Artigos da Federaçãooo

CRC Quinta dos Lombos a uma vitória de ser campeã nacional de Sub14 Femininos

Jogaram-se este sábado, 13 de junho, mais dois jogos da Fase Final do Campeonato Nacional de Sub14 Femininos, no Municipal de Guifões.

No primeiro encontro do dia, Guifões SC e CPN, foi o coletivo de Ermesinde a sair por cima do “derby do Porto”, 48-54, com 16 pontos e 11 ressaltos de Maria Nunes, 16 de Magui Ferreira e 14 de Maria Vilaça. O CRC Quinta dos Lombos bateu depois o GDESSA Barreiro 44-64 (Margarida Silva fez 24 pontos e conquistou 10 ressaltos, Olivia Marques marcou 14).

➥ CPN – GDESSA joga-se às 9h30 deste domingo; Lombos – Guifões pelas 11h45. Com os resultados de ontem, basta ao CRC Quinta dos Lombos uma vitória para ser campeão.

Sempre no Pavilhão Municipal de Guifões, sempre com transmissão FPBtv.

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Seleção Sub20 Feminina vence no primeiro teste na Croácia

Primeiro teste para o coletivo Sub20 Feminino na preparação para o Europeu da categoria, que se disputa de 4 a 12 de julho na Bulgária. O coletivo comandado por José Araújo foi a Porec, na Croácia, enfrentar a congénere local, no primeiro de dois jogos, vencendo 74-89.

A nível individual, Maria Andorinha marcou 20 pontos, aos quais juntou seis ressaltos e quatro roubos de bola. Madalena Amaro marcou 13 e Carolina Silva 10, com seis ressaltos e quatro assistências.

Parciais de 20-20, 18-28, 52-55, 66-71.

Amanhã as duas seleções reencontram-se este domingo, dia 14, para novo teste.

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Mário Barros e SC Coimbrões são campeões da Taça de Portugal Masters Dhika Feminina

E o SC Coimbrões vence a Taça de Portugal Masters Dhika Feminina. O coletivo liderado por Mário Barros bateu este 10 de junho o Sporting Figueirense por 44-47, em Coimbra, sucedendo ao NDA Pombal na lista de vencedores da prova. As gaienses tinham vencido na meia-final o CP Esgueira, que foi vencedor em 2024, por 45-54.

Recorde-se também que este coletivo já tinha, em abril, conquistado (pela segunda vez consecutiva) a Liga Masters Dhika Feminina, com 14 vitórias em 14 jogos.

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Campeonato Nacional de Sub14 Femininas: Fase Final joga-se este fim de semana no Municipal de Guifões

O último Campeonato Nacional a ir a jogo disputa-se no Pavilhão dos Guifões: as Sub14 Femininas jogam a respetiva Fase Final, com o SC Guifões, CPN, CRC Quinta dos Lombos e GDESSA Barreiro.

Transmissão, como habitual, da FPBtv.

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CPN Sub22 conquista Taça Nacional de Seniores Femininos frente ao Bilstein group/LOBOS

O CPN Sub22 sagrou-se vencedor da Taça Nacional de Seniores Femininos, ao derrotar o Bilstein group/LOBOS por 70-34, na final disputada a 7 de junho de 2026, no Pavilhão Municipal de Ermesinde.

A equipa do CPN entrou muito forte na partida e rapidamente assumiu o controlo do marcador, vencendo o primeiro período por 23-11, impondo desde cedo o ritmo do encontro.

No segundo quarto, a superioridade da formação de Ermesinde voltou a ser evidente, com um parcial de 19-8, aumentando de forma significativa a vantagem ao intervalo.

Após o descanso, o terceiro período manteve a mesma tendência, com o CPN a gerir e a continuar a dominar, registando um parcial de 15-12, perante um adversário que procurava equilibrar o jogo.

No último quarto, a equipa visitante fechou a partida em grande nível, não permitindo qualquer reação, vencendo o parcial por 13-3, confirmando uma vitória expressiva.

Com este resultado, o CPN Sub22 confirma a conquista do troféu, coroando uma exibição consistente e dominante ao longo de toda a partida.

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AAC vence o Campeonato Nacional da 2.ª Divisão Feminina

Reviravolta na eliminatória e vitória coimbrã no Campeonato Nacional da 2.ª Divisão Feminina. A Académica de Coimbra foi a Portimão vencer por 49-66 o Portimonense La Gioconda, na segunda mão das finais da competição. Recorde-se que as algarvias tinham vencido a primeira mão 66-69, em Coimbra, prova do equilíbrio máximo que prevaleceu ao longo de toda a competição.

Desta feita, foi o conjunto de João Maia que conquistou o troféu de campeão. Parciais de 13-17 e 13-15 na primeira parte e 7-20 (o parcial que mais mexeu com a partida) e 16-14 na segunda parte.

O vice-presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, João Leitão, entregou o troféu, com Susana Pires, da Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Portimão.

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Sporting CP também é campeão nacional de Sub16 Femininos

Depois do troféu no escalão de Sub18 Feminino, o coletivo Sub16 do Sporting CP também conquista o respetivo Campeonato Nacional, ao vencer os três jogos da Fase Final que se disputaram este fim de semana em Albufeira. As jovens leoas venceram na manhã deste domingo o CPN, por 52-45.

 

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Na disputa pelo 3.º lugar, o Académico A/RIBADOURO bateu o CAB Madeira por 58-64, com Teresa Panzo (Académico) a fazer 18 pontos e 21 ressaltos e Isabela Serrão (CAB) a marcar 24 pontos, com 15 ressaltos e seis roubos de bola a acompanhar. Esta última foi galardoada com o troféu de MVP da prova, com 20.8 de valorização média.

E ambas entraram no Cinco Ideal, acompanhadas pela campeã Ariel Vicente (Sporting CP), por Carolina Almeida (CPN) e por Gabriela Andrade (CAB Madeira).

 

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A entregar o troféu estiveram presentes o vice-presidente João Leitão; o vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo; e o presidente da AB Algarve, Eduardo Cruz. O Diretor-Técnico Regional Orlando Faustino entregou o troféu de MVP. Também presentes estiveram o antigo presidente da FPB, Manuel Fernandes, e o presidente da AB Setúbal, Armindo Pereira.

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Dia decisivo no Campeonato Nacional Sub14 Masculino e Sub16 Feminino

Campeonato Nacional Sub14 Masculino

O segundo dia da Fase Final do Campeonato Nacional Sub14 Masculino, em Albufeira, ficou marcado por duas vitórias importantes de Sporting CP e FC Barreirense, num dia de jogos decisivos para as contas da competição.

Sporting CP 78-51 FC Porto

O Sporting CP venceu o FC Porto por 78-51, no Pavilhão Desportivo de Albufeira, num encontro em que a formação leonina voltou a demonstrar grande consistência coletiva e controlo do ritmo de jogo desde o primeiro período.

Os leões entraram melhor e construíram uma vantagem confortável logo na primeira parte, mantendo depois a superioridade ao longo dos quatro períodos. Apesar de alguns momentos de reação do FC Porto, a diferença nunca deixou de estar controlada pelo Sporting.

No FC Porto, o principal destaque foi Rodrigo Cervantes, com 11 pontos e 14 ressaltos, sendo a principal referência na luta das tabelas, bem acompanhado por Henrique Giesta, com 9 pontos e 9 ressaltos.

FC Barreirense superioriza-se ao SC Braga (67-47)

No segundo jogo do dia, o FC Barreirense venceu o SC Braga por 67-47, num encontro onde a equipa do Barreiro conseguiu impor maior eficácia ofensiva e melhor gestão dos momentos-chave da partida.

Depois de uma primeira parte equilibrada, o FC Barreirense acelerou no terceiro período e entrou no último quarto com uma vantagem confortável, acabando por confirmar o triunfo com naturalidade.

O grande destaque individual foi Pedro Cândido, autor de 17 pontos, liderando a ofensiva da sua equipa, bem acompanhado por Rodrigo Coelho, com 8 pontos e 7 ressaltos.

No SC Braga, Afonso Silva foi o principal destaque com 12 pontos, 4 ressaltos e 4 assistências, enquanto Lourenço Leitão também esteve em evidência, somando 7 pontos e 9 ressaltos, mas sem conseguir evitar a derrota da formação minhota.

Amanhã: dia da decisão em Albufeira

Com estes resultados, a Fase Final entra agora no seu momento decisivo. O sábado, 7 de junho, irá definir o novo campeão nacional Sub14 Masculino, com os encontros finais da competição a decidirem todas as posições.

O dia começa com os jogos de classificação e culmina com a grande final marcada para as 17h30, onde será coroada a melhor equipa do país no escalão Sub14 masculino.

Depois de dois dias de grande intensidade competitiva, tudo ficará decidido num último dia que promete emoção até ao último minuto.

Campeonato Nacional Sub16 Feminino

A Fase Final do Campeonato Nacional Sub16 Feminino está a decorrer em Albufeira e tem sido marcada por vários encontros de grande intensidade competitiva, onde CPN, Sporting CP, CAB Madeira e Académico FC/Ribadouro lutam pelos lugares cimeiros da classificação.

CPN volta a vencer, agora frente ao CAB Madeira (67-50)

O CPN derrotou o CAB Madeira por 67-50.

A formação de Ermesinde assumiu a liderança desde os minutos iniciais e foi construindo gradualmente a vantagem ao longo da partida. Depois de chegar ao intervalo a vencer por 30-23, o CPN voltou a ser superior na segunda metade, fechando o encontro com uma margem confortável de 17 pontos.

A equipa vencedora destacou-se no domínio das tabelas, recolhendo 50 ressaltos contra 39 do adversário, além de distribuir 15 assistências e converter mais lançamentos de campo do que o conjunto madeirense.

A grande figura da partida foi Sofia Quintela, que assinou um duplo-duplo com 20 pontos, 10 ressaltos e três assistências, terminando com o melhor índice de valorização do encontro (25.5). Também Carolina Almeida esteve em evidência, somando 16 pontos e 13 ressaltos, enquanto Sofia Sá contribuiu com nove pontos. Ema Rodrigues acrescentou ainda sete ressaltos e quatro assistências.

No CAB Madeira, Gabriela Andrade voltou a assumir o protagonismo ofensivo, terminando com 17 pontos e quatro assistências. Ana Viveiros acrescentou 15 pontos e seis ressaltos, enquanto Isabela Serrão registou 10 pontos e 12 ressaltos.

Sporting CP domina Académico FC/Ribadouro (64-38)

O Sporting CP venceu o Académico FC/Ribadouro por 64-38.

A formação leonina entrou determinada e assumiu desde cedo o controlo da partida, fechando o primeiro período com uma vantagem de sete pontos (17-10). O Sporting ampliou a diferença antes do intervalo (38-21) e manteve a consistência na segunda metade para confirmar um triunfo tranquilo.

A intensidade defensiva voltou a ser uma das principais armas da equipa verde e branca, que somou 21 roubos de bola, forçou 32 turnovers ao adversário e converteu esses erros em 26 pontos após perdas de bola.

No plano individual, o Sporting apresentou várias atletas em destaque. Maria Sousa foi a melhor marcadora da partida com 16 pontos, enquanto Catarina Gonçalves acrescentou 13 pontos, quatro ressaltos e três assistências. Ariel Vicente voltou a evidenciar-se pela versatilidade, registando nove pontos e quatro assistências, e Cloe Dominguez contribuiu com três assistências e quatro ressaltos.

Do lado do Académico FC/Ribadouro, Maria Pinhal terminou como melhor marcadora da equipa com 11 pontos, enquanto Teresa Panzo somou oito pontos e 13 ressaltos, sendo a principal referência nas tabelas. Alice Assunção acrescentou oito pontos e cinco ressaltos.

Dia decisivo em Albufeira

No Campeonato Nacional Sub16 Feminino, o dia de amanhã será inteiramente dedicado às decisões e à luta pelas classificações finais, num encerramento que promete intensidade máxima em Albufeira.

Depois dos resultados registados nos primeiros dias de competição, ficou definido o quadro competitivo para o último dia da Fase Final, com quatro equipas ainda na discussão direta pelos lugares do pódio.

O programa de domingo, 7 de junho, arranca com o duelo entre o Académico FC/Ribadouro e o CAB Madeira, seguido do confronto entre o SCP e o CPN, jogos que irão determinar a classificação final do 1.º ao 4.º lugar.

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Ema Karim: “Este ano foi bom, mas posso fazer muito melhor”

Ema Karim chegou ao seu segundo ano em Hofstra University sem pré-época, no dia a seguir à eliminação de Portugal no primeiro Mundial sub-19 feminino da história do basquetebol português. Tinha 18 anos, vinha de uma primeira época em que jogara dez jogos com uma média de três minutos e meio, e os seus treinadores tinham-lhe entregado um papel com tudo o que precisava de melhorar. Decidiu não parar. Trabalhou o verão inteiro.

O resultado está nos números: de 0,5 pontos por jogo para 5,8, de três minutos para mais de vinte e um, de suplente residual a titular e peça-chave numa das maiores surpresas da conferência americana CAA, onde Hofstra, décima cabeça de série num torneio de treze equipas, chegou à final com Ema Karim a ser a figura mais influente dos jogos decisivos. A extremo portuguesa falou em entrevista exclusiva à FPB sobre o verão que mudou tudo, o trajeto Cinderela no torneio da CAA e o que espera desta geração, dentro e fora das quatro linhas.

No final da tua primeira época, os teus treinadores deram-te um papel com tudo o que tinhas de melhorar para a seguinte. O que é que estava nesse papel?

Falava de ball handling — tinha de melhorar muito —, da defesa, de mudar o pace, a velocidade dos meus pés, de ganhar força e músculo. E também da tomada de decisão no lançamento: saber quando lançar.

Como é que trabalhaste? Sozinha ou com alguém?

Tive a ajuda da Margarida Pereira. Íamos para o campo do CAR e ficávamos a lançar. Lancei muito com o meu irmão, jogámos um contra um, que me ajudou na decisão. Depois estive na seleção, que também me ajudou muito. E em agosto treinei com o Ricardo Moreno — ficámos a trabalhar muito o lançamento, o pull-up jumper —, o que ajudou muito a evoluir.

Foi o mesmo verão do Mundial sub-19. Como é que geriste essa transição? No primeiro ano jogas dez jogos com uma utilização residual e de repente és chamada a ter um papel importante na seleção.

Foi um bocado difícil. De repente a equipa precisar de mim, ter um papel importante. Mas como eu passei o ano inteiro a querer jogar, a querer entrar, a ter esses minutos, a estar dentro do campo — acho que isso só me alimentou. Quando cheguei ao Mundial ou aos treinos da seleção, tinha essa fome de estar no campo, de querer jogar, de defender, de estar com as minhas colegas.

Voltaste a Hofstra no dia seguinte à eliminação de Portugal no Mundial. Não houve férias. Sentias-te preparada? Os pontos da lista de melhorias estavam feitos?

Sentia-me confiante. Apesar das minhas colegas terem estado a treinar durante um mês, eu tinha estado a jogar contra as melhores jogadoras da Europa, sempre em alta competição. Cheguei muito confiante e acho que foi isso que me ajudou muito a poder jogar mais este ano. Estava bem fisicamente, estava bem mentalmente. Entrei a matar.

Por não teres parado no verão, sentiste alguma quebra física durante a época?

Não. Fiz uma pausa de uma semana, mas tive muita ajuda na fisioterapia todos os dias, com os meus tornozelos. Muitos ice pads também. Acho que estive bem fisicamente.

Foi-te dito diretamente que ias ser titular, ou que ias ter um papel mais importante?

Não, eles não estavam muito à espera de que eu entrasse assim tão bem. Acho que ficaram um bocado chocados, porque sempre tentaram tirar mais de mim — tinham expectativas, queriam que eu falasse mais, que é uma coisa muito importante porque eu sou um bocado tímida. E eu como entrei bem, eles foram falando comigo: “Podes não entrar, mas és a primeira a sair do banco. Estás a ajudar muito, continua a fazer as coisas pequeninas — o ressalto, a defesa — e vais continuar a ganhar um papel.” Depois comecei a ser titular e eles disseram que estava a fazer um bom trabalho, que estava a ajudar a equipa nesses detalhes.

Um ano depois, passas de três minutos por jogo para mais de 21. Tornaste-te também uma grande ameaça no perímetro — 34% de três pontos, mais de cem tentativas na época. O trabalho do verão resultou nisso também?

Sim, claramente. Treinei muito com os meus treinadores adjuntos. Tivemos muito trabalho na offseason, treinos extra — mais de trinta minutos depois dos treinos todos os dias. Isso ajudou muito na confiança. No jogo é tão rápido que às vezes nem pensas no que estás a fazer, mas como treinei tanto, isso deu-me muito mais confiança no lançamento.

Acabas a época com 33 jogos, mais vezes titular do que a sair do banco, 21 minutos por jogo, seis pontos, 34% de três. Sentes que estás mais perto daquilo que queres ser? Qual é o próximo passo?

Sim, estou mais perto. Os treinadores têm mais confiança em mim, estão a puxar um papel mais de capitã para o ano que vem. Eu só quero ter um papel mais de líder na equipa — que as pessoas confiem em mim, que as mais velhas olhem para o meu trabalho e que se sintam inspiradas. Que vejam que se pode sair do banco para ser titular. Mas é continuar a fazer os detalhes. Eu não sou muito uma pessoa que marca os pontos todos da equipa. Gosto mais dos pormenores — passar a bola, roubar a bola, a transição, o que faz fluir o ataque. Para mim a estatística não é assim muito. Mas sim, quero ser uma líder no próximo ano.

Uma líder implica também seres vocal em campo. Estás preparada para esse passo?

Sim. Os treinadores têm estado a puxar muito isso neste pós-época: “Ema, tens de ser tu a dizer isto. Ema, o que é que é para fazer. Ema, tu dizes quando correr.” Tem sido um bocado complicado, mas sei que eles querem o melhor para mim, então estou a trabalhar nisso.

No final da época, viveram uma verdadeira história de Cinderela. Entraram no torneio da CAA como décima cabeça de série num torneio de treze. Havia expectativa dentro do balneário de irem tão longe?

Pode parecer um bocado maluco, mas apesar de termos os resultados que tivemos, se forem ver os nossos jogos foi sempre equilibrado. Às vezes perdíamos no último segundo, num turnover, num buzzer beater deles. As equipas sabiam que não éramos fracas, sabiam que éramos difíceis de confrontar. Então fomos para o torneio como se o resto da época não tivesse acontecido. Começava do zero. Não interessava o que tínhamos sido. Nós queríamos ir à final, queríamos ganhar.

Na segunda ronda eliminam Towson por um ponto. Depois vêm dois jogos que vão ficar para sempre na tua memória: eliminam o segundo classificado, Campbell, quando marcas aquele triplo a um minuto e meio do fim, do meio da rua. E depois na meia-final marcas 17 pontos contra Drexel, que era o terceiro classificado. Quais são as memórias principais desse torneio?

É mais a equipa. Este ano adorei mesmo a minha equipa — são umas irmãs para mim. Mesmo nos momentos maus, quando perdíamos, quando estávamos naquele losing streak, lembro-me de estar chateada porque fiz um turnover estúpido num jogo e as minhas colegas não me deixaram ir para o meu quarto. Disseram: “Não, vamos ver um filme todas. Não te vamos deixar sozinha com esses pensamentos que eu sei que estás a ter.” E no jogo de Towson, quando a Emma Von Essen marcou aquele triplo, estávamos todas no banco a chorar. Foi mesmo uma Cinderella run.

Mas para ti também — o triplo muito longo frente ao Campbell, os 17 pontos contra o Drexel. Tu que dizes que não ligas à estatística, que preferes os intangíveis. De repente fazes o teu recorde pessoal na meia-final contra o terceiro classificado. Isso dá-te uma confiança extra.

Sim, sim.

Chegam à final e perdem frente a Charleston. Ainda assim, foste a melhor marcadora de Hofstra. O programa nunca tinha chegado à final desde 2015, partindo do décimo seed. Tiveram noção, no fim, da grandeza do trajeto e da história que tinham deixado no programa?

Sim, definitivamente. A nossa treinadora estava muito feliz com o processo. Mas depois do jogo estávamos todas um bocado tristes, porque sabíamos que era possível ganhar aquele jogo — Charleston tinha sido o nosso primeiro jogo da conferência e eu lembro que estávamos a ganhar o jogo inteiro e fomos perder no último minuto. Então seria um grande comeback. Foi um bocado triste porque sabíamos que podíamos ter ganho, mas sabíamos que tínhamos feito um recorde na escola e que isso ia ficar marcado.

Entrar no transfer portal nunca foi uma hipótese?

Não. É muito uma família aqui. Os treinadores deram-me uma oportunidade grande este ano. Posso evoluir no próximo ano, ter um papel mais de líder. Tenho muito para aprender ainda. Sinto que este ano foi bom como um começo, mas posso fazer muito melhor. Ficar era a única opção.

Uma das pessoas com quem partilhaste o campo no Mundial foi a Clara Silva, que também esteve muito bem este ano em TCU. Falam regularmente?

Temos um grupo do Mundial, da seleção. Ficamos a falar às vezes, a partilhar publicações. Depois temos outro grupo para as pessoas que estão nos Estados Unidos. Não é assim muitas vezes que falamos, mas de vez em quando fazemos uma chamada ou mandamos uns TikToks. Estou muito feliz por ela. Ela está a jogar muito bem também.

Fala-se pouco de basquetebol em Portugal, mas o Mundial foi muito falado, com muito destaque para a Clara, com aquele jogo fantástico dos 37 pontos. Mas tu também fizeste coisas muito boas: contra Israel marcas seis triplos e 18 pontos, contra uma equipa considerada favorita. Que memórias é que guardas desse jogo?

Lembro-me que tínhamos aquele rancor, porque no ano anterior perdemos contra Israel. Por isso estávamos todas com um bocado de raiva, queríamos mesmo ganhar. E os lançamentos estavam a entrar e elas estavam a passar a bola. Depois tínhamos a Clara, que é um ponto forte interior — a defesa delas ia mais para dentro e depois nós temos atiradores lá fora: a (Rita) Nazário, a Gabi (Gabriela Fernandes), eu, a Magda (Freire), a Marta Rodrigues. Não tinham muito o que fazer.

Estás a estudar Bioengenharia. Como é que isso está a correr?

Está a correr bem. Está a ser difícil, definitivamente. Os laboratórios, as aulas à noite, os estudos, mas acho que vale a pena. E esta escola é muito boa para este curso. É mais fácil que em Portugal, tenho a certeza disso. Mas o meu curso é exigente — a Rita Nazário está em Engenharia Mecânica e às vezes vamos falando sobre aulas que são complicadas. Os professores ajudam imenso, conciliam muito bem as aulas com os treinos e os jogos. Mas comparando com as minhas colegas de equipa que estão em Marketing, tenho mais horas de estudo e laboratórios.

Hofstra fica em Long Island, mesmo ao lado de Nova Iorque. Já foste à cidade?

Já, adoro. Não é como nos filmes, mas agora que vivo aqui já não gosto muito de ir onde estão os turistas — nós vamos a Soho, a Brooklyn, que é mais onde as pessoas vivem e é muito mais bonito. Basta apanhar um comboio de quinze minutos e estamos na cidade. É perfeito. Ficamos o dia inteiro no shopping, a tirar fotos, a passear, a ir ao jardim. Gosto imenso.

Tu que te descreves como introvertida, como é estar na Big Apple?

Nunca é aborrecido. Há sempre alguma coisa a acontecer na cidade. Lembro que no ano passado eu e as minhas amigas fomos à cidade e de repente estava a acontecer uma luta gigante — estava um ringue no meio da rua, boxers a lutar, estava cheio. Mas este ano já não sou assim tão introvertida com as minhas colegas. Já estou normal. (risos)

Hofstra perde várias seniores este ano — a Emma Von Essen, a Chloe Sterling. Ainda tens dois anos de elegibilidade. Qual é o objetivo concreto para a próxima época?

O meu objetivo principal é ganhar o campeonato — seja a regular season ou o torneio da conferência. Tive um cheirinho no ano passado e agora estou viciada. Não consigo aceitar perder. Mas o que eu quero todos os dias, em todos os treinos, é dar o máximo que puder. Não quero sair de um treino a pensar que não dei tudo. Agora já não vou ter as mais velhas a puxar por mim — a Chloe Sterling, por exemplo, é uma das minhas melhores amigas aqui e ajudou-me imenso este ano. Ficava a treinar comigo um contra um no pós-época porque sabe o meu valor e sabe que vou ser importante para o ano que vem. Como não vou ter ninguém para me ajudar, vou ter de ser eu. Vai ser difícil mentalmente, mas é isso que eu tenho de fazer se quero crescer.

Vais ter de ser mentora das freshman que chegam. Estás preparada para isso?

Desde que elas queiram trabalhar e ganhar, sim. Eu vou dar tudo por elas se elas derem tudo por mim também.

Como são as instalações de Hofstra?

São incríveis. Temos o pavilhão principal, onde podes ir sempre, e o pavilhão onde treinamos, com máquinas de lançamento — se precisares de ir lançar sozinha é muito mais fácil. O que eu gosto muito é que tens acesso 24 horas por dia. Eu acabo o laboratório às nove da noite, não quero ir para casa — posso ir lançar e ficar até à meia-noite, à uma da manhã, sozinha, com a minha música, sem ninguém me chatear.

E isso acontece?

Acontece. O basquetebol ajuda muito com o stress. E com a Chloe — íamos lançar à noite, púnhamos a música. Depois tens o ginásio, o PT, a fisioterapia — são espetaculares, estão sempre prontos para ajudar.

Sentes que este vai ser o ano da tua afirmação definitiva?

Espero que sim. Sinto que este ano foi muito incrível — esta equipa vai ficar na minha memória para sempre —, mas espero que no próximo possamos fazer ainda melhor.

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Sub18 Femininas cumprem estágio de observação em Lisboa

A Seleção Nacional de Sub18 Femininas realiza entre os dias 19 e 21 de junho, em Lisboa, o primeiro estágio de observação tendo em vista a participação no Campeonato da Europa da Divisão B, que decorrerá entre 31 de julho e 9 de agosto, em Tulcea, na Roménia.

Agostinho Pinto chamou 18 atletas para este primeiro momento de trabalho, que permitirá à equipa técnica avaliar o grupo e iniciar a preparação para uma competição em que Portugal procurará discutir os lugares cimeiros da Divisão B.

O plano de preparação da Seleção Nacional contempla ainda três estágios adicionais, incluindo jogos internacionais e participação em torneios de preparação antes da viagem para a Roménia.

Atletas Convocadas

Nome Clube
Ana Sobral Maia BC
Beatriz Garcia Sporting CP
Carolina Falé Costa CRCQ Lombos
Daniela Fernandes Vitória SC
Daniela Martins Olivais FC
Kyarah Sulemange London Cavaliers (Reino Unido)
Inês Borgiotti Cavigal Nice (França)
Irene Sousa CRCQ Lombos
Isabel Ferreira CAB Madeira
Mafalda Carvalho CLIP Teams
Margarida Postiga CLIP Teams
Maria Beatriz Palma SL Benfica
Maria Silva CRCQ Lombos
Maria Teresa Fidalgo SL Benfica / CAR Jamor
Mariana Matos Imortal BC
Matilde Lopes Sporting CP / CAR Jamor
Rita Rodrigues CPN
Sofia Mota CPN

Equipa Técnica

Função Nome
Selecionador Agostinho Pinto
Treinadores-Adjuntos Margarida Pereira e Jorge Correia
Fisioterapeuta Joana Andrade
Team Manager Sara Ponte

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Sub20 Femininas iniciam preparação para o Europeu da Divisão B

A Seleção Nacional de Sub20 Femininas vai realizar o primeiro estágio de preparação para o Campeonato da Europa da Divisão B, competição que decorrerá entre 4 e 12 de julho, em Samokov, na Bulgária. Os trabalhos decorrem entre os dias 5 e 15 de junho, em Pombal, contemplando ainda a realização de dois jogos de preparação frente à Croácia, nos dias 13 e 14 de junho, em Porec.

A convocatória de José Araújo reúne 15 atletas, combinando jogadoras que atuam em Portugal com várias atletas que competem no basquetebol universitário norte-americano. Este primeiro momento de observação e preparação servirá para iniciar a construção do grupo que representará Portugal na Bulgária, sendo que apenas 12 atletas viajarão para os encontros particulares frente à seleção croata.

Após este estágio, a equipa nacional terá ainda mais dois períodos de preparação antes da participação no Europeu, incluindo um torneio internacional em Barcelos.

Atletas Convocadas

Nome Clube
Ana Marques Clube dos Galitos
Carolina Silva CRCQ Lombos
Ema Karim Hofstra University (EUA)
Joana Magalhães University of New Mexico (EUA)
Letícia Vieira GDESSA
Mafalda Maria Monteiro SC Coimbrões
Magda Silva Queens University of Charlotte (EUA)
Maria Amaro Monmouth University (EUA)
Maria Andorinho CP Esgueira
Maria Fernandes SL Benfica
Marta Rodrigues CPN
Marta Vieira Arizona Western College (EUA)
Rita Nazário California State University Northridge (EUA)
Sara Albuquerque CRCQ Lombos
Sara Rodrigues SL Benfica
Sofia Sousa CLIP Teams

Equipa Técnica

Função Nome
Selecionador José Araújo
Treinadores-Adjuntos Pedro Dias e Gilda Correia
Fisioterapeuta Joana Pereira
Team Manager Rita Vieira

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086 | SELEÇÃO NACIONAL SUB18 FEMININOS

Convocatória para o Estágio de Observação da Seleção Nacional de Sub18 Femininos.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Legenda

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Miguel Maria

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