duas equipas que lideram a LPB, que ainda não se defrontaram esta época, mas que o técnico vareiro, à imagem de todos os jogos em que a equipa participa, quer vencer. Quebrar o ritmo de jogo portista é essencial, no entender do técnico de Ovar, para ter sucesso na partida de domingo. A Ovarense vai apresentar-se novamente com apenas um estrangeiro, uma vez que o reforço Jason Jamerson não passou os exames médicos, o que vai obrigar os restantes atletas a jogar em superação.Mário Leite tem consciência das dificuldades que este jogo acarreta, mais ainda, face ao rol de adversidades que tem sucedido ao grupo de trabalho. Mesmo assim, o grupo tem correspondido bem às dificuldades e ainda não perdeu para o campeonato. “Vamos entrar da mesma forma que fizemos nos jogos anteriores, com o objectivo de tentar vencer a partida.” Obviamente que Mário Leite tem perfeita noção que o adversário de domingo tem outro tipo de argumentos, bem diferentes daqueles com que se deparou até agora. “O FC Porto apetrechou-se bastante para esta época. Tem vindo a ganhar com alguma facilidade, mostrando serviço.” Face aos condicionalismos provocados pelas lesões e ao desinvestimento que o clube fez, o que obrigou a equipa de Ovar a prescindir de alguns atletas e apostar em norte-americanos mais económicos, Mário continua a acreditar que é possível travar este FC Porto. “Dentro das nossas possibilidades tudo iremos fazer para tentar vencer a partida. Frente a frente vão estar duas equipas que ainda não perderam neste campeonato, que vão defrontar-se pela primeira vez esta época e julgo que está tudo em aberto quanto ao vencedor do jogo. Custa-nos muito pensar em perder, esta é que é a verdade. Só assim foi possível vencer todos jogos que até agora disputados para o campeonato e Taça de Portugal. Vamos fazer todos os possíveis para vencer o encontro e se no final eles tiverem mais pontos marcados do que nós, de certeza absoluta que estaremos de consciência tranquila de que demos o nosso melhor.”O treinador vareiro não conta para este jogo com o norte-americano que chegou esta semana a Ovar, já que este não se apresentava apto fisicamente e foi dispensado. “Não faz parte dos meus planos utilizar o atleta para este jogo, uma vez que ele não passou os exames médicos a que foi submetido.” Não será fácil para Mário Leite delinear uma estratégia para vencer este Porto, onde é muito difícil encontrar debilidades na equipa. “Tem rotação de atletas, é forte no jogo interior, possui excelentes atiradores”, daí que o sucesso possa passar por colocar os azuis e brancos a jogar de uma forma bem diferente aquela que tem evidenciado. “Temos de quebrar o ritmo de jogo do Porto. Há que ter atenção e muito cuidado com o início da partida. O ímpeto inicial deles tem-lhes permitido construir vantagens desde muito cedo. Foi dessa forma que venceram os jogos anteriores, tanto para o campeonato como no jogo da Taça de Portugal”, avisa o treinador.Stempin: «Temos jogado muito bem»O FC Porto Ferpinta tem um importante teste às suas capacidades no próximo domingo, no reduto da Ovarense. A partida, que principia às 16h05, na Arena Dolce Vita, promete emoções fortes. Greg Stempin, de regresso a uma casa que bem conhece, diz que os Dragões querem continuar a jogar bem para, dessa forma, ficarem mais perto do triunfo.Em Ovar para ganhar«Defrontar a Ovarense vai ser um pouco estranho. Afinal, passei lá os últimos três anos. Mas o que importa é que estou muito contente no FC Porto Ferpinta, só penso em ir lá ganhar e jogar bem, como temos feito até agora.»Adversário de peso«A Ovarense tem tido um início de época azarado, mas nós não podemos pensar que eles estão mais fracos. Temos de os encarar como um adversário de peso que realmente são e simplesmente sermos nós mesmos.»Começar a ganhar pela defesa«Temos jogado muito bem, especialmente na defesa. É assim que se ganham jogos.»Elogios ao treinador«Trabalhar com o Moncho tem sido muito bom. Ele consegue tirar o máximo rendimento das nossas capacidades. Temos trabalhado muito, mas se queremos ser bem sucedidos, é assim mesmo que tem de ser.»


«Jogar com atitude guerreira»

Uma das partidas que irá colocar frente a frente duas equipas da LPB nos 16 avos-de-final da Taça de Portugal será o encontro de Torres Vedras, na próxima quarta-feira, às 21 horas, entre a Física/Riberalves e o FC Porto Ferpinta. Embora a equipa de José Tavares ainda não tenha vencido para o campeonato, as boas indicações que a Física tem dado fazem o técnico crer que a equipa poderá ser capaz de realizar mais um bom jogo. Tavares mostra-se preocupado com o que a sua equipa terá de fazer diante de um adversário que considera ser de um campeonato diferente, possuidor de outro tipo de argumentos. O jovem João Soares, atleta dos portistas, propõe uma entrada decidida na partida e a preservação do espírito colectivo como método para atingir os oitavos-de-final.A sorte não bafejou a equipa de Torres Vedras no sorteio da Taça de Portugal. Mas contrariamente ao que seria de se esperar, José Tavares está convencido que este será dos encontros menos problemáticos para o grupo de trabalho. “Em relação ao FC Porto, julgo que será dos jogos mais fáceis que iremos disputar este ano, já que não terei problemas de motivação dos jogadores. Não existe qualquer tipo de pressão sobre a equipa, isto porque o FC Porto pertence a um campeonato que não é o nosso.” O factor casa poderá tornar-se num aliado dos comandados de José Tavares. “A jogar perante o nosso público, à noite e sem o peso da viagem, se as coisas começarem a correr bem estou convencido que seremos capazes de equilibrar a partida.” Embora considere o FC Porto claramente superior, a verdade é que o treinador da Física ainda não terminou nenhum encontro este ano totalmente dominado pelo seu adversário. “Já deu para perceber do que é capaz este FC Porto. Basta ver aquilo que se passou na 1ª jornada frente ao Illiabum. É uma equipa com muitas soluções técnicas e tácticas, com uma estrutura muito mais profissional do que a nossa e que joga a um nível competitivo totalmente diferente do nosso. Mas sinceramente não espero encontrar qualquer tipo de surpresa táctica, os meus jogadores estão perfeitamente identificados com aquilo que o FC Porto normalmente faz durante os seus jogos. Apesar de ainda só termos conseguido vencer esta época uma única equipa da LPB (Sampaense Basket), a verdade é que ainda não defrontámos um único adversário que tivesse evidenciado uma supremacia clara sobre nós.” O treinador da Física dá preferência aos aspectos da sua equipa como arma para levar de vencida os azuis e brancos nesta eliminatória. “A minha grande preocupação reside na nossa equipa e nas coisas que ela tem de fazer durante o jogo. Se jogarmos de uma forma intensa, com uma atitude guerreira, isso será mais importante que os sistemas ofensivos e defensivos do adversário.”João Soares: «Temos de entrar fortes»O jovem João Soares propõe uma entrada decidida na partida e a preservação do espírito colectivo como método para atingir os oitavos-de-final.João Soares é uma das boas surpresas da Liga. Depois de uma época ao serviço do Partizan de Belgrado, o extremo, de apenas 20 anos, fala em «boa integração» e conquista espaço entre as soluções de Moncho López. Define a Taça como «mais um objectivo» a atingir e garante a preparação da equipa para a deslocação a Torres Vedras.Determinação«A Taça de Portugal é mais um objectivo que queremos alcançar. Teremos de entrar fortes, tal como fizemos nos jogos contra o Illiabum e o Guimarães, de forma a não sermos surpreendidos.»Individualidades para o todo«Jogamos, cada vez mais, como um colectivo e é aí que podemos fazer a diferença perante os nossos adversários. Temos grandes individualidades, mas o segredo está em saber usá-las como um todo.»Aprender com Moncho«A minha integração tem sido bastante boa, o treinador tem-me ajudado e ensinado bastante. Tenho tentado agarrar as oportunidades que me têm sido dadas e ajudar a equipa numa altura em que temos extremos lesionados.»


De regresso à Europa

Depois do mau arranque europeu, as equipas femininas do Olivais, CAB Madeira e Vagos regressam esta quarta-feira às provas da Eurocup Feminina. A equipa de Coimbra recebe o ZKK Medvescak, da Croácia, em Vagos; as pupilas de Nuno Ferreira defrontam as suíças do Sdent Sierre Basket, enquanto que as madeirenses são visitadas pelas Lituanas do Lemminkainen Klaipeda, que têm como curiosidade o facto de a presidente do clube acumular as funções de treinadora da equipa. O técnico José Araújo – o primeiro a entrar em acção, na próxima quarta-feira, às 20.30 horas – não quer, depois da excelente participação na época passada, entrar em comparações nem criar expectativas a um grupo que é muito mais jovem e inexperiente para competir a este nível. À imagem do que sucedeu na temporada anterior, o primeiro embate da equipa de Coimbra não correu nada bem. Frente à forte formação do Gran Canaria da Liga espanhola, em que o maior poderio fisico e a zona montada pelo experiente técnico espanhol fez toda a diferença no encontro. O desejo da equipa portuguesa é inverter o rumo dos acontecimentos e o desconhecimento do adversário constitui um problema para o técnico português. “Quando se joga neste tipo de competição nem sempre é fácil conseguir informações sobre a equipa adversária. Se no caso das espanholas isso não sucedeu, obter informações sobre uma equipa croata, que compete na Liga Adriática (só mais tarde integra o campeonato croata), torna-se extremamente complicado.” Apesar de não saber pormenores acerca das atletas adversárias, existem certezas para José Araújo na forma como as conimbricenses se irão apresentar. “Quem compete simultaneamente na Liga Adriática e na Eurocup terá seguramente ritmos de jogo totalmente diferentes dos nossos. Outro dos problemas com que nos iremos debater será, com toda a certeza, o problema da estatura, os tamanhos das jogadoras opositoras.” A anterior participação do Olivais nesta mesma prova foi excelente, embora para Araújo isso já faça parte do passado, até porque as realidades do grupo de trabalho este ano são completamente diferentes. “Esta equipa é muito mais jovem e precisa de tempo para crescer. A falta de contactos internacionais a este nível da grande maioria das jogadoras, faz com que seja injusto pedir a esta equipa que repita o feito da época passada. É óbvio que continuo a acreditar que o basquetebol feminino nacional tem capacidade para competir a nível internacional. O que não é normal é uma equipa portuguesa vencer 3 jogos neste patamar e conseguir passar à 2ª fase da competição.” Sobre as reais hipóteses da equipa na prova deste ano, José Araújo prefere aguardar pelo próximo jogo, para aquilatar qual a valia das adversárias. “Sem comparações, sem expectativas, é dessa forma que vamos encarar o próximo jogo. Tal como ano passado começamos mal a competição. Pode ser que se volte a repetir o sucedido na época passada e que acabemos de forma brilhante.”Lista completa dos jogos da Eurocup Feminina para esta semana:Quarta-feira, dia 18 de Novembro20.30 horas – Olivais Coimbra x ZKK Medvescak (Croácia)Quinta-feira, dia 19 de Novembro20.15 horas – CAB Madeira x Lemminkainen Klaipeda (Lituânia)20.30 horas – Vagos x Sdent Sierre Basket (Suiça)


Andriy Melnychuk: «Não foi uma situação agradável…»

O pai, Valentyn, perdeu em Penafiel diante do filho, Andriy, um jogo onde estiveram os amigos e a família. No final, o antigo seleccionador nacional estava triste, mas deu os parabéns ao técnico adversário. E Andriy acabou por pagar o jantar…

O confronto entre Andriy (Eléctrico) e Valentyn (Penafiel), no passado fim-de-semana, na jornada inaugural do campeonato da Proliga, será muito provavelmente um dos casos mais raros da modalidade, em que pai e filho se defrontam como treinadores adversários na mesma prova. “Não conheço mais nenhum caso semelhante ao nosso. Falei muito acerca disso com o meu pai, mas não nos recordamos de mais nenhum, pelo menos na Ucrânia. Aqui em Portugal penso que também nunca existiu.” Se no início a situação era engraçada, a piada dissipou-se assim que Andriy começou a observar o sofrimento do seu pai no banco oposto. “Brincou-se muito com a situação, planeámos convidar os amigos todos, mas assim que o jogo começou, não gostei nada do que senti. Não foi uma situação agradável de viver.” Curiosamente para Andriy tudo foi mais fácil antes da partida começar. O pior viria mais tarde. “Antes do jogo senti-me muito bem. Era um grande orgulho para mim e um sonho jogar contra aquele que considero ser um dos melhores treinadores que já vi. Queríamos os dois ganhar e ambos estávamos a sofrer, mas nunca será fácil ver um pai em sofrimento.” No final, e apesar da vitória do filho, Valentyn comportou-se com toda a naturalidade. “Ele estava triste por ter perdido. Cumprimentámo-nos e deu-me os parabéns pela vitória.” Mas tudo acabou dentro de campo, já que após o jogo a relação entre pai e filho voltou à normalidade. “Após o jogo tudo ficou bem. Conversámos muito sobre as nossas equipas, acabou por ficar mais um dia e aproveitámos para ver juntos outro jogo da Proliga. O nosso bom relacionamento sempre se manterá, independentemente de quem ganhe ou perca. A prova disso mesmo, fui eu que paguei o jantar.”


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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