Artigos da Federaçãooo
Alberto Babo: «Vim para discutir o título»
Após um curto período “sabático”, Babo aceitou o desafio proposto pelo director técnico da equipa angolana, Benjamin Romano, de regressar à competição, com a dupla responsabilidade de conduzir o plantel sénior à reconquista do título e ter a seu cargo a coordenação da formação do clube.
A equipa do Petro de Luanda vai estar em estágio até ao próximo dia 29 de Outubro, em Melgaço, tendo já agendado uma série de jogos de preparação. “Confirmados já tenho os jogos frente ao V. Guimarães, Illiabum, Sampaense e estou a tentar a Académica. Vamos aproveitar o local do nosso estágio para dar um salto até Espanha e defrontar o Vigo. Seria bom se conseguisse mais jogos no país vizinho”, confirma Alberto Babo. O antigo treinador do FC Porto, que já se encontra em Angola há algum tempo, conta-nos que o acordo foi conseguido com a ajuda de um intermediário e prevê a duração de duas temporadas, com mais uma de opção. “Quando estive em Angola no Verão passado, fui abordado por várias pessoas sobre a possibilidade de voltara orientar uma equipa. Regressei e recorri a um intermediário para gerir todo o processo. Tudo ficou acordado e mais tarde o director técnico do clube, Benjamin Romano, viajou até Portugal.” Nessa conversa ficou logo explícito quais seriam as novas funções do técnico português no seu novo clube. “O projecto é de 2 épocas, com mais uma de opção, por definição do clube, e assenta em duas vertentes fundamentais: a competição profissional e a formação.” O clube, que há duas épocas não vence o campeonato africano, escolheu Alberto Babo, para criar as condições necessárias para voltar a ter êxito. “Estamos ainda a recuperar das perdas do início de temporada. O acordo do Carlos Martins com o Libolo e o desvio, após o Afrobasket, do Filipe Abraão para o 1º de Agosto, foram rudes golpes na formação do plantel. Temos uma mescla de juventude e veterania na equipa, mas com poucos jogos nas pernas. Vamos competir com um grupo de trabalho a que falta tarimba internacional, mas ultrapassar esse handicap será uma das minhas responsabilidades como técnico da equipa”, explica o treinador português. Um maior equilíbrio no campeonato africano parece ser a realidade para esta nova temporada. “Este ano o campeonato está mais competitivo, com mais equipas a poderem discutir o título. Para além do crónico candidato, 1º de Agosto, que detém a base da Selecção Nacional angolana (8 jogadores), temos o Libolo, que apostou forte, com as contratações de Olímpio Cipriano, Carlos Morais e Milton Barros, sem esquecer o Inter, treinado pelo João Oliveira, que também investiu nesse sentido.” O primeiro embate frente ao actual campeão não foi favorável a Alberto Babo. “Perdemos a final do Provincial (96-102), precisamente em casa do adversário, perante 4000 pessoas, num ambiente terrível, mas felizmente num jogo em que o público adorou o espectáculo e a imprensa escreveu que nenhuma das equipas merecia a derrota. Acabaram por ser mais fortes na fase final do encontro, pelo traquejo internacional que possuem. O trabalho que irei ter com os jogadores passará por dotá-los de uma cultura táctica que lhes permita jogar de maneira diferente nestas circunstâncias especiais.” Nesta nova aventura da sua carreira, Babo mantém-se fiel à sua forma de estar na competição desportiva. “Vim para discutir o título. É uma exigência que temos de colocar a nós próprios, já que sempre me assumi como um vencedor. Trabalho sempre com o pressuposto de tentar vencer o campeonato, mesmo sabendo que irei ter dois fortes candidatos que investiram muito para conseguir esse objectivo.” O técnico português prefere apresentar outras armas para conseguir essa meta. “A nós resta-nos trabalhar com os jovens que temos, com grande potencial, como é o caso de um miúdo de 2.06m, fruto da prospecção do clube, que poderá vir a ser a surpresa do campeonato. Temos outros jovens com formação basquetebolística americana, mas que terão de aprender a jogar o campeonato angolano, a ter a intensidade e a disponibilidade no trabalho, muito próprias da cultura angolana e, fundamentalmente, a perceberem como é ser treinado por um técnico europeu.”
Nuno Manaia: “Podemos surpreender”
A jovem equipa do técnico Nuno Manaia conseguiu, desde logo, um dos objectivos para esta época (que passa por marcar presença nos pontos altos da época), ao defrontar no próximo sábado, dia 17, no Pavilhão Municipal de Vagos, às 18.30h, a equipa do Vagos, recente vencedora da Supertaça, naquela que será a 2ª meia-final do dia. O treinador da equipa do Barreiro tem perfeita consciência que a inexperiência tem os seus custos, mas não tem dúvidas de que este é o caminho correcto, acreditando que num jogo tudo pode acontecer…
Para esta temporada o técnico Nuno Manaia espera conseguir fazer melhor que a temporada passada. “O nosso objectivo para esta época é ficar no 4º ou no 5º lugar da fase regular. O facto de poder contar com as estrangeiras mais cedo que na temporada transacta, e de ter acertado na escolha, fez com que a equipa se tornasse competitiva mais cedo.” O grande desafio que Manaia tem agora entre mãos é conseguir o mais rápido possível formar uma equipa. “Tenho que tentar inserir todas as jogadoras, já que temos uma média de idades de 20 anos, americanas incluídas.” Feliz pela escolha que fez, Nuno considera que as estrangeiras são um exemplo de trabalho. “As duas norte-americanas sem serem vedetas, integram-se perfeitamente naquilo que eu pretendia para o grupo.” O treinador continua a “apostar na juventude”, até porque o GDESSA “é um clube de formação”. Tendo como jogadora mais velha da equipa a norte-americana, com 25 anos, e a jogadora mais jovem Catarina Neves, com apenas 16 (ex-Desportivo da Póvoa), e um dos reforços para esta temporada, Manaia tem ainda um longo caminho a percorrer. As perspectivas para uma temporada positiva são muitas, até porque capital humano e potencial não faltam ao grupo comandado pelo técnico das escolares. “Esta época queremos discutir todos os jogos, sabendo que a inexperiência do grupo poderá ser um handicap nas provas de maior regularidade, como é o caso da Liga Feminina. Para o próximo fim-de-semana, tratando-se de uma meia-final, numa tarde de inspiração, podemos eventualmente vencer.”
Cláudio Figueiredo: “Construí a equipa que queria”
O plantel foi construído à medida do orçamento disponível e satisfaz, pelo menos para já, as pretensões do técnico Cláudio Figueiredo.
Quais as expectativas para a nova temporada? As minhas expectativas, assim como as do clube, passam por criar uma equipa competitiva e com isso fazer um campeonato com bastante tranquilidade, de modo a alcançarmos os nossos objectivos, que passam em primeiro lugar pela manutenção e depois com uma presença no playoff. Considera já ter o plantel encerrado ou ainda equaciona proceder a algumas modificações? O plantel está praticamente fechado relativamente aos jogadores nacionais. Os atletas estrangeiros estão numa fase de experiência, tanto minha, como treinador, como deles próprios. Por vezes os jogadores não conseguem adaptar-se ao nosso país. Os efeitos da crise económica tornaram mais complicada a missão de construir o plantel? Sem dúvida. Já começa a haver jogadores que se adaptaram à realidade dos dias que correm, outros nem por isso. Em relação ao Sampaense construí a equipa que pretendia dentro do nosso orçamento. O Campeonato sofreu uma alteração, com o fim das jornadas cruzadas. Pensa que agora irá existir maior competitividade ou o facto das equipas jogarem com adversários teoricamente mais fáceis acabava por ajudar a que alguns jogadores menos conhecidos ganhassem protagonismo? Na minha opinião as jornadas cruzadas eram uma luta desigual (por exemplo o número de estrangeiros) e os custos para os clubes eram maiores. Mas também tinham o seu lado positivo em termos desportivos, com maior número de jogos, maior divulgação da modalidade por certos pontos do país e com o aparecimento de jogadores da Proliga a terem a oportunidade de mostrarem o seu valor contra equipas do escalão máximo. Tendo em conta o passado recente, agora há menos estrangeiros no basquetebol português. Isso é bom ou mau? Na minha opinião é bom. Deixa mais espaço para os jogadores portugueses se afirmarem e dá mais oportunidades aos jovens. O regresso a Portugal da maioria dos jogadores internacionais vai ajudar a elevar o nível da competição? Sim, sem dúvida. É sempre bom o regresso de jogadores internacionais ao nosso campeonato. Vai ajudar muito a elevar o nível da competição. E a ausência dos clubes nacionais nas competições europeias? Isso não dificulta o aumento da competitividade das nossas equipas e atletas? As competições europeias de certa forma iriam trazer uma experiência muito grande às equipas. Benfica e FC Porto são os únicos candidatos ao título ou mais clubes poderão entrar na discussão? Na minha opinião, Benfica e FC Porto serão realmente uns fortes candidatos ao título, mas penso que existem outras equipas que poderão entrar nessa luta. Penso que vai ser um campeonato bastante equilibrado. É capaz de avançar, colectiva e individualmente, com os nomes das principais revelações da época? Ainda é muito cedo para fazer essa analise, mas penso que haverá algumas surpresas. Já estamos habituados a que aconteçam. Aparentemente no ano da subida, o clube dá sensação de investir menos na equipa. Será apenas uma suposição minha? O investimento no Sampaense é feito consoante a realidade em que nos encontramos nos tempos que correm. O clube não entra em projectos que depois no final não poderá cumprir.
Melnychuk: “Sei o que é treinar clubes pequenos”
Depois de ter chegado a acordo com a Federação Ucraniana, na pessoa do seu presidente Alexander Vulkov, muito pressionado pelas saudades da família Valentyn aceitou coordenar todo o basquetebol dos penafidelenses. A permanência é o principal objectivo neste ano de estreia, mas o técnico pretende deixar já o seu cunho pessoal na equipa, colocando-a a jogar com tranquilidade. Trabalho é palavra de ordem.
Causou estupefacção e talvez seja caso único um seleccionador abandonar a equipa para abraçar um projecto de um clube de uma divisão secundária. Mas depois de se ouvir o técnico, talvez não seja tanto assim. ”Foram vários factores conjugados que me trouxeram de volta a Portugal. No Verão, durante a fase de qualificação para o Grupo A, tive imensos problemas de saúde (coração e bronquite). A crise que se vivia na Federação ucraniana foi uma situação muito dura para mim e que nada ajudou o meu estado de saúde. No ano anterior já quis abandonar, mas receei que passasse uma imagem de medo, de estar a fugir à responsabilidade da manutenção na Divisão A, por isso decidi manter-me até ao final desse apuramento.” Foi então que surgiu o contacto de Portugal. “Ainda durante a discussão do apuramento, o meu filho telefonou-me a dizer que havia um projecto em Portugal para mim. Mais tarde foi o Belém (Presidente da ABP) a falar comigo e na altura disse que não podia decidir nada antes do dia 20 de Agosto. Na conferência de imprensa após o último jogo da selecção informei que nunca mais iria treinar uma selecção e que pretendia quebrar o acordo de 4 anos que tinha com a Federação da Ucrânia.”A família pesou muito na altura de decidir e a verdade é agora apenas 322 quilómetros separam Melnychuk da mulher e do filho, que estão em Ponte de Sôr. “A minha mulher sofreu muito por ter de deixar a família em Portugal, eles que até já pediram a naturalização.”Assumir a responsabilidade de coordenar um clube com as características do CBP/Sentir Penafiel não é uma situação nova para Valentyn, ele que provavelmente será o treinador mais experiente, com passagens por todos os escalões de formação, a treinar em Portugal. ”Sei bem o que é treinar clubes pequenos em cidades pequenas, em que tudo é novo e complicado. Aceitei o convite até porque já era muito tarde para procurar outro trabalho, mas como queria voltar pela família… Tenho a responsabilidade de coordenar a formação, com o grave problema de encontrar bons treinadores e horários de treinos. Mas sempre com muita vontade de ajudar e de ensinar.“Neste arranque de projecto, apenas foi pedido a Melnychuk a manutenção na Proliga. “Sempre me falaram em apenas manter a equipa na Proliga. O primeiro ano nunca é fácil, mas queria fundamentalmente criar uma equipa que jogue com tranquilidade. Sei que vai ser difícil de conseguir isso, mas é preciso trabalhar muito e fazer perceber aos atletas que nada é oferecido. Temos um grupo bastante coeso – conto que os dois estrangeiros apareçam por estes próximos dias – mas ainda com muitos problemas na organização de jogo.”
António Paulo : “Temos ambição quanto baste”
António Paulo também considera o FC Porto e o Benfica os principais candidatos ao título
Quais as expectativas para a nova temporada? Face ao clube que somos e aos objectivos que temos, queremos jogar um basquetebol mais maduro, continuar a promover a evolução de jogadores que julgamos terem talento e ajudar à promoção da cidade do Barreiro com o valor da prática do basquetebol. Se estes três objectivos se concretizarem em cada fim de semana, com certeza que vamos ganhar mais jogos. Considera já ter o plantel encerrado ou ainda equaciona proceder a algumas modificações? Não está fechado. Em breve teremos a ajuda de dois estrangeiros. No que se refere aos jogadores portugueses, o plantel fecha-se com as opções que a nossa formação vai gerando. Os efeitos da crise económica tornaram mais complicada a missão de construir o plantel? Parece-me que a dimensão da crise faz-se sentir mais para aqueles que precisam de gastar mais para verem satisfeitos os seus objectivos. Nós pensamos que é possível alcançar boas metas através o trabalho com jovens jogadores que vêem aparecendo do trabalho global do clube. Pensamos que este é o caminho para ter um basquetebol mais próximo da nossa bolsa real, dos nossos adeptos e daqueles que na cidade do Barreiro tanto fazem para nos ajudar. O Campeonato sofreu uma alteração, com o fim das jornadas cruzadas. Pensa que agora irá existir maior competitividade ou o facto das equipas jogarem com adversários teoricamente mais fáceis acabava por ajudar a que alguns jogadores menos conhecidos ganhassem protagonismo? Penso que a teoria do mais fácil é para quem se acomoda facilmente onde está e com o que tem. Nós no Barreirense temos, desde que assumi esta equipa, desafios de superação muito intensos e exigências muito elevadas com as equipas que temos formado. Acho que é dessa superação e exigência que o processo de amadurecimento se faz, conseguindo transformar o que hoje somos, em melhores jogadores e treinadores do amanhã. Seguimos trabalhando com base nesta filosofia. Temos ambição quanto baste para lidar com a maior dificuldade que sabemos que este campeonato vai ter. Tendo em conta o passado recente, agora há menos estrangeiros no basquetebol português. Isso é bom ou mau? Como treinador de clube não sou levado a pensar nesses termos. Um treinador de clube quer os melhores e isso está dependente das regras (do nº de estrangeiros), da relação que estabelece com a sua organização e das condições financeiras e logísticas que a organização põe ao seu dispor. Conheço bem o clube em que estou e nesse sentido não me queixo. Sinto-me identificado com o projecto do clube e sei que de acordo com os três vectores que atrás cito, tenho os melhores jogadores de que o clube pode dispor. Portanto, essa questão não se me põe. Mas se lhe responder como alguém que olha para o basquetebol com paixão e que gostava de estar inserido numa modalidade onde o profissionalismo existisse à semelhança de outros países, sou levado a crer que a presença de menos estrangeiros possa ser uma etapa para um caminho futuro de aproximação à Europa mais consistente. Algo que possa ser parecido como um passo atrás para dar dois em frente. O problema é que não sei se assim é… O regresso a Portugal da maioria dos jogadores internacionais vai ajudar a elevar o nível da competição? Seja qual for a sua nacionalidade bons jogadores elevam sempre o nível de qualquer competição. Sinto que faltam referências no basquetebol português. Junto dos treinadores, isso para mim é gritante. Há muitos treinadores dos dias hoje que não conhecem Hermínio Barreto, José Curado ou mesmo Jorge Araújo, para não falar dos mais antigos. Isso também acontece com os jovens jogadores. Sem saudosismos, penso que devemos projectar o futuro com um conhecimento sólido do que somos e ter raízes no passado ajuda-nos a construir ideias mais completas para o que queremos. Neste capítulo, os nossos jovens jogadores têm poucas referências. Pelo menos que a vinda do Sérgio Ramos, do João Santos, para além da qualidade que têm, ainda a presença do José Costa, Nuno Marçal, sem menosprezo para outros, ajudem estes miúdos mais jovens a construir imaginários e sonhos em torno desta coisa de ser jogador de basquetebol. Aqui acho que se podia fazer muito mais do que se vai fazendo. E a ausência dos clubes nacionais nas competições europeias? Isso não dificulta o aumento da competitividade das nossas equipas e atletas? Falar de referências é isso. Saltos qualitativos só serão possíveis se existirem referenciais de excelência. Temos que ser claros, sem irmos à Europa o nosso basquetebol fica limitado à nossa própria pequenez. Seria bom que todos os agentes da modalidade pensassem nisto. Benfica e FC Porto são os únicos candidatos ao título ou mais clubes poderão entrar na discussão? Acho que essa questão é mais ou menos unânime. Não conhecendo em pormenor todas as equipas, parece-me que pelo que é público serão as equipas que reúnem mais favoritismo. É capaz de avançar, colectiva e individualmente, com os nomes das principais revelações da época? Não tenho informação completa para dizer algo de sério sobre isso. Prefiro não especular. A aposta continuada em jovens portugueses é para continuar, mesmo sabendo que os resultados desportivos nem sempre têm sido os melhores? Procuramos não pensar muito em termos de jovens ou estrangeiros. Trabalhamos com os jogadores para formar uma equipa de alto nível, e quando são seniores, jovens ou não, queremos que joguem diante do projecto que temos. Os resultados vão-se vendo. É a altura que cada organização coloca a sua própria fasquia que determina se os resultados são melhores ou piores. Claro que há sempre uma avaliação de opinião pública sobre esses mesmos resultados que não deixa de ser importante e deve também se tida em conta. As pessoas com quem trabalho têm mantido pessoalmente comigo, mas também com toda a estrutura técnica do Barreirense, uma identidade muito forte no que concerne aos objectivos. Por enquanto vamos ter mais uma época em que estamos em plena sintonia. Avançamos juntos mais uma vez com um conhecimento muito objectivo do que somos, com uma fasquia à altura das nossas capacidades, mas igualmente com uma ambição ilimitada por fazer mais e melhor. Qual o próximo jovem da formação do clube a saltar para a ribalta? As equipas são mais importantes que os jovens ou outra forma como categorizemos os jogadores. Não é algo com que me preocupe e por isso não sei responder à questão. Os problemas directivos do clube têm afectado a secção de basquetebol? Os esforços são feitos no sentido de não haver influências significativas. O que tenho sentido é que a vontade das pessoas e o gosto que têm pelo clube e pelo basquetebol no Barreiro é enorme e moverá o mundo se necessário for para manter a chama viva nesta cidade.
“Fazer uma época igual ou melhor que a anterior”
Apesar do arranque tardio, o técnico sangalhense Francisco Gradeço está confiante em realizar uma boa temporada. O esforço feito pelo clube na manutenção do núcleo duro de portugueses e na contratação de dois norte-americanos levam o técnico a pensar, com as devidas cautelas, na repetição de uma boa época, se possível ainda melhor.– Quais as expectativas para a nova temporada?O timing das mudanças directivas ocorridas no clube fez com que a preparação da nova época fosse algo tardia. No entanto, o empenho dos sangalhenses em encontrar uma solução, a compreensão e paciência de jogadores e treinadores, fez com que as coisas tivessem arrancado, estejam a andar e a crescer. A manutenção do “núcleo duro de portugueses” e a possibilidade de ter dois estrangeiros, dão-nos a esperança e confiança de fazer uma boa época – igual ou melhor que a anterior. Mas é necessário conhecer o potencial das outras equipas e também do nosso segundo estrangeiro. No entanto, ambicionamos estar nos Play-offs e na Taça da Federação / proliga. – Considera já ter o plantel encerrado ou ainda equaciona proceder a algumas modificações?Espero apenas poder integrar os atletas americanos o mais rapidamente possível, de resto não pensamos fazer modificações, a não ser que algo de grave aconteça.– Os efeitos da crise económica tornaram mais complicada a missão de construir o plantel?Sem dúvida, mas sobretudo o facto de perdermos o Manuel Semedo, o Pedro Ferreira e a partir de dado momento podermos perder Silvério, jovens da formação do clube com potencial, mas que não vão poder continuar por causa das entradas na universidade. A estes juntam-se outros atletas juniores A nas mesmas circunstâncias. Por limitações financeiras também não podemos continuar com o Marco Pinto.– O Campeonato sofreu uma alteração, com o fim das jornadas cruzadas. O medir forças com equipas teoricamente mais fortes era bom ou mau para as formações da Proliga.Sem dúvida uma mais-valia para jogadores e treinadores da proliga, bem como para jovens jogadores das equipas da liga, se apostassem neles nestas jornadas. A permanente necessidade de superação contribuiu para o desenvolvimento de todos. Também ao nível da organização dos clubes constituiu um estímulo. Não é um sinal positivo 3 anos, 3 quadros competitivos diferentes, “novidades” em finais de Junho.– A Proliga pode tornar-se um “viveiro” de jogadores para as equipas do escalão principal?Não mais do que em épocas anteriores, aliás a última época foi a que melhor deu a conhecer os jogadores e treinadores da proliga.Penso que será a dificuldade financeira dos clubes a “obrigar” a apostar na formação e também a recrutar atletas do escalão inferior, embora as perspectivas de carreira profissional não sejam animadoras. Na actualidade não estou a ver jovens com potencial e bons alunos, bem como atletas com bons empregos, a sacrificarem-se para ser profissionais.– É capaz de avançar, colectiva e individualmente, com os nomes das principais revelações da época?Colectivamente, o Penafiel e o Barcelos reforçaram-se para fazerem óptimos campeonatos. Lusitânia e Eléctrico devem confirmar investimentos. Não prevejo a afirmação de novos jovens com potencial nas suas equipas e a contribuírem de forma consistente para os seus êxitos. Antecipo a confirmação das competências de alguns.
Final da Fase Curricular do Curso Treinadores Nível I
Dando assim continuidade ao trabalho que se tem vindo a desenvolver na Área da Formação ao longo dos últimos anos, terminou a 1ª fase do Curso de Treinadores de Nível I.Com mais vinte treinadores no activo, aguardamos com expectativas ao nível dos Escalões de Formação,cientes que irão encarar a próxima fase (estágio) com a ambição e dedicação, conseguindo ao mesmo tempo motivar os nossos atletas
José Curado eleito membro do “Conselho Europeu de Treinadores”
De 17 a 19 de Setembro em Ragusa, Sicília decorreu o 10º Fórum do ENSSEE (European Network of Sport Science, Education and Employment).Durante este fórum teve também lugar a reunião do ECC (European Coaching Council), organismo para os problemas da formação de treinadores a funcionar junto da ENSSEE, e respectiva Assembleia Geral para eleição dos membros do Conselho para o biénio 2009-2011 cuja composição passa a ser a seguinte: Patrick Duffy (Irlanda) – Presidente;Miguel Crespo (Espanha – Federação Internacional de Ténis) – Vice-Presidente;Ladislav Petrovic (Hungria – Confederação do Desporto) – Secretário;Jacqueline Braissant (Suiça – Federação Equestre Internacional) – Membro;Claudio Mantovani (Itália – Comité Olímpico Nacional) – Membro;Michael McGeelin (Irlanda – Coaching Ireland) – Membro;Frédéric Says (França – INSEP Paris) – Membro;José Curado (Portugal – Confederação Portuguesa das Associações de Treinadores) – Membro. Ladislav Petrovic é também o Vice-Presidente para a Europa do ICCE (International Council for Coach Education), a organização mundial dos treinadores, o que permite garantir o alinhamento das intervenções e acções desenvolvidas por ambas as organizações.
Técnico Costa Dias: “Discutir todos os jogos”
Quais as expectativas para a nova temporada? É normal cada início de época querer-se fazer mais e melhor que na anterior. Como tal as expectativas são altas, mas devido à enorme redução no orçamento sabemos que esta época será muito difícil ganharmos qualquer competição. Mas iremos trabalhar para estarmos em condições de discutir todos os jogos.Considera já ter o plantel encerrado ou ainda equaciona proceder a algumas modificações? Devido a questões orçamentais não deveremos alterar a equipa.Os efeitos da crise económica tornaram mais complicada a missão de construir o plantel? Sem dúvida. No entanto, o facto de na época passada não termos tido qualquer transmissão televisiva em casa levou a que muitos patrocinadores cancelassem contratos, pois o retorno de visibilidade foi nulo para muitos dos patrocinadores. É uma situação grave a ser revista por quem de direito.O campeonato sofreu uma alteração, com o fim das jornadas cruzadas. Pensa que agora irá existir maior competitividade ou o facto de as equipas jogarem com adversários teoricamente mais fáceis acabava por ajudar a que alguns jogadores menos conhecidos ganhassem protagonismo? Foram os formatos competitivos aprovados. Na época passada foi o melhor cenário possível e permitiu excelente retorno às equipas da Proliga. O desequilíbrio não foi tão grande quanto o espectável, sendo que na maioria dos jogos o resultado só ser definido no último período. Houve jogadores que com a experiência adquirida, de certo que esta época irão ser mais importantes nas equipas.Tendo em conta o passado recente, agora há menos estrangeiros no basquetebol português. Isso é bom ou mau? Bons atletas fazem falta a qualquer desporto. Os jogadores e treinadores portugueses têm que aprender e evoluir competindo com os melhores. Lamento em Portugal quase só se recorrer ao mercado norte-americano (que por questões financeiras é o que apresenta melhor relação custo/performance) pois na Europa existem atletas que a nível de basquetebol são muito superiores (defesa, leitura de jogo, intensidade, profissionalismo…) mas a nível financeiro ainda são inatingíveis.O regresso a Portugal da maioria dos jogadores internacionais vai ajudar a elevar o nível da competição? Claro que sim, mas estando eles concentrados em duas equipas, o nível global não será muito afectado. Trará mais visibilidade à modalidade, se os agentes procurarem actuar e aproveitar estas oportunidades. No entanto alguns dos atletas retornaram ao nosso campeonato devido a dificuldades encontradas nas equipas onde actuavam, sinal de que não é só em Portugal que os clubes se debatem com imensos problemas.E a ausência dos clubes nacionais nas competições europeias? Isso não dificulta o aumento da competitividade das nossas equipas e atletas? Seria óptimo termos mais equipas nacionais em competições mais exigentes. O Vagos tem a equipa feminina nas competições Europeias, como tal a pergunta não está bem formulada. No masculino temos apresentado esse projecto a várias empresas e entidades, apesar de ainda não termos encontrado suporte financeiro continuamos a trabalhar para tal.Benfica e FC Porto são os únicos candidatos ao título ou mais clubes poderão entrar na discussão? Esses são claramente os que têm melhor equipa, estabilidade e condições de trabalho. Mas a época é longa e só uma equipa irá ser campeã. Todas as épocas há um “under-dog” que faz uma época excelente e poderá causar sensação. Creio haver 3 escalões de equipas com potenciais competitivos diferentes.É capaz de avançar, colectiva e individualmente, com os nomes das principais revelações da época? Ainda não conheço as equipas e o que irão fazer. Estou mais concentrado em fazer o Vagos um equipa competitiva, pois começámos tarde e com poucas condições.
Fernando Sá: “Quero ver o pavilhão cheio”
O treinador do V. Guimarães diz que tem de lutar pelo título, de modo a levar os adeptos do clube a acreditar e a apoiar a equipa. O técnico, que aponta Benfica e FC Porto como favoritos, ainda não tem o plantel fechado, pois pretende contratar mais um jogadorQuais as expectativas para a nova temporada?As expectativas passam por estar presente em todas as fases finais das competições e, se isso acontecer, vencê-las. Considera já ter o plantel encerrado ou ainda equaciona proceder a algumas modificações? Ainda considero proceder a mais uma contratação.Os efeitos da crise económica tornaram mais complicada a missão de construir o plantel? Claro que sim. Mas mais grave ainda é sentir que a crise não é para todas as equipas, nem todos os jogadores a acompanham, não optando por alternativas profissionais como complemento ao Basquetebol.O Campeonato sofreu uma alteração, com o fim das jornadas cruzadas. Pensa que agora irá existir maior competitividade ou o facto de as equipas jogarem com adversários teoricamente mais fáceis acabava por ajudar a que alguns jogadores menos conhecidos ganhassem protagonismo? Concordo com as duas situações, embora para a minha equipa e para o clube que represento estar enquadrado num campeonato mais competitivo seja mais vantajoso.Tendo em conta o passado recente, agora há menos estrangeiros no basquetebol português. Isso é bom ou mau? Para já ainda continuo a achar vantajoso para o jogador português esta medida, mas se estes mesmos jogadores demorarem em querer demonstrar que esta medida, que foi criada para eles vale a pena, então…O regresso a Portugal da maioria dos jogadores internacionais vai ajudar a elevar o nível da competição? Penso que sim, pois a nossa Selecção é composta quase na sua totalidade por estes jogadores. É no entanto preciso que eles mantenham os níveis de motivação e ambição.E a ausência dos clubes nacionais nas competições europeias? Isso não dificulta o aumento da competitividade das nossas equipas e atletas? A não participação das nossas equipas nas competições europeias é bastante prejudicial para o basquetebol na sua plenitude – dirigentes, treinadores e jogadores. São experiências e oportunidades de aprendizagem excelentes. Benfica e FC Porto são os únicos candidatos ao título ou mais clubes poderão entrar na discussão? Penso que sim, são os dois grandes candidatos ao título.É capaz de avançar, colectiva e individualmente, com os nomes das principais revelações da época? Não, penso ser muito arriscado e injusto.O regresso do Eddie é um trunfo adicional para a equipa? O Tommie Eddie é um trunfo para a equipa, como todos os outros, no entanto é também muito importante para o desenvolvimento do basquetebol em Guimarães.Espera um apoio cada vez mais forte dos adeptos vitorianos? Esse é o meu objectivo pessoal, ver o pavilhão do VSC cheio de adeptos a ver basquetebol, sabendo que para que isso aconteça tenho que lutar pelo título. Assim seja!
Carlos Caetano: “Uma época ao nível da anterior”
Carlos Caetano fala ainda do novo formato do campeonato e do fim das jornadas cruzadas.
Quais as expectativas para a nova temporada? As nossas expectativas passam por realizar uma época ao nível da anterior, sabendo de antemão que não é fácil atingir o mesmo patamar. Se conseguirmos ficar novamente nos quatro primeiros classificados da Fase Regular estaremos preparados para discutir qualquer eliminatória do playoff (que felizmente esta época é à melhor de 5 jogos).Considera já ter o plantel encerrado ou ainda equaciona proceder a algumas modificações? Nesta altura temos o plantel praticamente definido e apenas consideramos a hipótese de acrescentar mais um jogador para a posição de base. No entanto, no decorrer da época podem ou não existir ligeiros ajustes relativamente e entradas e saídas, o que é perfeitamente normal na nossa modalidade.Os efeitos da crise económica tornaram mais complicada a missão de construir o plantel? Obviamente que sim. O orçamento da nossa equipa foi reduzido em cerca de 15%, o que de alguma forma complicou a formação do plantel. A nossa opção foi direccionar essa redução para as despesas relacionadas com a contratação dos jogadores estrangeiros. Por outro lado, a descida de divisão e/ou abandono da Proliga, de alguns clubes do Sul possibilitou a existência de mais jogadores disponíveis no mercado.O Campeonato sofreu uma alteração, com o fim das jornadas cruzadas. O medir forças com equipas teoricamente mais fortes era bom ou mau para as formações da Proliga? Claro que medir força com as equipas da LPB era motivante e positivo para as equipas da Proliga, mas nunca concordei com a diferença de estrangeiros permitida nas jornadas cruzadas, nem com o facto de serem alternadamente 2 ou 3 árbitros a dirigirem os jogos.A Proliga pode tornar-se um “viveiro” de jogadores para as equipas do escalão principal? Penso que a Proliga poderá servir para dar experiência a alguns jogadores que necessitam de jogar a um nível mais elevado, entre os quais se incluem os que transitam do escalão de sub-20. No entanto, considero que existe um nicho de jogadores, que pela sua vida pessoal e profissional serão sempre “jogadores Proliga”, não tendo a ambição ou a possibilidade de chegar à LPB. É capaz de avançar, colectiva e individualmente, com os nomes das principais revelações da época? Na minha perspectiva, as revelações da época em termos de equipas serão: o Lusitânia, que realizou muitas e boas aquisições; o Eléctrico Ponte de Sôr que reforçou fortemente o núcleo de jogadores que já possuía; e ainda o Sangalhos que continua a ter um excelente lote de jogadores portugueses e uma grande “profundidade” em termos de opções no plantel. Em relação a jogadores, sem dúvida que as revelações serão certamente os atletas que mais trabalharem nos seus clubes e maior ambição demonstrarem no treino e na competição. Espero sinceramente, que alguns desses jogadores sejam do Galitos FC – Barreiro, e que isso lhes proporcione chegarem onde ambicionam individual e colectivamente.
João Freitas: “Os estrangeiros são uma falsa questão”
A não perder, nos detalhes desta notícia.
Quais as expectativas para a nova temporada? As minhas são as mais altas. As de quem decide e põe os meios à disposição para a formação e gestão do plantel tem de lhe fazer essa mesma pergunta. Todos os treinadores querem ser campeões. Quantos presidentes e direcções o querem ser? E quantos têm opções para o tentarem ser? O panorama da competição parece-me, contudo, que em pouco se vai alterar. As dificuldades das equipas em arranjarem e desenvolverem projectos credíveis vai ser uma realidade. Penso que assistiremos em muitas equipas (mais uma vez) a uma cultura de quase sobrevivência. Considera já ter o plantel encerrado ou ainda equaciona proceder a algumas modificações? O plantel está encerrado. As modificações (a haver ) serão apenas por motivos de força maior, como lesões ou faltas graves de empenhamento e comportamento.Os efeitos da crise económica tornaram mais complicada a missão de construir o plantel? A crise não pode servir como desculpa para se fazer menos. Em tempos de crise é que se vêem as lideranças fortes e competentes. Na ausência destas então a crise far-se-á notar ainda mais. Mas penso que a crise em que nos encontramos é muito mais grave do que a crise económica geral.Todos os anos é obrigado a reformular o grupo de trabalho. Não é inglório trabalhar e muitas vezes recuperar atletas que depois são aproveitados pelos clubes com melhores condições? A glória dos treinadores dos clubes de menor dimensão é contribuir para a valorização das suas equipas e dos seus jogadores. Porque títulos é cada vez mais difícil. Se neste processo os jogadores se valorizam, então temos parte da nossa missão cumprida.O Campeonato sofreu uma alteração, com o fim das jornadas cruzadas. Pensa que agora irá existir maior competitividade, ou o facto d e as equipas jogarem com adversários teoricamente mais fáceis acabava por ajudar a que alguns jogadores menos conhecidos ganhassem protagonismo? Os grandes sempre vão ser maiores do que os outros que não o são. Quanto ao protagonismo de quem tem valor ele é demonstrado na competição entre os melhores e não com os piores. Só eleva o seu nível de jogo quem compete e treina com quem é melhor que ele. Tendo em conta o passado recente, agora há menos estrangeiros no basquetebol português. Isso é bom ou mau? Para mim essa sempre foi uma falsa questão. Vejam os plantéis das equipas da ACB. Espanhóis que são só campeões europeus e do mundo. E vejam a constituição das melhores equipas das melhores ligas europeias. Vejo que todos esses países já ultrapassaram isso. E nós aqui, coitadinhos dos portugueses, que a culpa dos nossos males é dos malvados dos estrangeiros. Haja paciência para tamanhas enormidades. Defendo e sempre defendi que competência não é nacionalidade e não é assim que quem quer ser jogador de basquetebol de alto nível vai trabalhar mais ou ser melhor.O regresso a Portugal da maioria dos jogadores internacionais vai ajudar a elevar o nível da competição? Todos os bons atletas elevam o nível das competições em que participam. E a ausência dos clubes nacionais nas competições europeias? Isso não dificulta o aumento da competitividade das nossas equipas e atletas? Isso prova o quanto baixámos nos nossos níveis competitivos. Hoje as competições europeias são vistas como mais uma despesa que os clubes têm em vez de projecção do seu nome e do Basquetebol do País que representam. Mais um exemplo do tão baixo que chegamos. E mais grave, dos treinadores nem um palavra sobre isso. Também não admira. São cada vez menos os que têm capacidade para dizer que sim ou que não. Benfica e FC Porto são os únicos candidatos ao título ou mais clubes poderão entrar na discussão? É inegável que esses clubes têm tudo para serem os grandes dominadores da época. Numa prova a eliminar penso que alguém mais pode fazer uma surpresa. Agora no playoff, pela profundidade e qualidade dos plantéis à disposição, dizer que não vão ser estes dois clubes a dominar é discurso de treinador que não quer entrar derrotado numa competição. Porque no início toda a gente pode ganhar a todos, todos querem ser campeões, mas no fim vamos ouvir que com estes plantéis fizemos os possíveis e os impossíveis e não deu. A história repete-se com salvas e honrosas excepções.É capaz de avançar, colectiva e individualmente, com os nomes das principais revelações da época? Colectivamente a revelação será a equipa que ficar em quarto. Penso que no geral as equipas têm assinado bem os seus estrangeiros. Individualmente, e infelizmente, as revelações individuais já preparam a sua retirada das competições “profissionais”. Com tantas alterações, na equipa técnica e nos jogadores, quanto tempo será preciso para o conjunto começar a jogar dentro daquilo que é o desejo do treinador? O nosso processo é quase sempre começar do zero. Tempo no nosso caso é medido não em dias, mas na capacidade dos jogadores assimilarem os processos e filosofia do treinador. Mais do que o desejo do treinador são os jogadores fundamentais em todo o processo. Neste aspecto é que se vê a capacidade das equipas em manter os seus melhores jogadores. Os jogadores ambiciosos sempre querem mais. E o CAB e a Liga Portuguesa de Basquetebol dificilmente satisfazem essa ambição. Assim os bons saem à procura de novos e melhores desafios.Sente que os outros clubes estão confortáveis com o facto de acumular as funções de treinador de um clube com as de responsável pela Selecção? E não teme que os jogadores de outros emblemas sintam que podem ser prejudicados ao nível das chamadas à Selecção por estar mais próximo (e naturalmente conhecer melhor) os atletas do FC Porto? O que pensam os clubes que o tornem público, bem como os seus dirigentes. Para mim dá igual. Competência é competência. Isto pressupõe o natural distanciamento para quem aceita a acumulação de cargos. Hoje são tão poucos os jogadores portugueses com capacidade e vontade de chegar à Selecção Nacional que a escolha do treinador é muito fácil. A ausência de opções não levanta muitas dúvidas sobre quem merece lá estar. E quantos querem lá estar? E se forem todos os jogadores do Porto à Selecção é porque o merecem. O resto é novela já vista de algumas pessoas para desviar a atenção do essencial da questão. A nossa qualidade geral é má. Trabalhar melhor em todo o lado é o caminho para a evolução e para a dificuldade nas escolhas. Neste momento tenho a certeza que são tão claras que nem discussão merecem. E tenho também a certeza que o Moncho Lopez está acima de qualquer suspeita. E se não está, como competente que penso ser, será ele a buscar a melhor opção e a melhor saída.
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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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