Artigos da Federaçãooo
CN 2 Feminina: Quatro invictos a duas jornadas do fim da 1ª fase
No Campeonato Nacional da 2ª Divisão Feminina, permanecem invictos Ginásio EXZELLENZ, SIMECQ Sub22, Guifões SC e Club 5Basket JBL M&PUB.
1ª Fase – Norte A
A Juvemaia ACDC não perdeu a oportunidade de igualar o BC Limiense, líder da série, ao vencer o Vitória Sport Clube – 45-47. Morgan Dillard – 16 pontos, 15 ressaltos – corporizou as ambições maiatas. Em encontro relativo à ronda 12, o Vitória Sport Clube vencera o Futebol Clube de Vizela – 38-52.
Outros resultados:
ATC 34-66 Futebol Clube de Vizela
GDAS Basket 35-67 SC Maria da Fonte
1ª Fase – Norte B
O Club 5Basket JBL M&PUB bateu, de forma contundente, o NCR Valongo Valetel – 45-93 -, e o CPN Sub22 – 62-41 -, pelo que mantém o estatuto invicto.
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No seu encalço, persiste o CTM V. Pouca de Aguiar, vitoriosa, no reduto da AAUTAD – 52-54.
Mais resultados:
AC Astromil 29 CPN Sub22 46
GDB Leça Pousadinha Parade 51-34 CBP
1ª Fase – Norte C
Também o Guifões SC goza de um percurso sem mácula, depois de superar o SC Coimbrões Sub22 – 55-60. Em segundo lugar, o GRIB | 48 e pico recebeu e venceu o SC Vasco da Gama – 65-55.
Em encontro correspondente à jornada doze, o Club Sport Marítimo/CAB alcançou uma vitória robusta, diante da UAA Aroso – 79-42 -, colhendo dividendos da boa exibição de Ana Castro – 18 pontos, 6 ressaltos, 4 roubos de bola. As portuenses, em jornada dupla na Madeira, perderam igualmente diante do CDEFF Sub22 – 67-49 -, com Ana Teixeira – 23 pontos, 12 ressaltos – a emergir como figura da partida.
1ª Fase – Norte D
A AAC comanda a série, na sequência de mais uma vitória, desta feita ante a Enesse Sanjoanense – 35-67. O Galitos Sub22 QViagem superiorizou-se, em partida referente à décima segunda jornada, ao SC Beira-Mar – 29-93 -, formação que, por sua vez, suplantou o GiCA – 58-50.
Em sentido inverso, a jogar em casa, o Galitos Sub22 QViagem caiu perante a Ovarense Internutri – 55-62. O Atómicos Eletrosantos-T21 passou o teste caseiro com o CD Tondela – 58-46.
1ª Fase – Sul A
O Santarém BC averbou a oitava vitória em nove encontros, na deslocação ao recinto do Chamusca Basket Clube – 18-59.
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O Unidos/Farmácia Moderna é segundo, depois de levar a melhor sobre a A.R. Amarense Soldalex – 52-81 – e soma os mesmos pontos do BC Lis IPLeiria, que se afirmou perante o Clube Náutico Abrantes – 54-61.
1ª Fase – Sul B
A SIMECQ Sub22 conta os jogos por vitórias, após o êxito, fora de portas, contra o Odivelas Basket – 53-79. Segue-se o GDEMAM, que sorriu, ante o seu público, perante o PAC/OBIT – 65-57. O Clube Nacional Natação amealhou os dois pontos, no Montijo, frente ao MBA – 45-61.
1ª Fase – Sul C
No confronto entre os dois primeiros classificados, então igualados, o Carnide Clube ganhou ao SL Benfica Sub22 – 79-73 – e saltou para o comando a solo.
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Encerra o pódio a Física Torres Vedras, que ditou leis frente ao GDGV – 66-39 -, com Bárbara Cosme – 4 pontos, 7 ressaltos – em plano de evidência. O Bilstein group/LOBOS derrotou o BAC/Crossjoin Solutions – 55-34. Em encontro relativo à ronda anterior, o mesmo Bilstein group/LOBOS não conseguiu contrariar a Física Torres Vedras – 40-49.
1ª Fase – Sul D
O Ginásio EXZELLENZ mantém a toada ganhadora. A turma de Olhão venceu, por margem folgada, o ASC/BVRM – Monsaraz – 28-119. No segundo posto, está o Portimonense SC, que acumulou triunfos com Quarteira Tubarões – 39-64 – e Imortal Sub22 Divine Home – 68-48 -, formação que respondeu da melhor forma na ronda nove, no duelo com o GDRAR Sub22 – 105-57.
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Foto de capa: DR – Guifões SC
CN 1 Feminina: CPN ANTARTE e ACD Ferragudo não cedem pontos
No Campeonato Nacional da 1ª Divisão Feminina, a lógica classificativa traduziu-se no desfecho da esmagadora maioria dos encontros. O CPN ANTARTE prossegue firme, no comando da zona norte, na sequência do triunfo expressivo ante Gafanha Reis & Ana – 81-45 -, com Vitória Dias – 11 pontos, 11 ressaltos – em plano de destaque.
Segue-se o SC Braga, autoritário na receção ao Académico FC – 69-35 -, com Hannah Pratt – 16 pontos, 16 ressaltos, 5 assistências, 5 roubos de bola, 4 desarmes de lançamento – a assumir o protagonismo nas locais.
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Encerra o pódio o CLIP TEAMS, soberano na visita ao CD Póvoa – 48-92 -, à boleia dos dígitos de Courtney Wristen – 17 pontos, 7 ressaltos, 4 assistências.
Na partida mais discutida, o Olivais FC MSC_Engenharia contou com a inspiração de Amhyia Moreland – 23 pontos, 19 ressaltos, 7 desarmes de lançamentos -, MVP da jornada, para levar a melhor sobre o CD José Régio – 65-70.
A sul, Sienna Durr – 23 pontos, 4 ressaltos, 6 roubos de bola – guiou a ACD Ferragudo, líder à condição, ao êxito contundente, sobre o CRCQ Lombos Sub22 – 54-83. No seu encalço, com um jogo a menos, está o CDEFF HPM, que ultrapassou, por margem significativa, o Sporting CP Sub22 – 71-51. Alice Martins – 15 pontos, 9 ressaltos, 5 assistências – foi a mais produtiva.
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Na terceira posição, surge o GDRAR REMAX Évora, que obteve um êxito, fora de portas, contra o Clube Basket de Queluz – 48-61 -, não obstante a réplica de Inês Mendes – 20 pontos, 4 assistências. Irene Cafumo – 18 pontos, 7 ressaltos – deu o mote para a segunda vitória da temporada do Belenenses, diante da SIMECQ – 72-59.
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O Sport Algés e Dafundo conquistou pontos preciosos, na deslocação ao recinto do Boa Viagem Angra Açores – 61-74 -, com as atenções a recairem em Inês Silva – 21 pontos, 13 ressaltos.
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Foto de capa: DR – CDEFF
Sportiva AZORISHOTELS e Basquete Barcelos HMMOTOR vencem os primeiros duelos da Taça de Portugal
Realizaram-se este sábado os dois primeiros jogos dos oitavos-de-final da Taça de Portugal Feminina.
Sanjoanense HELIOTEXTIL 69-85 Sportiva AZORISHOTELS
São João da Madeira recebeu o primeiro jogo da eliminatória e, desde os minutos iniciais, tornou-se evidente que se trataria de um encontro equilibrado. A equipa da casa entrou melhor e venceu o primeiro parcial por 19-16, mas a formação açoriana respondeu no segundo quarto, impondo-se por 17-22. Em duelos intensos debaixo do cesto, os visitantes foram para o intervalo em vantagem, por 36-38.
O terceiro período confirmou a grande intensidade de ambas as equipas. Com boas prestações coletivas e alternância no marcador, o jogo manteve-se renhido, chegando aos últimos dez minutos com uma diferença de apenas dois pontos. No quarto final, o Sportiva entrou muito forte, demonstrando clara vontade de assumir o controlo e fechar o encontro, acabando por marcar 25 pontos contra apenas 11 da equipa da casa.
Com 21,5 pontos de valorização, Mariana Carvalho foi a jogadora mais valiosa do encontro, contribuindo com 10 pontos, três ressaltos e cinco assistências. Do lado da Sanjoanense, Schekinah Bimpa voltou a estar em destaque, ao registar 17 pontos, 14 ressaltos e duas assistências, somando 28 pontos de valorização.
Galitos FFONSECA 51-74 Basquete Barcelos HMMOTOR
A equipa de Barcelos entrou muito intensa e inquebrável no encontro, distanciando-se rapidamente no marcador e fechando os primeiros dez minutos com uma vantagem de 13 pontos (8-21). Para se manter em jogo, o Galitos precisava de reagir e contrariar a eficácia ofensiva adversária. Essa missão foi bem-sucedida, e o segundo período já mostrou maior equilíbrio, terminando com um parcial de 17-17.
O terceiro quarto serviu para consolidar a superioridade da equipa de Barcelos. Com 25 pontos marcados e apenas 16 sofridos, a formação visitante aumentou a vantagem para 22 pontos, o que lhe permitiu gerir o ritmo do jogo no último período, que terminou com um parcial de 10-11.
Na equipa de Barcelos, Rebecca Taylor foi a jogadora em maior destaque, ao assinar um duplo-duplo com 11 pontos e 11 ressaltos, alcançando 24,5 pontos de valorização. Já na formação da casa, Salimata Koita mereceu distinção pela impressionante prestação nos ressaltos, com 15 apanhados, aos quais juntou seis pontos.
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SL Benfica é o vencedor da XVI Taça Federação Marsh
Há jogos e jogos. No Basquetebol, uma bola perdida pode significar uma derrota, um triplo convertido nos últimos segundos pode dar um prolongamento. E nesse prolongamento pode haver outro triplo, e lá vamos nós para mais cinco minutos. De tremenda emoção. Foi assim esta manhã, no Desportivo de Albufeira. Foi depois de dois prolongamentos, com um público formidável nas bancadas, com uma luta sem igual dentro de campo, que chegou ao fim a XVI Taça Federação Marsh. E o SL Benfica é o grande vencedor do dia: 85-86, num duelo que podia ter caído para qualquer um dos lados, como frisaram em flash interview ambos os técnicos. Ganha (também) o Basquetebol.
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O CRC Quinta dos Lombos, que sofreu na passada semana a primeira derrota da temporada, precisamente frente às encarnadas, foi um digníssimo vencido. Entrou melhor (22-16 no primeiro quarto), sofreu no segundo (13-28), reequilibrou-se no terceiro (16-14) e conseguiu nos últimos dez minutos (20-13) a “cambalhota” para o empate no final do tempo regulamentar, com dois triplos consecutivos, da lançadora Milica Ivanovic (16 pontos) e da extremo Chanaya Pinto (11pts, 6res) – terminaram com 50% no que toca à eficácia atrás da linha de três pontos.
Mas do outro lado havia uma endiabrada Inês Faustino (26pts) e Maria João Bettencourt a trazer ao de cima toda a sua experiência, a levar o jogo para o segundo prolongamento com um novo triplo – a história repete-se, afinal. Nos derradeiros cinco minutos, foi a experiência das atuais bicampeãs nacionais que veio ao de cima, Acumulado de 14-15 no pós tempo regulamentar, vitória para o coletivo de Eugénio Rodrigues e uma grande festa nas bancadas e no campo.
Destaque ainda para a poste cubana Nahomis Hardy (22pts, 11res – 28.5val) e Jasmine Powell (10pts, 5ast), da turma de Carcavelos, e do outro lado brilharam igualmente Letícia Soares (14pts, 7res) e a MVP Zuzanna Puc, com um duplo-duplo de 10 pontos e 15 ressaltos – 21 de valorização.
A MVP recebeu o troféu das mãos de Inês Raimundo, a representar a Marsh. Estiveram ainda presentes no Desportivo de Albufeira o presidente Manuel Fernandes, o Secretário de Estado do Desporto Pedro Dias, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, acompanhado do vice-presidente e vereador do Desporto Jorge Carmo.
Foi a terceira Taça Federação Marsh do SL Benfica, depois dos títulos consecutivos de 21/22 e 22/23. “Uma vitória à Benfica”, referiu Eugénio Rodrigues.
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Lombos e SL Benfica marcam encontro na Final da Taça Federação Marsh
E estão encontrados os finalistas da XVI Taça Federação Marsh. O CRC Quinta dos Lombos e SL Benfica venceram hoje as respetivas meias-finais, frente a Sporting CP e Imortal LUSIADAGÁS, e encontram-se amanhã (domingo, 11 de janeiro), no Desportivo de Albufeira, a partir das 11h30. Transmissão DAZN.
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CRC QUINTA DOS LOMBOS 89-66 SPORTING CP
Prestação imparável do coletivo de José Leite esta tarde. A um primeiro quarto de grande nível (24-10) sucederam-se dez minutos (18-17) onde as leoas ainda mostraram suficiente garra para contrariar a desvantagem, mas 42-27 ao intervalo foram algo penalizadores e a baixa eficácia de triplo (6/22 3P) contribuiu para que o coletivo de Carcavelos alavancasse ainda mais a diferença.
19-14 no terceiro quarto, 28-25 no segundo e cinco jogadoras do Lombos a marcar na casa das dezenas: Chanaya Pinto (13pts, 7res – 23val e MVP), Jasmine Powell, Milica Ivanovic e Nahomis Hardy com 13 pontos, Sara Caetano com 11. Do lado do coletivo verde e branco, Simone Costa foi a que mais remou contra a maré, com 16 pontos, bem secundada pelos 12 pontos de Dayna Rouse (mais oito ressaltos).
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IMORTAL LUSIADAGÁS 57-74 SL BENFICA
Jogo de emoções do início ao fim. Com uma grande massa humana no Desportivo de Albufeira, as águias confirmaram o favoritismo que lhes dava o estatuto de bicampeãs da Liga Betclic Feminina, mas precisam de suar para bater o Imortal de Adriano Cerdeira, que viu em Micaela Kelly (20pts, 8res) e Marta Vargas (13pts) as mais inconformadas da rotação algarvia.
A verdade é que foi mesmo preciso esperar até ao último quarto para que se dilatasse a vantagem, com três primeiros períodos de altíssimo equilíbrio: 18-18, 19-23, 14-14. Foi no último fôlego (e com 8/33 de lançamentos de três pontos) que sucumbiram as algarvias, perante dez minutos de grande nível das pupilas de Eugénio Rodrigues, que venceram o derradeiro parcial por 6-19.
Destaque para Maria João Bettencourt, com 17 pontos, seis ressaltos e cinco assistência, para Letícia Soares (16pts, 7res) e para Marta Martins, fundamental a agilizar a maior vantagem benfiquista e terminando com 11 cruciais pontos.
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A final da competição está agendada para as 11h30 deste domingo, 11 de janeiro, com o CRC Quinta dos Lombos à procura do seu quinto troféu (o último em 2017/18 e as encarnadas em busca do seu terceiro (títulos consecutivos em 2021/22 e 22/23).
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Antevisão à Taça Federação Marsh
A menos de 24h do início da Taça Federação Marsh, as intervenientes fizeram as respetivas antevisões.
Os encontros realizam-se em Albufeira e o primeiro jogo entre CRC Quinta dos Lombos e Sporting CP tem início às 14h15.
- Sara Caetano – CRC Quinta dos Lombos
“A equipa está focada em dar o máximo na Taça da Federação e vai entrar em campo motivada, concentrada e unida, num jogo decisivo, onde o objetivo é seguir em frente na competição”. - Simone Costa – Sporting CP
“O nosso objectivo é ganhar o jogo para chegar à final. O CRC Quinta dos Lombos é uma equipa forte, mas já provamos que conseguimos competir contra este adversário e essa é a nossa mentalidade para o jogo”.
O segundo encontro reúne Imortal LUSIADAGÁS e SL Benfica na eliminatória. O jogo começa às 16h45.
- Marta Vargas – Imortal LUSIADAGÁS
“Vamos para a taça federação com o mesmo objetivo de todos os jogos. Queremos mostrar que temos qualidade para competir entre os melhores e queremos ganhar o 1° título pelo Imortal LUSIADAGÁS desde que está na Liga Betclic”. - Marcy Gonçalves – SL Benfica
“Conhecemos bem o Imortal, tem-nos criado muitas dificuldades. É uma meia-final, a mentalidade é diferente. Todos os detalhes farão a diferença”.
A final terá lugar no domingo, às 11h30 no Pavilhão Desportivo de Albufeira.
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Os bilhetes estão à venda aqui.
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Madalena Amaro: “Sei muito bem o que é que vim fazer para os EUA”
Aos 17 anos, a base algarvia Madalena Amaro vive as primeiras semanas na NCAA ao serviço de Monmouth, e já soma minutos importantes como freshman num contexto altamente competitivo. Com um percurso que liga SC Farense, Imortal, CAR Jamor e Sporting, onde ajudou à conquista da II Liga e à subida ao principal escalão, a internacional jovem portuguesa aterrou nos Estados Unidos com as ideias arrumadas.
Em entrevista a Ricardo Brito Reis, Madalena fala do choque físico e cultural do basquetebol universitário norte-americano, explica como a experiência no Basketball Without Borders Europe e nas seleções jovens reforçou a sua capacidade de liderar em campo, descreve o dia a dia numa realidade em que treinos, viagens e aulas se atropelam e assume sem rodeios a ambição de «ser jogadora de basquete profissional» e, um dia, chegar à Seleção A.
Como têm sido as primeiras semanas na NCAA? Sentes um misto de realização, porque era algo que ambicionavas, ou de choque com a nova realidade?
Sim, claramente que há essas duas vertentes. Essa sensação de realização, porque sempre foi uma coisa que eu ambicionava: vir jogar para os Estados Unidos. Acho que a maioria das pessoas que jogam, principalmente em Portugal e que querem levar o basquete como futuro, já pensaram em jogar aqui. Mas, ao mesmo tempo, é um choque. Não é só um choque no desporto, é um choque em termos de cultura, de língua, de comida, e isso para mim foi muito evidente.
Mas sinto que me estou a adaptar bem. É uma realidade completamente diferente, mas vim para cá com os meus objetivos definidos. Sei muito bem o que é que eu vim cá fazer. Quero crescer como atleta, acima de tudo, mas também como pessoa.
Existem diferenças que nos levam a parar um bocadinho para pensar, principalmente no estilo de jogo, na intensidade e na velocidade do jogo aqui na NCAA. Em Portugal, uma jogadora aguenta bem 40 minutos. Aqui eu vi-me à rasca. Em Portugal fiz alguns jogos de 40 minutos e, aqui, no meu primeiro jogo, joguei 17 minutos e pensei: “não dá mais, não dá mais”. Entretanto, fui-me habituando. Eles dizem que sou, de certa forma, atlética. Tenho estado a trabalhar para desenvolver o meu corpo e para o adaptar a este estilo de jogo. É um jogo muito rápido e intenso. Portanto, existe sempre esse choque quando começamos, mas nada que umas semanas e mais uns quantos jogos não resolvam.
A verdade é que, pelo menos nos últimos jogos, já estás a jogar acima dos 30 minutos. Essa habituação está a acontecer rápido. Disseste uma frase que me chamou a atenção: “sei muito bem o que é que vim cá fazer”. O que é que tu queres com esta experiência?
Eu diria que desde o ano em que fui para o Sporting, o meu primeiro ano no Sporting, quando mudei a minha vida… Porque sou do Algarve, sou de Faro, mas cheguei ao Imortal, portanto aí já estava um bocadinho fora da minha casa, da minha zona. Mas quando mudei mesmo para Lisboa definitivamente e fiquei lá a viver, comecei a levar o basquete muito mais a sério.
Sei que quero ser jogadora de basquete profissional, sei que isto é o que eu quero, que isto seja o meu futuro. É difícil em Portugal, não só pelas condições – e está cada vez a melhorar, a federação e os clubes estão cada vez a proporcionar aos atletas melhores condições – mas sei que ainda é muito difícil uma atleta conseguir viver totalmente do basquete em Portugal.
Desde que mudei esse ano para o Sporting, sabia que tinha de ser uma coisa que tinha de levar muito mais a sério do que já levava. Vim para cá com essa ambição. Quero adicionar coisas ao meu estilo de jogo, quero ser uma jogadora mais completa e, ao mesmo tempo, desenvolver aquilo que já fazia minimamente bem, porque nunca fazemos tudo no melhor que é possível. E ainda por cima sou uma pessoa muito exigente comigo, não só em aspetos fora do basquete, mas também no basquete. Gosto muito de fazer as coisas direitinhas.
Vim para cá com essa mentalidade e esses objetivos definidos: quero acrescentar coisas ao meu estilo de jogo, quero tirar o melhor proveito desta experiência, aprender uma língua nova, tirar um curso relacionado com aquilo que gosto, que são as áreas da economia, caso o basquete não dê certo como espero. É aproveitar aquilo que os Estados Unidos nos dão, tirar um bocadinho de tudo e juntar à pessoa que sou, e à pessoa que tenho vindo a tornar-me.
Estás a estudar nessa área. Que curso é exatamente?
Estou a tirar Business com Marketing.
Pareces ter um desenho de carreira muito bem definido na tua cabeça. Quando saíste do Algarve, do Imortal, e foste para o Sporting, sentiste logo que estavas a dar um passo decisivo? Foi aí que saíste mesmo da zona de conforto e ganhaste esta ambição de querer fazer disto carreira?
Sim, foi sem dúvida esse salto. Para começar, fui para o CAR e ainda fiz o meu primeiro ano de CAR no Imortal. Ainda voltava a casa todos os fins de semana. Mas quando saí do CAR… ainda fiz o meu segundo ano no CAR e no Sporting.
Diria que o meu último ano de Sporting, ou seja, o ano passado, em que saí do CAR, vivi sozinha, partilhei a casa com duas americanas e uma colega da minha equipa também do Sporting, e passei praticamente a fazer tudo sozinha. Ia para a escola sozinha, ia para os treinos sozinha. Vivia sozinha, sem os pais a fazerem as coisas por mim.
Diria que foi no ano passado que dei mesmo o salto e aprendi muitas coisas. É tão bom termos essa liberdade para crescer e para perceber aquilo que é certo e aquilo que não é certo. Tenho muita sorte: os meus pais sempre me apoiaram, sempre me deram essa liberdade.
O ano passado foi mesmo aquele salto, porque tive de aprender a fazer muito do que não sabia sozinha, e isso fez-me crescer não só como pessoa, mas como atleta também. O Sporting, o ano passado, foi para mim o melhor ano em termos individuais. A escola correu muito bem. No clube, gostava de ter tido a oportunidade de me desenvolver um bocadinho mais na equipa sénior, mas gostei muito do grupo da sub-18, alcançámos coisas muito boas, ficámos em segundo lugar nacional, gostei muito dos meus treinadores, de quem me acompanhou. Portanto, diria claramente que o ano passado foi o ano decisivo e que me deu o “ok, estás preparada para ir para os Estados Unidos”.
Em que momento é que esta ideia de ir para os Estados Unidos entrou mesmo na tua cabeça como plano real?
Esta ideia já existia quando estava no meu primeiro ano de CAR, porque a Mariana Kostourkova dava-nos muito essa visão. Muitas vezes fazia várias atividades e trazia miúdas que já tinham estado cá há uns anos e muitas delas passaram pelos Estados Unidos. Depois também tinha várias amigas… No Europeu de sub-18 em Matosinhos, era nesse ano que a maioria das portuguesas que estavam nessa equipa iam para os Estados Unidos.
Portanto, isso sempre foi uma coisa que, na minha cabeça, fazia sentido. Depois de ver tanta gente a dar esse passo e a dizer que gostou – claro que são experiências diferentes, às vezes umas não têm tanta sorte como outras –, acho que esse foi o momento. Já há algum tempo sabia que queria, mas depois desse Europeu, quando a maioria das minhas amigas foi, disse mesmo: “sim, é seguro ir e faz sentido ir”. Acho que foi uma confirmação.
E como é que foi o processo de recrutamento? Tiveste várias universidades interessadas, tiveste alguém a tratar do processo em Portugal?
O meu primeiro convite foi no meu primeiro Europeu de sub-16, já foi há uns quantos anos, acho que foi em 2022 ou 2023. Diria que a maior parte dos convites vem por causa dos Europeus. Quando vamos ao Europeu e nos mostramos, está muita malta das universidades lá a ver. É a partir daí que te começam a contactar.
Entretanto, nessa altura, no meu primeiro ano de sub-16, quando fui para o CAR, ainda não sabia bem, não tinha certeza, andava com muitas dúvidas, não sabia bem o que queria, então deixei um bocadinho essa opção de lado. No ano seguinte, lesionei-me, era o meu último ano de sub-16. Lesionei-me antes do Europeu, torci o pé num jogo de preparação e acabei por não ir ao Europeu.
Onde tudo começou mais a sério foi no meu primeiro ano de sub-18, depois do Europeu de Matosinhos. Começaram a falar comigo, várias universidades surgiram, não sei se foram quatro ou cinco. E, entretanto, surgiu também aquilo que agora considero uma amiga, que trabalha para as universidades e ajuda no recrutamento: mostra, contacta, fala com a pessoa, pede vídeos, faz o trabalho por ti dos highlights, manda para as várias universidades e depois apresenta as universidades que estão dispostas a dar scholarships. Chama-se Rachel Galligan, ajudou também a Joana Magalhães. Foi a minha ajuda.
Decidi isto em novembro do ano passado, portanto uns bons meses antes de realmente vir para cá, porque surgiram várias opções, mas isto funciona com duas janelas: novembro e abril. Na altura, esta zona pareceu-me impecável. Porquê? Porque estou no estado de New Jersey, ao lado de Nova Iorque, que para a maioria das pessoas, pelo menos para mim, sempre foi um sonho. É o mais perto de Portugal, é muito fácil. Tem uma comunidade de portugueses muito perto aqui em Nova Iorque. Tenho família, não de primeiro grau, mas tenho família do lado do meu pai a viver a 15 minutos. Tenho primas a 15 minutos. Ainda ontem foi o Thanksgiving e estivemos todas lá a jantar.
Depois achei ideal porque me mostraram quem era o roster, quem é que tinham. E realmente uma base era importante nesta equipa, porque não faz sentido irmos para uma equipa que está cheia de bases ou de jogadoras da posição que queremos jogar. Achei que seria a equipa ideal. Não é uma universidade “wow”, mas é uma universidade boa, numa conferência competitiva. Portanto, achei que seria o ideal para poder jogar, porque acima de tudo o que quero é jogar. Quero vir para cá e jogar, não quero vir para ficar no banco.
Agora que já estás instalada, como é um dia normal da Madalena Amaro em Monmouth, desde que acordas até te deitares?
Acordo normalmente sempre entre as 7h00 e as 7h15. Gosto de ter o meu tempo para me preparar. Depois tenho aulas, às 8h30 e normalmente até às 11h25.
Depois vou direto para o pavilhão porque treinamos nessa hora de almoço. Vou para o pavilhão, fisioterapia, ligar os pés, exercícios… Às vezes tenho treinos individuais de manhã, quando não tenho aulas. Depois treinamos cerca de 3 horas. Temos ginásio normalmente 45 minutos e depois fazemos treino de equipa. São muitas horas de treino.
Depois do treino fico sempre mais um bocado no pavilhão a fazer lançamentos extra. Às vezes, quando não tenho treino individual de manhã, tenho depois. Depois saio, tomo banho, como qualquer coisa e tenho aulas. Por exemplo, a terça-feira é chata porque saio do treino e tenho aulas das 16h30 às 18h00 e das 18h00 às 21h00. Portanto, a terça-feira é um dia chato. Normalmente, nos outros dias, depois do treino tenho só uma aula entre as 17h00 e as 18h00. É um dia muito intenso. Às vezes, quando só tenho aula até às 18h00, volto ao pavilhão para fazer mais lançamentos.
Esta vida de atleta na NCAA envolve viagens. Tem sido fácil conciliar com a parte académica?
Vou ser sincera: acho que, para a malta de fora, principalmente da Europa e diria também de Portugal, temos um nível académico muito mais exigente. O nível académico aqui não é tão exigente como em Portugal. Mas, mesmo assim, requer tempo, requer gestão de tempo.
Por causa dos jogos, por exemplo, nas últimas semanas temos faltado a várias aulas porque estamos a viajar e é sempre difícil essa parte de gestão do tempo e depois conseguir apanhar tudo. Porque é faculdade, as pessoas não se preocupam tanto como no high school, no secundário. Mas acho que se faz bem, acho que se aguenta bem. E o nível não é tão exigente.
Tens a sorte de ter a Fatumata Djaló na mesma equipa. Isso acaba por ser uma ajuda importante, tanto na adaptação à NCAA como no dia a dia?
Sim, é uma ajuda enorme. Quando assinei com esta faculdade, não sabia que ela vinha para cá. Só soube depois. Por acaso nunca lhe perguntei se escolheu vir para aqui porque eu já cá estava, tenho de lhe perguntar. Mas é uma ajuda
imensa, sim, porque não só já está habituada a este estilo de jogo, como o inglês também já é mais familiar, principalmente em termos técnicos do basquete.
No início foi muito útil porque eu estava muito perdida e ela já cá tinha estado no verão. Eles utilizam muito o verão para treinos individuais, e eu nessa altura tinha estado no Europeu. Ela já cá tinha estado durante quase um mês, então já sabia mais ou menos como funcionava, o que é que a treinadora queria. No início disse-me mesmo: “esta treinadora quer isto, isto e isto, aproveita, tenta fazer isto, isto e isto”. Foi muito mais fácil.
É muito melhor porque posso falar português. Estamos sempre a falar português uma com a outra. Às vezes as miúdas da nossa equipa até ficam a olhar para nós. Eu percebo, mas nós… “Desculpem, não estamos a falar de vocês, é só porque é mais fácil”. Mas é uma ajuda, sim.
Falaste há pouco da diferença física e da velocidade do jogo. No teu caso, és base, tens a bola na mão, tens de ser uma extensão da treinadora dentro de campo, pensar o jogo. Qual tem sido a parte mais difícil deste processo dentro de campo?
A parte mais difícil é, claramente, o querer jogar rápido. Este é o estilo de jogo que a nossa treinadora quer. Temos uma equipa praticamente toda nova. Ela quer jogar a mil, quer jogar em contra-ataque, em transição, e aposta muito em mim porque sou muito rápida. Estou a conseguir fazer bem esse trabalho do primeiro passo, do ganhar o ressalto eu mesma e explodir e sair em transição.
Mas, ao mesmo tempo, quero conseguir meter aquilo que sempre soube fazer, que é jogar um jogo calmo, com visão de jogo. Isso tem sido a maior dificuldade, porque ainda não consegui arranjar esse balanço. Estou a tentar arranjar esse balanço entre jogar rápido e saber quando jogar rápido, mas depois saber abrandar o jogo. Preciso disso para poder mostrar o melhor de mim, dar o melhor à minha equipa, que é aquilo que faço melhor: jogar de forma calma, organizar o jogo.
Ainda não consegui arranjar esse balanço. Sinto que estou sempre a mil dentro de campo. Ela adora isso, adora na maioria das vezes. Quando faço turnovers a querer passar a bola, porque estou tão explosiva, tão elétrica, tão rápida, aí já não adora tanto. Mas adora que eu pegue na bola e comece a correr o campo, porque é isso mesmo que ela quer. Agora tenho de conseguir arranjar um equilíbrio entre: “pronto, não dá contra-ataque, não há transição rápida, voltar a bola para mim para poder organizar o jogo”.
Depois o jogo é muito dividido. O jogo acaba sempre normalmente na mão da melhor jogadora, da jogadora que decide. E acaba sempre por jogar um bocadinho direto. A bola acaba dentro, também, com os postes. Portanto, é um jogo rápido, físico e um bocadinho mais dividido. Não é tão coletivo como em Portugal.
Já jogaste contra programas fortes. O nível competitivo da NCAA surpreendeu-te ou era o que esperavas?
Completamente. O nosso primeiro jogo foi contra uma equipa da segunda divisão e as miúdas não eram nada de especial. Mas o nosso segundo jogo foi logo contra Kentucky, fora. Foi uma brutalidade. Aquilo foi um choque. Não é que me sentisse envergonhada, mas foi mesmo um jogo duríssimo, de lá estar, no banco ou a jogar, porque entrava dentro de campo e parecia que não conseguia respirar. As miúdas todas enormes, fortes… Tentavas ir para o cesto, abafavam. Contacto que achas que é falta e não é falta. Foi um choque brutal.
Mas agora já me estou a adaptar. Depois também depende do tipo de equipa. Jogámos contra Howard, que são miúdas físicas, fortes. Mas jogámos agora o último jogo contra Marist, que são miúdas mais parecidas com Portugal, que não gostam tanto de contacto, gostam muito de lançar de fora, fazem muitos movimentos, fazem muitas leituras. Portanto, apanhas vários tipos de equipas, com filosofias diferentes de jogo. Depende do treinador e da equipa que te confronta. Tens esse impacto e aos poucos vais-te habituando.
E, pelo meio disso tudo, ainda há espaço para o teu passe por trás das costas, que já era marca registada em Portugal…
No ano passado estavam sempre a gozar comigo porque isso era aquilo que chamo o meu signature move. Toda a gente sabia que, quando ia em 2×1, ia sempre fazer um passe por trás das costas. Aqui, quando fiz no meu primeiro jogo, elas ficaram chocadas.
Vou explicar: prefiro fazer um passe por trás das costas com a mão direita do que um passe normal com a esquerda, porque me sinto muito mais à vontade com a direita. E depois dá aquele toque de ser por trás das costas. Mas levei um raspanete ontem, porque estávamos a ver o vídeo do jogo e fiz um passe por trás das costas a faltarem 30 segundos, quando devia ter guardado a bola em overtime. Ela já me deu na cabeça. Disse: “sim, é verdade, foi um passe muito giro, mas não voltes a fazer isto”. E eu também pedi desculpa.
Voltando um pouco atrás, tiveste também a experiência do Basketball Without Borders. Como foi estar num campo europeu com algumas das melhores prospects da Europa e, além disso, seres escolhida para o cinco All-Star e MVP dos playoffs?
Quando recebi o convite, não tinha bem noção do que aquilo era. Sabia que ia estar com jogadoras muito boas, que já tinha enfrentado nos Europeus, com uma qualidade brutal. Cheguei lá só com um objetivo: sabia que estávamos todas para o mesmo, todas a jogar basquete, e que isso não nos diferenciava.
Os primeiros dias foram… Aquilo era muito interessante. Treinávamos de manhã, tínhamos condições brutais, deram-nos imensas roupas, casacos, sapatilhas, essas coisas todas. Foi um choque porque as meninas eram todas muito boas. Formavam equipas e as equipas tinham todas uma estrela, tinham todas estrelas. Aquilo eram equipas cheias de estrelas. Até comentava com os meus pais: “isto não está a correr tão bem”.
Sinceramente, ainda hoje não sei bem como é que surgiu esse prémio. Acho que o único motivo que vejo é mesmo a capacidade de organização do jogo, de base, dos passes que fazia. Em termos de técnica individual, vi miúdas fazer lá coisas que nunca na vida conseguiria, que não consigo fazer, que outras miúdas não conseguiam fazer. Havia lá uma miúda de Israel que era uma coisa… Pegava na bola, um género de freestyle, step-back com mudanças de direção brutais. Fiquei chocada.
Mas foi uma experiência muito gira: jogar basquete com miúdas muito boas de outros países, perceber também o que é que elas acham do jogo, e com treinadores que ou foram estrelas da NBA ou da WNBA. Tínhamos dois jogadores que estão atualmente ainda na NBA: era o Collin Sexton e já não sei o outro. Foi uma experiência muito enriquecedora.
Falaste várias vezes da tua capacidade de organizar e liderar dentro de campo. Sentes que experiências como o Basketball Without Borders e as seleções jovens de Portugal têm sido importantes para essa tua capacidade de liderança?
Sim, acho que sim. Acima de tudo, por causa das adversidades que passo e dos diferentes tipos de equipas onde jogo. Adaptar a equipa, as colegas e o ambiente em que estou ao meu estilo de jogo, e ver de que maneira posso ser útil… Tudo isso só me traz coisas boas e adiciona um bocadinho ao pacote daquilo que já sou como jogadora e do que posso vir a ser.
Tento sempre tirar um bocadinho de tudo por onde passo. Ou seja, passo por uma equipa, tento ver que pessoas lá estão, que estilo de jogo têm e ver de que maneira é que posso adaptar ao meu e ser útil mesmo assim. Faço isso com todas as equipas. Atenção também aos treinadores, porque os treinadores falam contigo e pedem coisas específicas, o que é que querem, o que é que procuram que faças.
Sinto que tudo isso me enriquece como jogadora e é importante ter essa oportunidade. Sou muito grata por ter essa oportunidade de jogar nas camadas jovens da seleção e espero que continue a ser assim. Ainda tenho dois anos de sub-20. E, por outro lado, também ter a oportunidade de estar no CAR com miúdas da minha idade e mais novas, ter estado no Farense, no Imortal, no Sporting, jogar sub-18 e jogar sénior também. E agora nos Estados Unidos, com malta mais velha e com um estilo de jogo completamente diferente.
Quem são as tuas referências, os teus ídolos no basquete?
Não diria que seja “ídola”, mas gosto muito, muito, muito de ver jogar a Carolina Rodrigues. Gosto mesmo. Ainda agora estive, recentemente, a ver o jogo que elas tiveram, que foi brutal. Começaram bem, as bolas entraram e explodiram com o resultado completamente. Gosto muito de ver a Carolina jogar. Diria que ela é mais uma inspiração, porque também joga a base, tem uma capacidade brutal de sair ao pé das defensoras, tirá-las da frente, tem um controlo de bola brutal, lança bem… Gosto muito do estilo de jogo dela.
E também gosto muito da Márcia Costa, não só pela pessoa, porque já tive a oportunidade de estar com ela, mas também pela agressividade, pela garra que tem a defender e pelo modo como sente o basquete, principalmente quando veste a camisola de Portugal. Diria que são as minhas duas maiores referências. E porque estão a jogar também na seleção de Portugal.
A Seleção A é, obviamente, um objetivo para ti.
Claro, claro que sim. É um objetivo que, não diria que parece estar longe, porque está, na verdade, porque ainda sou jovem, mas é claramente um objetivo que tenciono atingir, sim.
Tens objetivos de longo prazo bem definidos. Mas em termos de curto prazo, para esta época, também trabalhas com metas concretas?
Sim, claro que sim. Defino objetivos diariamente, todos os dias quando acordo defino objetivos para o dia e principalmente para os jogos e para os treinos. Aqui tenho adicionado muitos mais porque surgem barreiras, obstáculos com os quais não estava à espera.
Mas uma coisa é certa: quando vim para cá, no meu primeiro ano, nunca tive o objetivo de… isto pode parecer estranho, mas nunca tive o objetivo de ser cinco inicial, porque já tinha ouvido falar que é muito difícil entrar no cinco como freshman e sendo internacional. E, ainda por cima, sabendo das histórias das minhas outras colegas, nunca vim para cá com esse objetivo. Claro que toda a gente quer ser cinco inicial e ter esse papel, mas nunca foi um objetivo.
Os meus objetivos para começar sempre foram melhorar aquilo em que não sou tão boa. Por exemplo, quero muito ter um lançamento exterior mais eficaz, quero muito que isso seja uma coisa natural no meu jogo, porque uma base não passa só pela organização do jogo. Quando a bola te vem à mão, tens de ser capaz de a meter no cesto. E de fora sinto que sempre foi uma coisa em que nunca fui tão boa.
Depois, melhorar a capacidade de jogar com a esquerda. Quero saber jogar tão bem com a esquerda como jogo com a direita. Não é que não saiba jogar com a esquerda, nada disso, mas quero dominar as duas mãos. Sentir-me à vontade para fazer tudo com a esquerda como faço com a direita.
Agora, este ano, uma vez que já sou cinco inicial – claro que isto muda, nos primeiros jogos não era, nos últimos fui cinco inicial – e como a bola passa muito pelas minhas mãos, é aquela questão de arranjar o balanço entre a velocidade, ser rápida e aquilo que sei fazer, porque isso leva-me a ter turnovers. No jogo passado fiz três turnovers. Para quem passa o tempo todo com a bola na mão e fez sete assistências, não é uma brutalidade, mas sei que sou capaz de reduzir a quantidade de turnovers que faço. E passa só por aí, porque os meus turnovers foram todos nesse aspeto: a sprintar o campo, a querer passar a bola para dentro porque a treinadora quer que a bola entre dentro, mas a não ponderar bem como fazer porque ainda não arranjei esse balanço.
Portanto, os meus objetivos agora são reduzir os turnovers por jogo e por treino, porque também contamos os turnovers por treino. E uma coisa muito importante: reagir melhor ao erro. Tenho muita dificuldade nisso, porque sou tão perfeccionista, gosto de fazer as coisas tão bem, que fico muito frustrada, muito frustrada comigo mesma. A treinadora já falou comigo e disse: “o teu maior inimigo és tu mesma”. São esses os dois principais objetivos que tenho agora, mais a curto prazo.
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Bilhetes disponíveis para a Taça Federação Marsh
E chegamos à XVI Taça Federação Marsh. CRC Quinta dos Lombos, SL Benfica, Imortal LUSIADAGÁS e Sporting CP vão disputar o troféu que junta as quatro melhores equipas da Liga Betclic Feminina ao fecho da primeira volta, sendo o Pavilhão Desportivo de Albufeira o palco para o espetáculo de dois dias, 10 e 11 de janeiro – e para o qual já há bilhetes disponíveis, junto da Smartfan Tickets.
Os dois primeiros jogos, realizam-se dia 10 de janeiro (sábado), nos seguintes horários:
➤ 14h15: Quinta dos Lombos – Sporting CP
➤ 16h45: Imortal Lusiadagás – SL Benfica
A final está marcada para as 11:30 do dia 11 de Janeiro (domingo).
Todos os jogos serão transmitidos na FPBtv, e a final também é transmitida em direto na DAZN.
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Lauren Golding MVP da 14.ª jornada da Liga Betclic Feminina
O Cinco Ideal está fechado, com a poste do SC Coimbrões SANCHO PANZA, Lauren Golding, a levar consigo o título de MVP da jornada 14 da Liga Betclic Feminina após ter marcado 24 pontos, 15 ressaltos e alcançar 29 pontos de valorização.
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A acompanhá-la está Victoria Reynolds (Esgueira Aveiro ECOVALOR), Micaela Kelly (Imortal LUSIADAGÁS), Márcia Costa (GDESSA Barreiro) e Bárbara Souza (Esgueira Aveiro ECOVALOR).
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CN 2 Feminina: Ano Novo, hábitos antigos para as equipas do topo
No Campeonato Nacional da 2ª Divisão Feminina, as equipas dos lugares dianteiros não tremeram e arrancaram o ano com triunfos. Há vários encontros relativos às correntes jornadas ainda por disputar. De salientar a exibição de Christina Passerell – 45.5 de valorização – no triunfo do invicto Ginásio EXZELLENZ.
1ª Fase – Norte A
O líder BC Limiense iniciou o ano em grande, com uma vitória segura sobre o SC Maria da Fonte – 69-40. Em Vermoim, o ATC averbou a segunda vitória da temporada, na receção ao GDAS Basket – 53-48.
1ª Fase – Norte B
O CTM V. Pouca de Aguiar não perde de vista o topo, depois de bater o NCR Valongo Valetel – 75-38. O CBP vergou, em casa, a terceira classificada AAUTAD – 50-44.
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2026 trouxe a primeira vitória ao GDB Leça Pousadinha Parade, no compromisso caseiro com o AC Astromil – 55-52.
1ª Fase – Norte C
Perdura a maré ganhadora do Guifões SC, soberano no encontro com o SC Vasco da Gama – 79-55 -, com Mariana Gonçalves – 12 pontos, 8 ressaltos, 8 assistências – a reclamar as atenções. No final de dezembro, o SC Coimbrões Sub22 já vencera o GRIB | 48 e pico por 48-85.
1ª Fase – Norte D
A AAC lidera, à condição, fruto do êxito, no Mário Mexia, contra o Atómicos Eletrosantos-T21 – 79-25.
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Fecha o pódio a Ovarense Internutri, que arrecadou os dois pontos, na visita ao CD Tondela – 36-46.
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A Enesse Sanjoanense sorriu, fora de portas, contra o GiCA – 59-63.
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1ª Fase – Sul A
O Santarém BC comanda, confortavelmente, a sua série, tendo vencido o segundo classificado Unidos/Farmácia Moderna – 68-41.
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O Clube Náutico de Abrantes igualou as formações que ocupam o terceiro e segundo lugar, ao superar a A.R. Amarense Soldalex – 69-41.
1ª Fase – Sul B
O GDEMAM não vacilou no duelo com o Odivelas Basket – 54-49 -, pelo que se mantém firme no segundo posto. O PAC/OBIT conseguiu uma vitória dilatada frente ao MBA – 86-38.
1ª Fase – Sul C
A luta pelo lugar mais alto continua acesa, com os dois primeiros classificados em igualdade pontual. O SL Benfica Sub22 superiorizou-se, categoricamente, ao GDGV – 76-47. Já o Carnide Clube também foi contundente, na deslocação ao reduto do BAC/Crossjoin Solutions – 39-74 -, com Sara Silva – 18 pontos, 19 ressaltos, 6 assistências e 7 roubos de bola; 34 de valorização – em plano de evidência.
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1ª Fase – Sul D
O Ginásio EXZELLENZ vergou o GDRAR Sub22 – 37-94 – e preserva o registo sem mácula. Christina Passerell – 30 pontos, 12 ressaltos, 3 roubos de bola – rubricou uma atuação avassaladora, traduzida em 45.5 pontos de valorização.
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Foto de capa: DR – Ginásio Olhanense
CN 1 Feminina: CLIP TEAMS vence SC Braga e aproxima-se do topo
No Campeonato Nacional da 1ª Divisão Feminina, realizou-se a 12ª jornada, que só encerra a 8 de fevereiro, pois restam três jogos por cumprir. A norte, o líder CPN ANTARTE prevaleceu, na díficil deslocação ao terreno do Maia Basket Clube – 69-74 -, com o protagonismo a voltar a recair em Marta Rodrigues. A internacional sub20 brilhou e registou 18 pontos, 17 ressaltos e 6 assistências.
A turma de Ermesinde ganhou terreno face ao segundo classificado, SC Braga, que perdeu em casa do CLIP TEAMS – 61-49 -, terceiro com menos um jogo, apesar da excelente réplica oferecida por Hannah Pratt – 24 pontos, 16 ressaltos, 4 assistências -, sempre em evidência nas bracarenses.
O Olivais FC msc_engenharia recebeu e venceu, por dígitos esclarecedores, o CD Póvoa – 84-35. Amhyia Moreland assinou a prestação mais exuberante da ronda, que fica certamente no top das melhores da temporada, ao amealhar 30 pontos, 15 ressaltos, 2 roubos de bola e 2 desarmes de lançamento, que se repercutiram em estratosféricos 51 pontos de valorização.
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Na zona sul, a ACD Ferragudo preserva, à condição, o comando, mercê do triunfo caseiro sobre o Belenenses – 84-51. Com 92% de lançamentos de 2 pontos e um duplo-duplo no “bolso”, Rafaela Henriques – 26 pontos, 10 ressaltos, 4 assistências, 5 roubos de bola – assumiu as despesas na formação local.
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O CDEFF HPM também averbou uma vitória expressiva, fora de portas, diante da SIMECQ – 59-99 -, com Summer Pahl – 27 pontos, 9 ressaltos, 3 assistências – a emergir como principal figura da partida.
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Com mais um jogo face à concorrência direta, o Clube Basket de Queluz ocupa o terceiro lugar do pódio, depois de vencer o Sporting CP Sub22 – 65-75. Filipa Cruz – 12 pontos, 8 ressaltos, 3 assistências – esteve em plano de destaque.
Jogos em falta da 12ª jornada
Gafanha Reis & Ana x CD José Régio – 8/02 – 16h30
Sport Algés e Dafundo x CRCQ Lombos Sub22 – 28/01 – 21h30
GDRAR REMAX Évora x Boa Viagem Angra Açores – 6/02 – 21h30
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Foto de capa: DR – CLIP Teams
Benfica quebra invencibilidade dos Lombos na 14.ª jornada da Liga Betclic Feminina
E está dada por encerrada a 14.ª jornada da Liga Betclic Feminina. Depois do jogo de ontem, este domingo foi a vez do SL Benfica derrubar a invencibilidade do CRC Quinta dos Lombos – mas ainda não sobe ao topo. No confronto entre Sporting CP e Imortal LUZiGÁS, foram as algarvias a levar a melhor.
SL Benfica 50-49 CRC Quinta dos Lombos
O primeiro quarto deu desde logo o mote para o que viria a ser o desenrolar da partida: um jogo extremamente competitivo. Com um parcial de 14-13 favorável ao SL Benfica no final dos primeiros dez minutos, a equipa da casa mostrava que acreditava ser capaz de travar a invencibilidade do CRC Quinta dos Lombos.
O segundo quarto voltou a ser marcado pelo equilíbrio, terminando empatado (13-13). A forte luta nas tabelas foi uma das notas dominantes do período, com o Benfica a levar vantagem nesse capítulo, somando 24 ressaltos contra 18 da formação visitante. Ainda assim, as águias conseguiram manter uma vantagem mínima ao intervalo.
O terceiro quarto assumia-se como decisivo para ambas as equipas: ou a Quinta dos Lombos reagia e procurava dar a volta ao resultado, ou o Benfica tentava alargar a vantagem. Para satisfação dos amantes da modalidade, a equipa visitante não baixou os braços e, ao vencer o período por 12-14, passou para a frente no marcador (39-40). Este quarto ficou marcado por uma elevada intensidade defensiva e por vários roubos de bola, que condicionaram os ataques e permitiram aos Lombos assumir a liderança do jogo. Milica Ivanovic foi fundamental nestes instantes finais ao converter cinco pontos no espaço de 20 segundos.
O último quarto foi pautado por grande equilíbrio e manteve o desfecho em aberto até aos instantes finais. Num período intenso e emotivo, a decisão surgiu apenas no último lance do encontro, com Inês Faustino a assumir o protagonismo ao converter um lançamento decisivo, garantindo a vitória da sua equipa e colocando um ponto final na invencibilidade da Quinta dos Lombos. Letícia Soares foi a MVP do encontro com um duplo-duplo (13 pontos e 12 ressaltos) formando 18 pontos de valorização mas, dar também destaque à prestação de Inês Faustino (10 pontos e 3 ressaltos). No lado da equipa dos Lombos, foi Chanaya Pinto a jogadora em destaque com nove pontos, 12 ressaltos e três assistências.
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Sporting CP 77-82 Imortal LUSIADAGÁS
O Imortal entrou mais eficaz e dominador, impondo o seu ritmo desde o apito inicial. A maior evidência ofensiva permitiu à equipa visitante vencer o primeiro quarto por 15-23, vantagem que voltou a alargar no segundo período (16-23), saindo para o intervalo com um ascendente claro no encontro.
No regresso dos balneários, o Sporting apresentou uma atitude bem diferente. A equipa leonina intensificou a pressão defensiva e conseguiu travar o jogo exterior do Imortal. Essa mudança refletiu-se no marcador, com os leões a vencerem o terceiro quarto por 20-19 e a reduzirem gradualmente a desvantagem.
O último período foi disputado a alta intensidade, com o Sporting a carregar ainda mais na pressão e a aproximar-se ainda mais no marcador. Ao vencer o parcial por 26-17, a formação da casa manteve o jogo em aberto até aos instantes finais, mas o Imortal soube gerir a vantagem construída na primeira parte e assegurou o triunfo por 77-82.
Na equipa do Imortal, Micaela Kelly foi a MVP com 29 pontos de valorização, com 18 pontos, oito ressaltos e cinco assistências. De dar também destaque a Marta Vargas que somou 23 pontos no encontro. No lado do Sporting, Dayna Rouse fez um duplo-duplo (19 pontos e 11 ressaltos) e foi fundamental para a equipa leonina.
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Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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