Artigos da Federaçãooo
Europeu C de BCR: as palavras de quem brilhou na última subida
Em 2015, a jogar em casa (Lisboa), Portugal alcançou a ambicionada subida à divisão B, ao obter um segundo lugar no Campeonato da Europa C de BCR. Volvidos oito anos, alguns dos protagonistas de então destrinçam as chaves do sucesso e avaliam as hipóteses lusitanas de se repetir a façanha em Sarajevo, de 18 a 24 de setembro.
Jorge Almeida, seleccionador à data, lembra a coesão do grupo de 2015. “Tínhamos um leque de jogadores muito experientes e uma união muito grande em torno do objetivo traçado”. Nos anos seguintes, o técnico da APD Sintra identifica uma “evolução extraordinária do BCR a todos os níveis”, que Portugal não soube acompanhar. “A profissionalização foi fundamental para a evolução da modalidade. Em relação ao nosso BCR, penso que houve alguma evolução, mas mínima”, lamenta.
Contudo, constata circunstâncias encorajadoras no presente para que o objectivo traçado seja exequível. “A seleção tem uma equipa técnica com muita experiência e conhecimento, o que, aliado às condições que hoje a federação coloca ao serviço da seleção, perspectivo um bom futuro para a selecção. Temos também jogadores com experiência internacional como em 2015, o que pode ser determinante no final do campeonato”, resumiu. Para a consecução de metas ainda mais ousadas, o histórico treinador frisa a importância da profissionalização do BCR. “Só assim poderemos pensar em mais altos voos, porque o nível da divisão A é tremendo e inatingível nos próximos anos para nós. Mas subir à divisão B e permanecer na mesma trará grandes benefícios para o BCR nacional”.
Do elenco que contribuiu para o sucesso de 2015, salta à vista o nome de Nelson Oliveira (1.0), extremo ex-Rovteam, APD Leiria e BC Gaia, cujo desempenho lhe valeu a escolha para o cinco ideal da competição, que narra em retrospectiva. “Um campeonato muito bem disputado, sempre com a incerteza se conseguiríamos os objetivos de subida de divisão a que nos tínhamos proposto e a gratificação no final, com tão poucas condições de trabalho proporcionadas e talvez as possíveis pela entidade reguladora da altura”.
No tocante à distinção individual, o atleta natural da Figueira da Foz vinca a sensação de realização, depois dos esforços em prol da modalidade. “Sacrifiquei a familia, abdiquei de muito convívio com amigos, passei horas e horas a treinar sozinho num pavilhão, fiz muitos kms na estrada sozinho para representar o meu clube, pois perto da minha área de residência não havia clube de BCR, e por fim ter aquele prémio foi muito gratificante”, resume.
Na origem da promoção à divisão B conquistada em Lisboa, Nelson Oliveira aponta como factores essenciais a complementaridade e profundidade dos escolhidos à época. “A experiência dos mais internacionalizados, a força e dedicação dos recém-chegados e o respeito e humildade dentro do grupo de trabalho, potenciaram em muito a probabilidade da concretização do objetivo da subida”. Convicto em nova subida de divisão, reitera a preponderância da profissionalização e salienta a necessidade de formação de jogadores. “A aposta na formação tem de continuar e, enquanto o BCR não for mais profissional, o atleta tem de ter um compromisso mais pessoal. Quero dizer com isto que não chega o trabalho e treinos nos clubes, embora tenha a noção que nem sempre é fácil conciliar a vida laboral com o desporto. Mas, se queremos estar ao nível das restantes equipas da europa, temos de trabalhar mais que eles e cada atleta tem de fazer um trabalho individual extra clube”, diagnostica.
Já Pedro Gonçalves, antigo capitão da selecção nacional e recordista de participações em Campeonatos da Europa (10), sem esquecer o feito de 2015, enaltece o caminho trilhado a partir de 2007. “As bases começaram em 2007 e foram uma combinação de vários fatores. A chegada de um selecionador experiente e conhecedor, com uma mentalidade totalmente nova até então, exigente, extremamente competitiva e ganhadora”, sublinha, dando relevo igualmente ao investimento material e às diligências do staff.
O virtuoso base partilha da opinião de Jorge Almeida relativamente às possibilidades de Portugal voltar a consumar a subida. “As expectativas para o próximo europeu são necessariamente altas! Creio que é preciso ainda mais um esforço de todos os intervenientes do BCR para podermos estar num patamar acima. Ainda assim, e sem querer fazer comparações, acho que temos uma situação semelhante à de 2007, com um grupo jovem, mas com qualidade e muita vontade”, descreveu. Do longo trajecto na modalidade, que inclui mais de duas décadas ao serviço da selecção, o icónico jogador da APD Sintra rotula os Europeus de 2007 e 2015 como “o momento mais alto da carreira” e deixa uma mensagem ao grupo que ruma a Sarajevo. “Representar a Selecção Nacional é o expoente máximo na carreira de qualquer atleta e que “obriga” a dar tudo o que temos e ainda mais um bocadinho”.
Hélder Freitas: “Tento dar o meu máximo e nunca desisto”
Hélder Freitas oferece robustez ao jogo interior da selecção nacional, no Campeonato da Europa C de BCR, que decorre de 18 a 24 de setembro, em Sarajevo, Bósnia-Herzegovina. Um dos elementos mais possantes e abnegados dos doze convocados, poderá revestir o cinco luso de maior solidez defensiva, altura e combatividade no desejado percurso rumo à promoção à divisão B.
Número: #9
Palmarés: 1 Campeonato nacional, 2 Taças de Portugal, 2 Supertaças
Referências na modalidade: Pedro Bártolo e Márcio Dias.
Jogos da tua vida: Os jogos com o BC Gaia exigem sempre mais de mim e por isso destaco esses jogos. E, também, um dos jogos contra a APD Leiria, na época passada – 22/23 -, em que tive oportunidade de jogar bastante tempo e fui o melhor marcador.
Europeus passados (ou provas de selecções anteriores): ECMC 2017, ECMC 2019, ECMBC 2022
1 – Quais as tuas expectativas para este campeonato da Europa?
É conseguirmos fazer o que não conseguimos fazer nos outros europeus: subir de divisão e ficar na história.
2 – Em que aspetos achas que és útil para a seleção?
Sei as qualidades que tenho. Sei que há jogadores “à minha frente” para entrar e para jogar mais tempo, mas sei que posso ser útil para a rotação. Um dos meus pontos fortes é o aspecto defensivo e sei que o “meu jogo” ofensivo é dentro da área restritiva, por isso vou empenhar-me ao máximo para conseguir entrar e fazer o meu melhor.
2 – Como te descreves como jogador? Quais os teus pontos fortes?
Considero-me um atleta com força. Apesar de saber que sou um pouco inexperiente na leitura do jogo, sei que tento dar o meu máximo e nunca desisto.
3 – Até onde gostavas de chegar com a seleção nacional?
Considero que, possivelmente, este vai ser mesmo o meu último europeu. Gosto disto, mas acho, sinceramente, que tenho colegas com capacidade para estar no meu lugar no futuro.
5 – Em que medida a incorporação do Óscar Trigo e do Javier López, na equipa técnica, pode contribuir para a evolução da selecção?
Vieram contribuir muito, porque têm muita “escola”. Já tínhamos qualidade, mas ganhámos ainda mais.
Sílvio Nogueira: “Gostava de deixar a seleção na divisão B”
Sílvio Nogueira, jogador da APD Braga, faz parte do lote dos convocados para o ECMC 2023, pela segunda vez, já que esteve, em 2019, no ECMC, na Bulgária. O extremo trabalhador, que se destaca pela sua polivalência, pode assumir funções na organização de jogo, como proporcionar a aproximação dos jogadores interiores da equipa das quinas de situações de finalização mais cómodas.
Número: #7
Palmarés: 6 Campeonatos Nacionais, 8 Taças de Portugal, 7 Supertaças
Referências na modalidade: Jogadores: Gregg Warburton, Pedro Bártolo; Treinadores: Ricardo Vieira e Óscar Trigo.
Jogos da tua vida: Primeiro título por Braga, em 2013, quando vencemos a Taça de Portugal. O penúltimo jogo na Bulgária, contra a Grécia, no Europeu C de 2019
Europeus passados (ou provas de selecções anteriores): ECMC 2019
1 – Quais as tuas expectativas para este campeonato da Europa?
Espero que consigamos levantar o troféu, no final do Europeu, uma vez que é para esse objetivo que temos vindo a trabalhar juntamente com o Óscar e o Javier. A nível individual, espero acrescentar o mesmo que acrescentei quando fui ao europeu, na Bulgária, assim como dar o melhor de mim e todo o meu empenho.
2 – Como te descreves como jogador? Quais os teus pontos fortes?
Penso que sou um jogador que pode ser fundamental ao nível de organização de jogo, mediante a equipa que esteja em campo. Também acho que, sendo um ponto baixo, posso ser importante para colocar os postes dentro da área restritiva.
3 – Até onde gostavas de chegar com a seleção nacional?
Já estou quase com 40 anos, por isso a idade começa a “pesar”, mas gostava de, pelo menos, deixar a seleção na divisão B. E estabilizá-la na B.
5 – Em que medida a incorporação do Óscar Trigo e do Javier López, na equipa técnica, pode contribuir para a evolução da selecção?
Há certas coisas que nós já tinhamos, mas que esta nova equipa técnica soube despertar em nós, novamente, como, por exemplo, ver jogos de BCR e conseguir pôr em prática o que vemos. E, nesse sentido, acho que a vinda do Óscar e do Javier veio ajudar a colocar em prática aquilo que nós já sabíamos na teoria. Acredito que vamos levantar a taça e, com a continuação deles cá, a seleção vai ficar muito melhor.
Ângelo Pereira: “Para mim, é obrigatório alcançar o primeiro lugar na divisão C”
Ângelo Pereira, um dos mais prolíficos atiradores nacionais, vai disputar o seu quarto Campeonato da Europa, de 18 a 24 de setembro, em Sarajevo, Bósnia-Herzegovina. O “benjamim” da edição de 2017, na qual protagonizou uma estreia memorável, justificando o rótulo de um dos mais talentosos jogadores da nova geração do BCR português, surge no lote de eleitos com maior maturidade e capacidade de gerir os ritmos de jogo, sem perder o “faro” pelo cesto a que habituou os seguidores da modalidade, muitas vezes bem para lá dos 6,75m.
Número: #8
Palmarés: Finalista vencido Taça de Portugal, finalista vencido Supertaça, Medalha de Bronze nos EPYG – Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude 2022
Referências na modalidade: Hugo Lourenço e Jorge Almeida. A nível internacional, Patrick Anderson, Steve Serio, Gregg Warburton e Phill Pratt.
Jogos da tua vida: A estreia com a selecção no Europeu de 2017, em que fui o melhor marcador. O jogo contra a França nos Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude 2019, em que levámos uma tareia e sofremos uma pressão campo inteiro. Não tínhamos capacidade de reacção. Mudou a nossa forma de trabalhar.
Europeus passados (ou provas de seleções anteriores): Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude 2019 e 2022, ECMC 2017, ECMC 2019, ECMBC 2022.
1 – Quais as tuas expectativas para este campeonato da Europa?
Ganhar o Europeu. Do ponto de vista individual, procurar ter o máximo de minutos e fazer o meu melhor, enquanto estiver lá dentro, e também, quando estiver no banco, ajudar os meus colegas. Para mim, é obrigatório alcançar o primeiro lugar na divisão C. Quero ter a sensação de chegar ao ouro.
2 – É o teu quarto Europeu. Em que aspetos evoluíste e podes dar mais à seleção?
Ganhei mais experiência, tenho a capacidade de acalmar e compreender o jogo, apoiar os meus colegas mais jovens e sem presença em Europeus, casos do Alexandre [Conde], João Castro e Ibra[him] Mandjam. Ainda tenho o nervoso miudinho antes dos jogos, mas já estou mais calmo. Ainda me lembro do meu primeiro jogo, em que não conseguia sair do balneário com o nervosismo.
3 – Como te descreves como jogador? Quais os teus pontos fortes?
Sou melhor no ataque. Um atirador, bom a decidir, a ver o jogo e a fazer aquele passe no último instante. Tenho de melhorar a nível defensivo.
4 – Até onde gostavas de chegar com a seleção?
Vencer a divisão C, subir da B para a A e ficar na A. Gostava de estar lá em cima no topo e experimentar a sensação dos melhores jogos.
5 – Em que medida a incorporação do Óscar Trigo e do Javier López na equipa técnica pode contribuir para a evolução da selecção?
Têm uma mentalidade diferente, vieram da divisão A e sabem o que é competir na elite. Podemos ver na televisão, mas sentir, jogar a esse nível é totalmente diferente.
Mário Saldanha dá nome à Supertaça masculina
A Supertaça masculina vai passar a designar-se Supertaça Mário Saldanha a partir desta época. O antigo presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol dará nome ao troféu que marca o arranque do calendário basquetebolístico masculino de todas as temporadas e que em 2023-24 terá a sua 37.ª edição. A XXXVII Supertaça Mário Saldanha joga-se este sábado, dia 16 de setembro, às 19 horas, no Pavilhão Multiusos de Odivelas, e coloca frente a frente o SL Benfica e o Imortal LUZiGÁS. Os bilhetes estão à venda AQUI.
Nascido em 1946, Mário Saldanha iniciou a prática de basquetebol no Clube Atlético de Queluz e jogou, ainda, no Sporting CP, Sporting da Beira (Moçambique), Ferroviário de Nampula (Moçambique) e SL Benfica, antes de regressar ao CA Queluz, para terminar a carreira de jogador e iniciar o trajecto de dirigente. Em 1987 foi eleito vice-presidente da FPB e em 1992 assumiu o cargo de presidente federativo, que manteve até 2014. Pelo meio, foi eleito vice-presidente do Comité Olímpico de Portugal (1993).
Com Mário Saldanha como presidente da FPB, a Seleção Nacional de séniores masculinos conseguiu o apuramento para a fase final dos Campeonatos da Europa de 2007 e 2011. Foi, ainda, galardoado com a Medalha de Bons Serviços Desportivos, em 2001, pelo Ministro do Desporto, José Lello.
Neemias Queta é jogador livre
Os Sacramento Kings anunciaram a dispensa do poste internacional português Neemias Queta, esta terça-feira. Num comunicado publicado no site oficial dos californianos, os Kings informam que abdicam dos serviços do atleta luso, que se torna «free agent» e pode agora decidir o seu futuro.
“Nas duas primeiras temporadas com os Kings, Queta disputou 20 jogos por Sacramento. Disputou 43 jogos da fase regular durante a época 2022-23 pelo Stockton Kings, com médias de 17,7 pontos (68,5 FG%), 8,7 ressaltos e 1,9 desarmes de lançamento por jogo. Na temporada passada, Queta liderou a G League em percentagem de lançamentos e ficou em quarto lugar em desames de lançamento por jogo, sendo escolhido para as All-NBA G League First Team e All-Defensive G League Team. Neemias também terminou como segundo mais votado no prémio de Jogador Mais Valioso da G League. Queta foi originalmente selecionado pelos Kings com a 39.ª escolha no Draft da NBA de 2021.”, pode ler-se no comunicado dos Sacramento Kings.
Miguel Reis: “Acredito plenamente que este pode ser o ano de Portugal”
Miguel Reis, jovem poste em ascensão no BCR internacional, na sequência de uma época positiva ao serviço do Unes FC Barcelona, é um dos rostos da renovação da selecção nacional. Certeiro na média e longa distância, o seu poder de fogo e capacidade de sacrifício no aspeto defensivo fazem dele uma peça indispensável no jogo da equipa das quinas.
Número: #13
Palmarés: 1x Campeonato Nacional, 1x Supertaça, Medalha de Bronze nos EPYG – Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude 2022, 5 ideal European Parayounth Games.
Referências na modalidade: Pedro Bártolo, Hugo Lourenço e Márcio Dias. A nível internacional, Alexander Halousky, Efrain “Flaco” Martinez e Phill Pratt.
Jogos da tua vida: Tenho dois jogos que me saltam à mente como sendo os “jogos da minha vida”: o jogo da conquista da supertaça, em 2021, sendo este o primeiro título que ganhei a jogar a modalidade, contra a APD Braga; e o segundo, o jogo da meias-finais da Final Four da 2ª divisão espanhola, contra Servigest Burgos.
Europeus passados (ou provas de seleções anteriores): Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude 2019 e 2022, ECMBC 2022.
1 – Quais as tuas expectativas para este campeonato da Europa?
Acredito plenamente que este pode ser o ano de Portugal, se trabalharmos e remarmos todos para o mesmo lado em uníssono. Estou mesmo confiante que podemos sair de Sarajevo com um sorriso no rosto.
2 – Será o teu segundo europeu em que te será exigido um papel diferente. Em que aspetos evoluíste e podes dar mais à seleção?
Principalmente na leitura de jogo e no aspeto defensivo. Posso ajudar muito mais defensivamente e no transporte de bola.
3 – Como te descreves como jogador? Quais os teus pontos fortes?
Acredito ser um jogador versátil que pode ocupar várias posições dependendo do que o jogo pedir e, apesar de muitas vezes cometer o erro de me “agarrar á bola”, gosto de ser solidário com a bola nas mãos e dar jogo aos meus companheiros de equipa e não querer tudo “só para mim”. Quanto aos pontos fortes, tenho de destacar o lançamento exterior e a mobilidade que tenho.
4 – Até onde gostavas de chegar com a seleção?
Alcançar a divisão A. Sei que será um sonho distante, mas possível com muito trabalho.
Bilhetes à venda para a XXXVII Supertaça Mário Saldanha
A época 2023-24 está ao virar da esquina e a XXXVII Supertaça Mário Saldanha está agendada para este sábado, dia 16 de setembro, às 19 horas, no Pavilhão Multiusos de Odivelas. SL Benfica, bicampeão nacional, e Imortal LUZiGÁS, finalista vencido da Taça de Portugal, discutem o troféu que abre a temporada das competições masculinas, que passa a ter a designação Supertaça Mário Saldanha, em homenagem ao antigo presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol.
Os bilhetes para a XXXVII Supertaça Mário Saldanha estão à venda AQUI.
Informação de entrada:
- Crianças dos zero aos três anos não podem entrar;
- Crianças entre os três e seis anos entram com termo de responsabilidade (disponibilizado no pavilhão);
- Existirá revista à entrada, sendo proibida a entrada de batons, isqueiros, vidro, garrafas com rolha, mastros em ferro ou madeira, pirotecnia, tochas, entre outros.
Luís Domingos: “É a prova mais importante na qual alguma vez participei”
Luís Domingos, referência dos Mohawks Wheelchair Basketball da Premier, máximo escalão britânico, volta a estar no lote de selecionados da equipa nacional para um campeonato da Europa. Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, acolhe a selecção nacional de BCR pela terceira vez (depois das edições de 2016 e 2022), de 18 a 24 de setembro, com o campeonato da Europa C de BCR como pano de fundo. O versátil jogador, capaz de desempenhar praticamente todas as funções no campo, exibe um compromisso com o processo defensivo acima da média, apresenta-se como ameaça no contra-ataque e denota cada vez maior solidez no lançamento de média distância. Luís Domingos encara Sarajevo com máximo optimismo e espera que Portugal possa reclamar e manter uma posição na divisão B do BCR continental de selecções.
Número: #12
Palmarés: Division 2 – terceiro escalão britânico; 1 campeonato nacional; 1 Supertaça
Referências na modalidade: Pedro Bártolo, Márcio Dias, Hugo Maia. A nível internacional: Gregg Warburton e Mateusz Filipski. Treinador: Ricardo Vieira
Jogos da tua vida: Playoffs vs APD Braga na época 2021/2022 (especialmente jogos 3 e 4). Jogo contra Zuzenak na División de Honor [máximo escalão espanhol], ao serviço do Servigest Burgos.
Europeus passados (ou provas de selecções anteriores): ECMC 2019, ECMBC 2022, EPYG – Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude – 2019
1 – Quais são as tuas principais expectativas para o Europeu?
As minhas expectativas vão para lá do campeonato da Europa. Não só quero vencer o Europeu, como desejo que sejamos fortes o suficiente para competir e permanecer na divisão B.
2 – Chegas a esta competição com maior maturidade. Sentes-te preparado para assumir um papel mais importante no grupo?
Será o meu terceiro Europeu e seguramente a prova mais importante na qual alguma vez participei. Relativamente a campeonatos da Europa anteriores, sinto-me mais maduro, motivado e preparado mentalmente para o que teremos de atravessar para vencer a competição, que não será fácil, mas acredito plenamente que temos o que é preciso para ganharmos.
3 – Como te descreves como jogador? Quais os teus pontos fortes?
Antes, descrevia-me como lutador e sonhador. Mas agora vejo-me como um verdadeiro colega de equipa e alguém disposto a sacrificar-se pelo bem da equipa. Uma das minhas principais qualidades, que quero continuar a desenvolver e elevar, é a defesa.
4 – Até onde gostavas de chegar com a selecção?
No passado, acreditava que a selecção nacional era apenas uma selecção nacional, na qual sempre quis destacar-me de todos os outros. Mas hoje compreendo que é uma segunda casa, onde conheci pessoas que levo para a vida, portanto quero fazer parte dela e dar o meu melhor para que se possam atingir patamares só ao alcance de alguns “gigantes” europeus.
5 – Em que medida a incorporação do Óscar Trigo e do Javier López na equipa técnica pode contribuir para a evolução da selecção?
O Óscar e o Javi não são apenas treinadores extraordinários, mas também pessoas que compreendem verdadeiramente o que os jogadores enfrentam e necessitam para terem a melhor performance. Estão a criar uma cultura basquetebolística, algo que nunca vi na selecção nacional.
6 – Tiveste um ano de transição, depois de uma época a jogar em Portugal ao serviço do BC Gaia. Como foi esse reajuste a uma nova/antiga realidade? E como foi voltar a jogar em Inglaterra?
Se pudesse descrever o BC Gaia como uma universidade, diria que foi a minha universidade de Cambridge! Não só porque aprendi muito acerca de Basquetebol, mas também sobre trabalho duro e outros aspectos que me fizeram melhor jogador do que antes. Voltei a Inglaterra uma pessoa muito mais madura e alguém com ensinamentos que podem ajudar outros jovens jogadores da minha equipa.
CNT Ponte de Sor abriu para a nova temporada
Decorreu este domingo a abertura do Centro Nacional de Treino de Ponte de Sor para a temporada 2023/2024.
Numa cerimónia onde marcaram presença várias figuras municipais, institucionais e federativas, os jovens que vão pertencer ao CNT foram recebidos e foi-lhes apresentado o plano para a época que se avizinha.
Esteve presente o vice-presidente da FPB, Miguel Pereira, o diretor técnico nacional, Nuno Manaia, o diretor técnico regional, Luís Caeiro, o presidente da CM Ponte de Sor, Hugo Hilário, o presidente da Escola Secundária de Ponte de Sor, Manuel Andrade, e o coordenador nacional da Unidade de Apoio ao Alto Rendimento nas Escolas, Victor Pardal.
O CNT de Ponte de Sor é um projeto focado no desenvolvimento de jovens com potencial, entre os 14 e os 16 anos, conciliando o foco na escola e no basquetebol. A equipa do CNT vai disputar o Campeonato Nacional de 1.ª Divisão Masculina.
Torneio Internacional Cidade da Covilhã de BCR inaugura a época 2023/2024
A primeira bola ao ar da temporada, no BCR, acontece este fim de semana, na Covilhã, no pavilhão nº1 da UBI, Universidade da Beira Interior, e reúne emblemas de três países. A representação dos clubes nacionais será da APD Leiria, adversária da selecção nacional, na primeira meia-final, agendada para as 15h. Segue-se, às 16h45, o embate a opor os espanhóis do Basketmi Ferrol, conjunto galego que militou na elite do país vizinho na época transacta, e a selecção do Pará, estado brasileiro. No domingo, tomam lugar os encontros de disputa do terceiro lugar, às 8h45, enquanto a final está reservada para as 10h30.
O evento, organizado pela delegação distrital de Castelo Branco da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), conta com o apoio da Federação Portuguesa de Basquetebol, Associação de Basquetebol de Castelo Branco, Câmara da Covilhã, União de Freguesias de Covilhã e Canhoso, Serviços Sociais da UBI e UBI – Universidade da Beira Interior. Constitui ainda a última oportunidade de preparação da selecção nacional de BCR para o campeonato da Europa C.

Alexandre Conde: “A única expectativa é que Portugal ganhe”
Alexandre Conde, futuro jogador do Unes FC Barcelona (onde militou Miguel Reis e o seleccionador Óscar Trigo), é um dos debutantes na convocatória. O imponente poste, formado na APD Leiria, mereceu a confiança da equipa técnica nacional para dar força à “candidatura” de subida à divisão B, no Europeu C, a realizar de 18 a 24 de setembro, em Sarajevo, Bósnia-Herzegovina. Incisivo e determinado, Alexandre Conde oferece uma envergadura pouco antes vista nas fileiras da selecção nacional, argumento que se poderá constituir decisivo perante alguns dos rivais mais possantes presentes na prova.
O jovem leiriense acompanha a toada optimista dos companheiros. “A única expectativa para este Europeu é que Portugal ganhe”, afirmou, para depois discorrer acerca dos domínios do jogo onde considera que contribuirá para o êxito luso. “Poderei causar mais impacto dentro da área restritiva, por ser um jogador alto e muito físico. Não tenho medo do contacto e posso causar estragos”, afiançou convictamente.
Desejoso de “cantar o hino nacional antes do primeiro jogo”, o reforço do Unes FC Barcelona traça metas ousadas para o futuro do BCR nacional. “Gostava de chegar quem sabe a um mundial ou a uns Jogos Paralímpicos. Apesar de ser algo muito improvável, acredito que não seja impossível”. A confiança emanada pelo atleta de 22 anos não é alheia ao impacto e esperança geradas pela aposta em Óscar Trigo (seleccionador nacional) e Javier López (treinador-adjunto), técnicos habituados a palcos ilustres. “Ter connosco um Óscar e um Javi vai-nos trazer muitas ideias novas, que em Portugal não se encontram. São duas pessoas com muito experiência no BCR ao mais alto nível, o que nos fará crescer muito a nível internacional”, projectou.
Portugal faz a estreia no campeonato da Europa C, no dia 19 de setembro, às 9h – hora portuguesa -, diante da Arménia. O canal de transmissão da prova e o acesso à estatística ao vivo serão divulgados brevemente pela IWBF (Federação Internacional de BCR) Europe.
Número: #10
Palmarés: Medalha de bronze nos EPYG – Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude 2022
Referências na modalidade: Reo Fujimoto e Matthias Guntner
Jogos da tua vida: Liga BCR 22/23 vs APD Braga, em casa.
Europeus passados (ou provas de selecções anteriores): EPYG – Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude 2022
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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