Artigos da Federaçãooo

Curso de Treinadores de Nível I

Vai a ABC levar a efeito no próximo mês de Setembro um curso de treinadores de nível I. Logo após a acção de formação destinada aos formadores de todo o país que decorre em Coimbra nos dias 5 e 6 de Setembro, a Associação de Basquete leva a efeito mais um Curso. Desta forma procuramos cumprir com os objectivos de formação inicial de treinadores que têm permitido aos clubes do nosso distrito ter treinadores habilitados em todas as equipas mais jovens. Datas: 11,12,13,18,19,20,25,26 e 27 de Setembro 6ª as feiras – 21.00h-23.00hSábados – 9.00h-12.00h e 14.00h-18.00hDomingos – 9.00h-12.00h Valor da inscrição: 100 euros Local: Coimbra


João Silva: “Preocupa-me a pouca visibilidade”

João Silva refere ainda nesta entrevista que a conquista do primeiro título nacional foi um momento inesquecível

Que balanço faz de todos estes anos que se encontra ligado ao basquetebol? Felizmente o percurso impõe uma avaliação extremamente favorável. Tenho desempenhado, ao longo de mais de 30 anos ligado à modalidade, várias funções ao serviço do basquetebol e todas elas facultaram-me a possibilidade de desenvolver o meu conhecimento. Por esse facto, o basquete tem operado como vector impulsionador da procura constante pela aprendizagem. O trabalho desenvolvido ao nível da formação de atletas, o reconhecimento de personalidades ligadas à modalidade, juntamente com as imensas conquistas alcançadas, são razões suficientes para estar satisfeito com o meu percurso. A conquista do direito à participação nacional, a visibilidade dos atletas regionais no trabalho realizado pelas selecções nacionais, são dois exemplos que ajudam a perceber o sucesso inerente a este balanço. ais do que ter orgulho naquilo que fiz, fruo uma convicção forte no que posso vir a fazer. Que conselho daria a um jogos jogador ou treinador? Que acreditem sempre no melhor dos investimentos: o da formação pessoal. A aprendizagem é um processo inesgotável e, por isso mesmo, capaz de nos facultar o conhecimento necessário a novos desafios. Tem algum projecto que gostaria de levar a cabo? Vários. Continuar a contribuir para que o basquetebol possa crescer com desenvolvimento na Região; insistir, através de acções coordenadas com outros clubes, para que a Liga Feminina tenha maior visibilidade; paralelamente ao trabalho realizado na equipa sénior, poder participar na formação dos jovens atletas do CAB; assumir funções de seleccionador nacional… Há algum momento que nunca vá esquecer? A conquista do primeiro Campeonato Nacional. Foi um avanço significativo na afirmação do CAB e da Região no contexto nacional. Passamos a figurar no “quadro de honra” das equipas vencedoras desta competição. Mais recentemente, gostaria de referir o trabalho realizado com algumas atletas jovens do CAB, enquadrando-as na equipa sénior: Maria João, Marcy Gonçalves, Catarina Caldeira, Carolina Escórcio, Filipa Moreira… E o mais negativo? A experiência enquanto treinador-adjunto da equipa profissional do CAB Madeira. Qual a sua opinião sobre o estado actual do basquetebol nacional? Preocupa-me a pouca visibilidade do basquete feminino. Este facto tem influência negativa no trabalho realizado na formação de atletas pois, as referências de topo são escassas. Temos observado que as atletas mais evoluídas procuram a II Divisão Espanhola em detrimento da Liga feminina em Portugal. Paralelamente, a principal Selecção Nacional feminina não tem beneficiado da participação das atletas mais evoluídas, como sejam os casos da Mery e da Ticha. No sector masculino, embora o nível competitivo seja menor (comparativamente ao que se verificava na Liga profissional), a Selecção Nacional tem registado resultados muito positivos. Tem alguma opinião formada sobre o que deve ser alterado para melhorar a qualidade competitiva da modalidade? A abertura à introdução de atletas comunitários seria um dos factores que iria contribuir para o crescimento da modalidade. Limitar por si só o número de atletas estrangeiros nas equipas não se tem revelado como vector de desenvolvimento do atleta nacional. É necessário garantir o enquadramento dos clubes num programa nacional de formação desportiva. Isto é, identificar um conjunto de conteúdos a trabalhar nos diferentes escalões e, sobretudo, programar uma forma de controlar e avaliar a aplicação prática desses conceitos. Tornar os centros de treino nacionais mais dinâmicos, viabilizando a participação dos seus treinadores junto do trabalho realizado nos respectivos escalões de cada um dos clubes, eventualmente em conexão com os directores técnicos das Associações… Que jogador(a) mais o impressionou? Patrícia Andrew (jogadora do CAB durante 4 épocas). E treinador(a)? Jorge Araújo Na sua equipa de sonho, quem gostaria de ver jogar a seu lado? Definitivamente o melhor de sempre: Michael Jordan. Qual o seu 5 ideal, apenas com jogadores(as) portugueses? Patrícia Penicheiro, Mery Andrade, Gilda Correia, Vera Jardim, Mónica Duarte.Conte-nos uma situação caricata que se tenha passado em campo. Nada de especial. São tantas as situações estranhas durante os jogos que lhes perdemos a conta. E fora do campo? Após uma derrota, um jogador americano deu um murro no vidro de uma janela do balneário e foi para o hospital. O jogador afirmou que aquele murro era para o treinador. A viagem à Rússia para a Eurocup é uma aventura sempre interessante e repleta de situações caricatas. Qual é o seu clube do coração? Clube Amigos do Basquete (CAB). Qual o pavilhão que o impressionou mais até hoje? O Pavilhão em Orenburg, na Rússia. Jogo realizado na época de 2007/2008 contra a equipa do Nadezhda. Pela organização que envolvia a preparação antes, durante e após o jogo. Onde existe o melhor público? Provavelmente na NBA. E o pior? Certamente na Grécia Outra modalidade desportiva. Ténis b>Quem é o João Silva? O que faz para além do basquetebol? Licenciei-me em Educação Física e Desporto pela Universidade da Madeira. Fui simultaneamente jogador de Basquete e Futebol (Marítimo) até o escalão de juvenis. A família é o principal suporte inerente a todas as actividades que desempenho. Neste tipo de actividade (treinador), o sucesso e a frustração são sensações frequentemente presentes e, por esse motivo, o apoio da família é determinante. Criar momentos de convívio entre familiares torna-se fundamental. Esta valorização pela família advém do facto de ser o 7º de 10 filhos. Além disso, partilho a minha vida com a Cristina (esposa) e a Carlota (filha de 11 anos e, obviamente, atleta do CAB) que são para mim as pessoas mais importantes. A actividade desportiva que mais pratico é o ténis, porque é uma forma de libertar a tensão criada pelo intenso trabalho do dia-a-dia. A caminhada é outra das actividades que regularmente vou fazendo, para não se notar os efeitos da cerveja. Adoro viajar, principalmente na época de Verão, para conhecer novas realidades culturais. Ler e navegar na internet são outras formas de rentabilizar o tempo que não estou ligado ao Basquete.


Mário Silva: “Gostava de voltar a treinar”

Saiba quem ele colocou no seu 5 de sonho e que conselhos daria a um jovem treinador ou jogador.

Que balanço faz destes anos ligado ao basquetebol? Positivo. Mesmo em época de crise continuo a gostar do basquetebol como no 1º dia e a acreditar que valeu a pena o tempo e a dedicação que tenho dado à modalidade. Que aspectos positivos e negativos ressalva? De positivo o termos hoje jovens com melhores capacidades atléticas para a prática do jogo, nomeadamente no sector feminino. Negativo a falta de oportunidades para novos quadros técnicos e dirigentes, bem como que promovam ideias e projectos mobilizadores de forma a colocar a modalidade onde merecia estar. Que conselho daria a um jovem jogador ou treinador? Aos jogadores que não se esqueçam de estudar porque infelizmente o basquetebol não é profissão de futuro. Aos jovens treinadores, que se mobilizem porque é possível melhorar a situação actual. Tem algum projecto relacionado com o basquetebol que gostaria de levar a cabo? Gostava de voltar a treinar porque foi para isso que me preparei ao longo da vida. Enquanto tal não acontece dou por bem empregue o tempo e o trabalho desenvolvido na A.B. Lisboa. Há algum momento positivo que nunca vá esquecer? A chamada à Selecção Nacional Juniores enquanto jogador. Os títulos nacionais conquistados pelas equipas de Formação do Clube F. Os Belenenses enquanto treinador. E o mais negativo? O desaparecimento dos amigos Vítor Hugo, João Coutinho, Pratas e Joaquim Carlos. Com eles partiu muito do meu basket… Qual é a sua opinião relativamente ao estado do basquetebol nacional? Negativo. Também aqui a crise económica não justifica tudo… É tempo de renovação de quadros. Novas ideias respeitando o passado mas procurando um futuro melhor. Tem alguma opinião formada sobre o que deve ser alterado para melhorar a qualidade competitiva da modalidade? Trabalho forte na formação. Apoio aos clubes. Formação quadros e renovação dos mesmos. Acha que a modalidade continua a produzir bons talentos? Sim. Temos hoje jovens com maiores capacidades que no passado. Que jogador ou jogadora o impressionou mais? Claramente o José Alberto (capitão do Benfica). E treinador? O Prof. Teotónio Lima Quem jogaria na sua equipa de sonho? Base: Justin Baeley (Belenenses); 2º base: Troy Mckoy (CAB Madeira); Extremo Marlow White (Seixal ); Extremo /Poste: Corey Osinsky (Belenenses); Poste : Dog Muse (Estrelas Avenida). E o seu 5 de sonho português? Base: Joaquim Carlos (Benfica ); 2º base: José Alberto (Benfica ); Extremo: Carlos Lisboa (Benfica ); Extremo/ Poste: Leonel Santos (Benfica); Poste: Armando Garranha (Sporting). Conte-nos uma situação caricata que se tenha passado dentro de campo. O ter conseguido interromper um jogo contra a Académica em Coimbra ao empurrar a água para dentro do recinto de jogo (lembras-te Robalo?) que entrava no pavilhão fruto de um temporal . Estava a perder…e o jogo parou… E fora de campo? O assalto de que fomos alvo à cabine num célebre Sporting-Belenenses Um jogo inesquecível. Um Belenenses-FC Porto em juniores, no Restelo. Qual é o clube do seu coração? Clube de Jovens Alves Redol de Vila franca de Xira Qual o pavilhão que mais o impressionou até hoje? Madison Square Garden de Nova Iorque Onde existe o melhor público? O povo do Seixal era o melhor público, agora nem sei bem… E o pior? O público é todo bem vindo… Outra modalidade desportiva que aprecie. Atletismo Luís Magalhães ou Henrique Vieira? Os dois . FPB ou NBA ? NBA. Mário Leite ou Miguel Salvador? Mário Leite. Betinho ou Carlos Andrade? Dá-me igual… Gregory Stempin ou Ben Reed? Stempin, sem dúvida. Dois ou três árbitros? 2 , a crise é para todos. 4 períodos de 10 ou de 12 minutos? 4 de 10 Basquetebol feminino ou masculino? Masculino. Jogadores portugueses ou estrangeiros? Os bons não têm nacionalidade. Zona press ou defesa zona? Zona Press


Campo de Treino ABC

Decorreu ontem uma acção de formação destinada aos treinadores que compõem a equipa técnica do V Campo de Treino ABC. Norberto Alves, coordenador técnico do Campo, foi o prelector desta acção onde estiveram presentes os 16 treinadores que vão estar envolvidos nesta actividade que decorre de 6 a 11 de Julho no Pavilhão Multidesportos em Coimbra. O Campo de Treino ABC não é apenas um momento de formação para os jovens participantes mas também uma aposta da ABC na formação contínua dos treinadores que aqui têm um espaço de prática e de cooperação com acompanhamento. Os conteúdos a abordar nos diferentes níveis e instrução foram os principais temas desta acção. Está tudo pronto para este grande momento da época no Distrito, num evento que junta altetas e treinadores de vários clubes, melhorando o seu basquetebol num ambiente saudável e divertido. Os apoios da Câmara Municipal de Coimbra, Escola Alice Gouveia, Escola Infanta D. Maria, Eurest, Compal, Sportzone, FPB e Desporto Escolar, são fundamentais para levarmos este projecto para a frente.


Clinic foi um sucesso

Ao todo foram 170 os técnicos que estiveram no clinic que decorreu naquela localidade do centro do país.

De salientar a gravação de todo o clinic, para depois ser entregue aos participantes, um duplo DVD com as intervenções dos diferentes prelectores. Os prelectores evidenciaram-se pela qualidade das suas intervenções, ao nível do prestígio do seu currículo. Da simplicidade e alegria de Michel Gomez, passando pelas reflexões e estratégias de condução de equipas, treinos e exercícios de Mario Madejon ou a proposta de Miguel Hoyo, com referencias às coisas simples do basquetebol, a qualidade foi, sem dúvida, elevada. As esclarecidoras propostas de trabalho de força e coordenação para jovens baquetebolistas de Sasa Jackovlevic e, por último, um esclarecedor e pormenorizado Moncho Fernandez mereceram, igualmente, rasgados elogios. Por fim destacamos o Treinador Nacional Ricardo Vasconcelos, com uma intervenção de grande qualidade e de muito agrado de todos os presentes. Para o ano os treinadores podem desde já reservar a data de 26 e 27 de Junho para novo encontro, muito possivelmente na bonita cidade de Cantanhede.


Convite do Luxemburgo

Depois do sucesso de Paços de Ferreira San Payo Araújo parte na Sexta Feira dia 3 Julho para o Luxemburgo. O Director Técnico vai trabalhar no campo com minis do Luxemburgo numa acção de formação para treinadores.Na sequência da excelente intervenção que o Director Técnico do Comité Nacional de Minibásquete, teve durante a 4ª Reunião da FIBA-EUROPA para treinadores de SUB-14 e minibásquete, das diversas Federações Europeias em Outubro do ano passado na Alemanha em Freising, San Payo Araújo foi convidado pela Federação de Basquetebol do Luxemburgo para dar uma acção de formação naquele país. A acção vai decorrer no Sábado dia 4 no Domingo dia 5 de Julho na cidade do Luxemburgo.


Nuno Ferreira lamenta falta de títulos

Mas o técnico reconhece mérito no triunfo do Olivais e enaltece o facto de as vaguenses terem estado em três finais, bem como numa competição europeia

Que balanço faz da última época? Os balanços são sempre relativos. Se por um lado estou extremamente contente com o trajecto que realizámos, o facto de não termos conquistado nenhum troféu deixa um sabor amargo. O trabalho e a qualidade que a equipa demonstrou durante toda a época merecia algo mais, mas também temos de dar mérito à equipa do Olivais, que demonstrou ser superior e nós não tivemos argumentos para conseguir neutralizá-la. Mas sem dúvida que mesmo sem nenhuma conquista, uma digna participação europeia em época de estreia e o facto de termos estado nas finais da Supertaça, Taça de Portugal e Campeonato é sem sombra de dúvida positivo. Que aspectos negativos e positivos ressalva desta temporada? Sem dúvida o empenho de todo o grupo (jogadoras, fisioterapeuta, seccionista e direcção) na dedicação diária ao grupo e ao clube. Torna-se muito mais fácil trabalhar e atingir objectivos quando se lidera um grupo de trabalho que faz da humildade, dedicação, entusiasmo e ambição as suas principais características. Não tenho nada de muito relevante a realçar, talvez a saída da Sara, em Dezembro, e a lesão da Clarissa num momento chave na época tenham feito vacilar o grupo, mas rapidamente conseguimos passar por cima disso e lutar com todas as forças com quem estava disponível nesses momentos. Já tem algum convite para a próxima época? Sim, tive um convite que muito me orgulhou por muitíssimas razões, mas que infelizmente não pude para já aceitar. Tem algum projecto que gostasse de levar a cabo? O projecto enquanto treinador é continuar a evoluir, aprofundar meus conhecimentos, consolidar a minha liderança enquanto técnico e trabalhar no dia a dia com muito entusiasmo dedicação, honestidade, conseguindo tirar o máximo partido dos grupos que lidero, fazendo com que as/os atletas tenham o mesmo objectivo que eu e que trabalhem diariamente na procura de um objectivo que num grupo terá de ser sempre comum. Qual é o seu modelo de jogo favorito? Um modelo que tenha por base uma defesa individual forte e agressiva, que possibilite rápidas transições, procurando sempre as vantagens. Em ataque privilegiar os espaço para poder explorar as situações de 1×1 e as combinações de 2×2. De todas as equipas que já treinou, qual a que lhe proporcionou os melhores momentos da sua carreira? Todas elas, desde os escalões de formação, onde iniciei, me marcaram muito e serão momentos sempre para recordar, mas sem sombra de dúvida a presença na final a oito da Taça de Portugal pelo Sangalhos, a presença na participação europeia pelo Vagos e a conquista da Taça de Portugal foram os melhores, com muito realce, como é evidente, para esta última. Há algum momento positivo que nunca irá esquecer? O concretizar de um sonho que é a participação nas competições europeias, competindo com realidades fantásticas e que nos fazem crescer muito. E o mais negativo? Eliminação do playoff quando era treinador do Sangalhos, tudo o que isso provocou na minha vida pessoal e as ameaças que recebi cobardemente são coisas que jamais irei esquecer. Sobre outro ponto de vista, a lesão da Paula Seabra há duas épocas, quando estava fazer uma temporada fantástica. Qual a sua opinião sobre o estado actual do basquetebol nacional? Vou apenas falar da realidade que conheço hoje, o feminino. Ao nível sénior tem existido um esforço no sentido de melhorar a qualidade e o trabalho, sendo um sector com poucos recursos financeiros, mas os clubes têm tentado trabalhar o melhor possível, tendo na minha opinião crescido nos últimos anos. Acho, no entanto, que a FPB, tendo já feito alguma coisa, pode e deve fazer muito mais porque a atenção e os recursos que disponibiliza para o feminino comparativamente ao masculino é muito diferente. Sobre a formação, acho que podemos trabalhar muito mais e melhor, primeiro ao nível dos treinadores, depois na captação de jovens jogadoras e na quantidade de horas de aprendizagem/treino a que as mesmas estão sujeitas. Neste aspecto os centros de treino possibilitam sem sombra de dúvida que essas atletas tenham um espaço e uma organização que permitem a sua evolução. Tem alguma opinião formada sobre o que deve ser alterado para melhorar a qualidade competitiva da modalidade? Deveria ser possível ter jogadoras comunitárias (em número limitado); criação de uma Taça da Liga no final da primeira volta (para proporcionar momentos altos e de decisão); as competições nacionais deveriam ser acompanhadas por uma competição regional ao nível sénior. Que jogador mais o impressionou favoravelmente? Fernando Neves E jogadora? Carla Silva Qual é o seu 5 ideal? Poderia ser este: Ticha Penicheiro, Diana Taurasi, Candace Parker, Maria Stepanova e Lisa Lesley Conte-nos uma situação caricata que se tenha passado em campo. Algumas das minhas atletas no aquecimento do jogo com o Hemofarm, na Sérvia, fascinadas com a imponência do pavilhão e com o primeiro jogo na Women Cup. E fora do campo? Viagem a Leste este ano, com a equipa a ter de fazer duas noites em autocarro.


“É preciso ter-se ambição e objectivos “

Antes da partida para o Campeonato da Europa, Divisão B, a realizar de 2 a 12 de Julho em Eilat (Israel), auscultámos os seus anseios e preocupações, a respeito de mais esta competição, ela que é veterana nestas andanças, tendo estado em Chieti (2006), Timisoara (2007) e Skopje (2008).

(PB) – Como tem decorrido o plano de preparação?(MK) – Não tem sido fácil. Praticamente não pudemos fazer uma preparação completa, porque o campeonato este ano calhou mais cedo, apanhando antes a fase de exames escolares, o que nos causou alguns problemas. Mas todas as equipas estão nas mesmas condições. Felizmente que o grupo teve competição praticamente até aos últimos dias, o que foi positivo. As jogadoras estão numa forma física razoável. Não tivemos muitos jogos (apenas um contra as Sub 20 da Holanda, em Rio Maior), sendo essa a principal lacuna nestas duas semanas de preparação. Vamos tê-los agora, na Holanda (Amesterdão), onde iremos colocar em campo as nossas ideias que transmitimos ao grupo. (PB) – Todavia esta selecção já teve competição internacional esta época, concretamente no início de Janeiro, quando participou no Torneio das 4 Nações, em Ludwigsburgo (Alemanha), com as congéneres anfitriã, da Polónia e da Holanda, tendo ficado em terceiro, atrás das polacas (são da Divisão A) e da Alemanha. E agora seguem-se mais três jogos, antes da partida para Israel, ante as Sub l8 (dois encontros) e as Sub l6 holandesas (a finalizar). Foi um aspecto positivo, não concorda?(MK) – O torneio em Janeiro foi uma excelente experiência, sem dúvida. É importante que as jogadoras tenham motivação e objectivos. Sem ambição é complicado atingir-se o que pretendemos, como em tudo na vida. Também é a primeira vez que estamos a fazer um estágio prolongado (2 semanas consecutivas) e algumas jogadoras não estão mentalmente preparadas para a dureza dum estágio deste tipo. Por outro lado o calor que se fez sentir principalmente na 2ª semana acabou por ser uma situação parecida com a que previsivelmente iremos encontrar no Europeu em Israel. (PB) – No Campeonato deste ano Portugal está no Grupo B, com a Eslovénia, Finlândia e Suiça, nossos adversários na 1ª fase da prova (dias 2, 3 e 4), por esta ordem. Com um total de 16 países participantes, distribuídos por 4 grupos, o modelo de 2009 permite emendar um eventual percalço que ocorra na fase de grupos. Não é dessa opinião?(MK) – Este modelo dá teoricamente mais possibilidades na questão do apuramento para os 8 primeiros. Na 1ª fase os últimos classificados de cada grupo ficam logo afastados das posições cimeiras e irão discutir os últimos lugares da tabela (13ºao 16º).Conseguindo ser um dos 3 primeiros no nosso grupo, isso permite-nos entrar numa 2ª fase para um grupo de 6 equipas (iremos cruzar com o Grupo A, onde estão a Hungria, Estónia, Roménia e Inglaterra), que irão definir as 4 primeiras posições para o apuramento (1º ao 8º). Teoricamente acho que a Eslovénia é candidata a subir de Divisão. No ano passado ficou em 3º lugar nos dois escalões, tanto nas Sub 18 como nas Sub 16, pelo que tem um núcleo de jogadoras bastante forte, que já fazem parte da selecção sénior (nomeadamente a base Nika Baric e a poste Gortnar). O conhecimento que temos da Finlândia dos campeonatos anteriores (2006 e 2007), respectivamente em Chieti (Itália) e Timisoara (Roménia), onde ganhámos os dois encontros, pode não corresponder ao valor actual da equipa finlandesa. Isto porque a geração actual foi a que conseguiu subir à Divisão A no Campeonato de Sub 16 (2º em 2008, na Bulgária). Mesmo assim se conseguirmos impor o nosso ritmo e jogar o nosso basket, organizado, com controlo, acredito que podemos vencer a Finlândia. Neste tipo de competição é fundamental haver ambição. Quanto maior for o número de vitórias na 1ª fase, mais perto ficaremos do apuramento para os 8 primeiros. Naturalmente que consideramos a Suiça como a equipa com menos argumentos. Pelo menos é a noção com que ficamos da equipa que vimos o ano passado na Macedónia em que foi a última classificada, em 20 países. (PB) – Do 5 inicial mais utilizado no campeonato de 2008 em Skopje, mantêm-se 3 jogadoras: Michelle Brandão, Maria João Correia e Luiana Livulo. Não concorda que isso é uma mais valia para a equipa deste ano, em função da maior experiência deste trio?(MK) – Sem dúvida que a Michelle (base) e a Maria (2º base) já têm uma leitura de jogo mais madura, graças aos minutos que tiveram na Liga Feminina e na competição europeia. Noto uma grande melhoria e evolução no rendimento de ambas em jogo. Não posso dizer o mesmo da poste Luiana porque teve uma lesão que a levou a ter de ser operada em Novembro e portanto perdeu praticamente a época. Espero que ela consiga entrar no campeonato e dar a volta, ajudando a equipa.


Reunião Geral em Cantanhede

Aproveitando a organização do Clinic Internacional de formação e de acordo com o que tihna sido definido no encontro de treinadores levado a efeito a 4 de Abril, em Portimão, realiza-se, em Cantanhede, no sábado dia 27 de Junho, às 19.15 horas, no Auditório do Centro Paroquial, uma reunião geral da Associação Nacional de Treinadores de Basquetebol.A ordem de trabalhos é a seguinte: – Apresentação das contas – Preparação das eleições para os novos corpos gerentesFace à importância desta reunião , solicita-se a participação de todos os Associados


Ricardo Vasconcelos completa quadro de Prelectores

O Treinador portugês completa o painel de Prelectores que irão marcar presença em mais um Clinic Internacional de Cantanhede. O responsável pelo Centro de Treino e da selecção de Sub 16 ir á abordar o tema: Bloqueios indirectos e continuações. Estão assim reunidas todas as condições para mais um sucesso. Contamos com a vossa presença. Nos detalhes da notícia encontra o Currículum do Ricardo Vasconcelos e o programa do Clinic.Clubes: 2005/2007 – CAB Madeira – Seniores Femininos Campeonato Nacional Liga Feminina – 2006 Taça de Portugal – 2006 e 2007 Super-Taça – 2006 2001/2005 – S.A.D. – Seniores Femininos Campeonato Nacional Iº Div. feminina – 2004 2000/2001 – S.A.D. – Juniores Femininos e Cadetes Femininos Campeonato Nacional Cadetes Femininos – 2001 1999/2000 – S.A.D. – Juniores Femininos Campeonato Nacional Juniores Femininos – 2000 1997/1999 – S.A.D. – Seniores Femininos e Juniores Femininos – Treinador Adjunto Campeonato Nacional Seniores Femininos IIª Div. Feminina – 1998 1996/1997 – S.A.D. – Cadetes Femininos Campeonato Nacional de Cadetes Femininos – 1997 Selecções Nacionais: 2007/2009 – Centro Nacional de Treino Sub 16 femininos Selecção Nacional Sub 16 Femininos 2005/2007 – Selecção Nacional Sub 20 Femininos – Treinador Adjunto 2004/2005 – Selecção Nacional Sub 18 Femininos – Treinador Adjunto


Rui Fagundes elogia Angrabasket

Saiba nesta entrevista que balanço Rui Fagundes faz da época da formação insular.

Que balanço faz da última temporada? Penso que dentro das possibilidades do Angrabasket, com o plantel que tínhamos e pelas mudanças forçadas de norte americanos, foi uma época positiva. Atingimos o playoff, o que não acontecia desde a nossa subida, em 2004/2005. Que aspectos negativos e positivos ressalva? A forma que o clube encara a competição onde está inserido, a forma que cumpre com os compromissos que tem com os atletas e treinadores, mantendo-os fiéis ao clube, são, sem dúvida, aspectos positivos. Isto faz do grupo uma autêntica família! Posso dar o exemplo do Pedro Loth e do Carlos Dias que são do Continente e que estão há muitos na Ilha Terceira, bem integrados no clube Já tem alguma proposta para a próxima época? Neste momento sou director-desportivo do Angrabasket. Saí em Dezembro do ano passado do comando da equipa, pois a minha actividade como Director Técnico (a tempo inteiro) na Associação de Basquetebol da Ilha Terceira não era compatível com as funções de treinador. Algumas viagens coincidiam com o meu trabalho e não podia prejudicar nenhuma das instituições. Tem algum projecto que gostaria de levar a cabo? O meu projecto, para quem não tem conhecimento, sempre foi o Angrabasket. Fui um dos fundadores do antigo Núcleo Sportinguista da Ilha Terceira, que em 1998, foi campeão dos Açores e subiu à II A Divisão. Depois resolvemos fundar um clube só de basquetebol e criar as nossas próprias infraestruturas, desde sede própria, viaturas, etc, criando uma base sólida para sermos o que somos hoje. Subimos em 2003/2004 da CNB1 à Proliga e cá estamos. Sempre com os pés bem assentes no chão, com cerca de 100 atletas nos diferentes escalões, com atletas que têm sido chamados às selecções nacionais, como são os casos de David Tavares, em sub-20, e mais recentemente do Guilherme Ornelas, em sub-16, que está no Centro de Treino de Alto Rendimento de S. João da Madeira. Outro projecto que está na nossa mira é a construção do nosso pavilhão. Qual é o seu modelo de jogo preferido? O passing game onde, de uma forma livre, mas com regras bem especificas, damos prioridade às reacções colectivas do 1×1. De todas as equipas que já treinou, qual foi a que lhe proporcionou os melhores momentos da sua carreira? O Angrabasket. Sempre! Que momento positivo que nunca vai esquecer? A nossa subida da CNB1 à Proliga. E o mais negativo? O momento em que deixei de jogar. Qual é a sua opinião sobre o estado actual do basquetebol nacional? É complicado responder a essa questão, pois nós portugueses não temos uma verdadeira cultura desportiva, como acontece por exemplo com os Estados Unidos ou com Espanha. Isso complica a tarefa das pessoas responsáveis pelo basquetebol. Tem alguma opinião formada sobre o que deve ser alterado para melhorar a qualidade competitiva da modalidade? Sou da opinião que os treinadores mais aptos deviam estar a treinar os escalões de Minis e Iniciados, pois é aí que tudo começa. No nosso caso cometemos sempre o mesmo erro uma vez que é sempre onde estão os menos experientes, onde estão aqueles que acabaram de tirar o Nível I e isso não está correcto. A nossa pirâmide está completamente invertida. É preciso mudar as mentalidades. Se calhar treinar uma equipa de minis não tem o mesmo impacto que treinar uma equipa sénior da Liga ou Proliga. Que jogador mais o impressionou favoravelmente? Português, Paulo Pinto. Estrangeiro, Michael Jordan. E a jogadora? A Ticha Penicheiro. Qual é o seu 5 de sonho? O português pode ser o do Benfica. Quem não os queria? Estrangeiro: Michael Jordan, Kobe Bryant, Magic Johnson, Charles Barkley, Paul Gasol. Conte-nos uma situação caricata que tenha assistido em campo. Há uns anos jogávamos em Évora, onde o piso era sintético verde. Nós, do Lusitânia, equipávamos de verde e o Lusitano também. Um jogador nosso, meio nervoso, atirou de repente a bola ao árbitro e perguntámos-lhe: “Então?” Ele respondeu: “Não sei! Chão verde, nós de verde, eles de verde… O único que não estava de verde era aquele caramelo…” E fora do campo Que me lembre, nada de especial.


João Freitas analisa época CAB

De qualquer forma, o seu treinador – que aqui revela o desejo de emigrar na próxima temporada – considera que no cômputo geral a equipa esteve bem.

Que balanço faz da última época? Para a nossa equipa o balanço foi positivo, embora desejássemos todos ter estado na final do playoff. Não foi óptimo porque mesmo sabendo das nossas limitações, trabalhámos todos para ganhar e isso não aconteceu. Que aspectos positivos e negativos ressalva? O campeonato em si foi dos mais fracos, em termos de qualidade, dos últimos anos. A falta de profissionalismo, começando nas pequenas coisas até às maiores e mais visíveis foi a nota mais negativa. O positivo foi ver que os menos culpados são os treinadores e os jogadores, que fizeram com que esta competição se realizasse. Já tem algum convite para a próxima época? Não, mas vou continuar a procurar. Se surgir a hipótese de sair do País e de poder ter uma equipa para ganhar, aceitarei logo o desafio. Tem algum desafio que gostaria de levar a cabo? O meu maior projecto levo a cabo todos os dias, que é educar duas crianças fantásticas que tenho o orgulho de ser pai. Em termos de basquetebol todos os projectos que me levem a ter uma equipa capaz de ser campeã. Sair de Portugal era o que neste momento gostava mais de fazer. Qual é o seu modelo de jogo favorito? Pressão intensa e intensidade em todas as acções do jogo. Gosto que as minhas equipas corram, lutem e sejam muito agressivas. Depois, quando se fala em modelos temos sempre a tentação de definir coisas que não têm definição. O meu modelo passa sempre por cometimento máximo de todos em todas as situações do jogo. Depois de onde vens, para onde vais, onde bloqueias e como são aspectos secundários desse modelo de jogo. De todas as equipas que já treinou, qual a que lhe proporcionou os melhores momentos da sua carreira? A que acabei de treinar sempre me proporcionou os melhores momentos e a próxima sempre me vai proporcionar os melhores momentos da minha carreira. Sinceramente o que passou não tem muita importância para mim. Tento em cada momento e em cada época superar-me para que findo o ciclo consiga dizer para mim mesmo que a melhor época foi a que acabou. Há algum momento positivo que nunca vá esquecer? Na minha vida o nascimento dos meus filhos. No basquetebol a satisfação de ver que alguns dos meus ex-atletas sempre se recordam das coisas que lhes ensinei e que ficam para sempre. E o mais negativo? Todas as lesões que vi e que impedem os atletas de fazerem o que mais gostam. Qual é a sua opinião sobre o actual estado do basquetebol nacional? Esta resposta ocuparia talvez o questionário todo. A minha opinião é que está mal. Vícios e defeitos antigos e pouca gente nova com vontade e competência para mudar. Tem alguma opinião formada sobre o que deve ser alterado para melhorar a qualidade competitiva da modalidade? Muitas opiniões. Mas guardo para mim de forma a não ser interpretado como um iluminado que só dá opinião e nada faz. Vou contribuindo, fazendo com que as minhas equipas e os meus jogadores sejam melhores. Que jogador mais o impressionou até hoje? Pergunta sempre complicada de responder. Os jogadores também são ciumentos e referir só algum(ns) dos que treinei deixaria nos outros um sentimento de alienação. Mas o Zé Costa, pela vontade e liderança; o Nuno Perdigão, que depois das graves lesões ainda teve a força e a coragem necessárias para se levantar e ser muito útil; e a outro nível, por ser o homem e atleta mais completo que conheci, não podia deixar de referir o Mário Jorge, que me estranha muito que todos os anos esteja à espera para arranjar clube. Este “filhote” tem espaço e lugar em qualquer equipa em qualquer lado. E a jogadora? Basquetebol feminino?! O que é isso? Qual é o seu 5 ideal? Num plano de sonho: 1-Magic Jonhson 2- Kobe Bryant 3- Michael Jordan 4- Larry Bird 5- Kareem Abdull Jabbar. Teriam era que ser 5 bolas em cada jogo. Conte-nos uma situação caricata que se tenha passado em campo. Uma vez orientava um jogo de sub-24 e íamos num contra-ataque de dois contra um, mesmo em frente ao meu banco, e eu disse a quem driblava: “…assiste…” ele ouviu e passou a bola só que em vez de para o colega foi muito para fora. E eu, com a minha calma toda “…eu disse assiste não disse assistência…” E fora do campo? Não me lembro de nada digno de registo.


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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