Artigos da Federaçãooo

GDD Alcoitão é bicampeão nacional de BCR

Finalíssima de luxo. Candidatos a MVP em catadupa. O GDD Alcoitão ergueu o troféu, é bicampeão nacional e o BCR ganhou em toda a linha.

A atmosfera em Alvide, com bancada à pinha, embalou as duas equipas para um começo sem mácula no derradeiro jogo da Liga BCR. Os cestos fizeram-se grandes e ninguém queria falhar. Aos poucos, o GDD Alcoitão assumiu a dianteira, orquestrada por um maestro sereno, Ângelo Pereira, letal nas posições de conforto, a partilhar a bola e a coroar uma grande primeira parte com um triplo que empurrou as suas cores ainda mais para a frente. Da diferença tangencial dos dez minutos inaugurais – 17-16 -, o marcador escalou para oito pontos a favor dos comandados de Fernando Lemos antes do descanso – 32-24.

 

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Na segunda parte, o GDD Alcoitão parecia encaminhar-se, a passos largos, para sentenciar a partida e ver o título à distância dos minutos que restavam – 14-10. Mas a APD Braga tinha uma última palavra, agigantou-se, marcou em momentos capitais e encurtou a mesma a diferença para duas posses de bola. Apesar da reação dos pupilos de Ricardo Vieira, os anfitriões, cada vez mais em sintonia com a euforia do público, não cederam, carimbaram o triunfo – 61-53 – e celebraram o bicampeonato.

 

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Afonso Tavares – 13 pontos, 10 ressaltos, 4 assistências, 2 roubos de bola – esteve à altura da ocasião e foi consagrado MVP, com 23.5 pontos de valorização. Também sobressaíram Pedro André Gomes – 21 pontos, 3 ressaltos, 1 assistência – e Ângelo Pereira – 10 pontos, 4 ressaltos, 12 assistências, 1 roubo de bola. Nos bracarenses, deram nas vistas Márcio Dias – 21 pontos, 10 ressaltos, 3 assistências, 1 desarme de lançamento -, MVP cumulativo das finais, e Filipe Carneiro – 8 pontos, 4 ressaltos, 10 assistências, 3 roubos de bola.

Compareceram ao momento ilustre do BCR nacional Augusto Pinto, Presidente do Comité Nacional de BCR, João Santos, Vice-presidente da FPB, Rogério Mota, Presidente da ABL, Gustavo Costa, membro do Conselho de Arbitragem.

 

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UD Oliveirense vence em Ovar e fecha quadro das meias-finais da Liga Betclic Masculina

A UD Oliveirense garantiu este sábado a última vaga nas meias-finais dos Playoffs da Liga Betclic Masculina, ao vencer a Ovarense GAVEX por 65-69, no decisivo jogo 3 dos quartos-de-final, disputado na Arena de Ovar.

Depois de uma série extremamente equilibrada, a formação de Oliveira de Azeméis acabou por sorrir nos instantes finais e juntou-se assim a FC Porto, Sporting CP e SL Benfica no lote das quatro equipas que seguem na luta pelo título nacional.

A partida foi marcada pelo equilíbrio do início ao fim, com a Ovarense GAVEX a entrar melhor e a vencer o primeiro período por 16-10. A resposta da UD Oliveirense surgiu no segundo quarto, reduzindo a diferença para apenas um ponto ao intervalo (35-34 para os vareiros).

Na segunda parte, os visitantes mantiveram-se sempre na discussão do resultado e acabaram por assumir a liderança no derradeiro período, beneficiando de um parcial de 23-13 nos últimos dez minutos para fechar o encontro com uma vitória por 68-65.

Jordan Sibert e Leon Ayres foram os grandes destaques da UD Oliveirense, ambos mais de 17 pontos, com Ayres a acrescentar ainda cinco ressaltos e a terminar com 19.5 de valorização. James Boeheim III contribuiu com 12 pontos, enquanto João Embaló somou cinco pontos e cinco assistências.

Do lado da Ovarense GAVEX, Miguel Monteiro esteve em evidência com 15 pontos, enquanto Jay Heath Jr acrescentou 14 pontos. Jackson Stormo assinou um duplo-duplo com 12 pontos e 10 ressaltos, mas insuficiente para evitar a eliminação da equipa vareira.

 

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A estatística completa.

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Daqui não passa: a Finalíssima da Liga BCR joga-se este sábado

Os primeiros quatro jogos da final da Liga BCR não escapam ao lugar comum. Foram um hino ao BCR. A diferença máxima entre os pretendentes ao título situou-se em irrisórios sete pontos, quando o GDD Alcoitão, em Ferreiros, “estragou” a festa minhota e recolocou a igualdade na eliminatória. Antes, a APD Braga já desafiara o guião, bem denso, da invencibilidade cascalense, que perdurou até que, em pleno terreno rival, os comandados de Ricardo Vieira mostraram estar talhados para os grandes momentos, aos quais nunca se desabituaram.

Afonso Tavares, internacional sub23, expoente máximo do talento da nova vaga do BCR português, e Filipe Carneiro, nome consagrado, com mais títulos do que as costas podem carregar, vaticinam mais um duelo digno dos antecessores. Afinal, ganhe quem ganhar, a herança é mesmo essa: uma oferenda de vitalidade da modalidade a todos os que se atreveram a acorrer aos pavilhões ou sintonizar a FPBtv.

“Não podemos esperar menos emoção neste 5º jogo, para qualquer amante de basquetebol e desporto em si. Resta saber é quem é que terá o fim de tarde mais amargo e quem vai levar a taça para ‘casa’”, refletiu Afonso Tavares. O MVP dos Jogos Paralímpicos Europeus da Juventude de 2025, que espantou a Europa mas não quem o conhecia, antevê mais uma dura batalha frente à APD Braga. “Temos plena consciência de que não vai ser um trabalho fácil, porém temos a nossa própria fonte de motivação, que passa por toda a gente que nos acompanha e acredita em nós. Para não falar de todas as adversidades que passámos ao longo da época. Apesar de termos chegado às finais invictos e atingido marcos históricos no basquetebol português, referindo-me especificamente à Eurocup 4, há pequenos pormenores que ficam no ‘backstage’”, partilhou.

 

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Nos bracarenses, Filipe Carneiro está em sintonia com o companheiro de seleção: o BCR está a vingar. “Esta final tem mostrado bem aquilo que é o basquetebol em cadeira de rodas: intensidade, competitividade, emoção e muita paixão pelo jogo. A mensagem é simples: aproximem-se, venham ver e sintam a modalidade de perto. Quando se vive ao vivo, deixam de existir rótulos e passa a existir só basquetebol, no seu estado mais puro”.

Em mensagem emotiva, de quem sente o jogo e já imagina o troféu em riste, o atleta minhoto quer demonstrar que a sede competitiva subsiste. “Num jogo destes, já não é só pelo título. Move-me a minha equipa, tudo o que construímos ao longo da época, os sacrifícios que ninguém vê e a vontade de provarmos a nós mesmos que ainda somos uma equipa competitiva e que queremos sempre mais. E claro, também quem está sempre comigo desde a família, amigos e todas as pessoas que acreditam em mim. No final, quero sair do campo a sentir que dei tudo”, rematou.

 

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A “finalíssima” joga-se este sábado, 16 de maio, às 16h15, na Escola Secundária de Alvide, e tem transmissão na FPBtv.

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Foto de capa: Miguel Fonseca – @mfportefolio 

 

 

 


Sporting CP e FC Porto garantem passagem às meias-finais dos Playoffs da LBM

O FC Porto e o Sporting CP garantiram este fim de semana o apuramento para as meias-finais dos Playoffs da Liga Betclic Masculina, após voltarem a vencer os respetivos encontros dos quartos-de-final e fecharem as séries em dois jogos. Dragões e leões seguem assim em frente na luta pelo título nacional e vão agora encontrar-se nas meias-finais da competição.

Imortal LUZiGÁS 79-102 FC Porto

Em Albufeira, o FC Porto venceu o Imortal LUZiGÁS por 79-102, num encontro em que a equipa portista assumiu o controlo a partir do segundo período. A formação algarvia entrou melhor na partida e venceu o primeiro parcial por 22-17, mas os dragões responderam de forma clara no segundo quarto (19-28), chegando ao intervalo já na frente do marcador.

Na segunda metade, o FC Porto elevou ainda mais o nível exibicional e não permitiu qualquer aproximação do Imortal. Os visitantes venceram o terceiro período por 16-25 e fecharam o encontro com um último quarto muito forte (22-32), confirmando o triunfo por larga margem. O grande destaque da partida foi Cornelius Hudson, MVP do encontro, com 23 pontos, 10 ressaltos, 2 assistências e 3 roubos de bola (32.5 de valorização).

Esgueira Aveiro OLI 73-85 Sporting CP

Já em Aveiro, o Sporting CP voltou a superiorizar-se ao Esgueira Aveiro OLI, vencendo por 73-85 no Pavilhão Clube do Povo de Esgueira. Os leões entraram mais fortes e assumiram vantagem desde cedo, fechando o primeiro período na frente por 18-25. No segundo quarto, a formação leonina manteve a consistência ofensiva e voltou a vencer o parcial (18-23), chegando ao intervalo com uma margem confortável.

O Esgueira ainda tentou reagir na segunda parte e venceu o terceiro período por 21-19, mantendo-se na discussão do encontro. No entanto, o Sporting respondeu nos últimos dez minutos (16-18), gerindo a vantagem com maturidade até confirmar o triunfo e o consequente apuramento para as meias-finais. O MVP da partida foi Maleeck Harden-Hayes, com 13 pontos, 12 ressaltos e 1 assistência (22 de valorização).

Com estes resultados, FC Porto e Sporting CP vão medir forças nas meias-finais dos Playoffs da Liga Betclic Masculina. Na outra meia-final, o SL Benfica já tem presença assegurada e aguarda agora pelo vencedor do decisivo jogo 3 entre Ovarense GAVEX e UD Oliveirense.

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SL Benfica conquista pela 3.ª vez consecutiva a Liga Betclic Feminina

O SL Benfica sagrou-se campeão da Liga Betclic Feminina ao vencer o CRC Quinta dos Lombos por 67-77, no quinto e decisivo jogo da final, encerrando uma série extremamente equilibrada e intensa entre duas das formações mais consistentes da temporada. Num encontro disputado em Carcavelos, as encarnadas revelaram maior eficácia nos momentos-chave e conquistaram o troféu nacional após uma final marcada por grande competitividade e que terminou com a conquista do terceiro título consecutivo para a equipa benfiquista.

 

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A partida começou de forma equilibrada, com ambas as equipas a responderem bem à pressão do momento decisivo. O Benfica conseguiu fechar o primeiro período na frente (16-18), mas foi no segundo quarto que as águias assumiram verdadeiramente o controlo do encontro. Com uma defesa agressiva, domínio das tabelas e maior eficácia ofensiva, a formação lisboeta assinou um parcial de 10-24, construindo uma vantagem importante antes do intervalo.

No regresso dos balneários, o CRC Quinta dos Lombos tentou reagir e voltou a equilibrar o jogo, mas o Benfica conseguiu manter a estabilidade emocional e responder sempre nos momentos de maior pressão. O terceiro período terminou com novo ascendente encarnado (19-20), permitindo às visitantes entrarem nos últimos dez minutos com uma margem confortável. Apesar da boa reação do conjunto de Carcavelos no último quarto (22-15), o Benfica soube gerir o ritmo e confirmou a vitória por 67-77, selando assim a conquista do título nacional.

Mais uma vez, Schaquilla Nunn esteve em grande destaque e foi uma das figuras decisivas da final. No último jogo, a atleta encarnada registou 18 pontos, 11 ressaltos e 1 roubo de bola (27 de valorização), assumindo novamente um papel fundamental nos dois lados do campo. A norte-americana acabou também distinguida como MVP da Final dos Playoffs, após médias de 14.6 pontos, 9.8 ressaltos, 1.0 assistências e 23.3 de valorização durante os cinco jogos da final.

 

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Portugueses Além Fronteiras: o “mercado” de verão

Já “rolam” as novidades no que toca aos internacionais portugueses a jogar no estrangeiro – e na Division 1 do basquetebol universitário norte-americano. Pedro Santos troca os UT Martin Skyhawks pela Universidade de Albany e Filipa Barros troca California Baptist pela Universidade de Utah. Já a jovem Laura Silva, atualmente a disputar os playoffs da Liga Betclic Feminina com o CRC Quinta dos Lombos, vai jogar no próximo ano em Winthrop.

 

(em atualização)


Sérgio Ramos no podcast Dois para Um: “Com duas pernas, claramente ganhava a de 2007”

Fruto da parceria entre o jornal Record e a FPB, já está no ar o podcast Dois para Um. No quinto episódio, o convidado é Sérgio Ramos, treinador-adjunto da Seleção Nacional e do Sporting CP, ex-internacional português e dono do marco de mais pontos marcados num só jogo da Liga Betclic Masculina, que partilha aqui o seu percurso no Basquetebol e várias histórias da carreira, numa conversa conduzida por João Socorro Viegas (jornalista do Record) e João Santos (ex-internacional português).

Em cima da mesa esteve o fatídico jogo contra o CAB Madeira em que marcou 55 pontos, mas também, recuperando o episódio com Diogo Ventura, respondendo a rigor à questão em causa: num duelo entre a Seleção de 2007 e a de 2025, quem sairia vencedor?

O episódio completo já está disponível na FPBtv e nas plataformas do Record.

Todos os episódios da 1.ª temporada:

EP1 – Miguel Queiroz

EP2 – Diogo Ventura

EP3 – Márcia Costa

EP4 – Maria João Correia

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Filipa Barros: “Se tivesse que fazer tudo de novo, recomeçava sem pensar”

Filipa Barros chegou ao último ano de elegibilidade na NCAA pela porta grande. A base portuguesa, de 22 anos, fechou a época 2025-26 em California Baptist com 16 duplos-duplos, o recorde do programa em ressaltos e em roubos de bola, e o prémio de MVP do torneio da Western Athletic Conference, tornando-se, no processo, a única jogadora entre as mais de 350 universidades da Division I com médias de pelo menos 10,5 pontos, 9,5 ressaltos e 4,5 assistências a marcar acima de 40% nos triplos. O feito valeu-lhe o lugar 33 no ranking do transfer portal feminino da USA Today e uma transferência para a University of Utah, da Big 12, onde vai disputar a temporada 2026-27.

Em entrevista exclusiva à FPB, Filipa Barros fala sobre a época que a colocou no mapa da NCAA, sobre as terças-feiras até às onze e meia da noite no pavilhão que ninguém viu, sobre a conversa com Inês Vieira antes de dizer sim a Utah, e sobre o plano para depois da NCAA, que passa pela Austrália e por não parar.

 

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Fizeste quatro anos em California Baptist, porque fizeste um ano de redshirt pelo meio. Que balanço fazes desses quatro anos na Califórnia?

É um balanço muito positivo. Foram literalmente os melhores quatro anos da minha vida. Tive muita sorte, não tanto pelo sítio, por ser na Califórnia, mas pelas pessoas que conheci. Era o que eu estava a dizer aos meus pais: se eu tivesse que fazer tudo de novo, recomeçava sem pensar.

E em termos de basquetebol também foste feliz.

Sim, correu tudo ótimo.

Este época, California Baptist fez 23-11, foi campeã da Western Athletic Conference na fase regular e no torneio — a melhor época coletiva do programa desde que está na Division I. Por que é que esta época correu tão bem?

Acho que tínhamos um grupo de returners muito forte. Éramos cinco returners e o nosso único objetivo era mesmo ganhar. Não queríamos saber o que é que acontecia, íamos para cada jogo para ganhar. Tivemos uma altura muito complicada, perdemos cinco ou seis jogos seguidos, mas quando entrámos na fase do torneio de conferência fizemos uma reunião com a equipa toda e o objetivo era começar do zero. Estávamos todas na mesma página.

E para ti foi uma época especial também por ser uma época de regresso, depois de teres falhado tanto tempo por lesão.

Sim, não podia ter tido melhor época de comeback. Estive saudável a época inteira. A única coisa que aconteceu foi ter partido o nariz, por isso acho que não foi mal.

Acabas a época com 16 duplos-duplos, recorde do programa em ressaltos e em roubos de bola, e foste eleita MVP do torneio da conferência. Como é que defines esta versão de ti própria?

Esta versão minha teve muito mais confiança, como é óbvio desde o meu primeiro ano. E o facto de ter ficado um ano sem jogar acabou por ser muito positivo, porque aprendi a olhar para o jogo de uma maneira diferente, aprendi a aproveitar cada jogo como se fosse o último, porque nunca se sabe o dia de amanhã. Em relação aos ressaltos, o treinador tinha-me dito que queria que a equipa jogasse rápido, e a maneira para a equipa jogar ainda mais rápido é a base apanhar ressaltos. Como o objetivo era ganhar, e era isso que nos fazia ganhar, tentava apanhar o máximo de ressaltos que conseguia para mandar a bola lá para a frente e as minhas colegas marcarem.

Falaste numa questão interessante: o facto de teres passado um ano inteiro no banco, a ver o jogo de outra perspectiva. O que é que viste de diferente esse ano sentada no banco?

O que me ajudou muito foi estar a ver as jogadoras da minha equipa com quem ia ter que jogar no ano seguinte. Aprendia quais eram os pontos fortes de cada uma, o que tinha que fazer para elas marcarem mais pontos. E também tinha sempre que fazer a possession board, o que me ajudou imenso a olhar para o jogo com mais atenção.

O que é a possession board?

Em cada posse de bola, tinha que ver quantos ressaltos ofensivos apanhámos, quantas assistências tivemos, quantos roubos de bola tivemos. Fazia essas estatísticas todas e isso ajudou-me muito a prestar mais atenção ao jogo e aos pequenos detalhes.

E olhar para os adversários também? Perceber as tendências do que as outras equipas tinham quando jogavam contra vocês?

Sim, claro. Como base, prestei mais atenção a quando é que as equipas defendiam zona, quando é que se percebia essa mudança de zona para homem — essas pequenas coisas.

E isso ajudava-te este ano a identificar e a comandar a tua equipa lá dentro?

Sim, cem por cento.

Foste a única jogadora da Division I com médias de pelo menos 10,5 pontos, 9,5 ressaltos e 4,5 assistências a marcar acima de 40% nos triplos. A única entre mais de 350 universidades. Tens noção do especial que é este feito estatístico?

Pessoalmente não tinha noção até meter o meu nome no portal. Mas acho que foi mais fruto do meu trabalho. Trabalhei imenso este ano, estava muitas noites no pavilhão. Foi uma recompensa do trabalho. Sabia que era uma coisa que me ia diferenciar como jogadora se começasse a marcar mais triplos, e foi isso.

Isso de estar toda a noite no pavilhão — o que é que as pessoas não viram e que depois resultou nesta Filipa que marca 40% de três pontos?

Todas as terças-feiras, sem exceção, ia ao pavilhão desde as seis e meia, sete da tarde, com um amigo, até às onze e meia da noite. Todas as terças-feiras sem falta. Depois havia momentos em que ia ao pavilhão durante uma hora e meia, duas, durante o resto da semana, mas terça-feira tinha sempre esse horário. Fazia muitos exercícios de lançamento e acho que foi isso que se notou. Até o segurança, que tem que mandar toda a gente embora, deixava-me ficar. Sabia que terça-feira era o meu dia.

E esse teu amigo não se cansou de ganhar ressaltos e passar a bola?

Não. (risos)

Filipa Barros celebra a conquista da Western Athletic Conference

Foram ao torneio, cruzaram logo com UCLA. O que é que aprenderam dessa participação e desse matchup direto com uma das melhores equipas do país, que acabou por conquistar o título?

Eu pessoalmente estava a torcer para jogar contra UCLA. Achei que era uma oportunidade única. Ainda conseguimos uma boa primeira parte; na segunda parte notou-se que elas eram de outro nível. O físico conta muito: elas eram jogadoras muito altas, muito fortes, e nós não tínhamos isso. Mas aprendi que ainda temos muito para trabalhar.

Uns dias depois da eliminação, meteste o nome no transfer portal. Foi uma decisão que já trazias tomada durante a época?

Durante a época tentei não pensar nisso. Desde que tive a lesão no pé, aprendi a não pensar no futuro, a viver mais o presente, porque quando me lesionei tinha expectativas muito altas, e quando torci o pé foi ainda pior por causa disso. Mas quando a época acabou foi logo o que me veio à cabeça. Com as estatísticas que tinha tido, senti que já tinha feito tudo o que tinha para fazer em CBU. Tivemos uma reunião passados três dias com o treinador; ele disse que ia tirar aquela semana de folga e que na semana a seguir queria ter uma reunião individual com cada uma, mas que se alguém já tivesse a decisão tomada podia mandar-lhe mensagem. Depois da reunião mandei logo mensagem e foi aí que lhe disse.

Tu falas da questão das expectativas. Lembro-me de termos falado há uns anos, quando já estavas em CBU, e tu dizias que a tua maior inimiga eras tu mesma — que eras muito exigente, que no final dos jogos batalhavas muito na tua cabeça com as coisas que tinhas feito mal. Estás mais madura nesse aspecto?

Sim, sem sombra de dúvida. Este ano, se tivesse um jogo mau, o que pensava era: o ano passado não estava a jogar. É completamente diferente.

A lesão pôs tudo em perspectiva.

Sim. E acabo por dizer que foi a melhor coisa que podia ter acontecido — não foi a melhor coisa, mas acabou por trazer muitas coisas boas.

Cresceste do ponto de vista mental.

Cem por cento.

Tiveste outras ofertas para além de Utah. Como foram essas duas semanas no portal?

O portal é uma coisa louca, eu não fazia ideia que era assim. Foram duas semanas de muito stress. Meti o meu nome no portal — basicamente vais falar com CBU, eles mandam-te um link, tens que ver um vídeo, depois submeter, e eles metem automaticamente o teu nome. A partir do momento em que o meu nome entrou, sem exagerar, um minuto depois já havia posts no Instagram a dizer que eu ia sair, e eu ainda queria postar alguma coisa para CBU. Passados dez minutos já tinha para aí cinco convites de mid-majors. E eu estava a fazer um estágio para me graduar, não conseguia estar no telemóvel. Era louco — toda a hora recebia mensagens. A minha colega de casa, a Khloe, eu estava a falar com ela no quarto e o telefone dela começa a tocar e depois o meu também, e fomos as duas cada uma para um quarto. Era uma festa.

E acabas por decidir por Utah. O que é que Utah te apresentou que as outras não conseguiram?

Foi a universidade que mostrou interesse desde o início, não pararam. Fui lá visitar e gostei das condições do pavilhão. O facto de ser perto da Califórnia ajudou muito — eu queria ficar na Califórnia, mas não deu; Utah é perto, ajudou. E o treinador, tudo o que ele mostrou. Acho que foi a melhor decisão que eu podia tomar.

O treinador é o Gavin Petersen, que já era adjunto no tempo em que a Inês Vieira estava lá. Ele falou-te da Inês?

Falou, e mandaram logo mensagem à Inês para ela me contactar.

Como foi esse processo? O que é que a Inês te disse?

A Inês falou do treinador, disse coisas boas, disse que sabia que eu ia ter tempo de jogo. O meu objetivo era ir para uma boa conferência com tempo de jogo, e ela disse que era o que ia acontecer se trabalhasse bem. Falou bem das condições, falou bem do sítio. Disse só coisas boas.

Vai jogar na Big 12, com equipas como Kansas State, BYU, TCU, Iowa State — programas com histórico de ir à Final Four. O que é que achas que vai mudar concretamente no teu dia-a-dia neste ambiente?

Vou ter que trabalhar ainda mais do que aquilo que já trabalhava. Era o meu objetivo, jogar contra as melhores equipas do país, e só me vai dar mais motivação.

E vais poder jogar contra a Clara Silva.

É bom. Acho que nunca joguei contra uma portuguesa. Ah, joguei sim, joguei contra a Rita Nazário este ano.

O treinador Gavin Petersen certamente apresentou-te uma ideia do papel que quer que tu tenhas na equipa?

Falou que a maneira como a Utah joga é muito parecida com a maneira que a CBU jogava. Quer jogar rápido, quer jogar com muita raça, quer que defenda, que pressione a bola a toda a hora — e é o que eu gosto e senti falta este ano. E quer que não seja só uma base, mas também uma marcadora de pontos. Mais uma coisa que eu senti falta este ano: eu sentia falta de ter mais alguém a criar para mim. E disse que, como é óbvio, se trabalhar e continuar como estava a jogar em CBU, terei os meus minutos de jogo.

Gostas de jogar sem bola?

Sim, eu gosto de ser base, mas ao mesmo tempo consigo lançar e senti falta de alguém que criasse para mim.

O que é que achaste que cresceste mais este ano?

Para além de lançar melhor, eu diria que a liderança foi uma das coisas que aprendi mais. Aprendi a ter mais voz no campo, a ser uma líder dentro da equipa.

Sempre foste uma jogadora expansiva. Este ano notou-se essa versão mais vocal, sem medo de apertar com as colegas.

Foi a diferença deste ano para os outros anos.

Num contexto novo, vais retrair outra vez ou vais continuar a ser essa líder?

Vou continuar. Tenho que continuar.

 

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Este é o teu último ano de elegibilidade, depois do melhor ano da tua carreira. O que seria um bom ano de 2026-27 para ti?

Ganhar pelo menos a primeira fase do March Madness, tentar ir o mais longe possível. Era o meu objetivo desde que vim para os Estados Unidos.

Já conheces algumas das colegas de equipa?

Fui lá visitar e conheci algumas, mas não são minhas amigas ainda.

Quando é que vais para lá?

Daqui a um mês, acho que é 3 ou 4 de junho, ainda não tenho voo. Há uma pausa de 1 a 21 de agosto, mas vou desde início de junho até agosto.

E o NIL? Como é que funciona nas grandes conferências?

Também nestas grandes conferências é muito diferente da conferência onde eu estava, mas essa parte dei ao meu agente. Não faço ideia como é que isso se trabalha.

Não foi um fator na tua decisão?

Não, de todo. Claro que é bom, mas não é prioridade. O que eu queria era um sítio onde pudesse crescer, uma conferência mais competitiva e jogar. O dinheiro não foi nada da decisão.

Este é o teu último ano de elegibilidade. Onde é que te vês depois da NCAA?

O objetivo depois é ir jogar na liga mais alta que eu conseguir, onde tiver que ser.

Deixas todas as opções em aberto. Vês-te a jogar na Europa?

Como é óbvio, o meu objetivo é conseguir jogar no mais alto nível que eu conseguir. Gostava de uma primeira liga espanhola ou de uma primeira liga na Austrália.

Austrália?

Sim. Adorava ir para a Austrália. A liga australiana começa em maio, ou seja, acaba a NCAA e vou para a Austrália, e depois da Austrália venho para a Europa. E não parar.

Porquê a Austrália?

Joguei com jogadoras australianas e a primeira liga é super competitiva, pagam bem, é uma das ligas mais competitivas do mundo. E seria uma experiência diferente.

O basquetebol português teve mais de 20 atletas na Division I este ano, a grande maioria mulheres. Sentes-te uma embaixadora do basquetebol português nos Estados Unidos?

Sim. Acho que toda a gente está a fazer um excelente trabalho e só mostra que todos os anos podemos vir a ter mais, porque estamos todos a ter um grande impacto aqui.

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FOTOGRAFIAS | DR 

Taça Nacional de BCR em curso com um estreante

Já decorre a Taça Nacional de BCR e com uma novidade auspiciosa para a modalidade: entra em cena o FC Beira-Mar do Lavradio. E narramos as etapas inaugurais da prova tendo como ponto de partida a vitória do emblema estreante sobre o CD “Os Especiais” por inequívocos – 41-4

Antes, a APD Sintra bateu precisamente o emblema madeirense por 50-10, formação vergada igualmente pela APD Leiria – 61-6. Ainda em encontro correspondente à primeira jornada concentrada, a turma do Lis levou a melhor sobre a APD Lisboa – 27-50.

Por seu turno, o conjunto da capital suplantou os insulares por 11-37, ao passo que, em partida interessante, os debutantes Beira-Mar do Lavradio saíram derrotados pela APD Sintra por 33-49.

Restam disputar nove encontros da competição antes da grande final, no feriado de 10 de junho, no Pavilhão do Lis – Cortes, em Leiria.

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Foto de capa: Inês Lima @blackandlime | @blackandlime.families 


SL Benfica passa às meias-finais e Oliveirense força a “negra” na Liga Betclic Masculina

Série encerrada para o SL Benfica e para a Ovarense GAVEX nos quartos de final dos playoffs da Liga Betclic Masculina. Amanhã disputam-se os Jogos 2 dos encontros entre Esgueira Aveiro OLI – Sporting CP e FC Porto – Imortal LUZiGÁS, ambos às 21h30, ambos na FPBtv (e o primeiro também n’A Bola TV).

SC Braga 79-94 SL Benfica

Os atuais campeões nacionais (e 1.º da Fase Regular) foram a Braga com um claro objetivo: avançar para as meias-finais. Os comandados de Pedro Grenha resistiram na primeira parte, com dois parciais de 18-22. A vantagem era de oito pontos ao intervalo e o 3.º quarto foi fundamental para a vitória encarnada, com as águias a vencerem 23-33.

Os últimos dez minutos viram uma boa réplica dos gverreiros (20-17), liderados por Mike Fofana (23pts, 6res), ao passo que Justice Sueing, com 28pts, 9res e louvores de MVP (37val) a ser o melhor do coletivo de Norberto Alves. Betinho Gomes, aos 41 anos, marcou 20 pontos em 6/10 de triplo.

 

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UD Oliveirense 90-72 Ovarense GAVEX

Espetacular ambiente no Dr. Salvador Machado. Os adeptos da Oliveira de Azeméis e de Ovar acorreram em peso ao derby histórico, com expetativas caseiras de impedir a festa vareira esta noite. Todos os parciais foram de alto equilíbrio – mas a UD Oliveirense, vencendo todos e com especial relevo na segunda parte (27-23, 25-24, 19-13 e 19-12), conseguiu empatar a eliminatória.

Earl Timberlake esteve “em todo o lado” e foi o MVP da partida, com 18 pontos, 12 ressaltos e seis assistências (32val). Jimmy Boeheim foi o melhor marcador, com uma primeira parte “de mão quente”, e terminou com 25 pontos e oito ressaltos. Pelos vareiros, o base Jay Heath foi o que mais se destacou, com 19 pontos. Jackson Stormo chegou ao duplo-duplo (11pts, 10res).

 

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Seleção Nacional BCR: Óscar Trigo divulga convocados com Zagreb em mente

Zagreb, Portugal prepara-se! A vontade de continuar a elevar o prestígio internacional do BCR nacional une-se ao desejo de bater o melhor resultado de sempre, o 7º posto no Europeu B de 2008. A motivação adensa-se depois de alcançada a manutenção no Europeu B de 2024, precedida pela brilhante campanha no Europeu C de 2023, que levou a Seleção à final.

Às ordens de Óscar Trigo e Javier López, neste primeiro estágio pós-Liga BCR – a finalíssima joga-se a 16 de maio -, dezassete convocados concentram-se no Centro de Estágio do Luso a 23 e 24 de maio, com entrada a 22. No pensamento, o Campeonato da Europa da Divisão B, de 26 de junho a 7 de julho, novamente nos Balcãs, em Zagreb, capital croata.

CONVOCADOS

Nome Clube
Lassana Indjai 1.0 GDD Alcoitão
Christophe da Silva 1.0 CS Meaux 2 (França)
Ronne van Heijningen 1.5 FC Porto
Gustavo Carvalho 2.0 FC Porto
Filipe Carneiro 2.0 APD Braga
Pedro Bártolo 2.5 FC Porto
Hugo Maia 2.5 GDD Alcoitão
Ângelo Pereira 2.5 GDD Alcoitão
Pedro A. Gomes 2.5 GDD Alcoitão
Ahmat Afashokov 2.5 GDD Alcoitão
Ismael Sousa 3.0 SSD Santa Lucia (Itália)
Nuno Nogueira 3.0 APD Leiria
Afonso Tavares 4.0 GDD Alcoitão
Iderlindo Gomes 4.0 APD Leiria
Miguel Reis 4.0 Basketmi Ferrol (Espanha)
Alexandre Conde 4.0 Basketmi Ferrol (Espanha)
Ibrahim Mandjam 4.0 Amicacci Abruzzo (Itália)

Fisioterapeuta: Sara Rodrigues

Staff: Ricardo Vieira, Carlos Peixoto

O programa da Seleção Nacional de BCR contempla ainda estágios a 6 e 7 de junho, 13 e 14, com duplo compromisso frente à Suíça, e último apronto de 21 a 24, antes da partida para a competição a 25 de junh0.

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Presidente João Carvalho marca presença na renovação de parceria entre COP e Repsol

O Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), Dr. João Carvalho, marcou presença na cerimónia de renovação da parceria entre o Comité Olímpico de Portugal e a Repsol, reforçando o compromisso conjunto com o desenvolvimento do desporto nacional e o apoio à Equipa Portugal rumo aos Jogos Olímpicos Los Angeles 2028.

“A continuidade da parceria com a Repsol é um motivo de grande satisfação para o Comité Olímpico de Portugal”, sublinhou Fernando Gomes, Presidente do Comité Olímpico de Portugal, destacando a importância de continuar a criar melhores condições para a preparação dos atletas portugueses até Los Angeles 2028.

A cerimónia contou ainda com a presença de Vera Vicente, Administradora-Delegada da Repsol Portugal, bem como de atletas olímpicos, representantes de federações, parceiros institucionais e comunicação social, reforçando a importância da colaboração entre entidades no caminho para Los Angeles 2028.

A presença da FPB nesta iniciativa reforça igualmente o compromisso da modalidade com o crescimento do desporto português, alinhando-se com os objetivos de desenvolvimento, valorização dos atletas e promoção do Basquetebol a nível nacional e internacional.

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Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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