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Dia decisivo no Campeonato Nacional Sub14 Masculino e Sub16 Feminino

Campeonato Nacional Sub14 Masculino

O segundo dia da Fase Final do Campeonato Nacional Sub14 Masculino, em Albufeira, ficou marcado por duas vitórias importantes de Sporting CP e FC Barreirense, num dia de jogos decisivos para as contas da competição.

Sporting CP domina FC Porto (78-51)

O Sporting CP venceu o FC Porto por 78-51, no Pavilhão Desportivo de Albufeira, num encontro em que a formação leonina voltou a demonstrar grande consistência coletiva e controlo do ritmo de jogo desde o primeiro período.

Os leões entraram melhor e construíram uma vantagem confortável logo na primeira parte, mantendo depois a superioridade ao longo dos quatro períodos. Apesar de alguns momentos de reação do FC Porto, a diferença nunca deixou de estar controlada pelo Sporting.

Do lado leonino, Pedro Melo esteve em destaque com uma exibição completa de 4 pontos, 8 ressaltos e 3 assistências, enquanto Ageu Contreiras contribuiu com energia em várias fases do jogo. Rafael Pereira e Evandro Cruz também somaram contributos importantes na rotação da equipa.

No FC Porto, o principal destaque foi Rodrigo Cervantes, com 11 pontos e 14 ressaltos, sendo a principal referência na luta das tabelas, bem acompanhado por Henrique Giesta, com 9 pontos e 9 ressaltos.

FC Barreirense superioriza-se ao SC Braga (67-47)

No segundo jogo do dia, o FC Barreirense venceu o SC Braga por 67-47, num encontro onde a equipa do Barreiro conseguiu impor maior eficácia ofensiva e melhor gestão dos momentos-chave da partida.

Depois de uma primeira parte equilibrada, o FC Barreirense acelerou no terceiro período e entrou no último quarto com uma vantagem confortável, acabando por confirmar o triunfo com naturalidade.

O grande destaque individual foi Pedro Cândido, autor de 17 pontos, liderando a ofensiva da sua equipa, bem acompanhado por Rodrigo Coelho, com 8 pontos e 7 ressaltos.

No SC Braga, Afonso Silva foi o principal destaque com 12 pontos, 4 ressaltos e 4 assistências, enquanto Lourenço Leitão também esteve em evidência, somando 7 pontos e 9 ressaltos, mas sem conseguir evitar a derrota da formação minhota.

Amanhã: dia da decisão em Albufeira

Com estes resultados, a Fase Final entra agora no seu momento decisivo. O sábado, 7 de junho, irá definir o novo campeão nacional Sub14 Masculino, com os encontros finais da competição a decidirem todas as posições.

O dia começa com os jogos de classificação e culmina com a grande final marcada para as 17h30, onde será coroada a melhor equipa do país no escalão Sub14 masculino.

Depois de dois dias de grande intensidade competitiva, tudo ficará decidido num último dia que promete emoção até ao último minuto.

Campeonato Nacional Sub16 Feminino

A Fase Final do Campeonato Nacional Sub16 Feminino está a decorrer em Albufeira e tem sido marcada por vários encontros de grande intensidade competitiva, onde CPN, Sporting CP, CAB Madeira e Académico FC/Ribadouro lutam pelos lugares cimeiros da classificação.

CPN volta a vencer, agora frente ao CAB Madeira (67-50)

O CPN derrotou o CAB Madeira por 67-50.

A formação de Ermesinde assumiu a liderança desde os minutos iniciais e foi construindo gradualmente a vantagem ao longo da partida. Depois de chegar ao intervalo a vencer por 30-23, o CPN voltou a ser superior na segunda metade, fechando o encontro com uma margem confortável de 17 pontos.

A equipa vencedora destacou-se no domínio das tabelas, recolhendo 50 ressaltos contra 39 do adversário, além de distribuir 15 assistências e converter mais lançamentos de campo do que o conjunto madeirense.

A grande figura da partida foi Sofia Quintela, que assinou um duplo-duplo com 20 pontos, 10 ressaltos e três assistências, terminando com o melhor índice de valorização do encontro (25.5). Também Carolina Almeida esteve em evidência, somando 16 pontos e 13 ressaltos, enquanto Sofia Sá contribuiu com nove pontos. Ema Rodrigues acrescentou ainda sete ressaltos e quatro assistências.

No CAB Madeira, Gabriela Andrade voltou a assumir o protagonismo ofensivo, terminando com 17 pontos e quatro assistências. Ana Viveiros acrescentou 15 pontos e seis ressaltos, enquanto Isabela Serrão registou 10 pontos e 12 ressaltos.

Sporting CP domina Académico FC/Ribadouro (64-38)

O Sporting CP venceu o Académico FC/Ribadouro por 64-38.

A formação leonina entrou determinada e assumiu desde cedo o controlo da partida, fechando o primeiro período com uma vantagem de sete pontos (17-10). O Sporting ampliou a diferença antes do intervalo (38-21) e manteve a consistência na segunda metade para confirmar um triunfo tranquilo.

A intensidade defensiva voltou a ser uma das principais armas da equipa verde e branca, que somou 21 roubos de bola, forçou 32 turnovers ao adversário e converteu esses erros em 26 pontos após perdas de bola.

No plano individual, o Sporting apresentou várias atletas em destaque. Maria Sousa foi a melhor marcadora da partida com 16 pontos, enquanto Catarina Gonçalves acrescentou 13 pontos, quatro ressaltos e três assistências. Ariel Vicente voltou a evidenciar-se pela versatilidade, registando nove pontos e quatro assistências, e Cloe Dominguez contribuiu com três assistências e quatro ressaltos.

Do lado do Académico FC/Ribadouro, Maria Pinhal terminou como melhor marcadora da equipa com 11 pontos, enquanto Teresa Panzo somou oito pontos e 13 ressaltos, sendo a principal referência nas tabelas. Alice Assunção acrescentou oito pontos e cinco ressaltos.

Dia decisivo em Albufeira

No Campeonato Nacional Sub16 Feminino, o dia de amanhã será inteiramente dedicado às decisões e à luta pelas classificações finais, num encerramento que promete intensidade máxima em Albufeira.

Depois dos resultados registados nos primeiros dias de competição, ficou definido o quadro competitivo para o último dia da Fase Final, com quatro equipas ainda na discussão direta pelos lugares do pódio.

O programa de domingo, 7 de junho, arranca com o duelo entre o Académico FC/Ribadouro e o CAB Madeira, seguido do confronto entre o SCP e o CPN, jogos que irão determinar a classificação final do 1.º ao 4.º lugar.

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Portugal conhece convocados para o apuramento do FIBA 3×3 Europe Cup 2026

As Seleções Nacionais de 3×3 Seniores Masculina e Feminina já têm definidos os quartetos que vão representar Portugal no FIBA 3×3 Europe Cup Qualifier 2026, prova que decorrerá em Košice, na Eslováquia, nos dias 13 e 14 de junho.

No setor masculino, o Selecionador Nacional Luís Neto Oliveira chamou:

Atleta Clube
António Moreira SC Braga
Danilo Horta CA Queluz
João Grosso Red Devils Morges St-Prex (Suíça)
Luís Silva Imortal BC

A equipa técnica conta ainda com a fisioterapeuta Ângela Vieira e a Team Manager Helena Gomes.

Portugal integra o Grupo R1-A e terá pela frente a Suíça e a anfitriã Eslováquia no dia 13 de junho. Os encontros da fase a eliminar disputam-se no dia seguinte.

No setor feminino, o Selecionador Nacional Francisco Costa convocou:

Atleta Clube
Emília Ferreira Sporting CP
Gabriela Raimundo CP Esgueira
Márcia da Costa GDESSA
Maria Marinho SC Coimbrões

Tal como na equipa masculina, a estrutura técnica é composta por Ângela Vieira, na função de fisioterapeuta, e Helena Gomes como Team Manager.

A Seleção Nacional Feminina ficou integrada no Grupo R1-A e vai medir forças com Croácia, Turquia, Itália e Finlândia, procurando assegurar a presença na fase decisiva da competição.

A concentração de ambas as seleções está agendada para o dia 9 de junho, em Braga, seguindo-se a viagem para Košice, onde Portugal procurará garantir a qualificação para o FIBA 3×3 Europe Cup 2026.

Calendário de Jogos

Masculinos

Data Jogo Hora
13 junho Suíça x Portugal 12h05
13 junho Eslováquia x Portugal 15h20

Femininos

Data Jogo Hora
13 junho Portugal x Croácia 10h50
13 junho Turquia x Portugal 14h30
14 junho Portugal x Itália 09h00
14 junho Finlândia x Portugal 10h50

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092 | Convocatória Seleção Nacional 3×3 Seniores Femininos

Convocatória Seleção Nacional 3×3 Seniores Femininos – Apuramento FIBA 3×3 Europe Cup 2026


091 | Convocatória Seleção Nacional 3×3 Seniores Masculinos

Convocatória Seleção Nacional 3×3 Seniores Masculinos – Apuramento FIBA 3×3 Europe Cup 2026


037 | Conselho de Disciplina da época 2025-2026

Conselho de Disciplina – P.368, P.393, P.398 a P. 402-20 25/2026


Circuito Nacional 3×3 2026 já tem calendário e inscrições abertas para a primeira etapa

O Circuito Nacional 3×3 2026 já tem datas e locais definidos para aquela que será mais uma edição da principal competição de 3×3 organizada pela Federação Portuguesa de Basquetebol.

As inscrições para a primeira etapa, que terá lugar em Santo Tirso nos dias 13 e 14 de junho, já se encontram abertas e decorrem até às 12h00 do próximo dia 10 de junho. Com o arranque da competição cada vez mais próximo, as equipas interessadas em participar na etapa inaugural do circuito deverão garantir a sua inscrição dentro do prazo estabelecido, no site oficial da competição.

Os jogos seguem depois para Gondomar a 20 e 21 de junho. Após uma breve pausa, o circuito regressa em julho com uma etapa em Vila Franca de Xira, marcada para os dias 11 e 12 de julho.

O mês de agosto será particularmente intenso, com quatro etapas agendadas. A primeira terá lugar em Esposende, nos dias 1 e 2 de agosto, seguindo-se o Porto, a 8 e 9 de agosto, e Espinho, a 22 e 23 de agosto.

A temporada culminará na Final Nacional, que terá lugar na Maia, entre os dias 28 e 30 de agosto, reunindo as melhores equipas do circuito na luta pelo título.

A Federação Portuguesa de Basquetebol divulgará em breve mais informações sobre regulamentos, inscrições das restantes etapas e novidades associadas ao Circuito Nacional 3×3 2026.

As inscrições para o Circuito Nacional estão todas disponíveis no site oficial da competição.

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Campeonatos Nacionais e Taças Nacionais decidem-se em Albufeira, Aveiro e Coimbra

O basquetebol de formação volta a estar em destaque este fim de semana, com a realização das Fases Finais dos Campeonatos Nacionais Sub14 Masculino e Feminino e das Taças Nacionais Sub14 Masculina e Feminina. Entre os dias 5 e 7 de junho, Albufeira, Aveiro e Coimbra recebem algumas das melhores equipas do país, que procurarão terminar a temporada da melhor forma, conquistando os respetivos títulos nacionais e troféus. Todos os jogos vão ter transmissão na FPBtv.

Campeonato Nacional Sub14 Masculino

Albufeira será o palco da Fase Final do Campeonato Nacional Sub14 Masculino, competição que reúne SC Braga, Sporting CP, FC Barreirense e FC Porto. As quatro equipas chegam à derradeira etapa da prova depois de um percurso de grande qualidade ao longo da época e entram em campo com o objetivo de conquistar o título nacional.

A competição arranca esta quinta-feira, 5 de junho, no Pavilhão Desportivo dos Olhos de Água. O primeiro encontro colocará frente a frente o SC Braga e o Sporting CP, às 19h00, seguindo-se, às 21h30, o duelo entre FC Barreirense e FC Porto. Estes dois jogos serão fundamentais para a definição das contas da fase final e poderão desde logo dar uma importante vantagem a quem conseguir entrar a vencer.

Na sexta-feira, 6 de junho, já no Pavilhão Desportivo de Albufeira, o vencedor do primeiro jogo enfrentará o vencido do segundo encontro, numa partida agendada para as 16h15. Mais tarde, às 18h30, será a vez do vencido do primeiro jogo medir forças com o vencedor do segundo. A decisão ficará reservada para sábado, 7 de junho, com o encontro entre os vencidos dos Jogos 1 e 2 marcado para as 15h15 e a partida que atribuirá o título nacional agendada para as 17h30, entre os vencedores dos dois jogos inaugurais.

Campeonato Nacional Sub16 Feminino

Também em Albufeira decorrerá a Fase Final do Campeonato Nacional Sub16 Feminino, que contará com a participação do Clube Propaganda da Natação, Académico Futebol Clube/Ribadouro, Sporting CP e CAB Madeira. As quatro formações garantiram o seu lugar nesta fase decisiva e procurarão agora conquistar o título máximo do escalão.

A jornada inaugural realiza-se esta quinta-feira, 5 de junho, no Pavilhão Desportivo de Albufeira. O CPN defronta o Académico Futebol Clube/Ribadouro às 19h00, enquanto o Sporting CP enfrenta o CAB Madeira às 21h15. Os resultados destes encontros terão um peso significativo na definição da classificação final da competição.

A prova prossegue na sexta-feira, 6 de junho, com dois novos encontros. Às 11h45, o vencedor do Jogo 1 enfrentará o vencido do Jogo 2, seguindo-se, às 14h00, a partida entre o vencido do Jogo 1 e o vencedor do Jogo 2. O derradeiro dia de competição está reservado para sábado, 7 de junho, com o confronto entre os vencidos dos Jogos 1 e 2 às 9h00 e a grande final agendada para as 11h15, entre os vencedores dos jogos disputados no primeiro dia.

Taça Nacional Sub14 Masculina

Aveiro acolhe a Fase Final da Taça Nacional Sub14 Masculina, competição que junta GRIB A/Duvalli, CAB Madeira, Linces de Mafra e Sport Clube Lusitânia. Depois de uma longa caminhada ao longo da época, as quatro equipas terão agora a oportunidade de lutar pela conquista da Taça Nacional.

As meias-finais realizam-se na sexta-feira, 6 de junho, no Pavilhão Desportivo da Gafanha da Nazaré. O primeiro encontro colocará frente a frente a GRIB A/Duvalli e o CAB Madeira, às 15h30. Mais tarde, às 17h45, os Linces de Mafra medirão forças com o Sport Clube Lusitânia, num duelo que definirá o segundo finalista da competição.

O desfecho da prova acontece no sábado, 7 de junho. Às 9h30 disputa-se o jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares entre os vencidos das meias-finais, enquanto a final está marcada para as 11h45. Nesse encontro estarão frente a frente os vencedores dos dois jogos da véspera, numa partida que determinará o vencedor da Taça Nacional Sub14 Masculina.

Taça Nacional Sub14 Feminina

Coimbra recebe a Fase Final da Taça Nacional Sub14 Feminina, que contará com a participação do Basquete Clube de Barcelos, Clube Desportivo Escola Francisco Franco, Sport Algés e Dafundo e Clube Desportivo Boa Viagem. As quatro equipas chegam a esta fase da temporada depois de ultrapassarem vários obstáculos e procurarão agora conquistar um dos troféus mais importantes do calendário nacional de formação.

A competição arranca na sexta-feira, 6 de junho, no Pavilhão Engenheiro Augusto Correia. O Basquete Clube de Barcelos defronta o Clube Desportivo Escola Francisco Franco às 15h30, enquanto o Sport Algés e Dafundo mede forças com o Clube Desportivo Boa Viagem às 17h45. Os vencedores destes encontros garantirão presença na final da prova.

No sábado, 7 de junho, terá lugar o último dia de competição. O jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares está agendado para as 9h30, enquanto a final decorrerá às 11h45. Será nesse encontro que ficará definido o vencedor da Taça Nacional Sub14 Feminina, encerrando um fim de semana repleto de decisões e de basquetebol de formação.

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Ema Karim: “Este ano foi bom, mas posso fazer muito melhor”

Ema Karim chegou ao seu segundo ano em Hofstra University sem pré-época, no dia a seguir à eliminação de Portugal no primeiro Mundial sub-19 feminino da história do basquetebol português. Tinha 18 anos, vinha de uma primeira época em que jogara dez jogos com uma média de três minutos e meio, e os seus treinadores tinham-lhe entregado um papel com tudo o que precisava de melhorar. Decidiu não parar. Trabalhou o verão inteiro.

O resultado está nos números: de 0,5 pontos por jogo para 5,8, de três minutos para mais de vinte e um, de suplente residual a titular e peça-chave numa das maiores surpresas da conferência americana CAA, onde Hofstra, décima cabeça de série num torneio de treze equipas, chegou à final com Ema Karim a ser a figura mais influente dos jogos decisivos. A extremo portuguesa falou em entrevista exclusiva à FPB sobre o verão que mudou tudo, o trajeto Cinderela no torneio da CAA e o que espera desta geração, dentro e fora das quatro linhas.

No final da tua primeira época, os teus treinadores deram-te um papel com tudo o que tinhas de melhorar para a seguinte. O que é que estava nesse papel?

Falava de ball handling — tinha de melhorar muito —, da defesa, de mudar o pace, a velocidade dos meus pés, de ganhar força e músculo. E também da tomada de decisão no lançamento: saber quando lançar.

Como é que trabalhaste? Sozinha ou com alguém?

Tive a ajuda da Margarida Pereira. Íamos para o campo do CAR e ficávamos a lançar. Lancei muito com o meu irmão, jogámos um contra um, que me ajudou na decisão. Depois estive na seleção, que também me ajudou muito. E em agosto treinei com o Ricardo Moreno — ficámos a trabalhar muito o lançamento, o pull-up jumper —, o que ajudou muito a evoluir.

Foi o mesmo verão do Mundial sub-19. Como é que geriste essa transição? No primeiro ano jogas dez jogos com uma utilização residual e de repente és chamada a ter um papel importante na seleção.

Foi um bocado difícil. De repente a equipa precisar de mim, ter um papel importante. Mas como eu passei o ano inteiro a querer jogar, a querer entrar, a ter esses minutos, a estar dentro do campo — acho que isso só me alimentou. Quando cheguei ao Mundial ou aos treinos da seleção, tinha essa fome de estar no campo, de querer jogar, de defender, de estar com as minhas colegas.

Voltaste a Hofstra no dia seguinte à eliminação de Portugal no Mundial. Não houve férias. Sentias-te preparada? Os pontos da lista de melhorias estavam feitos?

Sentia-me confiante. Apesar das minhas colegas terem estado a treinar durante um mês, eu tinha estado a jogar contra as melhores jogadoras da Europa, sempre em alta competição. Cheguei muito confiante e acho que foi isso que me ajudou muito a poder jogar mais este ano. Estava bem fisicamente, estava bem mentalmente. Entrei a matar.

Por não teres parado no verão, sentiste alguma quebra física durante a época?

Não. Fiz uma pausa de uma semana, mas tive muita ajuda na fisioterapia todos os dias, com os meus tornozelos. Muitos ice pads também. Acho que estive bem fisicamente.

Foi-te dito diretamente que ias ser titular, ou que ias ter um papel mais importante?

Não, eles não estavam muito à espera de que eu entrasse assim tão bem. Acho que ficaram um bocado chocados, porque sempre tentaram tirar mais de mim — tinham expectativas, queriam que eu falasse mais, que é uma coisa muito importante porque eu sou um bocado tímida. E eu como entrei bem, eles foram falando comigo: “Podes não entrar, mas és a primeira a sair do banco. Estás a ajudar muito, continua a fazer as coisas pequeninas — o ressalto, a defesa — e vais continuar a ganhar um papel.” Depois comecei a ser titular e eles disseram que estava a fazer um bom trabalho, que estava a ajudar a equipa nesses detalhes.

Um ano depois, passas de três minutos por jogo para mais de 21. Tornaste-te também uma grande ameaça no perímetro — 34% de três pontos, mais de cem tentativas na época. O trabalho do verão resultou nisso também?

Sim, claramente. Treinei muito com os meus treinadores adjuntos. Tivemos muito trabalho na offseason, treinos extra — mais de trinta minutos depois dos treinos todos os dias. Isso ajudou muito na confiança. No jogo é tão rápido que às vezes nem pensas no que estás a fazer, mas como treinei tanto, isso deu-me muito mais confiança no lançamento.

Acabas a época com 33 jogos, mais vezes titular do que a sair do banco, 21 minutos por jogo, seis pontos, 34% de três. Sentes que estás mais perto daquilo que queres ser? Qual é o próximo passo?

Sim, estou mais perto. Os treinadores têm mais confiança em mim, estão a puxar um papel mais de capitã para o ano que vem. Eu só quero ter um papel mais de líder na equipa — que as pessoas confiem em mim, que as mais velhas olhem para o meu trabalho e que se sintam inspiradas. Que vejam que se pode sair do banco para ser titular. Mas é continuar a fazer os detalhes. Eu não sou muito uma pessoa que marca os pontos todos da equipa. Gosto mais dos pormenores — passar a bola, roubar a bola, a transição, o que faz fluir o ataque. Para mim a estatística não é assim muito. Mas sim, quero ser uma líder no próximo ano.

Uma líder implica também seres vocal em campo. Estás preparada para esse passo?

Sim. Os treinadores têm estado a puxar muito isso neste pós-época: “Ema, tens de ser tu a dizer isto. Ema, o que é que é para fazer. Ema, tu dizes quando correr.” Tem sido um bocado complicado, mas sei que eles querem o melhor para mim, então estou a trabalhar nisso.

No final da época, viveram uma verdadeira história de Cinderela. Entraram no torneio da CAA como décima cabeça de série num torneio de treze. Havia expectativa dentro do balneário de irem tão longe?

Pode parecer um bocado maluco, mas apesar de termos os resultados que tivemos, se forem ver os nossos jogos foi sempre equilibrado. Às vezes perdíamos no último segundo, num turnover, num buzzer beater deles. As equipas sabiam que não éramos fracas, sabiam que éramos difíceis de confrontar. Então fomos para o torneio como se o resto da época não tivesse acontecido. Começava do zero. Não interessava o que tínhamos sido. Nós queríamos ir à final, queríamos ganhar.

Na segunda ronda eliminam Towson por um ponto. Depois vêm dois jogos que vão ficar para sempre na tua memória: eliminam o segundo classificado, Campbell, quando marcas aquele triplo a um minuto e meio do fim, do meio da rua. E depois na meia-final marcas 17 pontos contra Drexel, que era o terceiro classificado. Quais são as memórias principais desse torneio?

É mais a equipa. Este ano adorei mesmo a minha equipa — são umas irmãs para mim. Mesmo nos momentos maus, quando perdíamos, quando estávamos naquele losing streak, lembro-me de estar chateada porque fiz um turnover estúpido num jogo e as minhas colegas não me deixaram ir para o meu quarto. Disseram: “Não, vamos ver um filme todas. Não te vamos deixar sozinha com esses pensamentos que eu sei que estás a ter.” E no jogo de Towson, quando a Emma Von Essen marcou aquele triplo, estávamos todas no banco a chorar. Foi mesmo uma Cinderella run.

Mas para ti também — o triplo muito longo frente ao Campbell, os 17 pontos contra o Drexel. Tu que dizes que não ligas à estatística, que preferes os intangíveis. De repente fazes o teu recorde pessoal na meia-final contra o terceiro classificado. Isso dá-te uma confiança extra.

Sim, sim.

Chegam à final e perdem frente a Charleston. Ainda assim, foste a melhor marcadora de Hofstra. O programa nunca tinha chegado à final desde 2015, partindo do décimo seed. Tiveram noção, no fim, da grandeza do trajeto e da história que tinham deixado no programa?

Sim, definitivamente. A nossa treinadora estava muito feliz com o processo. Mas depois do jogo estávamos todas um bocado tristes, porque sabíamos que era possível ganhar aquele jogo — Charleston tinha sido o nosso primeiro jogo da conferência e eu lembro que estávamos a ganhar o jogo inteiro e fomos perder no último minuto. Então seria um grande comeback. Foi um bocado triste porque sabíamos que podíamos ter ganho, mas sabíamos que tínhamos feito um recorde na escola e que isso ia ficar marcado.

Entrar no transfer portal nunca foi uma hipótese?

Não. É muito uma família aqui. Os treinadores deram-me uma oportunidade grande este ano. Posso evoluir no próximo ano, ter um papel mais de líder. Tenho muito para aprender ainda. Sinto que este ano foi bom como um começo, mas posso fazer muito melhor. Ficar era a única opção.

Uma das pessoas com quem partilhaste o campo no Mundial foi a Clara Silva, que também esteve muito bem este ano em TCU. Falam regularmente?

Temos um grupo do Mundial, da seleção. Ficamos a falar às vezes, a partilhar publicações. Depois temos outro grupo para as pessoas que estão nos Estados Unidos. Não é assim muitas vezes que falamos, mas de vez em quando fazemos uma chamada ou mandamos uns TikToks. Estou muito feliz por ela. Ela está a jogar muito bem também.

Fala-se pouco de basquetebol em Portugal, mas o Mundial foi muito falado, com muito destaque para a Clara, com aquele jogo fantástico dos 37 pontos. Mas tu também fizeste coisas muito boas: contra Israel marcas seis triplos e 18 pontos, contra uma equipa considerada favorita. Que memórias é que guardas desse jogo?

Lembro-me que tínhamos aquele rancor, porque no ano anterior perdemos contra Israel. Por isso estávamos todas com um bocado de raiva, queríamos mesmo ganhar. E os lançamentos estavam a entrar e elas estavam a passar a bola. Depois tínhamos a Clara, que é um ponto forte interior — a defesa delas ia mais para dentro e depois nós temos atiradores lá fora: a (Rita) Nazário, a Gabi (Gabriela Fernandes), eu, a Magda (Freire), a Marta Rodrigues. Não tinham muito o que fazer.

Estás a estudar Bioengenharia. Como é que isso está a correr?

Está a correr bem. Está a ser difícil, definitivamente. Os laboratórios, as aulas à noite, os estudos, mas acho que vale a pena. E esta escola é muito boa para este curso. É mais fácil que em Portugal, tenho a certeza disso. Mas o meu curso é exigente — a Rita Nazário está em Engenharia Mecânica e às vezes vamos falando sobre aulas que são complicadas. Os professores ajudam imenso, conciliam muito bem as aulas com os treinos e os jogos. Mas comparando com as minhas colegas de equipa que estão em Marketing, tenho mais horas de estudo e laboratórios.

Hofstra fica em Long Island, mesmo ao lado de Nova Iorque. Já foste à cidade?

Já, adoro. Não é como nos filmes, mas agora que vivo aqui já não gosto muito de ir onde estão os turistas — nós vamos a Soho, a Brooklyn, que é mais onde as pessoas vivem e é muito mais bonito. Basta apanhar um comboio de quinze minutos e estamos na cidade. É perfeito. Ficamos o dia inteiro no shopping, a tirar fotos, a passear, a ir ao jardim. Gosto imenso.

Tu que te descreves como introvertida, como é estar na Big Apple?

Nunca é aborrecido. Há sempre alguma coisa a acontecer na cidade. Lembro que no ano passado eu e as minhas amigas fomos à cidade e de repente estava a acontecer uma luta gigante — estava um ringue no meio da rua, boxers a lutar, estava cheio. Mas este ano já não sou assim tão introvertida com as minhas colegas. Já estou normal. (risos)

Hofstra perde várias seniores este ano — a Emma Von Essen, a Chloe Sterling. Ainda tens dois anos de elegibilidade. Qual é o objetivo concreto para a próxima época?

O meu objetivo principal é ganhar o campeonato — seja a regular season ou o torneio da conferência. Tive um cheirinho no ano passado e agora estou viciada. Não consigo aceitar perder. Mas o que eu quero todos os dias, em todos os treinos, é dar o máximo que puder. Não quero sair de um treino a pensar que não dei tudo. Agora já não vou ter as mais velhas a puxar por mim — a Chloe Sterling, por exemplo, é uma das minhas melhores amigas aqui e ajudou-me imenso este ano. Ficava a treinar comigo um contra um no pós-época porque sabe o meu valor e sabe que vou ser importante para o ano que vem. Como não vou ter ninguém para me ajudar, vou ter de ser eu. Vai ser difícil mentalmente, mas é isso que eu tenho de fazer se quero crescer.

Vais ter de ser mentora das freshman que chegam. Estás preparada para isso?

Desde que elas queiram trabalhar e ganhar, sim. Eu vou dar tudo por elas se elas derem tudo por mim também.

Como são as instalações de Hofstra?

São incríveis. Temos o pavilhão principal, onde podes ir sempre, e o pavilhão onde treinamos, com máquinas de lançamento — se precisares de ir lançar sozinha é muito mais fácil. O que eu gosto muito é que tens acesso 24 horas por dia. Eu acabo o laboratório às nove da noite, não quero ir para casa — posso ir lançar e ficar até à meia-noite, à uma da manhã, sozinha, com a minha música, sem ninguém me chatear.

E isso acontece?

Acontece. O basquetebol ajuda muito com o stress. E com a Chloe — íamos lançar à noite, púnhamos a música. Depois tens o ginásio, o PT, a fisioterapia — são espetaculares, estão sempre prontos para ajudar.

Sentes que este vai ser o ano da tua afirmação definitiva?

Espero que sim. Sinto que este ano foi muito incrível — esta equipa vai ficar na minha memória para sempre —, mas espero que no próximo possamos fazer ainda melhor.

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090 | CENTRO NACIONAL DE TREINO DE PONTE DE SOR CONCLUI CICLO DE NOVE ANOS DE ATIVIDADE

Informação


Centro Nacional de Treino de Ponte de Sor conclui ciclo de nove anos de atividade

A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) informa que o Centro Nacional de Treino de Ponte de Sor não terá continuidade na época desportiva 2026/2027, encerrando um ciclo de nove anos que deixou uma marca significativa no desenvolvimento de jovens atletas de elevado potencial.

Esta decisão resulta de uma reflexão estratégica da FPB sobre os atuais modelos de formação e desenvolvimento do talento nacional. Apesar do significativo investimento realizado ao longo dos últimos nove anos, têm-se verificado crescentes dificuldades no recrutamento dos atletas identificados como prioritários para este projeto. Neste contexto, a Federação entende ser necessário reavaliar a forma como apoia e acompanha os jovens talentos com potencial para integrar as Seleções Nacionais Jovens, procurando garantir que os recursos investidos estejam alinhados com os objetivos de desenvolvimento e qualificação dos atletas para representarem Portugal ao mais alto nível.

Ao longo da sua existência, o Centro Nacional de Treino de Ponte de Sor afirmou-se como uma referência na formação desportiva nacional, proporcionando um ambiente de excelência que conciliou o desenvolvimento desportivo, académico e pessoal dos atletas. O projeto contribuiu para a formação de inúmeros jovens internacionais, reforçando o seu papel no crescimento e qualificação do basquetebol português.

A FPB expressa um agradecimento muito especial à Câmara Municipal de Ponte de Sor pelo apoio incondicional prestado ao longo destes nove anos. A visão, o compromisso e a disponibilidade demonstrados foram determinantes para a criação, consolidação e sucesso deste projeto, assegurando condições de excelência para o desenvolvimento dos atletas e constituindo um exemplo de colaboração entre o poder local e o movimento desportivo nacional.

A Federação agradece igualmente ao Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor, aos responsáveis técnicos, atletas, famílias, clubes e restantes parceiros que contribuíram para o sucesso desta iniciativa.

A FPB reafirma o seu compromisso com a formação e o desenvolvimento do talento nacional, procurando continuar a encontrar soluções que respondam aos desafios atuais e futuros da modalidade.

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073 | NOMEAÇÕES DO CA/FPB

NOMEAÇÕES DO CA/FPB


089 | Pré-Convocatória Seleção Nacional 3×3 Sub-23 Femininos

Pré-Convocatória Seleção Nacional 3×3 Sub23 Femininos, tendo em vista a participação na FIBA 3×3 Youth Nations League 2026.


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Legenda

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Miguel Maria

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