Com 48 anos, Pedro Nuno já conta com um currículo recheado enquanto treinador, com títulos em Portugal, México, Canadá e Argélia. Atualmente ao serviço do Al-Manama Club, o técnico fala também do seu futuro.
Chegou, viu e venceu. Assim se pode falar da chegada de Pedro Nuno ao Médio Oriente, para orientar o Al-Manama, e é o próprio quem admite o grande sucesso obtido: “Teria sido impossível pedir melhor nos primeiros meses. Ganhámos a Taça Presidente, somámos 11 vitórias em outros tantos jogos da fase regular da liga, e por isso terminámos na liderança, e já garantimos um lugar nas meias-finais do playoff”, recorda.
A situação no Bahrein não foge à regra, e por isso as competições encontram-se paradas: “Ainda não há certeza quanto ao retomar da competição no Bahrein, mas a ideia é terminar esta temporada. Estou à espera de novidades por parte do clube”, afirma. O treinador luso está em Portugal há cerca de um mês e diz-se “em contacto com vários jogadores e dirigentes do Al-Manama”, ao mesmo tempo que recebe vários vídeos de treino parte dos atletas.
O “bichinho” pelo basquetebol, numa altura como esta, é grande, mas há valores que falam mais alto: “Gostaria imenso que o basquetebol voltasse a médio-prazo, mas a saúde está primeiro. Seria ótimo que todas as modalidades regressassem, mas temos de perceber que vivemos uma época diferente”, realça.
E quanto ao seu futuro? Pedro Nuno não esconde que pretende mais para a sua carreira: “Quero continuar a progredir na minha carreira, e por isso a Europa é sempre uma prioridade. Países como Espanha e Itália são muito estimulantes, sem esquecer o Japão. Já na China as portas estão praticamente fechadas. O trabalho do treinador português ainda é pouco conhecido no estrangeiro”, deixa a nota.
Relativamente ao basquetebol nacional, o técnico que ganhou a Taça de Portugal em 2018, pelo Illiabum Clube, mostra-se disponível para determinados projetos: “Regresso a Portugal? Não é a minha prioridade, mas claro que não está posto de posto de parte. A voltar teria que ser para um clube com um projeto ambicioso, em que se lutasse por títulos e com participação nas competições europeias”, vinca.
Sob a égide da FPDD – Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência -, o primeiro Campeonato Nacional de BCR ocorreu na época 1991-92. Carlos Oliveira, Fernando Silva e Carlos Arrais militavam nos cascalenses do GDD Alcoitão, um tetracampeão em gestação.
Na atmosfera do pós-25 de abril, a instabilidade política e social gerada obrigou a uma estrita definição de prioridades, lote onde a promoção do desporto adaptado estava longe de encabeçar a lista.
Por esta razão, conforme relatado no momento histórico #1, cessaram as participações internacionais da seleção portuguesa a partir de 1973, num hiato que se prolongaria até 1994. Na competição interna, a toada registada foi a mesma, apesar de esta se ter tornado regular na década de 80. Com a criação da FPDD, em 1988, pressagiou-se a mudança, concretizada na dinamização do primeiro Campeonato Nacional de BCR, na época 1991-92, com a coordenação da vice-presidência da área motora, a cargo de Victor Sousa, “um grande impulsionador do basquetebol em Portugal”, palavras de Fernando Silva.
O GDD Alcoitão, berço do BCR português, demonstrou a sua categoria na edição inaugural, mas não só. Na verdade, a formação cascalense abria um ciclo de quatro títulos nacionais consecutivos, marca que só seria ultrapassada pela rival APD Sintra, na época 2007-08. Na origem do sucesso, Carlos Oliveira, Fernando Silva e Carlos Arrais convergem na importância do líder, o treinador Rui Calrão, futuro selecionador nacional em três Taças Andre Vergauwen e dois Campeonatos da Europa. “O segredo esteve, em primeiro lugar, no extraordinário treinador que tínhamos, o Professor Rui Calrão”, revela Carlos Oliveira, antes de salientar a “coesão e camaradagem entre os atletas”.
O espírito de entreajuda sentido é secundado por Carlos Arrais. “A nossa equipa era como uma família, muito unidos e com um treinador excecional. A força advinha da boa convivência entre todos os jogadores e equipa técnica”, enfatiza o virtuoso poste.
Com uma bagagem de 25 anos de clube, enquanto jogador, quando convidado a revisitar o tetracampeonato, Carlos Oliveira não se detém numa memória específica e frisa, novamente, a mentalidade do grupo. “A nossa vontade era de sermos sempre a melhor equipa. Cada adversário era um obstáculo a ultrapassar, independentemente do seu valor”. À data, o jogo revestia-se de características peculiares, como a ausência de limite de pontuação, nuance que mudou rapidamente, sem que tal se refletisse na apetência ganhadora do GDD Alcoitão, dada a profundidade do plantel, que aos quatro campeonatos juntou três Taças de Portugal e duas Supertaças.
A evolução de outras equipas, que “começaram a ter mais jogadores e melhores metodologias de treino”, destronou o GDD Alcoitão, ferido também pelo falecimento prematuro do seu treinador. Contudo, o fim da hegemonia cascalense não belisca o orgulho de Carlos Oliveira, que se despede com uma mensagem de desportivismo. “Reinámos e depois fomos depostos por uma nova lufada de ar fresco que as outras equipas tiveram. Os meus parabéns a eles”.
Um dos notáveis da conquista do Europeu C, em 2007, Cláudio Batista destacou-se ao serviço da APD Leiria, mas também além-fronteiras, no CP Mideba e no Amivel de Vélez-Málaga, emblema no qual exerce agora as funções de treinador-adjunto e treinador da “escola”.
Em sentido oposto à norma indesejada, justificada pela falta de informação ou receio, Cláudio Batista (4.5) iniciou-se no BCR com apenas 10 anos, incentivado pelo pai. “Ele não gostava muito de desporto, mas influenciou-me muito para praticar a modalidade. Comecei a treinar em 1988 e fiz a minha primeira época como jogador em 1992”, conta o ex-APD Leiria, a única formação que representou em Portugal.
A técnica ofensiva requintada transformou-o rapidamente na ameaça principal para as equipas adversárias no campeonato, apesar de ainda muito jovem, conforme atesta o ex-companheiro de equipa e de seleção, igualmente retirado, Valter Mendes. “Todo o jogo da equipa lhe passava pelas mãos devido à sua qualidade, muito acima da média e pela forma como entendia o jogo”, relata o antigo jogador da APD Leiria e do Lyon Basket (França), que estende o louvor ao nível de compromisso do colega. “O Basquetebol estava presente na sua vida quotidiana, treinando sozinho, sempre que podia, para melhor a sua performance, e procurando mais informação sobre a modalidade”, entrega que lhe iria render a chegada à seleção e um papel preponderante no auge internacional do BCR nacional.
Nesse ano, 2007, Cláudio perfilou-se como um dos jogadores centrais do primeiro (e único, se nos cingirmos aos troféus) grande êxito do país, vitorioso em Dublin, Irlanda, no Campeonato da Europa C, “um momento inesquecível, o melhor sem nenhuma comparação”, sublinha.
Com o selecionador José Maria Cristo, um dos que menciona em particular no rol de referências como treinador, a par de Paco Aguilar (Amivel – Málaga), voltaria a cruzar-se, no CP Mideba (Badajoz), na época 2008-2009. Por lá, coincidiu com outros dois dos pilares do feito acima narrado, Pedro Gonçalves (3.5) e Hugo Lourenço (4.0), que define “como uma das melhores pessoas e jogadores” que conheceu.
No entanto, na época 2007-2008, curiosamente a do primeiro título leiriense, arrancava a aventura na División de Honor, uma das ligas europeias de proa, no já mencionado Amivel, de Málaga, “casa” à qual regressa após a experiência em Badajoz e onde se radicaria até hoje. No conjunto do sul de Espanha, desempenha os cargos de treinador adjunto da equipa sénior e treinador principal da formação.
Valter Mendes, antigo internacional português, ex-APD Leiria e Lyon Basket
“Um grande companheiro de equipa, que partilhava todo o conhecimento com os colegas para que pudessem evoluir. É neste aspeto que aproveito para lhe agradecer todo o apoio e ensinamentos que serviram de base para o meu percurso. Agradeço eu, e certamente o BCR, em Portugal. Obrigado, Cláudio!”
Dia 16 de abril de 1989, Pavilhão Municipal do Montijo. A Ovarense batia o Illiabum por 81-73 e conquistava assim a primeira Taça de Portugal da sua história, num momento para revisitar por algumas das figuras do clube vareiro.
Por todos os testemunhos recolhidos e crónicas daquele feito de há 31 anos, um dado é consensual: o grande ambiente em redor do encontro. Arala Chaves, presidente de então da Ovarense, dá conta disso mesmo: “Foi um jogo muito com uma enorme afluência de público. Foram de Ovar para o Montijo vários autocarros repletos de adeptos. A alegria era contagiante e à chegada houve uma grande festa com os adeptos do Illiabum”, recorda.
E a atmosfera vibrante no recinto da margem sul do Tejo foi uma constante, o que se estendeu para além da final, como destaca Vítor Ferreira, que alinhava na Ovarense e antigo vice-presidente da FPB: “O ambiente no Montijo foi tremendo e outra coisa não seria de esperar. Já na altura, a modalidade tinha no distrito de Aveiro várias equipas de elevada qualidade. No basquetebol temos uma cultura e um histórico de enorme fair-play. De incentivar durante o jogo e de, no final, reconhecer e dar os parabéns ao vencedor, reconhecendo-lhes os méritos e sem procurar escudar-nos em desculpas. Por isso, também nesta final, o espírito de fair-play existiu. Os vencedores festejaram e os vencidos reconheceram a justiça do resultado, num embate em que a Ovarense esteve sempre na dianteira do marcador.”, finaliza.
Este dérbi teve uma particularidade, que passou pelo facto do cinco incial vareiro ter disputado… os 40 minutos. O norte-americano DJ (Dwayne Johnson), peça-chave na turma vareira, estava indisponível, e no seu lugar jogou Rui Anacleto, que acabou por brilhar com a obtenção de 14 pontos. “O facto de ter alinhado no cinco inicial ajudou na confiança e o jogo correu-me bem, a mim e aos meus colegas. todos tivemos uma pontuação muito semelhante, o que não é normal num jogo de basquetebol. Acho também que estivemos sempre a ganhar, mas o Illiabum foi um bom adversário porque nunca nos deixou fugir no marcador. Como jogámos sem um americano, tivemos que ser mais coletivos, e acho que esse foi o segredo para o triunfo. Quando se joga uma final com um ambiente fantástico e a partida corre bem, podemos afirmar que superamos sempre o cansaço”, eis as palavras do próprio Anacleto.
Luís Magalhães, treinador da Ovarense e ainda no início de uma carreira recheada, realça o “grande jogo” de Anacleto, e salienta a primeira Taça conquistada: “O mais importante é ganhar pela primeira vez e nunca esquecer o que fizemos para chegar lá. O Pavilhão do Montijo estava completamente esgotado. Foi mais uma grande vitória”, vinca.
Era uma Ovarense grande qualidade, que a partir da segunda metade dos anos 80 se colocou, em definitivo, no patamar mais alto do basquetebol português. Mário Leite, outro dos craques do carismático clube de Ovar, explica alguns dos trunfos daquela equipa marcante: “Éramos uma equipa humilde, sabíamos bem as nossas forças, mas também as limitações que tínhamos. Defendíamos a campo inteiro e destacávamo-nos, sobretudo, pela capacidade defensiva. Caracterizávamo-nos pela pressão que fazíamos, tanto eu como o Rui Chumbo éramos rápidos. Tinhamos o Mario Elie e o DJ que também ajudavam porque tinham muita mobilidade. Éramos uma equipa agressiva e explorávamos bem as situações de contra-ataque”, analisa.
E para Luís Magalhães, os mais rasgados elogios vão mesmo para Mário Leite: “Quero destacar o Mário Leite, que sempre foi de um profissionalismo incrível. É uma excelente pessoa, é impagável aquilo que ele fez pela Ovarense”, acentua.
Pode recordar este Ovarense vs. Illiabum esta noite, a partir das 21h30, no YouTube/FPBtv ou no Facebook da FPB.
Numa semana dedicada aos feitos marcantes da Ovarense recordamos, com cinco protagonistas, o tricampeonato conquistado entre 2006 e 2008, período dourado na história do clube vareiro.
Agora treinador principal da formação que representou toda a carreira, Nuno Manarte recorda que a qualidade dos plantéis vareiros fez a diferença nas sucessivas caminhadas para o título, tal como a capacidade do staff técnico em orientar as respetivas equipas: “Tínhamos os melhores jogadores, o talento fez a diferença. Lembro-me de três jogadores que tinham um papel muito importante, porque eram líderes. Ian Stanback em 2005/06, Shawn Jackson em 2006/07 e o Miguel Miranda nesta última temporada e em 2007/08. Mas há que dar muito mérito aos treinadores que conseguiram montar coletivos muito fortes – Henrique Vieira, Luís Magalhães e Manuel Povea. Funcionávamos como equipa, havia gente capaz de fazer tudo. Os papéis estavam bem definidos”, relembra.
Já Luís Magalhães, à época timoneiro dos vareiros, lembrou um dos “palcos” mais simbólicos do basquetebol português: “O Pavilhão Raimundo Rodrigues teve muita história, estava sempre repleto de público. Passámos a ter outras condições de trabalho, indiscutivelmente, o que não apaga as excelentes memórias que tenho do Raimundo Rodrigues”, lembra. No entanto, não esquece os jogadores: “A qualidade do trabalho sobrepôs-se a tudo, numa altura em que havia vários candidatos ao título, equipas muito fortes. Tínhamos uma excelente estrutura, com jogadores que alinhavam juntos há muito tempo e com um desiquilibrador que se destacava: Ben Reed”.
E foi precisamente o norte-americano que sublinhou o cariz da massa associativa da Ovarense: “Lembro-me da paixão que Ovar tem pelo basquetebol, a forma como se dedicavam em cada jogo era verdadeiramente especial. São os melhores fãs do mundo, sem dúvida! No que diz respeito ao basquetebol, foi o melhor que joguei em toda a minha carreira. Lembro-me bem do triplo que marquei contra o FC Porto em 2007, sabia o significado que teria para Ovar se conquistássemos o segundo campeonato. Senti que tinha de arriscar, senti que não podia falhar, sobretudo pela energia que se estava a sentir no pavilhão”, recorda Ben Reed.
O camisola #11 da Ovarense não esquece, contudo, que a elevada eficácia nos momentos de decisão surge fruto de muito trabalho e da confiança dos companheiros: “Os lançamentos em cima da buzina vêm da preparação. Trabalhei muito durante a minha carreira para esses lançamentos. Antes e depois de todos os treinos trabalhava especificamente esses lançamentos, para depois não sentir a diferença nos jogos. Claro que tudo isto não podia acontecer sem a confiança que todos os meus colegas e treinadores me davam”, explica.
O ex-internacional Rui Mota foi um dos elementos que contribuiu para o histórico “tri”: “A Ovarense é um clube diferente. Primeiro pela cidade e pelas suas pessoas, que sabem receber, depois pela paixão que têm pelo jogo e pela equipa. Ovar é a cidade do basquetebol. Que prazer é ouvires as pessoas e perceberes que este país não é só futebol, que ali as pessoas percebem do jogo, enchem pavilhões, seguem a equipa para todo o lado e toda a estrutura te dá condições incríveis para trabalhares e ao mesmo tempo se preocupam para saber se está tudo bem no teu dia-a-dia. Tudo isto são pormenores que fazem com que fiques rendido ao clube e às pessoas de Ovar”, vinca.
O último dos treinadores responsável por manter a Ovarense no caminho dos triunfos, Manuel Povea, lembra com saudade os meses que passou em Ovar: “Ter três treinadores diferentes era uma situação muito complicada para os atletas. Para mim foi um desafio, devido à pressão e ao nível da equipa. Nos meses que estive em Ovar era constantemente abordado na rua pelos adeptos, que me pediam sempre o tricampeonato, há uma grande cultura em torno do basquetebol”, confessa. Com a memória fresca do jogo que deu o “tri”, o treinador espanhol recordou o ambiente fervilhante vivido na recém-construída Arena de Ovar: “No último jogo tínhamos a grande vantagem de jogar em casa, que estava repleta e com um ambiente fantástico e realmente a equipa jogou muito bem em todos os aspetos. Fiquei muito feliz pela conquista”, concluiu.
A AD Ovarense sagrou-se bicampeã nacional na temporada 2006/07 depois de garantir a vitória no jogo 7 da final dos playoffs diante do FC Porto. Para a história ficou o triplo vibrante de Ben Reed, a invasão de campo no Raimundo Rodrigues e a consequente festa vareira da revalidação do título.
O extremo Diogo Brito concluiu a formação na universidade norte-americana de Utah State e está preparado para iniciar uma carreira profissional. Em entrevista à FPB, o internacional português (88 internacionalizações pelas seleções jovens) fala das melhores e piores memórias dos últimos quatro anos e revela que o futuro pode ser bem perto de Portugal.
Quatro anos depois, que balanço fazes deste tempo passado em Logan, ao serviço de Utah State?
O balanço é, sem dúvida, muito positivo. Foram quatro anos de muita aprendizagem e evolução. Conheci pessoas que nunca mais vou esquecer e ter jogado a este nível, diante dos fãs de Utah State, foi incrível.
Qual é a melhor memória e qual foi o momento mais difícil por que passaste na tua carreira universitária?
Ganhar o torneio da conferência Mountain West dois anos seguidos e o jogo em casa contra Nevada foram o auge, mas existem muitas boas memórias. Por exemplo, ter entrado em campo com os meus pais na “Senior Night” foi um momento bastante emocionante e que nunca me vou esquecer. Os momentos mais difíceis são aqueles em que não se joga ou se está lesionado. Eu não joguei quase nada no meu primeiro ano e tive algumas lesões que também me mandaram abaixo.
Se pudesses falar com o Diogo Brito de há quatro anos, no momento em que chegou a Utah State, o que lhe dirias?
Dir-lhe-ia para se preparar para uma das aventuras da sua vida. Que ia viver uns dos melhores momentos da sua vida e que ia passar por alguns dos momentos mais baixos da sua vida, mas dir-lhe-ia que tudo faz parte do processo e tudo vai fazê-lo crescer. Vai ser uma viagem incrível e ele não se vai arrepender da decisão de ir para Utah State.
Em tempos, disseste que te vias a experimentar a Summer League da NBA, mas também já falaste da Europa. Que planos fazes para o teu futuro?
O vírus alterou tudo em termos de calendários e planos, não só de atletas mas também das equipas. Pelo que ouço, não deve haver Summer League nem “pre-draft workouts” na NBA, por isso esse objetivo fica adiado. Entretanto, assinei com um agente e acredito que o meu futuro próximo vai passar por Espanha. Espero que tudo corra bem e possa chegar ao mais alto nível.
De que forma tens ocupado os teus dias, nesta fase de isolamento por causa do COVID-19?
Faço os trabalhos da escola e exercício físico, que é necessário para manter a sanidade mental. Tenho ficado em casa e tento distrair-me com vários hobbies e coisas para as quais não tinha tanto tempo. Tenho passado mais tempo a cozinhar e tenho lido mais.
Para além de voltar ao campo para fazer uns lançamentos, qual é a primeira coisa que queres fazer quando terminar o isolamento?
A primeira coisa é mesmo voltar para Portugal. Até ao final do ano letivo fico por aqui e depois espero voltar para junto da minha família, porque já tenho muitas saudades.
De tudo o que fazias dentro das quatro linhas de um campo de basquetebol, de que é que tens mais saudades?
Tenho saudades de estar lá, de jogar, de competir e de partilhar o campo e a bola com os meus colegas.
Perguntas para respostas rápidas: Que equipa escolhes no NBA2K? Qual a série que estás a ver? Qual foi o último livro que leste?
Sou fã dos Utah Jazz, mas não tenho uma equipa no 2K. Costumamos fazer escolhas aleatórias, para manter aquilo equilibrado, mas gosto de jogar com os Golden State Warriors, porque dá para lançar triplos quando quero. A última série que acabei de ver foi “La Casa de Papel” e o último livro que li foi “The inner game of tennis”, de Timothy Gallwey. Entretanto, comecei a ler “The power of now”, de Eckhart Tolle.
Analisamos o percurso de Helder da Silva, capitão do Servigest Burgos, do segundo escalão do basquetebol em cadeira de rodas (BCR) espanhol, cuja passagem, apesar de curta, deixou saudades na Seleção Nacional.
Sobram os dedos de uma mão para contar os casos de iniciação tão tardia, com sucesso ao mais alto nível, sem uma experiência desportiva prévia numa modalidade contígua, nos fundamentos e exigências.
Talvez seja até um palpite otimista. Helder da Silva (2.0) constitui um exemplo raro das premissas acima descritas, pois só em 1998, aos 30 anos, se sentiu tentado a experimentar jogar basquetebol. “A minha paixão vem de passar muito tempo no hospital a conviver com a modalidade, depois de sofrer um acidente de viação que me causou uma lesão medular”, conta o luso-espanhol, nascido em Valpaços.
No regresso a Burgos, a retoma da equipa local serviu de ensejo para consumar a vontade de testar os dotes num desporto profundamente arraigado no panorama paralímpico espanhol. Apenas seis anos antes, os Jogos de Barcelona acolheram uma final lotada, circunstância inaudita, entre Holanda e Estados Unidos.
Na formação de Castela e Leão, onde partilhou o balneário com Márcio Dias (APD Braga, capitão da Seleção Nacional) e Marco Gonçalves (GDD Alcoitão, internacional português), ostenta a marca admirável de 20 épocas ao seu serviço, testemunho invulgar de lealdade, o que não o impediu de “jogar com os melhores jogadores do mundo, fossem companheiros ou adversários”, já que a escalada do Servigest Burgos aconteceu num ápice, desde a 2.ª División, passando pela Primera, à División de Honor.
A também rápida evolução de Helder, consciente sem vaidade das suas virtudes, “boa visão de jogo”, capacidade de “gerir o tempo”, controlo de cadeira acima da média e “bom lançamento de três pontos”, iria conduzi-lo a um feito inesperado. “Uma das grandes alegrias foi ser chamado à Seleção portuguesa em 2010”, narra embevecido por um capítulo que guarda com carinho. “Agradeço muito a todos os jogadores, treinadores e dirigentes por toda a amabilidade”, faz questão de acrescentar.
Aos 52 anos, dono de uma longa bagagem competitiva num dos países que se coloca na vanguarda do BCR, Helder da Silva desafia os limites da longevidade e continua a jogar no Servigest Burgos, por quem se “compromete dentro e fora de campo”, mas expressa o desejo de terminar a carreira em Portugal. Na impossibilidade de o fazer como jogador, equaciona as funções de treinador para “ensinar aos mais jovens tudo o que aprendeu na que apelidam de “melhor liga da Europa”.
Nota: Em anexo podem consultar o palmarés de Helder da Silva e reações dalguns dos seus amigos
Aproveitamos esta semana para relembrar os feitos marcantes de um histórico do basquetebol nacional. Nos próximos dias recordamos a Ovarense, tendo como ponto de partida a efeméride do 31.º aniversário da conquista da primeira Taça de Portugal por parte do emblema vareiro.
Além de três transmissões de jogos emblemáticas no percurso do clube de Ovar, agendadas para as 21h30 de segunda, quarta e sexta-feira, na FPBtv, recordamos os momentos marcantes com alguns dos principais protagonistas.
Ricardo Vieira, técnico da APD Braga e Selecionador Nacional de Sub22, é o primeiro entrevistado sob o escrutínio da nova rubrica dedicada aos treinadores de basquetebol em cadeira de rodas.
Jogos da minha vida: O da conquista do primeiro grande troféu nacional (época 2012 – 2013), em que, no Pavilhão Casal Vistoso, defrontámos na final a APD Sintra (equipa que dominava tudo). Ao intervalo, perdíamos por mais de 10 pontos, veio uma pessoa perguntar-me “E agora Ricardo?” e eu respondi “E agora o quê? Vamos ganhar!”. Vencemos por mais de 7 pontos penso. Ver no final a alegria dos atletas que tanto tinham trabalhado, desde 2009, valeu a pena. Foi o jogo que mudou a minha vida como treinador, no sentido em que tive de pensar como tal e encontrar em mim aquilo que sou hoje. O outro jogo mais difícil (e pela negativa) foi a meia final contra a Grécia, no Europeu da Bulgária [2019]. Quem me conhece sabe que detesto perder. Já vi o jogo vezes sem conta e, sempre que vejo, fico com a sensação que era possível… No entanto, #420!
Quais os treinadores que exercem maior fascínio sobre ti?
São poucos, confesso. Aprendi a admirar alguns, isso sim. Tenho de referir Haj Bhania, pela persistência em acreditar num projeto de “Fundamental Skills” e levar a Grã-Bretanha ao trono mundial, Mike Frogley (Canadá), por ser enunciado por Pat Anderson como o melhor de todos e pelo projeto que elabora com os mais novos, o que me entusiasma a fazer o mesmo. Uma palavra de apreço também ao companheiro Marco Galego, pelo profissionalismo. Sem dúvida, os dois primeiros pelo trabalho e o último pelo prazer em querer alterar o nosso BCR.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido enquanto treinador.
Não sei se será o mais caricato, mas ainda falo sobre isso. A determinada altura, tinha dado ordem a um jogador substituir outro, pois sabia que isso ia “picá-lo” e surtiu efeito. O jogador que estava no campo ia ser substituído, percebeu (como eu esperava) e, além de defender bem, no ataque seguinte marcou 2 importantes pontos para a equipa. Obviamente, nessa altura, abdiquei da substituição.
Quais as competências que consideras essenciais para ser um treinador de sucesso?
Não me considero um treinador de sucesso. Considero-me um treinador em ascensão e com muito para aprender. Pelo modo como vejo o BCR, para sermos um treinador com “algum sucesso”, necessitamos conhecer o jogo. Não adianta ter anos de basquetebol “a pé” e achar que com esse conhecimento podemos singrar no BCR, é errado. Temos de conhecer o jogo, experimentar a modalidade e sermos muito bons em questões táticas. Perceber que nas pequenas coisas estão as grandes vitórias, ou seja, no fundamento básico (manuseamento de cadeira, drible, passe, lançamento, técnica individual de defesa e técnica individual de ataque). Além de tudo, perceber que do outro lado estão jovens ou adultos que precisam de sentir que estás com eles para tudo, precisas de saber ganhar o respeito e respeitá-los.
Em linha, a defesa que todos os treinadores querem, mas poucos conseguem. Qual a receita para lá chegar?
Se a soubesse, estaria no topo mundial e não nacional (risos). No entanto, é extremamente importante mover a equipa como um só, perceber que qualquer movimento em falso, isto é, que achemos que se o fizermos sozinhos seremos bem-sucedidos, resulta em erro! Tendo tudo em conta, do que já foi referenciado em cima (fundamentos básicos) e uma boa comunicação, é meio caminho andado para obtermos sucesso. Bons fundamentos para parar o adversário e excelente comunicação para, caso sejamos ultrapassados, saber passar a informação para a ajuda vir e resultar! A juntar a isto, obrigatoriamente, a componente física, caso contrário é só imaginar 40 minutos a andar de um lado para outro com uma cadeira e vemos o nível de exigência deste desporto.
Inauguramos o segundo ciclo dedicado aos jogadores marcantes do basquetebol em cadeira de rodas português (BCR) com o perfil de Hugo Maia.
Guerreiro, mas conciliador, dentro e fora do campo, o capitão do GDD Alcoitão e sub-capitão da Seleção Nacional construiu uma carreira fértil em triunfos, alcançados, em especial, na sua alma mater, a APD Sintra.
Representou Portugal em 7 Campeonatos da Europa, leque onde se contempla a memorável campanha de 2007 que conduziria a Seleção Nacional ao seu único título, na Divisão C, elenco do qual é o único resistente nos atuais quadros. Porque o espírito intrépido não se confina aos contra-ataques sem freio, aos 41 anos, Hugo Maia, mercê da capacidade de entrega incessante e disciplina férrea, permanece no núcleo dos melhores intérpretes no país.
Anseia, como poucos, por nova glória paras as cores nacionais, na que poderá ser, em 2021, a sua oitava presença em competições oficiais.
A incerteza e a apreensão pontuam quase sempre a iniciação desportiva paralímpica, ou esta não implicasse trazer à superfície do pensamento a constatação de perda da capacidade atlética, que a pessoa com deficiência julga irreparável.
Porém, com Hugo Maia não foi assim. Atleta inveterado, praticara “ténis no Boavista FC na infância”, voleibol e natação na adolescência, por isso esta porta nunca se poderia fechar. “Após o acidente, tinha uma vontade imensa de voltar a fazer desporto, até estava inicialmente inclinado para o atletismo, mas felizmente a APD Sintra não tinha cadeira adequada a mim”, um pequeno infortúnio que facilitou a decisão de agarrar a oportunidade no BCR. “Percebi rapidamente que era BCR que queria jogar, depois de me sentar na cadeira e interagir com o pessoal”, narra.
A reconstituição deste momento suscita-lhe uma ponte imediata com o nome do obreiro da sua iniciação, Victor Sousa, atleta e dirigente com uma influência inquestionável na APD Sintra e no BCR nacional. “O Victor soube aproveitar a oportunidade e identificar um miúdo de 19 anos, que sempre fez desporto e poderia tornar-se num jogador válido”, recorda o internacional português, cuja dedicação lhe permitiu rapidamente escancarar esse rótulo modesto.
A escalada de conquista em conquista que se seguiria, cuja longevidade lhe confere o privilégio de decidir qual será o ponto final, deve-se, afirma, “sem esquecer os colegas de equipa” e os fisioterapeutas João Coelho e Bernardo Pinto, a muitos dos treinadores, a quem presta uma mensagem de agradecimento. “José Maria Cristo, pela visão e oportunidade, Luís Mendes, pela persistência, Inês Lopes e Nils, pela experiência e pela ligação aos atletas, Pedro Costa, pela criatividade e irreverência, Jorge Almeida, pelo vasto conhecimento, Ricardo Vieira e Marco Galego, pela ligação, reconhecimento, valorização, desafio e exigência, e Fernando Lemos, que com 2 anos de experiência de BCR, mas décadas de treinador de basquetebol, consegue reunir a maioria das qualidades dos anteriores, com potencial para se tornar num dos melhores treinadores de BCR português”.
A gratidão serve como remate perfeito na história de um atleta que, como se depreende dos testemunhos que seguem em anexo, sem esquecer o palmarés, soube arvorar um trajeto de êxito na virtude de proporcionar a alegria do jogo aos que o rodeavam.
Atleta histórico do Sporting CP-APD Sintra, ao longo de 23 anos de carreira Paulo Taborda colecionou títulos, incutindo irreverência e poder de fogo à equipa que se viria a converter na mais ganhadora em Portugal. A intimidade com o cesto e a criatividade, atributos certamente não alheios à influência de Pedro Esteves, seu mentor e a quem presta tributo nesta entrevista, levaram-no à Seleção Nacional, cuja camisola envergou em 4 Campeonatos da Europa e, ainda sob a designação Team Lisboa, em 2 Taças Andre Vergauwen. É ele o protagonista da rubrica “Man Out”.
Data de nascimento: 14-01-1972
Ano de iniciação: 1997
Posição: poste
Clube: Sporting CP-APD SINTRA
Palmarés: 11 Campeonatos Nacionais, 11 Taças de Portugal, 14 Supertaças; Participação em 4 campeonatos da Europa, 5 Taças Andre Vergauwen e 4 Taças Willi Brinkmann
Jogo da tua vida (e porquê): De certa forma, todos os jogos que disputei são jogos de uma vida. Vou mencionar o primeiro jogo que fiz. Foi no Pavilhão de Queluz, logo nas primeiras jogadas, em que fiz um lançamento do meio campo e que, claro, nem à linha do garrafão chegou. Outro foi contra a APD Braga, no qual falhei o último cesto nos últimos segundos. Se tivesse convertido, ganharíamos a taça de Portugal.
Chamam ao BCR a modalidade paralímpica rainha. Se tivesses que convencer alguém a ver ou praticar, como o “vendias”?
Já ando nestas andanças vai para mais de 30 anos e consegui convencer alguns dos atletas que ainda jogam ao mais alto nível. A primeira abordagem não é nada fácil, pois um desconhecido abordar uma pessoa portadora de deficiência torna-se um pouco desconfortável para mim. A melhor forma de o fazer é comprometer logo a pessoa a experimentar o contacto com a cadeira, a bola e o cesto.
Qual ou quais os jogadores que exercem maior fascínio sobre ti?
Quando iniciei no BCR, a minha maior referência era Pedro Esteves (ler aqui). Por ele é que eu pratico esta modalidade. Naquela altura, era o Michael Jordan do BCR; depois Manuel [GDD Alcoitão], João Cardoso e António Gordo. Por fim, o jogador da seleção holandesa da altura, Van der Linden, um bi-amputado dos melhores que já vi jogar ao vivo, então nos Paralímpicos de Barcelona, em 1992.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por jogar BCR.
Tenho muitos nestes anos, mas vou mencionar um em particular, num estágio da Seleção. Íamos todos tomar banho e, como sabem, os paraplégicos necessitam de cadeira para o tomar. Naquele dia, o dito atleta sentou-se e não é que ficou preso na cadeira de plástico de uma forma… particular? Foi uma carga de trabalhos para resolver a situação e eu que o diga, mas lá consegui.
Qual o teu movimento, gesto ou momento do jogo favorito?
Como poste, um dos meus movimentos preferidos é fazer um contra um. Não é por nada que me chamam o jogador que não dá a bola a ninguém, pois só vejo cesto. O BCR evoluiu bastante e trabalha-se muito os bloqueios, o que facilita muito.
Qual o jogador a quem gostavas de fazer “Man Out”?
O jogador seria, sem sombra de dúvidas, Victor Sousa. Foi para mim uma das pessoas que mais deu a esta modalidade e, se hoje o BCR existe tal como é, deve-se muito a ele. E, também porque não estou tão bem fisicamente, seria de certo mais fácil para mim fazer um “Man In”.
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Legenda
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”
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